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Coreografia

«A dança é a mãe das artes. Música e poesia determinam-se no tempo, as artes figurativas e a arquitetura no espaço: a dança vive igualmente no tempo e no espaço. Nela, criador e criação, obra e artista, fazem tudo um.» O polígrafo e musicólogo alemão Curt Sachs reconheceu na expressão artística da dança, a mais completa e compartilhada experiência que foi produzida pelo ser humano, aquela que poderia ser considerada como a vida mesma, mas elevada a um grau mais alto e intenso.

A dança desde sempre teve um papel importante na história da humanidade, seja para cada indivíduo, seja para o grupo, como se pode facilmente notar pela sua ampla e excepcional fenomenologia que a caracteriza até hoje. Sendo uma ação associada ao movimento, ato instintivo e inevitável no homem, a expressão da coreografia acompanha-nos desde as épocas mais remotas, nas quais, o corpo que dança, além de revelar si mesmo e a pessoa da qual ele é a encarnação, no seu imediato, apresenta-se como um corpo social, pertencente então a uma sociedade bem identificável, para qual deve as suas formas e as suas deformações. A exposição do corpo na dança é uma manifestação cultural que reflete a sociedade na qual se forma; o corpo social doa-se, então, na comunicação, como uma escritura, da qual é possível uma leitura recíproca: a expressão facial, o comportamento e o modo de manifestá-lo no corpo através determinadas formas, constituem uma modalidade de transmissão de informações entre indivíduos. A dialética entre identidade e socialização revela que existe uma estreita relação entre os sujeitos e as idéias, os costumes, os gestos e as posturas próprias do tempo e do lugar, nos quais um corpo é histórica e socialmente colocado2 . Como a linguagem verbal no curso dos séculos serviu para compor fórmulas esotéricas, hinos de amor, leis, textos sagrados, sentenças, contos e poemas épicos, assim a linguagem do corpo deu vida às operações mágicas, cerimônias religiosas, celebrações militares, solenidades políticas, representações mundanas e divertimentos proibidos. A par das outras linguagens, também a linguagem do corpo pode assumir de fato uma infinidade de conteúdos e dar para eles a forma que lhe é própria . Cada aspecto cultural e social incluído na manifestação da coreografia é implicado naquelas que serão as distinções e as precisões dos gêneros performativos no interior de uma comunidade, configurando a dança como uma manifestação seja do indivíduo que do coletivo, que se diversifica, deixando depois possível o reconhecimento de peculiares costumes, tendências ou estilos. É destas premissas que algumas manifestações da linguagem do corpo podem ser realçadas para um valor artístico, ou seja, quando cada indivíduo, conscientemente, reversa no interior da própria performance, a sua pessoal bagagem cultural e emotiva. Na nossa cultura a dança é considerada uma linguagem artística quando se organiza num sistema de signos baseado sobre oposições, variações e repetições, nos quais inevitavelmente vem-se formalizar cada técnica do corpo, além de ser depois uma expressão fortemente finalizada à comunicação estética. A dança, neste sentido, pode ser definida como movimento, no espaço e no tempo, de um corpo numa situação de representação, na condição de narrar, dizer, representar através de um sistema semiótico asemântico altamente comunicativo.

A dança, sendo a linguagem do corpo, vive exclusivamente na ação dos executores e identifica-se com ela totalmente; in particular, quando vira expressão artística, realiza-se sempre naquela ou naquele que dança, então nunca poderá ser “descorporada” do dançarino ou da dançarina. O corpo que dança, dentro ou fora da cena, quando se entrega ao olhar do público ele não o faz de maneira ingênua ou primitiva, nem nas suas formas mais arcaicas: é um corpo treinado, preparado para sua presença ser eficaz e então dotado de um inevitável virtuosismo e artificialidade que põe a performance na situação fora do quotidiano, para fim de iniciar um processo conotativo de natureza simbólica. O corpo do homem, de fato, não é regulado somente pelas estruturas biológicas, mas encarna a ordem da linguagem, para isto as ações envolventes no ato performativo resultarão da integração entre físico e espírito. Na dança pode-se talvez colher a intencionalidade originária que dá vida à expressão lingüística, não como linguagem verbal estruturada, mas como ato constitutivo da comunicação significante; gesto, movimento primordial que rompe a treva relacional e o seu silêncio. Na ação da coreografia evoca, em fim, o movimento intencional de uma consciência encantada e se expressa a essência emocional dos objetos que se revelam para ela .

Na história da coreografia, muitos artistas refletiram sobre a natureza da dança, em particular no último século, quando se desenvolveu um “movimento” antitético respeito à disciplina acadêmica. A recusa eversora da tradição, personificada pela Isadora Duncan , célebre bailarina americana do primeiro Novecentos, também encontra na Europa o clima cultural apto para se desenvolver; a aventura das vanguardas já começou e com ela o Novecentos assumiu o seu caráter fundamental, tornando-se o século da contestação. A estética da dança que a Duncan vai elaborando através dos seus escritos e a sua intensa atividade artística tem como ponto de partida a idéia, própria do temperamento cultural entre Oitocentos e Novecentos, de um mítico estado originário de harmonia natural, do qual o homem seria-se progressivamente afastado e ao qual deve retornar se não entende perder definitivamente a possibilidade de redenção e salvação. Isadora cria uma linguagem extremamente pessoal, dançando em maneira instintiva, selvagem, mística, sem regras esquemas ou técnicas, apresentando-se para o público sem sapatos, pisando nos palcos mais importantes descalça e coberta somente por uma simples túnica branca semitransparente (coisa que fez muito barulho para a mentalidade conservadora do Ocidente de início século, ainda acostumada à figura etérea da Sílfide com sapatilhas na ponta, sempre ladeada por uma enérgica figura masculina).

De certo não foi somente a Duncan evidenciar uma revirada na interpretação do movimento no Ocidente, mas ao redor dela, se não precedentemente, registraram-se numerosos impulsos revolucionários que deram vida às escolas de pensamento além das verdadeiras e próprias associações para o ensino e a promoção de novas “fórmulas” para a dança. Não há dúvida que a dança contemporânea encontrou as bases a partir próprio deste turbamento de algumas personalidades que produziram novos impulsos no início do século passado; o forte chamado à re-apropriação do corpo é uma admoestação para o homem, porque recupere o senso da própria humanidade, como do resto poder-se-á encontrar com maior consciência a partir dos anos Trinta com a afirmação da modern dance. Esta liberdade de poder dançar fora dos esquemas preconceitos da danse d’école, não indica exclusivamente desabafar livremente, através ímpetos espontâneos e movimentos não controlados, para sentimentos e paixões mas, sobretudo, dar vida para uma nova linguagem que fosse a forma de uma nova corporeidade:

O expoente da dança moderna deve combater contra duas coisas. Uma é a convicção que ela significa simplesmente expressar si mesma, e a outra que não necessita de alguma técnica. A dança tem duas caras, uma é a ciência do movimento, a técnica que é uma ciência exata e deve ser aprendida muito cuidadosamente, e a outra é a distorção destes princípios, o uso desta técnica obrigada por uma emoção .

A dança moderna, que conduziu a sua primeira batalha proclamando a urgência de libertar o bailarino de cada código pré-constituído, acaba assim com criar outros códigos, porque cada linguagem, para ser tal, implica necessariamente um código. O verdadeiro fim da batalha não era aquele de suprimir totalmente a instituição das normas, mas de substituir a linguagem da dança acadêmica com um outro ou com outros códigos mais correspondentes ao espírito mudado dos tempos.

É com Martha Graham e os outros expoentes da modern dance americana nos anos Trinta do Novecentos que se põe a atenção sobre um novo centro do impulso expressionista. A dança moderna não é um sistema estandardizado, mas a proposta de muitos pontos de vista sobre o movimento, cada um em qualquer maneira legitimado pela pesquisa de uma verdade do gesto e da expressão, que têm a fonte deles na vida e buscam dar forma estética ao vivido pessoal do artista. A dança criada pela Graham e pelos seus contemporâneos parece responder a todos os requisitos da verdadeira arte do corpo, experiência estética da percepção de alguma coisa até então nunca percebida, movimento no espaço e no tempo que se volta para todos os sentidos, mas não somente para eles, e explora-os como canais para render comunicável uma dimensão interior . A lição da Graham será como exemplo para as gerações futuras, mas também como motivo de insatisfação e oposição.

Uma menção a respeito, é devida para Merce Cunningham , filho “rebelde” da Graham, personalidade também central na evolução hodierna da dança contemporânea. A ação de Cunningham, considerada eversiva assim na vertente tradicional como na vertente moderna, funda-se no princípio que a dança não é uma linguagem representativa, mas um evento o qual há o seu significado em si mesmo. Não deve “contar” nada mas somente acontecer; desenvolvendo-se assim um movimento contra-emotivo e contra-narrativo, puro dinamismo no espaço, além de cada motivação emocional. A recusa da dimensão interior como motor dramatúrgico e das emoções como éxito da narração, leva a conceber a dança como arte do rigor formal, arte da abstração, livre de qualquer condicionamento ideológico, sem pretensões didascálicas ou intenções descritivas. Na sua concepção coreográfica, espaço e tempo devem estar no centro do interesse do dançarino e do espectador; o espaço é circular e não limitado à tradicional perspectiva frontal teatral; o desenho coreográfico, aliás, deve ter muitos focos; a música, a dança, a cenografia, não são mais ancilas uma da outra, mas convivem com par dignidade e liberdade, sem relação alguma; as frases coreográficas estudadas rigorosamente, podem ser ordenadas sem uma seqüência fixa preestabelecida; o vocabulário dos movimentos alcança tanto à técnica clássica para pés e pernas, quanto àquela moderna para a bacia e o busto. Este pretendido abstratismo, que funda as suas raízes na intencionalidade não comunicativa de John Cage , não pode renunciar ao sujeito; os mesmos materiais sonoros, também quando gerados com procedimentos eletrônicos, ou coincidem com o concretismo dos barulhos ou ainda são negados no silêncio, na extrema formalidade e artificialidade deles reenviam a um sujeito intencional . A distinção entre sujeito e objeto é, de fato, interior à intencionalidade da consciência, em quanto à consciência é sempre consciência do ser e das maneiras nas quais o ser dá-se à consciência. Cada evento artístico proposto para um público, também se programaticamente “não-comunicante”, realiza-se num evento representativo, mediante um corpo que expressa, no movimento de contínuo deslocamento de perspectiva, um ponto de vista. Isto consente de colher o evento nos seus diferentes aspectos ou, como no caso da música e da dança, no seu abrir-se temporal. Necessita então reconhecer um senso que se deixa colher nas diversas perspectivas.

Fonte: www.tesionline.it

Coreografia

Coreografia é a arte de projetar seqüências de movimentos nos quais o movimento , forma , ou ambos são especificados. Coreografia também pode se referir ao projeto em si, que às vezes é expressa por meio de notação da dança . A palavra coreografia significa literalmente "dança-escrita" das palavras gregas "xopéia" (dança circular, ver choreia ) e "ypaon" (escrita). Um coreógrafo é quem cria coreografias.

A coreografia termo apareceu pela primeira vez no dicionário de Inglês Americano em 1950. [ 1 ] Antes disso, os créditos de filmes usados vários termos para significar coreografia, como "conjuntos encenado por" [ 2 ] e "danças encenadas por". [ 3 ]

Coreografia é usado em (mas não limitado a) os campos de cheerleading , cinema , dança , ginástica , desfiles de moda , patinação no gelo , banda marcial , coro espetáculo , teatro e natação sincronizada .

Técnicas

Na dança , a coreografia também é conhecido como composição de dança . As composições de dança são criados através da aplicação de um ou de ambos estes técnicas fundamentais coreográficas:

A improvisação , em que um coreógrafo oferece bailarinos com uma pontuação (ou seja, as directivas generalizadas) que serve como guia para o movimento improvisado e forma. Por exemplo, uma pontuação pode dirigir uma dançarino a retirar-se um outro dançarino, que por sua vez é dirigido para evitar a retirada, ou pode especificar uma sequência de movimentos que são para ser executado de uma forma improvisada ao longo de uma frase musical, como em contra coreografia de dança . Escores de improvisação normalmente oferecem ampla liberdade de interpretação pessoal do dançarino.

Coreografia planejada , em que um coreógrafo dita movimento e forma em detalhes, deixando pouca ou nenhuma oportunidade para o dançarino a exercer interpretação pessoal. [ 4 ]

Técnicas coreográficas são: o espelhamento (frente para o outro e fazendo o mesmo), retrógrada (realizando uma seqüência de movimentos em ordem inversa), canon (pessoas realizando o mesmo movimento após o outro), os níveis (superior e inferior as pessoas em uma dança) , sombreamento (em pé um atrás do outro e realizando os mesmos movimentos), uníssono (duas ou mais pessoas fazendo uma série de movimentos ao mesmo tempo).

Dynamics são: rápido, lento, duro, macio, longo, curto.

Referências

Blom, L, A. e Tarin Chaplin, L. (1989) O ato íntimo de Coreografia . Livros de dança. ISBN 0-8229-5342-0
Ellfeldt, L. (1998) uma cartilha para Coreógrafos . Waveland Press. ISBN 0-88133-350-6
Minton, S, C. (1997) Coreografia: Uma Abordagem básica usando Improvisação . Motricidade Humana. ISBN 0-88011-529-7
Tufnell, M. e Vaughan, D. (1999) Imagem Espaço Corpo: Notas Rumo Improvisação e Performance . Princeton Book Co. ISBN 1-85273-041-2
Smith-Autard, J, M. (2000) Composição de Dança . Routledge. ISBN 0-87830-118-6

Fonte: creativity.com

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