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Contra-Reforma

 

Contra-Reforma
Contra-Reforma

Reação da Igreja Católica à Reforma Protestante e às pressões internas pela renovação das práticas e da atuação política do clero durante os séculos XVI e XVII. Em 1545, o papa Paulo III (1468-1549) convoca o Concílio de Trento e torna-se o primeiro papa da Contra-Reforma.

Concílio de Trento

Conselho que se reúne várias vezes, entre 1545 e 1563, para assegurar a disciplina eclesiástica e a unidade da fé. Confirma a presença de Cristo na eucaristia e combate a doutrina protestante a respeito dos sacramentos.

Regula as obrigações do clero, a contratação de parentes para a Igreja e o excesso de luxo na vida dos religiosos.

É instituído o índice de livros proibidos (Index Librorum Prohibitorum) com as obras que os católicos não poderiam ler, sob pena de excomunhão (expulsão da Igreja).

O órgão encarregado pela repressão às heresias e aplicação das medidas da Contra-Reforma é a Inquisição. Para efetivar as mudanças, a Igreja cria ou reorganiza ordens religiosas, como a Companhia de Jesus.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

Contra-Reforma

A situação da igreja católica, em meados do século XVI, era bastante difícil: ela perdera metade da Alemanha, toda a Inglaterra e os países escandinavos; estava em recuo na França, nos Países Baixos, na Áustria, na Boêmia e na Hungria.

A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma barreira colocada pela Igreja contra a crescente onda do protestantismo.

Para enfrentar as novas doutrinas, a igreja católica lançou mão de uma arma muito antiga: a Inquisição.

O Tribunal da Inquisição foi muito poderoso na Europa nos séculos XIII e XIV, No decorrer do século XV, porém, perdeu sua força.

Entretanto, em 1542 este tribunal foi reativado para julgar e perseguir indivíduos acusados de praticar ou difundir as novas doutrinas protestantes.

Percebendo que os livros e impressos tinham sido muito importantes para a difusão da ideologia protestante, o papado instituiu, em 1564, o Index Libro rum Prohibitorum, uma lista de livros elaborada pelo Santo Ofício, cuja leitura era proibida aos fiéis católicos.

Estas duas medidas detiveram o avanço do protestantismo, principalmente na Itália, na Espanha e em Portugal.

Para remediar os abusos da Igreja e definir com clareza sua doutrina, organizou-se o Concilio de Trento (1545-1563).

O Concilio tomou uma série de medidas, entre as quais citamos:

Organizou a disciplina do clero: os padres deveriam estudar e formar-se em seminários. Não poderiam ser padres antes dos 25 anos, nem bispos antes dos 30 anos.

Estabeleceu que as crenças católicas poderiam ter dupla origem: as Sagradas Escrituras (Bíblia) ou as tradições transmitidas pela Igreja; apenas esta estava autorizada a interpretar a Bíblia. Mantinham-se os princípios de valia das obras, o culto da Virgem Maria e das imagens.

Reafirmava a infalibilidade do papa e o dogma da transubstanciação.

A conseqüência mais importante deste Concilio foi o fortalecimento da autoridade do papa, que, a partir de então, passou a ter a palavra final sobre os dogmas defendidos pela igreja católica.

A partir da Contra-Reforma surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus, fundada por Ignácio de Loyola em 1534. Os jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneciam católicos. Criaram escolas, onde eram educados os filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia.

Contra-Reforma
Morte na fogueira de Savonarola, 1498

Contra-Reforma
A Igreja perdia adeptos e assistia à contestação
e rejeição de seus dogmas, mas demostrou no Concílio
de Trento que ainda era muito poderosa e tinha capacidade de reação

A Reforma

Em decorrência da reforma protestante, o mundo cristianizado ocidental, até então hegemonicamente católico, viu-se dividido entre cristãos católicos e cristãos não mais alinhados com as diretrizes de Roma. O catolicismo havia perdido terreno, deixando de ser a religião oficial de muitos estados da Europa e, consequentemente, o mesmo ameçava se repetir nas novas colônias do Novo Mundo. Nesse contexto, surgiu a necessidade de reformas na igreja católica, a fim de e reestruturá-la e barrar o avanço protestante.

De acordo com Burns a Renascença foi acompanhada de um outro movimento - a Reforma.

"Este movimento compreendeu duas fases principais: a Revolução Protestante, que irrompeu em 1517 e levou a maior parte da Europa setentrional a separar-se da igreja romana, e a Reforma Católica, que alcançou o auge em 1560. Embora a última não seja qualificada de revolução, na verdade o foi em quase todos os sentidos do termo, pois pareceu que efetuou uma alteração profunda em alguns dos característicos mais notáveis do catolicismo da Idade Média."

Acontecimentos reformistas foram o V Concílio de Latrão, os sermões reformistas de Juan Colet, a publicação do Consilium de Emendanda Ecclesia de Gasparo Contarini e a fundação do Oratório do Amor Divino.

Primórdios da Reforma Católica

Em 31 de Outubro de 1517 Lutero publicou em Wittemberg as suas Noventa e cinco teses contra as indulgências, dentre estas 95 teses um ou dois argumentos eram contra a crença de que se faria o perdão dos pecados mediante o pagamento de determinada quantia, defendendo que só Deus pode perdoar o homem.

Em 1519 este monge católico foi acusado de heresias que tinha publicado, foi alertado pelas autoridades Vaticanas o ameaçaram e o mandaram retratar-se perante o príncipe, e em acto de rebeldia, negou-se, sendo então excomungado. Todas as igrejas que estavam insatisfeitas com a liturgia e a tradição católica-romana no ocidente passaram a ser designadas de igrejas protestantes, pois na Dieta de Worms os príncipes alemães protestaram para que o Imperador Carlos V permitisse que eles professassem suas fés.

"Já na segunda metade do século XV, tudo o que havia de mais representativo entre os católicos, todos os que tinham verdadeiramente consciência da situação, reclamavam a reforma, por vezes num tom de violência feroz, e mais freqüentemente como um ato de fé nos destinos eternos da 'Ecclesia Mater'." (Rops). A Espanha sobressaiu-se como vanguarda da Reforma Católica. "Na Espanha durante os últimos anos do século XV, uma revivescência religiosa iniciada pelo Cardeal Cisneros agitou profundamente o país. (...) Também na Itália, desde o início do século XVI, um grupo de clérigos fervorosos vinha trabalhando para tornar os sacerdotes da sua igreja mais dignos da missão."

Os reis católicos consideraram a reforma eclesiástica como uma parte essencial da restauração do estado, que norteou a sua política. o cardeal Cisneros reformou os franciscanos com São Pedro de Alcântara e a vida monástica, notadamente a dos beneditinos, a Universidade de Alcalá, por ele fundada, foi um grande centro de estudos teológicos e humanísticos e fez publicar a célebre Bíblia Poliglota Complutense.

A obra de renovação espiritual do clero e do povo levada a efeito por São João de Ávila constitui um capítulo à parte na história religiosa do século XVI. Santa Teresa de Ávila reformou a Ordem do Carmelo e São João da Cruz estendeu a reforma aos frades carmelitas.

A mais importante fundação religiosa, no entanto, neste século foi a da Companhia de Jesus por Santo Inácio de Loyola; quando o seu fundador morreu esta ordem contava com mais de mil membros e meio século depois com 13.000. Os jesuítas prestaram o mais relevante serviço ao Pontificado no trabalho da Reforma Católica com as suas missões, a formação do clero e a educação da juventude, na propagação da fé católica e no ensino da sua doutrina. Segundo Burns, deveu-se em grande parte ao trabalho da Companhia de Jesus "o fato de a Igreja Católica ter recuperado muito de sua força a despeito da secessão protestante."

Também na Itália davam-se inquietações por uma renovação cristã. Surgiu a Ordem dos Teatinos (1524), a Ordem dos Barnabitas (1534), os somascos o Oratório do Amor Divino e o trabalho de Caetano de Thiene e de João Caraffa. Na Itália surgiram também os Capuchinhos como um novo tronco dos Franciscanos, alcançando grande popularidade pela austeridade de vida e dedicação ao ensino.

Apogeu da Reforma Católica

O auge da reforma católica se deu com os papas reformistas. O primeiro deles foi Adriano VI, sucedeu-lhe Clemente VII com um governo de nove anos. Os papas Paulo III, Paulo IV, Pio V e Sixto V cobriram um período que vai de 1534 a 1590, foram os mais zelosos reformistas que presidiram a Santa Sé desde Gregório VII

As finanças da Igreja foram reorganizadas e os cargos foram ocupados por padres e religiosos de reconhecida fama de disciplina e austeridade e foram rigorosos com os clérigos que persistiam no vício e no ócio. A ação dos papas reformistas foi completada com a convocação do Concílio que se reuniu na cidade de Trento.

O Concílio de Trento

O acontecimento central da Reforma Católica foi a convocação do Concílio. O Papa Paulo III reuniu os representantes máximos da Igreja no Concílio de Trento (entre 1545 e 1563), onde foram reafirmados os princípios da Igreja Católica.

No campo doutrinal o Concílio reafirmou, sem exceção, os dogmas atacados pela Reforma Protestante, declarou-se antes de tudo que:

1) a Revelação divina se transmite pela Sagrada Escritura, mas esta Sagrada Escritura abaixo da Tradição da Igreja, e a palavra do Papa é tida como infalivel acima das Escrituras Sagradas e que estas devem ser interpretadas pelo Magistério da Igreja e pela Tradição.
2) O Concílio, ainda, enfrentou o tema chave da questão da "justificação" e, contra as teologias luterana e calvinista, ensinou e declarou que a Salvação vem pelas Obras e o perdão pelas penitências
3) Definiu-se ser verdade também a doutrina dos sete Sacramentos e as notas próprias de cada um deles.

O Concílio confirmou, como elementos essenciais da religião católica,como verdades absolutas (dogmas) a transubstanciação, a sucessão apostólica, a crença no purgatório, a comunhão dos santos e reafirmou-se o primado e autoridade do Papa como sucessor de São Pedro contudo não reconheceu o erro de vender indulgências e o considerou como certo.

No campo disciplinar procurou-se com empenho a por fim nos abusos existentes no clero, confirmou o celibato clerical e religioso, melhorou-se substancialmente a sua formação intelectual e cultural e mas não exigiu-se uma elevada moralidade e espiritualidade dos seus integrantes pois não existe relatos de punições para os seus subordinados os mesmo poderiam ser punidos se aceitasse a fé protestante.

Obrigou-se aos párocos a ensinar a catequese às crianças e a dar doutrina e instrução religiosa aos fiéis. Os habitantes de terras descobertas, foram catequizados através da ação dos jesuítas.

Retomou-se o Tribunal do Santo Ofício e Inquisição: para punir e condenar os acusados de heresias e todos os outros que não aceitassem a autoridade da igreja romana.

O pós-Concílio

O período que se seguiu ao Concílio de Trento foi marcado por uma grande renovação da vida católica. A reforma fundada nos decretos e nas constituições tridentinas foi levada a efeito pelos papas que se sucederam. Foi criado o "Index Librorium Proibitorium" ( Índice de Livros Proibidos ) para evitar a propagação de idéias contrárias à fé da Igreja Católica. Todos estes livros proibidos eram queimados, a Igreja Católica proibiu-os de ser lidos, porque os livros que continham principalmente feitiçaria davam medo. Publicou-se uma Catecismo Romano, um Missal e um Breviário por ordem de São Pio V.

O espírito tridentino deu oportunidade ao surgimento de bispos exemplares como São Carlos Borromeu, zeloso arcebispo de Milão. São Filipe de Néri contribuiu para a renovação do espírito cristão da Cúria Romana, São José de Calassanz fundou as Escolas Pias e desenvolveu abnegada atividade de formação da juventude entre as classes populares e São Francisco de Sales difundiu a piedade pessoal - a vida devota - entre os leigos que viviam no meio do mundo.

Também são fruto e conseqëncia da Reforma Católica levada a efeito pelo Concílio a renovação da arte sacra cristã, com o surgimento do Barroco que é o estilo artístico da Reforma Católica. Portugal e Espanha levaram a fé católica para além-mar. Hoje os católicos da América Latina e das Filipinas constituem a grande reserva demográfica da Igreja e do Cristianismo. Em 1622 foi criada a Congregação de Propaganda Fide.

Na esteira da dinâmica tridentina, por iniciativa de São Pio V, organizou-se a "Santa Liga" que levou a cabo uma autêntica Cruzada contra os turcos otomanos que os derrotou na famosa batalha de Lepanto sob o comando de João de Áustria. Pela ação de missionários como São Francisco de Sales obteve-se a reconquista religiosa de uma porção importante dos povos do centro europeu, e ainda na Áustria, na Baviera, na Polônia, na Boécia e na Ucrânia.

A cisão cristã definitiva, entretanto, se deu com o final da Guerra dos Trinta Anos e com a paz de Vestfália, com ela o avanço da reconquista católica na Alemanha ficou bloqueado, ali estabeleceu-se o princípio cuius regio eius religio, cada um siga a religião de seu Príncipe, o que consagrou a fragmentação religiosa germânica num povo dividido em mais de trezentos principados e cidades.

Bibliografia

PEDRO, Antonio, 1942 - História: Compacto, 2º Grau / Antonio Pedro,. - Ed. Atual., ampl. e renovada. São Paulo: FTD, 1995.

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

Contra-Reforma

A Reforma católica ou Contra-Reforma

Os avanços do protestantismo ameaçavam seriamente a supremacia da Igreja Católica. Com exceção de Portugal e Espanha, todo o resto da Europa ocidental conhecia movimentos reformistas, o que forçou a Reforma Católica, também conhecida como Contra-Reforma. A Igreja não só se armou contra o protestantismo, como também reformou-se internamente.

O Concílio de Trento iniciou a Reforma Católica. De 1544 a 1563, com intervalos, os conciliares discutiram as medidas a serem adotadas. Decidiram manter o monopólio do clero na interpretação dos dogmas, reforçar a autoridade papal e a disciplina eclesiástica.

Outras medidas foram:

a) Formação obrigatória e ordenação dos padres em seminários.
b) Confirmação do celibato clerical.
c) Proibição da venda de indulgências e relíquias.
d) Manutenção do direito canônico.
e) Edição oficial da Bíblia e do catecismo.

O espanhol Inácio de Loiola fundou a Companhia de Jesus, em 1534, ordem religiosa com características militares, exigindo dos seus membros completa obediência. Dirigida contra o espírito de independência do humanismo, combateu a razão com suas próprias armas e organizou sua ação a partir do ensino.

Os jesuítas foram bem-sucedidos em regiões da Alemanha, Polônia e Suíça. Colaboraram na restauração da disciplina clerical, devolvendo-lhe a pureza. Lutaram pela supremacia da autoridade papal. Participaram ativamente das colonizações portuguesa e espanhola. Desembarcaram na Ásia e na África para difundir o catolicismo. No Brasil, os jesuítas destacaram-se por sua ação catequética.

O Concílio de Trento decidiu pelo fortalecimento dos tribunais de inquisição para combater o protestantismo. Os dogmas católicos foram defendidos pela política do terror e da delação dos suspeitos de heresia. Em 1564, o papa Paulo IV, antigo grande inquisidor, investiu até contra as obras científicas que contrariassem os princípios e dogmas católicos. Foi criada a Congregação do índex, um órgão com a função de elaborar a “relação dos livros proibidos”, ou seja os livros que os católicos não poderiam ler. A Contra-reforma tomava, assim, aspectos de uma verdadeira contra-renascença. Muitos livros e suspeitos de heresia foram condenados à fogueira.

A Reforma Religiosa

As transformações ocorridas na Europa, na passagem da Idade Média para a Moderna, atingiram os princípios e os valores religiosos tradicionais. Os “grandes males” do século XIV revelavam que a vida valia muito pouco, que era preciso pensar mais na alma, na vida após a morte, preparar-se para o dia do Juízo Final.

Porém, os princípios da Igreja, como a proibição da usura, que limitava os lucros, não se encaixavam nos ideais e objetivos da burguesia. Além disso, os reis e a nobreza cobiçavam os bens da Igreja, especialmente suas terras.

Agravava a crise o fato de que leitura da Bíblia e dos textos básicos do Cristianismo contradiziam muitas atitudes e condições da Igreja. Observa-se que havia um descompasso entre a doutrina e a realidade. As riquezas oriundas das rendas das terras eclesiásticas, da venda de indulgências, da cobrança do dízimo embelezavam os palácios episcopais e corrompiam o alto clero.

Era uma Igreja que pregava a simplicidade, para os outros. E politicamente havia, dentro dela, uma disputa pela ampliação de poder entre o papado e a Cúria Romana, seu mais alto órgão colegiado. Como a possibilidade da Igreja se reformar de dentro para fora não se concretizou, ela aconteceu de fora para dentro.

Fonte: marcelohistoriando.zip.net

Contra-Reforma

Reforma e Contra-Reforma

Localização Geográfica: Europa Ocidental

Localização cronológica: Século XVI

Características da Reforma:

Movimento religioso que foi provocado pela nova mentalidade humanista aplicada às Sagradas Escrituras, gerando a rejeição da autoridade papal por uma parte da Europa cristã e a fundação do Protestantismo.

Surgem, durante o século XVI, as Igrejas Reformadas:

Igreja Luterana – Alemanha e países nórdicos, como a Noruega, Suécia, etc.
Igreja Reformada – (Calvino) – Genebra, Suíça, França, Escócia, etc.
Igreja Anglicana – Inglaterra.

Causas da Reforma:

Intelectuais criticam a Igreja Católica, desencadeando movimentos conhecidos como heresias, dentre eles destacam-se:

Heresia de John Wyclif – Inglaterra
Século XIV (finais) – Pregava que: “A Bíblia era a única regra de fé e cada crente deveria interpretá-la livremente” – teve poucos seguidores;
Heresia de John Huss - Bohêmia
Alemanha – século XV (início) - Pregava as idéias de Wiclif – Foi condenado pelo Concílio de Constança – morreu como herege.

Críticas à estrutura disciplinar do Clero Católico e a algumas práticas religiosas católicas:

Abusos e relaxamento dos costumes do Clero;
A taxação Papal sobre terras da Europa: dízimos, dispensas, indulgências, emolumentos, etc.;
Crítica às dispensas e indulgências;
Proibição da usura e do enriquecimento;
A difusão da Bíblia, através da imprensa;
A análise dos Dogmas da Igreja Católica, provocada pelo desenvolvimento do espírito crítico, fruto da difusão do humanismo;
O desejo de certos Príncipes ou Reis de confiscar terras ou riquezas da Igreja Católica (na Alemanha, 1/3 das melhores terras eram da Igreja);
O desenvolvimento do Nacionalismo, na Europa;
Conflitos entre Reis e Papas;
O fortalecimento do Poder Monárquico.

Principais reformadores e suas igrejas reformadas

Martinho Lutero (Alemanha)

Excelente formação universitária e teológica;
Frei da ordem dos Agostinianos, revoltou-se contra o Papado e suas práticas comerciais da época – Papa Leão X autorizou venda de indulgências;
Foi excomungado pelo Papa por suas idéias;

Algumas de suas idéias:

Justificação pela fé, isto é, “que jejuns, penitências e os sacramentos não bastavam para redimir o homem pecador”;
Atacou, violentamente, a venda de indulgências na Alemanha;
Na época de sua morte estava fundada a Igreja Protestante Luterana.

A Igreja Luterana

É uma Igreja católica medieval com algumas modificações:

Principais Dogmas e Práticas Religiosas:

Substituiu o latim pelo alemão nos serviços religiosos;
Rejeitou a hierarquia eclesiástica;
Aboliu o celibato clerical;
Eliminou os sacramentos;
Proibiu certas práticas do culto católico, como os jejuns, as peregrinações, as promessas, etc.

Surgiram na Alemanha, em conseqüência da reforma luterana, os ANABATISTAS, que levaram a extremos essa doutrina, provocando:

A formação de numerosas Igrejas na Suíça, Suécia, Inglaterra, etc.
As guerras de religião na Alemanha.

Ulrico Zuínglio e João Calvino:

A Reforma na Suíça começou com as pregações de Zuinglio, nos cantões florescentes, como Berna, Genebra, Basiléia e Zurich, que eram dominados por uma burguesia rica que detestava o ideal católico da pobreza glorificada;
Zuinglio era seguidor de Lutero e aceitava a maioria de seus ensinamentos;
João Calvino, substituiu Zuinglio, após sua morte e estendeu a Reforma na Suíça, consolidando-a após a conquista e domínio da cidade de Genebra, onde exerceu Ditadura religiosa, apoiado no Consistório, principal órgão de governo.
A doutrina calvinista está contida na obra “Instituições da Religião Cristã”.

A Igreja Calvinista:

É uma Igreja cristã moderna, adaptada à burguesia rica e concebida para substituir a Igreja Católica na Europa.

Principais Dogmas e práticas religiosas:

Adotou a “predestinação” – crença que a pessoa nasce predestinada e os sinais de riqueza indicam-lhe o caminho da salvação;
Combateu o “papismo” – eliminando vitrais, quadros, imagens, festas de Natal e de Páscoa e outros rituais, etc.
Acompanha mais de perto o texto da Escritura e sua livre interpretação;
O Calvinismo espalhou-se pela Europa Ocidental e pelo Novo Mundo;

Os Calvinistas passaram a ser conhecidos por diferentes denominações:

Na França eram os Huguenotes;
Na Escócia eram os Presbiterianos;
Na Holanda eram os Reformistas;
Na América eram os Puritanos.

Henrique VIII e Elizabeth I na Inglaterra:

O Protestantismo na Inglaterra foi adotado por uma questão política;
Henrique VIII desejando um filho varão pediu ao Papa anulação de seu casamento com Catarina de Aragão (após 18 anos de casados, filha de Carlos V, Imperador da Alemanha). O Papa Leão X recusou a anulação. Henrique VIII pede ao Parlamento inglês a aprovação do “Act of Supremacy”, que o transformou no Chefe da Igreja na Inglaterra. Inicia-se a Reforma na Inglaterra.
Os sucessores de Henrique VIII prosseguiram na Reforma Religiosa e
Elisabeth I criou o ANGLICANISMO.

A Igreja Anglicana:

Religião oficial da Inglaterra, que mantém a forma episcopal e os rituais católicos, combinando-os com a teologia calvinista e presbiteriana;
O chefe da Igreja Anglicana é o Rei da Inglaterra.

Consequências da Reforma

Rompeu a unidade religiosa da Igreja Católica na Europa;
Forçou os ideais de tolerância religiosa;
Precipitou as Guerras de Religião na França, Holanda, Alemanha e Inglaterra;
Gerou as perseguições religiosas na Inglaterra, França e Holanda, provocando a emigração de milhares de famílias para a América do Norte;
Provocou uma tomada de posição da Igreja Católica, gerando a Contra - Reforma ou Reforma Católica.

A Contra-Reforma

Caracterização

Foi um movimento espontâneo da Igreja Católica Romana de reação contra o protestantismo e de sua expansão pela Europa, visando ainda a reorganização de sua estrutura, atacada pelos reformadores.

A Ação da Contra-Reforma

Pode ser resumida por três fatos de grande importância:

A atuação dos Papas Reformistas, Paulo III, Paulo IV e Pio V, que:

Expulsaram da Igreja os Padres relapsos, imorais e perseverantes no erro;
Aprovaram os Estatutos da Companhia de Jesus;
Convenceram o Concílio de Trento para rever toda a estrutura da Igreja Católica;
Reorganizaram o Tribunal da Inquisição.

Fonte: www.geocities.com

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