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CONTÁGIO

Um cordeiro macho, fêmea, vivo, morto, que ele morra, que eu viva!

Darás um porco como teu substituto. Dai sua carne por tua carne, seu sangue por teu sangue; que ele [o deus] possa aceitá-lo; o coração que colocaste sobre teu coração, dai-o pelo teu coração; que ele possa aceitá-lo.

Desenho do demônio feminino
Desenho do demônio feminino "Lamashtu".

Para expulsar os demônios, além de orações, eram utilizados remédios especiais: substâncias que desagradem esses demônios, para que eles saiam do corpo do doente. Por isso, muitos remédios eram terríveis e repugnantes. Utilizavam cataplasmas de plantas podres; a fumaça mau-cheirosa de penas ou lãs queimadas; medicamentos amargos; remédios feitos de excrementos humanos ou de animais.

O melhor modo de evitar doenças, evidentemente, é permanecer reconciliado com o deus, além de utilizar amuletos ou talimãs, para afastar os demônios ou encantamentos mágicos. Continham a figura do demônio e a oração apropriada. Alguns eram carregados pela pessoa, presos a um colar. Outros, eram mantidos em casa. Havia também pedras e plantas que podiam afastar os maus espíritos.

Mesmo quando a causa da doença é natural e conhecida, o tratamento inclui orações. Quando, por exemplo, uma pessoa é picada por um escorpião, o sacerdote deve orar ao veneno e invocar a sua saída do corpo:

Veneno, veneno, veneno, veneno do escorpião (...). Tu atinges com o teu dardo, tu atinges com a tua cauda.

Tu arrancaste o homem do abraço de sua jovem mulher; tu arrancaste a jovem mulher do abraço do homem. Veneno (...); como o leite dos seios, como o suor das axilas, como o pus de um abcesso no olho, como a urina de entre as coxas, escorra, veneno! Como o leite dos seios do peito de uma mulher, como o fluido da narina ou da orelha! Por que, veneno, atormentas o homem e a jovem mulher? Assim como o odor não permanece sobre os dentes, que o veneno não permaneça no corpo do homem e da jovem mulher. O encantamento Ul-iattunu, o encantamento de Ea, de Marduk, o encantamento de Marduk o pai das conjurações dos deuses, aquele [encantamento] que eles instituiram, eu o repeti. É o encantamento do E-nu-ru. É o encantamento contra o veneno.

Depois das orações, eram passadas na pessoa vários ungüentos contra o veneno. Mas a oração era essencial, pois sem ela nenhum remédio poderia produzir efeito.

Embora fosse tipicamente religiosa, a medicina da Mesopotâmia admitia causas naturais para várias doenças, porexemplo, se um homem tem dores no coração, se seu estômago está em fogo, se seu peito está como se estivesse rasgado, esse homem sofre do calor do dia. Pilar juntos o heléboro, tremoço, calêndula, crisântemo, resina de andropogom, maná, lolium e rícino. Ele beberá em jejum, na cerveja, e ficará curado.

Há também muitos textos mesopotâmicos que descrevem sintomas e dão nomes às doenças mais comuns. Há cerca de 250 plantas das quais eram extraídos medicamentos, que em geral eram usados misturados com cerveja ou vinho de palmeira. Muitos desses medicamentos eram, certamente, eficazes.

A idéia de uma medicina quase totalmente religiosa pode parecer absurda, a uma mente científica moderna. Mas deve-se notar que essa medicina não era irracional. Afinal de contas, o tratamento e a prevenção das doenças era totalmente coerente com a causa das mesmas. Há, portanto, um certo tipo de racionalidade na medicina religiosa.

Irracional seria, pelo contrário, acreditar que as doenças eram produzidas por deuses e demônios e utilizar simples remédios naturais contra elas; ou acreditar que as doenças eram naturais e utilizar orações contra as mesmas. Nesses casos, o tratamento seria incoerente com a causa da doença e poderia ser considerado irracional.

MEDICINA RELIGIOSA INDIANA

Em outras civilizações antigas, das quais foram preservados muitos textos religiosos, também se notam concepções semelhantes às da Mesopotâmia. Na Índia, cerca de 1.000 anos antes da era cristã, foram compostos os livros que se chamam "Vedas". Em um deles - o Atharva-Veda - encontram-se muitas orações contra feiticeiros, pois eles eram responsáveis por grande número de males e doenças. Este, por exemplo, era um hino dirigido ao deus do fogo, Agni, para identificar e punir os feiticeiros:

Este sacrifício trará os feiticeiros, como uma correnteza traz a espuma. Seja quem for, homem ou mulher, que tiver feito isso, que essa pessoa fale.

Este homem veio e confessou tudo. Recebei-o depressa, ó Brihaspati, tomai-o sob vosso controle. Ó Agni e Soma, perfurai-o.

Ó bebedor de Soma [Indra], matai os descendentes do feiticeiro e conduzi-o aqui. Fazei com que ele fale e que seus olhos - tanto o direito quanto o esquerdo - caiam de sua cabeça.

Ó Agni, vós que sempre sabeis o nascimento deles, dos devoradores que se escondem; ó sábio, ó Agni, fortalecendo-vos pela oração, matai-os, perfurando-os cem vezes.

Assim como na Mesopotâmia, observamos na Índia a existência de orações aos deuses para curarem doenças, para protegerem dos demônios e dos feiticeiros, etc. Não é necessário mostrar, aqui, exemplos de todos esses tipos de orações. No entanto, é interessante indicar outros aspectos da antiga medicina indiana, relacionados com o tema deste livro, e que diferem da medicina mesopotâmica. Um dos aspectos interessantes é a associação entre muitas doenças e vermes visíveis e invisíveis.

As verminoses intestinais sempre foram bem conhecidas e muitos povos nem lhes davam importância, por serem coisas comuns e aparentemente pouco perigosas. No entanto, partindo do conhecimento de que o corpo humano pode abrigar vermes, os indianos generalizaram essa idéia e passaram a imaginar também "vermes invisíveis" que poderiam habitar o corpo e produzir doenças. A oração védica seguinte, muito antiga, invoca o deus Indra contra todos os tipos de vermes:

Com a grande mó de Indra, que esmaga todos os tipos de vermes, eu amasso em pedaços os vermes, como os grãos em uma mó.

Eu esmaguei os visíveis e os invisíveis, e também o kurúru; espedaçamos os alandus e todos os chalunas com nosso encantamento.

Eu atingi os alandus com uma arma poderosa. Queimados ou não, eles perderam seu vigor. Os que permanecem e os que não permanecem foram subjugados por meu encantamento. Que não permaneça nenhum verme intacto.

O verme que vive nas entranhas, que vive na cabeça, nas costelas, o avaskava e o perfurador - eu os despedaço com minha magia.

Os vermes que estão nas montanhas, nas florestas, nas ervas, no gado, nas águas, que entraram em nós - eu destruo toda essa geração de vermes.

Na Mesopotâmia, também se acreditava que certos vermes podiam causar, por exemplo, a dor de dentes. Mas não se dava a mesma importância aos vermes que foi atribuída pelos indianos.

A idéia de que os vermes podem produzir muitas doenças e se localizar em diferentes partes do corpo não é muito diferente da idéia de que as doenças podem ser produzidas pela invasão do corpo por demônios. Em certas orações, fala-se sobre "inimigos invisíveis", que produzem doenças, e que podem ser demônios ou outro tipo de agente:

O Sol se ergueu no céu, matando os demônios. Ele, o celeste, do alto das montanhas, vendo tudo, destruiu aquilo que não vemos.

O gado se recolheu ao estábulo, os animais bravios foram repousar; as ondulações das correntezas passaram e desapareceram.

Eu trouxe a famosa planta de Kanva, a que dá a vida, que cura tudo. Que ela possa destruir os inimigos ocultos neste homem.

Há muitos textos indianos em que as idéias de seres sobrenaturais e causas naturais das doenças parecem se confundir. Existem orações destinadas a expulsar o "yakshma" do corpo dos doentes; esse "yakshma" é alguma coisa que produz a tuberculose e outras doenças, e não se torna claro se é um ente sobrenatural, como os demônios, ou natural, como os vermes:

Eu arranco o yakshma de teus olhos, de tuas narinas, de teus ouvidos, queixo, de teu cérebro e de tua língua; eu arranco o yakshma que está em tua cabeça.

Do pescoço e dos ombros, da espinha e das vértebras, dos braços e das espáduas - eu arranco o yakshma que está em teus braços.

De teu coração e de teus pulmões, da vesícula, dos dois lados, dos rins, do fígado e do baço, nós expulsamos o yakshma.

Das entranhas e dos intestinos, do reto, do ventre, das ancas e do umbigo, eu arranco o yakshma.

De tuas coxas, dos joelhos, dos calcanhares, dos pés, de tuas pernas eu expulso o yakshma.

De teus ossos, do tutano, de teus tendões e veias, das mãos, unhas e dedos, eu expulso o yakshma.

Aquele que está em cada membro, cada cabelo, cada junta, o yakshma que está em tua pele, nós, com o encantamento de Kashyapa, expulsamos para longe.

O yakshma parece ser alguma coisa viva, que penetra no corpo e que pode ser tirado dele, por encantamentos. O uso de magia contra o yakshma não quer dizer que ele seja algo sobrenatural: também eram feitos encantamentos para afastar as serpentes ou as formigas indesejáveis de um lugar. Além disso, o yakshma podia também ser mantido à distância por meios naturais: por remédios e pela fumaça de plantas aromáticas.

Aquele que é atingido pelo delicioso aroma do guggulu curador nunca é atingido pela maldição ou pelo yakshma. Os yakshmas fogem dele, como os antílopes fogem de uma fera selvagem.

Se tu vens do rio ou do oceano, ó guggulu, eu tomo o nome de ambos, para que este homem fique protegido.

A idéia de que a fumaça de substâncias aromáticas (como incenso) pode afastar as causas das doenças aparece também em outros povos antigos. Como vamos ver, é uma concepção que teve longa vida, sendo de enorme importância na medicina européia até o século XVIII.

Vê-se, através desses exemplos, como a concepção da invasão do corpo por entidades vivas, invisíveis, capazes de produzir doenças, é antiga. De certa forma, é na medicina religiosa que estão as raízes da moderna teoria microbiana das doenças.

OS INDIANOS E AS IMPUREZAS

Nas civilizações em que a medicina tinha caráter religioso, um conceito extremamente importante era o de "impureza". Aquele que cometia uma falta religiosa se tornava impuro e sujeito a doenças. Essa "impureza" podia estar associada àquilo que podemos considerar como um pecado - uma falta moral, uma ofensa à divindade; mas tinha um significado mais amplo, como vamos ver.

Para se livrar da impureza, a pessoa precisava realizar um ritual purificador, que muitas vezes incluia o banho. Dessa forma, o asseio corporal estava fortemente associado à idéia de pureza religiosa.

A idéia de purificações rituais pela água aparece muito fortemente na tradição indiana. Os portugueses - e, depois, os ingleses - que invadiram a Índia no fim do século XV, ficavam espantados ao ver que os indianos se lavavam e tomavam banhos inúmeras vezes. Os europeus dessa época, pelo contário, raramente se lavavam e, por isso, o banho lhes parecia algo supersticioso e até demoníaco.

O padre português Gonçalo Trancoso, em 1616, fez um relatório detalhado sobre os costumes religiosos dos indianos. Baseando-se tanto em textos antigos como na tradição que era conservada na época, o padre Trancoso informa que as purificações dos indianos começavam antes do nascer do Sol. Todos os indianos da casta sacerdotal (brâmanes) deviam levantar-se, e ir para o rio mais próximo, em silêncio absoluto (sem poder conversar), levando 4 panos. Um deles era utilizado como roupa, outro era enrolado na cabeça, como um turbante, e outros dois deixados na margem do rio, para se trocar depois.

Os brâmanes deviam cobrir um local do chão com ervas e evacuar nesse lugar, com o rosto voltado para o norte. Depois, fora do rio, mas próximo dele, deviam esfregar o traseiro com areia ou terra, com a mão esquerda, depois lavar a mão no rio. Isso devia ser repetido pelo menos 5 vezes. Depois, deviam se banhar no rio.

Dentro do rio, deveria ser feito um ritual especial de purificação da boca, com água. Os brâmanes casados deviam repetir essa purificação 32 vezes. Por fim, era necessário mascar e esfregar os dentes com um ramo de uma planta. Todas essas purificações eram acompanhadas de orações. Somente após tudo isso os brâmanes podiam realizar qualquer tarefa religiosa - como o ritual diário que deviam fazer quando o Sol nascia. O padre Trancoso explica o significado de todo esse ritual:

Se quereis saber o fruto de se lavar, é que dá limpeza ao corpo e ao entendimento, bota fora os pecados que se cometerem de noite em sonhos e por pensamentos ruins.

Diariamente, os brâmanes casados deviam realizar essa purificação também ao meio-dia. Também se devia fazer essa purificação em momentos especiais, como em rituais associados à lua cheia e lua nova, ou quando houvesse um eclipse.

No entanto, além de ocasiões fixas de purificação, era necessário dar especial atenção a certas situações que podiam produzir impureza. A morte era, especialmente, uma fonte de grande impureza.

Um antigo texto indiano, chamado "Vishnu-Smriti", descreve em detalhes os tipos de impureza e os rituais purificadores de cada caso.

Segundo o Vishnu-Smriti, um brâmane se tornava impuro pela morte de um parente (até o sétimo grau) ou de seu mestre espiritual. Essa impureza durava dez dias. Se uma mulher da família tivesse um aborto, esse fato também produzia uma impureza, por um número de noites igual ao número de meses desde a concepção do feto.

Em todos esses casos, após decorrido o tempo de impureza, era necessário fazer um ritual especial: mergulhar em um rio, pronunciar o hino sagrado de Aghamarshana três vezes e, depois de sair da água, repetir a oração Gayatri mil e oito vezes.

Carregar o corpo de um defunto, para a cremação, era especialmente perigoso e exigia muitos rituais adicionais. Mas a impureza de um cadáver era considerada tão grande que podia contagiar mesmo as pessoas próximas. Por isso, a pessoa se tornava impura se seguia um funeral, ou se ficava ao alcance da fumaça da pira crematória. Devia, nesses casos, lavar suas roupas e tomar o banho ritual, para se tornar novamente pura.

A impureza era considerada como algo contagioso: tocar uma pessoa que tocou um cadáver ou tocar uma mulher menstruada acarretava impureza. A pessoa também adquiria impureza se aceitasse alimentos de alguém impuro, ficando impuro durante tanto tempo quando este.

Se um animal morresse em um poço, ou se este se tornasse impuro em alto grau, recomendava-se tirar toda a água, secar com um pano e acender fogo dentro. Por fim, quando começasse a surgir água no poço novamente, devia-se atirar alimento sagrado (pancagavya) nele. Considerava-se que grandes reservatórios de água (rios, açudes) não se tornam impuros.

Havia outras regras que podemos interpretar como cuidados com a saúde. Uma pessoa era considerada impura se vomitasse ou cuspisse sangue.

Durante o período de impureza, a pessoa não devia cozinhar - era preciso comer alimentos comprados ou oferecidos gratuitamente; devia dormir no chão; não comer carne; e dormir sozinho. Após o período de impureza, era necessário realizar sempre um ritual purificador, pois a impureza não desaparecia por si mesma.

A duração do período de impureza era variável. Uma mulher menstruada só ficava pura depois de quatro dias. Em outros casos, como espirrar, cuspir, dormir, urinar ou falar com um estrangeiro, bastava uma rápida purificação.

Ainda hoje, é tradição se livrar das
Ainda hoje, é tradição se livrar das "impurezas" nos rios indianos

Algumas das regras indianas nos parecem simples regras de asseio, mas tinham conotação religiosa. As várias excreções do corpo eram consideradas impuras: gordura, sêmen, sangue, caspa, urina, fezes, excreção dos ouvidos, unhas cortadas, catarro, lágrimas, suor. As cavidades corporais acima do umbigo (boca, ouvidos, etc.) eram consideradas puras, e as de baixo, impuras.

Dava-se mais importância à limpeza da parte de cima do corpo do que à de baixo. Quando se sujava alguma parte do corpo, abaixo do umbigo, com alguma excreção do corpo, bastava limpar com terra e água. Quando se sujava acima do umbigo, era necessário, além disso, tomar banho. Se a boca ou os lábios se sujavam, além da limpeza e do banho, devia-se ficar em jejum e beber uma bebida sagrada.

Além das excreções corporais, as bebidas alcoólicas também acarretavam impureza, no mais alto grau. Se um recipiente de ferro ou de argila entrava em contato com essas substâncias, devia ser purificado expondo-o ao fogo.

Pedras preciosas conspurcadas deviam ser enterradas durante 7 dias.

Objetos de osso ou dente (marfim, etc.) deviam ser polidas. Mas os recipientes de madeira impregnados por impurezas deviam simplesmente ser jogados fora, pois não podiam ser purificados. No caso de roupas, se após lavagem uma parte ainda tiver ficado manchada, ela deveria ser cortada. Há também normas gerais, como esta:

Enquanto o cheiro ou umidade causados por uma substância impura permanecem no objeto que foi sujado, deve-se aplicar constantemnte terra e água em todas as purificações de objetos inanimados.

Além de regras que nos parecem de bom senso como as anteriores, há outras mais estranhas. Se, por contato com animais, grãos que já foram cozidos se tornam impuros, deve-se retirar apenas o que foi sujado; depois, deve-se borrifar o restante com água na qual se colocou um pedaço de ouro e sobre a qual foi recitada a oração Gayatri; por fim, deve-se segurar o alimento na frente de um bode e diante do fogo. Então, ele ficará novamente puro.

Por fim, há outras regras que nos parecem simplesmente absurdas, sob o ponto de vista de asseio. De acordo com o Vishnu-Smriti, a boca de um bode ou cavalo é sempre pura, e por isso um objeto não se torna impuro por ser abocanhado por esses animais. A regra não vale, no entanto, para a boca da vaca. São considerados sempre puros: elefante, cavalo, gato, raios de sol, fogo, ar, terra, poeira, gotas de saliva que caem da boca, moscas, excrementos de vaca.

Embora algumas das regras indianas nos pareçam estranhas ou mesmo absurdas, a maior parte delas deve ter sido benéfica à manutenção da saúde, evitando contato com coisas que poderiam produzir doenças. Assim, as regras religiosas sobre pureza foram, na prática, excelentes normas de higiene.

A tradição indiana teve pequena influência no ocidente, exceto de modo indireto - através dos árabes, no final da Idade Média. Há, no entanto, outra tradição antiga que influenciou mais diretamente o pensamento europeu: o pensamento hebraico.

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