Entre dois grandes países, China e Japão, encontra-se a península da Coréia, com a sua própria identidade e carácter forjado, através dos turbulentos séculos.
A República de Coréia (Coréia do Sul) é um enigma do Longínquo Oriente, um lugar de beleza singular, que conta com uma rica história. A península da Coréia está dividida em dois territórios: Coréia do Norte e Coréia do Sul.
A península da Coréia está dividida em dois pelo paralelo 38 que separa Coréia do Norte da Coréia do Sul. A península tem uma longitude de 1.000 quilômetros e o ponto mais estreito é de 216 quilômetros. Limita-se ao norte com China e as suas costas estão banhadas pelo Mar do Japão e o Mar Amarelo. A maior parte da península é montanhosa. Entre os montes mais altos e mais belos encontra-se o Hala (1.950 metros), na ilha Chejudo, o Chiri (1.915 metros) e Sorak (1.708 metros). Além do território do continente existe um grande número de ilhas. Dentre os muitos rios, destacam-se o Naktong, Ham e o Kum.
Existe uma variada e rica fauna, graças às especiais condições climáticas da Península Coréia, com mais de 210 famílias com 3.347 espécies.
A península está dividida em três regiões botânicas: a região norte caracteriza-se pela abundante flora alpina com abetos, pinhos, robles, hayas, cedros e bétulas. Na região central abundam os pinhos e plantas de folhas caducas como hayas, robles e castanhos, fresnos, sauces, tilos, plátanos e rododentros. Na região do sul existe uma variedade de camélias, azaléias e gincos. Também há abundância de brizos e plantas medicinais como o famoso ginseg.
A fauna do país está representada pelo urso negro, ratos campestres mandarines, pássaros carpinteiros, veados e uma grande variedade de faisões. Existem perto de 379 espécies de aves (das quais 226 são migratórias), 130 de peixes, 14 de anfibios e 25 de répteis. O animal mais representativo é o tigre, apesar de já não existir na realidade, permanece em inumeráveis lendas e mitos. Outro animal importante é o cão de Chindo, originário da ilha de Chindo, ao sudeste da Coréia.
Os primeiros moradores da península da Coréia, acredita-se que eram tribos migratórias que vinham do centro e norte da Ásia. Estes povos trouxeram consigo um idioma, uma cultura e uma religião animista.
O primeiro reino da Coréia chegou como conseqüência de uma aliança entre as tribos do norte, devido às constantes guerras com os chineses por volta do primeiro século da nossa era. Quatro séculos depois se unificou a metade norte. Na metade sul dominavam, durante o século III os reinos de Pilla e Paekje. Começava o período dos Três reinos que duraria quatro séculos.
China sempre influiu sobre Coréia, sobretudo no referente à religião, com o budismo, e Coréia por sua vez influia sobre o Japão. No século XIX houve uma série de conflitos entre os senhores rivais aparecendo a dinastia Koryo, que também recebeu as ameaças de outros reinos como o dos mongóis, até que esta finalmente, caiu. O neo confucianismo deslocou o budismo, com a dinastia nova de Yi Song-Gye. No fim da Idade Média reinou Sejão, que inventou uma escrita fonética incrementando o alfabeto. A invasão japonesa nos finais do século XVI foi um desastre para Coréia. Nos seguintes anos vieram novas lutas contra os chineses e invasões com os manchúes, como conseqüência Coréia isolou-se durante um século e foi conhecido como o Reino Eremita.
Os japoneses ocuparam a Coréia explorando-a até a Segunda Guerra Mundial. Pouco depois foi ocupada pelos russos no Norte e os norte-americanos no Sul. Colocando a Coréia em um conflito político, que terminou na guerra da Coréia e deixou o país em ruínas.
Em 1953 terminou a guerra. Neste período sucederam numerosos conflitos políticos e governos militares na Coréia do Sul, como o do duríssimo Park, e o corrupto Chun, mais liberal. Assim como o levantamento dos coreanos do sul, que exigiam democracia e eleições justas. Os dois líderes da oposição Kim Dae-Jung e Kim Yong-Sam, disputaram o poder. Os votos dividiram-se e Roh Tae-Woo ganhou as eleições. Em 1988 Chum declarou publicamente o seu arrependimento.
Durante as olimpíadas de Seul em 1988, o ambiente político do país viveu jornadas sem incidentes. A história dirá se o regime de Park tem conseguido mudar o panorama coreano.
A tendência atual na arte coreana é a mistura harmônica da tradição com as propostas mais modernas.
O budismo tem desempenhado um papel muito importante na arte coreana. As belas obras artísticas e a arquitetura encontram-se nos templos e túmulos budistas. Os murais das paredes dos antigos túmulos são principalmente da Dinastia Choson.
Não faz falta fazer menção ao reconhecimento da beleza artística da cerâmica coreana. A tradição e a técnica da elaboração das porcelanas têm sido transmitida de geração em geração.
A música tradicional coreana interpreta-se com instrumentos típicos como o kayagum e o komungo. O canto folclórico mais popular é o pansori, uma canção na qual conta-se diferentes histórias.
Começaremos o percurso pela capital, Seul para depois continuar pelo Centro e Sul da República da Coréia. Concluiremos em uma rápida visita pela Ilha de Chejudo.
É o maior atrativo do país. Tem-se convertido em uma moderna cidade cosmopolita salpicada de restos antigos como templos, pagodas, etc., os quais dão-lhe esse peculiar marco de atemporalidade.
Da Torre Namsan, em cima da montanha de mesmo nome, pode-se divisar a cidade de Seul.
Entre os lugares que destacamos para o visitante está o Palácio de Kyongbok, construido em 1392 e, devastado por um incêndio em 1592 durante a invasão japonesa, finalmente, foi reconstruido em 1867. Ali também encontra-se o Museu Folclórico Nacional, o Museu Nacional e não longe dali, os Reais e Ancestrais Altares de Chongmyo, envoltos em um parque cheio de árvores, que acolhem os anscestrais tablilhas dos 27 reis e rainhas da Dinastia Yi.
Outro dos palácios importantes de Seul é o Palácio de Changdok, um dos mais conservados, residência da família real da Coréia. Ali encontra-se o Jardim Secreto com pavilhões, tanques e preciosas pontes de pedra dignas de admiração.
O Museu de Arte Moderna encontra-se no Palácio Toksu. O Parque da Págoda aloja à famosa Págoda Koryo de 10 andares e o Sino de Seul.
Para o sul do rio Ham encontra-se o Estádio Olímpico, que tem capacidade para 100.000 espectadores.
Por outro lado, um dos atrativos de tremendo interesse histórico da península são as Fortalezas da Montanha de Seul. Os seus muros podem chegar até os 7 metros de altitude e encontram-se muito bem conservadas. A fortaleza norte, caracterizada pelas suas maciças portas chama-se Pukhansansong e a sul Namhansansong, perto da cidade de Songnam, ao leste de Seul, ambas constituem um espetáculo incomparável para o turista.
Perto dali, encontram-se os Túmulos Reais da Dinastia Yi, envolvidos por esculturas talhadas em granito, que representam animais místicos e reais.
Esta cidade fortificada tem sido recentemente reconstruida e representa um legado histórico incomparável. Dali pode visitar a aldeia Tradicional Coreana, que representa modelos de vivenda tradicionais que incluem atelieres e templos.
A aldeia de Panmunjom é interessante, por ser o lugar onde pactuaram a trégua na linha de cessar de fogo, nos finais da Guerra da Coréia e onde ainda discutem sobre a reunificação da Coréia.
Na zona dos lagos do norte da Coréia está Chuncheon, capital da província de Kangwon-do. Uma impressionante zona montanhosa onde desfrutará da formosa paisagem dos lagos Soyang e Paro e os Parques Nacionais de Sorak-sam e Odae-san.
Cascatas, templos, ermitas, estátuas budistas, misturados com uma exuberante natureza, são a atração diária daqueles que desfrutam com os mistérios asiáticos.
Uma excursão interessante muito popular é a visita ao Observatório da Unificação, desde onde poderá desfrutar das melhores vistas da Coréia do Norte e as Montanhas Diamante.
Podemos iniciar o percurso na capital da província de Chung Cheong Nam, Taejon. Perto dali encontram-se numerosos templos e formosos parques nacionais.
O maior Buda de pedra do país que data do ano 968, encontra-se em um templo perto de Nonsam e é famoso pela sua estrutura de granito de 18 metros de altitude. Se quiser fazer uma excursão de filme, pode-se chegar através de uma ponte de cordas de aço entre as paisagens rochosas que levar-lhe-ão a descobrir as maravilhas que oferece o Parque Provincial Taedun-san.
Outro Buda de 33 metros de altitude encontra-se em um dos maiores templos da Coréia. O Templo Popju-sa, construido recentemente sobre outro. Encontra-se rodeado das inacreditáveis vistas do Parque Nacional Sogri-san.
Conta a lenda que três mil damas arrojaram-se ao rio Paek, desde uma colina em Puyo, última capital do reino Paekje (hoje ergue-se ali um museu), para não ser capturadas pelos invasores durante o império Paekje. Dali pode-se visitar Kongju, onde nos anos 70 encontraram um importante túmulo. A cidade está rodeada de templos entre montanhas de bosques e arroios cristalinos.
Nesta cidade encontrará magníficas vistas de beleza sem igual e relíquias históricas nos seus templos, estátuas budistas e desenhos nas rochas. O lugar mais interessante é o Parque dos Túmulos, que conta com 20 túmulos reais. Nas montanhas que vão desta cidade a Pohang, na costa leste pode-se encontrar numerosas relíquias do reino Silla.
Frente à costa sul da praia Taebam está a pequena ilha rochosa de Taewaeng-am.
Em Taegu encontra-se um dos maiores mosteiros e mais populares do país. Não pode deixar de vê-lo.
No meio do Mar Oriental que separa Coréia do Japão encontra-se a misteriosa ilha de Ullung-do, à qual poderá chegar através de um Ferry, desde a cidade de Pohang, na costa leste.
É o porto principal da Coréia e a segunda cidade em importância. Desde a torre que leva o nome da cidade, poderá contemplar belas vistas. Cerca dali encontra-se um dos maiores templos da Coréia, entre impressionantes paisagens de montanhas, o Togdo-sa.
No meio docaminho da paisagem de montanha que extende-se ao longo da costa sul da Coréia encontra-se Yeosu. Dali poderá chegar a uma inacreditável zona de ilhas e penínsulas que formam parte do Parque Nacional Hallyo.
No sul também poderá visitar a moderna cidade de Kwangju e o Porto pesqueiro de Mogpo, na ponta sudoeste da Coréia continental.
Dali poderá chegar à ilha Chejudo, que conta com uma história própria e um vulcão chamado Halla, na montanha mais alta da Coréia do Sul e outro conhecido por Sogwipo, no qual também há uma impressionante catarata de nome Chong-bang. Ali contar-lhe-ão algo sobre o enígma das pedras dos avôs, talhadas na rocha de lavra "harubang".
Cheju é a capital da ilha onde achará casas feitas de pedra de lavra. Também gozará da possibilidade de chegar a outras muitas pequenas ilhas de beleza natural.
Outra ilha interessante, célebre pelas suas algas, é a ilha de Wando ligada a terra firme por uma ponte.
A comida coreana é muito variada e saborosa (com sabor picante), é algo que o turista não deve deixar de desfrutar. A vantagem da comida, em geral, é ser muito baixa em calorias, pois tem os seus elementos principais nos vegetais. O prato principal chama-se Pekpan, feito a base de arroz, sopa e outros pratos de acompanhamento, que inclui o prato nacional Kimchi, preparado com repolho chinês, alho, jengibre, chile e, apresentado fermentado em uma vasilha de cerâmica.
Entre os pratos que tem maior aceitação entre os ocidentais está o kalbi e o pulgogui, a base de carne de porco ou de vitela, cozinhados na mesa. Também pode-se desfrutar na Coréia de diferentes pratos preparados com mariscos e peixes.
Tradicionalmente a comida coreana não serve-se em ordem, mas ao mesmo tempo, este estilo é conhecido com o nome de Hangjonshik. Tão pouco há ordem para comer, pois dependerá das preferências. Geralmente há pratos comuns, pelo que não está obrigado a comer tudo. Como é de esperar o arroz sempre estará presente na mesa, assim como, a sopa kimch´i. Os coreanos, diferentes dos chineses, comem o arroz com a colher, igualmente a sopa, não assim em outros pratos, onde utilizam os palitos.
A bebida nacional é o Makkoli, cerveja de arroz muito barata que é vendida em locais chamados Makkoli-jip. Entre as bebidas alcólicas destacam a aguardente Soju e a cerveja Maekju.
Fonte: www.rumbo.com.br
Capital: Seul
Idioma: corenao
Moeda: won sul-coreano
Clima: continental úmido
A vila possui exemplos de construções dos mais variados estilos de todo o país, assim como lojas de artesanato, um templo budista, uma escola confucionista e uma praça de mercado.
Por mil anos, até o século X, foi a capital da dinastia Silla. Atualmente a cidade parece um museu a céu aberto. São templos, tumbas, palácios, castelos e jardins espalhados por toda a cidade. O Parque Tumuli, no centro da cidade, possui uma enorme área murada com vinte tumbas reais. Próximo ao parque, o Cheomseongdae é um pilar de pedra, e é considerado um dos mais antigos observatórios no leste asiático.
Fonte: www.geomade.com.br
Nome oficial: República da Coréia (Dae Hanmin Guk).
Nacionalidade: sul-coreana.
Data nacional: 15 de agosto (Independência).
Capital: Seul.
Cidades principais: Seul (aglomerado: 11.768.000 em 1996; cidade:
10.776.201 em 1991), Pusan (3.814.325), Taegu (2.449.420), Inch'on (2.308.188),
Taljon (1.272.121) (1995).
Idioma: coreano (oficial).
Religião: cristianismo 26,5% (protestantes 19,8%, católicos
6,7%), budismo 23,3%, confucionismo 0,4%, wonbulgyo 0,2%, chundo kyo 0,1%,
sem filiação 48,9%, outras 0,6% (1995).
Localização: leste da Ásia.
Hora local: +12h.
Área: 99.237 km2.
Clima: temperado continental.
Área de floresta: 76 mil km2 (1995).
Total: 46,8 milhões (2000), sendo coreanos 99,9%, chineses
0,1% (1990).
Densidade: 471,6 hab./km2.
População urbana: 80% (1998).
Crescimento demográfico: 0,8% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 1,65 filho por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 69/76 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 10‰ (1995-2000).
Analfabetismo: 2,2% (2000).
IDH (0-1): 0,854 (1998).
Forma de governo: República com forma mista de governo. (ver
pági.95).
Divisão administrativa: 9 províncias e 6 cidades especiais.
Principais partidos: Grande Nacional, Partido Democrático do
Milênio (PDM), Democratas Liberais Unidos (DLU).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 273 membros
eleitos por voto direto para mandato de 4 anos.
Constituição em vigor: 1987.
Moeda: won sul-coreano.
PIB: US$ 320,7 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 5% (1998).
PIB indústria: 43% (1998).
PIB serviços: 52% (1998).
Crescimento do PIB: 6,1% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 8.600 (1998).
Força de trabalho: 23 milhões (1998).
Agricultura: arroz, milho, cevada, batata, batata-doce, frutas.
Pecuária: bovinos, suínos, aves.
Pesca: 2,6 milhões de t (1997).
Mineração: carvão, minério de ferro, zinco,
chumbo, calcário, prata, ouro.
Indústria: máquinas elétricas, equipamentos de
transporte, naval, química, siderúrgica (ferro e aço),
alimentícia, têxtil.
Exportações: US$ 132,3 bilhões (1998).
Importações: US$ 93,3 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: EUA, Japão, China, Arábia
Saudita
Efetivo total: 672 mil (1998).
Gastos: US$ 12,9 bilhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.net

Nome Oficial: Daehan Minguk (República Da Coréia)
Capital da Coréia do Sul: Seul
Área: 99.646 km² (108º maior)
População: 49,024 milhões (2007)
Idiomas Oficiais: Coreano
Moeda: Won
Nacionalidade: Sul-Coreana
Principal Cidade: Seul, Pusan, Taegu

Fonte: www.webbusca.com.br
A Coréia do Sul, tem uma divida externa compatível, tem superávit anual de dezenas de bilhões de US$, tem uma boa industria, um IDH superior a 0.85, mas 2.2 de analfabetismo. E embora não haja um parâmetro para medir o desenvolvimento, eu diria que ainda não pode ser considerado um país desenvolvido, pois sujeito ainda a instabilidade econômica, social e política, além de um país, tecnicamente, em guerra.
Nome Oficial: Coréia do Sul
Capital: Seul
Idioma: coreano (oficial)
Data Nacional: 15 de agosto (Independência)
Nacionalidade: sul-coreana
Moeda: WON NORTE-COREANO
Tipo de Governo: República com forma mista de governo
Religião: cristianismo 26,5% (protestantes 19,8%, católicos 6,7%), budismo
23,3%, confucionismo 0,4%, wonbulgyo 0,2%, chundo kyo 0,1%, sem filiação 48,9%, outras 0,6% (1995)
País nascido da divisão do antigo território da Coréia após a II Guerra Mundial, a Coréia do Sul se torna um dos chamados Tigres Asiáticos depois de duas décadas de acelerado desenvolvimento econômico. Seu PIB cresce, em média, 9,1% ao ano, entre 1980 e 1993, uma das taxas mais altas do mundo. O país sente, a partir de 1997, o impacto da crise financeira mundial, o que leva o governo a intensificar a abertura ao capital estrangeiro. Mesmo assim, a Coréia do Sul se mantém como importante exportador de produtos eletrônicos, componentes para computadores e automóveis.
Desde 1950 o país está tecnicamente em guerra com a comunista Coréia do Norte, com a qual compartilha a última fronteira da Guerra Fria - região vigiada por 35 mil soldados norte-americanos. Mas um encontro histórico entre o presidente sul-coreano e o líder comunista norte-coreano, em junho de 2000, dá início ao processo de pacificação da península Coreana.
O empenho pela reunificação da Coréia é afirmado mais uma vez em setembro, quando as delegações sul e norte-coreanas desfilam juntas na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Sydney. A Coréia do Sul é um país montanhoso, com litoral bastante recortado. Na capital, Seul, vive cerca de 25% da população. A língua coreana é falada em todo o país. Apesar de gramaticalmente semelhante ao japonês, ela não é escrita com ideogramas, e sim com um alfabeto fonético de 24 letras.
A Coréia do Sul possui 2 mil anos de história em comum com a Coréia do Norte . O Estado sul-coreano surge em maio de 1948, quando a zona ocupada pelos EUA, na metade sul da península, torna-se um país independente, sob a liderança do nacionalista Syngman Rhee.
Em 1950, a nova nação é invadida pela Coréia do Norte, dando início à Guerra da Coréia, que dura até o armistício de 1953. Rhee permanece no poder até 1960, quando renuncia em meio a acusações de corrupção. Seu sucessor, Chang Myon, é deposto em maio de 1961, em um golpe militar chefiado pelo general Park Chung Hee. Após uma fase conturbada na Presidência, em que é confirmado no cargo por eleições consideradas fraudulentas pelos opositores, Park instaura uma ditadura militar em 1972.
Milagre econômico e repressão - A era Park, na qual o autoritarismo coexiste com uma vertiginosa modernização industrial, termina com seu assassinato, em outubro de 1979. Um mês depois, o general Chun Doo-Hwan assume o poder por meio de um violento golpe militar. Protestos estudantis, em 1980, são reprimidos com a decretação da lei marcial, prisões e a morte de mais de 200 manifestantes na província de Kwangju. Sob o regime de Chun, a economia sul-coreana mantém o crescimento acelerado.
Em 1986, o país obtém pela primeira vez saldo positivo na balança comercial. A partir daí, suas exportações aumentam rapidamente. Democratização - Novos protestos, em 1987, obrigam Chun a convocar eleições diretas para a escolha de seu sucessor. O candidato governista, Roh Tae Woo, vence, beneficiado pela divisão da oposição.
As manifestações estudantis continuam, exigindo a reunificação das Coréias e a retirada das tropas norte-americanas, estacionadas no país desde o fim da Guerra da Coréia. Nas eleições de 1988, Roh perde a maioria no Parlamento para uma aliança de partidos de oposição. Um inquérito parlamentar comprova a existência de corrupção nos altos escalões do governo. Acuado, o presidente pede desculpa à nação, mas não renuncia ao cargo e desencadeia uma onda de repressão contra os opositores. Em 1990 recupera a maioria parlamentar ao promover a fusão do partido do governo com a facção oposicionista liderada por Kim Young-Sam.
Candidato de Roh, Kim Young-Sam vence as eleições presidenciais de 1992 com 41% dos votos. Em 1994 agrava-se a tensão com a Coréia do Norte, diante da recusa do país vizinho em permitir a inspeção internacional de seus reatores nucleares. A crise é encerrada com um acordo promovido pelos EUA. Kim Young-Sam lança uma campanha nacional anticorrupção que atinge o auge em 1996, com a condenação à prisão de dois ex-presidentes militares, Chun Doo-Hwan e Roh Tae Woo, também julgados por envolvimento no golpe de Estado de 1979 e no massacre de Kwangju (1980). Eles são anistiados em 1997.
O ano de 1997 é marcado por grandes abalos no país. A nova legislação trabalhista, que acaba com a estabilidade no emprego e permite redução salarial e contratações temporárias, gera protestos a partir de janeiro. Em outubro, a crise financeira no Sudeste Asiático atinge a economia sul-coreana. A Bolsa de Seul registra quedas vertiginosas em meio a boatos sobre um ataque especulativo à moeda nacional, o won.
O governo decreta um pacote para atrair dólares, mas o won sofre forte desvalorização. O país recorre ao FMI, que em dezembro aprova um empréstimo de 58,3 bilhões de dólares com outros organismos internacionais. É o maior aporte destinado a uma só nação. Em contrapartida, o FMI exige aumento de impostos e dos juros, facilidades legais para demissão de funcionários e permissão para que o capital estrangeiro detenha mais de 50% das ações de empresas. Reformas - No mesmo mês, o oposicionista Kim Dae-Jung vence as eleições presidenciais com 40,3% dos votos. Kim assume em fevereiro de 1998 e convoca a formação de um comitê tripartite (empresários, trabalhadores e governo) para discutir a superação da crise.
O comitê fecha um acordo para liberar demissões e contratações de mão-de-obra temporária. A central sindical KCTU anuncia uma greve geral, mas decide suspendê-la por causa da crise econômica. A queda nas bolsas continua, as reservas do país caem para 6 bilhões de dólares e 20 mil pequenas e médias empresas decretam falência. Os chaebol - grandes conglomerados que dominam a economia sul-coreana -, em dificuldades, fecham empresas deficitárias e concentram investimentos nos setores mais dinâmicos. O governo, cumprindo o acordo com o FMI, liquida companhias e bancos com problemas financeiros e anuncia a privatização de 11 estatais.
O desemprego, que atinge 7% da força de trabalho (contra 3% antes da crise), provoca greves e protestos. O PIB cai 5,8% em 1998. Apesar do alto custo social, as medidas de ajuste começam a dar resultado. A Coréia do Sul fecha 1998 com superávit externo recorde de 38 bilhões de dólares e reservas de 57 bilhões de dólares. A causa é a queda expressiva nas importações e no consumo. Além disso, as exportações crescem. O governo também consegue controlar o ritmo de entrada de capital estrangeiro. O conglomerado Hyundai vence em 1998 a concorrência para comprar outro chaebol, a Kia, que está falida.
Continente: ÁSIA
Localização: leste da Ásia
Área: 99,237.00 Km2
Principais Cidades: Seul (aglomerado: 11.768.000 em 1996; Cidade: 10.776.201 em 1991), Pusan (3.814.325), Taegu (2.449.420), Inch'on (2.308.188), Taljon (1.272.121) (1995
Total da População (Est. Jul/2001): 47,904,370
Composição Étnica: coreanos 99,9%, chineses 0,1% (1990)
Mortalidade Infantil: 46.4
Expectativa de Vida: 69/76 H/M
Analfabetismo: 2.2
IDH: 0.854
Fonte: www.vestibular1.com.br
Uma zona desmilitarizada separa a Coréia do Norte da República da Coréia, cujo território ocupa cerca de 45% da península do mesmo nome.
A República da Coréia, também chamada Coréia do Sul, situa-se na parte meridional da península, numa posição estratégica entre a China e o Japão. Ocupa uma superfície de 99.237km2.
O litoral leste, banhado pelo mar do Japão, é relativamente uniforme, enquanto a costa do mar Amarelo, no oeste e no sul, tem contorno acidentado. Em suas muitas ilhas e baías, concentra-se uma intensa atividade portuária. O país é quase todo montanhoso, mas dispõe de algumas estreitas faixas litorâneas. O principal maciço é o dos montes Taebaek, no leste do país, cujas montanhas chegam até o mar da China. As altitudes não vão muito além de 1.700m e o ponto culminante é o monte Halla, na ilha de Cheju, com 1.950m.
Devido a influências continentais, o clima da Coréia do Sul é desigual, com invernos muito frios e verões quentes. Essas oscilações são mais acentuadas no norte e no centro que no sul do país. Nessa última região, a temperatura em janeiro não cai abaixo de 0o C, enquanto em junho atinge 25o C. Assim, na cidade de Pusan, a média é de 2o C em janeiro e de 25o C em agosto. Já em Seul, que fica no norte do país, a temperatura desce abaixo de -5o C no inverno e alcança 25o C no verão. As precipitações anuais variam de 1.000 a 1.400mm e o sudeste é a zona mais seca da Coréia. A maior parte das chuvas ocorre com as monções no verão, quando também é comum a costa sul ser açoitada por tufões.
Os principais rios do país nascem no maciço de Taebaek. São eles o Han, o Kum e o Naktong, que, em geral, correm paralelos às cadeias montanhosas, rumo ao sul. Esses rios formam planícies extensas e cultiváveis.
Os verões quentes favorecem a formação de grandes bosques de coníferas, que, apesar da intensa exploração madeireira ao longo dos séculos, ainda cobrem dois terços do país. As espécies animais da Coréia são as mesmas encontradas no norte da China e na vizinha Manchúria: tigres, leopardos, linces e ursos, mas se acham todos ameaçados de extinção.
A Coréia do Sul é um dos países mais densamente povoados da Ásia. Tradicionalmente, os coreanos eram camponeses, mas desde 1960 a urbanização vem provocando o êxodo rural. Mesmo assim, a agricultura é a atividade de maior importância econômica. Nos vales fluviais e nas planícies litorâneas são cultivados arroz, cevada, trigo, soja e milho.
O rápido processo de urbanização sul-coreano também modificou a paisagem das grandes cidades do país na segunda metade do século XX. Seul e Pusan passaram a ostentar arranha-céus com mais de vinte andares. O abastecimento de água e energia e os transportes urbanos progrediram em ritmo acelerado. Além disso, a partir de 1960, as taxas de natalidade e de óbito caíram bastante, o que demonstrou o esforço do país para reduzir o crescimento demográfico. Essa relativa estabilidade só foi atingida depois da primeira metade do século XX, quando a população coreana enfrentou grandes convulsões. Em 1945, cerca de dois milhões de coreanos tinham emigrado para a Manchúria e a Sibéria, e durante a guerra da Coréia outros tantos migraram do norte para o sul. Na segunda metade do século XX, mais de metade dos habitantes do país se concentrou nas principais zonas urbanas, como Seul e Pusan.
A economia sul-coreana cresceu bastante desde 1950, graças à mineração, atividade que mais recebeu apoio do governo, e à exportação de produtos industriais. Em 1962, o governo passou a incentivar também as refinarias de petróleo e as indústrias de fertilizantes. A indústria pesada e a química contribuem com um terço da produção nacional, porém a têxtil, de grande tradição no país, é a que mais produz e cria empregos.
O sistema de transportes da Coréia do Sul progrediu muito desde a constituição do país, embora nas zonas rurais os produtos agrícolas ainda sejam transportados em carros de boi. Abriram-se grandes rodovias, pelas quais são transportadas noventa por cento dos passageiros e sessenta por cento da carga. Uma companhia de aviação une as principais cidades do país e atinge o mundo inteiro. O aeroporto mais importante é o de Kempo, em Seul.
(Para o período anterior a 1948, ver o verbete Coréia, história da.) Em 1948, realizaram-se eleições na Coréia do Sul que levaram Syngman Rhee à presidência da nova república, proclamada em 15 de agosto do mesmo ano. Foi esta a primeira república sul-coreana, que representou 12 anos de governo autoritário. Em 1950, a invasão do país pelas tropas norte-coreanas provocou a guerra da Coréia, que só terminou com o armistício de 27 de julho de 1953 e destruiu 43% do parque industrial sul-coreano.
A China exigia que todas as tropas estrangeiras abandonassem a península, mas os Estados Unidos não concordavam com a retirada das forças das Nações Unidas. Os países socialistas propunham o restabelecimento do paralelo 38 como fronteira entre as duas Coréias, enquanto os Estados Unidos queriam fixá-la nas últimas linhas da frente de combate. Um outro problema era o dos prisioneiros de guerra, muitos dos quais não queriam voltar a seus países de origem, que reclamavam seu retorno. Depois de difíceis negociações, concordou-se em fixar a fronteira entre as Coréias na linha de batalha, e as Nações Unidas se encarregaram do problema dos repatriados.
Em 1954, Rhee conseguiu que a Assembléia Nacional o nomeasse presidente vitalício. Em março de 1960, o descontentamento geral obrigou-o a renunciar e ele se refugiou no Havaí.
A segunda república durou apenas nove meses. Nesse período, o Parlamento se fortaleceu, em contraste com o forte presidencialismo do anterior. Um golpe militar derrubou o governo em 16 de maio de 1961. A junta que assumiu o poder dissolveu a Assembléia e proibiu todas as atividades políticas, impôs a lei marcial e criou um Conselho Supremo de Reconstrução Nacional, presidido pelo general Park Chung-Hee. Em novembro do ano seguinte, reformas constitucionais deram mais poder ao presidente e enfraqueceram a Assembléia. As mudanças na constituição foram aprovadas por plebiscito em dezembro de 1962.
Em março de 1963, Park quis prolongar o governo militar por quatro anos, mas encontrou grande resistência civil e teve de marcar eleições para o fim do ano. O próprio Park concorreu como candidato à presidência pelo Partido Democrático Republicano. As eleições que deram origem à terceira república foram realizadas em 15 de outubro de 1963. Park venceu por pequena margem, obtendo também maioria no Parlamento.
Em outubro de 1969, após graves distúrbios, Park recorreu a um plebiscito para se reeleger para um terceiro mandato quadrienal. Acabou derrotando a oposição do Novo Partido Democrata, de Kim Dae-jung, embora esse grupo tivesse ampliado sua representação no Parlamento. Em dezembro de 1971, Park declarou estado de emergência nacional, em outubro do ano seguinte dissolveu a Assembléia e suspendeu a constituição. Em dezembro de 1972, implantou-se um novo regime constitucional que previa a reeleição indefinida dos presidentes para mandatos de seis anos.
Park adotou um novo sistema político, conhecido como "Yushin", isto é, revitalização e reforma. Instaurou-se uma Conferência Nacional para a Unificação, organização baseada na "vontade coletiva do povo", cujo fim era "obter a unificação pacífica da pátria". A Conferência reunia entre dois mil e cinco mil membros eleitos por um período de seis anos, tendo como presidente o próprio Park. Este organismo também elegia dois terços da Assembléia Nacional e aprovava as emendas constitucionais propostas por esta. Em dezembro de 1978, Park foi reeleito segundo o novo sistema.
Na gestão de Park, a Coréia do Sul logrou um impressionante crescimento econômico, sobretudo durante o terceiro plano qüinqüenal, entre 1972 e 1976, quando o produto interno bruto cresceu 11,2% por ano. O volume de exportações sul-coreanas chegou a dobrar e a indústria de construção obteve contratos no exterior. Esses resultados se deveram a uma política de diversificação da produção industrial e de modificações nas estruturas econômicas nacionais. Além disso, adotou-se uma política de distribuição de renda que garantiu a ordem social.
Park foi assassinado, segundo a versão oficial, em 26 de outubro de 1979, por Kim Jae-Kyu, diretor da Agência Central de Inteligência da Coréia. Cinco guardas do presidente também foram mortos nesse incidente, que não ficou esclarecido. Pela primeira vez na história do país um governante foi eliminado nessas circunstâncias.
Depois da morte de Park, o primeiro-ministro Choi Kiu-han assumiu a presidência provisória e em dezembro foi efetivado no cargo. No princípio, tudo indicava que o novo presidente iria liberalizar a vida política do país. Todavia, o poder logo voltou às mãos dos militares, que em maio de 1980 proibiram as atividades políticas, ampliaram a lei marcial e suprimiram os focos de resistência civil, como as universidades, que foram fechadas.
Após um período de desordens, em 27 de agosto de 1980 foi eleito presidente provisório o general Chun Doo Hwan, que prometeu anular a constituição Yushin. Em 27 de outubro daquele ano, inaugurou-se a quinta república. A nova constituição limitou os poderes presidenciais em favor da Assembléia e o mandato presidencial ficou reduzido a um único período de sete anos. Chun foi eleito presidente em fevereiro de 1981.
O Partido Democrático da Justiça, apoiado pelo presidente, tornou-se majoritário na Assembléia Nacional, ficando na oposição os partidos Democrático e o Socialista Democrático. O enfraquecimento da economia e a corrupção política provocaram uma reforma no governo em 1982. Ao mesmo tempo, as relações com a Coréia do Norte, que haviam melhorado temporariamente com Chun, passaram por uma fase conturbada. Em 1983, diversos diplomatas sul-coreanos morreram em um atentado em Rangum, na Birmânia (atual Myanmar), e um avião civil do país foi abatido por mísseis soviéticos. Em 1987, pressões internas e externas obrigaram o presidente a submeter a plebiscito um projeto de lei que democratizava a vida política nacional. Nesse mesmo ano, foram realizadas eleições presidenciais, com a vitória do candidato do partido oficial, Roh Tae Woo, que assumiu o poder em 1988, ano em que Seul foi sede dos jogos olímpicos.
A maioria das crianças coreanas passa seis anos na escola primária, de freqüência obrigatória. Quase todas seguem algum curso secundário e cerca da metade chega a uma carreira de nível superior. Existem na Coréia do Sul mais de oitenta estabelecimentos de ensino superior. Os serviços de saúde multiplicaram-se depois da guerra da Coréia, mas ainda são insuficientes para atender toda a população. Esse problema agravou-se em virtude do êxodo contínuo de médicos para o exterior. As organizações assistenciais dedicam-se sobretudo a veteranos de guerra, idosos e indigentes.
O nível de vida da população melhorou gradualmente desde a década de 1950, e a renda média per capita multiplicou-se por sete entre 1968 e 1979. A expectativa de vida, que em 1950 era de 53 anos, subiu para 66 em 1980. Entretanto, as diferenças entre a população rural e a urbana continuaram grandes.
Na Coréia do Sul convivem duas religiões tradicionais, o budismo e o confucionismo. Restam também vestígios do xamanismo autóctone do país. Dá-se ainda uma curiosa circunstância: as mulheres geralmente optam pelo budismo, enquanto os homens -- mesmo dentro de uma mesma família -- preferem a ética confucionista.
A vida cultural está ligada às raízes chinesas, embora, como sempre ocorreu na história do país, conserve suas características peculiares. O budismo, a filosofia de Confúcio e o xamanismo continuam a ser a base da produção cultural sul-coreana. O Museu Nacional, que tem unidades em diversas cidades do país, possui uma vasta coleção de objetos artísticos de todo o tipo, entre os quais incluem-se pinturas, cerâmicas, manuscritos, estátuas e telas, muitos deles tesouros nacionais.
Fonte: www.coladaweb.com
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