Os recifes de corais são estruturas calcárias construídas, principalmente, por corais; além destes, participam também de sua formação os hidrocorais, as algas calcárias, os moluscos e vários outros organismos.
Os corais são animais cnidários (urticantes), como as caravelas e as medusas, que possuem um esqueleto externo de carbonato de cálcio. Existem no Brasil 20 espécies, sendo 15 de corais hermatípicos e 5 de hidrocorais (incluindo uma espécie nova registrada no Parcel do Manuel Luiz-MA).
Os ambientes recifais necessitam de águas claras, limpas e quentes. No Brasil, estas condições são freqüentes no Nordeste, sendo a região de Abrolhos (BA) o local de maior diversidade de espécies de corais. A maioria dos recifes brasileiros é recifes de arenito, porém estes possuem uma considerável fauna coralínea e uma enorme importância ecológica e econômica.
A importância dos oceanos é algo conhecido de todos, já que cerca de 70% do globo terrestre é constituído de água salgada. Na EXPO 98, em Portugal, foi divulgado que cerca de 80% da biodiversidade mundial e 80% do oxigênio que nós respiramos vem dos mares.
Um dos ambientes mais importantes dos mares é o ambiente recifal. A importância dos recifes de corais consiste no fato de que estes ambientes dão suporte e abrigo a uma variedade de comunidades marinhas, muitas delas de interesse econômico direto, como os peixes, os polvos, as lagostas, os camarões, as algas, entre outros, servindo de habitat para mais de 25% de toda vida marinha. Estima-se que entre um e nove milhões de espécies estão associadas aos recifes de corais, pois a produtividade primária dos ambientes recifais é muito alta, unicamente comparável à das regiões de manguezais. Isto se deve, sobretudo, s algas que fazem simbiose com os corais, as chamadas zooxantelas.
Além da sua grande importância ecológica, a importância dos recifes para o homem, direta e indiretamente, é imensurável:
Produção de alimento
1/5 de toda proteína animal consumida vem do mar.
Proteção da costa
Os recifes protegem a costa de erosão, tempestades, ondas, etc., tanto que nas regiões onde estes foram dinamitados (por exemplo, a região de Suape-PE), a erosão marinha cresce rapidamente.
Proteção climática
Organismos fotossintetizantes marinhos utilizam o CO2 que iria para a atmosfera, amenizando o efeito estufa.
Farmacologia
Além das substâncias antivirais e bactericidas encontradas nas gorgônias, metade de toda a pesquisa de medicamentos para o câncer está voltada aos organismos marinhos.
Odontologia
Fabricação de próteses dentárias
Medicina
Reparação de fraturas com esqueleto de corais
Indústria de cosméticos
Uso de algas, etc., em diversos produtos;
Economia
Peixes, jóias, areia, etc.
Lazer
Turismo, mergulho, etc.
Os recifes têm ainda importância histórica e cultural: o nome do estado de Pernambuco, por exemplo, vem do indígena e significa "pedras furadas", devido às cavidades e às tocas existentes nos recifes. E, é claro, o nome da nossa capital Recife deriva também deste belo ecossistema.
Mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo moram próximas de recifes de corais. Uma estimativa diz que os ambientes recifais são responsáveis por serviços e recursos (turismo, proteção costeira, alimento, etc.) que, se calculado em valores monetários, equivaleriam a mais de 375 bilhões de dólares por ano.
A destruição de apenas um quilômetro de recifes de corais causa um prejuízo de até $1,2 milhões. Vale salientar que estas estimativas servem apenas para fins comparativos, já que o valor real de um ecossistema está muito acima de qualquer quantia em dinheiro.
Por ser um dos ecossistemas mais frágeis do mundo, os recifes estão sob ameaça constante. Nas últimas décadas, cerca de 35 milhões de acres de recifes de corais foram destruídos pelo homem, em 93 países. Se continuar assim, 70% dos corais do mundo serão destruídos ainda durante as nossas vidas.
As ameaças aos recifes de corais são muitas, a maioria sendo de origem antrópica:
Desenvolvimento humano
Poluição da água, agricultura insustentável (uso indiscriminado de fertilizantes e pesticidas), desmatamento de mangues e florestas em geral, mineração, especulação imobiliária, saneamento inadequado, água quente advinda de hidrelétricas, indústria petroleira (derramamento de petróleo e derivados), produtos tóxicos advindos de fábricas, dragagem e uso de explosivos na construção de portos, etc.;
Pesca
Pesca predatória, pesca com explosivos, pesca com venenos (cianeto, etc.), "muro-ami" (bater nos corais com bolsas de pesos para espantar os peixes), etc.;
Turismo e lazer
Presença humana (pisoteio, lixo jogado, etc.), embarcações (âncoras, lixo, etc.), mergulhadores não conscientizados, pesca, souvenires advindos de organismos marinhos, coleta de organismos para aquários e coleções, construção de hotéis com recifes, aterro de manguezais para construção de hotéis e casas de veraneio, poluição advinda de hotéis, etc.;
Aquecimento global
Rápido aumento do nível do mar, aumento na temperatura da água, redução nos níveis de calcificação, alteração nas correntes oceânicas, alterações nos padrões meteorológicos, etc.;
A superpopulação amplifica todos os problemas citados acima.
Como se pode deduzir, as conseqüências da destruição dos recifes de corais são muitas. Além das perturbações ecológicas (alterações na teia alimentar, perda de habitats, extinção de espécies, etc.), a destruição dos recifes causa erosão costeira e uma série de problemas econômicos, tais como diminuição na atividade turística, perda de economias de subsistência e forte impacto negativo na economia de países-ilha.
No entanto, existem várias medidas que podem ajudar a proteger os recifes de corais:
Criação e manutenção de parques marinhos, reservas biológicas e áreas de proteção ambiental
Regulamentação e fiscalização da pesca
Educação ambiental
Turismo ecológico
Gestão integrada dos ambientes recifais, envolvendo a comunidade
Pesquisa
Restauração de áreas degradadas
Acima de tudo, para que os recifes de corais sejam preservados, é preciso cuidar do meio ambiente como um todo.
Afinal, o globo terrestre é um grande ecossistema completamente interligado.
Fonte: www.ufrpe.br
O coral nada mais é que um pequeno animal marinho, que vive em colônias - geralmente em mares de temperatura mais amena, como nas regiões tropicais e subtropicais.
Enquanto está vivo, esse organismo secreta à sua volta um esqueleto de carbonato de cálcio, substância extraída da água do mar.
Após sua morte, novas colônias desenvolvem-se sobre essa estrutura rígida, formando, com o tempo, os paredões calcáreos que chamamos de recife.
O processo todo demora, obviamente, milhares de anos.
"Existem três tipos de recifes de coral: franjas, barreiras e atóis", afirma a bióloga Flora Hadel, da Universidade de São Paulo (USP).
Sua formação geralmente começa pelas praias, estendendo-se até 400 metros mar adentro. Nesse estágio inicial, eles são batizados de franjas. Já as barreiras surgem quando a erosão das praias afasta o recife da beira-mar. É o caso da mais famosa dessas formações, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, com 2 000 quilômetros de extensão.
O atol, por sua vez, é como um anel, formado quando essas barreiras circundam alguma ilha que, também devido à erosão, deixa de existir.
Os recifes de coral têm vital importância para a manutenção do equilíbrio biológico, por servirem de abrigo para uma enorme diversidade de espécies de peixes, algas, crustáceos e outras criaturas marinhas que vivem e se reproduzem sob sua proteção.
Eles também estão entre os mais ameaçados pela elevação da temperatura da Terra, pois o aquecimento dos mares pode levá-los à extinção.

Três diferentes tipos de recife são criados pela erosão:
1. Os recifes de coral começam a se formar a partir da praia, estendendo-se mar adentro. Nesse estágio, são chamados de franjas
2. Com a erosão, a praia vai se afastando do recife, formando um canal entre eles. Aí então, a franja muda de nome, para barreira
3. A erosão pode fazer a ilha desaparecer por completo. Nesse caso, resta só o anel de recife em torno dela, que passa a ser conhecido como atol
Recifes são estruturas de cálcio acumulado durante 2 000 a 3 000 anos

Ao longo de sua vida, os corais excretam um esqueleto de cálcio.
Quando o organismo morre, essa estrutura permanece no local
Sobre o velho esqueleto, crescem novos corais, formando os recifes
Fonte: super.abril.uol.com.br