Doação de Sangue
O sangue é um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do nosso corpo, defender nosso organismo contra infecções e participar na coagulação. Não existe nada que substitua o sangue.
A quantidade de sangue retirada não afeta a sua saúde porque a recuperação é imediatamente após a doação. Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450ml de sangue. É pouco para você e muito para quem precisa! Você passará por uma entrevista que tem o objetivo de dar maior segurança para você e aos pacientes que receberão o seu sangue. Seja sincero ao responder as perguntas! Neste momento você também receberá informações e poderá tirar todas as suas dúvidas.
Sentir-se bem, com saúde
Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional
Ter entre 18 e 65 anos de idade
Ter peso acima de 50 Kg.
Nunca vá doar sangue em jejum
Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação
Não tome bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores
Evite fumar por pelo menos 2 horas antes da doação
Evite alimentos gordurosos nas 3 horas antes da doação
As pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, sobem em andaimes e praticam pára-quedismo ou mergulho, devem interromper estas atividades por 12 horas antes da doação.
Quem não pode doar?
Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade
Mulheres grávidas ou que estejam amamentando
Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas
Usuários de drogas
Aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.
O que acontece depois da doação?
O doador recebe um lanche, instruções referentes ao seu bem estar e poderá posteriormente conhecer os resultados dos exames que serão feitos em seu sangue.
Estes testes detectarão doenças como AIDS, Sífilis, Doença de Chagas, HTLV I/II, Hepatites B e C, além de outro exame para saber o tipo sanguíneo. Se for necessário confirmar algum destes testes, o doador será convocado para coletar uma nova amostra e se necessário, encaminhado a um serviço de saúde.
O que acontece com o sangue doado?
Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) e assim poderá beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada. Os componentes são distribuídos para os hospitais para atender aos casos de emergência e aos pacientes internados.
Fonte: bvsms.saude.gov.br
O sangue humano é constituído por um líquido amarelado, o plasma, e por células e pedaços de células, genericamente denominados elementos figurados.

Elementos Figurados

Eritrócitos (glóbulos vermelhos ou hemácias)
Transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos, através da hemoglobina.
São produzidas no interior dos ossos, a partir de células da medula óssea vermelha, como apresentado a seguir:
Gênese ou produção de hemácias pela medula óssea: hemocitoblasto > eritroblasto basófilo > eritroblasto policromatófilo > normoblato > reticulócito è eritrócito.
Durante os estágios iniciais, as células dividem-se muitas vezes e mudam de cor, devido à progressiva formação de maiores e maiores quantidades de hemoglobina. No estágio de normoblasto, o núcleo se degenera e a célula transforma-se num reticulócito. É nesse estágio que geralmente a célula deixa a medula óssea. O reticulócito contém ainda pequenos filamentos de retículo endoplasmático e continua a produzir pequenas quantidades de hemoglobina.
Contudo, o retículo degenera dentro de um ou dois dias e se transforma numa célula madura: o eritrócito, que circula pelo sangue durante aproximadamente 120 dias, antes de ser destruído.
Porção globina (grupo protéico formado por aminoácidos): digerido e reaproveitado.
Porção heme (grupo prostético formado por átomos de ferro): a hemoglobina liberada das células que se fragmentam é fagocitada e digerida quase imediatamente, liberando ferro na corrente sangüínea, para ser conduzido para a medula óssea (para a produção de novas células vermelhas) e para o fígado (produção do pigmento biliar bilirrubina).
A redução de glóbulos vermelhos no sangue (eritropenia) ou a queda na concentração de hemoglobina chama-se anemia, caracterizada por cansaço e deficiência respiratória.
A anemia pode ter diversas causas:
Surgem por deficiência de determinados nutrientes na dieta, como ferro, vitamina B12 e ácido fólico. A anemia provocada pela falta de ferro é chamada ferropriva; pela falta de vitamina B12 é a anemia perniciosa.
São resultado da perda de sangue causada por algumas doenças, como amebíase, amarelão, úlcera e gastrite.

Anemia Falciforme
São de base genética. Na talassemia ou anemia do Mediterrâneo, há desequilíbrio na produção de cadeias beta da hemoglobina, causando a produção deficiente de moléculas normais.
A anemia falciforme resulta da substituição de um único aminoácido na cadeia beta (ácido glutâmico por valina) da hemoglobina. Submetidas a baixas concentrações de oxigênio, as hemácias adquirem o aspecto de uma foice e são destruídas.
São originadas de doenças que comprometem a medula óssea vermelha, acarretando diminuição na produção de glóbulos vermelhos e demais células do sangue.
Ex: leucemia.
O aumento de glóbulos vermelhos no sangue (eritrocitose) geralmente se dá por uma adaptação fisiológica do organismo a locais de altitude elevada, onde o ar é rarefeito. Como a saturação de oxigênio é menor que ao nível do mar e a saturação de hemoglobina permanece normal, determinando diminuição da oferta de oxigênio nos tecidos. Como adaptação fisiológica, ocorre secreção de eritropoetina pelos rins, estimulando a medula óssea a produzir mais hemoglobina e mais glóbulos vermelhos. O aumento da quantidade dessas células eleva a capacidade de captação de oxigênio pelo ar.
São células especializadas na defesa do organismo, combatendo vírus, bactérias e outros agentes invasores que penetram no corpo
Denomina-se leucocitose o fenômeno em que o número de leucócitos sobe acima de 10.000/mm³ de sangue e leucopenia quando desce abaixo de 2.000/mm³ de sangue. Na leucemia (câncer de leucócitos) encontramos mais de 100 mil leucócitos/mm³ de sangue. A leucocitose geralmente ocorre devido a uma infecção, enquanto a leucopenia predispõe o organismo a infecções.
Os leucócitos também são produzidos na medula óssea e são apresentados na tabela a seguir:
| Classificação dos leucócitos | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Granulócitos (apresentam grânulos no citoplasma) | Agranulócitos (não apresentam grânulos no citoplasma) | ||||
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Neutrófilo |
Eosinófilo |
Basófilo |
Linfócito |
Monócito |
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| Característica geral | Núcleo geralmente trilobulado. | Núcleo bilobulado | Grânulos citoplasmáticos muito grandes, chegando a mascarar o núcleo | Núcleo muito condensado, ocupando quase toda a célula | Núcleo em forma de rim ou ferradura |
| Função | Fagocitar elementos estranhos ao organismo | Fagocitar apenas determinados elementos. Em doenças alérgicas ou provocadas por parasitas intestinais há aumento do número dessas células | Liberar heparina (anticoagulante) e histamina (substância vasodilatadora liberada em processos alérgicos) | Linfócitos
T auxiliares ou células de memória imunológica orientam os
linfócitos B na produção de anticorpos; linfócitos T supressores determinam
o momento de parar a produção dos anticorpos; linfócitos T citotóxicos
que produzem substâncias que mudam a permeabilidade das células invasoras
(bactérias) ou de células cancerosas, provocando sua morte.
Linfócitos B, que formarão os plasmócitos do tecido conjuntivo, são os responsáveis pela produção de anticorpos específicos no combate imunológico aos antígenos invasores. |
Fagocitar bactérias, vírus e fungos |
| Nº aproximado em cada mm3 | 4.800 | 240 | 80 | 2.400 | 480 |