Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Corais  Voltar

Corais

 

O que é um Coral?

Corais

O que comumente chamamos de corais inclui uma variedade de tipos de organismos que os biólogos se referem como celenterados ou cnidários.

Uma das principais características físicas deste grupo é que todos eles têm uma única cavidade de corpo e a abertura, uma coelenteron, que funciona tanto para a ingestão de alimentos e para a libertação de resíduos digeridos.

Outra característica é que os corais e outros celenterados têm células urticantes, ou nematocistos, que são normalmente realizadas dentro de células especiais no animal superfície. Quando potencial presa comida está presente na água, o coral ejeta essas células urticantes para enredar ou envenenar a presa, que o coral pode consumir.

A estrutura do corpo dos corais e seus parentes próximos, as anêmonas do mar, aparece como um virado para cima, pólipo radial ou biradial simétrica.

Em cada pólipo da boca do animal se encontra no centro de um anel de tentáculos que rodeiam o perímetro do disco oral. Os nematocistos são mais abundantes na superfície desses tentáculos, que pode alongar dramaticamente quando o coral é conduzido ativamente.

No interior da cavidade do corpo, a digestão é realizada sobre as superfícies de filamentos ou mesentérios especializadas, que segregam enzimas que reduzem rapidamente a presa ingerida para os seus componentes.

A maioria dos corais são, portanto, potencialmente predadores eficientes, embora muitos tipos parecem ter desenvolvido outros meios de satisfazer as suas necessidades de energia

Corais
Corais

CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS CORAIS

São animais que pertencem ao Filo Cnidária da classe Anthozoa que constituem uma das maiores maravilhas do mundo submarino, por apresentarem colônias coloridas que crescem nos mares, podendo formar recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma biodiversidade e produtividade extraordinárias.

A classe Anthozoa está dividida em:

Anêmonas – com disco basal, sulcos no disco oral (sifonóglifos), epiderme ciliada, hermafroditas, isto é, órgãos sexuais masculinos e femininos, ou dióicos (órgãos sexuais separados), fecundação interna ou externa e larva plânula.
Corais Pétreos –
com esqueleto de carbonato de cálcio, solitários ou coloniais, ausência de sifonóglifos, esqueleto secretado pela epiderme, hermafroditas ou dióicos.
Corais Octocorais –
tem oito tentáculos. Presença de sifonóglifos, coloniais.

Os corais constroem um esqueleto que pode ser de matéria orgânica ou de carbonato de cálcio. Suas colônias podem chegar a tamanhos consideráveis – os recifes – mas existem espécies em que os pólipos vivem solitários. Sua estrutura é polipoide com ausência de medusa. Os pólipos têm a forma de um saco – o celêntero – e uma coroa de tentáculos com cnidócitos (células urticantes) em sua abertura que se chama arquêntero.

As trocas de gases e fluidos ocorrem no celêntero uma vez que a água entra e sai do corpo desse animal através de correntes provocadas por tentáculos. Devido a isso, não possuem sistema digestivo, circulatório e excretor.

Possuem algumas particularidades em sua anatomia tais como:

Uma faringe: denominada neste grupo por octofaringe que liga a boca ao celêntero, que muitas vezes contém divertículos chamados sifonóglifos, com células flageladas em posições diametralmente opostas, dando a anatomia do pólipo uma simetria bilateral.
Os mesentérios:
conjunto de filamentos radiais que unem a faringe à parede do pólipo.

O grupo de corais hermatípicos, encontrados nos oceanos tropicais são importantes construtores de recifes. Esses corais obtêm muitos dos nutrientes que necessitam através da simbiose com a alga zooxantela. Os últimos grupos de recifes encontrados são conhecidos como corais de pedra, devido ao tecido vivo que cobre o esqueleto ser composto de carbonato de cálcio.

IMPORTÂNCIA PARA BIODIVERSIDADE DA VIDA MARINHA

Os corais são muito importantes para a biodiversidade da vida marinha. Embora ainda pouco conhecidos, os recifes de coral são organismos agregadores, pois quando crescem, suas colônias servem de abrigo para vários outros organismos diferentes. Numa área de recifes de coral pode haver centenas ou milhares de outras espécies marinhas que ali buscam alimento e abrigo para si e para seus ovos e filhotes, além de proteção contra correntes marítimas e contra predadores. Estes organismos também se alimentam de organismos maiores como peixes.

É importante a conservação desses recifes contra a destruição para que os recifes se reproduzam e haja diversificação das espécies neles encontradas.

FATORES QUE PREJUDICAM A VIDA DOS CORAIS

Pesquisadores que estudam vários atóis do Oceano Pacífico constataram uma série de fatores:

Pesca – (fator especial) devido às atividades humanas Predadores – de micróbios a tubarões e outros peixes de grande porte que ficam no topo da cadeia alimentícia Poluição Alterações climáticas Acidificação dos oceanos O ecossistema Efeito estufa Entre outros...

Segundo a bióloga Lara Hansen o aquecimento do planeta poderá reduzir o volume de água disponível. Os oceanos estão absorvendo excesso de gás carbônico que jogamos na atmosfera ficando assim mais ácido. Com essa acidez há uma dissolução do carbonato de cálcio por esse motivo os recifes não poderão mais formar seu esqueleto.

Estudos recentes feito com corais mostram que a partir dessa acidez os recifes começam a se desmanchar.

BRANQUEAMENTO DOS CORAIS

Devido a perda das zooxantelas (algas que vivem dentro do corpo dos corais, que fornecem alimentos em troca de abrigo) ou a diminuição de pigmentos que realizam a fotossíntese nessas algas ocorrem variações naturais ou causadas pelo homem, tais como: mudanças de temperatura da água, radiação solar, sedimentação, exposição aérea ou diminuição de salinidade. A ocorrência de branqueamentos tem aumentado muito nos últimos vinte anos.

O aumento da temperatura global causada pelo efeito estufa tem sido o principal responsável pela destruição de grandes áreas de recifes e extinção de várias espécies de coral.

Corais

Corais

RENATA PUPPIN GARCIA

SONIA DA CONCEIÇÃO DE O. BEZERRA

Fonte: ucbweb.castelobranco.br

Corais

Introdução

Coral ou antozoários são animais cnidários que constituem colônias e sobrevivem graças a simbiose entre as microalgas chamadas de zooxantelas presentes em seus pólipos que através da fotossíntese lhe fornecem energia em troca de abrigo/fixação.

Formam recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma biodiversidade e produtividade extraordinárias.

O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Queensland, Austrália.

Ele também é considerado o maior indivíduo vivo da Terra. Porém, devido à poluição e aquecimento marinho, está morrendo.

A maioria dos corais desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas colónias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega.

Os coloniais são os únicos corais que constroem recifes. Cada colônia é constituída por milhões de pequenos pólipos de coral, em que cada um segrega um fino esqueleto de carbonato de cálcio à sua volta. O resultado é uma estrutura maciça de carbonato de cálcio, resultante da sobreposição dos esqueletos das sucessivas gerações de pólipos.

Os pólipos são semelhantes a anémonas minúsculas e, tal como estas, possuem tentáculos armados de nematocistos, que usam para se defenderem e alimentarem. Podem reproduzir-se assexuadamente, contribuindo para o aumento do tamanho e para a continuidade da colónia, ou sexuadamente, dando origem a novas colónias.

Corais
Corais SPS em um Oceanário

Distribuição dos Recifes de Corais

Corais
Recifes de Corais

As formações de corais hermatípicos desenvolvem-se principalmente entre os trópicos de Câncer e Capricórnio, necessitando de águas quentes para crescer adequadamente, ocorrendo em uma grande faixa que circunda todo o planeta podendo ser dividida em duas metades quase iguais pela linha do Equador.

As condições térmicas ideais para o desenvolvimento dos corais hermatípicos situam-se entre 23º e 25º C de temperatura média anual da água. No entanto esta grande faixa tropical marinha pode ser interrompida por correntes frias, dificultando assim as chances de sobrevivência destes corais. Podemos então concluir que os corais ocorrem através da isoterma de 20ºC de temperatura média anual da água na superfície, não havendo nenhuma ocorrência de recifes de corais onde a temperatura média anual da água seja inferior a 18ºC.

A temperatura da água do mar é a principal responsável pela ausência de recifes de corais abaixo do trópico de Capricórnio e acima do trópico de Câncer. Mas a temperatura não é a única variável limitante da ocorrência de corais. A profundidade da água também limita a distribuição vertical dos recifes. Os recifes coralinos desenvolvem-se bem em até 25 m de profundidade não conseguindo sobreviver a mais de 70 m.

Corais
Recifes de Corais

Tais valores variam muito em função da transparência das águas, já que os corais hermatípicos possuem uma alga associada em seus corpos chamada Zooxantela, que necessita de luz de excelente qualidade, para depositar suficiente carbonato de cálcio e crescer. Daí a baixa tolerância dos corais a águas turvas por excesso de partículas em suspensão, que diminui a quantidade de luz ou por baixa circulação, ocorrendo excesso de sedimentação sobre os corais impedindo-os de executar suas funções básicas de respiração, alimentação e excreção.

Ainda quanto à profundidade, os recifes vão compensando as diferenças de nível provocadas pela variação das marés e pelo afundamento dos substratos através de seu crescimento vertical. Quando uma montanha ou vulcão submersos, que servem de base para um recife, começam a afundar de forma mais rápida que a taxa de crescimento dos corais, estes vão morrendo aos poucos por falta de luz.

Os corais hermatípicos são pouco tolerantes aos valores de salinidade muito diferentes do intervalo entre 32 a 35ä. No entanto encontramos no Golfo Pérsico, recifes que resistem a salinidades em torno dos 42ä.

Corais
Recifes de Corais

Quando as variáveis salinidades / transparência da água, variam muito das necessidades dos corais, mesmo quando a temperatura é favorável, estes simplesmente não existem. Assim ocorre em águas próximas a grandes deltas e foz de rios muito caudalosos, como o Amazonas. O grande fluxo de água doce e a quantidade de sedimentos, impossibilitam a sobrevivência dos corais nestas regiões.

Algumas espécies de corais conseguem crescer bem em águas muito rasas, mas poderá ocorrer um índice grande de mortalidade entre estes, em função das exposições prolongadas ao ar durante os episódios de marés muito baixas.

O Habitante da Grande Barreira

A Grande Barreira de recifes de corais Australiana é um dos ecossistemas mais ricos do planeta, podendo compará-lo às florestas tropicais úmidas, representando estas duas comunidades de animais e plantas das mais complexas e diversificadas da Terra. No entanto as águas tropicais onde crescem os recifes coralinos, são pobres em nutrientes, e mesmo assim milhares de espécies podem ser encontrados em um único recife.

Uma das explicações para a enorme complexidade e produtividade nos recifes, está nas relações simbióticas (simbiose - vida em comum de dois organismos de espécies diferentes, na qual há benefícios recíprocos) entre vários animais e organismos, uma delas se dá entre os corais e algas unicelulares, chamadas zooxantelas, que produzem alimento aos pólipos de coral e ajudam a construir o esqueleto de carbonato de cálcio. Partindo da modificação da energia solar em nutrientes, uma parte significativa de material orgânico produzida pela alga é cedida ao coral. Um exemplo disto é as cores fosforescentes dos corais que é a certeza da presença de zooxantelas em seus corpos, se um coral passar muito tempo sem receber luz ele perde a cor pois as algas morrem e conseqüentemente acabam intoxicando o coral, que irá então perecer também.

Em troca, a alga ao viver no interior das células do pólipo recebe abrigo, um substrato que estará sempre crescendo em direção à luz e parte dos nutrientes que não são utilizados pelos corais.

Neste processo de reciclagem dos recifes de corais participam quase todos os habitantes desta comunidade. Os peixes, ao consumirem plantas ou animais (inclusive corais) excretam substâncias ricas em fósforo e nitrogênio, que são assimilados pelas plantas e muitas outras formas de vida como ofiuros, moluscos, esponjas, etc. Similar ao que acontece em florestas tropicais úmidas, esta reciclagem acelerada de nutrientes em grande escala é a principal explicação para a manutenção de grandiosa produtividade em ambientes relativamente pobres em nutrientes.

Neste ecossistema, além dos corais, encontramos uma enorme variedade de formas de vida que integram o ambiente de recifes. Dentre estes indivíduos podemos destacar as poliquetas, crinóides, holotúrias, gorgônias, as anêmonas e as espécies de peixe-palhaço, que vivem em simbiose com elas. É possível encontrar uma grande quantidade de espécies de poliquetas e anêmonas, podendo algumas destas espécies atingir densidades populacionais elevadas num único recife.

Corais
Recife de Corais

Os moluscos formam um grupo com muitas espécies e que habitam ambientes variados. Dentre ele podemos destacar as lesmas, ostras, caracóis, polvos, lulas e as sépias. Sépias. Deste grande grupo com certeza um dos mais espetaculares exemplares é a ostra gigante (Tridacna magna). Os indivíduos maiores desta espécie, podem atingir um metro de comprimento e mais de quatrocentos quilos. Sendo um animal de crescimento lento, necessitando de muitos anos para atingir estas dimensões, encontra-se ameaçado pela pesca intensiva deste molusco.

Tendo os recifes um número elevadíssimo de espécies vivendo em um espaço relativamente limitado, não só ocorre uma grande variedade de relações simbióticas, como também um alto índice de competição entre as diversas espécies.

Como muitos corais possuem algas associadas, além da competição por espaço horizontal para crescer é fundamental o acesso à boa iluminação. Assim, várias espécies de corais necessitam competir entre si e com algas laminares (macro algas). Já as algas calcarias (incrustantes) apesar de necessitarem de luz e de construir um esqueleto de carbonato de cálcio, tendem a fixar-se em locais que normalmente não são favoráveis ao desenvolvimento dos corais duros, evitando assim a competição entre ambos. Os corais moles e as algas não incrustantes, por crescerem mais rápido competem e se excluem mutuamente.

Apesar de não ter esqueleto de carbonato de cálcio para proteger-se, os corais moles na sua grande maioria são dotados de potentes e eficazes defesas químicas contra seus predadores. Já os hidrocorais também chamados de corais de fogo, possuem nematocistos (espécie de bexiga, que no caso dos celenterados estão cheios de ar, permitindo que estes flutuem) que armazenam substâncias químicas capazes de matar diversos animais, podendo inclusive causar irritação na pele humana.

Corais
Recife de Corais

Corais: Animais com Formas de Plantas

Corais
Recifes de Corais

A primeira impressão que temos ao ver um coral é que se trata de um ser do reino vegetal, o próprio nome da enorme classe que os integra “Anthozoários” (que em grego significa “animais em forma de flor”) é um reflexo da primeira impressão que os pesquisadores tiveram ao descobri-los e estudá-los.

Sendo os corais organismos celenterados, ou seja, animais multicelulares em simetria radial, podem ser divididos em dois grupos diferentes: os octocoralis (possuem oito tentáculos parecidos a plumas) e os hexacoralis (têm seis tentáculos simples ou uma quantidade múltipla de seis).

Os octocoralis não constroem esqueletos de carbonato de cálcio, por este motivo não são formadores de recifes. Já os hexacoralis, com mais de 2.500 espécies conhecidas, são os construtores de recifes (hermatípicos).

Corais
Recifes de Corais

Os corais podem ser indivíduos solitários ou viver em colônias, podendo estes últimos formar densos grupos de pólipos. Ao precipitarem e depositarem carbonato de cálcio, a colônia se funde em um só núcleo calcário. Cada pólipo é como uma estrutura em forma de flor que se alça de um substrato duro. Os tentáculos estão dispostos ao redor da boca. Cada tentáculo possui um conjunto de cápsulas urticantes ou nematocistos, que são utilizadas para capturar o seu alimento, zooplâncton e partículas diversas. Em aquários dependendo da espécie, os corais podem até se alimentar de artêmias salinas, que por sinal é um espetáculo fascinante.

Corais
Recifes de Corais

As zooxantelas (algas dinoflageladas) simbiontes não vivem apenas no interior de cada pólipo como um parasita e sim no interior das células da parede gastrodérmica. Logo a relação de mútuo benefício entre algas e animal, traduz-se em uma estreita simbiose.

A Reprodução dos Corais

A reprodução de corais na natureza ocorre de várias formas, dependendo da espécie pode ocorrer por divisão ou por fecundação. Na grande barreira de corais Australiana foi observado pela equipe de Jacques Cousteau o fenômeno da fecundação.

Corais
Ciclo Reprodutivo dos Corais

Reprodução por divisão

A medida que os pólipos, ou unidades de corais, vão se dividindo, a colônia cresce. Este tipo de reprodução assexuada, muitas vezes possibilita a colonização de novos ambientes. Isso ocorre quando pequenos pedaços de corais se rompem com as tempestades ou durante a alimentação de algumas espécies de peixes, que ao mordiscarem os corais, soltam fragmentos que não são ingeridos e levados pela corrente marinha para algum local próximo e apesar de se separarem da colônia continuam crescendo. No entanto os pólipos assim gerados são verdadeiras cópias geneticamente idênticas umas das outras.

Por fecundação

Para haver a possibilidade de intercâmbio genético entre os indivíduos de diferentes colônias é preciso que ocorra a reprodução sexuada. Dai a grande diversidade cores e formas encontradas na natureza.

Como muitos outros animais, os corais produzem óvulos e espermatozóides que geralmente são liberados diretamente na água. No entanto, alguns corais retêm ovos (ou seja, óvulos fecundados) no interior dos pólipos. Enquanto que algumas espécies são hermafroditas, ou seja possuem os dois sexos dentro de um mesmo indivíduo, outras produzem indivíduos com sexos separados. Dos óvulos fecundados desenvolve-se uma larva de vida livre, chamada plânula, que ao aderir-se a um substrato pouco a pouco transforma-se em um pólipo. Este pólipo ao dividir-se assexuadamente produz vários indivíduos que formam uma colônia.

Recentemente os biólogos marinhos fizeram uma descoberta desconcertante: muitas das espécies de corais construtores de recifes, reproduzem-se sexuadamente de forma maciça durante curtos espaços de tempo. Na grande barreira Australiana, a reprodução se desencadeia a partir do final da primavera e início do verão, e aparentemente os ciclos reprodutivos de alguns corais estão em sincronia com os ciclos lunares. A equipe de Cousteau teve que aguardar a segunda lua cheia do verão para observar o fenômeno.

Durante estas noites, trilhões e pólipos de diferentes espécies eliminam óvulos e espermatozóides que formam verdadeiras nuvens em meio às correntes marinhas.

Muitos desses óvulos são predados por uma infinidade de peixes e invertebrados antes mesmo de serem fecundados. Porém a quantidade de óvulos e ovos disponíveis é tão grande que os predadores logo se saciam, o que faz que muitos se salvem. Assim, este mecanismo de “reprodução explosiva”, além de garantir uma fecundação eficiente, garante também a sobrevivência de muitos indivíduos em um ambiente onde a predação pode ser muito elevada.

Este mecanismo reprodutivo é um dos exemplos de como a natureza é sábia e nos faz pensar na real necessidade de preservação do meio ambiente.

Em aquários a reprodução de corais duros (Stone Corals) ou moles (Soft Corals) pode ser provocada pelo aquarista. Para isto são necessárias alguma técnicas simples mas que requerem grande cuidado.

Luiz Antônio Valente Maia

Fonte: www.geocities.com

Corais

Entre as mais curiosas e belas estruturas da natureza estão as colônias de corais, algumas das quais, associadas a milhares de outras espécies, formam recifes ou ilhas.

Ouriços e caranguejos são envolvidos pelo crescimento dos corais e ficam presos em câmaras, das quais jamais sairão.

Corais

Coral é um invertebrado marinho, da classe dos antozoários -- filo dos celenterados -- que apresenta esqueleto interno ou externo de consistência pétrea, córnea ou coriácea. A palavra coral também se aplica ao esqueleto desse animal, especialmente ao pétreo.

O corpo de um coral consiste em um pólipo, estrutura oca e cilíndrica que adere a uma superfície pela extremidade inferior. Na extremidade livre situa-se a boca, em volta da qual existem tentáculos, cuja função é capturar alimento, como pequenos moluscos ou crustáceos. Os pólipos apresentam comprimentos diversos e secretam um líquido urticante capaz de paralisar a presa.

Os ovos e o esperma, normalmente produzidos por indivíduos diferentes, se desenvolvem na cavidade gastrovascular e são expelidos pela boca. A fecundação ocorre normalmente na água, mas também pode ocorrer na cavidade gastrovascular. A larva (ou plânula) nada durante alguns dias ou semanas e depois se fixa a uma superfície sólida e se transforma em pólipo.

A reprodução pode ocorrer também por brotamento: o broto permanece ligado ao pólipo original e o aparecimento sucessivo de novos brotos dá origem a uma colônia. O esqueleto da colônia como um todo denomina-se coralo e o de cada pólipo, coralito. À medida que novos pólipos aparecem e se desenvolvem, os mais velhos, localizados sob eles, vão morrendo, mas seus esqueletos permanecem como parte do conjunto.

Os corais moles, córneos e azuis são de tamanho muito mais reduzido e formam colônias. Cada pólipo apresenta oito tentáculos e, na cavidade gastrovascular, oito septos ou divisões, dos quais seis são dotados de cílios que drenam água para o interior. Os cílios dos outros dois septos drenam água para fora. Os esqueletos internos dos corais moles consistem de espículas (estruturas em forma de agulha) calcárias separadas umas das outras. Algumas espécies têm forma de disco, outras possuem protuberâncias semelhantes a dedos. Os corais córneos, mais numerosos em águas rasas e mornas, formam estruturas arborescentes que chegam a três metros de comprimento. Dentre eles se encontram os corais preciosos (vermelhos ou rosados) usados para a fabricação de jóias. Os corais azuis pertencem ao gênero Heliopora e aparecem em recifes formados por corais pétreos nos oceanos Pacífico e Índico, em blocos de até dois metros de diâmetro.

Os corais pétreos, ou corais-brancos, pertencem à ordem dos madreporários e compreendem cerca de mil espécies. Como os corais-negros, têm mais de oito septos e seus tentáculos simples são mais numerosos que os ciliados. Ocorrem em todos os oceanos até a profundidade máxima de seis mil metros. Os pólipos das espécies que formam colônias medem de um a trinta milímetros de diâmetro, mas alguns corais pétreos de hábitos solitários, como os do gênero Fungia, têm forma de disco e atingem 25cm de diâmetro. Dependendo da cor das algas próximas, os corais pétreos adquirem uma coloração amarelada, marrom ou verde-oliva, mas o esqueleto é sempre branco. Assemelham-se na forma às circunvoluções cerebrais, a cogumelos, a chifres de veado etc. As colônias de corais pétreos constituem os recifes, estruturas que podem crescer de 0,5 a 2,8 centímetros por ano.

Corais
Coral Negro
O coral Gerardia, com idade estimada de quase 2.700 anos

Os corais negros pertencem à ordem dos antipatários e têm forma de pluma, leque, árvore ou pincel. Ocorrem no Mediterrâneo e na costa do Panamá.

Recifes de coral

Quase ausentes na costa oeste da América do Sul e África, por causa das correntes frias provenientes da Antártica, os recifes de coral são comuns em diversas áreas dos oceanos Índico e Pacífico. A região do nordeste da Austrália, conhecida como mar de coral, é a maior área onde essas formações aparecem.

O crescimento dos recifes de coral é limitado também no sentido vertical, pois a temperatura diminui com a profundidade. Por isso, não crescem abaixo de cinqüenta metros e se desenvolvem melhor acima de trinta metros.

A frente do recife coralino que recebe o impacto das ondas compõe-se de corais maciços, com grandes superfícies de fixação. Os tipos mais delicados, com ramificações finas ou foliáceas, são característicos de águas calmas, na parte posterior do recife. Os principais elementos dos recifes e ilhas de coral são os madreporários, mas cooperam também em sua construção outros organismos, como as algas que crescem sobre as colônias de coral.

Há três tipos de recifes de coral: de franja, de barreira e atol. O recife de franja vai da praia até cerca de 400m mar adentro. Em seu extremo fica a frente, onde os corais ativos crescem, formando uma superfície plana. O recife de barreira é semelhante ao de franja, mas a frente, com uma superfície plana de seis a cem metros de largura, é separada da praia por um canal de 18 a 90m de profundidade. A mais famosa barreira de recife é a Grande Barreira de Recifes, da costa nordeste da Austrália, com mais de dois mil quilômetros de comprimento e, em alguns pontos, distante 140km da praia.

O atol é circular ou em forma de ferradura e envolve uma lagoa que varia de 1,5 a 80km de diâmetro. Sua parede apresenta passagens, por onde a água flui. A lagoa usualmente contém ilhas e seu fundo se compõe de areia coralina e fragmentos de corais. Nos pontos próximos às passagens da água, encontram-se os tipos mais bonitos de coral, com formas frágeis, alongadas e ramificadas.

Muitas são as teorias formuladas para explicar o aparecimento de recifes coralinos, entre as quais a de Charles Darwin, chamada teoria da submersão. Darwin concluiu que os recifes começam a formar-se como franjas, em encostas de praias e, à medida que a praia afunda ou é erodida, vão-se transformando em recifes de barreira, com água entre os corais e a costa. Se o afundamento é maior, ou o nível da água sobe gradualmente, a própria barreira pode desaparecer, exceto da periferia, e o recife de barreira torna-se um atol.

Os corais brasileiros foram intensamente estudados por J. Laborel, que fez o levantamento das colônias existentes entre o Ceará (Fortaleza) e São Paulo (Santos). A região mais rica em corais fica entre Salvador e o arquipélago dos Abrolhos, a setenta quilômetros do litoral baiano, onde se encontra um patrimônio biológico único na América do Sul.

O coral é utilizado em joalheria para a fabricação de camafeus, pulseiras e colares e em esculturas. Seu peso específico geralmente é próximo de 2,65 e a dureza oscila de 3,5 a 4. Os índices de refração são aproximadamente 1,48 e 1,65. Existem muitas imitações, principalmente as conchas perlíferas, e outras artificiais, que normalmente não produzem efervescência em ácido clorídrico. Não são conhecidos no Brasil corais de interesse gemológico.

Fonte: www.biomania.com.br

Corais

CORAIS DO BRASIL

Eles existem há aproxima- damente 250 milhões de anos.

Já resistiram a vários abalos ambientais, como maremotos e atividades vulcânicas.

Atualmente, tentam sobreviver à interferência do homem na natureza, que representa hoje uma grande ameaça. Mais conhecidos como corais, esses animais marinhos são carnívoros e vivem fixos no fundo do mar.

Após identificarem 15 espécies de corais recifais, até então pouco estudadas, os pesquisadores do Departamento de Invertebrados do Museu Nacional/UFRJ, Clovis Barreira e Castro e Débora de Oliveira Pires, se sentiram estimulados a desenvolver um projeto para compreender como os corais se distribuem no espaço, como se associam e se reproduzem, visando especialmente sua conservação.

Colunas de cogumelo

Os corais recifais são encontrados em dois mil e quatrocentos quilômetros de extensão da costa brasileira. "A fauna de corais do Brasil, apesar de pouco diversa, se comparada a outras regiões do mundo, apresenta espécies raras que só existem aqui. Há formações recifais únicas no mundo, como os ‘chapeirões’, que são colunas em forma de cogumelo", explica Débora Pires.

Reprodução de corais: primeiros dados

Segundo os pesquisadores, a escassez de informação sobre a vida dos corais, aliada a atividades na costa brasileira, como o turismo, a exploração de petróleo e a contaminação da água por substâncias tóxicas, contribuem para a degeneração desses animais marinhos. "Estamos gerando os primeiros dados científicos sobre a reprodução de corais de todo Atlântico Sul. Aqui no Brasil, nunca tinha sido feito nada parecido", revela Clovis Castro.

O local escolhido para a realização deste levantamento foi o complexo recifal de Abrolhos, no Sul da Bahia. Segundo os pesquisadores, além da variedade de espécies encontradas no lugar, a abundância facilita o recolhimento de amostras para estudo, sem causar impactos ambientais. "Além do complexo recifal de Abrolhos abrigar a maior biodiversidade marinha do Brasil, um estudo como este necessita da coleta de muitas espécies que são abundantes na região. Caso esta pesquisa fosse realizada no Rio de Janeiro, por exemplo, o impacto ambiental seria muito maior", explica Clovis Castro.

Mas este é apenas o primeiro passo. O objetivo dos pesquisadores é montar, futuramente, a partir deste conjunto de informações, um sistema de recuperação de recifes de corais. "A idéia é utilizar o banco de dados como suporte para semear recifes e recuperar outras comunidades de corais brasileiras, como a de Arraial do Cabo e de Búzios, por exemplo", diz otimista a doutora Débora Pires.

Corais

O termo coral é usado para designar animais marinhos do grupo dos cnidários, que possuem esqueleto calcário ou córneo. O hábito de viver fixo no fundo do mar fez com que os corais fossem durante muito tempo considerados plantas. Atualmente, sabemos que eles possuem diversas características típicas do reino animal, incluindo a organização do sistema nervoso e muscular, características celulares, metabolismo respiratório e alimentação.

Os cnidários são um grupo de organismos que incluem, entre outros, as águas-vivas, medusas, anêmonas-do-mar, octocorais, corais-pétreos e corais-de-fogo.

Apresentam corpo cilíndrico e cavidade gástrica com a estrutura de um saco aberto em uma extremidade (boca) e fechado na outra (ausência de ânus).

Como vivem

O fato de permanecerem a maior parte do seu ciclo de vida fixos no substrato, levou os corais a desenvolverem um modo de vida particular, com diversas funções adaptadas a este hábito sedentário.

Os corais apresentam basicamente duas formas de reprodução: assexuada, sem a participação de gametas (células sexuais) e sexuada, com a presença de gametas. Na reprodução sexuada, os corais desenvolvem sistemas de fecundação que permitem aos gametas se encontrarem. Já a reprodução assexuada, identificada nos hidrocorais, ocorre por brotamento.

Recifes de coral

Os recifes de coral são formações criadas pela ação de comunidades de diversos organismos, como as algas calcárias e corais, entre outros organismos. Os recifes de corais são os ambientes mais ricos e produtivos do planeta, tão importantes para o ecossistema marinho como as florestas são para a vida na terra.

Já está comprovada sua importância para a humanidade: eles protegem a costa brasileira da ação inesperada das ondas, abrigam e protegem grande número de organismos que são capturados e consumidos pelo homem, fazendo o papel de criadouro desses organismos. Além disso, servem como fonte de matéria-prima para pesquisas farmacológicas. Já se tem exemplos de substâncias que foram extraídas e transformadas em medicamentos para abaixar a pressão arterial, antibióticos, antitumorais, entre outros.

Fonte: www.faperj.br

Corais

Os recifes de corais são os pontos de maior concentração de vida nos oceanos. Só é possível compará-los, em termos de biodiversidade, s florestas tropicais em terra firme. Mais de 5.000 espécies de peixes, 10.000 de moluscos e uma quantidade incontável de algas e crustáceos vivem e se reproduzem em torno das estruturas delicadas e coloridas, poucos metros abaixo da superfície.

Como as florestas tropicais, as concentrações de corais correm o risco de deixar de existir em prazo relativamente curto. Um megaestudo realizado por biólogos americanos, divulgado há três semanas, estima que, se nada for feito para reduzir a ação predatória do homem, os corais podem desaparecer em menos de 100 anos.

Um em cada três recifes de corais está em mau estado. Há dez anos, isso ocorria com um em cada dez. A causa principal da devastação é a pesca predatória de peixes e moluscos. Ela rompe a delicada cadeia alimentar do ecossistema, e o desequilíbrio ecológico leva os corais à morte. A poluição costeira e o turismo descontrolado também contribuem para a destruição.

Com a morte dos corais, as demais formas de vida somem dos recifes. "É o mesmo que pegar uma floresta e transformá-la num campo de golfe", diz o biólogo Enric Sala, da Instituição Scripps de Oceanografia, na Califórnia, um dos autores do estudo.

O coral é um ser minúsculo - os maiores não passam de 3 centímetros - que vive em colônias nos mares quentes a pouca profundidade. A acumulação dos esqueletos calcificados de várias gerações é a base das estruturas complexas e delicadas dos recifes e atóis. Num recife de corais, a parte viva corresponde apenas à camada superficial e tem poucos centímetros de espessura. Há mais de 2 000 espécies conhecidas.

Os animais mais vistosos são os chamados corais-moles, bastante coloridos, que parecem arbustos floridos ou um grande leque com ramos entrelaçados.

O ecossistema criado pelos corais protege os peixes pequenos, as algas e os moluscos da força das correntes marítimas, fornece alimentos em abundância e também refúgios contra predadores maiores. Grande parte dos corais só vive em águas transparentes e quentes, com temperatura em torno dos 22 graus. Um dos responsáveis pelos estragos nos recifes é o aquecimento global, que provocou um fenômeno chamado branqueamento. Trata-se, na verdade, da perda de algas minúsculas que vivem em associação com os corais e não resistem ao aumento da temperatura.

Além de responsáveis pelo colorido exuberante de alguns corais, as algas contribuem com uma dose extra de nutrientes. Sem elas, os corais ficam brancos e, se o fenômeno for prolongado, morrem. Em 1998, uma colossal onda de branqueamento matou 16% dos corais do planeta. O fenômeno repetiu-se nos últimos dois anos na Austrália, com resultados desastrosos.

É possível que esse seja um acontecimento cíclico, que se repete há milênios. A complicação é que está ocorrendo no momento em que a pressão humana sobre os corais se tornou mais intensa. No Pacífico, pescadores de peixes ornamentais jogam cianeto nos recifes para atordoar peixes ornamentais e facilitar a captura - a técnica também mata os corais. "No Brasil, atiram água sanitária nos corais para pegar polvos", diz a geóloga Zelinda Leão, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Os corais da costa brasileira não são tão exuberantes e coloridos como os do Pacífico ou do Caribe. Mas também são um ponto de concentração de vida marinha. Apesar de ser um parque nacional, o Arquipélago de Abrolhos, onde se localiza a maior formação de corais do Brasil, não está livre das ameaças. "O volume de turistas que o visita aumentou 400% nos últimos anos", calcula Zelinda. Barcos com mergulhadores lançam âncoras sobre os recifes, quebrando-os.

Outro problema é a poluição. Os resíduos provenientes dos esgotos e do lixo urbano de cidades como Prado, Alcobaça, Caravelas e Nova Viçosa, a mais de 60 quilômetros de distância, provocam proliferação de algas nos recifes, que competem com os corais. Situação parecida ocorre na Austrália, na Grande Barreira de Corais, uma formação com 350.000 quilômetros quadrados.

Cientistas estimam que, se não houver maior controle sobre a poluição e o turismo predatório, 50% dos corais da Barreira estarão mortos até 2030.

A única solução possível para preservar os corais parece ser a mais radical: a criação de zonas de proteção internacional em que o acesso humano seja controlado com rigor. Definitivamente, o homem não combina com tanta beleza marinha.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Corais

Os corais, animais aparentados com anémonas e medusas, são os eumetazoários (identificam-se células bem diferenciadas) mais simples.

De formas muito variadas, estes seres marinhos têm um corpo em forma de saco (pólipo), com boca, tentáculos e esqueleto.

O pólipo ocupa uma cavidade - o cálice - de forma circular, poligonal ou alongada. Os cálices são por sua vez divididos por septos dispostos em estrela.

Os corais podem construir recifes quando encontram um ambiente propício: formam-se em águas costeiras tropicais ou subtropicais, com temperaturas superiores a 22ºC e com baixa profundidade (menos de 30m).

São, deste modo, bons indicadores de ambiente. Quando são encontrados recifes de coral fósseis, estes traduzem-nos que a rocha que os contém se formou em ambientes tropicais de mares pouco profundos do passado - são, por isso, considerados fósseis de ambiente ou fósseis de fácies.

Existem desde o Precâmbrico encontrando-se na região do Baixo Mondego com abundância relativa nas faunas do Jurássico Médio (Dogger) e Superior (Malm) e no Cretácico Superior.

Fonte: fossil.uc.pt

Corais

Corais ou antozoários são animais cnidários e uma das maravilhas do mundo submarino. Os corais constituem colónias coloridas e de formas espantosas que crescem nos mares e podem formar recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma biodiversidade e produtividade extraordinárias.

O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Queensland, Austrália. A maioria dos corais desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas colónias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega.

Os antozoários são animais invertebrados que possuem tentáculos, orofaringe (serve como boca e ânus) e que podem ou não produzir um esqueleto de carbonato de cálcio. Podem ser solitários ou viver em colônias e seu crescimento forma os famosos "recifes de corais.

Eventos de Branqueamento de corais tem sido observados com frequência como consequência de elevação de temperaturas da água.

A incidência de doenças também tem sido registrada, e sua ocorrência associada ao aumento da temperatura e a contaminação por poluição.

Através do trabalho de monitoramento, dados biológicos importantes que possam servir como base para o desenvolvimento de planos de recuperação para as áreas mais atingidas estão sendo obtidos.

Fonte: www.recifescosteiros.org.br

Corais

Os recifes de corais são os pontos de maior concentração de vida nos oceanos. Só é possível compará-los, em termos de biodiversidade, s florestas tropicais em terra firme. Mais de 5.000 espécies de peixes, 10.000 de moluscos e uma quantidade incontável de algas e crustáceos vivem e se reproduzem em torno das estruturas delicadas e coloridas, poucos metros abaixo da superfície.

Como as florestas tropicais, as concentrações de corais correm o risco de deixar de existir em prazo relativamente curto.

Um megaestudo realizado por biólogos americanos, divulgado há três semanas, estima que, se nada for feito para reduzir a ação predatória do homem, os corais podem desaparecer em menos de 100 anos.

Um em cada três recifes de corais está em mau estado. Há dez anos, isso ocorria com um em cada dez. A causa principal da devastação é a pesca predatória de peixes e moluscos. Ela rompe a delicada cadeia alimentar do ecossistema, e o desequilíbrio ecológico leva os corais à morte. A poluição costeira e o turismo descontrolado também contribuem para a destruição. Com a morte dos corais, as demais formas de vida somem dos recifes.

"É o mesmo que pegar uma floresta e transformá-la num campo de golfe", diz o biólogo Enric Sala, da Instituição Scripps de Oceanografia, na Califórnia, um dos autores do estudo.

O coral é um ser minúsculo

Os maiores não passam de 3 centímetros - que vive em colônias nos mares quentes a pouca profundidade. A acumulação dos esqueletos calcificados de várias gerações é a base das estruturas complexas e delicadas dos recifes e atóis. Num recife de corais, a parte viva corresponde apenas à camada superficial e tem poucos centímetros de espessura.

Há mais de 2 000 espécies conhecidas. Os animais mais vistosos são os chamados corais-moles, bastante coloridos, que parecem arbustos floridos ou um grande leque com ramos entrelaçados.

O ecossistema criado pelos corais protege os peixes pequenos, as algas e os moluscos da força das correntes marítimas, fornece alimentos em abundância e também refúgios contra predadores maiores. Grande parte dos corais só vive em águas transparentes e quentes, com temperatura em torno dos 22 graus.

Um dos responsáveis pelos estragos nos recifes é o aquecimento global, que provocou um fenômeno chamado branqueamento. Trata-se, na verdade, da perda de algas minúsculas que vivem em associação com os corais e não resistem ao aumento da temperatura.

Além de responsáveis pelo colorido exuberante de alguns corais, as algas contribuem com uma dose extra de nutrientes. Sem elas, os corais ficam brancos e, se o fenômeno for prolongado, morrem. Em 1998, uma colossal onda de branqueamento matou 16% dos corais do planeta. O fenômeno repetiu-se nos últimos dois anos na Austrália, com resultados desastrosos. É possível que esse seja um acontecimento cíclico, que se repete há milênios. A complicação é que está ocorrendo no momento em que a pressão humana sobre os corais se tornou mais intensa.

No Pacífico, pescadores de peixes ornamentais jogam cianeto nos recifes para atordoar peixes ornamentais e facilitar a captura - a técnica também mata os corais. "No Brasil, atiram água sanitária nos corais para pegar polvos", diz a geóloga Zelinda Leão, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Os corais da costa brasileira não são tão exuberantes e coloridos como os do Pacífico ou do Caribe. Mas também são um ponto de concentração de vida marinha.

Apesar de ser um parque nacional, o Arquipélago de Abrolhos, onde se localiza a maior formação de corais do Brasil, não está livre das ameaças. "O volume de turistas que o visita aumentou 400% nos últimos anos", calcula Zelinda. Barcos com mergulhadores lançam âncoras sobre os recifes, quebrando-os.

Outro problema é a poluição

Os resíduos provenientes dos esgotos e do lixo urbano de cidades como Prado, Alcobaça, Caravelas e Nova Viçosa, a mais de 60 quilômetros de distância, provocam proliferação de algas nos recifes, que competem com os corais. Situação parecida ocorre na Austrália, na Grande Barreira de Corais, uma formação com 350.000 quilômetros quadrados.

Cientistas estimam que, se não houver maior controle sobre a poluição e o turismo predatório, 50% dos corais da Barreira estarão mortos até 2030.

A única solução possível para preservar os corais parece ser a mais radical: a criação de zonas de proteção internacional em que o acesso humano seja controlado com rigor. Definitivamente, o homem não combina com tanta beleza marinha.

Daniel Hessel Teich

Fonte: veja.abril.com.br

Corais

O que são?

Corais
Corais

CORAIS são animais marinhos do grupo dos cnidários, que inclui também as anêmonas, as águas-vivas ou medusas e os “corais de fogo” (hidrozoários).

Corais
Corais de Fogo

São invertebrados (animais sem espinha dorsal) capazes de secretar por baixo do tecido um esqueleto externo calcário (como nossos ossos) ou córneo (como nossas unhas). Este esqueleto é responsável pela fixação do coral ao substrato no fundo do mar, servindo também como proteção.

O corpo dos corais é chamado de pólipo, que consiste em uma estrutura cilíndrica em forma de saco, com uma cavidade interna que se abre apenas em uma extremidade, a boca. Rodeada por tentáculos, a boca age tanto na ingestão de alimentos, quanto na eliminação de resíduos.

Os tentáculos são estruturas dotadas de uma grande quantidade de células especializadas chamadas cnidócitos, que contêm substância urticante e paralisante, e servem para capturar presas e defender o pólipo.

Corais
Tentáculos

No interior do tecido do coral vivem várias algas microscópicas chamadas zooxantelas. Estas algas possuem uma relação de simbiose com o coral, na qual a alga fornece ao pólipo alimento através do processo de fotossíntese e, em troca, recebe proteção e nutrientes.

Você sabia?

Corais do gênero Corallium sp. são muito utilizados na confecção de jóias e ornamentos, e por isso também ganham o nome de corais preciosos. Esta prática danifica e prejudica os recifes.

TIPOS DE CORAIS

Corais verdadeiros ou pétreos (Ordem Scleractinia)

Os corais verdadeiros ou pétreos têm grande importância na construção dos recifes de coral.

Seus pólipos absorvem cálcio da água do mar e o utilizam para construir um esqueleto calcário (como nossos ossos), secretado por células da base do pólipo.

Se caracterizam por apresentar tentáculos em número de seis ou múltiplos de seis e podem ser solitários (apenas um pólipo) ou coloniais (vários pólipos).

Corais
Solitários (apenas um pólipo)

Corais
Coloniais (vários pólipos)

Corais negros ou semipreciosos (Ordem Antipatharia)

Como os corais pétreos, os corais negros também secretam um esqueleto pela base do pólipo, mas, neste caso, feito de material córneo (como nossas unhas).

Este esqueleto forma um eixo central que pode atingir comprimentos consideráveis e apresentar ou não ramificações. Este eixo é revestido por espinhos e os pólipos possuem caracteristicamente seis tentáculos.

Corais de fogo (Classe Hydrozoa)

Assim como os corais pétreos, os corais de fogo, ou hidrocorais, também produzem esqueleto calcário.

No entanto, este é coberto por poros de tamanho diferenciado, onde se localizam dois tipos de pólipos, um especializado na alimentação e outro na defesa.

Apresentam poderosos cnidócitos que podem causar ardor na pele ou queimaduras leves com um simples toque ou arranhão.

Octocorais (Subclasse Octocorallia)

Os octocorais, que incluem as gorgônias, os corais tubo e os corais moles, são assim chamados por apresentarem exclusivamente oito tentáculos em seus pólipos.

Podem produzir um eixo córneo, que lhes confere grande flexibilidade. Praticamente todos os octocorais formam colônias.

Reprodução

Os corais se reproduzem tanto sexuada (com um parceiro) quanto assexuadamente (sozinhos).

A reprodução sexuada ocorre quando há fecundação do gameta feminino (ovócito) pelo gameta masculino (espermatozóide).

Deste cruzamento origina-se uma larva chamada plânula.

Apesar da maioria dos corais ser hermafrodita, ou seja, possuir células sexuais femininas e masculinas, algumas colônias produzem gametas de apenas um sexo, que irão fecundar os gametas de outras colônias.

Dependendo do local de fecundação dos gametas, os corais são divididos em dois grupos: os liberadores de gametas e os incubadores de larva.

Os primeiros liberam os gametas na água, onde ocorre a fecundação e a geração da larva; os segundos liberam apenas os espermatozóides (gametas masculinos), que fecundam os gametas femininos no interior dos pólipos, onde ocorre a formação da larva que, só então, é liberada.

Uma vez formadas, as plânulas derivam com o plâncton por algumas horas ou várias semanas até encontrarem um local propício para se assentar e se desenvolver em pólipos.

Esta é a única maneira na qual os corais, que são organismos sésseis (fixos), podem se mudar para novos locais.

Também é assim que conseguem se fixar e se desenvolver em blocos de concreto, cascos de navios e plataformas de petróleo.

Como na reprodução sexuada ocorre troca de material genético através da fecundação de gametas, os corais garantem a manutenção da diversidade genética e a habilidade de se adaptar a novas condições.

Após o assentamento, a larva sofre metamorfose e começa a secretar o esqueleto calcário que irá fixá-la em definitivo ao substrato.

Neste momento forma-se o recruta ou pólipo fundador, que irá se desenvolver, na maioria dos casos, em uma colônia.

Na reprodução assexuada não há fertilização de gametas, portanto, não há troca de material genético e os indivíduos formados são clones da colônia “mãe”.

Isso significa que cada novo indivíduo apresenta as mesmas características genéticas da colônia que o gerou.

O crescimento da colônia se dá por um tipo de reprodução assexuada, conhecida como brotamento.

O pólipo parental se divide para formar um ou mais novos pólipos (clones) que permanecem presos ao tecido do pólipo de origem.

A partir de um único pólipo fundador (originado após a metamorfose da plânula - reprodução sexuada), surgem outros pólipos por brotamento para formar uma colônia juvenil.

A colônia se desenvolve através da constante adição de novos brotos.

Quando atinge um tamanho específico, se torna madura e cada pólipo da colônia começa a produzir gametas. Reinicia-se assim o ciclo de vida.

Em algumas espécies ramificadas, novas colônias também podem se desenvolver a partir de fragmentos da colônia original.

Dessa forma os recifes são capazes de se recuperar e crescer novamente após sofrerem danos causados por tempestades e ciclones.

Fonte: www.coralvivo.com.br

Corais

Os Corais são formação calcária existente nos mares.

Essa formação é composta de milhões de minúsculos animais Antozoários da subclasse Octocorálios.

As formações de coral podem ter a aparência de árvores, grandes cúpulas, pequenas crostas ou mesmo pequenos tubos.

Os minúsculos animais formadores do coral lhe dão um bonito colorido laranja, amarelo, violeta, verde e brônzeo.

Eles podem construir grandes estruturas. Quando esses animais morrem, deixam esqueletos de calcário que são a base de barreiras denominadas recifes de coral ou recifes coralinos.

Os recifes de coral parecem verdadeiros jardins marinhos porque, entre os corais, vivem peixes, estrelas-do-mar, moluscos e anêmonas-do-mar.

Às vezes, massas de corais crescem até alcançar a superfície dos mares, surgindo as ilhas de coral.

O mar revolto ajuda na formação dessas ilhas, pois quebra as pontas dos corais e estas se depositam umas sobre as outras. Sobre esta área emersa, com o tempo, se forma então o solo e depois a cobertura vegetal. Muitas ilhas do Pacífico surgiram dessa maneira.

Os Recifes de Coral são encontrados, sobretudo, em mares quentes e tropicais, já que os corais formadores de recifes não sobrevivem em águas com temperatura inferior a 18°C. Existem três tipos de recifes de coral.

O Recife de Franja é uma plataforma submersa de coral vivo ao lado de praias e ilhas continentais.

O Recife de Barreira margeia a costa, mas é separado por uma faixa de água, uma laguna de largura variável. Forma uma barreira entre o mar perto da costa e o mar aberto.

O Atol é uma ilha de coral em forma de anel encontrada em mar aberto.

Como se Forma o Coral

Os antozoários são dotados de um corpo cilíndrico, chamado de pólipo, que possui numa de suas extremidades uma boca rodeada de tentáculos. A outra extremidade fixa-se em superfícies sólidas do fundo do mar.

O coral é constituído por colônias de pólipos, que se alimentam, principalmente, de minúsculos animais, tais como larvas de mariscos, e de algas pardas. O pólipo se reproduz por meio de ovos ou por brotamento. Periodicamente, surgem no corpo do pólipo, ou na película que liga os corpos dos pólipos, pequenas protuberâncias chamadas de brotos. Novas colônias se formam quando um pólipo adulto, de uma colônia velha, põe ovos. Esses ovos produzem larvas que se afastam e se fixam em outras áreas do fundo do mar, dando origem, por brotamento, a novas colônias.

Corais Preciosos e Gorgônia

Além dos corais pétreos, outros tipos são encontrados nos mares. Eles também são constituídos por colônias de pólipos, mas seu esqueleto é interno em vez de externo.

O coral precioso é muito usado na indústria de jóias. Tem um núcleo (esqueleto interno) muito duro que pode ser polido, revelando então um belo colorido de tons vermelho e rosa.

O coral gorgônia tem esqueleto interno composto de uma substância córnea flexível. Tem a aparência de arbustos, leques ou chicotes, podendo ser cor de bronze, amarelado, rosa, roxo, marrom ou preto.

Fonte: klickeducacao.ig.com.br

Corais

Os oceanos sempre exerceram um grande fascínio sobre os homens.

Até o século XVII, não havia instrumentos que permitissem observar a diversidade de vida nos mares do planeta.

Entretanto, com o desenvolvimento da tecnologia, os pesquisadores começaram a desvendar a vastidão dos mares e os diferentes seres vivos que aí vivem.

Esse ambiente, conhecido por seus tons de cores azul, revelou-se, para grande surpresa da maioria dos cientistas, um rico mosaico das mais variadas cores e formas. Uma das mais fascinantes peças desse mosaico são os recifes de corais.

Os corais pertencem a um conjunto de animais marinhos, os Cnidários, grupo do qual também fazem parte as medusas ou águas-vivas, as caravelas (colônias flutuantes nos mares quentes) e as anêmonas, genericamente chamadas de pólipos, que são as formas que vivem fixas ao substrato, apresentam o corpo cilíndrico, mole e retrátil, exibindo uma coroa de tentáculos na parte superior, ao redor da boca, que as faz parecidas com flores, como os crisântemos ou as dálias.

Os elementos responsáveis pela construção da base calcária dos recifes de coral são pólipos de tamanho reduzido, pertencentes a uma variedade fantástica de espécies, das mais diferentes cores e formatos. Os recifes de coral constituem os ecossistemas mais ricos em diversidade do meio marinho, pois reúnem uma enorme diversidade de outras espécies de organismos que vivem junto a essas formações, como parte integrante dessas imensas comunidades.

A principal característica dos corais é o esqueleto externo secretado pelos pólipos, constituído por substância calcária, que desenvolve estruturas rígidas e cortantes. Entretanto, às vezes, as colônias de pólipos são sustentadas por um fino envoltório ou por eixos internos de substância córnea, formando estruturas flexíveis, que se confundem com vegetais, muitas delas conhecidas também com o nome de leques-do-mar.

Os corais possuem duas formas de reprodução: assexuada e sexuada.

Na primeira delas, ocorre o brotamento de novos pólipos, que se unem aos antigos; assim a colônia se expande. Na reprodução sexuada, os gametas são lançados na água, onde ocorre a fecundação e o desenvolvimento inicial em forma de larva ciliada livre-nadante, que favorece a dispersão das espécies.

Apesar da reprodução intensa, o crescimento do recife, em altura, ocorre muito lentamente. À medida que os pólipos vão morrendo, novos elementos instalam-se sobre as bases esqueléticas remanescentes, depositando novas e finas camadas de material calcário. Por isso, ao observar secções dessas bases, em profundidade, pode-se notar as diversas camadas de deposição que ocorreram ao longo do tempo. Esses animais aperfeiçoaram diferentes maneiras de captura de seu alimento. Alguns possuem em seus tentáculos cnidócitos, células especiais e exclusivas dos cnidários, que contém uma cápsula de veneno, chamada nematocisto, que paralisa e mata a presa. Outras espécies produzem um filamento mucoso com o qual a caça é aprisionada até a morte.

Neste ecossistema tão particular, outros seres vivos também crescem e vivem, criando assim um pequeno universo repleto de vida que interage na busca pela sobrevivência. Peixes, esponjas, anelídeos, moluscos, crustáceos, equinodermos e muitos outros animais competem por espaço e alimento nos recifes de coral.

Esponjas e vermes anelídeos de hábito de vida fixo desenvolvem-se nos entremeios dos corais. Algumas espécies de corais são devoradas por peixes ou pelas estrelas-do-mar, que são equinodermos de hábito carnívoro predatório. Esta dinâmica entre os animais é o que torna os recifes de coral tão interessantes aos olhos humanos.

Poucos locais no planeta permitem a visualização de um mundo tão belo, colorido e diverso.

Corais
Ilha Similan, Tailândia, Oceano Índico
Os numerosos indivíduos formadores dos corais (pólipos) crescem próximos entre si, formando colônias extensas.
Assim, aumenta a sua chance de reprodução e sobrevivência em um ambiente muito competitivo.

Corais
Ilhas Molucas, Indonésia, Oceano Pacífico
Os corais crescem por brotamento, ficando bem unidos uns aos outros e
criando uma variedade de formas e cores.

Corais
Rio de Janeiro, Brasil, Oceano Atlântico
A evolução dos corais permitiu o surgimento de uma grande diversidade de espécies;
o tamanho reduzido, a delicadeza das formas, muitas delas transparentes e em cores em tons pastel,
atestam a beleza e a fragilidade desses animais tão especiais.

Corais
Ilha Similan, Tailândia, Oceano Índico
Os corais crescem cerca de 2 cm por ano.
Essa taxa de crescimento permite calcular a idade desta estrutura de 3 metros de comprimento.

Corais
A vida em colônia pode produzir formas interessantes.
Esta colônia de corais cresceu em um formato similar a um vaso de flores.
A natureza é caprichosa!

Corais
Ilhas Molucas, Indonésia, Oceano Pacífico
Estes pólipos de coral são envoltos por substância córnea, o que lhes dá uma certa
flexibilidade, permitindo-lhes embalar ao sabor da movimentação da água.

Corais
Grande Barreira de Corais, Austrália, Oceano Pacífico
A grande diversidade de espécies de corais que formam os recifes
cria um mosaico de cores e formas de indescritível beleza.

Corais
Bahia, Brasil, Oceano Atlântico
No litoral sul da Bahia, desenvolvem-se estruturas chamadas chapeirões.
São recifes que crescem em forma de cogumelos a partir do fundo e em direção à superfície.

Corais
Bahia, Brasil, Oceano Atlântico
Este jovem chapeirão já exibe seu formato típico de cogumelo.

Corais
Ilhas Molucas, Indonésia, Oceano Pacífico
A alga Zooxantela mantém uma relação simbiótica com os corais.
Ao realizar fotossíntese, a alga produz substâncias orgânicas que servem de alimento aos corais.
Por sua vez, a colônia de coral fornece-lhes abrigo, gás carbônico e cresce em áreas com mais incidência de luz

Corais
Grande Barreira de Corais, Austrália, Oceano Pacífico
Para aproveitar melhor a luminosidade, este coral cresceu em forma de bandeja,
criando em seus espaços vazios ótimos locais para a residência de peixes e crustáceos.

Corais
Rio de Janeiro, Brasil, Oceano Atlântico
As estrelas-do-mar movimentam-se sobre os corais e devoram
alguns dos milhares de indivíduos que formam a colônia.

Corais
Ilha de Sulawesi, Indonésia, Oceano Pacífico
É estonteante a beleza exibida por algumas espécies de coral, fonte de inspiração
para muitos artistas, que devem sonhar em reproduzir cores como a desse coral.

Corais
Ilha de Sulawesi, Indonésia, Oceano Pacífico
Mesmo vivendo em um ambiente muito competitivo, os habitantes dos
recifes de corais mantém uma forma de vida harmoniosa.

Corais
Ilhas Molucas, Indonésia, Oceano Pacífico
Ameaçados de extinção por causa da interferência humana,
medidas de preservação procuram proteger estes animais tão especiais.

Cristiano Franco Burmester

Fonte: www.scipione.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal