O litoral leste, banhado pelo mar do Japão, é relativamente uniforme, enquanto a costa do mar Amarelo, no oeste e no sul, tem contorno acidentado. Em suas muitas ilhas e baías, concentra-se uma intensa atividade portuária. O país é quase todo montanhoso, mas dispõe de algumas estreitas faixas litorâneas. O principal maciço é o dos montes Taebaek, no leste do país, cujas montanhas chegam até o mar da China. As altitudes não vão muito além de 1.700m e o ponto culminante é o monte Halla, na ilha de Cheju, com 1.950m.
Devido a influências continentais, o clima da Coréia do Sul é desigual, com invernos muito frios e verões quentes. Essas oscilações são mais acentuadas no norte e no centro que no sul do país. Nessa última região, a temperatura em janeiro não cai abaixo de 0o C, enquanto em junho atinge 25o C. Assim, na cidade de Pusan, a média é de 2o C em janeiro e de 25o C em agosto. Já em Seul, que fica no norte do país, a temperatura desce abaixo de -5o C no inverno e alcança 25o C no verão. As precipitações anuais variam de 1.000 a 1.400mm e o sudeste é a zona mais seca da Coréia. A maior parte das chuvas ocorre com as monções no verão, quando também é comum a costa sul ser açoitada por tufões.
Os principais rios do país nascem no maciço de Taebaek. São eles o Han, o Kum e o Naktong, que, em geral, correm paralelos às cadeias montanhosas, rumo ao sul. Esses rios formam planícies extensas e cultiváveis.
Os verões quentes favorecem a formação de grandes bosques de coníferas, que, apesar da intensa exploração madeireira ao longo dos séculos, ainda cobrem dois terços do país. As espécies animais da Coréia são as mesmas encontradas no norte da China e na vizinha Manchúria: tigres, leopardos, linces e ursos, mas se acham todos ameaçados de extinção.
A Coréia do Sul é um dos países mais densamente povoados da Ásia. Tradicionalmente, os coreanos eram camponeses, mas desde 1960 a urbanização vem provocando o êxodo rural. Mesmo assim, a agricultura é a atividade de maior importância econômica. Nos vales fluviais e nas planícies litorâneas são cultivados arroz, cevada, trigo, soja e milho.
O rápido processo de urbanização sul-coreano também modificou a paisagem das grandes cidades do país na segunda metade do século XX. Seul e Pusan passaram a ostentar arranha-céus com mais de vinte andares. O abastecimento de água e energia e os transportes urbanos progrediram em ritmo acelerado. Além disso, a partir de 1960, as taxas de natalidade e de óbito caíram bastante, o que demonstrou o esforço do país para reduzir o crescimento demográfico. Essa relativa estabilidade só foi atingida depois da primeira metade do século XX, quando a população coreana enfrentou grandes convulsões. Em 1945, cerca de dois milhões de coreanos tinham emigrado para a Manchúria e a Sibéria, e durante a guerra da Coréia outros tantos migraram do norte para o sul. Na segunda metade do século XX, mais de metade dos habitantes do país se concentrou nas principais zonas urbanas, como Seul e Pusan.
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A península da Coréia está dividida em dois pelo paralelo 38 que separa Coréia do Norte da Coréia do Sul. A península tem uma longitude de 1.000 quilômetros e o ponto mais estreito é de 216 quilômetros. Limita-se ao norte com China e as suas costas estão banhadas pelo Mar do Japão e o Mar Amarelo. A maior parte da península é montanhosa. Entre os montes mais altos e mais belos encontra-se o Hala (1.950 metros), na ilha Chejudo, o Chiri (1.915 metros) e Sorak (1.708 metros). Além do território do continente existe um grande número de ilhas. Dentre os muitos rios, destacam-se o Naktong, Ham e o Kum.
Existe uma variada e rica fauna, graças às especiais condições climáticas da Península Coréia, com mais de 210 famílias com 3.347 espécies.
A península está dividida em três regiões botânicas: a região norte caracteriza-se pela abundante flora alpina com abetos, pinhos, robles, hayas, cedros e bétulas. Na região central abundam os pinhos e plantas de folhas caducas como hayas, robles e castanhos, fresnos, sauces, tilos, plátanos e rododentros. Na região do sul existe uma variedade de camélias, azaléias e gincos. Também há abundância de brizos e plantas medicinais como o famoso ginseg.
A fauna do país está representada pelo urso negro, ratos campestres mandarines, pássaros carpinteiros, veados e uma grande variedade de faisões. Existem perto de 379 espécies de aves (das quais 226 são migratórias), 130 de peixes, 14 de anfibios e 25 de répteis. O animal mais representativo é o tigre, apesar de já não existir na realidade, permanece em inumeráveis lendas e mitos. Outro animal importante é o cão de Chindo, originário da ilha de Chindo, ao sudeste da Coréia.
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A Coreia forma uma península que se estende ao longo de 1100 km desde a sua junção com o resto da Ásia e que é flanqueada pelo mar Amarelo a oeste e pelo mar do Japão a leste e termina no estreito de Tsushima e no mar da China Meridional, a sul.
A paisagem da metade sul consiste em cadeias montanhosas parcialmente cobertas de floresta, a leste, separadas por vales profundos e estreitos, e de planícies costeiras densamente povoadas e cultivadas, a sul e a oeste.
O clima local é relativamente temperado, com a precipitação a ser mais forte no verão, durante uma breve estação chuvosa chamada jangma, e com invernos que podem por vezes ser muito frios. A capital e maior cidade da Coreia do Sul é Seul, no noroeste do país. Outras cidades principais são Incheon, situada perto de Seul, Daejeon, localizada no centro do país, Gwangju, situada no sudoeste e Daegu e Busan, localizadas no sudeste.
Fonte: pt.wikipedia.org