Na figura acima esquerda as linhas horizontais são sempre paralelas, mesmo quando o padrão se desloca.
Na figura acima as linhas verticais também são sempre paralelas. A explicação mais aceita para essa ilusão diz que existem células no cortex visual encarregadas de interpretar a linearidade de linhas contínuas. Se alguma coisa chama a atenção de nosso olho o foco fica entrando e saindo dessas linhas. No caso dessas figuras quem desvia a atenção do olho é o movimento dos padrões. Com isso, a sensação de continuidade se perde e vemos as linhas oscilarem.
Nas figuras abaixo é difícil crer que as curvas são círculos concêntricos. Para se convencer disso siga uma delas com a ponta de um lápis. Não há uma explicação simples para esses efeitos. Algumas teorias dizem que dependem dos movimentos involuntários dos músculos ciliares, associados à confusão criada pelo fundo das figuras. Fazendo essas figuras se deslocarem na tela do computador (desloque o mouse na barra de rolagem), as curvas parecem girar.


Essa é uma das ilusões mais intrigantes: o diâmetro aparente da Lua cheia, quando nasce no leste, parece muito maior que seis horas mais tarde, quando a Lua está sobre nossas cabeças. A explicação mais aceita atribui esse efeito ao contraste com o tamanho dos objetos terrestres distantes, como casas e árvores. Quanto mais longe o objeto, menor o tamanho da imagem que ele projeta sobre nossas retinas. Nosso cérebro se acostuma, desde que nascemos, a associar pequenas imagens de objetos cujo tamanho conhecemos ao fato deles estarem distantes de nós. Ora, o tamanho da imagem da Lua na retina não muda durante a noite. A comparação com as imagens de objetos terrestres distantes, quando ela está no horizonte, faz com que ela pareça enorme.

Faça a seguinte experiência, na próxima Lua cheia. Quando ela surgir no horizonte meça seu diâmetro aparente esticando o braço com um lápis na mão. Marque o ângulo de visada com a unha. Seis horas depois faça o mesmo, deitado(a) no chão. Assim, você constatará que o ângulo de visada é o mesmo nos dois casos.



A forma como vemos um objeto depende do ambiente em que ele está. Por exemplo, o círculo ao lado parece achatado no topo mas não é.
O contraste entre as áreas claras e escuras da grade ao lado faz a gente ver manchas cinzas inexistentes nas junções das barras claras.
A ilusão na figura abaixo é impressionante. É difícil acreditar mas o tom de cinza do quadrado claro que está na sombra do cilindro é o mesmo tom de cinza de um quadrado escuro fora da sombra, na borda do tabuleiro. Se não acredita salve a imagem (clique com o lado direito do mouse) e leve-a para um programa tipo Paint. Lá, recorte um quadrado claro perto do cilindro, leve-o para perto de um escuro na borda do tabuleiro e compare os dois.

A perspectiva também costuma iludir nossos olhos. Os tampos das duas mesas na figura abaixo são rigorosamente iguais, isto é, têm o mesmo comprimento e a mesma largura. Comprove isto com uma régua.

Nossos olhos são instrumentos maravilhosos mas, de vez em quando, se juntam ao nosso cérebro para nos enganar. Sabendo disso, não acredite piamente quando alguém lhe jurar que viu discos voadores, almas do outro mundo ou lobisomens. Mesmo se a pessoa for sincera e honesta é quase certo que tenha sido enganada por uma ilusão de ótica.
Fonte: www.fisica.ufc.br