Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Coração - Página 16  Voltar

Coração

ESTRUTURA DO CORAÇÃO

O coração é constituído por tecido muscular que tem uma característica particular: é formado de fibras estriadas e pluricelulares.

As fibras musculares estriadas são características dos músculos que se contraem sob a ação da vontade: por exemplo, são estriados os músculos dos braços e das pernas que o homem move à vontade. Os músculos não sujeitos à vontade (como aqueles das vísceras) são, ao contrário, lisos.

O músculo cardíaco apresenta, pois, uma exceção, porque, não estando o coração sujeito à nossa vontade, é todavia formado de fibras estriadas musculares que se unem umas às outras, perdendo a sua individualidade. Temos assim a impressão de que o coração é um músculo único e não um conjunto de fibras independentes, como acontece com todos os outros músculos.

Coração
(clique para ampliar)

Coração
(clique para ampliar)

 

O músculo cardíaco, toma o nome de miocárdio. No interior do músculo se acham quatro anéis fibrosos que representam o esqueleto fibroso do coração.

Como temos já acentuado, o músculo cardíaco é envolvido por uma túnica fibrosa, o pericárdio.. que é um verdadeiro revestimento do coração, ao qual porém não adere intimamente. Entre este e o músculo cardíaco fica um espaço ou cavidade pericárdica, forrado por uma membrana que constitui o pericárdio verdadeiro; deste distinguimos um folheto visceral, que adere ao músculo cardíaco, e um folheto parietal que reveste a parede interna do pericárdio fibroso. A cavidade pericárdica permite ao músculo cardíaco dilatar-se e contrair-se livremente.

As cavidades cardíacas são, também elas, forradas por uma membrana delgada: o endocárdio. É o endocárdio que, entre a aurícula e o ventrículo, se dobra sobre si mesmo formando as válvulas aurículo-ventriculares. Do mesmo modo, na passagem dos ventrículos para as artérias (pulmonar e aorta) o endocárdio se dobra para formar as válvulas sigmóides.

Vasos do coração

Até o próprio coração tem necessidade de ser convenientemente nutrido. O sangue que circula no coração não o nutre, passa simplesmente pelas suas cavidades. A sua nutrição será, ao contrário, dedicado um complexo de artérias e de veias particulares: as coronárias ( direita e esquerda).

Provêm elas da aorta. Apenas saída do ventrículo esquerdo, a aorta dá origem as artérias coronárias que reentram imediatamente no coração ramificando-se no músculo cardíaco em numerosas subdivisões. O sangue que nutriu e oxigenou o músculo cardíaco é coletado pela grande veia coronária, a qual desemboca diretamente na aurícula direita.

O coração é, pois, provido de uma pequena circulação independente.

Nervos do coração

O coração é um órgão relativamente autônomo. Como possui uma circulação autônoma, também pulsa "por si só". O estímulo que faz bater o coração nasce; na verdade, no íntimo do músculo cardíaco. Isto é, o coração está em condições de bater sem a intervenção do sistema nervoso. No entanto, ao coração chegam nervos que provêm do nervo vago e do sistema simpático. Estes nervos regulam as batidas cardíacas: o simpático o acelera, enquanto o vago o torna vagaroso.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Coração

Fisiologia do Coração

Como somos complexos seres multicelulares e como todas as nossas células, enquanto vivas, desempenhando suas funções, necessitam constantemente de nutrição, oxigênio e demais substâncias, é necessário um bombeamente contínuo do sangue por toda a vasta rede vascular que possuímos. Tal bombeamento é feito, o tempo todo, através de uma bomba muscular, que se encontra funcionando desde a nossa vida embrionária, quando nem sequer forma humana ainda tínhamos: o nosso coração.

Coração

O coração pode ser, portanto, considerado como uma importante bomba muscular.

Como podemos observar na ilustração acima, o nosso coração possui 4 cavidades: 2 átrios e 2 ventrículos.

Através das 2 veias cavas (inferior e superior) o sangue, venoso, chega ao coração proveniente da grande circulação sistêmica. O coração recebe este sangue através do átrio direito.

Do átrio direito o sangue, rapidamente, vai passando ao ventrículo direito. Cerca de 70% do enchimento ventricular se faz mesmo antes da contração atrial. Durante a contração atrial completa-se o echimento ventricular.

Logo em seguida, com a sístole ventricular, uma boa quantidade de sangue venoso do ventrículo direito é ejetado para a artéria pulmonar.

Desta, o sangue segue para uma grande rede de capilares pulmonares.

Ao passar através dos capilares pulmonares as moléculas de hemoglobina presentes no interior das hemáceas vão recebendo moléculas de oxigênio que se difundem do interior dos alvéolos, através da membrana respiratória, para o interior dos capilares pulmonares e interior das hemáceas. O gás carbônico, ao mesmo tempo, se difunde em direção contrária, isto é, do interior dos capilares pulmonares para o interior dos alvéolos. Desta maneira o sangue se torna mais enriquecido de oxigênio e menos saturado de gás carbônico.

Este sangue volta então, mais rico em oxigênio, ao coração. Através das veias pulmonares o sangue atinge o átrio esquerdo e vai rapidamente passando ao ventrículo esquerdo. Com a sístole atrial uma quantidade adicional de sangue passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo, completando o enchimento deste.

Em seguida, com uma nova sístole ventricular, o sangue é ejetado do ventrículo esquerdo para a artéria aorta e desta será distribuído, por uma enorme rede vascular, por toda a circulação sistêmica.

Após deixar uma boa quantidade de oxigênio nos tecidos, o sangue retorna mais pobre em oxigênio do mesmos, é coletado pelas grandes e calibrosas veias cavas, por onde retorna ao coração, no átrio direito.

Um jovem saudável, em repouso, apresenta aproximadamente os seguintes volumes de sangue nas câmaras ventriculares:

Volume Diastólico Final (o volume de sangue que se encontra em cada câmara ventricular ao final de uma diástole): 120 a 130 ml.

Volume Sistólico Final (o volume de sangue que se encontra em cada câmara ventricular ao final de uma sístole): 50 a 60 ml.

Volume Sistólico ou Débito Sistólico (o volume de sangue ejetado por cada câmara ventricular durante uma sístole): 70 ml.

Se, durante 1 minuto, um adulto normal em repouso apresenta aproximadamente 70 ciclos (sístoles e diástoles) cardíacos e se, a cada ciclo, aproximadamente 70 ml. de sangue são ejetados numa sístole, podemos concluir que, durante 1 minuto, aproximadamente 5 litros (70 x 70 ml.) de sangue são ejetados por cada ventrículo a cada minuto. O volume de sangue ejetado por cada ventrículo a cada minuto é denominado Débito Cardíaco (DC).

Conforme foi dito no acima, o coração, num adulto jovem saudável e em repouso ejeta, a cada minuto, aproximadamente 5 litros de sangue através de cada câmara ventricular.

Mas acontece que, ao se praticar alguma atividade física mais intensa, com a dilatação acentuada de diversos vasos sanguíneos na musculatura esquelética, uma quantidade bem maior de sangue passa a retornar ao coração. O coração então, nessas ocasiões, passa também a ejetar a mesma quantidade através de seus ventrículos e evitando assim a ocorrência de uma estase sanguínea. Em determinados momentos, com atividade física intensa, o volume de sangue que retorna ao coração chega até a aproximadamente 25 litros por minuto e, ainda assim, muitas vezes o coração é capaz de bombear todo este volume.

Lei de Frank-Starling

Estabelece que o coração, dentro de limites fisiológicos, é capaz de ejetar todo o volume de sangue que recebe proveniente do retorno venoso.

Podemos então concluir que o coração pode regular sua atividade a cada momento, seja aumentando o débito cardíaco, seja reduzindo-o, de acordo com a necessidade.

Vejamos, portanto, de que forma o coração controla sua atividade:

Controle da Atividade Cardíaca

O controle da atividade cardíaca se faz tanto de forma intrínseca como também de forma extrínseca.

Controle Intrínseco

Ao receber maior volume de sangue proveniente do retorno venoso, as fibras musculares cardíacas se tornam mais distendidas devido ao maior enchimento de suas câmaras. Isso faz com que, ao se contraírem durante a sístole, o fazem com uma maior força. Uma maior força de contração, consequentemente, aumenta o volume de sangue ejetado a cada sístole (Volume Sistólico). Aumentando o volume sistólico aumenta também, como consequência, o Débito Cardíaco (DC = VS x FC).

Outra forma de controle intrínseco:

Ao receber maior volume de sangue proveniente do retorno venoso, as fibras musculares cardíacas se tornam mais distendidas devido ao maior enchimento de suas câmaras, inclusive as fibras de Purkinje. As fibras de Purkinje, mais distendidas, tornam-se mais excitáveis. A maior excitabilidade das mesmas acaba acarretando uma maior frequência de descarga rítmica na despolarização espontânea de tais fibras. Como consequência, um aumento na Frequência Cardíaca se verifica. O aumento na Frequência Cardíaca faz com que ocorra também um aumento no Débito Cardíaco (DC = VS X FC).

Controle extrínseco

Além do controle intrínseco o coração também pode aumentar ou reduzir sua atividade dependendo do grau de atividade do Sistema Nervoso Autônomo (SNA).

O Sistema Nervoso Autônomo, de forma automática e independendo de nossa vontade consciente, exerce influência no funcionamento de diversos tecidos do nosso corpo através dos mediadores químicos liberados pelas terminações de seus 2 tipos de fibras: Simpáticas e Parassimpáticas.

As fibras simpáticas, na sua quase totalidade, liberam nor-adrenalina. Ao mesmo tempo, fazendo também parte do Sistema Nervoso Autônomo Simpático, a medula das glândulas Supra Renais liberam uma considerável quantidade de adrenalina na circulação.

Já as fibras parassimpática, todas, liberam um outro mediador químico em suas terminações: acetilcolina.

Um predomínio da atividade simpática do SNA provoca, no coração, um significativo aumento tanto na frequência cardíaca como também na força de contração. Como consequência ocorre um considerável aumento no débito cardíaco.

Já um predomínio da atividade parassimpática do SNA, com a liberação de acetilcolina pelas suas terminações nervosas, provoca um efeito oposto no coração: redução na frequência cardíaca e redução na força de contração. Como consequência, redução considerável no débito cardíaco.

Coração

A ritmicidade própria do coração, assim como o sincronismo na contração de suas câmaras, é feito graças um interessante sistema condutor e excitatório presente no tecido cardíaco: O Sistema de Purkinje. Este sistema é formado por fibras auto-excitáveis e que se distribuem de forma bastante organizada pela massa muscular cardíaca.

Podemos conferir, na ilustração abaixo, como se distribuem as diversas fibras que formam o Sistema de Purkinje:

Nodo Sinu-Atrial (SA)

Também chamado nodo Sinusal, é de onde partem os impulsos, a cada ciclo, que se distribuem por todo o restante do coração. Por isso pode ser considerado o nosso marcapasso natural. Localiza-se na parede lateral do átrio direito, próximo à abertura da veia cava superior. Apresenta uma frequência de descarga rítmica de aproximadamente 70 despolarizações (e repolarizações) a cada minuto. A cada despolarização forma-se uma onda de impulso que se distribui, a partir deste nodo, por toda a massa muscular que forma o sincício atrial, provocando a contração do mesmo. Cerca de 0,04 segundos após a partida do impulso do nodo SA, através de fibras denominadas internodais, o impulso chega ao Nodo AV.

Nodo Atrio-Ventricular (AV)

Chegando o impulso a este nodo, demorará aproximadamente 0,12 segundos para seguir em frente e atingir o Feixe AV, que vem logo a seguir. Portanto este nodo, localizado em uma região bem baixa do sincício atrial, tem por função principal retardar a passagem do impulso antes que o mesmo atinja o sincício ventricular. Isto é necessário para que o enchimento das câmaras ventriculares ocorra antes da contração das mesmas pois, no momento em que as câmaras atriais estariam em sístole (contraídas), as ventriculares ainda estariam em diástole (relaxadas). Após a passagem, lenta, através do nodo AV, o impulso segue em frente e atinge o feixe AV.

Feixe AV

Através do mesmo o impulso segue com grande rapidez em frente e atinge um segmento que se divide em 2 ramos:

Ramos Direito e Esquerdo do Feixe de Hiss

Através destes ramos, paralelamente, o impulso segue com grande rapidez em direção ao ápice do coração, acompanhando o septo interventricular. Ao atingir o ápice do coração, cada ramo segue, numa volta de quase 180 graus, em direção à base do coração, desta vez seguindo a parede lateral de cada ventrículo. Note que cada ramo emite uma grande quantidade de ramificações. Estas têm por finalidade otimizar a chegada dos impulsos através da maior quantidade possível e no mais curto espaço de tempo possível por todo o sincício ventricular. Com a chegada dos impulsos no sincício ventricular, rapidamente e com uma grande força, ocorre a contração de todas as suas fibras. A contração das câmaras ventriculares reduz acentuadamente o volume das mesmas, o que faz com que um considerável volume de sangue seja ejetado, do ventrículo direito para a artéria pulmonar e, do ventrículo esquerdo para a artéria aorta.

Algo interessante de se verificar no músculo cardíaco é a forma como suas suas fibras se dispõem, umas junto às outras, juntando-se e separando-se entre sí. Uma grande vantagem neste tipo de disposição de fibras é que o impulso, uma vez atingindo uma célula, passa com grande facilidade às outras que compõem o mesmo conjunto, atingindo-o por completo após alguns centésimos de segundos. A este conjunto de fibras, unidas entre sí, damos o nome de sincício. Portanto podemos dizer que existe uma natureza sincicial no músculo cardíaco.

Existem, na verdade, 2 sincícios funcionais formando o coração: Um sincício atrial e um sincício ventricular. Um sincício é separado do outro por uma camada de tecido fibroso. Isto possibilita que a contração nas fibras que compõem o sincício atrial ocorra num tempo diferente da que ocorre no sincício ventricular.

Fonte: mclocosta.sites.uol.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal