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Constelações

Constelações

Uma constelação fácil de enxergar é Órion, como na figura acima. Para identificá-la devemos localizar 3 estrelas próximas entre si, de mesmo brilho, e alinhadas. Elas são chamadas Três Marias, e formam o cinturão da constelação de Órion, o caçador. Seus nomes são Mintaka, Alnilan e Alnitaka. A constelação tem a forma de um quadrilátero com as Três Marias no centro. O vértice nordeste do quadrilátero é formado pela estrela avermelhada Betelgeuse, que marca o ombro direito do caçador. O vértice sudoeste do quadrilátero é formado pela estrela azulada Rigel, que marca o pé esquerdo de Órion. Estas são as estrelas mais brilhantes da constelação. Como vemos, no hemisfério Sul Órion aparece de ponta cabeça. Segundo a lenda, Órion estava acompanhado de dois cães de caça, representadas pelas constelaçõs do Cão Maior e do Cão Menor. A estrela mais brilhante do Cão Maior, Sírius, é também a estrela mais brilhante do céu, e é facilmente identificável a sudeste das Três Marias. Procyon é a estrela mais brilhante do Cão Menor, e aparece a leste das Três Marias. Betelgeuse, Sírius e Procyon formam um grande triângulo, como pode ser visto no esquema abaixo.

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As estrelas de uma constelação só estão aparentemente próximas na esfera celeste, pois na verdade estão a distâncias reais diferentes

Quando você olha em um atlas do céu, você encontra as constelações representadas em diagramas como o abaixo, em que as estrelas são desenhadas com tamanhos diferentes para representar brilhos diferentes. Note que este diagrama mostra Órion na orientaçâo em que é vista no hemisfério norte.

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As constelações surgiram na antiguidade para ajudar a identificar as estações do ano. Por exemplo, a constelação do Escorpião é típica do inverno do hemisfério sul, já que em junho ela é visível a noite toda. Já Órion é visível a noite toda em dezembro e, portanto, típica do verão do hemisfério sul. Alguns historiadores suspeitam que muitos dos mitos associados às constelações foram inventados para ajudar os agricultores a lembrarem quando deveriam plantar e colher.

As constelações mudam com o tempo, e em 1929 a União Astronômica Internacional adotou 88 constelações oficiais, de modo que cada estrela do céu faz parte de uma constelação. Cada constelação tem sua coordenada.

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Estrelas e constelações aparentes ao pôr-do-Sol no dia 7 de agosto de 2008, as 19:15h, voltado para o oeste em Porto Alegre, cobrindo 179°×113°, gerado pelo Starry Night.

O Zodíaco

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Devido à precessão dos equinócios, o Sol atualmente cruza as 13 constelações do zodíaco

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Áries de 19 de abril a 13 de maio
Touro de 14 de maio a 19 de junho
Gêmeos de 20 de junho a 20 de julho
Câncer de 21 de julho a 9 de agosto
Leão de 10 de agosto a 15 de setembro
Virgem de 16 de setembro a 30 de outubro
Libra de 31 de outubro a 22 de novembro
Escorpião de 23 de novembro a 29 de novembro
Ofiúco de 30 de novembro a 17 de dezembro
Sagitário de 18 de dezembro a 18 de janeiro
Capricórnio de 19 de janeiro a 15 de fevereiro
Aquário de 16 de fevereiro a 11 de março 
Peixes de 12 de março a 18 de abril.

O poeta grego Hesíodo (c.753-c.680 a.C.) escreveu em seu poema "Trabalhos e Dias" que quando a constelação do Órion estivesse no meio do céu e Arcturus estivesse no horizonte ao amanhecer, estava na hora da colheita.

Fonte: astro.if.ufrgs.br

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Nós, moradores das metrópoles, ao observar o céu estrelado temos a impressão de um caos de pontos luminosos sem ordem alguma. Observadores mais atentos que vivem em mais contato com a natureza percebem certas regularidades e padrões. Olhando noite após noite constatamos que as estrelas não mudam de posição umas em relação as outras. Por isso falamos num movimento diurno que envolve toda a Esfera Celeste, é deste fato que surge a necessidade de se criar constelações. Chamamos constelação um grupamento de estrelas que aos nossos olhos sugere certos alinhamentos e desenhos arbitrários. Há mais de 3000 anos que os homens têm utilizado de figuras imaginárias para lembrar-se das posições aparentes das estrelas.

O conceito de constelação foi sendo alterado com o passar dos tempos. Houve época em que os desenhos em cartas celestes eram mais marcantes do que as estrelas que os sugeriam. Assim podemos falar de uma representação pictórica da constelação. Depois passou-se a usar alinhamentos mais ou menos arbitrários unindo estrelas brilhantes. Era uma representação esquemática. Hoje usa-se regiões da esfera celeste delimitadas por trechos de "paralelos" e "meridianos" celestes (equivalentes aos usados nos mapas geográficos, utilizando coordenadas celestes ao invés de latitude e longitude). Todo o céu foi dividido pela IAU (International Astronomical Union) em 88 regiões. Trata-se de uma representação por área do céu. Logo qualquer astro do qual se saiba as coordenadas pode ser classificado numa constelação específica. Como numa concha de retalhos cada região se encaixa na seguinte sem deixar nenhuma estrela de fora. Nesta divisão procurou-se manter, sempre que possível, uma relação com as constelações já consagradas pelos séculos de observação do céu.

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Constelação de Órion: Mapa Celeste de Hevelius (Gdansk,1690), Cortesia de Marcomedes Rangel.

Outro recurso que nos auxilia na memorização das posições das estrelas são os alinhamentos asterismos:

Alinhamento é uma certa forma de relacionar estrelas brilhantes através de retas imaginárias que as unem. Costuma-se fazer isto com estrelas afastadas e especialmente brilhantes (geralmente entre constelações distintas). Exemplo de alinhamento é o Grande Triângulo do Norte que contém em seus vértices três estrelas brilhantes visíveis no horizonte nordeste no início da noite em agosto. As estrelas que compõem o Grande Triângulo são: Vega (Alfa da Lira), Altair (Alfa da águia) e Deneb (Alfa do Cisne).

Asterismo é qualquer grupo peculiar de estrelas que não seja uma das 88 constelações determinadas pela União Astronômica Internacional. Os asterismos mais notáveis são os dois Aglomerados Estelares abertos que estão próximos de nós e que brilham na constelação de Touro. São eles as Plêiades e as Híades. Outros tipos de asterismos constituem-se de desenhos diferentes dos geralmente aceitos como clássicos. É comum por exemplo, chamar de Chaleira o grupo de sete estrelas mais brilhantes da constelação do Sagitário. Outro asterismos famoso é a Falsa Cruz (ou Falso Cruzeiro) na constelação da Carina.

USO DE CARTAS CELESTES

Geralmente o iniciante encontra alguma dificuldade em reconhecer de imediato as constelações. Isto não deve desanima-lo. Alguns momentos de contemplação tranqüila do céu noturno possibilitam que se adquira o hábito de observar. A prática leva a conhecer as diversas constelações. Não há forma melhor de treinar nossos olhos a reconhecer os astros do que o próprio ato de observar. A grande ferramenta para localizar as estrelas são os mapas estelares. Vários tipos podem ser utilizados mas aconselha-se aos iniciantes os planisférios rotativos pela sua facilidade de manuseio. Com uma carta celeste do tipo planisfério obtemos uma imagem das estrelas visíveis no momento da observação. Para isto bastar coincidir nos círculos graduados o dia e hora da observação e você terá uma visão da esfera celeste projetada no plano do mapa.

Entretanto algumas pessoas sentem dificuldade de localizar no céu os astros desenhados no plano do mapa.

Quais seriam as dificuldades e como resolvê-las?

A primeira e mais importante dificuldade é a Orientação. Todos os mapas trazem indicadas as direções dos pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste). Para localizar as estrelas representadas num mapa é preciso saber onde estão os pontos cardeais no horizonte e orientar a carta celeste de acordo com eles.

Se você colocar o seu braço esquerdo na direção do nascente (leste) você fica de frente para o sul (parte mais importante do céu em nossa latitude). Assim o norte estará suas costas e na sua direita estará o lugar no qual o Sol se põe e o lado para onde gira a esfera celeste. Imagine que a sua frente está um ponto marcando o pólo Sul Celeste e que este se mantém imóvel enquanto toda a esfera celeste gira ao redor dele num movimento lento e uniforme de leste para oeste.

De posse destes referências você pode localizar as estrelas umas em relação às outras. Lembre-se quando referir-se ao Sul ou Norte que no céu isto é feito em relação aos pólos celestes e não aos pontos cardeais. Por exemplo coloque seu planisfério no dia 15 de março à meia-noite. Bem no meridiano vemos a constelação do Cruzeiro do Sul e a leste brilham duas estrelas da constelação de Centauro, são elas Beta Centauro (também chamada Hadar) e Alfa Centauro (Rigil Kentaurus). Logo, quando quiser referir-se a uma estrela, não diga: "aquela abaixo daquela outra". Com os movimentos celestes aquela "abaixo" pode estar acima em outra noite ou em outro momento. É saudável adquirir o hábito de utilizar os pólos celestes (sul e norte) e o sentido de rotação da esfera celeste (leste e oeste) como referência. Por exemplo, dizer que Alfa e Beta do Centauro estão a leste do Cruzeiro significa dizer que estas estrelas estão do lado oposto ao da rotação aparente que o céu faz ao redor do pólo sul celeste durante o passar das horas. Da mesma forma podemos dizer que a constelação da Mosca está ao sul do Cruzeiro pois ela está mais próxima do pólo celeste sul do que esta última. Isto cria um paralelo entre o céu estrelado e sua carta celeste.

Outra questão importante é a Escala. Todo o mapa é uma redução de algo maior daí surge necessidade de escalas de redução. Usamos medidas angulares para determinar as posições (ou melhor as direções) dos astros. Uma escala relaciona um certo comprimento linear (no papel) com uma separação angular (no céu). Isto pode gerar alguma confusão pois no planisfério duas estrelas podem parecer muito próximas e no céu separarem-se muito, dificultando a comparação.

A seguir uma tabela com algumas formas de estimar medidas angulares utilizando como padrão o seu próprio corpo e astros bem conhecidos:

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Obs.: Todas as vezes que referimos medidas "manuais" considere que se observa a mão com o braço estendido.

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De imediato distinguimos que as estrelas tem brilhos diferentes. Umas mais brilhantes do que as outras. Para isso se usou uma classificação em magnitudes. No mapa costuma-se representar as estrelas por círculos proporcionais as magnitudes (círculos maiores para magnitudes menores). Isto pode sugerir que as estrelas tenham tamanhos visuais diferentes. Todas as estrelas apresentam-se aos nossos olhos como pontos, sem diâmetro. O que faz a diferença é o brilho, isto é, a quantidade de luz que chega aos nossos olhos. Assim duas estrelas próximas e brilhantes parecerão mais juntas na carta do que realmente são no céu. A distância angular entre duas estrelas no planisfério deve ser medida entre os centros dos círculos que as representam.

As constelações ao serem desenhadas no mapa deformam-se. Isto acontecesse devido a projeção plana utilizada para representar a esfera celeste. Isto fica mais evidente nas constelações do hemisfério que contém o pólo abaixado (oposto ao pólo acima do horizonte, o chamado pólo elevado) que em nosso caso é o hemisfério Norte. Logo deve-se levar em conta a Projeção do mapa ao se avaliar o formato de uma constelação.

Outro detalhe importante no uso das cartas é o Horizonte. Nas cartas rotativas o horizonte é representado por uma abertura ovalada na máscara de latitude. Nem sempre se pode considerá-lo desimpedido. Ora são árvores, prédios e montanhas, ora é a poluição luminosa que oculta as estrelas mais baixas. Logo podemos dizer que há um horizonte prático alguns graus (uns 15 graus em geral, nas grandes cidades) acima do horizonte aparente abaixo do qual a observação é péssima.

MÉTODO DA CONSTELAÇÃO-CHAVE

Para reconhecer as estrelas e constelações vamos utilizar um método que parte de constelações-chave.

A escolha de tais constelações segue os seguintes critérios relativos a facilidade de identificação:

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Se você levantar as máscaras de latitude de uma carta rotativa você verá um mapa de projeção circular do hemisfério visível de sua latitude. Uma faixa clara (ou pontilhada) representando a Via-Láctea , circunda de forma irregular o planisfério. Ao longo desta faixa a quantidade de estrelas brilhantes é bem maior que fora dela. É próximo a esta faixa que encontraremos três constelações que satisfazem plenamente estes critérios o faz delas excelentes candidatas a constelações-chave: Orion, Cruzeiro do Sul e Escorpião

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Coloque seu planisfério na posição 22 de dezembro à meia-noite . Bem próximo ao meridiano (um pouco para oeste) vemos quatro estrelas formando um grande quadrilátero um pouco à norte do zênite. No centro do quadrilátero existem três estrelas alinhadas que usualmente chamamos Três Marias. Estas sete estrelas são as mais notáveis da constelação de Orion. As estrelas mais brilhantes estão dispostas nas extremidades da diagonal do quadrilátero. São elas Betelgeuse (Alfa Orionis) e Rigel (Beta Orionis). Betelgeuse é a mais brilhante e fica no vértice norte da diagonal. Esta brilha com um tom levemente alaranjado. Rigel se encontra no extremo sul da diagonal. A constelação é cortada no meio pelo equador celeste (na altura das Três Marias).

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O Cruzeiro do Sul

Meia noite, no dia 21 de março bem próximo ao meridiano e do pólo sul vemos o Cruzeiro do Sul composto de quatro estrelas dispostas em cruz e uma quinta menos luminosa um tanto fora de centro. As estrelas mais luminosas estão voltadas para o leste.

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Obs.: A Caixa de Jóias é um aglomerado estelar aberto (ver nota de rodapé no 2 da página 1) cuja denominação cientifica é ngc4755 (NGC= New Generall Cataloge).

No braço maior do Cruzeiro encontramos a estrela mais brilhante da constelação, Acrux (Alfa Crucis). Oposta a esta brilha Gacrux (Gama Crucis). Estas duas estrelas servem para localizar aproximadamente o lugar do pólo sul. Para isso estenda mentalmente o comprimento do braço maior do Cruzeiro por quatro vezes e meia. Uma vez localizado o pólo sul celeste basta descer uma linha imaginária até o horizonte e se encontra o ponto cardeal sul.

Sem dúvida esta é a constelação mais popular em nosso país pois pode ser visto durante quase todo ano (exceto na Primavera quando fica muito baixa).

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O Escorpião

No dia 21 de junho à meia-noite bem próximo do zênite (um pouco a oeste) há um grupo de estrelas que lembram um enorme sinal de interrogação ou gancho no céu. Esta é a constelação de Escorpião. Antares (Alfa Scorpi) é a estrela mais brilhante da constelação. Seguindo a cauda enrodilhada para o sudeste até o fim encontramos duas estrelas formando o ferrão do aracnídeo, a mais brilhante chama-se Shaula (Lambda Scorpi).

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DESCRIÇÃO DO CÉU AUSTRAL

Todas as referências são dadas para a latitude do Rio de Janeiro porém são válidas para uma vasta região do Brasil em torno do Trópico de Capricórnio.

CÉU DE OUTONO

A leste do Cruzeiro existem duas estrelas de grande brilho são elas Rigil Kentaurus (Alfa Centauri) e Hadar (Beta Centauri). São chamadas Guardiães do Cruzeiro. Rigil é a estrela mais próxima do Sistema Solar (mesmo assim a luz demora cerca de quatro anos para percorrer o caminho até aqui). Na verdade Alfa Centauri é uma estrela tripla , isto é, um sistema composto de 3 estrelas das quais duas podem ser vistas da Terra com instrumentos modestos.

A sudeste das Guardiães estará constelação do Triângulo Astral cuja alfa chama-se Atria. A oeste do Cruzeiro temos uma região repleta de estrelas e objetos interessantes: a Carina. Desta rica constelação podemos destacar o Falso Cruzeiro e Alfa Carinæ, Canopus.

Próximo ao zênite quatro estrelas formam um pequeno quadrilátero: é o Corvo ladeado ao nordeste pela Alfa da Virgem, Spica, e a noroeste pela constelação do Leão, cuja alfa chama-se Régulos.

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CÉU DE PRIMAVERA

Esta é uma estação um tanto ingrata para o principiante. Se você colocar sua carta no dia 23 de setembro à meia-noite perceberá que a Via Láctea estará praticamente no horizonte o que nos dá um céu sem muitas estrelas brilhantes. Como o nosso método trabalha com constelação contidas nas proximidades da Via Láctea este céu constitui-se de um desafio para aqueles que já dominam as estações anteriores. Como a primavera é a transição do Inverno para o Verão ainda é possível ver alguns trechos dos céus destas estações.

No nascente podemos ver Orion e Touro. No horizonte sul, um pouco para o leste, ainda brilha Canopus. No poente, um pouco ao sul, vemos Sagitário e a cauda do Escorpião. Nesta época, a esta hora, o Cruzeiro está abaixo do horizonte.

Antes e depois meridiano temos duas estrelas muito brilhantes: Achernar, Alfa Eridani e Fomalhaut ,Alfa Piscis Austrinus. Ainda ao longo do meridiano, ao norte quatro estrelas formam o Grande Quadrado de Pégaso. São elas: Sheats, Beta do Pégaso, Alpheratz, Alfa da Andromeda, Algenib, Gama do Pégaso e Markab, Alfa do Pégaso.

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CÉU DE VERÃO

Ao noroeste de Orion encontramos Aldebaran, Alfa Tauri, com uma cor dourada. Esta brilhante estrela faz parte de um notável asterismo: as Híades que lembra uma letra A com seu vértice voltado para o sudoeste. Este é um dos aglomerado estelares mais próximos de nós.

A sudeste vemos Sírius, Alfa Canis Majoris, a estrela mais brilhante de todo o céu. Ao nordeste vemos a constelação de Gêmeos com suas duas estrelas mais brilhantes Castor (Alfa Geminorum) e Pollux (Beta Geminorum) e um pouco mais ao sul destas brilha Procyon (Alfa Canis Majoris). Ao sul do Cão Maior(ao longo do meridiano) vemos Canopus.

O Cruzeiro ainda pode ser visto a sudeste próximo ao horizonte.

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Receita para reconhecer o céu

Trabalho de Gabinete

Antes da sua noite de observação é útil uma preparação prévia. Com isto você aproveitará muito mais seu tempo de observação sabendo de antemão o que haverá de interessante no céu.

Primeiramente procure saber se a noite é de Lua, isto é, se a Lua estará no céu. A Lua pode atrapalhar bastante a observação de objetos pouco luminosos como aglomerados e nebulosas. Num calendário você encontra esta informação. Em periódicos especializados em Astronomia você poderá encontrar uma listagem dos astros próximos a Lua em um dado período.

O próximo passo é localizar os planetas no zodíaco. Para isso é preciso utilizar os periódicos acima citados. Esta localização será importantíssima pois serão os planetas os astros mais brilhantes do céu e facilmente poderiam ser confundidos com estrelas de 1a grandeza. A seguir localize as estrelas de 1a. magnitude que estarão no céu. Juntamente com os planetas estas estrelas serão os primeiros objetos a serem localizados. Dê uma atenção especial a região zenital. Tente memorizar as posições dos planetas, estrelas brilhantes e constelações mais importantes.

Trabalho de campo

A escolha do lugar de observação é muito importante. Procure um lugar pouco iluminado e sem obstáculos que bloqueiem o horizonte.

Sua observação pode começar com o pôr do Sol mas o céu só atingirá bom nível de escuridão após aproximadamente 1 hora. Este período é chamado de Crepúsculo Astronômico e quando termina é possível ver as estrelas de magnitude 6 (num céu ideal).

Seus instrumentos principais serão seus olhos logo torna-se necessário que você conheça seu funcionamento e suas limitações. O olho humano funciona como uma câmara fotográfica. A luz penetra pela pupila que funciona como um diagrama controlando a entrada de luz. Esta luz atravessa uma lente natural chamada cristalino que focaliza as imagens sobre a retina. é aí que os impulsos luminosos se tornam em impulsos nervosos capazes de serem interpretados pelo nosso cérebro.

Na retina existem dois tipos de células fotossensíveis: os cones e os bastonetes. Os cones são sensíveis as cores e demoram cerca de 10 minutos para se acostumarem a baixa iluminação contudo sua eficiência é pequena durante a noite. Já os bastonetes demoram mais tempo (algo em torno de 1 hora) para atingirem sua eficiência máxima. Esta célula funciona como um filme preto e branco percebendo diferentes tons de cinza. Os bastonetes necessitam de bem menos luz do que os cones por isso percebemos pouco as cores das estrelas e dos objetos que nos cercam a noite.

Conclusão: só após aproximadamente 1 hora em escuridão seus olhos estarão adaptados o suficiente para vislumbrar os astros de maior magnitude(menos brilhantes). Se precisar consultar o planisfério ou fazer alguma anotação utilize uma pequena lanterna recoberta com várias folhas de papel celofane vermelho. Nossos olhos são menos afetados pelo vermelho o que evita um novo período de readaptação.

No início da observação você tem que ter em mente o local do pôr do Sol para usá-lo como referência para identificar os pontos cardeais. Procure orientar a carta em relação a eles.

Agora comece sua busca com os astros mais brilhantes. Parta da região ao redor do zênite para o horizonte. Tente achar de início o astro mais brilhante (planeta ou estrela) mais próximo ao zênite. A seguir visualize as constelações chaves que contém estrelas brilhantes. Através de alinhamentos você irá localizando os astros menos brilhantes e constelações menos notáveis. Nos locais de céu muito bom a quantidade de estrelas é muito grande e dificulta um pouco o reconhecimento. Por isso é bom começar com um céu de menor qualidade. A poluição luminosa (névoa, luz artificial etc.) agirá como um filtro diminuindo o número de estrelas, isto é, só às mais brilhantes serão vistas. Guarde na memória suas posições relativas e quando tiver diante de si um céu limpo procure-as.

Em geral, as cartas celestes trazem impressa uma faixa clara que circunda o disco de forma mais ou menos irregular. Esta faixa representa a Via-Láctea, a nossa Galáxia. Num céu bom ela aparece como uma faixa nebulosa que geralmente cruza o céu de um lado a outro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALMEIDA, Gulherme de. "Roteiro do Céu", de Guilherme de Almeida (4.ª Edição) Ed.Platano

Slides do Curso ministrado no Mast em Maio de 2004

FARIA, R. P. "Astronomia À Olho Nu". Editora Brasiliense. 1986.

JACI Monteiro, Mário, "Constelações". Publicação do Clube de Astronomia do Rio de Janeiro (CARJ).

MENZEL, D. H. & PASACHOFF, J. M. "Guia De Campo De Las Estrellas Y Los Planetas De Los Hemisférios Norte Y Sur" Editora Omega. 1986. Barcelona. Espanha.

MOURÃO, Ronaldo R. de F. "Carta Celeste do Brasil". Editora Bertrand Brasil, 1985.

_____. "Atlas Celeste". Editora Vozes. 1982.

NICOLINI, Jean. "Manual do Astrônomo Amador". Editora Papirus. 1985.

VIEIRA, Fernando. Identificação do Céu. Publicação da Fundação Planetário - Rio de Janeiro. 1986.

Periódicos onde se pode encontrar posições dos planetas:

ANUÁRIO DE ASTRONOMIA. Ronaldo R. de F. Mourão. Editora Bertrand Brasil. Publicação Anual.

EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS. Publicação Anual do Observatório Nacional.

ASTRONOMY. Revista americana publicada mensalmente.

SKY AND TELESCOPE. Revista americana publicada mensalmente.

Mapas Celestes:

A maior parte dos mapas aqui apresentados foram baseados no software SkyMap Pro Version 5.

Para um Planisfério que você mesmo imprime e monta visite o link abaixo:
http://planeta.terra.com.br/lazer/zeca/pratica/planisferio.htm

Os "mirrors" autorizados desta pagina se encontram em

http://sites.uol.com.br/ffernandez/apostila/apostila.htm

http://www.geocities.com/cadu-mg/basastronomy/thesky.htm

http://greenfield.fortunecity.com/hawks/235/ ciencias/astronomia/ceu/apostila.htm

Naelton Mendes de Araujo

Fonte: www.geocities.com

Constelações

O céu estrelado foi talvez a primeira atividade especulativa do homem conforme inscrições e construções em pedra que datam de até 30.000 anos atrás. Neste passado remoto, o céu era observado com espanto, admiração e respeito, provocando profundo sentimento de idolatria. O desconhecimento das causas dos fenômenos astronômicos causava temor. Os astros eram divinos e o céu sagrado servia de morada aos deuses.

Contemplando o céu em noites extremamente límpidas e sem iluminação artificial, os homens inventaram as constelações: figuras imaginárias de seres mitológicos, animais e objetos nos alinhamentos estelares. Cada povo ou tribo tinha as suas próprias constelações e, para memorizá-las criavam mitos.

Vivendo da caça, da pesca e da agricultura, precisavam conhecer detalhadamente o clima, épocas de plantio e de colheita e o céu constelado ajudava imensamente neste sentido. Além de servir como calendário, lembrando épocas do ano, explicava fenômenos naturais. Em especial as constelações zodiacais, surgiram para marcar a trajetória aparente do Sol durante o ano. Partindo da posição em que o Sol estivesse no fundo estrelado, eram feitas correlações diretas com as condições climáticas na Terra e com as estações do ano.

Exemplos característicos são as constelações de Aquário e de Virgem. Aquário, para alguns povos, era associada à época das chuvas, e por consequência, simbolizava fertilidade. Para os egípcios, as cheias do Rio Nilo eram provocadas pelo deus Aquário que anualmente despejava seu gigantesco jarro d’agua nas nascentes do mesmo. Já a Constelação de Virgem, foi assim batizada pois quando o Sol estava nesta região do céu, era época da colheita do trigo, tarefa reservada às moças virgens.

O fundo estrelado foi de fundamental importância para que o homem constatasse as primeiras verdades sobre o Universo. Marcando as posições do Sol, da Lua e dos planetas sobre o fundo das estrelas fixas, deduziu as leis que regem os movimentos planetários e percebendo a regularidade dos movimentos aparentes dos astros, criou o tempo, surgindo assim os primeiros calendários.

Atualmente as constelações não possuem a expressiva significação que tinham na antiguidade. São utilizadas pela Astronomia para indicar direções do Universo e facilitam o reconhecimento do céu. Estrelas brilhantes como Canopus (const. Carina), Formalhaut ( Const. Peixe Austral) e Sírius (Cão Maior) são utilizadas para direcionamento de equipamentos na navegação espacial.

Em 1930 a UAI (União Astronômica Internacional), em virtude da precisão exigida pela moderna Astronomia, dividiu geometricamente o céu estrelado em 88 constelações, preservando os nomes herdados em grande parte de civilizações ocidentais antigas.

Para cada estação do ano temos uma constelação símbolo. Órion: simboliza o verão para o hemisfério sul e o inverno para o hemisfério norte; Leão: outono para o sul e primavera para o norte; Escorpião: inverno para o sul e verão para o norte; Pégaso: primavera para o sul e outono para o norte.

Revestindo a realidade de mitos, os gregos foram grandes nesta arte. Segundo eles, Órion era um gigante guerreiro e caçador amante da Astronomia, que certa vez desafiou Artemis (Diana para os romanos), a deusa da caça, dizimando os animais da Terra. Indignada com a situação, incumbiu um escorpião de matá-lo. Na luta ambos morreram e em seguida foram transformados pela mesma em constelações.

A constelação do Leão lembrava, para todos os povos antigos, o Sol. O rei dos animais não poderia deixar de ser associado ao astro-rei que quando estava nesta região do céu trazia o verão. Este animal era o Leão de Neméia morto por Hércules num de seus doze trabalhos.

Na constelação de Pégaso está registrada uma bela estória de amor. Pégaso foi o cavalo alado que ajudou Perseu a salvar sua amada Andrômeda das garras de um monstro marinho chamado Cetus. Pégaso nasceu do sangue que jorrou no mar quando Perseu arrancou uma das cabeças da medusa, monstro de várias cabeças que petrificava todos que o olhassem. Montado em seu cavalo alado, Perseu carrega a cabeça arrancada e mira para Cetus petrificando-o e assim salva sua amada.

Fonte: www.cfh.ufsc.br

Constelações

Lista com as 88 constelações definidas oficialmente em 1930 pela I.A.U. (International Astronomical Union), a União Astronômica Internacional, órgão responsável entre outras coisas, pela atribuição dos nomes aos objetos celestes. Segundo o conceito moderno, a esfera celeste foi dividida em 88 regiões com fronteiras precisamente definidas, de modo que todo astro, seja ele planeta, estrela, galáxia, etc. esteja sempre dentro dos limites de uma determinada constelação.

Legenda
Campo Descrição
No. Número na lista
Abrev. Abreviação de 3 letras
Latim Nome em latim da constelação
Genitivo Forma possessiva em latim
Português Nome em português da constelação
Área Área ocupada pela constelação em graus quadrados
Hem. Hemisfério celeste onde se encontra a constelação: 
HN - Hemisfério Celeste Norte
HS - Hemisfério Celeste Sul
N.Vís. Número de estrelas visíveis a olho nú (mv < 6,0)
Estrela Alfa Nome da estrela alfa 
(nem sempre equivale à estrela mais brilhante)

 

No. Abrev. Latim Genitivo Português
1 And Andromeda Andromedae Andrômeda
2 Ant Antlia Antliae Máquina Pneumática
3 Aps Apus Apodis Ave do Paraíso
4 Aqr Aquarius Aquarii Aquário
5 Aql Aquila Aquilae Águia
6 Ara Ara Arae Altar
7 Ari Aries Arietis Carneiro
8 Aur Auriga Aurigae Cocheiro
9 Boo Bootes Bootis Boieiro
10 Cae Caelum Caeli Buril
11 Cam Camelopardalis Camelopardalis Girafa
12 Cnc Cancer Cancri Caranguejo
13 CVn Canes Venatici Canun Venaticorum Cães de Caça
14 CMa Canis Major Canis Majoris Cão Maior
15 CMi Canis Minor Canis Minoris Cão Menor
16 Cap Capricornus Capricorni Capricórnio
17 Car Carina Carinae Carena do Navio
18 Cas Cassiopeia Cassiopeiae Cassiopéia
19 Cen Centaurus Centauri Centauro
20 Cep Cepheus Cephei Cefeu
21 Cet Cetus Ceti Baleia
22 Cha Chamaleon Chamaleontis Camaleão
23 Cir Circinus Circini Compasso
24 Col Columba Columbae Pomba
25 Com Coma Berenices Comae Berenices Cabeleira de Berenice
26 CrA Corona Australis Coronae Australis Coroa Austral
27 CrB Corona Borealis Coronae Borealis Coroa Boreal
28 Crv Corvus Corvi Corvo
29 Crt Crater Crateris Taça
30 Cru Crux Crucis Cruzeiro do Sul
31 Cyg Cygnus Cygni Cisne
32 Del Delphinus Delphini Golfinho
33 Dor Dorado Doradus Peixe Dourado
34 Dra Draco Draconis Dragão
35 Equ Equuleus Equulei Pequeno Cavalo
36 Eri Eridanus Eridani Rio Eridano
37 For Fornax Fornacis Fornalha
38 Gem Gemini Geminorum Gêmeos
39 Gru Grus Gruis Pássaro Grou
40 Her Hercules Herculis Hércules
41 Hor Horologium Horologii Relógio
42 Hya Hydra Hydrae Hidra Serpente do Mar
43 Hyi Hydrus Hydri Hidra Macho
44 Ind Indus Indi Índio
45 Lac Lacerta Lacertae Lagarto
46 Leo Leo Leonis Leão
47 LMi Leo Minor Leonis Minoris Leão Menor
48 Lep Lepus Leporis Lebre
49 Lib Libra Librae Balança
50 Lup Lupus Lupi Lobo
51 Lyn Lynx Lyncis Lince
52 Lyr Lyra Lyrae Lira
53 Men Mensa Mensae Mesa
54 Mic Microscopium Microscopii Microscópio
55 Mon Monoceros Monocerotis Unicórnio
56 Mus Musca Muscae Mosca
57 Nor Norma Normae Esquadro
58 Oct Octans Octantis Oitante
59 Oph Ophiucus Ophiuchi Serpentário
60 Ori Orion Orionis Órion
61 Pav Pavo Pavonis Pavão
62 Peg Pegasus Pegasi Pégaso Cavalo Alado
63 Per Perseus Persei Perseus
64 Phe Phoenix Phoenicis Fênix
65 Pic Pictor Pictoris Cavalete de Pintura
66 Psc Pisces Piscium Peixes
67 PsA Pisces Austrinus Pisces Austrini Peixe Austral
68 Pup Puppis Puppis Pôpa do Navio
69 Pyx Pyxis Pyxidis Bússola
70 Ret Reticulum Reticuli Retículo
71 Sge Sagitta Sagittae Flecha
72 Sgr Sagittarius Sagittarii Sagitário
73 Sco Scorpius Scorpii Escorpião
74 Scl Sculptor Sculptoris Escultor
75 Sct Scutum Scuti Escudo
76 Ser Serpens Serpentis Serpente
77 Sex Sextans Sextantis Sextante
78 Tau Taurus Tauri Touro
79 Tel Telescopium Telescopii Telescópio
80 Tri Triangulum Trianguli Triângulo
81 TrA Triangulum Australe Trianguli Australis Triângulo Austral
82 Tuc Tucana Tucanae Tucano
83 UMa Ursa Major Ursae Majoris Ursa Maior
84 UMi Ursa Minor Ursae Minoris Ursa Menor
85 Vel Vela Velorum Vela do Navio
86 Vir Virgo Virginis Virgem
87 Vol Volans Volantis Peixe Voador
88 Vul Vulpecula Vulpeculae Raposa

 

Área Hem. N.Vís. Estrela Alfa
722 HN 100 Alpheratz
239 HS 20  
206 HS 20  
980 HS 90 Sadalmelik
652 HN-HS 70 Altair
237 HS 30  
441 HN 50 Hamal
657 HN 90 Capella
907 HN 90 Arcturus
125 HS 10  
757 HN 50  
506 HN 60 Acubens
465 HN 30 Cor Caroli
380 HS 80 Sírius
183 HN 20 Prócion
414 HS 50 Algedi
494 HS 110 Canopus
598 HN 90 Schedar
1060 HS 150 Rigil Kentaurus
588 HS 60 Alderamin
1231 HS 100 Menkar
132 HS 20  
93 HS 20  
270 HS 40 Phact
386 HN 50 Diadem
128 HS 25  
179 HN 20 Alphecca
184 HS 15 Alchiba
282 HS 20 Alkes
68 HS 30 Acrux
804 HN 150 Deneb
189 HN 30 Sualocin
179 HS 20  
1083 HN 80 Thuban
72 HN 10 Kitalpha
1138 HS 100 Achernar
398 HS 35  
514 HN 70 Castor
366 HS 30 Al Na'ir
1225 HN 140 Rasalgethi
249 HS 20  
1303 HS 130 Alphard
243 HS 20  
294 HS 20  
201 HN 35  
947 HN 70 Regulus
232 HN 20  
290 HS 40 Arneb
538 HS 50 Zubenelgenubi
334 HS 70 Men
545 HN 60  
286 HN 45 Vega
153 HS 15  
210 HS 20  
482 HS 85  
138 HS 30  
165 HS 20  
291 HS 35  
948 HN-HS 100 Rasalhague
594 HN-HS 120 Betelgeuse
378 HS 45 Peacock
1121 HN 100 Markab
615 HN 90 Mirfak
469 HS 40 Ankaa
247 HS 30  
889 HN 75 Alrischa
245 HS 25 Fomalhaut
673 HS 140  
221 HS 25  
114 HS 15  
80 HN 20  
867 HS 115 Rukbat
497 HS 100 Antares
475 HS 30  
109 HS 20  
637 HN-HS 60 Unuck al Hai
314 HS 25  
797 HN 125 Aldebaran
252 HS 30  
132 HN 15 Ras al Mothallah
110 HS 20 Atria
295 HS 25  
1280 HN 125 Dubhe
256 HN 20 Polaris
500 HS 110  
1294 HN-HS 95 Spica
141 HS 20  
268 HN 45  

Fonte: www.cosmobrain.com.br

Constelações

As Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas que os astrónomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais ou objetos.

Muitas imagens estão ligadas a histórias mitológicas.

Numa noite escura, pode-se ver entre 1000 e 1500 estrelas, muitas delas, pertencem a constelações.

Devido à posição do Terra em relação ao Espaço, existe constelações que só são visíveis no Hemisfério Norte, Céu Boreal e as que só são visíveis no Hemisfério Sul, Céu Austral.

As Constelações mais populares entre nós são: a Cassiopeia em forma de M ou W; a Orion ou Orionte, um trapézio com três estrelas seguidas dentro; e a Ursa Maior e Ursa Menor, que parecem sertãs. Esta última, a Ursa Menor, tem na ponta da cauda, a estrela polar que indica o norte.

São também populares mas menos visíveis as constelações do Zodíaco que estão patentes nos signos.

Na totalidade existe 88 Constelações.

Constelações
Orion (as estrelas do meio, são conhecidas popularmente como as três Marias).

Constelações
Orion - o Caçador

Constelações
Ursa Maior

Constelações
Ursa Maior, Ursa Menor e Cassiopeia.

A figura mostra a medida e a direção relativamente às estrelas exteriores do grande carro da Ursa Maior, para achar a estrela polar que indica o norte, e é a cauda da sertã ou pequeno carro da Ursa Menor. Vemos ainda a posição da Cassiopeia, a Rainha, em relação às outras duas Constelações.

Constelações
Constelações do Zodíaco

Fonte: clubeoscuriosos.blogspot.com

Constelações

Constelação é um conjunto de estrelas visíveis que estão numa mesma posição. Antigamente, os astrônomos acreditavam que as constelações formavam figuras de animais, pessoas e objetos, o que os incentivou a nomeá-las.

Conhecer o céu e a posição das estrelas antigamente era muito importante para a vida, pois utilizavam o céu na navegação como pontos de localização e na agricultura para perceber as mudanças das estações do ano.

No ano de 140, o astrônomo egípcio Ptolomeu determinou pela primeira vez o zodíaco. O zodíaco é uma faixa imaginária que designa a criação do sistema solar e é formado por constelações zodiacais. Estas são cortadas pelo caminho solar, pelo movimento de translação que a Terra exerce que pode ser visto tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul.

As constelações Boreais que são vistas apenas no hemisfério norte e as constelações Austrais que são vistas somente no hemisfério sul são caracterizadas de acordo com o hemisfério que as visualizam.

Nos dias atuais, as constelações não possuem tanta importância como antigamente, já que não mais necessitamos das mesmas para a sobrevivência. Hoje, as constelações são utilizadas como identificadoras de direção e para o reconhecimento do céu em análises espaciais. Em 1930, o céu estrelado foi dividido de forma geométrica em 88 constelações a fim de facilitar suas identificações. Algumas que já eram conhecidas desde antigamente preservaram os nomes dados pelos antigos.

No Brasil, a constelação mais popular é a Constelação de Órion ou parte dela, mais conhecida como Três Marias. As Três Marias representam o centro desta constelação e ao localizá-las pode-se facilmente visualizar toda a constelação.

Fonte: mundoeducacao.uol.com.br

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