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Recifes de Corais

Recifes de Corais
A Grande Barreira de Recifes de Corais Australiana

Esta é sem dúvida a grande paixão de todo aquarista marinho. Ter em seu próprio aquário belíssimos exemplares de corais, que são verdadeiras dádivas de Deus.

Mas, antes de falarmos das várias espécies de corais e de como mantê-las em nossos aquários, resolvemos colocar aqui algumas matérias muito simples sobre o ambiente de recife de corais na natureza, para que possamos entender um pouco de como é o habitat natural dos nossos queridos corais.

Assim poderemos assimilar melhor as técnicas de manutenção e reprodução em cativeiro, reduzindo desta forma os riscos de perdas lamentáveis, já que quando um animal morre em nosso aquário, significa menos uma vida na natureza também. O aquarismo moderno não pode ter a posição de predador e sim atuar como parte do esforço da humanidade em preservar ao máximo este tesouro de nosso planeta.

Para exemplificar este magnífico ecossistema escolhemos a Grande Barreira de Recifes de Corais Australiana, Patrimônio Universal da Humanidade, com mais de 2.000 Km de extensão, repleta de estrelas, ostras gigantes, sépias, tubarões, serpentes, muitas espécies de peixes e invertebrados e claro, grande quantidade de corais fantásticos. Um destes agrupamentos de recifes é tão grande que pode ser visto pelos astronautas, desde o espaço!

Acompanhe-nos nesta viagem maravilhosa pelo mundo subaquático da Grande Barreira. Boa viagem!

A Geografia da Grande Barreira

Recifes de Corais

Costeando todo o nordeste da Austrália e medindo quase 2.000 km de comprimento e entre 15 a 350 km de largura, a grande barreira é o maior agrupamento de recifes de corais existente no planeta. Situada a uma distância que varia entre 16 e 160 km da costa Australiana, ocupa uma área de mais de 225.000 km2.

A Grande Barreira não é um único recife e sim um complexo sistema de mais de 2500 recifes, lagoas, canais, ilhas e bancos de areia.

Formação dos Recifes de Corais

Os recifes (que significa: rochedo ou grupo de rochedos no mar, à flor da água ou perto da costa; estorvo; obstáculo.) de corais são enormes depósitos de carbonato de cálcio produzidos por uma imensa variedade de seres vivos chamados hermatípicos.

Recifes de Corais

Os hermatípicos, ou organismos formadores de recifes, podem ser algas rodófitas, poliquetas, gastrópodos, hidrozoários, corais e até ostras, o fazem através da atividade biológica dos representantes da maioria destes grupos. Por serem os corais os organismos que têm o maior peso na formação deste ecossistema, se explicam as denominações "recifes de corais" ou "recifes coralinos".

Os processos de formação dos recifes e atóis estão intimamente ligados. Uma barreira de corais pode representar uma fase intermediária entre uma franja costeira de corais e um atol.

Origem dos atóis

A origem dos atóis foi um tema que desde cedo despertou o interesse de vários naturalistas. Já que os corais só crescem em águas pouco profundas por necessitar de grande quantidade de luz, um dos fatos que mais intrigou os naturalistas dos séculos XVIII e XIX foi a ocorrência de atóis emergindo no meio dos oceanos. Os corais para poderem estabelecer suas colônias, precisam contar com um substrato firme a fixar-se. Desta forma não poderiam ter emergido desde o fundo do oceano mais profundo.

Como surgiram então?

Recifes de Corais
Formação do Atol

Diversas hipóteses foram disseminadas por pesquisadores, em busca de uma explicação lógica. Um destes foi Charles Darwin, que por volta de 1850 lançou a teoria que as colônias de corais teriam iniciado o seu crescimento utilizando as rochas das ilhas vulcânicas como substrato. As erupções no meio do oceano, ao criarem ilhas jovens cobertas de lava, deram as condições ideais para o estabelecimento dos primeiros corais junto às suas margens. À medida que os corais foram crescendo sobre as estruturas deixadas pelos seus antecessores, cada ilha vulcânica ia afundando aos poucos, devido ao enorme peso dos restos dos corais mortos. Após milhões de anos de crescimento ininterruptos e sempre em direção à luz, quase todas as áreas mais altas da antiga ilha já submersa encontram-se cobertas de corais, dando lugar a uma lagoa interior rasa rodeada de recifes, formando assim o verdadeiro atol.

Um século após o surgimento desta hipótese, comprovou-se através de perfurações em diversos atóis, a existência de rochas vulcânicas em seu interior, confirmando assim a teoria de Darwin.

A Importância dos Recifes de Corais

Recifes de Corais
Recifes de Corais

Os recifes de corais têm uma grande importância no ambiente marinho, que assim como os mangues, fornecem abrigo, alimento para a maioria dos peixes, crustáceos e invertebrados, e funcionam como um grande filtro da água do mar, já que os corais se alimentam também por filtração da água, retirando dela os nutrientes necessários. Uma grande quantidade de corais alimenta-se de pequenos animais e plâncton, possuindo mecanismos impressionantes de captura.

Esta ultima forma de alimentar-se é facilmente observada em aquários bem equilibrados, onde podemos adicionar uma porção de artêmias salinas (pequenos camarões que vivem em regiões de salinas) e verificar este impressionante comportamento dos animais que ai se transformam, projetando alem de seus corpos, tentáculos para a captura do alimento. Um espetáculo emocionante. Alem dos corais temos uma infinidade de organismos que retiram da água o seu alimento como as esponjas que são verdadeiros filtros marinhos, no oceano pacífico é possível encontrar em algumas regiões uma espécie de esponja gigante que chega ter mais de dois metros de altura, estas, tem o formato de um grande pote de barro com um orifício na parte superior. Esta espécie, que na verdade é uma colônia de milhares de indivíduos, “suga” a água pelas laterais da colônia e expele água pelo grande orifício superior com uma vazão tal que é capaz de empurrar um mergulhador desavisado.

As rochas que formam um recife coralino são na sua grande maioria compostas de carbonato de cálcio, que normalmente são parte de corais mortos, e tem sua estrutura muito porosa proporcionando abrigo para uma infinidade de formas de vida que também estarão se alimentando de toda esta massa orgânica dispersa na água. Poderíamos dizer grosso modo, que um recife de corais seria uma usina de reciclagem e produção de alimento muito eficiente.

Neste processo de reciclagem dos recifes de corais, participam quase todos os habitantes desta comunidade. Os peixes, ao consumirem plantas ou animais (inclusive corais) excretam substâncias ricas em fósforo e nitrogênio, que são assimilados pelas plantas e muitas outras formas de vida como ofiuros, moluscos, esponjas, poliquetas, crinóides, holotúrias, gorgônias, as anêmonas e as espécies de peixe-palhaço, que vivem em simbiose com elas, etc. Similar ao que acontece em florestas tropicais úmidas, esta reciclagem acelerada de nutrientes em grande escala é a principal explicação para a manutenção de grandiosa produtividade em ambientes relativamente pobres em nutrientes.

Os peixes que habitam os recifes por sua vez vão servir de alimento para outras espécies marinhas de maior porte, e assim continuando o ciclo alimentar da natureza, que é muito mais sábia do que o homem imagina.

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