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Cores



Cores Primárias e Secundárias

Existem vários sistemas de classificação das cores. O sistema trenário é o mais utilizado e tem como base três cores primárias a partir das quais se obtêm da mistura duas a duas proporcionalmente as secundárias e desproporcionalmente outras possibilidades de tonalidades.

Dentro da mistura subtractiva temos como cores puras o azul ciano, o amarelo e o magenta, as secundárias o vermelho, o verde e o violeta (fig.1).

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Harmonias cromáticas

Segundo Itten, a harmonia das cores deve estar relacionado com o equilíbrio e a simetria de porções, e a sua utilização deverá ser feita como uma lei objectiva.

A procura de uma harmonia na utilização das cores deve ser um objectivo de trabalho para qualquer profissional que utilize a cor.

O conhecimento das leis que proporcionam uma harmonia cromática pode ajudar-nos a encontrar o equilíbrio na cor, como também a ultrapassar os seus limites por forma a atingir uma maior qualidade expressiva.

A harmonia cromática pode ser conseguida quando o conjunto de cores utilizadas completa o espectro, ou seja, quando se utiliza dois grupos de cores que são complementares.

Se consideramos um círculo cromático de 24 cores, e considerarmos duas no mesmo diâmetro, quaisquer que sejam, são cores harmónicas, também designadas por parelhas cromáticas (fig.1).

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Figura 1 – Círculo cromático de Ostwald, determinação de pares harmónicos

Também poderemos considerar cores harmónicas as cores situadas nos vértices de um triângulo equilátero, de um quadrado ou de um hexágono, independentemente do seu posicionamento dentro do círculo cromático (fig.2).

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Figura 2

Uma outra forma de conseguirmos uma harmonia ao nível da cor será determinar um diâmetro de uma esfera cromática (fig.3), definindo assim duas cores complementares e portanto duas cores harmónicas. Poderemos determinar outro conjunto de cores harmónicas se considerarmos um triângulo equilátero, um quadrado ou um hexágono, desde que o centro da circunferência circunscrita coincida com o centro da esfera (fig.4). E ainda se considerarmos cores posicionadas em vértices de poliedros regulares (tetraedro, cubo, octaedro, dodecaedro e icosaedro), desde que inscritos na esfera.

Cores
Figura 3

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Figura 4

Harmonia Monocromática

Acontece quando o conjunto de cores de uma composição varia dentro de uma cor com vários tons ou de uma cor conjugada com cores neutras (fig.1).

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Figura 1 – Rembrandt. “Paisagem”, cerca de 1654. Pena e bistre.

Harmonia de Tons Vizinhos no Círculo Cromático

Procura-se a harmonia de tons próximos dentro do círculo cromático ou ainda a conjugação com cores neutras, como sejam os castanhos e os cinzentos (fig.2).

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Figura 1 – Morris Louis. “Beth Feth”,1958. Pintura acrílica em tela.

Harmonia das Cores Complementares

Procura-se um equilíbrio entre cores opostas no círculo cromático. Por exemplo a conjugação de tons de verdes com diversos tons de quentes (fig.1).

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Figura 1 – Pieter Bruegel, o Velho. “Casamento de camponeses”, c. 1565.

Harmonia por Saturação

Consegue-se juntando uma cor única às outras utilizadas na composição. Como exemplo temos a figura 1.

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Figura 1 – Simone Martini e Lippo Memmi. “A Anunciação”, 1333. Pintura de altar

BIBLIOGRAFIA

APARICI, R.,GARCÍA-MANTILLA A. (1989) Lectura de imágenes. Madrid: Edic. de la Torre.
REGO J.(1999) Fotografia. Lisboa: Edições ASA.
GAGE,l.,D. (1991) O Filme Publicitário. São Paulo: Atlas.
ABADÍA MARTINEZ J.,(1995) Introducción a la Tecnología Audiovisual - Televisión, vídeo, radio. Barcelona: Paidós.
LLORENS VICENTE (1995) Fundamentos Tecnológicos de Vídeo y televisión. Barcelona: Novagràfik.

Fonte: www.univ-ab.pt

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