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Corpo Celeste

Corpo Celeste
As estrelas são exemplos de corpos celestes

Uma estrela ou corpo celeste é um termo geral usado para descrever tudo o que está no universo.

Alguns exemplos de corpos celestes:

As estrelas
As galáxias
Os planetas
Os asteróides
O nebulosas
Os buracos negros

Estrela

Uma estrela é um corpo celeste luz, podemos ver a noite a partir da Terra.

Apenas um deles é visível durante o dia: o dom, a estrela mais próxima de nós.

O que é uma estrela?

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O Sol é a estrela mais próxima de nosso planeta Terra

Estrelas brilham porque eles são bolas de material de fusão. Eles, portanto, emitem raios de luz, como fogo.

A estrela mais próxima da Terra é o dom. A estrela mais próxima segundo está localizado a quatro anos-luz (38.000 bilhões de km)

A vida de uma estrela

Existem três tipos de estrelas: brilhante, muito brilhante e sóis. Eles não terminar todas as suas vidas como essa.

Uma estrela muito brilhante se transforma em gigante então supergigante supernova, e, finalmente, em um buraco negro.

Um brilhante estrela voltas: no gigante e supergigante, e então finalmente supernove pulsar.

Os sóis são transformados: na gigante, então nebulosa planetária, em seguida, uma anã branca.

Galáxia

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Forma de espiral típico de muitas galáxias

Galáxias são grandes conjuntos compostos de bilhões de estrelas, mas também de gás e poeira.

No universo todo, estima-se que existem mais de 170 bilhões de galáxias diferentes, mas o universo em expansão cresce constantemente criando novas galaxies.La Terra e do sistema solar na galáxia são chamados a Via Láctea . É uma galáxia de tamanho médio.

A galáxia mais próxima de nós é Andrômeda. É uma grande galáxia. De acordo com alguns cientistas, percutera Galáxia de Andrômeda em 2 bilhões de anos.

Planeta

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A Terra é o planeta em que vivemos. Ela gira em torno do sol

Um planeta é um corpo celeste, é um objeto que está no universo. Todos os planetas estão em órbita (gira) em torno de uma estrela.

Planetas, estrelas, ao contrário, não emitem luz , mas pode ser visto no céu, porque refletem as estrelas.

Os planetas do nosso sistema solar

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Os planetas do nosso sistema solar

No nosso sistema solar, há oito planetas: Mercúrio, Vênus, a Terra, de março, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno .

Os oito planetas orbitando a mesma estrela.

Você sabia que?

Plutão tem sido considerado um planeta. Não é mais desde 2006, altura em que os astrônomos têm classificado como um planeta anão.

Planetas telúricos e gigantes gasosos

Planetas são classificados em duas categorias:

Planetas rochosos (ou terrestre) Planetas gasosos gigantes (ou gás)

Mercúrio

Vênus

Terra

Março

Júpiter

Saturno

Urano

Netuno

As propriedades de planetas do sistema solar

 

Nome Diâmetro
(Km)
Distância do Sol
(Milhões de km)
Rotação sobre si própria Rotação em torno do Sol
Mercúrio 4878 58 59 dias 88 dias
Vênus 12100 108 243 dias 225 dias
Terra 12742 150 24 horas 365 dias
Março 6792 228 24 h 37 687 dias
Júpiter 142800 778 9 h 50 11,9 anos
Saturno 120000 1428 10h 14 29,5 anos
Urano 50800 2872 25 h 84 anos
Netuno 49500 4498 23 h 164,8 anos

Os planetas em outros sistemas solares

Desde 1995, nós sabemos que há planetas orbitando estrelas que não o nosso sol. Eles são chamados de exoplanetas.

Mais de 300 exoplanetas conhecidos. Mas o universo é tão grande que há, provavelmente, muito mais!

Asteróide

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"(253) Mathilde", um asteróide mede cerca de 50 km

Um asteróide é um corpo celeste que pode ser comparado a uma grande rocha em órbita (rotação) em torno do dom , como um planeta.

Localização e Formação

Supõe-se que os asteróides são os restos de disco protoplanetário: é de alguma forma, os planetas não se formaram. Os maiores asteróides podem ser vários quilômetros, e outros apenas alguns metros. O menor são chamados de meteoróides.

A maioria dos asteróides em órbita uma região entre Março e Júpiter chamado cinturão de asteróides , mas alguns podem mudar o seu caminho depois de um choque ou colisão.

Um asteróide caiu na Terra, que cruzou a nossa atmosfera sem se desintegrar completamente, é chamado de meteorito . Quando asteróides queimar na atmosfera, eles são visíveis na forma de estrelas cadentes . Também acho que é um grande asteróide ou cometa que teria causado o fim dos dinossauros que colidiram com a Terra, há cerca de 65 milhões de anos.

Buraco negro

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Imagem simulada de um buraco negro.

Um buraco negro é uma região no cosmos, onde a atração é tão forte que suga toda a luz tentando escapar. E, como nada é mais rápido do que a luz, qualquer passagem objeto próximo está envolvido.

Um buraco negro pode engolir pelo menos 10.000 sóis!

Portanto, pode ser sugado para um buraco negro e nunca mais sair. Quando vamos para um buraco negro, ele cresce como um espaguete!

A técnica do buraco negro é muito simples: é uma porcaria, então ele caiu.

Mais objetos "queda" para o buraco negro, mais ele cresce.

Então, se nós resumir, não só cresce, mas, além disso, há sempre mais espaço.

Formação do buraco negro

Os buracos negros são formados quando uma grande quantidade de materiais é amontoados em um espaço muito pequeno. Mais especificamente, eles são formados quando estrelas queimaram toda sua energia e explodem como bombas gigante chamado supernovas . Se a medição estrela várias vezes a massa do nosso dom , então um buraco negro é criado.

De fato, quando uma estrela morre, procura atrair para o seu centro, como se a Terra estava tentando atrair para o seu núcleo. Se a estrela é muito grande, torna-se um buraco negro sempre atrai para o seu centro e suga tudo que vem à mão, nem mesmo a luz, e é por isso que ele é negro e que não há luz ao redor!

Para um buraco negro, ele começa com uma estrela. Se você esperar alguns milhões de anos, a estrela se torna uma gigante vermelha . Alguns milhões de anos mais tarde, um supergigantes formas, e se for muito quente, uma enorme explosão ocorre. Ela irá então produzir uma supernova . Depois de alguns milhões de anos, um buraco negro pode aparecer. Há tão grave no buraco negro que suga a luz ambiente que sair.

Os buracos negros são ainda um mistério, no entanto, foi apenas a metade apagada.

Fonte: fr.wikimini.org

Corpo Celeste

Esse trabalho de pesquisa consiste em aumentar a quantidade de informações sobre os corpos inferiores, torná-las mais acessíveis, que gravitam no sistema solar, apresentando de forma simples a conjuntura de corpos que possuem dimensões bem menores do que os Planetas do Sistema Solar, mas com características e história que os deixam imensamente interessantes.

Compõem estes corpos os: Asteróides, Meteoróides e Meteoritos.

Neste trabalho apresentamos as definições do que são os asteróides, suas características

Em nosso sistema solar encontramos corpos extensos, que variam desde dimensões quase estelares como é o caso de Júpiter, até corpos cujo diâmetro são microscópicos ou bem pequenos em relação aos planetas principais, esse é o caso dos Meteoróides.

Os terceiros corpos que existem, são conhecidos como planetas menores: Os Asteróides , que estão concentrados em uma órbita elíptica na qual giram ao redor do sol no mesmo sentido dos planetas principais. A maioria destes estão entre a órbita de Marte e Júpiter. Dentre a grande quantidade existente, se fossem concentrados não seria mais do uma pequena fração reduzida da massa de um planeta. A possibilidade dessa matéria pertencer a um planeta como Júpiter ou Marte é grande, mas por outro lado, existem pesquisas que mostram indícios de que na formação do sistema solar existia uma instabilidade entre a sub-nebulosa da qual se condensaram os planetas interiores e a parte mais distantes da nebulosa, da qual deram origem à Júpiter e os demais planetas maiores, sendo essa instabilidade a causa dos asteróides. Mesmo estando inclusa, esta hipótese está longe de ser aceita por todos.

Pequenos Corpos

Asteróides

Os Asteróides consistem de resíduos rochosos, provenientes da formação do sistema solar. O primeiro Asteróide a ser descoberto foi em 1801, pelo Padre Giuseppe Piazzi; Chamado de Ceres , o maior Asteróide do Sistema com cerca de 1000 Km de diâmetro. Mas a maioria dos Asteróides tem o diâmetro entre algumas dezenas de quilômetros, e somente em casos especiais chegam as centenas de quilômetros.

Devido aos planetas maiores os Asteróides foram concentrados em determinadas regiões do sistema solar, a principal é chamada de Cinturão de Asteróides, " PLANETA " na qual orbitam entre Marte e Júpiter, essa concentração é devida a ação gravitacional desses planetas gigantes. Há também concentrações de Asteróides ao longo da trajetória de Júpiter, situadas a 60º do planeta, Porém existem Asteróides que orbitam nessas faixas apenas em períodos breves, e há também alguns que estão completamente fora dessas faixas.

Existem também as faixas onde a quantidade da matéria é escassa, ou seja nessas áreas os Asteróides estão menos concentrados, esse fenômeno ocorre devido a ação gravitacional dos planetas maiores. São chamadas de zonas de ressonância, esse fenômeno é caracterizado pela coincidência de um Asteróide e um planeta estarem no mesmo lado do Sol, por exemplo, ou seja que depois de um certo período ou número de voltas, os dois corpos se encontrarem na mesma posição de alinhamento, isso resultaria num efeito de empuxo gravitacional do planeta sobre o Asteróide, fazendo com que pouco a pouco o Asteróide seja "empurrado” para fora de sua órbita original, diminuindo a quantidade de Asteróides nessa área.

Existem ainda os Asteróides que representam outro tipo de grupo, devido a sua formação não ser dependente dos efeitos de ressonância. Esses Asteróides orbitam em torno do sol, a uma mesma distância de Júpiter, formando verdadeiras famílias de Asteróides. as orbitas desses Asteróides, são determinadas por pontos de equilíbrio num sistema de dois corpos ou seja, onde um gira em torno do outro, esses são chamados de Pontos Lagrangianos, em homenagem ao seu descobridor, o cientista Joseph-Louis Lagrange(17xx - 17xx , Essa Segunda formação recebeu o nome de Asteróides troianos, em homenagem a lendária “Guerra de Tróia”.

Famílias de asteróides

Ao longo dos anos, tem se percebido que, em alguns casos existem relações intrínsicas entre dois ou mais asteróides, assim pode-se definir esse grupo como sendo uma família de asteróides.......

Os asteróides que possuem entre si uma ligação em sua origem, ou seja são objetos formados a partir de um mesmo corpo de dimensões maiores, que se rompeu devido a grandes colisões com outros corpos maiores, como mostram os indícios até agora estudados. O Asteróide Ida (Fig. 1), apresenta uma superfície totalmente irregular sendo este indicativo de possíveis colisões entre corpos maiores, na qual poderia ter gerado o Asteróide. Após esses choques os fragmentos do objeto inicial apresentaram um comportamento particular, sendo que este Asteróide manteve, uma espécie de memória da órbita original, descrita pelo corpo que eventualmente tenha lhe gerado.

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Figura 1. Asteróide Ida, foto obtida pela Sonda Galileu em1998

Esses asteróides possuem entre si uma espécie de “laço de sangue”, pois seus componentes pertenciam a um mesmo progenitor.

Esses asteróides possuem entre si uma espécie de “laço de sangue”, pois seus componentes pertenciam a um mesmo Devido essas colisões a maioria dos asteróides tem massas reduzidas, não ultrapassando algumas dezenas de quilômetros por isso suas superfícies são altamente irregulares, como pode ser constatado pelas imagens fornecidas pela sonda Galileu nos últimos anos em suas expedições à Júpiter.

O Quinto Planeta Terre

Os Planetas do Sistema Solar são divididos em dois grupos especiais; os planetas terrestres e os planetas gasosos ou gigantes, sendo que os planetas terrestres como a Terra e Marte, possuem uma formação rochosa e uma atmosfera diferente dos planetas gigantes, onde a composição atmosférica desses últimos é basicamente gasosa.

Descobriu-se à algum tempo um Asteróide com características similares aos planetas terrestres, esse Asteróide foi chamado de Vesta possui cerca de 500 km de diâmetro. Pelo seu tamanho e características Vesta e considerado por muitos planetólogos, como o quinto planeta terrestre do Sistema Solar.

O Asteróide Vesta vem sendo investigado pelo telescópio espacial Hubble, possibilitando a geração das imagens mais detalhadas até hoje, acerca da superfície de um Asteróide. A partir dessas imagens pode-se notar que a estrutura geológica de Vesta, não é similar a dos outros Asteróides conhecidos, a não ser pelo fato de não possuir atmosfera como os outros Asteróides. Isso contribuiu para o intenso bombardeio que este sofreu, expondo camadas inferiores a da sua superfície, através da qual foi possível estudar a composição química de Vesta , que apresentou-se semelhante a superfície Lunar, pois permitiu observar-se uma inversão entre áreas claras e escuras, provavelmente pela existência de materiais diferentes em sua superfície.

Essas características obtidas pelas imagens do telescópio, são dependentes da luminosidade dessas determinadas áreas, também chamadas de características espectroscópicas. As mesmas revelaram que no passado materiais basálticos fluíram pela superfície como lava de um vulcão, muito similar ao que ocorre no nosso planeta, onde o interior encontra-se em estado de fusão, ou seja, este astro revolucionou completamente a idéia de que os asteróides fossem apenas corpos frios, considerados como pedaços de rochas soltos no espaço provenientes da formação dos planetas.

Uma das possíveis hipóteses com relação a formação de Vesta, é que ele tenha se formado, há aproximadamente 4 bilhões de anos, a partir da aglomeração de rochas menores, das quais algumas detinham materiais radioativos. Tais materiais foram incorporados ao núcleo das rochas e, com a radiação desses materiais houve uma liberação de calor na qual resultou na desintegração do núcleo, fazendo com que as rochas mais densas ficassem confinadas no núcleo, enquanto as menos densas fossem ejetadas para a superfície. Mantendo-se desta forma até os dias atuais, permitindo uma análise química de sua superfície. Os estudos sobre Vesta puderam ser mais concretos a partir de 1960 quando um fragmento de meteorito caiu sobre a Austrália, concluindo-se a partir de sua composição química, que tratava-se de uma amostra de Vesta.

No momento, existem apenas amostras de três corpos do Sistema Solar: da Lua, de Marte e de Vesta.

Meteoróide

Ao longo de sua trajetória ao redor do Sol a Terra encontra-se com grãos de matéria condensada, conhecida como poeira interplanetária, essas variam desde partículas microscópicas até aglomerados de matéria, que podem ser provenientes de restos de matéria deixadas por cometas ou pequenas rochas que são resultados de colisões entre rochas maiores com à superfície de um planeta, estes últimos são os meteoróides.

Ao penetrar na atmosfera terrestre, os meteoróides colidem com átomos e moléculas, durante esse processo, convertem sua energia cinética em energia de ionização e excitação que são transferidas as partículas do ar; convertem também sua energia cinética em calor que é conservado no próprio meteróide. Portanto, uma partícula adentrando na Terra a uma grande velocidade, deixa atrás de si uma grande quantidade de moléculas de ar ionizadas que irradiam a energia adquirida durante a colisão, seu efeito pode ser observado comumente pelo movimento de uma "estrela cadente" , o Meteoro.

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Figura 2. Imagem de um Meteoro próximo a uma cidade

A penetração do meteoro na atmosfera terrestre produz quase sempre a evaporação completa do corpo e são poucos os meteoros que conseguem alcamçar o solo.

Meteorito

Pode ocorrer que a massa inicial do meteoro seja tão grande que uma parte deste consiga atravessar a atmosfera e chegar à superfície, esse fragmento que chega a superfície é chamado de meteorito. Na maioria dos casos a parte que sobrevive não é mais do que uma fração pequena da massa original, que devido a grande velocidade que este chega à superfície, provoca um grande estrago na região atingida.

Os meteoritos são classificados em três grupos principais:

1. Meteoritos rochosos:

Chondrites (carbonatos, enstatites).

Achondrites (aubrites, ureilite

2. Meteoritos ferrosos rochosos:

Pallasites

Mesosiderite

3. Meteoritos ferrosos.

Dentre estes três maiores grupos os mais comuns são os Chondrites , pertencentes ao grupo dos rochosos, cuja a idade é de aproximadamente 4.5 bilhões de anos, que é a própria idade do Sistema Solar. Logo, esses Meteoritos são exemplos de materiais que resistiram, desde a origem do sistema solar.

Existe uma hierarquia entre os meteoritos que colidem com a superfície terrestre, sendo que os Meteoritos rochosos, Chondrites (fig.3) , possuem cerca de 85% dos casos, contra 7.1% dos Achondrites (fig.4) . entre os ferrosos a margem é de 5.7%, enquanto os ferrosos rochosos em menos incidência chegam a 1.5% dos casos.

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Figura 3 - Meteoritos rochosos

Impactos

Os impactos de grande importância, que ocorreram entre objetos de grande porte e a superfície terrestre, provocaram grandes estragos na superfície e no ecossistema dessas regiões. Um dos maiores impactos que ocorreu na Terra, foi provocado por um meteorito de aproximadamente 60 metros de diâmetro, a 50 mil anos atrás, no deserto do Arizona, como mostrado na Figura 5. Tal cratera possui aproximadamente 1,2 km de diâmetro e 200m de profundidade.

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Figura 5 - Cratera Barringer – Arizona, EUA

Existem outros vários casos de colisões, entre corpos de grandes dimensões e a Terra, onde podemos observar uma ação devastadora sobre as superfícies atingidas. Há indícios de que a extinção dos dinossauros a 65 milhões de anos atrás, tenha sido provocada pela colisão de um objeto de mais de 10 Km de diâmetro com a superfície da Terra, na região de Chicxulub no México. Colisões de menores proporções também tem sido observadas com certa freqüência nos dias atuais.

Meteoritos: De onde vem?

Até os dias atuais já existem mais de 20 mil meteoritos que foram recolhidos e catalogados por pesquisadores aqui na Terra, sendo que a maioria deste são provenientes do Cinturão de Asteróides . Mas essas coletas vem mostrando que vários meteoritos tem origens, bem diferentes dos demais.

Os Meteoritos por serem uma amostra geológica extraterrestre natural, carregam consigo informações muito importantes, que revelam características de sua origem, composição e idade. Por isso pesquisadores estão verificando através da análise de seus compostos químicos, que estes possuem grandes semelhanças com rochas lunares e marcianas, as quais foram trazidas pelos astronautas, no caso da Lua, e pelas análises feitas por instrumentos da Sonda Viking, que explorou o planeta Marte.

Mas talvez a pergunta mais freqüente, seja sobre como essas rochas com características lunares e marcianas, chegam à Terra?

A resposta vem através dos próprios Meteoritos, pois estes caem sobre a superfície desses planetas, de uma maneira especial, explodindo como bombas e provocando uma fragmentação das rochas de suas superfície, lançando ao espaço pedaços de rocha. Esse material lançado pode adquirir uma velocidade tão grande, tal que estes escapem da atração gravitacional do planeta e se distancie, viajando pelo espaço por muito tempo, podendo esse tempo chegar milhões de anos, até encontrar com a orbita de outro planeta, como é o caso do nosso, e ser capturado por sua ação gravitacional.

Apenas um pequena parte do material marciano lançado ao espaço chega à Terra, enquanto 40% do material lunar chega à Terra como Meteorito.

As colisões entre a matéria interplanetária e os planetas eram muito mais frequente no passado distante, quando essa matéria era mais abundante no espaço do que nos dias atuais, na qual essas colisões não ocorrem mais com a mesma frequência.

Indícios de Vida Fora da Terra

Uma das principais metas do estudo de meteoritos é determinar a história e origem da sua formação. Várias amostras de meteoritos rochosos da classe Chondrites, coletados na Antártida desde 1981, tem mostrado que alguns desses fragmentos originaram-se na Lua, baseados na análise da composição de pedras lunares obtidas nas missões espaciais, projetos Apolo, e também comprovada a existência de fragmentos provenientes do Asteróide Vesta.

A origem de outros meteoritos específicos ainda não foram comprovadas, contudo existem indícios de matéria vinda de Marte. Essa matéria contêm gases atmosféricos capturados em minerais derretidos, os quais possuem as mesmas características das amostras analisadas durante as missões espaciais feitas Marte.

Através da queda de um Meteorito na Terra, uma equipe de pesquisadores da NASA admitiram a possibilidade de ter havido vida em Marte no passado. Esta equipe de pesquisadores encontrou as primeiras moléculas orgânicas, concluídas serem de origem marciana, pois apresentavam diversas características minerais, específicas de atividades biológicas e fósseis de microscópicos primitivos (bactérias. Este meteorito, chamado ALH84001(ver Fig. 6), foi encontrado em 1984 na Antártica, por uma expedição anual da Fundação de Ciência da Antártica do Programa Meteorito.

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Figura 6. Meteorito ALH84001 – Encontrado na Antártica

Esta rocha de 2kg, um Meteorito de aproximadamente 4,5 bilhões de anos ou seja o mesmo período de formação de Marte, Acredita-se que esta rocha tenha se formado abaixo da superfície de Marte, e foi fraturada por intensos impactos de Meteoritos contra sua superfície.

No período entre 3,6 e 4,5 bilhões de anos atrás, tempo este na qual o planeta estava quente e úmido, acredita-se que água tenha penetrado em fraturas da superfície rochosa de Marte, possivelmente formando um sistema subterrâneo de água entre as rochas. Devido a água estar saturada com dióxido de carbono da atmosfera, carbonatos minerais estavam depositados nas fraturas. Esta descoberta levantou uma curiosidade ainda maior por parte dos pesquisadores, pelo fato de prever-se uma formação de carbonatos e microorganismos nas rochas terrestre, em uma faixa similar de formação ou seja os microorganismos poderiam ter sidos fossilizados em uma época bem próxima à que ocorreu em Marte.

Cláudio Luiz Carvalho

Danilo José Carvalho

Fonte: www.dfq.feis.unesp.br

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