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Medula Óssea

 

O que é medula óssea?

Já ouviste falar do tutano dos ossos?

É aquela zona encarnada que fica no interior dos ossos, é um tecido mole esponjoso localizado no interior dos ossos longos.

Medula Óssea

Se és do 8º ou 9ºano, já sabes que a a medula vermelha dos ossos é responsável pela formação das células sanguíneas.

Sabes, também, que os glóbulos vermelhos têm como função o transporte do oxigénio para as células e o transporte do dióxido de carbono para os pulmões; que os glóbulos brancos são células que constituem o sistema de defesa do nosso organismo e que as plaquetas sanguíneas ajudam na coagulação do sangue. Estes componentes dos sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação. Trata-se portanto de um tecido de grande atividade evidenciada pelo grande número de multiplicações celulares.

O que é transplante de medula óssea?

É um tipo de tratamento utilizado na cura de algumas doenças malignas que afetam as células sanguíneas. Este tratamento consiste na substituição de uma medula óssea doente, por células normais de medula óssea de forma a reconstituir-se uma nova medula.

O transplante pode ser autogénico ou alogénico?

O autogénico, como o nome indica é feito através da medula ou das células precursoras de medula óssea provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor).

O alogénico é quando a medula ou as células precursoras de medula vêm de doador. Há ainda uma outra forma de transplante através sangue circulante de um doador ou através do sangue do cordão umbilical que contém um grande número de células "tronco" hematopoiéticas, que são células fundamentais no transplante de medula óssea.

Quando é necessário o transplante?

Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave (deficiência grave do número de glóbulos vermelhos) e em alguns tipos de leucemias.

A Leucemia é tipo de cancro que afeta a função e a velocidade de crescimento dos glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento. O transplante surge como uma forma de tratamento complementar aos tratamentos convencionais.

O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade das medulas entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6. Por isso, devem ser iguais entre doador e receptor.

Esta análise é realizada em testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade.

Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 35% e de 0,0001% (uma em um milhão) entre doadores não aparentados.

Como é o transplante para o doador?

O doador faz um exame médico para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação.

É feita uma pequena cirurgia, cerca de 90 minutos, em que lhe é retirada a medula através de punções nos ossos da bacia (parte posterior). MAS NEM SEMPRE É PRECISO ESTA CIRURGIA, NO CASO DA INÊS, O DOADOR FARÁ APENAS UMA ESPÉCIE DE TRANSFUSÃO DE SANGUE.

A medula é recuperada após 15 dias.

O receptor recebe a medula como se fosse uma transfusão de sangue. Para doador o transplante é apenas um pequeno incómodo passageiro, para o receptor pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Doação através do cordão umbilical

Após qualquer nascimento, o cordão umbilical é cortado mas clampeado de forma a impedir que o sangue contido no cordão saia, cortando-se a ligação entre o bebé e a placenta. A quantidade de sangue (cerca de 70 - 100 ml) que permanece no cordão e na placenta é drenada e armazenada em bolsas semelhantes às utilizadas para transfusão de sangue.

As bolsas são levadas ao banco de sangue de cordão umbilical, onde serão congeladas e poderão ficar por vários anos à espera de um receptor compatível. Este processo não causa nenhum dano para a mãe e ao bebé já que utiliza somente o sangue do cordão que seria descartado após o parto. Este procedimento só ocorre com consentimento da mãe. (Infelizmente não deve ser frequente nas nossas maternidades).

Quais os riscos para o doador?

Os riscos são praticamente inexistentes, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 10%).

Quem pode ser doador?

Qualquer pessoa com boa saúde entre 18 e 55 anos poderá doar Medula Óssea.
Doar uma pequena quantidade de sangue (10ml)

A partir do momento que nos decidimos ser doador, as informações são colocadas numa base de dados e percorrem o mundo para ajudar a salvar uma vida.

Infelizmente ainda não podes contribuir com a tua medula mas ficaste a saber como as coisas funcionam E PODES AJUDAR APELANDO AOS ADULTOS.

Fonte: ciencias3c.cvg.com.pt

Medula Óssea

A medula óssea é um tecido gelatinoso que ocupa o interior dos ossos.

Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

As hemácias são as células encarregadas de transportar o oxigênio dos pulmões até as células de todo o organismo e o gás carbônico das células para os pulmões para ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do organismo e as plaquetas são parte do sistema de coagulação do sangue. Estes componentes do sangue são renovados continuamente e a medula óssea é quem se encarrega desta renovação.

As células plasmáticas fazem parte do sistema imunológico do corpo e assim como as hemácias, os leucócitos e as plaquetas são produzidas na medula óssea, sendo liberadas para a corrente sangüínea. Normalmente, as células plasmáticas constituem uma porção muito pequena (menos de 5%) das células da medula óssea.

O que é plasmocitoma?

É um tumor benigno ou maligno constituído pela proliferação de células pertencentes à linhagem dos plasmócitos. Os tumores malignos são os que mais freqüentemente apresentam formas múltiplas, que afetam os ossos (cuja forma habitual é o mieloma múltiplo); o plasmocitoma benigno único localiza-se habitualmente nas cavidades nasais, na faringe e na traquéia.

Compreendendo o mieloma

Mieloma Múltiplo é uma doença hematológica que se caracteriza pela proliferação descontrolada de células plasmáticas. A incidência da doença ocorre a partir da sétima década da vida, sendo rara antes dos 40 anos. Atinge, preferencialmente, o sexo masculino e os pacientes de raça negra.

Os portadores de mieloma têm uma produção aumentada de células plasmáticas e, portanto, um número aumentado dessas células na medula óssea que pode variar de 10% a 90% (normalmente, as células plasmáticas constituem menos de 5% das células da medula óssea). O aumento das células plasmáticas pode acontecer na medula óssea (acúmulo intramedular) ou em outras localizações (acúmulo extramedular), habitualmente nos ossos. Tais acúmulos de células plasmáticas são denominados plasmocitomas. Os pacientes com mieloma múltiplo podem apresentar plasmocitomas intra ou extramedulares.

O mieloma múltiplo é caracterizado por múltiplas lesões líticas (ósseas) e/ou pela proliferação difusa de células plasmáticas na medula óssea.

Sinais e Sintomas

Anemia, fadiga e dores ósseas constituem a tríade que sugere o diagnóstico de mieloma múltiplo, embora outros achados sugiram também a doença, como fraturas patológicas, hipercalcemia, insuficiência renal e proteinúria de Bence-Jones.

Dor óssea: Um sintoma característico do mieloma múltiplo é a dor que não responde a tratamento analgésico.

Fraturas ósseas: As fraturas ósseas costumam ser patológicas o que significa que pode ocorrer por pequenos traumas. A dor óssea e as fraturas são os primeiros sintomas do mieloma múltiplo.

Hipercalcemia: É uma alteração da bioquímica do sangue caracterizada pelo aumento dos níveis de cálcio na corrente sanguínea; um outro fator de aparecimento de hipercalcemia é quando o osso é reabsorvido e o cálcio é liberado em quantidades maiores na corrente sangüínea. De forma descontrolada pode causar outros efeitos colaterais como, por exemplo, insuficiência renal.

Lesões osteolíticas: Podem aparecer lesões ósseas disseminadas parecidas com a osteoporose uma vez que as células plasmáticas ultrapassam 30% do valor normal. As lesões enfraquecem o osso podendo provocar dor óssea e/ou fraturas patológicas.

Proteína de Bence-Jones: As células plasmáticas secretam anticorpos (imunoglobulinas) que fazem parte do sistema imunológico e que são na realidade proteínas. O aumento dessas proteínas pode ser detectado no sangue. As proteínas são denominadas proteínas M. Fragmentos dessas proteínas (cadeias leves) ou proteína de Bence-Jones, são evidenciados em exames de urina.

Muitos pacientes confirmam o diagnóstico de mieloma após a realização de exames de rotina de sangue e urina onde são encontradas alterações mostrando níveis elevados de proteínas.

Síndrome de hiperviscosidade: Acontece quando a proteína M (imunoglobulina do mieloma) está aumentada. Nesse caso, podem ocorrer sintomas de fadiga, dispnéia, confusão mental e tendência a sangramentos. Esta proteína aumenta a viscosidade do sangue provocando alterações da coagulação, principalmente sangramentos de mucosas.

Alterações hematológicas: O aumento das células plasmáticas, do cálcio e o excesso de proteínas no sangue podem danificar os glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas provocando anemia por diminuição de glóbulos vermelhos, trombocitopenia (diminuição no número de plaquetas), podendo causar sangramentos e também alterar o sistema imunológico, predispondo o paciente à infecção.

Com que médico devo me consultar?

O Hematologista (ou onco-hematologista) é o médico especializado que atua nessa área da medicina assistindo diretamente ao paciente.

A Hematologia trata doenças como: anemias, leucopenias, hemofilia, leucemias agudas e crônicas, mieloma múltiplo e púrpuras, entre outras.

O hematologista é quem realiza as punções de Mielograma e Medula Óssea, fazendo a análise das amostras e atua em parceria com o Oncologista, na definição do melhor tratamento do câncer.

Diagnóstico

Os sinais e sintomas mais freqüentes são: dores ósseas que não respondem ao uso de medicações para dor ou fraturas ósseas patológicas, isto é, que ocorrem com pequenos traumas e alterações bioquímicas do sangue ou da urina.

Para a confirmação do diagnóstico de mieloma é necessário que pelo menos dois dos seguintes itens estejam presentes:

Uma amostra de medula óssea com células plasmáticas acima de 10%.
Radiografias de todo o esqueleto que mostram lesões líticas em pelo menos três ossos diferentes.
Amostras de sangue ou urina com níveis anormalmente elevados de anticorpos (imunoglobinas) ou proteína de Bence-Jones.
Uma biópsia mostrando um tumor de células plasmáticas (plasmocitoma) dentro ou fora do osso.

O plasmocitoma solitário é considerado estadio inicial do mieloma devido a que uma porcentagem de pacientes que apresentaram plasmocitomas solitários desenvolve mieloma.

Após ter sido confirmado o diagnóstico de mieloma, é importante avaliar o estadio da doença.

A extensão da doença é definida por 3 estadios diferentes – I, II ou III – que dependem do número de células de mieloma, dos níveis de proteínas monoclonais e de hemoglobina, da função renal e das lesões ósseas.

O estadiamento é muito importante já que ajuda a definir o esquema terapêutico a ser utilizado e a prever o sucesso de diferentes esquemas de tratamento uma vez iniciado o tratamento.

Tratamento

O tratamento do mieloma visa alcançar os seguintes objetivos:

Estabilizar a doença por meio de condutas para evitar as alterações bioquímicas e do sistema imunológico que potencialmente podem tornar-se perigosas.
Paliar aliviando sintomas e tratando a doença como um todo.
Remissão dos sintomas, reduzindo a velocidade de evolução da doença.
Curativo atingindo uma remissão completa e permanente.

A finalidade do tratamento é oferecer uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Quimioterapia: utiliza medicamentos quimioterápicos que são substâncias que impedem o crescimento das células do câncer. Por ser um tratamento sistêmico (que atinge todos os órgãos do corpo) a quimioterapia costuma apresentar efeitos colaterais como náuseas e vômitos. Anemia, infecções e queda de cabelo, também podem apresentar-se, entretanto a maioria dos efeitos colaterais fica limitada ao tempo de duração da quimioterapia.

Radioterapia: é um tipo de tratamento que utiliza a radiação para inibir a capacidade de divisão das células anormais, evitando assim um crescimento do tumor.

No mieloma múltiplo, a radioterapia é utilizada, sobretudo para o tratamento de dores ósseas.

Interferon Alfa: é uma substância produzida pelo próprio organismo que atua sobre as células do sistema imunológico. Inibe, entre outros, a proliferação de plasmócitos. O interferon está indicado para pacientes em que a quimioterapia levou a uma remissão ou, pelo menos, a uma estabilização dos sintomas da doença. O tratamento com interferon tem por objetivo manter a remissão conseguida através da quimioterapia.

Cirurgia: A cirurgia pode ser utilizada para diminuir ou retirar os tumores, reparar alterações ósseas e reduzir a dor. Uma gama de medicações e procedimentos contra a dor está disponível para aliviar o desconforto.

Controle de Sintomas: O controle de sintomas consiste na administração de drogas para controlar a hipercalcemia, a anemia, dor e infecção. O uso de medicamentos para o controle dos sintomas tem por objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente.

Transplante

Existem dois tipos de transplantes:

Alogênico, no qual as células são recebidas de outra pessoa; um doador. Esse doador pode ser um familiar ou um não parente compatível com o receptor.
Autólogo, no qual as células são colhidas do próprio paciente antes da quimioterapia e são transplantadas de volta para seu organismo.

Transplantes de Medula Óssea e Transplante de células tronco

Há dois tipos principais de transplante, dependendo da fonte das células-tronco:

Transplante de células-tronco de sangue periférico, no qual as células são retiradas do sangue em circulação.
Transplante de medula óssea, no qual a medula óssea é usada como a fonte das células-tronco.

Transplante de Medula Óssea

O transplante de medula óssea foi utilizado inicialmente como parte do tratamento da leucemia, de certos tipos de linfoma e anemia.

Quando se transplanta a medula óssea de um doador, o receptor deve ser compatível com o doador e, por esse motivo, os melhores doadores são sempre os familiares próximos do paciente.

Antes do transplante de medula óssea o paciente que irá receber a medula doada deverá ter realizado quimioterapia e/ou radioterapia com o intuito de destruir as células encarregadas da defesa do organismo para não criar rejeição ao tecido que será transplantado, por isso é um procedimento que requer muito cuidado já que o sistema imunológico é afetado e qualquer infecção pode ser perigosa.

O procedimento do transplante consiste em extrair sob anestesia a medula óssea do osso ilíaco (bacia) com uma seringa. Uma vez extraída a medula óssea é injetada na veia do receptor. Assim a medula óssea do doador chega até os ossos do receptor e as células transplantadas começam a dividir-se. O resultado esperado é que a medula óssea do doador substitua à do receptor.

Existem dois tipos de transplante: Alogênico, no qual as células são recebidas de outra pessoa; um doador. Esse doador pode ser um familiar ou um não parente compatível com o receptor e Autólogo, no qual as células são colhidas do próprio paciente antes da quimioterapia e são transplantadas de volta para seu organismo.

A medula óssea transplantada demora de duas a três semanas para produzir glóbulos brancos suficientes que ofereçam proteção contra as infecções. Como conseqüência, o risco de se sofrer uma infecção grave é mais elevado durante esse período.

Novidades no tratamento do mieloma múltiplo

Novas estratégias terapêuticas não têm como alvo só a célula do mieloma, mas sim a medula óssea. O tratamento do mieloma múltiplo visa oferecer o controle da doença e, sobretudo proporcionar mais qualidade de vida ao paciente.

Alguns medicamentos que estão sendo atualmente utilizados têm este objetivo e estudos clínicos se encontram em andamento na tentativa de oferecer tratamentos diferenciados, mais efetivos e com menos efeitos colaterais:

Bortezomibe: É utilizado em pacientes que já receberam tratamento prévio sem resposta eficaz, pode ser utilizado de forma isolada ou em combinação com outras drogas.
Talidomida: É utilizada em associação com dexametasona em pacientes refratários a tratamento. Pode ser usada junto com outras drogas como o bortezomibe.
Lenalidomide: É utilizada junto com dexametasona em pacientes com recidiva da doença e que em pacientes que tenham recebido tratamento prévio com diferente esquema.
Trioxido de arsênico: Tem sido utilizado em pacientes de estudos clínicos com recidiva da doença e em refratários a outros tratamentos.

Efeitos colaterais do tratamento

Quimioterapia

Os efeitos colaterais do tratamento contra o câncer dependem essencialmente do tipo de medicamento e da dose administrada da droga.

Por ser um tratamento sistêmico os medicamentos utilizados atingem as células cancerígenas e outras células que se dividem rapidamente:

Células sanguíneas: Quando o medicamento contra câncer é administrado afeta as células sanguíneas saudáveis, podendo provocar diminuição do sistema imunológico (glóbulos vermelhos) fazendo que o paciente fique mais susceptível às infecções ou provocar anemia quando os glóbulos vermelhos são atingidos e ainda provocar alterações na coagulação do sangue ao atingir as plaquetas.
Queda de cabelo:
Os medicamentos anticancerígenos podem provocar queda de cabelo. O cabelo voltará a crescer, mas o novo cabelo poderá ter uma cor e textura diferentes.
Células que revestem o aparelho digestivo:
Os medicamentos contra câncer podem provocar falta de apetite, náuseas, vômitos e diarréia.

Os medicamentos utilizados no tratamento do mieloma podem causar ainda outros efeitos colaterais como, por exemplo, erupções cutâneas, cãibras, alterações visuais, dor de cabeça, tontura, sonolência, enfraquecimento ou formigueiro nas mãos ou pés e coágulos sanguíneos.

Por isso é muito importante ficar atento ao aparecimento de qualquer um desses efeitos colaterais comunicando de imediato a seu médico o momento em que se apresentou o efeito colateral, a intensidade, se está relacionado com o tratamento ou se é por outro motivo. Desta forma, o médico pode tomar as medidas necessárias para controlar a doença e os efeitos secundários.

Radioterapia e efeitos colaterais

Os efeitos secundários da radioterapia dependem da dose de radiação e do local do corpo onde foi administrada. Por exemplo, a pele da área tratada poderá ficar vermelha, seca podendo inclusive perder a sensibilidade. Pode aparecer cansaço nas últimas semanas de tratamento e por isso o repouso é muito importante durante esse período, no entanto a recomendação é que dentro do possível o paciente se mantenha ativo.

Transplante e efeitos colaterais

Os pacientes que foram submetidos a transplante de medula óssea têm um risco aumentado de apresentar infecções, ter hemorragias e outros efeitos secundários devido a que a produção de células sanguíneas é afetada tanto pelo transplante como pela quimioterapia e radioterapia recebidas.

Em alguns casos de transplante quando o paciente recebe tecido de um doador pode aparecer rejeição às células transplantadas provocando distúrbios importantes inclusive muito tempo depois do procedimento.

E depois do tratamento?

O mieloma múltiplo é uma doença crônica que pode ser tratada e controlada por um longo tempo e não impede o paciente de levar uma vida normal, principalmente se o tratamento e acompanhamento forem feitos da maneira correta. Com os novos avanços no tratamento é possível que o paciente fique durante anos com a doença controlada. Converse com seu médico e esclareça suas dúvidas é importante estar informado sobre a doença e seu prognóstico, as opções terapêuticas, e também sobre qualidade de vida.

Fonte: www.oncoguia.com.br

Medula Óssea

O que é a medula óssea?

É a fábrica do sangue. Fica dentro dos ossos e produzem-se lá os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas. Os glóbulos vermelhos transportam o oxigénio, os glóbulos brancos defendem-nos das infecções e as plaquetas ajudam a coagulação. Não podemos viver sem estas células. Há doentes que têm a sua fábrica do sangue tão doente que precisam de a substituir por outra, precisam de fazer um transplante de medula.

É um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos (esterno, bacia)

Produz os componentes sanguíneos : hemáceas, leucócitos e as plaquetas

É composta por outros componentes que mantém o meio adequado para o crescimento celular (estroma)

Que doentes podem beneficiar da transplantação de medula óssea?

Muitos doentes, desde crianças a adultos. Os doentes com leucemias, imunodeficiências primárias (deficiências da Resposta Imunitária), anemias congénitas, etc..

O que é um registo de doadores de medula óssea?

É um registo informático onde ficam em arquivo os dados dos doadores, bem como as suas características celulares, por forma a que possa ser feita a comparação destas com as dos doentes que necessitam de um transplante de medula.

CEDACE significa: Centro Nacional de Doadores de CÉlulas de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão. Este registo foi criado em 1995. O trabalho do CEDACE está integrado no "Bone Marrow Donors Worlwide" (BMDW)

Porquê é necessário um registo de doadores de medula óssea?

Dada a dificuldade de se encontrar duas pessoas iguais nas suas características tecidulares, só um grande movimento de solidariedade pode permitir ajudar os doentes que necessitam de transplantação de medula.

ONDE ESTÃO ESSAS DIFERENÇAS

Essas diferenças estão em anti génios que se expressam na superfície das células brancas do sangue (Leucócitos)
Tal como acontece com os glóbulos vermelhos que têm os grupos ABO do sangue, também os leucócitos têm outros grupos anti génicos a que chamamos HLA (do inglês Human Leucocyte Antigens)

MAS É FÁCIL ENCONTRAR UM SANGUE COMPATÍVEL, PORQUE É QUE NESTE CASO É NECESSÁRIO TODO ESTE ESFORÇO?

O grande problema é que enquanto nos glóbulos vermelhos temos os anti génios A e B, nos leucócitos temos centenas de anti génios diferentes que se agrupam em anti génios HLA A, HLA B e HLA DR (entre outros).

Depois essas centenas de anti génios diferentes vão agrupar-se aleatoriamente e então... Somos muito diferentes!

Só o grande movimento de solidariedade pode realmente ajudar quem precisa de transplantação de medula.

O CEDACE está integrado no “Bone Marrow Donors Worldwide” (BMDW)

Em 27 de Agosto de 2003 estavam inscritos neste registo internacional (que engloba os registos de todos os países) 8633884 doadores e entre eles os doadores portugueses.

Apesar de se fazer uma pesquisa entre 8 milhões e meio de doadores, os doentes muitas vezes não encontram nenhum igual... Daí que o nosso esforço terá de ser ainda maior para que essas probabilidades de ajudar a salvar vidas possam aumentar.

Quem pode ser doador?

Todas as pessoas saudáveis que tenham entre 18 e 45 anos podem inscrever-se pela primeira vez como voluntários para a dádiva de medula óssea.

A dádiva pode ser feita até aos 55 anos se não houver doenças inter correntes que a contra-indiquem. Quando uma pessoa se inscreve pela primeira vez deve fazê-lo até aos 45 anos.

O que é necessário para se ser doador de medula óssea?

Preencher o inquérito clínico, depois do inquérito ser analisado será colhida uma amostra de sangue para análises em que serão então estudadas as características tecidulares que vão permitir a comparação ulterior com os doentes que necessitem de transplantação. Depois desta fase o doador é inscrito na base de dados CEDACE e aguarda que algum dia haja um doente igual. O doador poderá estar anos sem nunca ser chamado. Pedimos para que não desista e, note que isto é muito importante, O DOADOR DEVE COMUNICAR AS MUDANÇAS DE ENDEREÇO OU TELEFONES... se não o fizer, no dia em que for necessário poderá não se conseguir o contato.

Como é feita a colheita de células de medula óssea?

A colheita de medula óssea poderá ser feita de duas formas diferentes. Por uma técnica chamada citaferése, na qual é possível colher as células a partir de veias periféricas no braço, num processo rápido e simples. O sangue retirado da veia do doador passa através de um aparelho que remove apenas as células necessárias para o transplante, devolvendo as restantes. Na outra forma a colheita é feita no bloco operatório, sob anestesia, por punção dos ossos da bacia. Neste caso há que recorrer a um pequeno internamento de cerca de 24 horas. Não tem riscos para além da pequena anestesia a que é sujeito. O doador poderá sempre optar pela forma de colheita e a qualquer momento pode continuar ou desistir.

Podemos dar medula mais do que uma vez?

Sim, pois esta é um tecido renovável.

Fonte: tvtel.pt

Medula Óssea

A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos ossos, possui aspecto gelatinoso e está relacionada com a produção de células sanguíneas, sendo assim, um órgão hematopoiético. É formada principalmente por células sanguíneas imaturas e células adiposas.

Quando uma pessoa tem leucemia, linfomas ou tumores na medula, esta precisa ser substituída por uma medula saudável, e isso é realizado através de transfusão.

Uma medula saudável é retirada de uma pessoa saudável e com histocompatibilidade sanguínea e inserida no local da medula doente.

Testes de compatibilidade são realizados antes da doação, para que não haja rejeição da medula transplantada.

Os principais hemocitoblastos são:

Proeritroblastos: formam os eritrócitos (hemácias)
Mieloblastos: formam os granulócitos
Linfoblastos: formam os linfócitos
Monoblastos: formam os monócitos
Megacarioblastos: formam as plaquetas

Fonte: ipsangue.org

Medula Óssea

Doação de Medula Óssea - Uma questão de consciência

Dada a importância do assunto, a sua atualidade e, sobretudo, o seu conteúdo solidário, a Diretoria de Saúde aborda, neste número do Infosau, o tema “DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA”, acreditando poder levar aos interessados na matéria algum conhecimento sobre o mesmo, de maneira clara e objetiva.

A doação de medula óssea é freqüentemente citada na mídia, tendo sido, inclusive, abordada em novela televisiva, fato este que permitiu enorme divulgação da importância daquele ato como um dos tratamentos preconizados para as leucemias. Se você, leitor, que goza de boa saúde e tem a alegia e a felicidade de viver plenamente seu dia-a-dia, poderia, quem sabe?, dividir um pouco dessa ventura com quem dela não desfruta.

A decisão de doar é um ato solitário e o desdobramento dessa decisão poderá se refletir em inúmeras pessoas que continuarão vivendo, produzindo, constituindo família, e que deixarão aos descendentes o sentido verdadeiro da palavra “humanidade”.

O QUE É MEDULA ÓSSEA?

É a matriz do sangue, um tecido líquido e se localiza na parte interna dos ossos semelhante ao, popularmente conhecido, "tutano" do osso de boi.

Na medula óssea estão às células-mãe responsáveis pela produção dos componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico é levado destas de volta para os pulmões, a fim de ser eliminado do organismo. Os leucócitos são agentes que cuidam do sistema de defesa do nosso organismo. As plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue.

A medula óssea é o tecido situado no interior dos ossos, onde são formados:

Os glóbulos vermelhos (hemácias)
Os glóbulos brancos (neutrófilos
Eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos); e
As plaquetas.

Hemácias Levam o oxigênio para todo o corpo
por intermédio da hemoglobina.
Neutrólilos Agem na defesa do organismo,
combatendo infecções.
Linfócitos Atuam na defesa do organismo.
Monócitos Atuam igualmente aos neutrófilos.
Eosinófilos Desempenham importante papel na
resposta alérgica.
Basófilos Funções semelhantes aos eosinófilos.
Plaquetas Atuam na coagulação do sangue.

O QUE SÃO CÉLULAS TRONCO?

Células tronco são as células localizadas na medula óssea e que originam todas as outras células sangüíneas. Estão localizadas em pequenas quantidades no sangue circulante e em maior concentração no sangue do cordão umbilical, podendo ser usadas como as fontes de célula para transplantes.

O QUE É LEUCEMIA?

É uma doença caracterizada pelo acúmulo de células que não completaram sua maturação na medula óssea, decorrente de uma produção excessiva de glóbulos brancos doentes. Essas células brancas leucêmicas não funcionam corretamente, ou seja, não podem combater as infecções.

EXISTE MAIS DE UM TIPO DE LEUCEMIA?

Sim. Existem leucemias agudas e crônicas:

O grupo das leucemias agudas é dividido em mieloblástica e linfocítica, de evolução muito rápida, sendo o tipo linfocítica a doença maligna mais comum nas crianças (cerca de 25% de todos os cânceres na infância). A leucemia mieloblástica aguda ocorre mais por volta dos 65 anos de idade e tem um prognóstico pior que a leucemia mieloblástica crônica
O grupo das leucemias crônicas é dividido em mielóide e linfocítica, sendo a leucemia linfocítica crônica a mais comum das leucemias, com ocorrência maior nos pacientes acima de 60 anos de idade. Na leucemia mielóide há uma substituição gradativa das células da medula óssea por células mielóides maduras, o que pode evoluir com anemia severa; e
Existem outros tipos de leucemias com menor incidência na população:
leucemia pró-linfocítica, leucemia linfocítica crônica de células T e leucemia de células “cabeludas”.

COMO SUSPEITAR DA PRESENÇA DE UMA LEUCEMIA?

Inicialmente, em visita ao médico, pela história clínica, exames físico e laboratorial.

Em geral há queixa de fraqueza com duração de 1 a 3 meses, pequena perda de peso, febre, dor óssea e abdominal, falta de ar, sangramento e formação de hematomas, dor de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação quando há comprometimento do sistema nervoso central (SNC). No exame físico há sinais de sangramento como os hematomas e as petéquias, além de palidez ( por anemia e sangramento); aumento do fígado, do baço e dos gânglios linfáticos (ínguas) são mais comuns na leucemia crônica. No exame laboratorial observa-se redução das plaquetas e dos glóbulos vermelhos; os glóbulos brancos podem variar muito em quantidade. O diagnóstico é confirmado pelo mielograma, exame específico para a doença.

QUAL É O TRATAMENTO DA DOENÇA?

Com o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais, utiliza-se inicialmente a poliquimio-terapia.

Em alguns casos só o transplante de medula óssea é capaz de, complementando o tratamento quimioterápico, possibilitar a cura do paciente.

O QUE É TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA?

É um dos tratamentos utilizados nas enfermidades malignas que afetam as células sangüíneas, sendo de vital importância em doenças do sangue tais como a Anemia Aplástica Grave, Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda, Mieloma Múltiplo, Linfomas entre outras.

EM QUE CONSISTE O TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA?

Consiste na substituição da medula óssea doente, por células normais de medula óssea sadia, visando a reconstituição de uma nova medula.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA?

Quanto ao doador:

Autogênico (quando o doador e o receptor são a mesma pessoa, ou seja, as células tronco do paciente são coletadas e conservadas e, posteriormente às altas doses de radio/quimioterapia, são reinfundidas na corrente sangüínea)
Alogênico
(quando o doador e o receptor são pessoas diferentes); e
Singênico
(quando o doador é irmão gêmeo univitelino do receptor).

Quanto à fonte doadora das células:

Medula óssea; e
Sangue periférico.

Quanto à compatibilidade:

Compatível; e
Semi-compatível.

COMO É FEITA A DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA?

Antes da doação, o doador faz um exame clínico a fim de verificar seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita por intermédio de uma pequena cirurgia, de aproximadamente 90 minutos de duração, na qual são realizadas múltiplas punções com agulhas nos ossos posteriores da bacia para aspiração da medula. O volume retirado não causa nenhum transtorno à saúde do doador.

COMO É TRANSFERIDA PARA O PACIENTE A MEDULA ÓSSEA DOADA?

Como se fosse uma transfusão de sangue. As células da medula óssea doada vão, por meio da circulação sangüínea, se alojar na medula óssea do enfermo, onde irão se desenvolver.

Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir as células sangüíneas , o paciente permanece internado, em isolamento, a fim de evitar processos infecciosos e hemorrágicos.

QUAIS SÃO OS CUIDADOS QUE O PACIENTE DEVERÁ TER?

Além do isolamento temporário, deverá ter cuidados com a dieta, a limpeza e os esforços físicos, necessitando ser mantido internado por 2 a 3 semanas e, após a recuperação da medula, o paciente continuará a receber tratamento ambulatorial pelo tempo definido pelo médico.

QUAIS SÃO OS RISCOS PARA O PACIENTE?

Depende de vários fatores entre os quais o estágio da doença e as condições clínicas do paciente. Os principais riscos relacionam-se às infecçõese às drogas quimioterápicas utilizadas no tratamento. A rejeição é rara.

QUAIS SÃO OS RISCOS PARA O DOADOR?

São raros e relacionados a um procedimento cirúrgico que necessita de anestesia. Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada.

REQUISITOS PARA SER UM DOADOR

Ter idade entre 18 e 55 anos
Estar em boas condições de saúde
Procurar local autorizado para cadastramento de doadores de medula óssea ou pelo Disque Saúde – 0800 61 1997
Colher sangue para tipagem HLA, que será cadastrado no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea
Quando aparecer um paciente com a medula compatível com a do doador, este será chamado e novos testes sangüíneos serão necessários para a confirmação da compatibilidade
Se a compatibilidade for confirmada, o doador será consultado para decidir sobre a doação
O estado de saúde atual do doador será reavaliado; e
A doação, como descrita acima, será feita com anestesia, permanecendo o doador, por cautela, em observação pós-anestésico, por algumas horas, não sendo necessária a sua internação.

Fonte: dsau.dgp.eb.mil.br

Medula Óssea

Passado, presente e futuro do transplante de medula óssea

O número de Transplantes de Medula Óssea (TMO), no Brasil, vem crescendo a cada ano.

Em 2006 foram realizados 1.349 procedimentos e até julho de 2007 esse número já tinha chegado a 620. Só nos últimos seis anos foram mais de 7 mil transplantes.

Esse desempenho só é possível graças aos avanços da medicina, a evolução da tecnologia, dos métodos, das drogas e da constante capacitação das equipes envolvidas.

O Dr. Luis Fernando Bouzas, presidente da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) está otimista com as conquistas obtidas até agora, principalmente com o uso e as novas fontes de obtenção das células-tronco.

“Essa é uma das principais evoluções do transplante de medula óssea. O profissional pode usar o sangue periférico e o sangue do cordão umbilical como fonte de células tronco. Graças a constituição dos Registros de Doadores voluntários e dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP), temos uma maior possibilidade de oferecer aos pacientes que não tinham um doador na família, a realização do transplante.”

Atualmente, as doenças que mais exigem transplante são as leucemias agudas, tanto a linfoblástica (na qual as células precursoras dos linfócitos tornam-se cancerosas e substituem rapidamente as células normais da medula óssea) quanto a mieloblástica (na qual as células precursoras dos granulócitos, tornamse cancerosas e, também, rapidamente substituem as células normais na medula óssea).

“Depois das leucemias agudas vem os linfomas e as doenças hematológicas benignas, como a anemia aplástica, a anemia de Fanconi e outras doenças que não são originárias da própria medula”, explica o especialista.

De acordo com o Ministério da Saúde, por ano, surgem cerca de 10 mil novos casos de leucemias no país e, destes, cerca de 5.600 precisam de transplante. O grande problema é que 70% deles não encontram doador compatível na família. Ficam, portanto, na dependência da sorte na fila dos BSCUP ou no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Medula Óssea x Medula Espinhal

Muitos indivíduos têm medo quando se fala em doação de medula óssea. Imaginam que a medula está na coluna vertebral. Quando está diante de alguém com dúvidas o Dr. Bouzas explica que a medula espinhal é o tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e parte do sistema nervoso central. Já a medula óssea fica dentro dos ossos e é conhecida popularmente como tutano.

A medula óssea é um tecido semi-líquido, onde são produzidas as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas, componentes do sangue. Ela é mais abundante em ossos como a bacia e a tíbia. Quando há a necessidade do transplante, é feita a “aspiração” da medula e realizada a transferência do tecido como um todo ou de células selecionadas.

Início

Inicialmente, a medula óssea foi utilizada numa preparação oral pelo Dr. Charles Eduard Brown-Sequard, em 1891, para tratar leucemias.

Com o passar dos anos, os métodos se aprimoraram e o conhecimento sobre transplantes começou a ser difundido. No Brasil, os estudos iniciais foram realizados pelo Dr. Ricardo Pasquini e sua equipe, no Paraná, seguido do grupo chefiado pela Dra Mary E. Flowers, no CEMO/INCA (1982). O grupo do Dr. Pasquini foi o pioneiro no país. Realizou o primeiro transplante em 1979. Atualmente o Dr. Pasquini é professor de Clínica Médica na Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba e chefe do serviço de TMO do Hospital das Clínicas da UFPR. A Dra Mary Flowers chefia uma das unidades ambulatoriais do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, Estados Unidos.

Avanços da ciência

O Dr. Luis Fernando Bouzas conta que hoje existem técnicas em que se pode estimular as células e fazer com que elas saiam da medula óssea e circulem no sangue periférico. A técnica é chamada de mobilização celular e, por meio de uma máquina (aférese), pode-se colher o material a partir do sangue periférico. “A vantagem está em não ser necessário utilizar a técnica tradicional de aspiração da medula óssea em centro cirúrgico com anestesia.”

O médico descarta, no entanto, a possibilidade de a aspiração tornar-se obsoleta. “Existem indicações para as duas técnicas. Muita gente tenta coletar sangue periférico e não consegue. No futuro quem sabe, e não há como se prever isso, talvez surja alguma técnica nova ou algum medicamento novo, que seja mais eficiente.”

Outra fonte que vem sendo cada vez mais utilizada é o sangue do cordão umbilical e placentário que é um material rico em células tronco hematopoiéticas que pode ser coletado, armazenado e utilizado para o transplante.

Quando questionado sobre os principais avanços em TMO, desde o primeiro procedimento realizado na década de 50, o especialista destaca que o mais importante foi um conhecimento melhor da compatibilidade e a evolução nas tipagens dos antígenos leucocitários humanos (HLA), exame que identifica sua genética e determina a compatibilidade do doador e receptor.

Outro marco, segundo ele, foi a melhoria terapêutica de suporte desses pacientes, com advento de novos antibióticos, novas drogas antifúngicas, antivirais e imunossupressores que tem melhorado os resultados com o transplante. Por último, o médico cita os novos conhecimentos relativos aos regimes de condicionamento e de preparação de pacientes. Na década de 70, tinha-se a idéia de que quanto mais o doente fosse tratado com altas doses de quimioterapia e radioterapia, melhor seria o resultado com o transplante, evitando a rejeição e os problemas com recaída. O que se constata, hoje, é que esse tratamento excessivo (com drogas, quimio e radioterapias em altas doses) provoca maior toxidade após o transplante. “A partir de estudos e análises temos reduzido progressivamente a quantidade e as doses de drogas utilizadas na preparação dos pacientes. Com isso, hoje são realizados transplantes com esquemas de condicionamento não-mieloablativos.”

Os esquemas não-mieloablativos são os que utilizam menos quantidade de quimioterapia, mas que nem por isso deixam de tratar o paciente adequadamente, diminuindo a toxicidade ao regime de preparação.

Quando o transplante é necessário?

Os procedimentos de TMO costumam ser mais indicados em doenças como a anemia aplástica grave, mieloma múltiplo, linfomas e alguns tipos de leucemias.

A anemia aplástica caracteriza-se pela falta de produção de células do sangue na medula óssea. Apesar de não ser uma doença maligna, o transplante “substitui” a medula improdutiva por uma sadia.

A leucemia é um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos, afetando sua função e velocidade de crescimento. Para estes casos, o transplante surge como uma forma de tratamento complementar aos tratamentos convencionais.

Talvez o mieloma múltiplo seja o menos conhecido entre os brasileiros. A doença já é a segunda neoplasia hematológica mais freqüente, despertando a curiosidade dos especialistas. No Brasil, estima-se que apareçam cerca de 15 mil novos casos por ano. O problema é o diagnóstico tardio.

Há dois meses esteve no Brasil o Dr. Brian Durie, cientista e médico do centro médico de Cedro-Cedars-Sinai, nos Estados Unidos, considerado como o responsável pelo Bank on a Cure, o primeiro banco de DNA específico para pacientes com mieloma.

Com as pesquisas focadas na descoberta da cura da doença, ele garante que a conquista não está tão distante.

“Vamos encontrar a solução por meio do equilíbrio entre a combinação de várias drogas e o transplante de medula. Hoje o mieloma é uma doença crônica se tratada adequadamente. Talvez possamos alcançar a cura em cinco ou dez anos”, previu.

O Brasil deverá integrar esse banco de DNA até o ano que vem.

Esperança com BrasilCord

Estabelecido por uma Portaria do Ministério da Saúde, em 2004, o BrasilCord é uma iniciativa da SBTMO em constituir um grupo de estudo para normatização técnica e legalização da atividade dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) no Brasil. O primeiro banco do tipo foi do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2001, instituído com o objetivo aumentar as chances de localização de doadores, para os pacientes que necessitam de transplante de medula óssea. Tendo hoje a capacidade para armazenar 10.600 unidades, com equipamentos e laboratórios de última geração tornou-se um importante centro de referência, treinamento, pesquisa e fornecimento de unidades para transplante.

De acordo com o Dr. Luis Fernando Bouzas, coordenador do Projeto BrasilCord, além do INCA, outros três bancos foram instituídos: do Hospital Albert Einstein, em São Paulo; do Hemocentro de Campinas; e do Hemocentro de Ribeirão Preto, que começou a funcionar recentemente.

“No início deste ano, um projeto de expansão deu entrada no BNDES. Com a liberação de um recurso de R$ 28 milhões, aproximadamente, implantaremos mais oito centros, passando de quatro para doze bancos”, conta o coordenador.

Os novos bancos estão previstos para os estados do Pará, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina e Porto Alegre.

A estimativa, segundo o Dr. Bouzas, é que os bancos funcionem como uma rede, com 50 mil cordões congelados entre três a cinco anos.

Será possível, desta forma, encontrar doadores com maior facilidade. Além dos BSCUP, os pacientes podem contar com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Criado em 1993, o Redome já conta com 460 mil doadores, um crescimento fantástico, na opinião do Dr. Bouzas, conseqüência de uma organização e de campanhas em parceria com hemocentros, laboratórios de histocompatibilidade, empresas e ONGs.

Essas ações começaram há três anos. Tudo foi organizado pelo Inca, que gerencia o Registro Brasileiro, e pelo Ministério da Saúde, que credenciou novos centros para realização de transplantes não-aparentados. “Com isso, o Brasil que realizava cerca de 25 transplantes, por ano, passou a realizar 150 com doadores obtidos nos Registros tanto nacional quanto internacional. Destes doadores, cerca de 50% já são obtidos na população brasileira ”, explica o Dr. Bouzas.

Tipos de transplantes

Hoje o transplante pode ser feito de três maneiras: autogênico, quando a medula ou as células são do próprio indivíduo transplantado; alogênico, quando se utiliza a medula óssea ou a célula-tronco de um doador para um paciente; e o singênico, em que se tem como doador um irmão gêmeo.

O transplante alogênico ainda se segmenta em duas modalidades. Se for aparentado significa que o doador é irmão ou parente próximo compatível com o paciente; se for não-aparentado os doadores são voluntários inscritos nos Registros ou sangue de cordão armazenado em Bancos. “O transplante autogênico é designado a alguns tipos de doenças, principalmente as que não atingem a medula óssea ou em que é possível se separar a célula doente da célula boa. Nesse caso se retira a medula, a armazena, e se trata o paciente com quimioterapia ou radioterapia para eliminar a doença. Às vezes é necessário também tratar a própria medula óssea que foi retirada para separar as células malignas das células benignas.

Depois, a medula é devolvida ao paciente só com as células benignas”, complementa o Dr. Bouzas.

Histórico do Transplante de Medula Óssea

O histórico do transplante de medula óssea tem vários aspectos peculiares, desde os estudos iniciais até o seu reconhecimento em 1990 com o Prêmio Nobel de medicina ofertado ao Dr. E. Donnall Thomas.

A medula óssea foi inicialmente utilizada em 1891 pelo Dr. Charles Eduard Brown-Sequard numa preparação oral para tratamento de leucemia.

Em 1899 tentou-se injetar intramedularmente a medula para tratamento da anemia aplástica. Mas a técnica foi refutada por outros profissionais que correlacionaram os resultados ao conteúdo de mineral e ferro do material.

Em 1937 foram administradas injeções intramusculares de medula óssea alogênica e autóloga a pacientes portadores de infecções. Aí houve um pequeno sucesso.

A primeira utilização intravenosa de medula óssea foi realizada em 1939, apesar de ter sido desconsiderada por muitos anos. Já em 1944, um pesquisador injetou medula óssea alogênica dentro da cavidade medular e concluiu que os pobres resultados eram decorrentes do fato das células atingirem a grande circulação.

No ano de 1951, foi demonstrado que camundongos poderiam recuperar da irradiação letal se áreas dos fêmures e baço fossem protegidas com chumbo. Posteriormente, em 1952, foi apresentada a recuperação hematopoética após infusão de medula em camundongos irradiados.

Após a Segunda Guerra Mundial, estimulou-se os estudos com a medula óssea aplicando radioproteção em animais irradiados. Estes estudos foram desencadeados após a observação dos efeitos sobre a hematopoese com as bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki.

A idéia do transplante de medula óssea foi rapidamente transportada para a clínica para a proteção contra os efeitos mieloablativos da quimio e da radioterapia e correção de falências medulares.

Os problemas foram grandes no início do transplante. No campo dos autólogos os desafios eram com a criopreservação da medula e nos alogênicos os problemas imunológicos com a rejeição.

Em 1961 foi padronizada a cultura mista de linfócitos e somente com a caracterização dos HLA, o transplante alogênico ganhou maior impulso.

O Dr. George Math é foi pioneiro no desenvolvimento do transplante de medula clínico. No Brasil, os estudos iniciais foram realizados por Dr. Ricardo Pasquini (foto) e seu grupo do Paraná. Este grupo foi o pioneiro no Brasil e em 1979 realizou o primeiro transplante no Brasil junto com o Dr.Euripedes Ferreira.

Fonte: www.sbhh.com.br

Medula Óssea

Características e tipos de transplante de medula óssea

Como se sabe, a medula óssea é a parte interna dos ossos onde são produzidas as células sanguíneas. Esta produção se faz a partir das chamadas células-tronco que são capazes de se diferenciar para as múltiplas linhagens celulares existentes no sangue.

A medula óssea pode sofrer danos irreparáveis e mesmo sua total destruição por força de dois fatores: doenças como leucemias e aplasias de medula e vários outros tipos de câncer, ou por toxicidade de determinados produtos químicos. Dentre as leucemias, algumas são curáveis com tratamento quimioterápico convencional, mas, a maioria, necessitará de transplante para sua cura definitiva.

Para as aplasias de medula óssea existem outros tratamentos, mas o transplante é o de primeira linha e o que traz os melhores resultados principalmente em pacientes jovens. Entre os casos de destruição por toxicidade destaca-se o dos medicamentos quimioterápicos empregados no tratamento do câncer, cuja eficácia está frequentemente associada à sua agressividade.

Em ambos os casos, o transplante da medula óssea é uma forma de repovoar uma medula cujas células-tronco foram destruídas. Enxerta-se no paciente um contingente de células-tronco sadias, as quais passarão a se reproduzir normalmente restaurando as funções da medula destruída.

Três são as fontes de células-tronco hematopoéticas utilizadas num transplante:

Medula óssea alogênica: obtida de um doador compatível aparentado (especialmente irmãos) ou não-aparentado
Medula óssea singênica:
obtida de um irmão gêmeo idêntico
Medula óssea autóloga:
obtida do próprio paciente, devidamente criopreservada e depois reinfundida no paciente.

Assim, as indicações de um e de outro tipo variam e se complementam. Logicamente os transplantes autólogos são muito menos complexos que os alogênicos por não depender da compatibilidade entre doador e receptor. Sua aplicação se restringe, porém, aos casos em que a medula não foi danificada. Já os transplantes alogêncios - muito mais complexos - enfrentam obstáculos importantes mas carregam um potencial curativo muito mais amplo.

Os obstáculos a superar em um processo de transplante são de várias espécies e se referem aos doadores, à possibilidade de rejeição, à eficácia dos medicamentos e finalmente, mas não menos importante, à qualidade das estruturas de apoio do Serviço. Inicialmente, há que se considerar a questão dos doadores, uma vez que, fora da família, onde as chances de compatibilidade são de 1 para 4 quando o transplante se dá entre irmãos, a probabilidade de encontrar um doador totalmente compatível é de 1 para 3 milhões, ou seja, extremamente baixa.

Para superar este obstáculo, é importante ressaltar que um trabalho sistemático de cadastramento de potenciais doadores no mundo todo, já conseguiu cadastrar 3 milhões de pessoas entre os E.U.A., Europa, Austrália e outros, aumentando a probabilidade de obter-se um doador compatível. E evidentemente, na medida em que o cadastramento avance, as probabilidades continuarão a crescer.

Outro obstáculo de monta tem a ver com a possibilidade de uma rejeição "ao contrário", uma vez que a nova medula, que é portadora de um sistema imunológico próprio, pode rejeitar o seu novo hospedeiro. Os avanços da imunologia e da engenharia genética vêm reduzindo de maneira constante tal rejeição e elevando as probabilidades de sucesso.

Um terceiro limitador dos transplantes é representado pela eficácia relativa das drogas utilizadas para combater a doença, pois de pouco adiantaria enxertar uma medula nova em um paciente cuja doença não tivesse sido totalmente erradicada. No entanto, os progressos contínuos na pesquisa e a comercialização de novas drogas estão permanentemente reduzindo esse limitador.

Finalmente, um quarto obstáculo a superar para que os transplantes de medula óssea sejam bem sucedidos, está ligado à qualidade dos serviços de apoio com que conta a unidade que realiza o mesmo. Afinal, trata-se de um procedimento complexo que exige equipe multiprofissional e multidisciplinar e uma infraestrutura hospitalar apropriada, para superar as múltiplas complicações a que o paciente está sujeito.

O paciente submetido a transplante tem suas defesas contra infecções severamente reduzidas durante um determinado período, não produz sangue e alimenta-se mal, necessitando de cuidado intensivo contínuo. Sem uma boa estrutura de serviços de apoio como o Banco de Sangue, os Laboratórios de Análise Clínica e de Imunogenética, o Serviço de Nutrição, o suporte psicológico e de terapia ocupacional e a odontologia especializada, por exemplo, a probabilidade de sucesso é seriamente diminuída.

Fonte: www.hc.ufpr.br

Medula Óssea

O Transplante de Medula Óssea é a única esperança de sobrevivência para muitos portadores de leucemias e algumas outras doenças do sangue.

Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as medulas do doador e do receptor. A chance de encontrar uma medula compatível entre não-irmãos pode chegar a UMA EM MIL!

Por isso, são organizados Bancos de Doadores de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação. Quanto mais pessoas estiverem cadastradas, maiores as chances de salvar vidas !!!

Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.

A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo.

O que é medula óssea?

A medula óssea, encontrada no interior dos ossos, produz os componentes do sangue, incluindo as células brancas, agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo.

Quem necessita de transplante de medula óssea?

Pacientes com produção anormal de células sangüíneas, geralmente causada por algum tipo de câncer no sangue, como, por exemplo, leucemias. Além de portadores de aplasia de medula ou pacientes cuja medula tenha sido destruída por irradiação, etc.

O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade tecidual entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. As chances de uma pessoa encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) variam de 25 a 35%. As chances de encontrar um doador compatível fora da família são de cerca de 1 em 1000 !!!

O que fazer quando não há um doador compatível?

Quando não há um doador compatível na família, a solução é procurar um doador compatível entre os grupos étnicos (brancos, negros amarelos....) semelhantes, embora, no caso do Brasil, a mistura de raças dificulte a localização de doadores, recorres-se a Bancos de Doadores de Medula de todo o mundo, em que voluntários são cadastrados e consultados para pacientes de todo o planeta. Hoje já existem 5 milhões de pessoas.

No Brasil o número de doadores ainda é muito baixo. Segundo o INCA, em 1999 o banco contava com cerca de 10.000 doadores cadastrados.

O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) coordena a pesquisa de doadores nos bancos brasileiros e estrangeiros.

Se um doador compatível é encontrado, o que acontece?

O próximo passo é ter certeza de que ele quer fazer a doação.

O que acontece com o doador antes da doação?

Ele passa por um exame clínico para certificar seu bom estado de saúde. Não há nenhuma exigência quanto a mudanças de hábitos de vida, de trabalho ou de alimentação.

Quem pode doar ?

Qualquer pessoa com boa saúde, entre 18 e 55 anos.

Quais os riscos para o doador?

Os riscos são praticamente inexistentes. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido a este procedimento. Os doadores costumam relatar um pouco de dor no local da punção.

Como a medula é removida?

Os doadores passam por uma pequena cirurgia de aproximadamente 90 minutos. São feitas de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspirar a medula (vulgarmente conhecida como tutano) . Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada avalia as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.

É retirada uma pequena quantidade de medula (menos de 10%) Ao contrário do que muita gente pensa, medula óssea não é a medula espinhal, ninguém vai retirar um pedaço da espinha do doador !!!

Fonte: www.leucemia1.hpg.com.br

Medula Óssea

O que é medula óssea?

É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por 'tutano'.

Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado.

Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Qual a diferença entre medula óssea e medula espinhal?

Enquanto a medula óssea, como descrito anteriormente, é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.

O que é transplante de medula óssea?

É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Quando é necessário o transplante?

Em doenças do sangue como a Anemia Aplástica Grave, Mielodisplasias e em alguns tipos de leucemias, como a Leucemia Mielóide Aguda, Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia Linfóide Aguda. No Mieloma Múltiplo e Linfomas, o transplante também pode ser indicado.

Anemia Aplástica: É uma doença que se caracteriza pela falta de produção de células do sangue na medula óssea. Apesar de não ser uma doença maligna, o transplante surge como uma saída para 'substituir' a medula improdutiva por uma sadia.

Leucemia: É um tipo de câncer que compromete os glóbulos brancos (leucócitos), afetando sua função e velocidade de crescimento. Nesses casos, o transplante é complementar aos tratamentos convencionais.

Como é o transplante para o doador?

Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde.

Como é o transplante para o paciente?

Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas, o paciente necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre muito comuns. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário ao Hospital-dia.

Quais os riscos para o paciente?

A boa evolução durante o transplante depende de vários fatores: o estágio da doença (diagnóstico precoce), o estado geral do paciente, boas condições nutricionais e clínicas, além, é claro, do doador ideal. Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento.

Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova 'memória' e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos. Esta complicação, chamada de doença enxerto contra hospedeiro, é relativamente comum, de intensidade variável e pode ser controlada com medicamentos adequados. No transplante de medula, a rejeição é rara.

Quais os riscos para o doador?

Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada. Uma avaliação pré-operatória detalhada verifica as condições clínicas e cardiovasculares do doador visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório.

O que é compatibilidade?

Para que se realize um transplante de medula é necessário que haja uma total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada.

Esta compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6, que devem ser iguais entre doador e receptor. A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade. Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%.

O que fazer quando não há um doador compatível?

Quando não há um doador aparentado (geralmente um irmão ou parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante de medula é fazer uma busca nos registros de doadores voluntários, tanto no REDOME (o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) como nos do exterior. No Brasil a mistura de raças dificulta a localização de doadores compatíveis. Mas hoje já existem mais de 12 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o REDOME tem mais de 1 milhão e 400 mil doadores.

O que é o REDOME?

Para reunir as informações (nome, endereço, resultados de exames, características genéticas) de pessoas que se voluntariam a doar medula para pacientes que precisam do transplante foi criado o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), instalado no Instituto Nacional de Câncer (INCA). Um sistema informatizado cruza as informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados no REDOME com as dos pacientes que precisam do transplante. Quando é verificada compatibilidade, a pessoa é convocada para realizar a doação.

Doação de Medula Óssea

O número de doadores voluntários tem aumentado expressivamente nos últimos anos. Em 2000, existiam apenas 12 mil inscritos. Naquele ano, dos transplantes de medula realizados, apenas 10% dos doadores eram brasileiros localizados no Redome. Agora há 1,6 milhão de doadores inscritos e o percentual subiu para 70%. O Brasil tornou-se o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás apenas dos registros dos Estados Unidos (5 milhões de doadores) e da Alemanha (3 milhões de doadores). A evolução no número de doadores deveu-se aos investimentos e campanhas de sensibilização da população, promovidas pelo Ministério da Saúde e órgãos vinculados, como o INCA. Essas campanhas mobilizaram hemocentros, laboratórios, ONGs, instituições públicas e privadas e a sociedade em geral. Desde a criação do REDOME, em 2000, o SUS já investiu R$ 673 milhões na identificação de doadores para transplante de medula óssea. Os gastos crescerem 4.308,51% de 2001 a 2009.

Quantos hospitais fazem o transplante no Brasil?

São 61 centros para transplantes de medula óssea e 17 para transplantes com doadores não-aparentados: Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco, Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), INCA, Hospital das Clínicas Porto Alegre, Casa de Saúde Santa Marcelina, Boldrini, GRAAC, Escola Paulista de Medicina - Hospital São Paulo, Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), Hospital AC Camargo, Fundação E. J. Zerbini, Hospital de Clínicas da UNICAMP, Hospital Amaral Carvalho, Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital Sírio Libanês.

Quantos transplantes o INCA faz por mês?

A média é de dois transplantes com doadores não-aparentados. Mensalmente são realizados sete transplantes do tipo autólogo (de uma pessoa para si mesma) e com doador aparentado.

O que a populãção pode fazer para ajudar os pacientes?

Todo mundo pode ajudar. Para isso é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade e gozar de boa saúde. Para se cadastrar, o candidato a doador deverá procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada uma entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações e, em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (5 ml) para a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador). Os dados do doador são inseridos no cadastro do REDOME e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro, realizado em ambiente cirúrgico, feito sob anestesia geral, e requer internação de, no mínimo, 24 horas.

Informações sobre a Doação de Medula Óssea

Passo a passo para se tornar um doador:

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea. Esta é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.
Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5ml para testes.
Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
Tudo seria muito simples e fácil, se não fosse o problema da compatibilidade entre as células do doador e do receptor.
A chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de UMA EM CEM MIL! Por isso, são organizados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar.
Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação. Para o doador, a doação será apenas um incômodo passageiro.
Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte. A doação de medula óssea é um gesto de solidariedade e de amor ao próximo. É muito importante que sejam mantidos atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato.

Caso você decida doar

1. Você precisa ter entre 18 e 55 anos de idade e estar em bom estado geral de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante).

2. Onde e quando doar

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros nos estados.

3. Como é feita a doação

Será retirada por sua veia uma pequena quantidade de sangue (5ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais.
Seu sangue será tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), que é um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. Seu tipo de HLA será incluído no cadastro.
Seus dados serão cruzados com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea constantemente. Se você for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários.
Se a compatibilidade for confirmada, você será consultado para confirmar que deseja realizar a doação. Seu atual estado de saúde será avaliado.
A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples.

Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Fonte: www.inca.gov.br

Medula Óssea

O que é?

A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos ossos, também conhecido popularmente por "tutano", que tem a função de produzir as células sanguíneas: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.

Medula Óssea
Fig 1.A medula óssea se localiza na parte esponjosa dos ossos chatos (por exemplo, a bacia), onde o desenvolvimento das células do sangue acontece

A célula que origina as células sanguíneas é chamada de célula progenitora ou célula-mãe, estas células existem em pequeno número no sangue e em maior quantidade na medula óssea.

As células- mãe se auto renovam ou se diferenciam e passam por diversos estágios de maturação, antes de passarem para o sangue. O processo de formação das células sanguíneas é chamado de hematopoeise.

Hematopoiese

Medula Óssea
Fig 2.A célula progenitora mielóide dá origem aos eritrócitos, plaquetas, glóbulos brancos granulócitos (neutrófilos, eosinófilos, basófilos), mastócitos e aos monócitos. O progenitor linfóide da origem a linfócitos T e B e células NK (natural killer)

O sangue é composto de plasma e de células suspensas no plasma. O plasma é predominantemente constituído de água, proteínas como fatores de coagulação, hormônios, anticorpos e por vitaminas e minerais .

As células do sangue são: os glóbulos vermelhos ou eritrócitos ou hemácias, os glóbulos brancos ou leucócitos e as plaquetas.

Medula Óssea
Fig 3.Plasma na região superior e células sanguíneas na parte inferior

QUAIS SÃO AS CÉLULAS DO SANGUE E PARA QUE SERVEM?

Hemácias ou glóbulos vermelhos: são células sanguíneas que carregam hemoglobina e são responsáveis pelo transporte do oxigênio dos pulmões para os tecidos e da retirada do dióxido de carbono para ser eliminado pelos pulmões.

Medula Óssea
Hemácias com formato bicôncavo

Leucócitos (glóbulos brancos): são responsáveis pela defesa do nosso organismo contra agentes infecciosos(vírus, bactérias) e substâncias estranhas. Para defender o corpo adequadamente, uma quantidade suficiente de leucócitos deve estimular as respostas apropriadas, ir aonde são necessários e, em seguida, matar e digerir os organismos e as substâncias prejudiciais. Como todas as células sangüíneas, os leucócitos são produzidos na medula óssea.

Eles originam-se de células precursoras (células-tronco) que se diferenciam e amadurecem em um dos cinco tipos principais de leucócitos: neutrófilos, eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos.

A contagem leucocitária total normalmente varia de 4.000 a 10.000 células por microlitro. A leucopenia, diminuição da quantidade de leucócitos ou glóbulos brancos é constitucional; pode ser por uso de determinados medicamentos, administração de quimioterápicos, como resultado de infecções, deficiência de produção ou destruição por anticorpos. Em algumas situações torna a pessoa mais suscetível à infecções. A leucocitose, um aumento da quantidade de leucócitos, pode ser uma resposta a infecções, proveniente do uso de fatores de crescimento, ser resultante de um câncer, de um traumatismo, do estresse ou do uso determinados medicamentos.

Os 5 tipos de leucócitos ou glóbulos brancos são:

Medula Óssea

Medula Óssea

Medula Óssea

Medula Óssea

Medula Óssea

Plaquetas: são fragmentos de grandes células (megacariócitos) que compõem o sistema de coagulação do sangue responsável pela formação do tampão plaquetário agindo na prevenção de hemorragias (hemostasia). Chama-se de plaquetopenia a baixa contagem de plaquetas no sangue. O número reduzido de plaquetas pode ser decorrente da falta de produção destas pela medula por doença ou por uso de determinados medicamentos, como aspirina e anti- inflamatórios ou por destruição periférica. Assim o paciente pode apresentar sangramentos, hemorragias, hematomas e petéquias (pequenas manchas vermelho-arroxeadas, produzidas por vazamentos do sangue das veias para os tecidos). Para corrigir a baixa contagem, o paciente é submetido a transfusões de plaquetas.

Medula Óssea
Fig 4.Plaquetas ativadas na formação do coágulo com auxílio das proteínas de coagulação, evitando a perda excessiva de sangue

Fonte: www.ameo.org.br

Medula Óssea

Transplante de Medula Óssea

Muitas vezes o tratamento da leucemia e de algumas outras formas de câncer envolve a utilização de uma técnica chamada transplante de medula óssea.

Esse tratamento se resume em substituir uma medula doente por uma outra saudável, ou seja, é a transferência de células produtoras de sangue que existem dentro dos ossos (medula óssea ou tutano) de uma pessoa saudável (doador) para a criança doente (recipiente).

O transplante de medula óssea não é uma cirurgia. É um procedimento no qual a pessoa recebe uma dose tão alta de medicação (quimioterapia, por exemplo) que a medula óssea doente é totalmente destruída para então ser reposta por outra saudável.

O que é Medula Óssea?

A medula óssea é o material encontrado no interior dos ossos, também conhecido por tutano, que tem a função de produzir 3 tipos de células sanguíneas:

Hemácias (glóbulos vermelhos): responsável pelo transporte do oxigênio dos pulmões para os tecidos e da retirada do dióxido de carbono deles para ser eliminado pelos pulmões.
Leucócitos (glóbulos brancos):
células responsáveis pela defesa do organismo contra infecções.
Plaquetas:
compõem o sistema de coagulação do sangue que previnem hemorragias.

Tipos de transplante de medula óssea

O tipo de tratamento a ser realizado depende de alguns fatores como a existência ou não de um doador, o tipo de doador e do diagnóstico do paciente.

Existem três tipos de transplante de medula óssea:

Alogênico - transplante no qual o paciente precisa das células da medula óssea de outra pessoa (doador compatível), seja ela da família ou não.
Destrói a medula doente através de quimiotarapia e/ou radioterapia.
Autólogo -
neste tipo de transplante o doador é o próprio paciente (receptor), ou seja, ele doa sua medula para ele mesmo. No procedimento, parte de sua medula saudável é retirada e congelada permitindo que o paciente receba altas doses de quimioterapia e/ou radiotarapia. Depois o paciente recebe a medula de volta para iniciar uma nova produção de sangue sadio. Oferece menos riscos, pois evita a rejeição.
Singênico
- transplante entre irmãos gêmeos univitelinos (gêmeos idênticos), cujas medulas são geneticamente idênticas.

O sangue do cordão umbilical também é usado para transplante de medula óssea, pois é material rico em células imaturas que podem repovoar a medula de uma pessoa.

Como funciona o transplante

O transplante consiste na retirada de uma pequena quantidade de medula óssea do doador em sala cirúrgica, por meio de agulhas apropriadas, que será transplantada, na forma de transfusão, pela veia do receptor.

O transplante de medula óssea possui algumas diferenças em relação aos outros transplantes de órgãos.

Primeiro, a medula óssea é renovada periodicamente de forma que a pessoa que doa a medula óssea não ficará sem aquela porção que doou, por que o organismo irá refazer a quantidade doada em poucos dias ou semanas.

Segunda diferença é que a medula óssea retirada do doador não necessita ser colocada no recipiente. A medula poderá ser simplesmente injetada na veia e as células, ao circularem, alojar-se-ão na medula óssea.

Compatibilidade

Para ser realizado o tratamento é essencial que haja total compatibilidade entre o doador e o receptor, para evitar a rejeição da medula transplantada. Na maioria das vezes o doador é um irmão ou irmã do paciente, depois a mãe ou o pai, por que deve existir uma semelhança entre o doador e o receptor. Essa semelhança ou compatibilidade é determinada por uma série de exames de laboratório como HLA.

Atualmente estão se desenvolvendo bancos de doadores de medula óssea, como os que existem para doação de sangue, caso o paciente não tenha nenhum doador compatível em sua família.

Complicações

O transplante de medula óssea é um procedimento que precisa de muitos cuidados para vencer um inimigo oportunista: a infecção. Ela é a maior causa de óbito em transplante e pode ser causada por bactérias, vírus ou fungos. Por isso, os cuidados de suporte como transfusões e antibióticos são muito importantes.

O outro grupo de células produzido pela medula óssea é o das plaquetas. Essas células recapam os vasos sanguíneos e são essenciais para manter o sangue correndo dentro das veias. Os pacientes que recebem quimioterapia têm níveis baixos de plaquetas e, portanto, uma tendência maior para desenvolverem sangramento. Dessa forma, eles não poderão praticar atividades físicas que envolvam o risco de cair, como jogar bola ou andar de bicicleta.

Outro inimigo a ser vencido é a rejeição, chamada doença do enxerto contra hospedeiro (DECH). Os sintomas desta rejeição se manifestam principalmente no fígado, na pele e no sistema gastrointestinal.

Fonte: www.oncopediatria.org.br

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