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Recifes de Corais

 

O que são recifes de coral?

Corais ou recifes de corais ou ainda antozoários são animais e uma das maravilhas do mundo submarino. Os corais constituem colónias coloridas e de formas espantosas que crescem nos mares e podem formar recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma biodiversidade e produtividade extraordinárias.

O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa de Queensland, na Austrália. Ele é também considerado o maior indivíduo vivo da Terra. Porém, devido à poluição e o aquecimento marinho, está a morrer.

A maioria dos corais desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas colónias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega.

Ameaças aos recifes de coral

Por ser um dos ecossistemas mais frágeis do mundo, os recifes estão sob ameaça constante. Nas últimas décadas, cerca de 35 milhões de recifes de corais foram destruídos pelo Homem, em 93 países. Se a situação continuar assim, 70% dos corais do mundo serão destruídos ainda durante as nossas vidas.

Onde crescem os recifes de coral?

Os recifes de coral crescem na região fótica de mares tropicais, de forte ação de ondas, forte o suficiente para manter disponível na coluna de água alimento e oxigénio dissolvido. Os recifes de coral também dependem de águas limpas e pobres em nutrientes para crescer. Os corais são organismos coloniais que na sua maioria constroem esqueletos calcários. Tais esqueletos são responsáveis pela estrutura rochosa chamada recifes de coral.

Recifes de Coral: um bem que precisa de ser protegido por todos nós

Os recifes de coral são sistemas complexos que incluem muitos animais e plantas, para além dos próprios corais, que são animais. Eles providenciam alimento e proteção a uma grande variedade de organismos vivos.

Para todos nós, seres humanos, uma boa parte dos animais relacionados com os recifes de coral são uma importante fonte de alimento: peixes, caranguejos, lagostas, conchas e amêijoas, vivem permanentemente ou uma parte da sua vida, junto dos recifes de coral.

Como se formam os recifes de coral?

O recife de coral é composto por camadas muito finas de carbonato de cálcio que foram produzidas ao longo de milhares de anos por biliões de pequeninos animais de corpo mole a que chamamos de pólipos de coral. A maior parte dos corais são constituídos por muitos pólipos juntos num grande grupo ou numa chamada colónia. Um simples pólipo tem um corpo na forma de um tubo com uma boca rodeada de tentáculos que utiliza para capturar pequenas partículas alimentares.

Porque é que os corais são tão importantes ?

Os recife de coral só crescem em águas pouco profundas, e transparentes. Existem áreas com essas condições e, por isso mesmo, nós temos muitos recifes de coral. Calcula-se, por exemplo, que os recifes de coral em Moçambique ocupam uma área de cerca de 1.290 km2, o equivalente a 320 campos de futebol.

Os benefícios que os recifes trazem

1. Constituem uma barreira contra a força das ondas evitando a erosão
2.
Constituem uma fonte de proteínas para a dieta alimentar da população costeira; calcula-se que num km2 de recife de coral se produzem cerca de 30 toneladas de marisco por ano
3.
Providenciam alimento, abrigo e proteção a cerca de um milhão de espécies marinhas, sendo um importante viveiro para os peixes em crescimento
4.
Proporcionam empregos através da pesca e da indústria do turismo.

A constituição de um recife

Recifes de Corais

A ação do Homem é a que mais afeta neste momento os recifes de coral no mundo

1. Os corais são partidos e colhidos para serem vendidos aos turistas
2.
Âncoras fixas atiradas sobre os recifes de coral podem destruí-los
3.
Métodos destrutivos de pesca, como a dinamite e os venenos, são usados para a pesca nos recife de coral, acabando por destruir outros organismos marinhos
4.
A pesca de algumas espécies com a retirada de demasiados exemplares de apenas uma espécie cria desequilíbrios entre os seres vivos de um recife de coral
5.
A poluição das águas que circundam os corais provocada pelos esgotos das cidades, fábricas, pelo combustível dos barcos ou simples lixo, pode levar à morte destes organismos.

É muito simples proteger os recifes de coral

Eis algumas das medidas:

1. Não compre nenhum coral, conchas, carapaças de tartaruga, ou outros organismos marinhos à venda nas lojas ou nas praias; desencoraje também os seus amigos a fazê-lo
2.
Não lance âncoras e redes de pesca sobre os recifes de coral
3.
Não toque nos corais quando mergulha
4.
Não colha nenhum organismo quando mergulha, por muito atrativo que ele possa ser
5.
Não caminhe em cima dos corais
6.
Não deite lixo ou óleos combustíveis na água do mar
7.
Não utilize venenos e/ ou dinamite para pescar nos recifes e em qualquer outro lugar do mar
8.
Contribua para a demarcação dos recifes que precisam de ser geridos e protegidos de uma maneira especial
9.
Ajude no estabelecimento de áreas de recifes de coral protegidas, onde a sua pressão tem sido negativa e de alguma maneira, o recife precisa de recuperar

Filipe Fernandes

Flávio Silva

Mafalda Magalhães

Ricardo Macedo

Fonte: alunos.esfelgueiras.org

Recifes de Corais

O que é um recife de coral e como eles se formam?

Os recifes de coral são sistemas complexos que incluem muitos animais e plantas, para além dos próprios corais, que são animais.

Eles providenciam alimento e proteção a uma grande variedade de organismos vivos: trataram-se, aliás, ao lado das florestas tropicais, dos sistemas com maior diversidade biológica concentrada.

Para todos nós, seres humanos, umas boas partes dos animais relacionados com os recifes de coral são uma importante fonte de alimento: peixes, caranguejos, lagostas, conchas e amêijoas, vivem permanentemente ou uma parte da sua vida, junto dos recifes de coral.

No entanto, os cientistas de todo o mundo, estão preocupados porque os recifes de coral têm sofrido uma grande pressão e como resultado, estão a degradar-se rapidamente.

O recife de Coral é composto por camadas muito finas de carbonato de cálcio que foram produzidos ao longo de milhares de anos por bilhões de pequeninos animais de corpo mole a que chamamos de pólipos de coral. A maior parte dos corais são constituídos por muitos pólipos juntos num grande grupo ou numa chamada colônia. Um simples pólipo tem um corpo na forma de um tubo com uma boca rodeada de tentáculos que utiliza para capturar pequenas partículas alimentares.

Qual a forma do corpo dos corais?

Os corais podem ser divididos em dois tipos principais. Os corais duros possuem um esqueleto externo rígido e ocorrem numa variedade de tamanhos e formas.

Os corais moles, as gorgonêas, tais como os leques marinhos, os chicotes marinhos, não possuem um esqueleto externo e movimentam-se com as correntes.

Que regiões do Brasil possuem recifes de corais?

Os recifes de coral são ambientes compostos por formações rochosas de origem biológica, principalmente formada por animais delicados, certos Cnidários coloniais.

Estes animais apresentam uma relação mutualística com algas microscópicas: estas oferecem alimento e oxigênio para os corais, os quais, por sua vez, fornecem nutrientes e abrigo. Esta associação é muito importante para o crescimento dos corais e, por isso, os recifes são típicos de águas rasas, onde ocorre penetração da luz, necessária às atividades de fotossíntese. Além da luminosidade, as águas devem ser limpas e a temperatura em torno dos 25C, sem variação superior a 6C.

Qual a importância dos recifes de corais para o ambiente?

Um dos ambientes mais importantes dos mares é o ambiente recital. A importância dos recifes de corais consiste no fato de que estes ambientes dão suporte e abrigo a uma variedade de comunidades marinhas, muitas delas de interesse econômico direto, como os peixes, os polvos, as lagostas, os camarões, as algas, entre outros, servindo de habitat para mais de 25% de toda vida marinha. Estima-se que entre um e nove milhões de espécies estão associadas aos recifes de corais, pois a produtividade primária dos ambientes recifais é muito alta, unicamente comparável à das regiões de manguezais. Isto se deve, sobretudo, às algas que fazem simbiose com os corais, as chamadas zooxantelas.

Fonte: www.madreraffo.com.br

Recifes de Corais

O que é

Um recife de coral é um tipo de recife biótico que se desenvolve em águas tropicais pelo crescimento das algas coralinas, corais hermatípicos e outros organismos marinhos.

Os recifes de coral são tipicamente enormes formações biogênicas de carbonato de cálcio (calcário), que é depositado no interior ou em torno dos corpos dos habitantes do recife como material esquelético.

Este material se acumula gradualmente à medida que os detritos e / ou é de malha juntos pelo crescimento contínuo dos formulários anexos que vivem no recife.

Formação

Os recifes de corais formam um complexo ecossistema marinho, formados por pequenas colônias de animais chamados pólipos, que têm estrutura externa de composição calcária. Trata-se de um dos mais ricos e fascinantes ecossistemas marinhos.

Localização

Se localizam em águas limpas e rasas, até 50 metros de profundidade, com temperaturas acima de 180 C, para que os vegetais possam receber a luz do sol e produzir alimentos. A melhor condição de desenvolvimento dos recifes de corais se encontra entre 5 e 10 metros de profundidade entre 22 e 260 C. No Brasil, em virtude da pouca transparência da água, a melhor condição se situa até 5 metros de profundidade.

Os recifes de corais são exemplos de relações harmônicas através de simbiose entre os pólipos, onde as pequenas algas chamadas de zooxantelas vivem dentro dos corais, absorvendo o nitrogênio e fósforo dos resíduos minerais excretados pelos corais e o dióxido de carbono transforma em oxigênio. Quando o coral morre permanece o pólipo calcáreo, que possibilita servir de base para novos corais. O zooplâncton supre 5 a 20% das necessidades das zooxantelas. Estima-se que os recifes de corais tenham em média cerca de 15.000 anos em formação, tendo surgido após o último período glacial, quando o nível do mar subiu, inundando quase 100 km da plataforma continental.

Existem aproximadamente 600.000 km2 de corais no mundo, dos quais 350.000 km2 se localizam na Austrália e formam o Parque Marinho da Grande Barreira de Corais, com 2.000 km de extensão, composto por 2.000 ilhas e 3.000 colônias de corais e também uma espessura de 1.200 km entre a base vulcânica e a superfície.

As barreiras de corais, além da rica e bela flora e fauna, se constituem em uma proteção da costa, pois quebram a força do mar, minimizando a erosão marinha.

Classificação de Corais

Os corais são classificados conforme a localização em:

Franja: Perpendiculares ao mar de águas rasas, próximos às praias.
Barreira:
Paralelos à costa, mas separados por lagos de água rasa e salgada.
Atóis:
Crescem ao redor de vulcões, que depois afundam, deixando-os à tona.

Flora e Fauna

São conhecidas no mundo mais de 350 espécies de corais, dentre os quais 18 são encontradas na costa brasileira, sendo que 8 espécies são consideradas endêmicas. Como exemplo, temos as espécies gorgonácea, chifre-de-veado, alga verde, anêmona, margarida, sargaço, lírio do mar e cérebro

No Brasil, os recifes de corais estão distribuídos por cerca de 3.000 km da costa, desde o Maranhão até o sul da Bahia, ressaltando-se que são as únicas formações recifais do Oceano Atlântico Sul.

Nos corais habitam cerca de 30% das espécies marinhas existentes no mundo e 65% dos peixes.

São inúmeras espécies como: Moréia, polvo, camarão, estrela-do-mar, ouriço-do-mar, siri, caracol, lesma do mar.

Destruição dos Corais

Estima-se que aproximadamente 60% da área de corais existente no mundo ameaçada, sendo que 10% está irremediavelmente destruída e outros 20% seriamente comprometida. Tal fato se deve principalmente à pesca predatória, circulação e ancoragem de embarcações, retirada de corais para a comercialização e o turismo desordenado. Outra causa de destruição vem da contaminação decorrente dos pesticidas utilizados em lavouras, que atingem os corais carregados pela correnteza dos rios.

Merece registro o fenômeno de branqueamento dos corais, causando muitas vezes a morte. Tal condição tem origem no aquecimento global, o que provoca um aumento da temperatura da água ( acima de 280 C ) e aumento da fotossíntese e liberação de toxinas, causando um desequilíbrio do ecossistema.

Exemplos:

Com o propósito de construir o Porto de Suape, no litoral sul de Pernambuco, foi cometido um crime ambiental de grandes proporções, com a destruição e aterro de manguezais e a dinamitação de recifes de corais. Tal fato causou significativo impacto no ecossistema, considerando inclusive o aumento dos ataques de tubarões nas praias dos municípios de Jaboatão dos Guararapes ( praias de Piedade e Candeias ) e Recife ( praia de Boa Viagem ). Como agravante, na mesma região de Suape, no lado oposto ao porto, foi construído um hotel que destruiu grande parte do manguezal. Navegando pelo estuário do rio e conversando com habitantes locais pode-se dimensionar o significativo dano causado e que ameaça a sobrevivência das espécies marinhas e dos pescadores.

O turismo desordenado e a coleta de espécies de corais, praticado principalmente em localidades com grande fluxo turístico, como Porto de Galinhas e Maragogi, tem sido fator de preocupação e desenvolvimento de ações dos órgãos ambientais, observando-se que, em algumas partes os danos são considerados graves e até irremediáveis.

No litoral de São José da Coroa Grande, especialmente na localidade denominada "Prainha" e também nas proximidades, a visitação turística sem qualquer ordenamento tem agravada a destruição dos corais. Outros pontos onde são observados problemas são nas fozes dos rios, especialmente do Rio Persinunga, que serve de divisa entre os estados de Pernambuco e Alagoas, grande parte em decorrência de modificações na foz executadas por proprietários de residências na margem do rio.

Área de Proteção Ambiental - Costa dos Corais

APA é uma categoria de unidade de conservação ambiental onde são conciliados os interesses ambientais e econômicos. A gestão da área tem como base suas características ambientais, a partir das quais são definidas normas de convivência entre os ecossistemas e as atividades antrópicas.

A Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais foi criada por decreto federal em 23 de outubro de 1997, com o objetivo de proteger a diversidade de vida e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da região costeira entre os rios Formoso (Tamandaré - PE ) e Meirim ( Paripueiras - AL ), contemplando recifes de corais, praias e manguezais.

A área abrange um total de 413.563 hectares, distribuídos em 135 Km de costa de 13 municípios, adentrando 18 milhas náuticas do oceano Atlântico. É a maior unidade de conservação marinha do Brasil.

O Projeto Recifes Costeiros é o resultado do esforço conjunto do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco, do Centro de Pesquisa e Gestão dos Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste - CEPENE/IBAMA e do Centro de Mamíferos Aquáticos - CMA/IBAMA, sendo financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e administrado pela Fundação Mamíferos Aquáticos - FMA ( ver excelente conteúdo no site www.recifescosteiros.com.br, que fundamentou este texto e tem nos seus responsáveis grandes colaboradores do Museu do Una ).

Objetivos

Garantir a conservação dos recifes de corais coraligenos e de arenito, com sua fauna e flora.
Manter a integridade do habitat e preservar a população do peixe-boi marinho.
Proteger os manguezais em toda a sua extensão, situados ao longo das desembocaduras dos rios, com sua flora e fauna.
Ordenar o turismo ecológico, científico e cultural, e demais atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental.
Incentivar as manifestações culturais e contribuir para o resgate da diversidade cultural regional

Atividades

As atividades do Projeto Recifes Costeiros são extremamente relevantes, devendo ainda ser ressaltados os programas de educação ambiental desenvolvidos
Implantação dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente - COMDEMAS
Tem como objetivo a preservação da natureza e a melhoria da qualidade de vidas da população, através do processo de gestão ambiental.

Pesquisas

Para contagem de animais marinhos, levantamento de pesca artesanal, mapeamento dos recifes e estudos sobre o avanço do mar e efeitos da ocupação inadequada

Experimentos de Manejo

Para propor medidas de proteção e recuperação ambiental e ordenamento das atividades humanas, sendo as principais:
Áreas de recuperação de recifes de coral, com a definição de áreas proibidas para a pesca e atividades náuticas e de turismo
Ordenamento da pesca, com o cadastramento dos pescadores, controle de capturas e zoneamento das artes de pesca praticadas na região.
Ordenamento do turismo, com a limitação de embarcações, orientação dos turistas, instalação de bóias de sinalização e monitoramento e fiscalização.
Educação ambiental, com realização de cursos, palestras, oficinas, eventos e produção de material educativo.

Os Recifes de Corais

Os recifes de corais tem como características
Protegem a costa contra a ação erosiva dos mares.
São sensíveis às variações de temperaturas.
São a base de sobrevivência de espécies, inclusive pelágicos, que não vivem nos corais.
Crescem verticalmente de 0,2 a 8mm/ano.
Os moluscos e caranguejos se alimentam dos corais ou seu muco.

Recifes de Arenito

No Brasil se localizam entre Recife e Maceió, sendo a superfície coberta pelo zoantideo Palythoa e outras algas calcáreas. Dentre as 18 espécies de corais pétreos conhecidos no Brasil, 9 encontram-se nestes recifes.

Recifes de Algas Calcáreas

As algas tem fundamental função de proteção e aderência/cimentação dos organismos marinhos, podendo ter crescimento vertical de 0,3 a 10mm/ano e ramificação de 8 a 20mm/ano. No Brasil, os recifes de algas calcáreas se encontram no nordeste e no único atol do atlântico sul, o atol das rocas.

Fonte: www.museudouna.com.br

Recifes de Corais

 

Recifes de Corais
Recifes de Corais

Um recife de coral, sob o ponto de vista geomorfológico, é uma estrutura rochosa, rígida, resistente à ação das ondas e correntes marinhas, e construída por organismos marinhos portadores de esqueleto calcário (Leão, 1994). Em geral, os recifes de coral ocorrem em águas rasas, quentes e claras (Thurman, 1997).

Portanto, são encontrados em mais de 100 países e territórios através dos trópicos. Sua beleza é lendária e sua importância, indiscutível, por se tratar do ecossistema mais diverso dos mares e por concentrar, globalmente, a maior densidade de biodiversidade de todos ambientes marinhos (Hogdson, 1996; Adey, 2000). Estimativas indicam que, em nível mundial, os recifes de coral contribuem com quase 375 bilhões em bens e serviços, por meio de atividades como pesca, turismo e proteção costeira (Wilkinson, 2002).

No total, acredita-se que 500 milhões de pessoas que vivem em países em desenvolvimento têm algum tipo de dependência associada aos recifes de coral (Wilkinson, 2002). A saúde desse ecossistema afeta diretamente essas pessoas. No entanto, os recifes de coral estão seriamente ameaçados. Estima-se que 27% dos recifes do mundo inteiro já foram degradados de forma irreversível. No ritmo atual, previsões indicam que uma perda semelhante ocorrerá nos próximos 30 anos (WWF, 2002).

O monitoramento dos recifes de coral é especialmente importante devido à correlação encontrada entre os eventos de branqueamento - fenômeno que vem danificando os recifes de coral em todo o mundo - e as mudanças climáticas globais. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem aumentado nas últimas décadas em uma taxa de várias ordens de magnitude acima dos valores calculados para os últimos 400 mil anos, o que comprova que mudanças climáticas não são somente um fato, mas também já apresentam suas conseqüências (Hoeghe-Guldeberg & Hoeghe-Guldeberg, 2004). Os recifes de coral têm sido apontados como o primeiro e maior ecossistema a sofrer impactos significantes, provocados por essas mudanças. Em 1998, um evento global de branqueamento foi detectado em várias partes do mundo e associado a eventos climáticos globais. Os eventos cíclicos de branqueamento e mortalidade de corais têm aumentado dramaticamente à medida que as temperaturas da água do mar alcançam valores mais altos e que eventos, como o El Niño, ocorrem com maior intensidade e freqüência (Stone et al., 1999). Na Grande Barreira de Corais da Austrália, por exemplo, somente nos últimos cinco anos, foram registrados dois dos piores eventos de branqueamento da história (Hoeghe-Guldeberg & Hoeghe-Guldeberg, 2004).

Não são apenas os eventos ligados à mudança climática global que afetam os recifes de coral, mas também os impactos provocados por usos humanos como a pesca, a poluição e o mau uso do solo, que têm degradado os recifes de todo o mundo.

O mais importante, sob o ponto de vista de manejo e conservação, é que a maioria dos ecossistemas já estava degradada antes de 1900. Os recentes eventos catastróficos de branqueamento e as doenças de corais que têm chamado a atenção e preocupado cientistas e governos, em todo o mundo, na realidade se somam ao problema crônico e severo de declínio dos ambientes recifais. Na verdade, mesmo sem serem considerados efeitos de mudanças climáticas, acredita-se que esses impactos podem vir a destruir nos próximos 30 ou 50 anos, cerca de metade dos recifes hoje existentes (Hoeghe-Guldeberg & Hoeghe-Guldeberg, 2004).

A Conferência das Partes, da Convenção da Diversidade Biológica, já havia decidido integrar os recifes de coral no programa de trabalho em diversidade costeira e marinha, e destacar o levantamento de informações como uma das áreas prioritárias de ação. Em 2002, no World Summit on Sustainable Development, foi especialmente ressaltada a importância de um manejo sustentável, visando aliviar a pobreza e garantir o futuro das pessoas cujas vidas dependem dos recursos provenientes dos recifes de coral.

Os Recifes de Coral no Brasil

Comunidades coralíneas foram registradas no Brasil, desde o Parcel de Manuel Luís, no Maranhão, (cerca de 00°53’ S, 044°16’ W) até os recifes de Viçosa, na área do Arquipélago de Abrolhos (cerca de 18°01’ S, 039°17’ W), além de estarem presentes em ilhas oceânicas, como Atol das Rocas e Fernando de Noronha.

Os estudos dos recifes de coral no Brasil foram iniciados em 1828, com uma expedição dos naturalistas alemães Von Spix e Von Martius (Spix & Martius, 1828). Darwin (1841) descreveu os bancos de arenito em frente à cidade do Recife. Um estudo mais detalhado foi publicado por Hartt (1870), o qual está relacionado principalmente com aspectos geológicos e algumas observações biológicas dos recifes. Esses primeiros estudos tiveram continuidade com o trabalho de Branner (1904), que fornece uma descrição detalhada dos bancos de arenito da costa nordeste brasileira.

O trabalho mais abrangente sobre o assunto, no entanto, foi realizado mais tarde, na década de 60, por Jaques Laborel, durante sua tese de doutorado pela Universidade de Marseille (Laborel, 1970). O pesquisador francês forneceu uma descrição qualitativa e semi-quantitativa dos recifes brasileiros, ao longo de quase toda a costa Nordeste. Apesar de ter enfrentado em muitas áreas sérios problemas logísticos, o trabalho de Laborel permanece uma referência aos estudos de hoje.

Uma nova fase do conhecimento sobre os recifes de coral brasileiros foi introduzida no começo dos anos 80, quando Zelinda Leão conduziu extensivos estudos sobre os recifes do estado da Bahia, centrados principalmente na estrutura geológica e história dos recifes.

Em 1994, um grupo de pesquisadores e estudantes de várias universidades situadas ao longo da costa brasileira, criou a Sociedade Brasileira para Estudos dos Recifes de Coral – CORALLUS, com o objetivo de estudar e preservar os ambientes recifais no Brasil.

Em 1997, a CORALLUS organizou em Tamandaré, Pernambuco, o Workshop “Recifes de Coral Brasileiros: Pesquisa, Manejo Integrado e Conservação”, que contou com o apoio do Centro de Pesquisas e Gestão dos Recursos Pesqueiros do Litoral Nordeste – CEPENE/IBAMA, do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco – DOCEAN/UFPE, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e financiamento de várias outras Instituições. Durante o Workshop, foram sugeridos temas e ações necessárias à conservação dos ambientes recifais brasileiros, bem como um alerta ao Governo sobre a importância desses ambientes e os significativos impactos ocorrentes. O evento contou com a participação de vários cientistas internacionais que auxiliaram na elaboração da proposta para manejo, conservação e pesquisa, apresentada ao Governo Brasileiro (Maida et al., 1997).

Na busca de ampliar esses estudos e ordenar o uso do ecossistema recifal na costa nordeste, foi criada, por decreto federal, em 1997, a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, situada ao longo dos 135 km de costa, entre os municípios de Tamandaré – PE e Paripueira – AL (Ferreira et al., 2001). A APA Costa dos Corais é a maior Unidade de Conservação Federal Marinha do Brasil, em extensão, (Maida & Ferreira, 2003) e a primeira a proteger grande parte dos recifes costeiros que estão distribuídos por cerca de 3 mil km da costa do nordeste (Ferreira et al., 2001).

Dentro dos limites dessa APA são permitidas diversas atividades antrópicas, com a ressalva de que essas não causem danos ao meio ambiente. Sendo uma Unidade de Conservação de categoria de uso sustentável, a APA deve propiciar o ordenamento dos seus múltiplos usos, buscando conciliar o desenvolvimento costeiro com a conservação ambiental.

Maida & Ferreira (1997) publicaram nos Proceedings do International Coral Reef Symposium, realizado no Panamá, um capítulo intitulado “Coral Reefs of Brazil: Overview and Field Guide”. Castro & Pires (2001) em uma revisão posterior, apresentaram o “status” do conhecimento dos recifes do Brasil e comentaram sobre as lacunas existentes na área de pesquisa dos recifes de coral no Brasil.

A importância dos recifes brasileiros, que ocupam uma área extensa ao longo de 3 mil Km da costa, constituindo-se nas únicas formações recifais do Atlântico Sul, é tão grande quanto as ameaças que esse ecossistema vem sofrendo. No mundo todo, estima-se que a principal causa da degradação dos recifes de coral é o desenvolvimento crescente e acelerado das zonas costeiras e a exploração excessiva dos seus recursos. No Brasil, mais de 18 milhões de pessoas vivem na zona costeira, que representa uma das regiões mais densamente populosas do país, especialmente na região nordeste (Moraes, 1999). A pesca é uma das atividades mais importantes do ponto de vista social, econômico e cultural, mas também um dos maiores impactos aos recifes. O turismo, crescente nesse cenário, com vários projetos de desenvolvimento em andamento, apresenta-se tanto como uma oportunidade como uma ameaça.

Em 1998, a partir de iniciativas do Departamento de Oceanografia da UFPE, do CEPENE, do Centro de Mamíferos Aquáticos – CMA/IBAMA e da Fundação Mamíferos Aquáticos, através de financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID - e do Pew Fellows Program in Marine Conservation, foi desenvolvido o Projeto Recifes Costeiros, com o objetivo de fornecer subsídios para a elaboração participativa do plano de gestão da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (Ferreira et al., 2001; Maida, 2003).

Em 1999, o PROBIO - Projeto para a Conservação e Uso Sustentável da Diversidade Biológica - organizou o Workshop “Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Zona Costeira e Marinha”.

Esse Workshop teve como objetivos: delimitar as áreas prioritárias para conservação da biodiversidade costeira e marinha, e definir ações prioritárias para a conservação dessas áreas, as quais compreendessem realização de inventários e de pesquisas, atividades de manejo, recuperação de áreas degradadas e a criação de novas unidades de conservação. Durante o Workshop, foi levantada a necessidade de programas de monitoramento adequados para os ambientes recifais brasileiros e recomendada a criação de um Programa Nacional de Recifes de Coral, atuando em especial nos aspectos necessários para o desenvolvimento de ações e estudos, voltados para sua conservação e utilização sustentável, e que possibilitassem uma repartição justa e adequada de seus recursos.

Até 2000, época de publicação do segundo “Status of Coral Reefs of the World: 2000” (Wilkinson, 2000), o Brasil era o único país da América do Sul que ainda não havia estabelecido uma rede nacional de monitoramento de recifes de coral, conforme consta no sumário executivo do documento sobre o progresso global na conservação de recifes de coral. Apesar de vários impactos serem conhecidos (Maida et al, 1995; Ferreira & Maida, 2001), sobretudo nos recifes costeiros, de existirem áreas protegidas e legislação específica para a proteção de recifes de coral, a falta de um programa global de monitoramento comprometia a divulgação da importância dos recifes brasileiros e a avaliação do seu estado de conservação, principalmente no tocante às mudanças climáticas globais.

A reversão dessa situação começou em 2002, com a aprovação, pelo PROBIO, do subprojeto “Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil”, coordenado pelo Departamento de Oceanografia da UFPE, com o apoio do Projeto Recifes Costeiros e do CEPENE/IBAMA. O objetivo do projeto, que contou com a participação de vários pesquisadores de outras instituições, foi estabelecer as bases para a implementação de um programa nacional de monitoramento para os recifes de coral brasileiro e também articular e envolver as unidades de conservação existentes nesses ambientes, no estabelecimento de um programa nacional de monitoramento.

No último volume do Status of Coral Reefs, publicado em 2002, a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente com o Reef Check foi destacada, juntamente com programas utilizando o protocolo AGRRA, iniciados em 2000, nos Abrolhos, bem como resultados de levantamentos realizados nos Recifes dos Itacolomis, sul da Bahia (Garzón-Ferreira et al., 2002).

Os primeiros resultados do Programa de Monitoramento de Recifes de Coral do Brasil – Reef Check – projeto financiado pelo MMA/SBF, foram publicados em 2006 no livro “Monitoramento dos Recifes de Coral do Brasil: Situação Atual e Perspectivas”, lançado durante a COP 8 em Curitiba.

Durante a COP 8 também foi lançada a segunda edição do Atlas dos Recifes de Coral nas UCs Brasileiras, fruto de uma parceria entre o Projeto Recifes Costeiros, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e o Ministério do Meio Ambiente, com apoio do Wetlands for the Future (WFF).

A primeira edição desta publicação bilíngüe (português/inglês) teve a tiragem limitada de 500 exemplares e foi apresentada em diversos encontros nacionais e internacionais entre eles destacam-se: Vth World Parks Congress (África do Sul/2003), 10º International Coral Reef Symposium (Japão/2004) e International Marine Protected Area Congress (Austrália/2005). A segunda edição, lançada em 2006 na COP-8, inclui os demais mapas do ambiente recifal brasileiro, bem como uma análise da representatividade desses ecossistemas sob algumas das categorias de unidades de conservação.

Uma outra importante iniciativa foi a Campanha de Conduta Consciente em Ambientes Recifais, desenvolvida pela Diretoria de Áreas Protegidas do MMA em parceria com o Projeto Recifes Costeiros (BID/UFPE/IBAMA/FMM), o Programa Nacional de Educação Ambiental PNEA/MMA e com o apoio do IBAMA.

A campanha lançada em 2001foi apresentada em três tipos de informativos: um cartaz, confeccionado em material impermeável para fixação nos barcos que levam turistas a essas áreas; um folheto, também em material impermeável, a ser distribuído aos mergulhadores e outros visitantes e um livreto contendo informações detalhadas para ser distribuído em escolas, agências de turismo, prefeituras e outras localidades julgadas necessárias. Em 2006 durante a COP 8, o MMA lançou o vídeo sobre a campanha, visando divulgar os princípios da Campanha e a importância dos ambientes recifais brasileiros e contendo legendas em inglês e espanhol.

Referências Bibliográficas

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Fonte: www.recifescosteiros.org.br

Recifes de Corais

Recifes de Corais
Corais em formação num recife

Os recifes de corais são os pontos de maior concentração de vida nos oceanos. Só é possível compará-los, em termos de biodiversidade, s florestas tropicais em terra firme. Mais de 5.000 espécies de peixes, 10.000 de moluscos e uma quantidade incontável de algas e crustáceos vivem e se reproduzem em torno das estruturas delicadas e coloridas, poucos metros abaixo da superfície. Como as florestas tropicais, as concentrações de corais correm o risco de deixar de existir em prazo relativamente curto. Um megaestudo realizado por biólogos americanos, divulgado há três semanas, estima que, se nada for feito para reduzir a ação predatória do homem, os corais podem desaparecer em menos de 100 anos. Um em cada três recifes de corais está em mau estado. Há dez anos, isso ocorria com um em cada dez.

A causa principal da devastação é a pesca predatória de peixes e moluscos. Ela rompe a delicada cadeia alimentar do ecossistema, e o desequilíbrio ecológico leva os corais à morte. A poluição costeira e o turismo descontrolado também contribuem para a destruição. Com a morte dos corais, as demais formas de vida somem dos recifes. "É o mesmo que pegar uma floresta e transformá-la num campo de golfe", diz o biólogo Enric Sala, da Instituição Scripps de Oceanografia, na Califórnia, um dos autores do estudo.

O coral é um ser minúsculo

Os maiores não passam de 3 centímetros - que vive em colônias nos mares quentes a pouca profundidade. A acumulação dos esqueletos calcificados de várias gerações é a base das estruturas complexas e delicadas dos recifes e atóis. Num recife de corais, a parte viva corresponde apenas à camada superficial e tem poucos centímetros de espessura. Há mais de 2 000 espécies conhecidas. Os animais mais vistosos são os chamados corais-moles, bastante coloridos, que parecem arbustos floridos ou um grande leque com ramos entrelaçados. O ecossistema criado pelos corais protege os peixes pequenos, as algas e os moluscos da força das correntes marítimas, fornece alimentos em abundância e também refúgios contra predadores maiores. Grande parte dos corais só vive em águas transparentes e quentes, com temperatura em torno dos 22 graus. Um dos responsáveis pelos estragos nos recifes é o aquecimento global, que provocou um fenômeno chamado branqueamento. Trata-se, na verdade, da perda de algas minúsculas que vivem em associação com os corais e não resistem ao aumento da temperatura.

Além de responsáveis pelo colorido exuberante de alguns corais, as algas contribuem com uma dose extra de nutrientes. Sem elas, os corais ficam brancos e, se o fenômeno for prolongado, morrem. Em 1998, uma colossal onda de branqueamento matou 16% dos corais do planeta. O fenômeno repetiu-se nos últimos dois anos na Austrália, com resultados desastrosos. É possível que esse seja um acontecimento cíclico, que se repete há milênios. A complicação é que está ocorrendo no momento em que a pressão humana sobre os corais se tornou mais intensa. No Pacífico, pescadores de peixes ornamentais jogam cianeto nos recifes para atordoar peixes ornamentais e facilitar a captura - a técnica também mata os corais. "No Brasil, atiram água sanitária nos corais para pegar polvos", diz a geóloga Zelinda Leão, pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Os corais da costa brasileira não são tão exuberantes e coloridos como os do Pacífico ou do Caribe. Mas também são um ponto de concentração de vida marinha. Apesar de ser um parque nacional, o Arquipélago de Abrolhos, onde se localiza a maior formação de corais do Brasil, não está livre das ameaças. "O volume de turistas que o visita aumentou 400% nos últimos anos", calcula Zelinda.

Barcos com mergulhadores lançam âncoras sobre os recifes, quebrando-os.

Outro problema é a poluição. Os resíduos provenientes dos esgotos e do lixo urbano de cidades como Prado, Alcobaça, Caravelas e Nova Viçosa, a mais de 60 quilômetros de distância, provocam proliferação de algas nos recifes, que competem com os corais. Situação parecida ocorre na Austrália, na Grande Barreira de Corais, uma formação com 350.000 quilômetros quadrados. Cientistas estimam que, se não houver maior controle sobre a poluição e o turismo predatório, 50% dos corais da Barreira estarão mortos até 2030.

A única solução possível para preservar os corais parece ser a mais radical: a criação de zonas de proteção internacional em que o acesso humano seja controlado com rigor. Definitivamente, o homem não combina com tanta beleza marinha.

Fonte: www.escolavesper.com.br

Recifes de Corais

Recifes de Corais
Recifes de Corais

Uma das mais extraordinárias formações da natureza, os recifes de corais são privilégio dos mares tropicais e patrimônio de poucos países em todo o mundo.

No Atlântico Sul, apenas o Brasil possui esse tipo de formação.

Os recifes de corais do mar de Tamandaré são um presente da natureza que levou milhares de anos para se formar.

A evolução biológica e geológica deixou marcas que só fazem tornar ainda mais raro o espetáculo de vida marinha, com centenas de espécies de animais e plantas.

Os amantes da natureza vão encontrar piscinas naturais formadas pelos recifes de corais, que além de protegerem a costa, por formarem um dique natural que impede o avanço do mar, servem também de abrigo para inúmeras espécies de peixes e camarões.

Os recifes funcionam como habitat de várias espécies que precisam desse ecossistema para sobreviver. Em Tamandaré já foram encontradas 105 espécies de peixes diferentes. É um local perfeito para o turismo ecológico.

Fonte: www.guiatamandare.com.br

Recifes de Corais

Os recifes de coral são ambientes compostos por formações rochosas de origem biológica, principalmente formada por animais delicados, certos Cnidários coloniais.

Estes animais apresentam uma relação mutualística com algas microscópicas: estas oferecem alimento e oxigênio para os corais, os quais, por sua vez, fornecem nutrientes e abrigo. Esta associação é muito importante para o crescimento dos corais e, por isso, os recifes são típicos de águas rasas, onde ocorre penetração da luz, necessária às atividades de fotossíntese. Além da luminosidade, as águas devem ser limpas e a temperatura em torno dos 25° C, sem variação superior a 6° C.

O branqueamento dos corais, tema atual e debatido por especialistas do mundo, ocorre quando as algas são expelidas em resposta ao estresse causado principalmente por poluição, sedimentação ou ciclos de aquecimento natural. Considerando que os mares tropicais são pobres em nutrientes e que os ambientes coralinos são altamente produtivos, beneficiando muitas espécies residentes e visitantes, o branqueamento é uma ameaça à saúde deste ecossistema.

Os recifes de coral estão localizados ao longo do litoral de mais de 100 países tropicais, entre eles o Brasil, compreendidos entre 32° de latitude norte e sul, abrigando uma notável diversidade de organismos. São considerados áreas vitais para atividades de conservação, pois os corais são altamente sensíveis aos distúrbios ambientais. Dragagens nas vizinhanças dessas áreas são particularmente danosas, pois causam turbidez e conseqüente redução da penetração da luz, inibindo, desta forma, o crescimento desses animais.

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, localizado no Sul da Bahia, é a maior reserva de recifes de coral do Brasil. Neste ambiente, uma espécie de coral que só ocorre na Bahia , Mussismilia braziliensis (Verril), é a principal construtora dos recifes.

Os recifes de corais são formações rochosas edificadas por plantas e animais que secretam carbonato de cálcio. Estão limitados às regiões tropicais, em águas rasas entre 5 a 60 metros. Os corais formadores de recifes (corais hermatípicos) contém algas simbiontes que necessitam de luz para realizar a fotossíntese, restringindo estas espécies a profundidades onde ocorre a penetração de luz.

Os recifes formam um dos mais produtivos ecossistemas marinhos costeiros, responsáveis por produção de matéria orgânica e reciclagem de nutrientes, beneficiando organismos residentes mas também organismos que utilizam os recifes de corais como área de abrigo, reprodução ou alimentação. São os únicos ecossistemas marinhos comparáveis a florestas tropicais em termos de diversidade de espécies.

Brasil possui dezoito espécies de corais e quatro espécies de hidrocorais. Atualmente já foram identificadas nos recifes caribenhos em torno de 100 espécies. Os recifes de corais brasileiros tem características próprias como uma baixa diversidade de espécies,carência de formas coralinas ramificadas e espécies adaptadas a grande turbidez das águas .O Brasil possui apenas 4 espécies endêmicas.

Recifes de Corais como Hábitats Essenciais

Áreas de abrigo: Os recifes de corais por serem estruturas rochosas bastante complexas, irregulares, com muitas fendas e túneis, fornece a diversos organismos marinhos, locais de abrigo e morada, bem como substrato rígido para que espécies sésseis possam se fixar.
Áreas de alimentação:
Apesar de só sobreviverem em ambientes de águas claras, com pouca produtividade, onde ocorre uma grande penetração de luz, a grande diversidade de organismos (plantas, invertebrados e vertebrados) atraem espécies maiores que utilizam os recifes como área de alimentação.
Áreas de reprodução:
Os recifes de corais se destacam por serem ambientes com grande concentração de organismos que os utilizam como áreas de moradia e áreas preferenciais para desovas. A característica irregular do substrato faz com que ovos e larvas caiam por entre fendas ficando então protegidas contra predadores.
Áreas de viveiro:
Pela característica irregular do fundo e da grande variedade de animais, muitos alevinos e juvenis permanecem nos recifes onde encontram abrigo e alimentos até seu desenvolvimento total, quando então deixam os recifes e partem para regiões mais profundas ou distantes da costa.

Fonte: www.cpgg.ufba.br

Recifes de Corais

Um bem que precisa de se protegido por todos nós

Os recifes de coral são sistemas complexos que incluem muitos animais e plantas, para além dos próprios corais, que são animais.

Eles providenciam alimento e proteção a uma grande variedade de organismos vivos: trataram-se aliás, ao lado das florestas tropicais, dos sistemas com maior diversidade biológica concentrada.

Para todos nós, seres humanos, uma boa parte dos animais relacionados com os recifes de coral são uma importante fonte de alimento: peixes, carangueijos, lagostas, conchas e amêijoas, vivem permanentemente ou uma parte da sua vida, junto dos recifes de coral.

No entanto, os cientistas de todo o mundo, estão preocupados porque os recifes de coral tem sofido uma grande pressão e como resultado, estão a degradar-se rapidamente.

Como se formam os Recifes de Coral?

O recife de Coral é composto por camadas muito finas de carbonato de cálcio que foram produzidos ao longo de milhares de anos por bilhões de pequeninos animais de corpo mole a que chamamos de pólipos de coral. A maior parte dos corais são constituídos por muitos pólipos juntos num grande grupo ou numa chamada colónia. Um simples pólipo tem um corpo na forma de um tubo com uma boca rodeada de tentáculos que utiliza para capturar pequenas partículas alimentares.

Cada pólipo constrói uma estrutura calcária onde se aloja e vive em conjunto com uma alga que se chama zooxanthelae. É esta alga minuscula responsável pelas core que observamos nos corais como verde, amarelo, azul, lilás, castanho e muitas outras.

Quando os pólipos morrem, novos pólipos crescem por cima dos esqueletos de calcário que ficam. Assim, quando vemos um recife de coral, apenas a fina camada superficial é que é constituida por pólipos vivos na verdade, um kg de coral pode ter nais de 80.000 pólipos.

Alguns pólipos chegam a medir 20 cm de diâmetro, tal como o coral cogumelo, e a viver independentemente. No entanto, a maior parte dos pólipos são muito pequenos (menos de um cm de diâmetro) e constituem colónias de muitos pólipos juntos tal como uma Acropora ramificada.

Apesar de se parecerem com as plantas, os corais são animais marinhos pertecentes à mesma familia das anêmonas e garrafas azuis, os chamados CNIDÁRIOS.

As Formas dos Corais

Os corais podem ser divididos em dois tipos principais. Os corais duros possuem um esquelto exteno rígido e ocorrem numa variedade de tamanhos e fomas tal como se pode ver nas imagens.

Os corais moles as gorgonêas tais como os leques marinhos os chicotes marinhos, não possuem um esqueleto externo e movimentam-se com as correntes.

Porque são tão importantes?

Os recife de coral só crescem em águas pouco profundas, relativamente quentes (mais de 20o C) e transparents. Em Moçambique, existem áreas com essas condições e por isso mesmo, nós temos muitos recifes de coral. Calcula-se que os recifes de coral em Moçambique ocupam uma área de cerca de 1.290 km2, o equivalente a 320 campos de futebol.

Que benefícios nos trazem os recifes

1. Constituem uma barreira contra a força das ondas evitando a erosão.
2.
Constituem uma fonte de proteínas para a dieta alimentar da população costeira-calcula-se que num km2 d recife de coal (um quadrado de 1000x1000 metros) se produzem cerca de 30 toneladas de pescado por ano.
3.
Providenciam alimento, abrigo e proteção a cerca de um milhão de espécies marinhas, sendo um importante viveiro para os peixes em crescimento.
4.
Proporcionam empregos através da pesca e da indústria do turismo.
5.
São importante atrativo turístico para os mergulhadores que querem vê-los, filmar e tirar fotografias.
6.
São fonte de substâncias com valor medicinal que ajudando a combater várias doenças. Mais recentemente, os corais têm sido utilizados na reconstrução do tecido ósseo nos seres humanos.

Como São Destrúidos os Recifes de Coral em Moçambique?

Há muitas causas de detruição dos corais, no mundo em geral e em Moçambique em particular. As causas podem ser divididas em causas naturais e causas humanas.

No que diz respeito às causas naturais, pouco podemos fazer: vendavais e tempestades que partem os corais, o aumento da temperatura da água pode causar mortes massivas de corais; noutros casos, os corais são fortemente atacados por predadores naturais como algumas espécies de peixe (os peixes papagaios, alguns peixes borboleta) e estrelas do mar e ouriços.

A ação do Homem é a que mais afeta neste momento os recife de coral no mundo:

1. Os corais são partidos e colhidos para serem vendidos aos turistas
2.
Âncoras e óias fixas atiradas sobre os recifes de coral podem destrui-los
3.
Métodos destrutivos de pesca, como a dinamite e os venenos, são usados para a pesca nos recife de coral acabando por destruir outros organismos marinhos
4.
A sobrepesca de algumas espécies com a retirada de demasiados exemplares de apenas uma espécie cria desiquilíbrios entre os seres vivos de um recife de coral
5.
A poluíção das águas que circundam os corais provocada pelos esgotos das cidades, fábricas, pelo combustível dos barcos ou simples lixo podem levar à morte destes organismos.

Como Podemos Protegr os Recifes de Coral?

Como são Protegidos em Moçambique Em Moçambique, não é permitida a coleta, venda e exportação de corais, assim como os métodos de pesca que implicam a utilização de dinamite e venenos.

A autoridade que vela pelos corais em Moçambique é o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. No entanto, quem melhor pode defender os corais da destruição é você, simples cidadão, coletor de moluscos ou pescador, turista ou amador, industrial do turismo ou hoteleiro, as autoridades maritimas locais, em suma, todos nós.

E é muito símples proteger os recifes de corais

Eís algumas das medidas

1. Não comprando nenhum coral, conchas, carapaças de tartaruga, ou outos organismos marinhos à venda nas lojas ou nas praias, desencorage também os seus amigos a faze-lo
2.
Não lançando âncoras e redes de pesca sobre os recifes de coral
3.
Não tocando nos corais quando se mergulha
4.
Não colhendo nenhum organismo quando se mergulha, por muito atrativos que eles possam ser
5.
Não caminhando em cima dos corais
6.
Não deitando lixo ou óleos combústiveis na água do mar
7.
Não utilizando venenos e/ ou dinamite para pescar nos recifes e em qualquer outro lugar do mar
8.
Contribuindo para a demarcação dos recifes que precisam de ser geridos protegidos de uma maneira especial
9.
Ajudando no estabelecimento de áreas de recifes de coral protegidos onde a sua pressão tem sido negativa e de alguma maneira, o recife precisa de recuperar
10.
Ajudando os membros da sua comunidade a terem acesso à informação contida neste panfleto e a distribuir a mensagem deste documento, lendo-o em voz alta para sabem ler
11.
Os recifes de coral precisam de ser protegidos para que possamos tomar benefício de todo o alimento que eles produzem, para que a nossa costa possa ser protegida, para que a indústria do turismo possa crescer em Moçambique, entre outras vantagens.

Fonte: www.fnp.org.mz

Recifes de Corais

ECOSSISTEMAS AMEAÇADOS

Os recifes de corais são estruturas calcárias construídas, principalmente, por corais; além destes, participam também de sua formação os hidrocorais, as algas calcárias, os moluscos e vários outros organismos.

Os corais são animais cnidários (urticantes), como as caravelas e as medusas, que possuem um esqueleto externo de carbonato de cálcio. Existem no Brasil 20 espécies, sendo 15 de corais hermatípicos e 5 de hidrocorais (incluindo uma espécie nova registrada no Parcel do Manuel Luiz-MA).

Os ambientes recifais necessitam de águas claras, limpas e quentes. No Brasil, estas condições são freqüentes no Nordeste, sendo a região de Abrolhos (BA) o local de maior diversidade de espécies de corais. A maioria dos recifes brasileiros é recifes de arenito, porém estes possuem uma considerável fauna coralínea e uma enorme importância ecológica e econômica.

Importância dos recifes

A importância dos oceanos é algo conhecido de todos, já que cerca de 70% do globo terrestre é constituído de água salgada. Na EXPO 98, em Portugal, foi divulgado que cerca de 80% da biodiversidade mundial e 80% do oxigênio que nós respiramos vem dos mares.

Um dos ambientes mais importantes dos mares é o ambiente recifal. A importância dos recifes de corais consiste no fato de que estes ambientes dão suporte e abrigo a uma variedade de comunidades marinhas, muitas delas de interesse econômico direto, como os peixes, os polvos, as lagostas, os camarões, as algas, entre outros, servindo de habitat para mais de 25% de toda vida marinha. Estima-se que entre um e nove milhões de espécies estão associadas aos recifes de corais, pois a produtividade primária dos ambientes recifais é muito alta, unicamente comparável à das regiões de manguezais. Isto se deve, sobretudo, s algas que fazem simbiose com os corais, as chamadas zooxantelas.

Além da sua grande importância ecológica, a importância dos recifes para o homem, direta e indiretamente, é imensurável:

Produção de alimento: 1/5 de toda proteína animal consumida vem do mar.
Proteção da costa:
Os recifes protegem a costa de erosão, tempestades, ondas, etc., tanto que nas regiões onde estes foram dinamitados (por exemplo, a região de Suape-PE), a erosão marinha cresce rapidamente.
Proteção climática:
Organismos fotossintetizantes marinhos utilizam o CO2 que iria para a atmosfera, amenizando o efeito estufa.
Farmacologia:
Além das substâncias antivirais e bactericidas encontradas nas gorgônias, metade de toda a pesquisa de medicamentos para o câncer está voltada aos organismos marinhos.
Odontologia:
Fabricação de próteses dentárias
Medicina:
Reparação de fraturas com esqueleto de corais
Indústria de cosméticos:
Uso de algas, etc., em diversos produtos;
Economia:
Peixes, jóias, areia, etc.
Lazer:
Turismo, mergulho, etc.

Os recifes têm ainda importância histórica e cultural: o nome do estado de Pernambuco, por exemplo, vem do indígena e significa "pedras furadas", devido às cavidades e às tocas existentes nos recifes. E, é claro, o nome da nossa capital Recife deriva também deste belo ecossistema.

Mais de meio milhão de pessoas em todo o mundo moram próximas de recifes de corais. Uma estimativa diz que os ambientes recifais são responsáveis por serviços e recursos (turismo, proteção costeira, alimento, etc.) que, se calculado em valores monetários, equivaleriam a mais de 375 bilhões de dólares por ano.

A destruição de apenas um quilômetro de recifes de corais causa um prejuízo de até $1,2 milhões. Vale salientar que estas estimativas servem apenas para fins comparativos, já que o valor real de um ecossistema está muito acima de qualquer quantia em dinheiro.

Ameaças aos recifes de corais

Por ser um dos ecossistemas mais frágeis do mundo, os recifes estão sob ameaça constante. Nas últimas décadas, cerca de 35 milhões de acres de recifes de corais foram destruídos pelo homem, em 93 países. Se continuar assim, 70% dos corais do mundo serão destruídos ainda durante as nossas vidas.

As ameaças aos recifes de corais são muitas, a maioria sendo de origem antrópica:

Desenvolvimento humano: Poluição da água, agricultura insustentável (uso indiscriminado de fertilizantes e pesticidas), desmatamento de mangues e florestas em geral, mineração, especulação imobiliária, saneamento inadequado, água quente advinda de hidrelétricas, indústria petroleira (derramamento de petróleo e derivados), produtos tóxicos advindos de fábricas, dragagem e uso de explosivos na construção de portos, etc.;
Pesca:
Pesca predatória, pesca com explosivos, pesca com venenos (cianeto, etc.), "muro-ami" (bater nos corais com bolsas de pesos para espantar os peixes), etc.;
Turismo e lazer:
Presença humana (pisoteio, lixo jogado, etc.), embarcações (âncoras, lixo, etc.), mergulhadores não conscientizados, pesca, souvenires advindos de organismos marinhos, coleta de organismos para aquários e coleções, construção de hotéis com recifes, aterro de manguezais para construção de hotéis e casas de veraneio, poluição advinda de hotéis, etc.;
Aquecimento global:
Rápido aumento do nível do mar, aumento na temperatura da água, redução nos níveis de calcificação, alteração nas correntes oceânicas, alterações nos padrões meteorológicos, etc.;

Crescimento populacional

A superpopulação amplifica todos os problemas citados acima.

Como se pode deduzir, as conseqüências da destruição dos recifes de corais são muitas. Além das perturbações ecológicas (alterações na teia alimentar, perda de habitats, extinção de espécies, etc.), a destruição dos recifes causa erosão costeira e uma série de problemas econômicos, tais como diminuição na atividade turística, perda de economias de subsistência e forte impacto negativo na economia de países-ilha.

No entanto, existem várias medidas que podem ajudar a proteger os recifes de corais:

Criação e manutenção de parques marinhos, reservas biológicas e áreas de proteção ambiental
Regulamentação e fiscalização da pesca
Educação ambiental
Turismo ecológico
Gestão integrada dos ambientes recifais, envolvendo a comunidade
Pesquisa
Restauração de áreas degradadas

Acima de tudo, para que os recifes de corais sejam preservados, é preciso cuidar do meio ambiente como um todo.

Afinal, o globo terrestre é um grande ecossistema completamente interligado.

Fonte: www.ufrpe.br

Recifes de Corais

COMO SE FORMAM OS RECIFES?

O coral nada mais é que um pequeno animal marinho, que vive em colônias - geralmente em mares de temperatura mais amena, como nas regiões tropicais e subtropicais.

Enquanto está vivo, esse organismo secreta à sua volta um esqueleto de carbonato de cálcio, substância extraída da água do mar.

Após sua morte, novas colônias desenvolvem-se sobre essa estrutura rígida, formando, com o tempo, os paredões calcáreos que chamamos de recife.

O processo todo demora, obviamente, milhares de anos.

"Existem três tipos de recifes de coral: franjas, barreiras e atóis", afirma a bióloga Flora Hadel, da Universidade de São Paulo (USP).

Sua formação geralmente começa pelas praias, estendendo-se até 400 metros mar adentro. Nesse estágio inicial, eles são batizados de franjas. Já as barreiras surgem quando a erosão das praias afasta o recife da beira-mar.

É o caso da mais famosa dessas formações, a Grande Barreira de Corais, na Austrália, com 2 000 quilômetros de extensão.

O atol, por sua vez, é como um anel, formado quando essas barreiras circundam alguma ilha que, também devido à erosão, deixa de existir.

Os recifes de coral têm vital importância para a manutenção do equilíbrio biológico, por servirem de abrigo para uma enorme diversidade de espécies de peixes, algas, crustáceos e outras criaturas marinhas que vivem e se reproduzem sob sua proteção.

Eles também estão entre os mais ameaçados pela elevação da temperatura da Terra, pois o aquecimento dos mares pode levá-los à extinção.

Recifes de Corais

Franjas, barreiras e atóis

Três diferentes tipos de recife são criados pela erosão:

1. Os recifes de coral começam a se formar a partir da praia, estendendo-se mar adentro. Nesse estágio, são chamados de franjas
2.
Com a erosão, a praia vai se afastando do recife, formando um canal entre eles. Aí então, a franja muda de nome, para barreira
3
. A erosão pode fazer a ilha desaparecer por completo. Nesse caso, resta só o anel de recife em torno dela, que passa a ser conhecido como atol

Gigantescos esqueletos milenares

Recifes são estruturas de cálcio acumulado durante 2 000 a 3 000 anos
Ao longo de sua vida, os corais excretam um esqueleto de cálcio.
Quando o organismo morre, essa estrutura permanece no local
Sobre o velho esqueleto, crescem novos corais, formando os recifes

Fonte: super.abril.uol.com.br

Recifes de Corais

Classificação Científica

Os recifes de corais mais antigos desenvolveram-se há cerca de dois biliões de anos, na era Precâmbrica. Estes recifes foram construídos por algas calcárias e não corais. [1]

Os corais, esponjas e as algas calcárias influenciaram o crescimento dos recifes no Paleozóico, há cerca de 245-570, milhões de anos. Durante esta era, as alterações naturais de clima levaram à diminuição dos recifes. [1]

Os corais edifício desenvolveram-se durante a era Mesozóica, há 65 245 milhões de anos atrás. Até aqui os corais desenvolviam-se a uma elevada taxa, até que no fim desta era, os corais desapareceram. [1]

Os corais edifício, responsáveis pela construção dos recifes no período Terciário, há 2-65 milhões de anos, eram semelhantes às espécies de corais de hoje. [1]

Os corais fazem parte do Filo Cnidaria, donde também fazem parte as anémonas, as hidras, as medusas e outros. A designação deste filo revela a sua natureza urticante. Este filo surge da divisão em dois filos da antiga categoria dos Celenterados, que incluía igualmente os seres do filo Ctenophora, muito semelhantes aos cnidários, pois apresentam duas camadas de células (que formam tecidos verdadeiros) separadas por uma mesogleia, bem como uma cavidade digestiva, ou gastrovascular, o único espaço interno. [1]

Cada indivíduo deste filo apresenta fibras musculares simples, simetria radial (o corpo é simétrico em volta dum eixo central), sem cabeça definida, usualmente possuem tentáculos em volta da boca e numerosas células urticantes contendo cápsulas cheias de substâncias tóxicas nematocistos. [1]

Pertencem à Classe Anthozoa. Os corais são solitários ou vivem em colónias, que vivem fixos ao substrato. Das 6000 espécies conhecidas que pertencem a esta classe, os corais representam cerca de 2500 espécies. [1]

Dentro desta classe, existem ainda três subclasses: Octocorallia, Zoantharia e Tabulata (colónias de corais extintos).

Os pólipos pertencentes à subclasse Octocorallia, caracterizam-se por ter tentáculos que nascem para o lado. A maioria vive em colónias.

Quanto à subclasse Zoantharia, os pólipos têm tentáculos em múltiplos de seis. Estes podem ser solitários ou coloniais. [1]

Características Físicas

Um pólipo de coral é um saco tubular, onde a boca toma a posição central e é circundada por um anel de tentáculos. A ponta oposta aos tentáculos, chamada a base, está fixa ao substrato.

Um coral pode ter tamanhos variados assim como formas, dependendo da espécie em causa. Os pólipos de coral podem medir de alguns milímetros até vários centímetros de diâmetro. Um dos maiores corais, Fungia (Figura 1), mais conhecido como o coral cogumelo, é um coral solitário e pode medir até 25 cm de diâmetro. [2]

Recifes de Corais
Fungia

Quanto à forma, temos corais em forma de disco, ramificados, massiços, em forma de colunas e em forma de folhas (Figura 2).

Recifes de Corais
Formas de corais

As colónias de pólipos de corais são muito mais pequenas e medem em média 1-3 mm de diâmetro. [1]

As colónias de corais também podem variar de tamanho. Alguns corais constituem colónias pequenas mas outros podem formar colónias com alguns metros de altura. As colónias de corais estrela, figura , atingem, em média, uma altura de 3 a 4 metros. [1]

Recifes de Corais
Montastrea annularis

Os corais tomam cores variadas. Este fato deve-se há existência de várias pigmentos nos seus tecidos que incluem as cores branco, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta. [1]

Os tentáculos têm a função defensiva e de alimentação. Dependendo da subclasse a que pertencem, os corais possuem tentáculos em múltiplos de seis ou oito. É nos tentáculos que se localizam os nematocistos. Um nematocisto é uma estrutura de dupla parede, com uma linha dobrada em espiral que contém veneno. Possui um sensor minúsculo que se projeta para fora do nematocisto.

Quando o sensor é estimulado, fisicamente ou quimicamente, a cápsula explode e o veneno é expelido. [1]

Os corais não têm cérebro mas possuem um sistema nervoso bastante simples chamado rede de nervos. Esta rede de nervos estende-se desde a boca até aos tentáculos. [1]

Os pólipos podem detectar certas substâncias como açucares e aminoácidos. Este sentido, que é semelhante aos nossos sentidos de cheiro e gosto, permitem aos corais detectar as suas presas. [1]

O esqueleto dos corais, pertencentes à subclasse Octocorallia, é interno. Contém espículas calcárias, que podem ser dispersas ou fundidas. É este esqueleto que dá aos corais a sua dureza e que os protege. O esqueleto interno pode também ser constituído por proteínas. [1] 

 Quanto aos corais edifício, já possuem um esqueleto externo constituído por carbonato de cálcio.

Alguns corais alimentam-se de zooplâncton ou peixes pequenos, normalmente durante a noite. Os produtos de excreção são eliminados pela boca. Outros alimentam-se de compostos orgânicos. Os corais que constroem os recifes possuem uma relação mutualista com o zooxanthellae (algas microscópicas que vivem nos tecidos dos pólipos de corais). É uma relação benéfica para ambos. [1]

Através da fotossíntese, o zooxanthellae converte dióxido de carbono e água, em oxigénio e hidratos de carbono. Estes últimos são utilizados pelo coral como nutriente. O coral também utiliza o oxigénio para respirar e devolve o dióxido de carbono ao zooxanthellae.

Com esta troca, os corais poupam energia que de outra forma, iria ser utilizado para eliminar o dióxido de carbono. [2]

Outros elementos, como o azoto e o fósforo são reciclados entre os corais e o zooxanthellae.

Estas algas microscópicas, zooxanthellae, também promovem a calcificação dos corais, através da remoção do dióxido de carbono durante a fotossíntese. Sob condições ótimas, esta calcificação constrói recifes mais rápido do que a possibilidade de ser erodido, por fatores biológicos ou físicos. [2]

Os corais competem por espaço no recife. Alguns corais segregam toxinas para eliminar invasores (outros corais ou não).

Os corais edifício podem digerir outro coral que esteja a invadir o seu espaço no recife. [2]

Algumas espécies de Corais

Recifes de Corais
Acropora robusta Blastomussa merleti

Recifes de Corais

Recifes de Corais
Euphyllia divisia Catalaphyllia jardinei

Recifes de Corais

Reprodução

Os corais podem reproduzir-se tanto de forma assexuada como sexuada. Um pólipo individual pode reproduzir-se das duas maneiras durante toda a sua vida.

Alguns corais podem ser hermafroditas.

A reprodução sincronizada pode ocorrer em muitos corais. Os pólipos libertam os ovos e o esperma ao mesmo tempo, na água. Este método possibilita a dispersão dos ovos numa área maior. Este tipo de reprodução depende de quatro fatores como a época do ano, a temperatura da água e dos ciclos das marés e da lua. É um método bem sucedido quando existe pouca variação de marés. Quanto menor for a agitação da água sobre um recife maior a probabilidade do ovo ser fertilizado. Pelo menos, um terço dos corais edifício da Grande barreira de Corais utilizam este método de reprodução. [1]

A reprodução assexuada é caracterizada pela produção de um novo indivíduo a partir de uma parte do indivíduo inicial (mitose). A mitose proporciona aos pólipos replicar-se a ele próprio várias vezes. A reprodução assexuada ocorre, então, quando os fragmentos de coral se desligam da colónia mãe, geralmente devido ao impacto físico da ação das ondas ou da ondulação provocada pelas tempestades. Os fragmentos são muito vulneráveis aos danos físicos e podem facilmente perder a sua camada fina de tecido vivo se movimentados de encontro ao fundo, pelo movimento da água. Entretanto, se o fragmento se depositar num substrato apropriado, pode restabelecer-se e desenvolver uma nova colónia.

A reprodução sexuada pode ser com fertilização interna ou externa. Os ovos que foram fertilizados internamente são chocados pelo pólipo durante alguns dias. A fertilização externa ocorre enquanto os ovos estão à deriva na água. Após alguns dias os ovos fertilizados tornam-se larvas. [1]

As larvas são bem adaptadas à dispersão e, dependendo da espécie e das condições, podem semear no recife onde originaram, recifes próximos, ou recifes situados a centenas de quilómetros. A dispersão requer correntes oceânicas apropriadas para semear recifes que se encontram a favor da corrente, essencial para a manutenção da diversidade genética entre as populações de corais e recifes de coral.

O recrutamento é o processo pelo qual os corais juvenis passam pelo estado larval e metamórfico para se tornarem parte da população adulta e da comunidade do recife. As larvas de coral estabelecem-se fora da coluna da água num substrato apropriado; a presença de substrato apropriado é crítica para o sucesso do recrutamento.

Os locais para o bom desenvolvimento devem possuir as seguintes características:

Tipo de fundo estável o substrato não deve ser composto por sedimentos soltos ou material não consolidado.
O movimento da água no local do desenvolvimento deve ser no mínimo calmo, embora sob determinadas condições e o movimento elevado da água pode incentivar o crescimento.
A salinidade deve estar acima dos 32 ‰ e abaixo dos 3840 ‰.
É necessária fonte de luz para os zooxanthellae poderem fotossintetizar.
Uma sedimentação limitada na coluna da água (idealmente água transparente) para reduzir as possibilidades de asfixia e para a transmissão adequada da luz.
A ausência de macroalgas (algas grandes ao contrário das algas diminutas) que competiriam pelo espaço com os corais e mpediriam o desenvolvimento das larvas.
Uma vez estabelecido, o coral tem que competir com outros organismos de rápido crescimento, tais como as algas e os invertebrados evitando a predação por peixes que se alimentam de corais.

Habitat e sua distribuição

Podemos encontrar, em todos os oceanos do mundo, várias espécies de corais, desde os trópicos ás regiões polares.

Os corais edifício estão espalhados pelo Atlântico Oeste e pelo IndoPacífico, geralmente entre os 30 graus norte e os 30 graus sul, de latitude. [3]

As zonas do Atlântico Oeste onde se pode encontrar corais são as Bermudas, Bahamas, Caraíbas, Belize, Florida e Golfo do México. [3]

Apesar da maioria dos corais se encontrarem em águas onde a profundidade pode ir até aos 6000 metros, os corais edifício apenas se encontram em águas com uma profundidade não superior a 46 metros, onde a luz solar penetra, devido à relação que possuem com o zooxanthellae (já descrito em ponto anterior). [2]

Os corais crescem mais rápido em águas limpas e claras. Este tipo de água permite a entrada de luz solar para a realização da fotossíntese pelas algas macroscópicas (zooxanthellae) que vivem nos tecidos dos pólipos dos corais. [2]

Os corais edifício requerem águas quentes, entre os 20 e 28ºC. [2]

O desenvolvimento dos recifes é mais abundante em zonas onde o movimento das águas é maior, uma vez que arrasta alimento, nutrientes, dispersa as larvas de coral e evita a deposição de sedimentos no recife de coral. [2]

A precipitação do cálcio da água é necessário para formar o esqueleto dos pólipos de coral. Esta precipitação ocorre quando a temperatura e salinidade da água é elevada e a concentração de dióxido de carbono é baixa. Estas condições são típicas das águas quentes e pouco profundas dos trópicos. [1]

O RECIFE DE CORAL

Os recifes são normalmente usados para definir os limites do ambiente marinho tropical. Embora se encontrem corais em todos os oceanos, desde as águas polares às tropicais, estes desenvolvem-se apenas nos trópicos. Os corais hermatípicos formam recifes e só se encontram nas regiões tropicais, ao contrário dos ahermatípicos, que não formam recifes e distribuem-se pelas zonas polares e temperadas.

Os corais que formam recifes, corais hermatípicos, não crescem em águas onde há sedimentos, porque o silte bloqueia a luz do sol de que as algas simbióticas dos corais necessitam para fotossintetizar energia.

Para os corais formadores de recifes é muito difícil crescer em fundos lodosos e em águas de salinidade reduzida.

Os recifes são essencialmente depósitos maciços de carbonato do cálcio, que é produzido, na sua maioria, pelos corais e em menor quantidade por algas calcárias e outros organismos.

Antigamente pensava-se que os corais cresciam no fundo dos mares tropicais e que as gerações seguintes cresciam em cima daquelas. Esta teoria foi abandonada quando se descobriu, através de investigações, que os corais apenas de desenvolviam em águas pouco profundas. [1]

A teoria da formação de recifes de corais atualmente aceite é a teoria de Charles Darwin.

Esta teoria admite três tipos de recifes de corais: os de barreira, os costeiros e os atóis. [1]

Os recifes de corais costeiros rodeiam as linhas de costa dos continentes. Este tipo de recifes é o mais comum e o mais simples. As costas rochosas dos continentes são as providenciam as melhores condições para a formação deste tipo de recifes. Também se desenvolvem em fundos macios que tenham apenas uma porção muito pequena de rocha. [2]

Assim que se instalam, começam a gerar o seu próprio substrato duro e o recife depressa se expande. Quando se localizam perto da costa, estão extremamente vulneráveis aos sedimentos que se podem depositar, à escorrência de água doce e também à ação do homem.

Mas, nas condições certas, os recifes de corais costeiros podem ser impressionantes.

Na verdade, o maior recife de corais no mundo não é a famosa Barreira de Recife na Austrália, mas sim o recife costeiro de 4000 quilómetros, ao longo do Mar Vermelho. A razão pela qual este recife está tão desenvolvido é o clima.

É um clima seco e sem rios, que tragam sedimentos e água doce. [2]

Recifes de Corais
Estrutura dum recife de coral costeiro

Dependendo do local, a costa pode ser íngreme e rochosa, com árvores ou com praia. O recife em si é liso no interior e inclinado no exterior.

O recife liso (reef flat) é a parte mais larga do recife. É muitas vezes é exposto ao ar (devido a se situar a profundidades pequenas), durante a maré baixa e inclina-se muito suavemente em direção ao mar.

Sendo a parte mais próxima da costa, é a parte mais afetada pela deposição dos sedimentos e pela escorrência da água doce.

Aqui existem alguns corais vivos mas muito poucos em comparação com o recife inclinado (reef slope).

Este recife pode ser bastante inclinado, podendo mesmo ser vertical.

É a parte do recife mais densamente povoada devido à distância a que está da costa e também ao movimento das correntes que inundam aquela zona com nutrientes e zooplâncton e arrastam os sedimentos dali. A crista do recife (reef crest) é a borda superior do recife.

É mais luxuosa, uma vez que aqui o crescimento dos corais é mais abundante. [2]

Os recifes de barreira são difíceis de distinguir dos costeiros, uma vez que se misturam. Este tipo de recife também se estende ao longo da costa, mas mais longe da costa do que os costeiros, ás vezes até 100 km de distância. Os recifes de barreira estão separados da costa por uma lagoa, relativamente profunda.

Sendo assim, estão protegidos da maioria das ondas e correntes. À superfície podem desenvolver-se formações de corais dispersas, conhecidas como patch reefs.

O recife de barreira consiste na anterior inclinação do recife (back reef slope), no recife liso (reef flat) e na posterior inclinação do recife (fore reef slope). [2]

Recifes de Corais
Estrutura de um recife de barreira

O crescimento mais abundante de corais localiza-se na crista do recife (reef crest).

O maior e mais famoso recife de barreira é a Grande Barreira de Recife, figura 16. Tem uma extensão de mais de 2000 quilómetros, ao longo da costa da Austrália, cobrindo uma área de 225000 km2. Atualmente a Grande Barreira de Recife não é um único recife de corais mas sim um sistema de mais de 2500 recifes pequenos, lagoas, canais e ilhas. [2]

O maior recife de barreira nas Caraíbas situa-se na costa de Belize, na América Central. Outros dos maiores recifes de barreira situam-se na Florida, Nova Caledónia, Nova Guiné, e as ilhas Fiji no Pacífico, figura 17. [2]

Os atóis são anéis de recifes e muitas vezes, ilhas que rodeiam uma lagoa central. A maioria dos atóis situa-se na zona Oeste do Indo-Pacífico, isto é, no oceano Índico tropical e no oceano Pacífico ocidental. [2]

Os atóis são raros nas Caraíbas e no resto do oceano Atlântico tropical.

Ao contrário dos recifes costeiros e de barreira, os atóis podem ser encontrados bastante distantes de terra, emergindo de profundidades de milhares de metros ou mais. Como estão distantes da terra, não são perturbados pela deposição dos sedimentos nem pela escorrência de água doce. [1] Banhados por água azul e pura do oceano, os atóis oferecem um crescimento de corais espetacular. [2]

Os atóis, figura 18, variam bastante de tamanho. Podem ir de anéis de menos de 1,5 km até anéis com 30 km de diâmetro. Os dois maiores atóis do mundo são Suvadiva, nas Maldivas e Kwajalein, nas Ilhas Marshall, no oceano Pacífico central. Estes atóis ompreendem uma área com mais de 1200 km2 . [3]

As cristas dos atóis são muito influenciadas pelo vento e pelas ondas.

Como a maioria dos atóis se localizam em zonas de mudança de ventos, o vento vem geralmente duma direção consistente.

Consequentemente o vento afeta várias partes do atol, em vários sentidos. [2]

A lagoa é pouco profunda, com 60 m de profundidade, o fundo é rugoso, com muitas depressões e picos de corais. Alguns destes picos dos corais sobem quase até à superfície e podem formar mini-atóis. [1]

As ilhas dos atóis são apenas depósitos de areia que foram construídos a partir da acumulação dos sedimentos dos corais. Estas ilhas são produtos do recife. [2]

Mas porque os atóis formam anéis? Este mistério foi resolvido por Charles Darwin em meados do século dezanove. Darwin explicou que um atol começa a desenvolver-se quando um vulcão no oceano entra em erupção e forma uma ilha vulcânica. Os corais depressa começam a colonizar as bordas da ilha formando recifes costeiros.

Como os recifes costeiros, os corais desenvolvem e vigorosamente nas zonas externas do recife, dando assim a possibilidade de alargar o recife. [2]

Quando o nível do mar é baixo, os atóis podem ficar a descoberto provocando a morte dos corais e a erosão do recife por parte do vento
e da chuva. Se o nível do mar subir rapidamente, o atol afunda-se sem hipóteses de sobreviver em águas profundas. Em ambos os casos, os corais voltam a colonizar o atol quando o nível do mar voltar ao normal. [2]

Da área total de recifes existente, 15% estão situados no oceano Atlântico, 53% no sudoeste Asiático, 19% no Pacífico e 9% no Mar Vermelho. No Atlântico, onde existem 10 atóis, do total de 300, e duas das 30 barreiras de recife, a grande maioria dos recifes localiza-se no Mar das Caraíbas. Entre os maiores sistemas recifais podem salientar-se os recifes barreira de Belize, Madagáscar, Fidji, Nova Caledónia e a grande barreira de recife da Austrália.

O RECIFE COMO ECOSSISTEMA

O ecossistema do recife de coral é uma coleção variada de espécies que interagem umas com as outras e com o meio físico. O sol é a fonte primária de energia deste ecossistema. Através da fotossíntese, o fitoplâncton, as algas e outras plantas convertem a energia do sol em energia química. [1] Os animais comem as plantas e outros animais e assim a energia á transmitida dum nível trófico a outro nível trófico. [2]

Os recifes de corais são habitados por várias espécies.

As esponjas fazem parte dos recifes de corais desde sempre. Este animal atua como abrigo para alguns peixes, camarões, caranguejos e outros animais de pequeno porte. As esponjas aparecem em várias cores e com várias formas. [4]

Um parente chegado do coral é a anémona. As anémonas do recife Indo-Pacífico são conhecidas por estabelecerem relações simbióticas com os peixes-palhaço.

Os tentáculos das anémonas são o refúgio deste peixe para os seus ovos. [1]

O recife é também a casa de muitos vermes, como por exemplo, os poliquetas.

As estrelas-do-mar e os ouriços-do-mar também habitam o recife. A estrela-do-mar “coroa de picos”, figura 20, é um predador dos pólipos de corais. Podem devastar recifes, deixando para trás apenas os esqueletos. Em recifes mortos, que foram devastados por este tipo de estrela-do-mar, não existe praticamente alimento nenhum. Até as populações de peixes de águas profundas podem ser afetados por esta quebra na cadeia alimentar. [6]

Camarões, caranguejos, lagostas e outros crustáceos, procuram refúgio dos predadores em crateras ou entre os corais. Polvos, lulas, amêijoas e caracóis marinhos são exemplos de moluscos que vivem no recife ou perto deste. [1]

Os peixes desempenham um papel importante na cadeia alimentar do recife. Os desperdícios da sua alimentação servem de alimento para os outros habitantes do recife. [6]

Algumas espécies de tubarões e raias vivem perto ou até mesmo no recife. Outros nadam até lá para se alimentarem. Estas espécies de tubarões e raias alimentam-se de caranguejos, camarões, lulas, amêijoas e de peixes pequenos. [2]

As enguias são um dos maiores predadores do recife. Vivem em crateras existentes no recife e só saem à noite em busca de alimento.

Têm dentes afiados e uma mandíbula poderosa e comem peixes pequenos, polvos, camarões e caranguejos. [2]

As comunidades de recifes de coral constituem, assim, um dos mais importantes ecossistemas no nosso planeta e têm como característica principal a sua produtividade extremamente elevada.

Esta alta produção dos recifes de coral suporta a existência de densas comunidades de zoobentos (animais que vivem junto ao fundo) e de peixes.

Os recifes também exportam matéria orgânica e nitrogénio para as zonas circundantes, aumentando a produtividade dessas águas.

Constituem ainda, um importante local de reprodução e de crescimento juvenil para muitas espécies pelágicas de peixes (que vivem na coluna de água).

LONGEVIDADE E CAUSAS DE MORTE

Pouco se sabe acerca da longevidade dos corais. Em geral, podem durar décadas e até mesmo séculos.

Os corais têm alguns predadores como o peixe papagaio, o peixe borboleta e as estrelas do mar. Durante o estado larvar, os corais estão especialmente susceptíveis à predação. [1]

Mas, neste ponto, vamos dar mais ênfase à morte provocada por desastres naturais e pela ação do homem.

A poluição do oceano envenena os pólipos de corais. Esta poluição tem várias formas tais como, derrames de petróleo, pesticidas e outros químicos, metais pesados e lixo. [5]

Os esgotos não tratados introduzem nos ecossistemas costeiros nutrientes em demasia, que podem danificar os corais diretamente, se as concentrações forem demasiado elevadas, ou tornar o ambiente desfavorável, promovendo a proliferação de phytoplankton, o qual reduz a quantidade de luz disponível, e de macroalgas que competem com os corais no espaço nos recifes.

Ao contrário dos nutrientes, os contaminantes são geralmente tóxicos ou materiais bioreativos produzidos pelo homem que não possuem fonte natural. Estão incluídos neste grupo os metais pesados, os pesticidas e os herbicidas, solventes, combustíveis e outros compostos.

Estes materiais entram no ecossistema por variadas fontes e podem ser absorvidos pelos sedimentos. os efeitos da presença destes compostos são difíceis de provar devido ao seu possível efeito combinado.

A desflorestação prejudica não só os ecossistemas terrestres mas também os aquáticos. Quanto as florestas tropicais são arrasadas para a agricultura ou para habitação, o solo deixa de ter proteção contra a precipitação e a água escorre para o mar.

A deposição de sedimentos é também um problemas para os corais, visto interferir diretamente com a alimentação dos pólipos, custando energia às colónias para os remover. No extremo, a deposição de materiais em tempos muito prolongados é fatal. Por outro lado, a deposição de sedimentos também inibe o estabelecimento de novas comunidades de corais, pois estes necessitam de superfícies estáveis para se desenvolverem. Tal como para os problemas acima referidos, a existência de materiais em suspensão vai diminuir a incidência de luz sobre os corais. [9]

Outro problema que os corais enfrentam é o excesso de pesca. Para além de diminuir o stock de peixes que se alimentam dos parasitas dos corais, há uma grande incidência de atividades que danificam os corais. Na pesca, são utilizadas redes, âncoras, e uma grande variedade de objetos que podem ficar sobre os corais e que os danificam.

A pesca com dinamite (Indonésia), cianeto ou lixívia mata os recifes de corais. Entre 1986 e 1991, metade dos recifes de corais nas Filipinas foram destruídos por estes métodos de pesca.

Para além da pesca, também há muita procura por animais exóticos que depois são vendidos em lojas de animais.

A procura destes paraísos debaixo de água por mergulhadores também é uma causa de morte destes seres. Os mergulhadores sentam-se em cima dos corais, pegam neles, afetando os pólipos que são muito sensíveis. As âncoras dos barcos de recreio são outra causa da destruição dos corais.

As áreas mais afetadas situam-se na Florida, onde alguns recifes perderam 95 % dos corais desde 1975. Os cientistas temem que a maior parte desapareça dentro de 30 a 50 anos, fato muito preocupante, atendendo às suas funções de abrigo para uma grande variedade de espécies marinhas. Determinados medicamentos dependem da manutenção destes habitats, uma vez que são desenvolvidos com substâncias químicas encontradas em organismos que vivem nos corais, como por exemplo, o AZT ou zidovudina o primeiro medicamento autorizado para o tratamento de pessoas infectadas com o vírus da sida que tem na sua composição, substâncias químicas extraídas das esponjas que se encontram nos corais das Caraíbas. Alguns dos compostos químicos extraídos dos corais ajudam também ao tratamento de doenças cardiovasculares, úlceras, leucemia e cancro da pele.

BRANQUEAMENTO DE CORAIS

Este caso encontra-se no topo das alterações nas comunidades coralinas atualmente, pelo que é lhe dado uma especial atenção:

A atmosfera e o oceano têm vindo a aquecer desde o final do século 19 e vai continuar a aquecer, devido ao aumento dos gases com efeito de estufa.

Os fenómenos El Niño Southern Oscilation (ENSO) têm aumentado de frequência e intensidade nas últimas décadas. Esta combinação, de aumento de temperatura e casos de El Niño, provocam o aumento da ocorrência de branqueamento dos corais. [2]

O branqueamento descreve a perda da relação simbiótica que os corais têm com as algas (zooxanthellae) ou com outros hospedeiros dos quais dependem para obter parte do seu alimento. A maioria dos pigmentos dos corais coloridos depende da presença destas células de plantas. O tecido vivo dos corais sem as algas são translúcidos, e por isso o esqueleto feito de carbonato de cálcio é exposto, resultando no aparecimento do coral branqueado. [7]

O branqueamento dos corais é uma resposta ao stress que tanto pode ser induzido no campo ou no laboratório, por baixas ou altas temperaturas, luz intensa, variação de salinidade, e por outros fatores físicos. [7]

O branqueamento é o caso extremo da variação natural das populações de algas que ocorrem em muitos corais.

Existem 3 tipos de mecanismos de branqueamento que estão associados a altas temperaturas ou luz: animalstress bleaching

(branqueamento por stress animal), algal-stress bleaching (branqueamento por stress de algas) e physiological bleaching(branqueamento psicológico).

Embora todos sejam importantes para compreensão da interação dos corais com o clima, dois deles são particularmente importantes para os interesses atuais: algal-stress bleaching, sendo uma resposta aguda ao decréscimo da fotossíntese pelas temperaturas altas e luz intensa, e physiological bleaching, que reflete a depleção das reservas, a redução do tecido e biomassa e a menor capacidade para estabelecer relações simbióticas com as algas. [9]

A temperatura limite para o branqueamento não é um valor absoluto, mas sim um valor relacionado com outros fatores ambientais.

O branqueamento resultante dum stress térmico não é limitado a áreas que normalmente se registam temperaturas altas. Contudo, regiões onde é normal registarem-se temperaturas mais elevadas, parecem estar mais vulneráveis ao aumento do physiological bleaching. [7]

As maiores preocupações, resultante do branqueamento de corais, são a elevada mortalidade e a prolongada fraqueza dos sobreviventes com crescimento lento e taxas de reprodução baixas.

Corais em forma de ramos, com taxas de crescimento elevadas e camadas finas de tecido parecem ser mais sensíveis ao branqueamento, e geralmente morrem se estiverem demasiado branqueados. [9]

Corais com crescimento lento e camadas grossas de tecido parecem ser menos sensíveis e usualmente recuperam mais facilmente. [9]

O branqueamento é responsável pela remoção seletiva de espécies dos recifes e pode provocar alterações graves na distribuição geográfica das várias espécies de corais e estruturas comunitárias de recifes. [9]

O evento de branqueamento e mortalidade de coral sem precedentes de 1998, afetou grandes áreas de recifes de coral do Indo-Pacífico.

O declínio das comunidades coralinas, ao contrário das variações ou alterações, possui duas componentes: o dano inicial ou a mortalidade e a incapacidade do sistema para recuperar. Os recifes podem recuperar de stresses pontuais e adaptar-se a stresses crónicos, mas um coral que esteja sob um stress crónico vai ter muitas dificuldades em recuperar de um stress agudo.

RESILÊNCIA DO RECIFE DE CORAL

A resilência do recife de coral é definida como a capacidade de uma colónia individual, ou um sistema de recife (incluindo todos os seus habitantes), em amortecer os impactos do ambiente e manter o potencial para a recuperação e o seu desenvolvimento adicional.

Os impatoes negativos severos ou prolongados podem progressivamente reduzir a resilência a impactos subsequentes. Isto pode impedir a recuperação dos recifes de coral, que se segue à perturbação e pode conduzir a uma mudança do sistema dominado por coral para um sistema dominado por algas.

A investigação sobre a resilência dos recifes e dos seus habitantes está ainda em decurso, e pouco se conhece sobre os índices de recuperação das populações de espécies, à excepção dos corais.

Entretanto, um objetivo lógico para os gestores e autoridades normativas é o de empregar princípios básicos do uso sustentável e da gestão apropriada a fim de conservar a resilência. Estas, são medidas proativas, para maximizar a recuperação depois da erturbação.

A história das perturbações num recife contribui para a sua estrutura atual, uma vez que os recifes são ecossistemas naturalmente dinâmicos. Durante a recuperação, as espécies interagem e mudam os seus níveis de abundância e papéis dentro da estrutura da comunidade. Como resultado, os recifes podem evoluir em comunidades que são substancialmente diferentes daquelas existentes antes por exemplo do branqueamento, sem contudo deixarem de ser ecossistemas diversos e bem desenvolvidos. O retorno de um ecossistema de recife de coral ao estado funcional, após a mortalidade massiva devido ao branqueamento, dependerá da reprodução e da recolonização, bem sucedidas, dos restantes corais e dos corais de populações exteriores que servirão de fonte.

Os corais reproduzem-se, como ja foi dito, tanto sexuadamente como assexuadamente. A reprodução sexual envolve a fertilização de ovos de coral pelo esperma para dar forma às larvas de natação livre. O insucesso na reprodução (como por exemplo, se todos os corais sexualmente maduros num recife morrerem devido ao branqueamento) e no recrutamento localizado retardará, provavelmente, a recuperação dos recifes severamente danificados. No entanto, o coberto de coral pode eventualmente ser restituído através da reprodução assexuada.

Num recife, em que a maioria dos corais tenha morrido, mas que tenha mantido a sua estrutura, pode ainda fornecer um substrato estável e apropriado para coraais pequenos e fragmentos de coral se estabelecerem e crescerem.

Assim, a manutenção de corais mortos é ainda importante. Os corais mortos são vulneráveis aos organismos perfuradores que enfraquecem a estrutura do recife.

As ondas ou ondulações provocadas pelas tempestades podem causar grandes danos nos recifes que estão neste estado, transformando uma estrutura complexa, numa área de calhaus, inapropriada para o estabelecimento dos corais. Entretanto, as algas coralinas vermelhas podem ajudar a cimentar o recife, reduzindo a ruptura e fornecendo um substrato adequado à instalação de larvas.

AS ALTERAÇÔES CLIMÀTICAS E OS RECIFES DE CORAL

Há 200 milhões de anos atrás, os recifes adaptaram-se a numerosas mudanças; entretanto, durante a maior parte deste período, não existia nenhuma pressão humana. Os recifes encontram-se face a uma combinação de ameaças de exploração excessiva, de poluição e em especial, da mudança global do clima.

Todas estas ameaças estão a aumentar, e as atividades humanas estão a causar a acelaração da mudança global do clima a níveis de taxas, que poderão tornar difícil a adaptação dos recifes de coral.

A mudança global do clima trará consequências que se estimam ser as seguintes:

Subida do nível do mar

A maioria dos recifes de coral sem stress, devem ser capazes de manter-se com a subida prevista do nível do mar, estimada em 50 cm para o ano de 2100 (Painel Intergovernamentalpara as Alterações Climáticas, 1995). Os recifes planos que são expostos em água rasa, que limita o seu crescimento ascendente, podem beneficiar-se de tal subida.

Entretanto, os corais enfraquecidos pelo aumento da temperatura ou outros fatores ilustrados nos pontos seguintes podem ser incapazes de crescer e construir os seus esqueletos em taxas ‘normais’. Se assim for, as ilhas que se encontram não muito acima do nível do mar, não terão por muito mais tempo, proteção da energia das ondas e ondulação provocada pelas tempestades, que os recifes de coral na sua proximidade fornecem atualmente. Isto é do interesse principal para as nações tais como, as Maldivas no Oceano Índico, e as ilhas Kiribati e Marshall no Oceano Pacífico, onde as zonas terrestres têm alturas médias, de menos de 3 metros acima do nível do mar.

Aumento da temperatura

No ano 2100, esperam-se aumentos de 1–2ºC na temperatura do mar.

Muitas áreas nos trópicos, têm visto já um aumento de 0.5 ºC nas últimas duas décadas. Embora estas sejam aparentemente pequenas mudanças, indicam um aumento da probabilidade de que, durante os períodos mais quentes das flutuações sazonais normais, as temperaturas excederão os níveis de tolerância para a maioria das espécies de coral.

Isto conduziria ao aumento da frequência do branqueamento. Um aumento na temperatura, pode significar que as áreas que se encontram atualmente fora da distribuição dos recifes de coral, tornar-se-ão apropriadas para o crescimento de coral, tendo como resultado uma mudança na distribuição geográfica das populações edificadoras do recife. Entretanto, será necessário algum tempo até que isto se confirme; e se se provar verdadeiro, outros fatores ambientais em latitudes mais elevadas, poderão não ser onducentes para o crescimento do recife. Para além disso, as elevadas temperaturas afetam a sensibilidade das zooxanthellae, de tal forma que, a luz que é essencial para a fotossíntese causa danos nas células. Os corais podem então, tornar-se mais vulneráveis aos elevados níveis de radiação UV devido à redução da camada de ozono.

Reduzidas taxas de calcificação

As emissões globais de gases de estufa, levantaram as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera e nos oceanos para um nível, que gradualmente poderá reduzir a capacidade dos recifes de coral de crescer através dos processos normais de calcificação.

Alterações na concentração de CO2 na atmosfera vão induzir alterações na concentração do mesmo composto no mar, por processos de trocas gasosas entre os dois meios, alterando o pH e as concentrações de iões carbonato e bicarbonato. Muitos organismos utilizam estes iões para a produção dos seus esqueletos. A sua redução na concentração poderá afetar as taxas de deposição do esqueleto. Esta redução ria decerto afetar a maioria dos corais e algas calcárias nos recifes. [9]

Uma taxa de calcificação reduzida significa que os organismos extenderão mais lentamente os seus esqueletos e/ou formaçr esqueletos de reduzida densidade.

Uma redução nas taxas de extensão significam uma redução na capacidade dos corais competirem com outros organismos pelo espaço. Uma reduzida densidade dos esqueletos o que os deixa mais vulneráveis à quebra ou bioerosão. Uma redução na precipitação de CaCO3 significará uma menor capacidade destes organismos para crescer e para deter a erosão.

Estes fatos já foram observados nas ilhas Galápagos. [9]Prevê-se que as taxas de calcificação possam ser reduzidas para uma estimativa de 14–30% no ano de 2050. Isto reduzirá a capacidade dos recifes de recuperar de eventos, como também, comprometer a sua capacidade de manter o ritmo com a subida do nível do mar e mudanças ecológicas.

Alterações nos padrões de circulação dos oceanos Se as mudanças nos padrões de circulação do oceano em grande escala se desenvolverem, poderiam alterar a dispersão e o transporte das larvas de coral. Isto poderá ter impactos no desenvolvimento e na distribuição dos recifes no mundo inteiro.

Aumento da frequência de fenómenos extremos meteorológicos As alterações dos padrões atmosféricos anuais, poderão resultar em mudanças na frequência e na intensidade das tempestades e dos ciclones, como também mudar os padrões de precipitação. O aumento das tempestades, poderá causar um aumento de danos não somente nos recifes de coral, como também nas comunidades costeiras.

Se as tendências continuarem como previsto, o branqueamento do coral será uma característica regular, nos próximos 30–50 anos.

Oaumento da frequência de branqueamento irá forçar os corais a adaptarem-se. A adaptação pode ocorrer de duas maneiras:

A fisiologia dos corais poderá mudar para se tornar mais tolerante a temperaturas mais altas.

Poderá verificar-se uma mortalidade das populações ou espécies de corais e zooxanthellae que são incapazes de lidar com temperaturas mais altas – e estas espécies menos tolerantes irão desaparecer.

Métodos de Recuperação dos Corais

Com a crescente pressão exercida sobre os corais, torna-se imperativo o desenvolvimento de novas técnicas que permitam a estabilização e o crescimento das comunidades ameaçadas. É necessário, numa primeira fase, definir as zonas sensíveis de forma a proteger, ao abrigo de leis, as espécies que nelas habitam de forma a considerar os recifes de coral como sendo parte de um sistema. Proibindo certos impatos antropogénicos que danificam os corais, como a pesca por dinamite, a ancoragem de grandes veleiros, é possível que a pressão sobre estas espécies diminua o que permitirá a sua recuperação. Este capítulo foca sobretudo os métodos in situ que atualmente se utilizam para a reabilitação de corais danificados, bem como sua utilização para a proliferação de espécies de corais saudáveis.

O mundo científico só nos últimos cinco anos começou a estudar a ciência básica dos organismos de coral, devido sobretudo ao aumento exponencial da sua destruição nos últimos tempos. No entanto, a recuperação dos recifes e o complexo conjunto de fatores que determinam a saúde dos recifes são, ainda, pouco compreendidos. Um ecossistema de coral é composto por 32 a 34 philos de animais, com graus de dependência elevados entre si, bem como nas condições climáticas e sazonais do seu ambiente. Para além disso, as alterações que poderiam acelerar o processo da sua recuperação e o aumento da sua saúde estão ainda por escobrir/testar.

Um dos pontos fundamentais para a recuperação destas comunidades é a estabilização dos sedimentos. Através de um suporte adequado é possível uma taxa de sobrevivência superior na altura da desova, permitindo que as espécies se fixem ao substrato. De fato estudos realizados em recifes de coral no Komodo National Park [10] demonstram que a criação de estruturas estáveis de três dimensões são suficientes para provocar um aumento da taxa de recuperação dos referidos recifes, por vezes superiores a 20%. [10] O mesmo estudo referencia que existe uma competição entre os corais moles e os corais duros, pelo que locais em que foram retirados os primeiros, evidenciavam um maior desenvolvimento de corais duros. Mais estudos são necessários para determinar se os corais moles podem facilitar o estabelecimento de corais duros por estabilizarem os sedimentos.

O método atual usualmente utilizado para este fim baseia-se na introdução de objetos estranhos ao ambiente, normalmente feitos pelo homem, e deixar que naturalmente se tornem parte do ecossistema.

Tendo em conta estes princípios, a empresa EcoReefs desenvolveu um produto que serve de base para o desenvolvimento de recifes de coral utilizando estruturas de cerâmica. A cerâmica é um produto não tóxico, de pH neutro, ideal para o estabelecimento de corais e outros invertebrados. Possibilita, assim, a estabilização do substrato solto, a amenização das correntes, bem como abrigo para pequenos peixes, fornecendo a maior parte das condições físicas, biológicas e ecológicas para o desenvolvimento dos corais..

À semelhança de corais desenvolvidos, estas estruturas darão abrigo a grupos de peixes herbívoros que são essenciais para o desenvolvimento dos recifes, pois consomem as algas e corais moles que rapidamente se estabelecem na estrutura e que tomariam facilmente o lugar dos corais duros que compõem a maior parte dos recifes.

A taxa de recuperação natural de recifes de coral varia muito consoante as condições do meio. Por exemplo, zonas em que existam correntes bastante fortes, com arrastamento de sedimentos têm taxas de recuperação extremamente reduzidas, que podem facilmente ultrapassar os 100 anos. Com a utilização destas estruturas a taxa de recuperação aumenta muito significativamente, que se prolongam por apenas 7 a 15 anos. [12] De fato, numa zona da Indonésia, assoladapela pesca com dinamite em que áreas imensas de corais foram destruídas, verificou-se que apenas poucos meses do início das medidas de recuperação com estas estruturas estavam já estabelecidas diversas comunidades piscícolas. As larvas de corais começaram então a aparecer assim que a alga vermelha coralina se estabeleceu. Somente após dois anos pôde verificar-se o estabelecimento de diversas colónias de corais, suficientemente grandes para se verem a olho nu. [12]

Atualmente verificam-se outras técnicas que tentam recuperar as colónias de corais mas que utilizam materiais que, segundo os mais conservacionistas, são uma forma de poluição natural. Com o pretexto de recuperação dos recifes de coral verificam-se atualmente a introdução no meio marinho de materiais que resultam da construção civil, carros abandonados, antigos navios, pneus, aviões, até alguns resíduos industriais. Estes materiais, muito deles reativos com o ambiente e com as espécies que se vão instalar e com o desenvolvimento natural destas comunidades, falham ao tentar aumentar a taxa de reprodução das comunidades coralinas.

Pode considerar-se estes métodos como da 1ª geração de tentativas de recuperação.

Um dos artefatos mais utilizados para a recuperação de corais é a chamada Reef Balls, muito utilizadas ao largo da Ásia e dos Estados Unidos para tentar recuperar corais e para proporcionar novos locais para o mergulho. De fato estas atividades turísticas estão muito relacionadas com o esforço que se tem feito para tentar devolver aos corais o esplendor de outrora. De qualquer modo, estas estruturas circulares, feitas a partir de cimento, funcionam apenas como abrigo de peixes para os desportos subaquáticos do que propriamente de recuperação do ecossistema coralino

Dificilmente estas estruturas suportarão a grande variedade de espécies que compõem um recife e nunca serão consideradas como parte do ecossistema marinho, tornando-se para sempre objetos exteriores ao meio. Pode considerar-se estas medidas como de 2ª geração de recifes artificiais.

Considerada a mais promissora das tecnologias hoje implementada para os recifes artificiais a  Mineral Accretion Technology (MAT) é a 3ª geração destas medidas. Este método utiliza a eletricidade para aumentar a taxa de crescimento e reprodução dos corais e outros organismos dos recifes.

São então colocadas no oceano duas estruturas metálicas, uma malha de alumínio que servirá como ânodo e uma estrutura de ferro que funcionará como o cátodo, ambas ligadas a painéis solares que completam o circuito eléctrico.

Como se utilizam baixas voltagens não existe qualquer perigo para os animais ou mergulhadores da zona. A eletrólise existente perto do cátodo vai permitir a formação de carbonato de cálcio e hidróxido de magnésio. No meio natural as próprios corais teriam de realizar esta operação para formar estes compostos, o que vai originar num menor dispêndio de energia para o seu desenvolvimento. Esta energia pode então ser canalizada para outros processos biológicos, assistindo-se assim a um aumento muito significativo das taxas de reprodução e de crescimento destes seres vivos.

Numa primeira fase, é necessário acoplar pequenos espécimens do meio à estrutura metálica, utilizando-se normalmente pedaços de coral que já se apresente partido ou espécies isoladas que dificilmente teriam oportunidade de se fixarem. Estas espécies recolhidas facilmente se adaptam e se fixam a estrutura, devido à presença de carbonato de cálcio e hidróxido de magnésio. Ao mesmo tempo uma grande variedade de animais será positivamente afetada pelas alterações eletroquímicas do meio que os rodeia. Espera-se um sucesso ainda maior quando grande parte dos países utilizarem este novo método, pois com a reprodução natural destes organismos muitos ovos são libertados nas correntes e terão mais hipóteses de se fixarem se existirem mais sistemas semelhantes implantados.

Deste modo os organismos que se estabelecerem nestas condições estarão menos sujeitos a pressões e stress ambientais e, por isso, mais saudáveis. Na altura do grande aquecimento provocado pelo El Niño, assistiu-se a uma taxa de sobrevivência de 80% dos corais fixados pela MAT e apenas 10% nos recifes naturais.

CONCLUSÃO

O calor, as águas límpidas, as suas cores espetaculares e a quantidade e variedade de seres vivos que aí vivem, cativam praticamente todas as pessoas que já viram um recife.

Os recifes de corais competem com as florestas tropicais na sua beleza, complexidade e riqueza. As florestas tropicais e os recifes de corais são muito semelhantes, uma vez que as suas estruturas físicas básicas, assentam nas comunidades de organismos que neles habitam.

Tanto os corais edifício (corais que constroem os recifes) quer as grandes árvores das florestas tropicais, originam uma estrutura tridimensional que é o habitat dos mais variados seres vivos.

Os recifes de corais não podem ser apenas considerados comunidades biológicas mas também comunidades geológicas, as maiores estruturas geológicas criadas por organismos.

Os recifes no seu todo, entretanto, são ecossistemas duráveis, como evidencia o passado histórico-geológico. As principais perturbações no passado resultaram no desaparecimento de várias espécies de coral, mas outras sobreviveram e evoluíram transformando-se em novas espécies.

As estruturas de corais fósseis são frequentemente visíveis em penhascos, por vezes, longe da costa. Os recifes submeteram-se, assim, a imensas mudanças em estrutura e composição com o passar do tempo, mantendo-se, no entanto, reconhecíveis como recifes.

Neste momento estes organismos sofrem severos impatos da atividade humana pelo que são necessárias medidas eficazes para os proteger.

Por outro lado, é necessário o desenvolvimento de outras  tecnologias para a sua recuperação e estabelecimento saudável no ambiente marinho.

A proteção dos recifes, incluindo aqueles que foram severamente danificados é agora crítica se os ecossistemas dos recifes tiverem uma possibilidade máxima da recuperação. Tal proteção, deve incluir a extinção dos impatos humanos.

A evidência encorajadora dos estudos a longo prazo sugere que os recifes de coral possam recuperar dos impatos principais do branqueamento e de muitos dos danos sofridos, se os ‘stresses’ adicionais forem reduzidos ou removidos. A gestão cuidadosa do ambiente e a manutenção das melhores condições possíveis para suportar a recuperação dos recifes, será vital no futuro.

A Conferência das Partes à Convenção sobre a Diversidade Biológica, na sua quinta reunião em Maio de 2000, decidiu integrar os ecossistemas dos recifes de coral no seu programa de trabalho sobre a diversidade biológica marinha e costeira.

Incitou, igualmente, às Partes, outros Governos e grupos relevantes (como por exemplo a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) a implementar uma série de medidas de resposta ao fenómeno de branqueamento do coral, degradação física e destruição dos recifes de coral, incluindo a investigação, reforço institucional e a participação da comunidade.

A União Internacional para a Natureza (IUCN) e o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) estão a empreender um número de iniciativas que se relacionam com a gestão do recife de coral, ambos em áreas de estudo por todo mundo, e no foro da política ao nível regional e internacional. O programa de Degradação do Recife de Coral no Oceano Índico (CORDIO) (financiado pela Suécia, Finlândia, Países Baixos e pelo Banco Mundial) é um exemplo dos esforços realizados para a recolha da informação sobre as implicações biológicas e sócioeconómicas do branqueamento massivo de coral, e produziu informação valiosa, muita da qual será usada para desenvolver intervenções de gestão. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) está comprometida a ajudar as nações em vias de desenvolvimento a proteger as suas zonas costeiras e reconhece que a conservação e a utilização prudente dos recursos do recife de coral são críticas para o desenvolvimento económico sustentável.

As consequências do desaparecimento dos corais podem ir desde o colapso dos recursos píscicolas a eles associados, ao empobrecimento da oferta turística e ao aumento dos prejuízos das tempestades nas zonas costeiras. Consequentemente, a gestão cuidadosa dos recifes - mesmo daqueles que foram danificados severamente - é de extrema mais valia, a favor da persistência destes sistemas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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[2] Coral Reefs, [consultado em Janeiro de 2006, disponível: www.mhhe.com/marinebiology]
[3] Coral Reefs, [consultado em Janeiro de 2006, disponível: http://www.motherjones.com]
[4] U.S. Environmental Protection Agency, [consultado em Janeiro de 2006, disponível: www.epa.gov]

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[consultado em Janeiro de 2006, disponível: http://www.panda.org.]
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[8] “A Era dos Aquarios”, [consultado em Janeiro de 2006, disponível: www.aquahobby.com]
[9] Buddmeier, Robert W., Kleypas, Joan A., Aronson, Richard B.; Coral Reefs & Global Climate Change
[10] FOX. Helen E. ; Enhancing Coral Reef Recovery After Destructive Fishing Practices: Initial Results in Komodo National Park, [consultado em Janeiro de 2006, disponível: www.komodonationalpark.org]
[11] DESAI. Sneha - Constructing Coral in BERKELEY science review, [consultado em Janeiro de 2006, disponível: http://sciencereview.berkeley.edu ]
[12] Coral Reef Rehabilitation San Anselmo, Ca USA, [consultado em Janeiro de 2006, disponível: www.ecoreefs.com] , dependend o no

[13]WESTMACOTT,Susie et al -Gestão de Recifes de Coral Branqueados ou Severamente Danificados, IUCN [consultado em Janeiro de 2006 disponivel em: http://www.iucn.org/places/usa/webdocs/publications/Portuguese.pdf

Fonte: pessoa.fct.unl.pt

Recifes de Corais

História e Evolução

Os recifes de coral, verdadeiros oásis de vida marinha, são dos mais produtivos ecossistemas do planeta. Fruto de longas histórias evolutivas, estes sistemas são extremamente frágeis e susceptíveis à perturbação natural e humana.

Há 500 milhões de anos, minúsculos animais sem esqueleto e flutuante, associaram-se a algas microscópicas e fixaram-se às rochas, formando colônias.

Estes animais coloniais não são mais do que os corais e a concentração destas colônias dá origem a áreas naturais inigualáveis, pela sua cor, beleza, forma e grande variedade de vida – os recifes de coral.

Os recifes são normalmente usados para definir os limites do ambiente marinho tropical. Embora se encontrem corais em todos os oceanos, desde as águas polares às tropicais, somente nos trópicos se desenvolvem os recifes.

Esta diferenciação deve-se à existência de dois grupos de corais: os hermatípicos (“herma” significa barreira em grego) e os ahermatípicos. A principal diferença entre estes dois tipos de corais é que a maioria dos hermatípicos têm nos seus tecidos dinoflagelados (algas Zooxantelas e outras), com os quais estabelecem uma relação de simbiose. Nesta relação simbiótica, as algas fornecem aos corais oxigénio e carbono (resultantes da fotossíntese), recebendo em troca nutrientes, como nitrogénio e o fósforo, dióxido de carbono para a fotossíntese e um ambiente extremamente estável e seguro. Os corais hermatípicos formam recifes e só se encontram nas regiões tropicais, ao contrário dos ahermatípicos, que não formam recifes e se distribuem pelas zonas polares e temperadas.

Os recifes são essencialmente depósitos maciços de carbonato da cálcio, que é produzido, na sua maioria, pelos corais e em menor quantidade por algas calcárias e outros organismos.

As comunidades de recifes de coral constituem um dos mais importantes ecossistemas no nosso planeta e têm como característica principal a sua produtividade extremamente elevada. Esta alta produção dos recifes de coral suporta a existência de densas comunidades de zoobentos (animais que vivem junto ao fundo) e de peixes. Os recifes também exportam matéria orgânica e nitrogénio para as zonas circundantes, aumentando a produtividade dessas águas. Constituem ainda um importante local de reprodução e de crescimento juvenil para muitas espécies pelágicas de peixes (que vivem na coluna de água).

Da área total de recifes existente ( m²), 15% estão situados no oceano Atlântico, 53% no sudoeste Asiático, 19% no Pacífico e 9% no Mar Vermelho.

No Atlântico, onde existem 10 atóis, do total de 300, e 2 das 30 barreiras de recife, a grande maioria dos recifes localiza-se no Mar das Caraíbas. Entre os maiores sistemas recifais podem salientar-se os recifes barreira de Belize, Madagáscar, Fidji, Nova Caledônia e a grande barreira de recife da Austrália.

História Geológica

A vida coralina nem sempre foi exclusiva dos países tropicais.

De fato, já se encontraram corais fósseis (Dolomites), assim como traços de barreiras de coral, que remontam a 500 milhões de anos, em França e Inglaterra.

Entre o início do Câmbrico e meio do Silúrico e Devónico (570-400 milhões de anos), três períodos caracterizaram-se por uma grande expansão mundial dos corais e das grandes plataformas carbonatadas. O aquecimento da água a uma temperatura de 20ºC, desde os 40-45º de latitude Norte e Sul e a elevação do nível do mar tiveram consequências diretas no desenvolvimento dos corais, pois o crescimento essencialmente vertical foi indispensável para compensar a subida da água e o aquecimento estimulou o crescimento horizontal, que favoreceu a expansão das barreiras de coral.

O desenvolvimento dos corais atingiu o seu máximo no Paleozóico. No entanto, há cerca de 360 milhões de anos, estes recifes foram reduzidos até praticamente à extinção.

Os principais fatores responsáveis foram a colisão entre o continente Gonduana e a Euramérica, há cerca de 300-270 milhões de anos, que modificou radicalmente a direção das correntes marinhas e a temperatura do planeta.

No Mesozóico (260 milhões de anos) dá-se uma nova “produção” de corais. No fim do Terciário, o desmantelamento do mar de Tétis, provocado pela deriva dos continentes, levou ao aparecimento dos oceanos atuais, com importantes consequências na distribuição e evolução dos corais hermatípicos.

As principais províncias coralinas, nomeadamente as Caraíbas e a região Indo-Pacífica, remontam ao Pliocénico (5 milhões de anos).

Os recifes do oceano Atlântico são geologicamente muito recentes, datando, na sua maioria, da última era glaciar (10-15 mil anos).

Recifes de coral e suas ameaças

Os recifes de coral são muito susceptíveis à perturbação natural e humana, mas são a extensão e diversidade dos impactos resultantes das atividades humanas os responsáveis pela situação vulnerável em que estes sistemas se encontram.

Os ecossistemas de recifes de coral são muito sensíveis aos impactos externos que violem a sua homeostasia, sejam eles naturais ou causados pelo Homem.

Durante as últimas três décadas, eventos catastróficos, como terramotos, o aquecimento da água provocado pelo “El Niño”, as pragas de Acanthaster planci (estrela-do-mar), assim como diversas causas de stress provocadas pelo Homem, afetaram os sistemas coralinos, resultando na sua destruição em áreas muito vastas.

De todos estes fatores salientam-se:

Destruição dos corais por stress físico: entre os fatores de stress físico que prejudicam os corais, podemos mencionar a ação das ondas e a diminuição da salinidade, a exposição ao ar e o sobreaquecimento. Muitas vezes estes acontecimentos estão relacionados com a passagem de ciclones que são acompanhados por fortes chuvas, causando a diminuição da salinidade e a sedimentação dos recifes. Cobertos por sedimento, os corais morrem num período de 3 a 4 dias.

A passagem de um ciclone de força média destrói 50 a 80% dos corais nas zonas superiores do recife. Estes ciclones ocorrem uma ou duas vezes em cada século (Maragos et al., 1973 in Sorokin, 1993).

Recifes de Corais
Acanthaster planci a alimentar-se dos pólipos de coral

Acanthaster planci

Estrela do mar denominada coroa-de-espinhos, destrói os corais ao alimentar-se deles. Distribui-se pela região do Indo–Pacífico, incluindo o Mar Vermelho, estando, no entanto, ausente do Atlântico. A sua predação teve um impacto na Grande Barreira de Coral quando, em 1960, os recifes perto de Cairns (latitude 17ºS) ficaram infestados. Desde então e até 1984, estes equinodermes causaram a destruição de grande parte dos corais desta barreira.

De acordo com alguns autores (Endeon & Cameron in Nybakken, 1988), a explicação mais provável para estas explosões de Acanthaster planci é o fato do Homem sobreexplorar os seus predadores, entre os quais a Charonia tritonis (Tritão-do-Pacífico).

Recifes de Corais
O tritão-do-Pacífico (Charonia tritonis) é um dos maiores gastrópodes dos recifes.

Uma outra teoria (Birkeland, 1982 in Nybakken, 1988) sugere que o recrutamento juvenil desta estrela-do-mar é estimulado pela combinação de baixa salinidade, elevada concentração de nutrientes e alta temperatura. Segundo esta hipótese, a ocorrência de um ano com precipitação elevada, juntamente com a destruição humana da vegetação nativa nas áreas terrestres adjacentes, leva a um aumento do “runoff” (águas da chuva transportadas pelos rios), o que conduz ao aparecimento de blooms de fitoplâncton, que por sua vez servirá de alimento às larvas de Acanthaster planci.

Correlacionada com esta teoria está a da agregação de adultos da espécie, que diz que a destruição dos recifes por furacões leva à agregação das estrelas-do-mar, que depois atacam os corais que sobrevivem ao ciclone.

Recifes de Corais
Recifes de Corais

“El Niño”

É um fenômeno natural que aparece, normalmente, de três em três anos no Pacífico equatorial e que se manifesta através de um aumento da temperatura da água oceânica superficial, ao largo da América Central e do Sul. Estas águas são normalmente frias devido à sua latitude, ao “upwelling” ao longo da costa e também devido à corrente fria do Perú. O “El Niño” de 1982-83 foi talvez o mais forte alguma vez verificado no Pacífico.

Como resultado deste fenômeno, a temperatura oceânica superficial no Pacífico eleva-se até 30-32ºC, cerca de 2-4ºC acima do normal, permanecendo assim durante alguns meses, provocando um desequilíbrio nos ecossistemas, incluindo os recifes de coral.

Doenças dos corais

A exposição dos corais a doenças foi descoberta por Antonius, em 1973 (in Sorokin, 1993). Mais tarde este autor descreveu quatro tipos de doenças, duas que danificam os corais quando em situação de stress, como o sobreaquecimento ou a poluição - “White bacteriosis” e “Pull-in of polyps” – e as outras duas que se podem manifestar em corais saudáveis - “White band” e “Black band”. A “Black band”, doença causada pela alga filamentosa Phormidium corallicum (Rützler and Santavy, 1983 in Sorokin, 1993) pode, no entanto, ser estimulada por condições de stress (Antonius, 1981, 1984, 1989 in Sorokin, 1993). O agente infeccioso da “White band” é ainda desconhecido, mas supõe-se ser uma bactéria (Peters et al., 1983 in Sorokin, 1993).

Torna-se evidente que as doenças “atacam”, na sua maioria, corais afetados por stress, condição fundamentalmente resultante da atividade humana (Segel and Ducklow, 1982 in Sorokin, 1993). Sob a influência da sedimentação e poluição os corais aumentam a sua excreção de muco, excesso esse que estimula o desenvolvimento de bactérias que, por sua vez, infectam os corais (Mitchell and Chet, 1975 e Garret and Ducklow, 1975 in Sorokin, 1993).

Impacto antropogénico

A periodicidade dos fatores físicos permite a sobrevivência e florescimento dos corais. No entanto, o stress antropogénico é muito mais perigoso para os recifes porque, na maioria dos casos, é permanente, com tendência a aumentar com o tempo (Kinsey, 1988 in Sorokin, 1993).

O stress antropogénico maciço nos recifes teve o seu início na Segunda Guerra Mundial, quando os militares fecharam a lagoa do atol Palmyra, conduzindo à morte de todos os recifes da lagoa.

Entre os diversos tipos de impacto antropogénico podem mencionar-se as descargas de efluentes diretamente para os recifes, assim como descargas para o oceano que, devido às correntes oceânicas, acabam por chegar aos recifes. A acumulação de nutrientes estimula o crescimento de algas que inibem o desenvolvimento dos corais, acabando por os substituir. A presença de produtos tóxicos na água provoca, igualmente, a morte dos corais, assim como a poluição por óleo que inibe o crescimento e reprodução dos pólipos. A explosão de turistas nas duas últimas décadas também prejudica grandemente os recifes.

Pesca nos recifes

A exploração dos recursos vivos dos recifes (peixes, invertebrados, moluscos, caranguejos, camarões, ouriços, algas comestíveis, conchas e corais como lembranças) e de areia para construção destabiliza o recife, diminuindo a sua capacidade de regeneração, conduzindo ao seu desaparecimento. A exploração dos recursos de um recife de coral deve ser feita de forma racional.

Distribuição e Origem

A comparação entre as diferentes espécies de corais presentes em várias regiões do planeta indicia a existência de um gradiente de distribuição, principalmente dependente de fatores ambientais, como a temperatura e salinidade.

O maior número de espécies e géneros de coral ocorre numa área do Indo-Pacífico, que inclui as Filipinas, o arquipélago da Indonésia, a Nova Guiné e a Austrália do Norte. Nesta área foram identificados 50 géneros e algumas centenas de espécies. Considerando toda a área do Indo-Pacífico temos 80 géneros e 700 espécies. O número de géneros e espécies diminui à medida que nos afastamos desta área, tanto para Norte ou Sul como para Este ou Oeste. Em contraste, no oceano Atlântico existem apenas 36 géneros e 62 espécies.

A distribuição dos recifes de coral não é uniforme, concentrando-se em zonas onde a temperatura média anual da água é superior a 20ºC no Inverno. No entanto, algumas espécies podem desenvolver-se durante certos períodos com temperaturas inferiores a 20ºC, mas nunca se desenvolvem quando a temperatura mínima média anual é inferior a 18ºC (Wells, 1957 in Nybakken, 1988). O desenvolvimento ótimo dos recifes ocorre em águas onde a média anual da temperatura se situa entre 23-25ºC, podendo alguns tolerar temperaturas entre os 36-40ºC.

É de salientar que os recifes são reduzidos ou estão ausentes nos limites da área tropical, como na costa Oeste da América do Sul e da África, pelo fato de serem zonas de upwelling (fator que se sente em zonas de interface entre o meio marinho e terrestre, devido à elevação de massas de água fria de zonas mais profundas) e à existência de correntes frias, como a do Perú na América do Sul e a corrente de Benguela na costa Africana.

A geografia das formações coralinas mostra que elas se limitam, salvo raras excepções, à região inter-tropical e a uma área de 600 000 Km, uma vez que é a este nível que as condições naturais são mais favoráveis aos corais construtores.

Os recifes também se encontram limitados pela profundidade, não se desenvolvendo em profundidades superiores a 50-70m, sendo que a maioria se encontra a menos de 25m.

Esta restrição está relacionada com a necessidade de luz no desenvolvimento dos corais.

A luz é essencial para a realização da fotossíntese pelas Zooxantelas (organismos simbiontes que vivem nos tecidos coralinos), de tal forma que, se esse fator se tornar limitante, a fotossíntese é reduzida e com ela a capacidade dos corais segregarem carbonato de cálcio.

Outro fator que restringe o desenvolvimento dos recifes é a salinidade. Os corais hermatípicos são intolerantes a salinidades inferiores a 25% e superiores a 32%.

Na costa atlântica da América do Sul, os recifes estão ausentes, devido à descarga de água doce dos rios Amazona e Orinoco. No outro extremo temos os corais que se desenvolvem até 42% de salinidade, como acontece no Golfo Pérsico.

A sedimentação, que está relacionada com o escoamento de água doce, também é considerada um fator limitante no desenvolvimento dos corais. A maioria dos corais não suporta uma deposição elevada de sedimentos, não só porque estes se depositam nas estruturas alimentares, como também reduzem a luminosidade da água, dificultando a fotossíntese. Em geral, o desenvolvimento dos recifes de coral é maior em áreas que estejam sujeitas a forte hidrodinamismo (ação das ondas), uma vez que este fator fornece uma fonte constante de oxigénio e de alimento, evitando ainda a sedimentação.

A emersão dos corais também é importante. A secreção de muco pode evitar a desidratação, mas apenas quando a emersão ocorre durante um curto período de tempo, já que os corais não sobrevivem à emersão por mais de duas horas.

Os recifes de coral apresentam complexas associações com habitantes diversificados, que muitas vezes são de simbiose, estabelecidas com organismos tão distintos como algas, crustáceos, gastrópodes e peixes.

No recife temos áreas de substrato rochoso, onde se fixam muitos organismos sésseis (que vivem fixos ao substrato), e áreas de areia, que requerem diferentes tipos de adaptação, da mesma forma que existem zonas de forte hidrodinamismo e outras zonas calmas, onde as correntes são mínimas. Esta grande diversidade de habitats é uma das razões da grande diversidade de vida existente nos recifes.

Tipos de Recifes

Os recifes aparecem em diferentes tamanhos e formas, resultando das condições hidrológicas e geológicas que ocorrem em diferentes áreas dos trópicos.

Os tipos de recifes mais comuns são agrupados em três categorias: atol, recife barreira e recife de franja.

Os atóis são facilmente distinguidos porque têm a forma de uma anel de recife que emerge da água profunda, longe de terra firme, com uma lagoa no seu interior.

Existem 425 atóis documentados no Mundo (Stoddart, 1965 in Guilcher 1988) e o arquipélago com maior número de atóis é o Tuamotu, sendo o maior o atol de Kwajalein, nas ilhas Marshall.

A distinção entre os recifes barreira e de franja é mais difícil.

Ambos são adjacentes a massas de terra, mas o recife de barreira situa-se a uma maior distância da terra da qual está separado por um canal de água profunda.

A maior barreira de coral tem aproximadamente 2000 Km e situa-se ao longo da costa Nordeste da Austrália. A segunda maior barreira de coral situa-se ao largo do México e Belize.

Origem

Durante muitos anos o Homem especulou sobre a origem dos atóis. Este interesse aumentou quando se descobriu que os recifes de coral não podiam viver a mais de 50-70m de profundidade.

A explicação da origem dos atóis foi proposta por Charles Darwin, em 1830, depois da sua viagem de cinco anos no Beagle, durante a qual teve oportunidade de estudar vários recifes. Segundo a teoria de subsidência de Darwin, o atol tem a sua origem quando os recifes de franja começam a crescer ao longo da costa de ilhas vulcânicas recentes. Ao longo do tempo, estas ilhas começam a subsidir. Se a subsidência não ocorrer muito rapidamente, os recifes conseguem adaptar-se, formando inicialmente um recife de franja, seguido do recife barreira e, finalmente, um atol, à medida que a ilha desaparece.

Recifes de Corais
1) Ilha vulcânica rodeada por recifes de franja

Recifes de Corais
2) A cintura do recife tende a aumentar à medida que a ilha se afunda

Recifes de Corais
3) O recife torna-se mais compacto

Recifes de Corais
4) A ilha desaparece e os corais estão mais desenvolvidos, delimitando uma lagoa profunda.

O contínuo crescimento dos corais no exterior mantém o recife à superfície, mas no seu interior, devido às condições de água calma e elevada sedimentação tal não é possível, o que faz com que se desenvolva uma lagoa.

Por volta dos anos cinquenta fizeram-se perfurações nas ilhas Marshall (atol de Eniwetok), até 1283 m de profundidade, onde se encontrou rocha vulcânica, confirmando assim a teoria de Darwin (Lad et al., 1953 in Nybakken, 1988). Esta teoria liga os três tipos de recifes numa sequência evolutiva, não sendo, no entanto, uma explicação para todos os recifes de franja e barreira.

Susana Ribeiro

Referências bibliográficas

Nybakken, J.W. (1988). Marine biology. An ecological approach. Harper and Row, Publishers, New York, 514p.
Sorokin, Y.I. (1993). Coral Reef Ecology. Ecological Studies. Vol. 102. Springer-Verlag Berlin Heidelberg. Germany, 465p.
Guilcher, A. (1988). Coral Reef Geomorphology. John Wiley and Sons Ltd, 228p.
Nybakken, J.W. (1988). Marine biology. An ecological approach. Harper and Row, Publishers, New York, 514p.

Fonte: www.naturlink.pt

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