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Sistema Circulatório

 

Sistema Circulatório

Conceito

O sistema circulatório é controlado pelo coração que bombeia sangue para todo o corpo através de uma rede de vasos.

O sangue transporta oxigênio e substâncias essenciais para todos os tecidos e remove produtos residuais desses tecidos.

Divisão

Sistema sangüíneo: são representados pelos vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares) e o coração.
Sistema linfático:
formado pelos vasos condutores de linfa (capilares linfáticos, vasos linfáticos e troncos linfáticos) e por órgãos linfóides (linfonodos e tonsilas).
Órgãos hemopoiéticos:
representados pela medula óssea e pelos órgãos linfóides (baço e timo).

Função

Levam material nutritivo e oxigênio às células

Sistema Sangüíneo

Coração

É um órgão muscular, que funciona como uma bomba contrátil-propulsora. Ela impulsiona o sangue através dos vasos sangüíneos para várias partes do corpo.

O lado direito do coração recebe o sangue desoxigenado do corpo (baixa taxa de oxigênio) e bombeia para os pulmões, enquanto o lado esquerdo recebe o sangue oxigenado dos pulmões e o bombeia para o interior da artéria aorta, para distribuição ao corpo.

Estrutura do coração

O tecido muscular que forma o coração é de tecido especial - tecido muscular estriado cardíaco denominado de miocárdio. Internamente existe uma camada chamada endocárdio e externamente há uma serosa revestindo-o, denominada epicárdio ou pericárdio visceral.

Cavidade

A cavidade do coração é subdividida em quatro câmaras (2 átrios e 2 ventrículos) e entre átrios e ventrículos existem orifícios denominados de valvas.

Peso do coração: no homem varia de 280 a 340g, na mulher, de 230 a 280g.

Forma

O coração tem a forma aproximada de um cone, apresentando uma base que corresponde à área ocupada pelos átrios direito e esquerdo e pelas raízes dos grandes vasos da base do coração, um ápice (formado pelo ventrículo esquerdo) e 3 faces uma anterior (esternocostal), uma inferior (diafragmática) e o dorso (posterior).

Faces

Face ESTERNOCOSTAL - é formada principalmente pelo átrio direito e ventrículo direito, separados por um sulco denominado sulco coronário.
Face DIAFRAGMÁTICA
- é formada pelos ventrículos direito e esquerdo separados pelo sulco interventricular anterior e posterior.
Face POSTERIOR
- é formada pelos átrios e parte do ventrículo esquerdo.

Situação

O coração fica situado na cavidade torácica, atrás do osso esterno, acima do músculo diafragma sobre o qual em parte repousa, no espaço compreendido entre os dois pulmões denominado mediastino. Tanto o coração como as raízes dos grandes vasos ocupam o pericárdio que está localizado no mediastino médio.

Mediastino

É um compartimento localizado na região mediana da cavidade torácica e é dividido em superior e inferior.

No mediastino superior localizam-se as seguintes estruturas:

Timo - Traquéia
Grandes veias
- Esôfago
Grandes artérias
- Ducto torácico.

O mediastino inferior é dividido em mediastino médio (coração e pericárdio), o mediastino anterior e o posterior.

Pericárdio

É um saco seroso de parede dupla que envolve o coração e as raízes dos grandes vasos, que está localizado no mediastino médio, posteriormente ao corpo do esterno.

O pericárdio é constituído de 2 partes: uma espessa lâmina externa composta por tecido fibroso denso, denominado de pericárdio fibroso, e um saco interno de parede dupla composto de uma membrana transparente chamada de pericárdio seroso.

Pericárdio Fibroso

É um saco externo, resistente, cuja função é proteger o coração um superenchimento repentino. Seu ápice é perfurado pela aorta, tronco pulmonar e veia cava superior.

Pericárdio Seroso

É constituído por 2 lâminas: uma lâmina parietal é unida a face interna do pericárdio fibroso e é tão intimamente aderente a ela que são difíceis de separar. A lâmina visceral é refletida sobre o coração onde ela forma o epicárdio, a camada externa da parede do coração.

Irrigação

É formado por um agrupamento de artérias e veias dispostos em forma de anel, ao nível do sulco atrioventricular. O suprimento arterial do coração é fornecido pelas artérias coronárias direita e esquerda, que se originam da aorta, e as veias cardíacas (PARVA, MAGNA e MÉDIA) que desembocam no seio coronário são responsáveis pela drenagem venosa. Se for obstruída a circulação coronária, dá-se o infarto do miocárdio.

Câmaras cardíacas

ÁTRIO DIREITO

Nele desembocam as veias cavas superior e inferior. O interior do AD é dividido em 2 partes por uma saliência vertical, a crista terminal, que corresponde a um sulco exterior, o sulco terminal.

As cristas paralelas que surgem a partir da crista terminal constituem os músculos pectinados. A parte do AD situada posteriormente à saliência apresenta paredes lisas e recebe as veias cavas superior e inferior e o seio coronário. A abertura da VCS é isenta de qualquer valva. As aberturas da VCI e do seio coronário são guarnecidas de valvas rudimentares.

A parede póstero-medial do AD é formado pelo septo atrial. No septo existe uma depressão rasa denominada de fossa oval, a margem superior da fossa chama-se de limbo da fossa oval.

O óstio atrioventricular direito ou óstio tricúspide é protegido pela valva atrioventricular direita. O óstio do seio coronário abre-se entre o óstio da VCI e o óstio tricúspide.

VENTRÍCULO DIREITO

A cavidade do ventrículo é triangular. O VD comunica-se com o AD através do óstio atrioventricular direito que é protegido pela valva atrioventricular direita.

A parede do VD apresenta três cúspides, denominadas de septal, posterior e anterior.

Tanto no VD como no VE encontraremos as mesmas estruturas como por exemplo: nas margens e superfícies ventriculares das cúspides estão conectadas a pequenas projeções musculares sobre a parede ventricular, denominadas músculos papilares e um grande número de cordões tendinosos, além de feixes musculares denominados de trabéculas cárneas.

ÁTRIO ESQUERDO

O AE juntamente com sua aurícula está situado atrás do AD e forma a maior parte da base do coração. Está separado do VD pelo sulco coronário. Observaremos os 4 óstios das veias pulmonares as quais desembocam no AE e são isentas de valvas, o interior do AE é liso.

VENTRÍCULO ESQUERDO

O VE tem formato cônico e o mesmo comunica-se com o AE através do óstio atrioventricular esquerdo, e com a artéria aorta através do óstio aórtico que está protegido pela valva aórtica a qual é constituída por três válvulas semilunares (são lâminas de tecido conjuntivo em forma de bolso, com o fundo voltado para o ventrículo e a abertura voltada para a luz da artéria).

A valva atrioventricular esquerda ou valva bicúspide ou ainda válvula mitral reveste o óstio atrioventricular esquerdo apresentando duas cúspides, uma anterior e outra posterior. As paredes do VE são 3 vezes mais espessas que as do VD.

Inervação do coração

O coração é inervado por fibras simpáticas e parassimpáticas do sistema nervoso autônomo, através dos plexos cardíacos.

Movimentos cardíacos

Para o coração realizar sua função de bombeamento de sangue, ele efetua movimentos de contração e relaxamento da musculatura de suas câmaras, denominados de sístole e diástole, respectivamente.

DIÁSTOLE

inicia com o enchimento dos átrios com sangue proveniente das veias cavas superior e inferior e veias pulmonares ocorrendo a abertura das válvulas atrioventriculares, ocasionando o enchimento passivo de sangue para os ventrículos.

SÍSTOLE

Com a contração ventricular, as válvulas sigmóides - aórtica e pulmonar - abrem-se permitindo a passagem do sangue dos ventrículos para a aorta e para as artérias pulmonares, respectivamente.

Sistema de condução elétrica do coração:

A freqüência dos batimentos cardíacos é controlada por este sistema. Dele depende que o coração contraia-se entre 60 a 80 vezes por minuto no adulto e 130 no recém-nascido e que mantenha um ritmo. O sistema de condução elétrica do coração é constituído pelo nódulo sinusal ou nó sinoatrial que é composto por células peculiares de estriações longitudinais de 2 cm de comprimento e 2 mm de largura, situado entre o átrio e a VCS ao nível do sulco terminal, onde se iniciam os impulsos elétricos responsáveis pela contração cardíaca. Posteriormente, estimula-se o nódulo atrioventricular ou nó atrioventricular, seguindo-se o feixe de His e seus ramos direito e esquerdo.

TIPOS DE CIRCULAÇÃO

Circulação pulmonar ou pequena circulação

O sangue que entra no AD passa para o VD de onde é bombeado através das artérias pulmonares e daí para os capilares pulmonares. Depois de sofrer a hematose, o sangue oxigenado retorna ao AE através das veias pulmonares. É uma circulação coração-pulmão-coração.

Circulação sistêmica ou grande circulação

Do AE, o sangue oxigenado flui para o VE, de onde é bombeado através da artéria aorta e seus vários ramos, e daí aos capilares de todas as regiões do corpo, retornando ao coração (pelo AD) com sangue venoso através das veias cavas superior e inferior. É uma circulação coração-tecido-coração.

OBS. Volume do sangue corporal: cerca de 5 litros.

Capacidade de cada câmara cardíaca: 60 a 70 ml.

Circulação colateral

São comunicações denominadas anastomoses existente entre artérias ou veias entre si. É um mecanismo de defesa do organismo, para irrigar ou drenar determinado território quando há obstrução de artérias ou veias de relativo calibre.

Circulação portal

É quando uma veia se interpõe entre duas redes de capilares. Ex. Circulação portal-hepática, provida de uma rede capilar no intestino e outra rede de capilares sinusóides no fígado, ficando a veia porta interposta entre as duas redes.

VASOS SANGÜÍNEOS

Tipos de vasos sangüíneos:

ARTÉRIAS

São tubos cilindróides, elásticos, nos quais o sangue circula centrifugamente em relação ao coração, ou seja, são vasos que conduzem o sangue do coração para os capilares.

Ramos

a) Ramos terminais

Quando a artéria divide-se em ramos e o tronco principal deixa de existir por causa desta divisão, os ramos são denominados de terminais. Ex. artéria braquial ao nível do cotovelo bifurca-se em duas outras - artérias radial e ulnar.

b) Ramos colaterais

É quando a artéria emite ramos e o tronco de origem continua a existir. E quando o ramo colateral forma um ângulo obtuso, recebe o nome de ramo recorrente, e neste caso, o sangue circula em direção oposta àquela da artéria de origem.

Classificação

Quanto ao tamanho do seu calibre, as artérias podem ser classificadas em:

a) Artérias de grande calibre - quando têm o diâmetro interno acima de 7 mm. Ex. Aorta - 30 mm.
b)Artérias de médio calibre -
têm o calibre entre 2,5 a 7 mm.
c) Artérias de pequeno calibre
- são arteríolas com menos de 0,5 mm.

Estrutura

a) TÚNICA INTERNA ou Camada interna: é um revestimento interno constituído de células endoteliais apoiando-se em uma fina camada de tecido conjuntivo, externamente a esta encontra-se a membrana elástica interna, formada por fibras elásticas.
b) TÚNICA MÉDIA ou Camada média:
compõe-se de camadas de fibras musculares lisas e tecido elástico, dispostos alternadamente em rede fibrosa.
c) TÚNICA EXTERNA ou Adventícia:
é constituída por tecido conjuntivo fibroso de considerável resistência e de algumas fibras elásticas.

Situação

a) Superficiais: em geral são originadas de artérias musculares e se direcionam para a pele.
b) Profundas:
a maioria das artérias são profundas. Quando acompanhadas de veias e nervos o conjunto recebe o nome de feixe vásculo-nervoso.

VEIAS

São tubos nos quais o sangue circula centripetamente em relação ao coração, ou seja, são vasos que conduzem o sangue a partir dos capilares para o coração.

Classificam-se também quanto ao tamanho em grande, médio e pequeno calibre. O número de veias é maior que o das artérias. Geralmente há duas veias acompanhando uma artéria.

Elas se classificam em superficiais e profundas, sendo que as veias superficiais são subcutâneas, visíveis, mais calibrosas nos membros e no pescoço.

Veias comunicantes: são veias que comunicam as veias superficiais com as veias profundas.

Válvulas venosas

A presença de válvulas é uma das principais características das veias, são delicadas pregas membranosas da camada ou túnica interna da veia, em forma de bolso, presente na maioria das veias de pequeno e médio calibre.

Função

Orienta a direção da corrente sangüínea, permitindo sua circulação apenas na direção do coração e impedindo o seu refluxo.

OBS. A força do bombeamento cardíaco diminui à medida que o sangue passa por vasos de calibre cada vez menores e sobretudo nos capilares. Nas veias, a tensão e a velocidade do sangue são menores que nas artérias. Um dos mais importantes fatores do retorno do sangue venoso ao coração é a contração muscular, que comprime as veias e impulsiona o sangue nelas contido. A insuficiência de muitas válvulas de uma mesma veia provoca sua dilatação e conseqüente estase sangüínea formando as varizes.

CAPILARES SANGÜÍNEOS

São vasos microscópicos, interpostos entre artérias e veias. Neles se processam as trocas entre o sangue e os tecidos e são formados apenas por uma camada endotelial.

VASOS DA BASE DO CORAÇÃO

Os vasos através dos quais o sangue chega ou sai do coração, têm suas raízes situadas na base deste órgão. No átrio direito desembocam a veia cava superior e a veia cava inferior.

Veia cava superior

É uma grande veia que drena o sangue da cabeça, pescoço, membros superiores e parede torácica, ou seja, estruturas localizadas acima do diafragma ( exceto os pulmões e o coração). Com cerca de 7 cm de comprimento este vaso entra no AD verticalmente pela face superior. A VCS localiza-se no mediastino superior e é formada pela união das veias braquiocefálicas direita e esquerda.

Veia braquiocefálica direita

Esta veia curta, quase vertical, forma-se posteriormente à extremidade medial da clavícula, pela união das veias jugular interna e subclávia direitas.

Veia braquiocefálica esquerda

Esta grande veia forma-se posteriormente à articulação esternoclavicular esquerda pela união das veias jugular interna e subclávia esquerdas.

Veia cava inferior

Penetra pela parte inferior do AD, formada a partir da união das veias Ilíacas comuns.

No átrio esquerdo desembocam as veias pulmonares em número de quatro.

Veias pulmonares

As veias pulmonares saem de cada pulmão levando sangue oxigenado para o AE.

Do ventrículo direito sai o tronco pulmonar, que após curto trajeto bifurca-se em artérias pulmonares direita e esquerda, para os respectivos pulmões.

Artéria pulmonar direita

Ao sair do VD localiza-se à direita e atrás da artéria aorta ascendente e VCS, para entrar na raiz do pulmão direito.

Artéria pulmonar esquerda

Sai do VD e entra na raiz do pulmão esquerdo. Esta artéria é mais curta e menos calibrosa que a direita, está ligada ao arco aórtico pelo ligamento arterial, remanescente fibroso do ducto arterial.

Do ventrículo esquerdo sai a artéria aorta, que se dirige para cima e depois para trás e para a esquerda, formando assim o arco aórtico.

Artéria aorta

É a maior artéria do corpo humano.

A aorta torácica divide-se em: aorta ascendente, arco aórtico e aorta descendente.

Aorta ascendente

Inicia na base do VE, seguindo para cima e para diante e origina dois ramos: Artérias coronárias direita e esquerda.

Artéria coronária direita

Tem origem no seio aórtico anterior direito e corre para diante, entre o tronco pulmonar e a aurícula, desce no sulco coronário e emite ramos irrigando principalmente o AD, VD e parte do nódulo AS e do nódulo AV através dos seus ramos marginal e interventricular posterior, que se anastomosa com a artéria coronária esquerda.

Artéria coronária esquerda

Tem origem no seio aórtico esquerdo, posteriormente à artéria pulmonar e corre entre ela e a aurícula esquerda, é mais calibrosa e sua área de irrigação é maior, nutrindo principalmente o AE, VE, nódulo SA e AV através dos seus ramos interventricular anterior e o circunflexo.

Arco aórtico

Está localizado no mediastino superior, é a continuação curva da aorta ascendente, seguindo posteriormente e para a esquerda terminando com a aorta descendente.

Ramos do arco aórtico Tronco arterial braquiocefálico

É o primeiro e maior dos três ramos deste arco, localiza-se atrás do manúbrio do esterno, no plano mediano, anterior à traquéia, subindo pelo lado direito da traquéia e da articulação esternoclavicular direita onde divide-se em artéria carótida comum direita e artéria subclávia direita.

Artéria carótida comum esquerda

Origina-se do arco aórtico à esquerda do tronco braquiocefálico e dirige-se para o pescoço, à esquerda da traquéia.

Artéria subclávia esquerda

Origina-se do arco aórtico, sobe lateralmente a traquéia e esôfago para entrar na raiz do pescoço.

Aorta descendente

É a parte torácica da artéria aorta, inicia ao nível de T4 até T12, passando pelo hiato aórtico do diafragma e continua com a aorta abdominal.

SISTEMA LINFÁTICO

É um sistema formado por vasos e órgãos linfóides e nele circula a linfa, sendo um sistema auxiliar de drenagem, ou seja, auxilia o sistema venoso. É formado pelos vasos condutores de linfa. Ex. Capilares, vasos e troncos linfáticos, além dos órgãos linfóides.

LINFA

É um fluido aquoso claro coletado pelos capilares linfáticos a partir do compartimento de fluido intersticial (espaços intercelulares) em vários tecidos, o excesso desse fluido é filtrado através dos linfonodos e retorna à corrente sangüínea.

Capilares linfáticos: São pequenos vasos que drenam a linfa dos tecidos e são, por sua vez drenados pelos vasos linfáticos. São mais calibrosos que os capilares sangüíneos sendo extremamente abundantes na pele e nas mucosas.

Vasos linfáticos: Possuem válvulas, drenam a linfa que segue para o tronco linfático. Apresentam aspecto semelhante ao de um colar de pérolas, devido às suas numerosas válvulas. Os vasos linfáticos que conduzem a linfa para os linfonodos são chamados de vasos linfáticos aferentes, enquanto aqueles que deixam um linfonodo são chamados de vasos linfáticos eferentes. Os vasos linfáticos superficiais estão localizados na pele drenando para os vasos linfáticos profundos.

Vasos linfáticos profundos: Estão localizados na fáscia profunda entre os músculos e a fáscia superficial.

Troncos linfáticos: São vasos linfáticos maiores, que unem-se para formar ductos linfáticos.

Ductos linfáticos: São formados pela união de vários troncos linfáticos e dividem-se em ducto linfático direito e ducto torácico.

Ducto linfático direito

1. T.L. Jugular interno: que acompanha a veia jugular interna do pescoço.
2. T.L. Subclávio direito :
acompanha a veia subclávia na raiz do membro superior direito.
3. T.L. Broncomediastinal:
que termina isolada ou juntamente, próximo do ângulo de confluência das veias jugular interna e subclávia direitas.

Ducto torácico

Inicia ao nível do abdome como um saco dilatado, a cisterna do quilo. Atravessa o hiato aórtico no diafragma indo até a raiz do pescoço, onde recebe os troncos linfáticos jugular esquerdo, subclávio esquerdo e broncomediastinal.

O ducto torácico é o maior tronco linfático, pois o mesmo drena a linfa do corpo inteiro exceto L:

1) do lado direito da cabeça e pescoço
2)
membro superior direito
3)
metade direita da cavidade torácica ( ducto linfático direito)

Geralmente o ducto torácico desemboca na junção da veia jugular interna com a veia subclávia, do lado esquerdo.

A cisterna do quilo é um saco dilatado na extremidade inferior do ducto torácico dentro do qual drenam os troncos linfáticos intestinal e lombar.

OBS: Os vasos linfáticos estão ausentes no sistema nervoso central, na medula óssea, nos músculos esqueléticos (mas não no tecido conjuntivo que os reveste) e em estruturas avasculares.

LINFONODOS

São compostos de pequenas massas de tecido linfático arranjadas ao longo do trajeto dos vasos e são estruturas achatadas, ovais ou em forma de rim que podem ser palpadas quando estão aumentadas, que se interpõem no trajeto dos vasos linfáticos e agem como uma barreira ou filtro contra a penetração na corrente circulatória de microorganismos, toxinas ou substâncias estranhas ao organismo.

São elementos de defesa imunitária e erradicação de processos infecciosos, pois produzem linfócitos e macrófagos. Os linfonodos geralmente localizam-se no pescoço e nas cavidades torácica, abdominal e pélvica. Como reação a uma inflamação, o linfonodo pode intumescer-se e tornar-se doloroso, fenômeno conhecido como gânglio infartado com o nome vulgar de íngua.

OBS: O fluxo da linfa é relativamente lento durante os períodos de inatividade de uma área ou órgão. A atividade muscular provoca o aparecimento de fluxo mais rápido e regular e este fluxo aumenta durante o peristaltismo e também com o aumento dos movimentos respiratórios, não sendo influenciado pelo aumento da pressão arterial.

FUNÇÕES

Drenagem do fluido tissular

Absorção e transporte de gordura: os pequenos capilares linfáticos chamados quilíferos, que drenam o intestino, contêm considerável quantidade de gordura após uma refeição gordurosa. A linfa cremosa chamada de quilo é levada para o ducto torácico para a veia subclávia esquerda.

Mecanismo de defesa do corpo: produzem anticorpos, os quais são conduzidos para a corrente sangüínea.

ÓRGÃOS LINFÓIDES

Baço

É um grande órgão vascular linfático, situado no lado esquerdo da cavidade abdominal, junto ao diafragma, ao nível das 9o, 10o, 11o costelas. Apresenta duas faces, uma relacionada com o diafragma - face diafragmática - e outra relacionada com as vísceras abdominais - face visceral. Nesta verifica-se a presença de uma fenda - o hilo do baço, onde penetram vasos e nervos. O baço é irrigado pela artéria esplênica e a drenagem venosa se realiza pela veia esplênica.

Timo

É um órgão linfóide, achatado, bilobulado de coloração rósea, formado por uma massa irregular, situado em parte no tórax e em parte na porção inferior do pescoço. A porção torácica fica atrás do esterno e a porção cervical anteriormente e dos lados da traquéia. O timo cresce após o nascimento até atingir seu maior tamanho na puberdade. A seguir, começa a regredir, sendo grande parte de sua substância substituída por tecido adiposo e fibroso, não desaparecendo totalmente. Sua função durante o princípio da vida no desenvolvimento das funções imunológicas (produção de linfócitos).

Fonte: br.geocities.com

Sistema Circulatório

Composto por 1 órgão principal ( coração ) e tubos ( artérias, veias, venulas, capilares ) que fazem a rede de comunicação do coração até as células do corpo.

Sua função principal é de levar oxigênio e nutrientes.

O oxigênio fornecido pelo sistema respiratório, os nutrientes fornecidos pelo sistema digestivo e quem controla este processo é o SNC.

CORAÇÃO

Orgão impar localizado no tórax entre os dois pulmões ( mediastino ) com o ápice voltado levemente para o lado esquerdo, logo abaixo do externo. Possui 4 cavidades 2 superiores (atrios), e 2 inferiores (ventrículos). É formado por 3 camadas musculares epicárdio (a mais externa), o miocárdio (região contrátil do coração), e o endocárdio (a mais interna). É revestido por um saco fibroseroso que possui 2 camadas, a mais externa é fibrosa, e a mais interna é serosa, esta estrutura é chamado de Saco Pericardico. O coração é uma bomba contrátil, propulsora responsável por ejetar todo o sangue que até ele chega.

VASOS SANGÜÍNEOS

Os vasos sangüíneos são tubos compostos por músculos lisos (controlado pelo sistema nervoso autônomo) responsável pela condução do sangue para todos os tecidos e para o coração.

São divididos em:

Artérias
Veias
Arteríolas
Venulas
Capilares

Os vasos possuem movimentos peristáuticos.

VÁLVULAS

O sistema de válvulas tem por função evitar o refluxo sangüíneo.

No lado esquerdo encontramos no coração a válvula bicúspede ou mitral e no lado direito a válvula tricúspede.

As válvulas atrio ventriculares são controladas pelos músculos papilares.

CICLO CARDÍACO

PEQUENA CIRCULAÇÃO (coração – pulmão – coração )

O ventrículo direito ao se contrair, abre a válvula pulmonar ejeta o sangue até os pulmões através da artéria tronco pulmonar. No pulmão irá captar o oxigênio e fara o retorno do sangue oxigenado para o coração através das veias pulmonares (atrio esquerdo).

GRANDE CIRCULAÇÃO

O ventrículo esquerdo ao se contrair, abre a válvula aórtica ejetando o sangue oxigenado e rico em nutrientes para todos os tecidos do corpo através da artéria aorta, este sangue oxigenado passará pelos capilares, deixando o oxigenado e nutrientes e capitando os resíduos metabólicos e CO2 que serão levados para o átrio direito através das veias cavas superiores e inferiores.

CIRCULAÇÃO CORONARIANA

O ventrículo esquerdo ao se contrair abre a válvula aórtica e ejeta o sangue através da artéria aorta, que possui sua primeira divisão próximo ao coração, formado pelas artérias coronarianas direita e esquerda que tem como função levar o sangue oxigenado ao miocárdio. Após a liberação do sangue oxigenado e a captação dos resíduos metabólicos que são levados pelas veias coronarianas até o seio coronáriano, que é a transição do sistema venoso com o atrio direito.

O sistema circulatório subdivide-se em:

SISTEMA SANGUINEO
SISTEMA LINFÁTICO
SISTEMA EMATOPOÉTICO

O sangue é formado de plasma, células sanguineas ( hemácias, leucócitos, plaquetas ), proteína, hormônio.

A válvula do coração é composto de várias valvas.

Para haver nutrientes , O2 e remoção de resíduos metabólicos, CO2 o sangue sai do sistema arterial passando por vários vasos de menores calibres até chegar a nível capilar, é só neste instante que é feito o processo dito acima com as células.

HEMATOSE TECIDUAL

É a troca de nutrientes e O2 nas células e a remoção CO2 e resíduos metabólicos.

HEMATOSE PULMONAR

É a troca de CO2 do sangue levado ao pulmão para O2.

O processo de nutrientes no sangue ocorre quando as células do intestino absorve os nutrientes dos alimentos pré-processados pelo estômago enviando este material para o sangue pelas vias capilares, que vão para as "veia porta " este sangue rico em nutrientes passa pelo fígado que verifica a qualidade do sangue, após este processo o sangue vai para a veia "cava inferior "

PRESSÃO SISTÓLICA

É a pressão do sangue na localidade do ventrículo esquerdo para a artéria aorta. A pressão é de 120 mmhg. ( contração do coração )

PRESSÃO DIÁSTOLE

É a pressão do sangue na localidade do ventrículo esquerdo para a artéria aorta no relaxamento. A pressão é de 80 mmhg.

Ventrículo Esquerdo

120 x 80 mmhg

Ventrículo Direito

25 x 8 mmhg
Pressão nas Arteríolas é de 35 mmhg
Capilares é de 17 mmhg
Vénulas é de 10 mmhg
O retorno do sangue pelas veias, na entrada do átrio, tem a pressão de 0 mmhg.
O refluxo do sangue e contido através de válvulas encontradas nas artérias e veias.
Ex: Artéria Aorta: Válvula semilunar aórtica.

Artéria Tronco Pulmonar: Válvula semilunar pulmonar

As artérias e veias são formados por camadas de músculos, tendo que as artérias tem mais camadas que as veias, pois a pressão da artéria é bem maior que da veia e conforme vai diminuindo o calibre das mesmas vai diminuindo suas camadas.

Em repouso a sístole ventricular e de 70 ml por minuto.

Em 1 minuto passa pelo coração 4900 ml de sangue.

A quantidade de absorção realizada pelos tecidos pode ser controlado pela própria necessidade tecidual ou pelo SNC.

As células quando estão debilitadas ( sem O2 e nutrientes ) , por alguma lesão ou motivo patológico liberam substâncias químicas tentando avisar que precisam de ajuda, além de avisar o SNC que envia um PA para o coração para que o mesmo trabalhe mais enviando mais sangue para o local debilitado, mas estas substâncias também estimulam o esfincter pré-capilar, que é uma válvula recoberto de uma camada muscular ao redor deste capilar, liberando ou restringindo o fluxo do sangue.

Esquemia

É a obstrução do fluxo sanguineo.

Infarto

Morte por esquemia súbita (falta de sangue) morte celular.

A dor que antecede o infarto e chamado de " Angina de Peito ".

Quando sentimos dores da angina do peito que antecede o infarto, sentimos dores em demais partes do corpo, na realidade há uma morte tecidual no coração fazendo que o mesmo contraia com menas intensidade, levando menos sangue para os tecidos do corpo.

Necessidade Tecidual

Faz com que os batimento cardíacos aumentem para suprir as necessidades dos tecidos.

O pús é o resíduo dos vírus e bactérias.

A substância química liberada das células pela diminuição de sangue que ocorreu com a obstrução das artérias parcial ou total faz acontecer um processo chamado de:

ANGIOGÊNESE

É a criação de novos vasos sanguineos pela necessidade do tecido a passagem de sangue ocorrido na obstrução das artérias ( placa de ateroma ).

Mas ao praticar esportes as vezes pode-se ocorrer a Angiogênese , o Tecido Basal ( tecido em repouso ), as células não estão condicionadas, não tendo mitocondreas e organelas suficientes para realizar determinados exercícios anaeróbicos, não estando condicionados sentimos dor pela produção de ácido lático ( debilita as terminações nervosas avisando que tem algum problema, isto é bom pois está reação avisa-nos (a dor)), é importante que a pessoa volte a fazer exercício no próximo dia sem muita intensidade mesmo com dor, para que haja um maior fluxo sanguineo removendo os resíduos ( ácido lático ) e condicionando as células.

É necessário que tenha mais vasos sanguineos, levando mais sangue para as células que estão trabalhando mais que o normal, este fenômeno é chamado de "Angiogênese do Esporte ". Esta angiogênese irá acontecer principalmente no coração do atleta, bombeando mais sangue para os tecidos em maior funcionamento, as células do coração também irão precisar de mais sangue para nutrir a sua musculatura , criando mais vasos no tecido do coração para as células condicionadas.

Energia Aeróbica

Energia pura, sem muito resíduo com presença de oxigênio.

Energia Anaeróbica

Energia formado sem muito oxigênio ou com muito pouco, formando muito resíduos. Ex: Ácido Lático.

O fígado produz a bíle que fica na vesícula biliar. Um das mais importantes funções é formar colesterol.

Colesterol

É lipoproteína.

VDRL = Ruim ( tem pouca concentração protéica ).
LDL =
Médio
HDL =
Bom ( alta concentração protéica ).

O débito cardíaco varia mais ou menos conforme a necessidade do tecido.

As células guardam energia.

As artérias capilares são formadas por uma única camada muscular "endotélio ", as células que formam o endotélio abrem pequenos espaços para alimentar o tecido celular que liberou a substância avisando que precisava de ajuda, liberando nutrientes e O2.

O CO2 e o O2 saem e entram no intertício sem abrir as células do tecido dos tubos capilares ( endotélio ) passando sem barreiras.

Exocitose

Remoção de resíduos metabólicos, o que não utiliza.

Para remver os resíduos metabólicos "exocitose" a célula pega o resíduo que ela não aproveitou e manda para o interstício, muito pouco deste resíduo entra nos capilares, pois a pressão é mais elevada que no interstício (17 mmhg). Os resíduos que sai do núcleo, uma parte forma o glicocálix, e o que não foi utilizado fica alojado no " liquido interstícial ".

Uma parte do liquido intersticial é formado de sangue ( 55% liquido e 45% sólido ).

Quando o endotélio abre suas células além de sair nutrientes sai para o liquido intersticial sai plasma e outros componentes do sangue (leucócitos, hemácias, proteínas ).

A linfa é formada por plasma sanguineo, células sanguineas, proteínas, resíduos metabólicos.

O liquido intersticial que é formado por sais, plasma, resíduos, proteínas e outros. O sistema linfático capta a linfa com uma rapidez extrema para que alguns componentes não misture com os componentes da matrix extracelular. Tudo que é extravasado pelo tubo capilar é captado pelos tubos linfáticos que tem a pressão negativa de –3 mmhg que suga. Estes tubos se localizam no interstício.

Diapedese

São as células que extravasam do tecido capilar para o tecido lesado.

Quando levamos alguma pancada (lesão) e não rompemos vasos ou mesmo rompendo, as células lesadas enviam um sinal quimicamente para o esfincter local e ao SNC, liberando mais sangue para o local, para reconstituir as células danificada ( sistema imunológico ), os leucócitos (células de defesa), hemácias, nutrientes, O2 , proteínas, acumulam-se no local aumentando o liquido intersticial, que verifica o local e reage conforme o quadro fisiológico ( inflamatório ), após diagnóstico, os materiasi encontrados no sangue com o aumento do fluxo começam a fazer o processo de recuperação das células danificadas pela lesão e o sistema linfático a retirar o acumulo de liquido intersticial.

Processo inflamatório

Dor: É a substância enviada ao SNC pelas células avisando que tem algum problema.
Calor:
O calor existe pois há um aumento de quantidade sanguinea no local, aumentando o metabolismo.
Rugor ( cor avermelhada ):
Por causa dos vasos sanguineos que existem.
Edema:
Acumulo de linfa no interstício.

A linfa ao ser captada pelos canais linfáticos passam por linfonodos que são como filtros, e verificam se há algum agente patológico ( vírus ou batéria ), esta verificação é feita pelo sistema imunológico. Os linfonodos mais distais do corpo são em menores quantidades. Se houver uma invasão de bactérias no pé, as mesmas passam pelos linfonodos da perna que são em poucas quantidades, mas quando chegam na região verilha com uma concentração maior de linfonodos geralmente são destruidas. As vezes aparece as inguas que nada mais é um trabalho excessivo dos linfonodos da verilha, após verificado a linfa ela desemboca na veia cava superior.

Sepsemia

Infecção generalizada

Varizes

É quando algumas válvulas das veias ficam danificadas dificultando o retorno do sangue venoso acumulando sangue, engrossando-as.

Quando os linfonodos não conseguir combater os vírus ou bactérias pode haver uma sepsemia.

A drenagem linfática, além de drenar a linfa ajuda o sistema venoso. A vontade de fazer "xixi " acontece porque a quantidade de sangue é de 5 litros isso é controlado, ao realizarmos massagem linfática a linfa é desembocada na veia cava superior aumentando a velocidade do fluxo sanguineo fazendo com que acelere a função do rim, que retira do plasma sanguineo 1% de resíduos e manda para a bexiga.

A massagem linfática tem que ir de distal para proximal , mas começando sempre da parte mais proximal, para não empurar a linfa que está estagnada, dilatando os vazos. Ex: começo da virilha, do joelho para a virilha, do pé em direção á virilha.

O sistema linfático é o que mais colhe materiais residuais.

O edema linfático é uma obstrução do vaso linfático.

Embolia

Deslocamento de um trombo.

Ematose

Troca de CO2 para O2.

Este aviso enviado através da dor pela células debilitadas ao SNC, estimula o coração para acelerar sua contração ( sístole ) que é feito pelo marcapasso fisiológico do coração ( que dá o ritmo ) chamado de " NODO ou NOSINU – ATRIAL ", que se encontra no atrio. Este processo faz aumentar a frequência cardiaca e a contração cardiaca.

A proteína retém moléculas de água, a proteína tendo moléculas de água ajuda a prender melhor as gorduras. Então se houver no sangue uma boa quantidade de proteínas as gorduras irão se prender com facilidade, evitando que as gorduras se fixem nas paredes das arteriolas ou venulas formando as " PLACAS DE ATEROMA ", que nada mais é um acúmulo de gordura nas paredes destes canais, ocorrendo um entopimento.

A dor que antecede o infarto

Timo

Termina de montar o linfócito T, e o linfócito B já sai pronto da medula óssea.

O atrio contrai 25% para mandar sangue para o ventrículos.

Fisiologia do Músculo Cardiaco

O coração é constituido de três tipos principais de músculo cardíaco: músculo atrial, músculo ventricular e fibras musculares condutoras e excitatórias expecializadas.

Os tipos atrial e ventricular de músculo contraem-se da mesma maneira que o músculo esquelético, exceto que a duração de contração é muito maior. Por outro lado, as fibras condutoras e excitatórias expecializadas contraem-se apenas fracamente , por conterem poucas fibras contráteis.

Potenciais de Ação do Músculo do Coração

O potencial da membrana em repouso do músculo cardíaco normal é de aproximadamente -85 a -95 milivolts (mV) e de cerca de -90 a -100 mV nas fibras de condução especializadas.

O PA registrado no músculo ventricular é de 105 mV, o que uqer dizer que o potencial de membrana se eleva do seu valor normalmente muito negativo para um valor ligeiramente positivo, de +20 mV.

Contração do Músculo Cardíaco

O mecanismo de acoplamento excitação e contração é o mesmo que para o músculo esquelético, mas há um segundo efeito que é bem diferente. Além dos íons cálcio liberados no sarcoplasma do retículo sarcoplasmático, grande quantidade de íons cálcio extra também se difunde dos túbulos T para o sarcoplasma por ocasião do PA. Na verdade sem este cálcio extra dos túbulos T, a força de contração do músculo cardíaco seria consideravelmente reduzida, porque o retículo sarcoplasmático do músculo cardíaco não é tão desenvolvido quanto os dos músculos esqueléticos e não armazena cálcio suficiente para proporcionar contração completa. por outro lado os túbulos T do músculo cardíaco tem o diâmetro 5 vezes maior que o dos túbulos do músculo esquelético e volume 25 vezes maior; da mesma forma, há no interior dos túbulos T grande quantidade de mucopolissacarrídios eletronegativamente carregados que fixam abundante reserva de íons cálcio, mantendo sempre disponiveis para difusão para dentro da fibra muscular cardíaca ao ocorrer o PA dos túbulos T.

A Duração de contração do músculo cardiaco é função principalmente do PA - Cerca de 0,2s no músculo atrial e 0,3s no músculo ventricular.

O Efeito da frequência cardíaca com o coração batendo a um ritmo muito rápido não fica relaxado por tempo suficientemente longo para possibilitar o enchimento completo das câmaras cardíacas antes da próxima contração.

O Ciclo Cardiaco

O período do início de um batimento cardíaco até o início do batimento seguinte é denominado de Ciclo cardíaco.

O Átrio serve como bomba, o sangue flui de modo contínuo das grandes veias para os átrios; cerca de 75% fluem diretamente através dos átrios para os ventrículos antes mesmo que os átrios se contraiam. Ai, então, a contração átrial causa enchimento adicional dos ventrículos de ordem de 25%

A Eficiência da Contração Cardiaca

Durante a contração muscular, a maior parte da energia química é convertida em calor, e parte muito menor, em trabalho. A proporção entre o trabalho e o gasto de energia química é denominada " eficiência da contração cardíaca ", ou simplesmente " eficiência do coração ". A eficiência máxima do coração normal está entre 20 e 25%. Na insuficiência cardíaca, pode cair até para 5 a 10%.

Regulação do Bombeamento Cardíaco

Os dois meios básicos pelos quais o volume bombeado pelo coração é regulado são:

A regulação intríseca do bombeamento pelo coração a respostas pela alterações do volume de sangue que flui até o coração.
O controle do coração pelo SNA.

A quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto é determinada pela intensidade do fluxo sanguineo das veias para o coração, o que é denominado " retorno venoso ". Isso quer dizer que cada tecido periférico do corpo controla seu próprio fluxo sanguineo. O coração bombeia automaticamente, este sangue que chega para as artérias sistêmicas, de modo que possa fluir novamente pelo circuito.

Essa capacidade intríseca de adaptação do coração à alternação no volume de sangue que entra é denominada " Mecanismo de Frank-Starling ". Dentro do limite fisiológico o coração bombeia todo o sangue que chega até ele, sem permitir acúmulo excessivo de sangue nas veias.

Controle do Coração pelos Nervos Simpáticos e Parasimpáticos

Uma forte estimulação simpática pode aumentar a frequência cardíaca de seres humanos para 200, em casos raros, até mesmo 250 batimentos por minuto, em pessoas jovens.
Uma forte estimulação parasimpática (vagal) , pode fazer cessar por alguns segundos os batimentos cardíacos, retornando com frequência de 20 a 30 batimentos por minuto. A forte estimulação parasimpática diminui se 20 a 30% a força de contração do coração. Podendo reduzir em até 50% ou mais o bombeamento ventricular - especialmente em grande carga de trabalho.

Efeito da Frequência Cardíaca sobre a Função do Coração como uma Bomba

Após a frequência cardíaca elevar-se acima de um nível crítico, por exemplo, a força do próprio coração diminui, presumivelmente devido ao uso excessivo de substratos metabólicos pelos músculos cardíacos. Além disso, o período de diástole entre as contrações fica tão reduzido que o sangue não tem tempo para fluir adequadamente dos átrios para os ventrículos.
Quando a frequência cardíaca é aumentada pela estimulação elétrica o coração tem sua capacidade máxima de bombear sangue na frequência entre 100 a 150 bpm.
Mas se a frequência cardíaca for aumentada pelo estimulo simpático, ele fará o mesmo processo com a frequência entre 170 a 220 bpm.
A razão para esta diferença é que a estimulação simpática aumenta não só a frequência como também a força cardíaca. Ao mesmo tempo ela diminui a duração de contração sistólica e possibilita mais tempo para o enchimento durante a diástole.

Efeito de Íons Potássio e Cálcio sobre a Função Cardíaca

O excesso de potássio no líquido extracelular faz o coração ficar extremamente dilatado e flácido e lentifica a frequência cardíaca. Quando o potencial da membrana diminui, a intensidade do PA também diminui, o que torna progressivamente mais fraca a contração do coração.
O excesso de íons cálcio causa efeitos opostos aos do íons potássio, fazendo o coração entrar em contração espástica. Causado pelo efeito direto na excitação do processo contrátil cardíaco.

Efeito da Temperatura no Coração

O aumento da temperatura do coração que ocorre quando se tem febre, causa grande aumento da frequência cardíaca, as vezes até o dobro do normal, aumentando a permeabilidade da membrana muscular aos íons. Mas se a frequência aumenta por muito tempo pode causar fraquesa cardíaca.
A diminuição da temperatura causa grande redução da frequência cardíaca, caindo alguns batimentos por minuto quando a pessoa está próxima da morte por hipotermia, na faixa de 15,5 a 21 graus celcius.

Características Física da Circulação

As arteríolas são os pequenos ramos finais do sistema arterial, atuando como válvulas de controle pelas quais o sangue é lançado nos capilares.
A função dos capilares é de efetuar troca de líquidos, nutrientes, eletrólitos, hormônios e outras substâncias entre o sangue e o líquido intersticial. As parede capilares são muito finas e permeáveis a pequenas substâncias moleculares.
As vênulas coletam sangue dos capilares, elas coalescem gradualmente em veias progressivamente maiores.
As veias funcionam como dutos para o transporte de sangue para os tecidos de volta para o coração.
Quando estão ativos, os tecidos necessitam de fluxo de sanguineo muito maior que em repouso, ocasionalmente de até 20 a 30 vezes em repouso.
Os rins tem importante papel adicional no controle de pressão, tanto pela secreção de hormônios controladores da pressão como pela regulação do volume sanguíneo.

Distencibilidade Vascular

Anatomicamente falando as paredes das artérias são bem mais fortes que as das veias. Como conseqüência , as veias são em média 6 a 10 vezes mais distensíveis que as artérias.

Efeito da Estimulação Simpática

O controle simpático da capacidade vascular também é particularmente importante durante as hemorragias. O aumento do tônus simpático vascular, especialmente das veias, reduz as dimensões do sistema circulatório e a circulação continua quase que normalmente, mesmo quando são perdidos até 25% do volume sangüíneo total.
A pressão sistólica é de 120 mmhg, e na pressão diástole é de 80 mmhg. A diferença entre estas duas pressões, de aproximadamente 40 mmhg, denominada de "Pressão Diferencial "

O Pulso Radial

Um pulso fraco na artéria radial indica geralmente:

1 - Grande diminuição da pressão diferencial central, tal como ocorre quando o débito sistólico é baixo.
2 -
Maior "amortecimento" da onda de pulso causada por espasmos vasculares; estes ocorrem quando o sistema nervoso simpático fica excessivamente ativo após perda de sangue ou quando a pessoa apresenta calafrios.

O pulso paradoxal torna-se forte, depois fraco, e depois forte, com isso ocorrendo em sintonia com as fases da respiração. Isso é causado pelo aumento e diminuição alternados do débito cardíaco a cada respiração.

No déficit de pulso o ritmo do coração é muito irregular na fibrilação atrial ou no caso de batimentos cardíacos prematuros. Nestas arritmias, dois batimentos vêem tão próximo um do outro, que o segundo batimento bombeia pouco sangue. Porque o ventrículo tem muito pouco tempo para encher entre os batimentos.

Válvulas Venosas e a Pressão Venosa

Caso o indivíduo permaneça perfeitamente imóvel, a bomba venosa não funciona e as pressões venosas na parte inferior das pernas elevam-se, em aproximadamente 30s, até o valor hidrostático integral de 90 mmhg. As pressões dos capilares também aumentam muito, ocasionando vazamento de líquido do sistema para os espaços teciduais.

Como conseqüência as pernas incham e o volume sangüíneo diminui. Na verdade, até 15 a 20 % de volume sangüíneo são freqüentemente perdidos pelo sistema circulatório dentro de 15 minutos em que se permanece de pé absolutamente imóvel, como ocorre quando um soldado é obrigado a ficar na posição de sentido.

Incompetência das válvulas venosas e veias varicosas

As válvulas do sistema venoso freqüentemente tornam-se incompetentes, as vezes são destruídas. Isto ocorre particularmente quando as veias foram distendidas em excesso por pressão venosa excessiva durando semanas ou meses, como ocorre na gravidez ou quando fica de pé a maior parte do tempo. A distenção da veias aumenta sua área de seção transversa, mas as válvulas não aumentam de tamanho. Por esta razão as válvulas das veias não mais se fecham totalmente.

Quando isso ocorre, a pressão nas veias da pernas aumentam ainda mais devido á insuficiência da bomba venosa; isso aumenta mais ainda o tamanho das veias e acaba por destruir por completo a função das válvulas. A pessoa passa então a apresentar as " veias varicosas " , que se caracterizam por grandes protrusões bulbosas das veias sob a pele de toda a perna, sobretudo sua parte inferior.

As pressões venosas e capilares ficam muito elevadas e o vazamento de líquido dos capilares causa edema constantes nas pernas sempre que as pessoas ficam de pé por mais de alguns minutos. O edema por sua vez impede a difusão adequada de materiais nutricionais dos capilares para as células musculares.

Função Reservatório de Sangue nas Veias

Mais de 60% de todo o sangue no sistema circulatório estão nas veias.

Quando há perda de sangue pelo corpo e a pressão arterial começa a cair, freflexos de pressão são evocados pelo seios carotídeos e outras áreas da circulação sensíveis a pressão, estes reflexos por sua vez, enviam sinais nervosos simpáticos para as veias, fazendo –as contraindo-se, e isto tira grande parte da folga da circulação causada pela perda de sangue. Mesmo após até 20% do volume de sangüíneo terem sido perdidos.

Reservatório Sangüíneo Específico

Certas partes do sistema circulatório são tão amplas e tão complacentes que são denominadas " reservatório sangüíneos específicos ".

O baço, que pode diminuir suficientemente de tamanho para liberar até 100ml de sangue em outras áreas da circulação.
O fígado, cujos sinusóides, podem liberam várias centenas de mililitro de sangue para o restante da circulação.
As grandes veias abdominais, que podem contribuir com até 300 ml.
O plexo venoso por sob a pele, que também pode contribuir com várias centenas de mililitros . o coração e os pulmões, embora não façam parte do sistema de reservatório venoso sitemico, também devem ser considerado como reservatórios de sangue.

Poros na Membrana Capilar

Os poros nos capilares de alguns órgãos tem características especiais para atender as necessidades peculiares deste órgãos.

No fígado, as fendas entre as células endoteliais capilares são muito largas, de modo que quase todas as substância dissolvida no plasma, incluindo até mesmo as proteínas plasmáticas, podem passar do sangue para o tecido hepático. Os poros das membranas intestinais são intermediários entre os dos músculos e dos do fígado.

Difusão de Substâncias Lipossolúveis Através da Membrana

Quando são lipossolúveis , as substâncias podem difundir-se diretamente através das membranas celulares do capilar sem Ter de atravessar os poros.

Difusão de Substâncias Hidrossolúveis Através da Membrana

Muitas substâncias necessárias aos tecíduos são solúveis em água, mas não pode passar através das membranas limpídicas das células endoteliais; essas moléculas incluem as próprias moléculas de água, íon cálcio, íons cloro e glicose.

Gel no Interstício

O líquido no interstício é derivado dos capilares por filtração, ele contém quase que os mesmos componentes do plasma, exceto por concentração muito menor de proteínas , porque elas não são filtradas facilmente para fora dos capilares.

O líquido nele retido tem a característica de um gel, chamando-se de " Gel Tecidual ".

O Bombeamento pelo Sistema linfático é a Causa Básica da Pressão Negativa

O sistema linfático é um sistema de " Gari " que remove o excesso de líquido, restos celulares e outros materiais dos espaços teciduais. Quando um líquido penetra nos capilares linfáticos terminais, eles se contraem e impelem a linfa para adiante ao longo do sistema linfático até desenbocar novamente na circulaçào.

A somatória de forças na extremidade arterial do capilar mostra um pressão de filtração efetiva de 13 mmhg, tendendo a mover líquido para fora.

Essa pressão de filtração de 13 mmhg, faz com que em média, cerca de 0,5 do plasmo seja filtrado para fora da extremidade arterial dos capilares para os espaços intersticial.

A força que faz o líquido mover para dentro do capilar, 28 mmhg, é A maior que se opõe à reabsorção, de 21 mmhg. A diferença , 7 mmhg é a Pressão de reabsorção menor que a pressão de filtração e consideravelmente menor que a pressão de filtração.

SISTEMA LINFÁTICO

O sistema linfático constitui uma via acessória pela qual os líquidos possam fluir do espaço intersticial para sangue. Os vasos linfáticos podem transportar, para fora dos espaços teciduais, proteínas e grandes materiais particulados, nenhum dos quais podem ser removido diretamente pela absorção do capilar sangüíneo.

Com exceção de alguns, quase todo os tecíduos do corpo tem canais linfáticos que drenam o excesso de líquido diretamente dos espaços intersticiais .

As excessões incluem as partes superficiais da pele, o sistema nervoso central , as partes mais profundas dos nervos periféricos.

A LINFA deriva do líquido interstícial que flui para os vasos linfáticos.

A concentração de proteínas no líquido intersticial na maioria dos tecidos é, em média, cerca de 2g/dl e a concentração protéica da linfa que flui desses tecidos é muito próximo deste valor. Por outro lado a linfa formada no fígado tem a concentração de proteina de até 6g/dl e é formada no intestino tem concentração de proteínas de 3 a 4 g/dl. Como cerca de 2/3 de toda linfa derivam do fígado e do intestino, a linfa torácica, uma mistura de linfa de todas as partes do corpo, tem geralmente a concentração de proteínas 3 a 5 g/dl.

O sistema linfático é uma das principais vias de absorção de nutrientes a partir de um tubo gastritestinal, sendo responsável principalmente pela absorção dos lipídios, após uma refeição rica em lipídios, a linfa do duto torácico contém até 1 a 2% de lipídios.

Intensidade do Fluxo Linfático

Aproximadamente 100ml de linfa fluem através do duto torácico do ser humano em repouso por hora, e talvez, outros 20ml fluiriam para a circulação a cada hora por outros canais, fazendo um fluxo linfático total de 120 ml/h. a intensidade do fluxo da linfa é determinada principalmente por dois fatores:

Pressão do líquido intersticial
Grau de atividade da bomba linfática

O fluxo linfático é muito pequeno, com pressões do líquido intersticial mais negativas que –6 mmhg. Então, quando a pressão se eleva até valores ligeiramente acima de 0 mmhg ( pressão atmosférica ), o fluxo aumenta por mais de 20 vezes.

É claro que a bomba linfática fica muito ativa durante os exercícios, muitas vezes aumentando por até 10 a 30 vezes o fluxo. Durante períodos de repouso o fluxo linfático é lento.

O Controle do Fluxo Sangüíneo

Porque não proporcionar simplesmente um fluxo sangüíneo muito elevado por cada tecido corporal, sempre suficiente para suprir as necessidades do tecido, quer sua atividade seja muito pequena ou muito grande? Para fazer isto requeria fluxo sangüíneo muita mais vezes maior que o coração pode bombear.

O fluxo sangüíneo para cada tecido é regulado em geral no nível mínimo que vai suprir suas necessidades, nem mais nem menos. Com o controle do fluxo sangüíneo local de modo tão exato, os tecido nunca sofrem deficiências nutricionais.

Mecanismo de Controle do Fluxo Sangüíneo

O controle do fluxo sangüíneo local pode ser dividído em fases distintas:

Controle agudo
Controle a longo prazo

O controle agudo é obtido por alterações rápidas das constrições locais das arteríolas, metarteríolas e esfincteres pré-capilares ocorrendo dentro de segundos a minutos, de modo a proporcionar um meio rápido de manutenção do fluxo sangüíneo tecidual local aprimorado.

O controle a longo prazo, por outro lado indica alterações lentas do fluxo, em período de dias, semanas e até meses.

Regulação Humoral da Circulação

VASOCONTRITORES

Norepinefrina é um hormônio vasoconstritor particulamente potente; a epinefrina tem menor potência, em alguns casos, chega a causar até vasodilatação, o que ocorre no coração para dilatar as artérias coronârias durante o aumento da atividade cardíaca. Quando todo o sistema simpático é estimulado durante um extresse ou um exercício, os nervos simpáticos promovem liberação direta de norepinefrina que excita o coração, as veias e as arteríolas.

A Angiotensina é uma das mais potentes substâncias vasoconstritoras conhecida. Uma quantidade tão pequena quanto um milionésimo de grama pode aumentar a pressão arterial do ser humano por até 50 mmhg ou mais. O efeito da angiotensina é o de contrair fortemente as pequenas arteríolas.

Vasopressina também denominada hormônio antidiurético é formado no hipotálamo, mas é transportada do centro por axônios nervosos até a glândula hipófise superior, onde acaba de ser secretada no sangue.

VASODILATADORES Bradicinina

Várias substâncias denominadas cininas, que podem causar vasodilatação intensa freqüentemente formadas no sangue e nos líquidos teciduais.

Serotonina

Está presente em grande concentração no tecido cromafin do intestino e de outras estruturas abdominais.

Histamina

É liberada em praticamente todos os tecidos do corpo quando eles são lesados, ficam inflamados ou sofrem reações alérgicas.
Aumento da concentração de íons cálcio causa vasoconstrição. Isso decorre do efeito geral do cálcio estimulando a contração dos músculos lisos.
Aumento da concentração de íons potássio causa vasodilatação. Isso decorre da capacidade do íons potássio para inibir a contração dos músculos lisos.
Aumento da concentração do íons magnésio causa potente vasodilatação, pois o íons magnésio inibi geralmente os músculos lisos.
Aumento da concentração de íons sódio causa leve dilatação arteriolar.
Aumento da concentração de íons hidrogênio ocasiona a dilatação das arteriolas.
Aumento da concentração de dióxido de carbono causa vasodilatação moderada em muitos tecidos e vasodilatação acentuada no cérebro.

Fonte: bvsms.saude.gov.br

Sistema Circulatório

Tum, tum, tum é a música do coração, um dos principais órgãos componentes do Sistema Circulatório.

Além dele, e com a mesma importância, aparecem também os vasos sangüíneos, que inclui artérias, arteríolas, veias, vênulas e capilares. Belo conjunto, não é?

Mas tanta perfeição não seria possível sem a atuação de uma outra personagem: o sangue.

Vamos a esse maravilhoso passeio

O sangue tem função essencial em todos os sistemas do nosso organismo. Ele atinge todas as nossas células, alimentando-as e eliminando o que elas rejeitam. Mas para que isso aconteça, o sangue tem necessidade de circular em nosso corpo, e os canais por onde ele “anda” são os vasos sangüíneos.

O sangue é constituído de plasma (uma espécie de líquido amarelado onde estão presentes proteínas, glicídios, lipídios, hormônios e outras substâncias) e dos elementos figurados formados por hemácias (glóbulos vermelhos), leucócitos (glóbulos brancos) e plaquetas.

Já o coração é considerado um músculo que realiza atividades de contração e descontração, ou seja, abre e fecha, abre e fecha.

Localiza-se no tórax e dividi-se em duas cavidades: uma é a aurícula e a outra, o ventrículo.

O Sistema Circulatório funciona assim: com os movimentos de contração, o coração age como uma espécie de bomba que impulsiona o sangue para os vasos sangüíneos. Por sua vez, o sangue, rico em gás carbônico (CO2), que vem dos órgãos, chega à parte direita do coração pelas veias, passando da aurícula para o ventrículo e, pela contração deste, é carregado até os pulmões pelas artérias pulmonares.

Nos pulmões ocorre a troca gasosa: o CO2 é eliminado e o O2 (oxigênio) é absorvido pelas hemácias. Então, o sangue, agora rico em O2, sai dos pulmões e chega à parte esquerda do coração pelas veias pulmonares. Em seguida, passa da aurícula para o ventrículo e, por contração, é impulsionado para a artéria aorta, que distribui o sangue rico em oxigênio para todo o organismo.

Fonte: www.objetivo.br

Sistema Circulatório

A CIRCULAÇÃO

Vamos começar com uma comparação.

A água movimentada pôr uma bomba chega a diversos pontos da casa - cozinha, banheiro, tanque etc. - através de uma rede de canos.

Nas folhas de uma planta a seiva bruta ( água e sais minerais retirados do solo pelas raízes) circula pôr todos os seus órgãos, ela é transformada em seiva elaborada, graças a fotossíntese, passando a conter todas as substancias que vão nutrir o vegetal. A seiva elaborada também circula pôr todos os órgãos da planta, indo nutrir suas células. Tanto a circulação da seiva bruta como da seiva elaborada são feitos através de "canos", os vasos lenhosos e cravados.

Na verdade, o coração funciona como duas bombas: a metade esquerda recebe o sangue dos pulmões e o envia a todo o organismo; a metade direita recebe o sangue que percorreu todo o organismo e o envia aos pulmões.

Essa comparação entre a circulação da água numa residência, a circulação da seiva nos vegetais e a circulação do sangue em nosso organismo nos leva a uma conclusão: o transporte da água, da seiva e do sangue é feito através de um sistema de vasos fechados. Na residência são os canos; nos vegetais, os vasos lenhosos e crivados; no homem, os vasos sangüíneos. Esse sistema de vasos deve estar ininterruptamente cheio de liquido e sem ar. Caso contrário a circulação cessa. No caso do homem, ocorrerá rapidamente a morte.

O QUE É O SANGUE?

O sangue é o veículo que transporta as substâncias de que o nosso organismo necessita.

Nos pulmões, ele recebe oxigênio, conduzindo-o a diferentes partes do organismo. Aí recolhe gás carbônico e o leva até os pulmões. Isso é feito pelas células do sangue.

Ao passar pelo intestino, recebe os alimentos (já assimilados) e os transporta a todas as células. Recolhe ainda todos os resíduos que se formam continuamente nos diversos órgãos, e leva-os até os rins, que os eliminam através da urina.

COMPONENTES DO SANGUE

Você conhece o sangue como um liquido vermelho. A parte liquida é o plasma.

Mas ele apresenta amém elementos sólidos: os glóbulos vermelhos, ou hemácias, glóbulos brancos ou leucócitos e plaquetas.

O PLASMA

É formado pôr água (90 a 92%), proteínas (albumina, fibriogênio, etc.), glicose, sais minerais( de cálcio, de sódio, de potássio) e outras substâncias.

O plasma é a substância que contém os elementos nutritivos. Além disso, nele estão dissolvidas as substâncias excretadas dos tecidos e também o produto de várias glândulas.

GLÓBULOS VERMELHOS OU HEMÁCIAS

São células sem núcleo. Têm a forma de um disco escavado no centro.

Cada milímetro cúbico de sangue contém aproximadamente 5 milhões de glóbulos vermelhos.

A cor vermelha é devida a um pigmento chamado hemoglobina.

A principal função dos glóbulos vermelhos e transportar oxigênio dos pulmões para todas as partes do corpo e trazer de volta o gás carbônico. O oxigênio e o gás carbônico se combinam com a hemoglobina, o que lhes permite serem transportados pelo sangue.

Os glóbulos vermelhos são fabricados pela medula óssea e vivem, no máximo, de 100 a 120 dias.

Os glóbulos vermelhos mortos são destruídos no baço e no fígado; aí eles dão origem a pigmentos que tornam a bile esverdeada.

A diminuição da quantidade de glóbulos vermelhos no sangue provoca uma doença chamada anemia.

OS GLÓBULOS BRANCOS OU LEUCÓCITOS

São células com núcleo. Apresentam formas e tamanhos variados.

Segundo sua forma e tamanho, distinguimos diversos tipos de glóbulos brancos.

Cada milímetro cúbico de sangue contém aproximadamente 8000 glóbulos brancos.

A principal função dos glóbulos brancos é defender o organismo contra a entrada de corpos estranhos no sangue. Geralmente, esses corpos estranhos são micróbios, muitos deles causadores de doenças.

Para que o leucócito realize esse trabalho, seu citoplasmas emite pseudópodes, que cercam e destroem os corpos estranhos. Esse processo denomina-se fagocitose. Pôr ele, os glóbulos brancos englobam os micróbios invasores do sangue.

AS PLAQUETAS

Apresentam-se como pequenos grãos, menores que os glóbulos vermelhos. Existem no sangue na proporção aproximada de300.000 pôr milímetro cúbico.

As plaquetas são pegajosas e têm tendência a fixar-se em superfícies ásperas. Pôr isso aderem às paredes de um vaso sangüíneo lesado, onde se desintegram, liberando uma enzima chamada tromboquinase, a qual inicia o fenômeno da coagulação do sangue.

Para que haja coagulação do sangue são necessárias várias substâncias.

Vamos relacionar as mais importantes:

Tromboquinase, fabricada pelas plaquetas;
Protrombina, formada pelo fígado
Cálcio, existente no sangue;
Fatores acessórios, que ainda estão sendo estudados e cujos mecanismos de ação não foram esclarecidos.

Essas substâncias reagem em conjunto até formar a trombina, que atua sobre o fibrinogênio do plasma, transformando-o em fibrina. A fibrina em forma de filamento, formará ema rede que retém as células, constituindo o coágulo.

Esquema da coagulação do sangue:

Tromboquinase + protombina + cálcio + fatores acessórios = trombina

Trombina + fibrinogênio = fibrina

Fibrina + células = coágulo.

O coágulo é uma rede de filamentos de fibrina dispostos em todas as direcões e que reúne glóbulos sangüíneos, plaquetas e plasma .

SANGUE ARTERIAL E SANGUE VENOSO

Sangue arterial é o sangue carregado de oxigênio.
Sangue venoso é o sangue carregado de gás carbônico.
Você então já deve ter percebido que o sangue arterial é aquele que passou nos pulmões, recebeu oxigênio e se dirige às células; e que o sangue venoso é o que passou pelas células, recebeu gás carbônico e volta aos pulmões.

OS TIPOS SANGÜÍNEOS

Existem várias formas de classificar o sangue. A mais utilizada é o sistema ABO. Vamos estuda-lo.

Na espécie humana, existem quatro tipos de sangue: grupo A, grupo B e grupo O.

Cada pessoa pertence a um desses grupos sangüíneos.

Na maioria dos glóbulos vermelhos existem dois tipos de proteínas: oaglutinogênio A e o aglutinogênio B.

Assim, o sangue foi classificado de acordo com essas proteínas:

Grupo A: possui aglutinogênio A
Grupo B:
possui aglutinogênio B
Grupo AB:
possui aglutinogênio A e B
Grupo O:
não possui aglutinogênio.

No plasma sangüíneo existem outras duas substâncias, chamadas aglutinias. Uma reage com aglutinogênio A, recebendo o nome de aglutinina anti-A; a outra reage com o aglutinogênio B e é chamada de aglutinina anti-B.

As aglutininas não podem ficar junto aos seus respectivos aglutinogênios, isto é, o sangue que tem aglutinogênio A não poderá conter aglutinina anti-A. O que tem aglutinogênio B não poderá conter aglutinina anti-B. Do contrário ocorrerá a aglutinação, ou seja, a união dos glóbulos vermelhos.

Essas características são muito importantes no caso de transfusão de sangue. A transfusão consiste em fazer passar o sangue de uma pessoa para outra.

Geralmente é necessária quando alguém perde muito sangue num acidente, numa cirurgia ou devido a certas doenças que enfraquecem o organismo.

Antes de fazer uma transfusão é necessário conhecer o tipo de sangue do doador e do receptor, pois as transfusões só podem ser feitas com tipos de sangue que combinam. Do contrário, ocorrerá a aglutinação dos glóbulos vermelhusco receptor, que poderá causar sua morte.

O APARELHO CIRCULATÓRIO

Você sabe que osangue é um material praticamente líquido e que, pôr isso, so pode circular dentro de tubos especiais: os vasos sangüíneos. Esses vasos recebem os nomes de veias, artérias e capilares.

Para poder circular, o sangue é impulsionado pelo coração.

Os vasos sangüíneo e o coração formam o aparelho circulatório.

O CORAÇÃO

O coração apresenta quatro cavidades:

Átrio direito e átrio esquerdo, na parte superior;
Ventrículo direito e ventriculo esquerdo, na parte inferior.

Essas cavidades só se comunicam de cima para baixo, nunca lateralmente, isto é: o átrio direito comunica-se com ventriculo direito e o átrio esquerdo comunica-se com o ventrículo esquerdo. Isto ocorre porque o sangue arterial não pode misturar-se com sangue venoso. No lado esquerdo do coração passa o sangue arterial e no lado direito, o venoso.

As paredes do coração são formadas pôr três camadas:

Pericárdio, membrana que reveste externamente todo o coração
Miocárdio, camada muscular responsável pelo movimento do coração; situa-se entre o pericárdio e o endocárdio
Endocárdio, membrana que reveste a superfície interna das cavidades do coração.

O TRABALHO DO CORAÇÃO

Já dissemos que o coração é uma espécie de bomba. Ao trabalhar, ele se contrai e se dilata.

Colocando a mão sobre seu coração você sente batidas ritmadas: são os movimentos de contração e dilatação. Esses movimentos recebem o nome deplumarão cardíaca.
A dilatação é chamada diástole:
nesse momento, o coração puxa o sangue, enchendo suas cavidades.
A contração é chamada sístole:
agora o coração expulsa o sangue de suas cavidades.
Esses movimentos são sincronizados: enquanto os átrios se enchem, os ventrículos se esvaziam e vice-versa.

OS VASOS SANGÜÍNEOS

São os seguintes os vasos sangüíneos que saem do coração ou desembocam nele:

Veia cava superior e veia cava inferior

São duas veias grandes e grossas que chegam ao coração pelo lado direito e desembocam no átrio direito. Elas trazem sangue venoso de todo o corpo.

Saindo do coração, ramificam-se pôr todos os órgãos, recebendo nomes diferentes: veia renal (nos rins), veia hepática (no fígado) etc.

Veias pulmonares

São quatro veias de calibre médio. Chegam ao coração pelo lado esquerdo, trazendo sangue arterial dos pulmões, desembocam no átrio esquerdo.

Artéria pulmonar

É um vaso grosso que sai do ventrículo direito se ramifica em dois. Transporta sangue venoso do coracão para os pulmões.

Artéria aorta

É um vaso grande e grosso. Sai do ventrículo esquerdo e leva sangue arterial a todo o corpo.

A partir do coração, se ramifica e se espalha pôr todos os órgãos do corpo, recebendo nomes diferentes: artéria renal (nos rins), artéria hepática ( no fígado) etc.

AS ARTÉRIAS

Os vasos sangüíneos mais grossos do nosso organismo - originam-se no coração. A aorta e a artéria pulmonar ramificam-se, até originar vasos muito finos chamados arteríolas. Estas continuam se ramificando, até atingirem o calibre de um fio de cabelo, formando então os capilares arteriais, que se distribuem em redes, constituindo a rede capilar.

Todas as nossas células estão ligadas a essa rede. É pôr isso que, quando nos cortamos, em qualquer parte do corpo e pôr menor que seja o ferimento sempre sai sangue.

Os inúmeros capilares venosos espalhados pelo nosso corpo, depois de passarem pelos diversos órgãos, juntam-se novamente, formando uma vênula. As vênulas vão se unificando até formarem veias.

Você pode perceber então que as veias originam-se nos órgãos e vão até o coração, enquanto as artérias originam-se no coração e vão até os órgãos.

COMO O SANGUE CIRCULA EM NOSSO CORPO?

O caminho que o sangue faz em nosso organismo se assemelha a um "circuito fechado". O sangue venoso entra no coração pelo átrio direito. Daí ele passa para o ventrículo direito. Em seguida, através da artéria pulmonar, vai para os pulmões. Ali, o sangue libera o gás carbônico trazido dos órgãos do corpo e absorve o oxigênio, tornando-se sangue arterial. Esse fenômeno é chamado hematose.

Dos pulmões, o sangue vai, através das veias pulmonares, para o átrio esquerdo. Depois, através da artéria da artéria aorta, encaminha-se para todo o corpo.

Nas células o oxigênio é liberado e o sangue torna a absolver o gás carbônico, tornando-se novamente venoso. E através das duas veias cavas, vai novamente para o átrio direito. A partir desse ponto, e a viagem recomeça.

O movimento do sangue pôr todo o corpo chama-se circulação. O trajeto do ventrículo direito até o átrio esquerdo é chamado pequena circulação, o percurso do ventrículo esquerdo até o átrio direito é chamado grande circulação.

A PRESSÃO ARTERIAL

Você já sabe que o coração se contrai e se distende ritmicamente, nos movimentos de sístole e diástole. Alternando-se ordenadamente, a sístole e a diástole são responsáveis pelo fluxo do sangue dentro dos vasos sangüíneos. O fluxo nas artérias é feito com pulsações intermitentes, enquanto nas veias é uniforme.

A pressão arterial é a pressão exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias. Ela é diferente na sístole e na diástole.

A pressão arterial máxima corresponde ao em que o coração bombeia sangue com toda a forca para dentro das artérias e estas se distendem. É a pressão sistólica.

Pressão arterial mínima é a que se verifica no final da diástole, quando as paredes das artérias voltam à posição inicial. É a pressão diastólica.

Você já deve ter tido a oportunidade de ver um aparelho para medir a pressão. Ele se chama tensiômetro serve para medir tanto a pressão máxima como a mínima.

Numa pessoa adulta e jovem, a pressão arterial máxima é em geral, igual a 120 milímetros cúbicos da coluna de mercúrio de um tensiômetro. A mínima é igual a 80 milímetros cúbicos.

Na prática, dizemos que a pressão arterial é igual a 120 X 80 mm Hg. (Hg é o símbolo químico do mercúrio.).

A medida da pressão arterial de uma pessoa é muito importante, pois ela permite que o médico avalie as condições de saúde do aparelho circulatório.

A LINFA

Observando o aparelho circulatório, conclui-se que o sangue não sai de dentro dos vasos sangüíneos para entrar em contato direto com as células. Assim sendo, de que modo as células recebem a s substâncias nutritivas presentes no sangue?

Para compreender isso, acompanhe as explicações que seguem:

No plasma existem substâncias nutritivas dissolvidas, com você já sabe.

O plasma pode sair dos capilares, indo ocupar os espaços existentes entre a células. Assim, quando o plasma banha as células, estas retiram dele as substâncias nutritivas de necessitam. Os leucócitos também podem sair dos capilares sangüíneos, acompanhando o plasma. Para isso, eles modificam sua forma e atravessam as paredes dos capilares. A esta propriedade dos leucócitos dá-se o nome de diapedese.

Fora dos capilares sangüíneos, o plasma e os leucócitos formam um líquido esbranquiçado chamado linfa.

É através da linfa que:

As substâncias nutritivas e o oxigênio chegam até as células de todo organismo
O gás carbônico passa das células para o sangue a fim de ser eliminado para o meio ambiente, através dos pulmões.

O excesso de linfa nos espaços intercelulares é absorvido pôr vasos especiais chamados vasos linfáticos, nos quais são também formados novos leucócitos que enriquecem a linfa.

Os vasos linfáticos são muitos finos, semelhantes aos capilares sangüíneos. Mas eles se reúnem em vasos de calibre maior, até encontrarem-se com as grandes veias da circulação sangüínea. Pôr estas veias, a linfa retorna ao sangue.

O SISTEMA IMUNOLÓGICO

O corpo humano está constantemente exposto a bactérias, vírus e outros agentes estranhos. Muitos deles causam doenças. Dá-se o nome de antígeno a qualquer agente estranho ao organismo.

Nosso corpo possui mecanismos de defesa contra esses agentes estranhos. Em conjunto, esses mecanismos formam o sistema imunológico. Ele cria resistência, sem a qual ficaríamos constantemente doentes.

Os glóbulos brancos são unidades móveis do sistema imunológico. Eles são transportados pelo sangue para as diferentes partes do corpo, onde são utilizados no combate a um antígeno. Através da fagocitose, determinados glóbulos brancos aprisionam o antígeno e digerem-no, com auxilio de enzimas próprias.

Além desse mecanismo, o sistema imunológico é capaz de produzir anticorpos, que são substâncias que atacam os antígenos. Para cada antígeno, o organismo fabrica um ou mais anticorpos específicos. Os anticorpos são transportados pelo sangue até os antígenos.

Quando uma pessoa é infectada pelo vírus da catapora, pôr exemplo, sue sistema imunológico entra em ação e produz anticorpos contra o vírus. A partir de então, a pessoa fica imune à catapora. Ou seja, cada vez que ela entra em contato com esse vírus (antígenos), os anticorpos os destruição, impedindo que provoquem a doença.

Várias outras doenças produzem imunidade definitiva (sarampo, rubéola, poliomelite etc). Em outras, a imunidade é apenas temporária.

AS VACINAS

As vacinas agem de acordo com o principio da reação antígeno-anticorpo.

Vejamos como isso acontece:

A vacina é um antígeno que embora não cause a doença, provoca a produção de anticorpos, como se fosse o próprio micróbio causador da doença. Dessa forma, quando o indivíduo entrar em contato com esse micróbio, seu organismo já terá anticorpos para defende-lo.

Algumas vacinas são produzidas com bactérias inativadas ou vírus atenuados, ou seja, micróbios que não são capazes de produzir a doença. É o caso das vacinas contra a coqueluche e contra o sarampo. Outras são feitas a partir de produtos químicos extraídos do agente causador ou de substâncias produzidas pôr ele. A vacina contra o tétano, pôr exemplo, é feita com o toxóide tetânico, uma substância produzida pelo bacilo do tétano.

É importante que todas as crianças sejam vacinadas. Nos postos de saúde são aplicadas vacinas contra muitas doenças (tuberculose, tétano, difteria, coqueluche, sarampo, paralisia infantil). É necessário que os pais levem seus filhos par tomarem as vacinas na época adequada.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Sistema Circulatório

O Sistema Circulatório compreende compreende uns 97.000 quilometros de canais que transportam o sangue para todas as partes do corpo.

Sua característica mais impressionante é a maneira pela qual mantém o sangue em circulação, fluindo do coração para as artérias e das veias para o coração, apesar da força da gravidade e de milhões de rotas alternativas.

A bomba do coração dá ao fluxo sua força, enviando o sangue recém- oxigenado que jorra da aorta ( a maior artéria do corpo ), para as artérias menores e até para a parte superior da cabeça. As artérias bifurcam em outras menores, que por sua vez, que dividem em milhões de capilares. Esses capilares acabam se unindo para formar as vênulas, as quais de unem para formar veias, vasos da parede delgada com vávulas interiores que impedem o sangue de voltar atrás.

O principal orgão é o coração, pois funciona como uma bomba contrátil-propulsora. Ele se divide um quatro câmaras; dois atrios e dois ventriculo.

No atrio direito desembocam a veia cava superior e inferior, no atrio esquerdo desembocam as veias pulmonares em numero de quatro.

No ventriculo direito sai o tronco pulmonar, que após um curto trajeto bifurca-se em artérias pulomonares direita e esquerda, do ventriculo esquerdo sai a artéria aorta.

Fonte: correionet.br.inter.net

Sistema Circulatório

Sistema Circulatório

Sistema Circulatório tem a função de transporta e distribuir substâncias pelo o organismo.

Estrutura

Cada célula do corpo de um organismo complexo constrói suas próprias enzimas e outras proteínas .Além desses processos ,comuns a todas células ,existem ainda as diversas funções especializadas. Para exercerem essas atividades ,as células precisam de oxigênio e de nutrientes e têm de eliminar gás carbônico e outros resíduos .No homem essas necessidades são atendidas por um sistema circulatório fechado, que consiste de sangue, vasos e coração , o sangue é o meio de transporte, os vasos são os tubos pelos quais o sangue flui e o coração fornece a força que movimenta o sangue pelos vasos.

Coração

É um órgão oco, formado por quatro cavidades .As duas superiores se chamam átrios e as duas inferiores se chamam ventrículos .o átrio direito e comunica com o ventrículo direito através de uma válvula chamada tricúspide. O átrio esquerdo comunica-se com o ventrículo esquerdo através de uma válvula chamada mitral(bicúspide)

O coração é revestido externamente por uma membrana , o pericárdio e internamente o revestimento é feito pelo endocárdio.

O coração está situado acima do músculo diafragma ,entre os dois pulmões , numa região chamada mediatismo .apresenta-se com um formato cônico ,tem aproximadamente o volume de uma mão fechada .

Vasos sangüíneos

Os vasos sangüíneos compreendem artérias, veias e capilares . Dos três tipos as artérias possuem paredes mais espessas e mais fortes, constituídas de três camadas ,por causa de sua elasticidade, as artérias se expandem quando o sangue é nelas bombeado e depois relaxam lentamente .

As veias são vasos que levam o sangue do corpo para o coração. Suas paredes musculares são mais finas que as das artérias. Isso porque elas não auxiliam no impulso do sangue . Apresentam válvulas que impedem a volta do sangue .

O sangue é bombeado pelo ventrículo esquerdo para a maior artéria do corpo, a aorta, Artérias ligeiramente menores ramificam-se da aorta e dão ,por sua vez, origem a ramos ainda menores , as artérias , das quais o sangue flui para os capilares.

Os capilares apresentam em suas paredes , uma única camada de células epiteliais sem fibras musculares. As trocas de gases , nutrientes e resíduos entre o sangue e os tecidos ocorrem através dessas finas paredes dos capilares .

Movimentos do coração

Sístose- contração
Diástose-
relaxamento

Sangue

Plasma- parte líquida
Elementos figurados
– parte sólida
Hemácias
- transporte de gases
Leucócitos-
defesa do organismo
Plaquetas-
coagulação sangüínea

No lado direito do coração o sangue é venoso e no lado esquerdo do coração o sangue e arterial.

Tipos de circulação

Pequena circulação- coração, pulmões, coração, Vd ,pulmões, Ae
Grande circulação-
coração , sistema , coração, VE , sistema , Ad
Vasos participantes :
artéria aorta e veias cavas.

Circulação humana

Em primeiro lugar quando sangue chega ao átrio direito passa pela tricúspide e vai para o ventrículo direito. Do ventrículo direito o sangue passa pela artéria pulmonar e entra no pulmão onde troca de sangue , passa a ser sangue arterial e entra no átrio esquerdo que passa através da díscupide para o ventrículo esquerdo onde passa pela artéria aorta vai para o sistema . retorna ao coração como sangue venoso, através da veia carva interior .

Grupos sangüíneos

Antígeno- qualquer corpo ou substância estranha em nosso corpo.
Anticorpo
- proteínas de defesa

Sistema AOB

Sangue receptor universal(AB rh+)
Sangue doador universal (O rh -)

Eristoblastose fetal ou doenças hemolítica do recém nascido(dhrn).

Mãe –Rh-
Pai-
Rh
Filho-
Rh

Única condição para que o filho possa apresentar a doença.

Prevenção

Soro anti- RH (rogam)

Anticorpos Rh –destrói as hemáceas do filho que entraram em contato com o sangue da mãe , consequentemente esta não produzirá mais anticorpos.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Sistema Circulatório

Funcionamento do Sistema Circulatório

Em anatomia e fisiologia, o sistema circulatório é percorrido pelo sangue através das artérias, dos capilares e das veias. Este trajeto começa e termina no coração.

O aparelho circulatório é responsável pelo fornecimento de oxigênio, substâncias nutritivas e hormônios aos tecidos; além disso, também exerce a função de transportar os produtos finais do metabolismo (excretas como CO2 e uréia) até os órgãos responsáveis por sua eliminação.

A circulação inicia-se no princípio da vida fetal. Calcula-se que uma porção determinada de sangue complete seu trajeto em um período aproximado de um minuto.

Vasos sanguíneos

Os vasos sanguíneos são tubos pelo qual o sangue circula.

Há três tipos principais: as artérias, que levam sangue do coração ao corpo; as veias, que o reconduzem ao coração; e os capilares, que ligam artérias e veias.

Num circulo completo, o sangue passa pelo coração duas vezes: primeiro rumo ao corpo; depois rumo aos pulmões.

Veia

Sistema Circulatório

As veias levam ao coração sangue vindo do corpo. Suas paredes são mais finas que as das artérias.

Artéria

Sistema Circulatório

As artérias levam sangue do coração a todo o corpo. Suas paredes são espessas e dilatáveis.

Capilar

Sistema Circulatório

Os capilares levam sangue aos tecidos, para fornecer oxigênio às células. Eles ligam artérias e veias.

Coração (o centro funcional)

O aparelho circulatório é formado por um sistema fechado de vasos sanguíneos, cujo centro funcional é o coração. O coração bombeia sangue para todo o corpo através de uma rede de vasos. O sangue transporta oxigênio e substâncias essenciais para todos os tecidos e remove produtos residuais desses tecidos.

O coração é formado por quatro cavidades; as aurículas direita e esquerda e os ventrículos direito e esquerdo. O lado direito do coração bombeia sangue carente de oxigênio, procedente dos tecidos, para os pulmões, onde este é oxigenado. O lado esquerdo do coração recebe o sangue oxigenado dos pulmões, impulsionando-os, através das artérias, para todos os tecidos do organismo.

Circulação pulmonar

O sangue procedente de todo o organismo chega à aurícula direita através de duas veias principais; a veia cava superior e a veia cava inferior. Quando a aurícula direita se contrai, impulsiona o sangue através de um orifício até o ventrículo direito. A contração deste ventrículo conduz o sangue para os pulmões, onde é oxigenado. Depois, ele regressa ao coração na aurícula esquerda. Quando esta cavidade se contrai, o sangue passa para o ventrículo esquerdo e dali, para a aorta, graças à contração ventricular.

Ramificações

As artérias menores dividem-se em uma fina rede de vasos ainda menores, os chamados capilares. Deste modo, o sangue entra em contato estreito com os líquidos e os tecidos do organismo. Nos vasos capilares, o sangue desempenha três funções; libera o oxigênio para os tecidos, proporciona os nutrientes às células do organismo, e capta os produtos residuais dos tecidos. Depois, os capilares se unem para formar veias pequenas. Por sua vez, as veias se unem para formar veias maiores, até que por último, o sangue se reúne na veia cava superior e inferior e conflui para o coração, completando o circuito.

Circulação portal

A circulação portal é um sistema auxiliar do sistema nervoso. Um certo volume de sangue procedente do intestino é transportado para o fígado, onde ocorrem mudanças importantes no sangue, incorporando-o à circulação geral até a aurícula direita.

CORAÇÃO

No homem, a circulação é feita através de um sistema fechado de vasos sanguíneos, cujo centro funcional é o coração.

O coração é um órgão musculoso oco, o miocárdio, com fibras estriadas, revestido externamente pelo pericárdio (serosa). O coração é do tamanho aproximado de um punho fechado e com peso em média de 400 g, tem cerca de 12 cm de comprimento por 8 a 9 cm de largura. O coração quase sempre continua a crescer em massa e tamanho até um período avançado da vida; este aumento pode ser patológico.

Localização e funcionamento

Ele se localiza no meio do peito, sob o osso esterno, ligeiramente deslocado para a esquerda. Ocupa no tórax, a região conhecida como mediastino médio. O coração funciona como uma bomba, recebendo o sangue das veias e impulsionando-o para as artérias.

Divisão do coração

O coração é dividido por um septo vertical em duas metades. Cada metade é formada de duas câmaras; uma aurícula superior e um ventrículo inferior. Entre cada câmara há uma válvula, a tricúspide do lado direito, e a bicúspide do lado esquerdo. Estas válvulas abrem-se em direção dos ventrículos, durante a contração das aurículas. Na aurícula direita chegam as veias cava superior e inferior, e na aurícula esquerda, as quatro veias pulmonares. Do ventrículo direito sai a artéria pulmonar e do ventrículo esquerdo sai a artéria aorta.

Sistema Circulatório

Estrutura e funções

A atividade do coração consiste na alternância da contração (sístole) e do relaxamento (diástole) das paredes musculares das aurículas e ventrículos. Durante o período de relaxamento, o sangue flui das veias para as duas aurículas, dilatando-as de forma gradual. Ao final deste período, suas paredes se contraem e impulsionam todo o seu conteúdo para os ventrículos.

A sístole ventricular segue-se imediatamente a sístole auricular. A contração ventricular é mais lenta e mais energética. As cavidades ventriculares se esvaziam quase que por completo com cada sístole, depois, o coração fica em um completo repouso durante um breve espaço de tempo. A freqüência cardíaca normal é de 72 batimentos por minuto, em situação de repouso.

Para evitar que o sangue, impulsionado dos ventrículos durante a sístole, reflua durante a diástole, há válvulas localizadas junto aos orifícios de abertura da artéria aorta e da artéria pulmonar, chamadas válvulas semilunares. Outras válvulas que impedem o refluxo do sangue são a válvula tricúspide, situada entre a aurícula e o ventrículo direito, e a válvula bicúspide ou mitral, entre a aurícula e o ventrículo esquerdo.

A freqüência das batidas do coração é controlada pelo sistema nervoso vegetativo, de modo que o simpático a acelera e o sistema parassimpático a retarda.

Doenças do coração

As doenças cardíacas são as principais causas de mortalidade nos países desenvolvidos. Podem ocorrer em conseqüência de defeitos congênitos, infecções, estreitamento das artérias coronárias, hipertensão ou alterações no ritmo cardíaco.

A principal forma de doença cardíaca nos países ocidentais é a arteriosclerose. O acúmulo de depósito de material lipídico - colesterol - pode causar uma obstrução que tampa as artérias (trombose). Esta é a causa mais importante de um ataque cardíaco, ou infarto do miocárdio, que tem conseqüências mortais com freqüência .

A alteração do ritmo cardíaco normal (arritmia) é a causa imediata de morte em muitos infartos do miocárdio.

O problema mais grave é o bloqueio cardíaco completo. Este pode ser corrigido pela implantação de um marcapasso artificial (um dispositivo que emite descargas elétricas rítmicas), para provocar a contração regular do músculo cardíaco.

Eletrocardiograma

Um Eletrocardiograma (ECG) registra a atividade elétrica do coração. Um impulso elétrico, gerado no nódulo sino-auricular, precede cada contração do músculo cardíaco; as ondas desenhadas em um ECG traçam o trajeto desses impulsos tal como se propagam no coração. As irregularidades do ECG refletem afecções no músculo, no fornecimento de sangue ou no controle neural do coração.

Fonte: www.webciencia.com

Sistema Circulatório

O aparelho circulatório é constituído por um órgão muscular, o coração e vasos sangüíneos que permitem a circulação do sangue a todas as partes do organismo.

O coração é um músculo formado por quatro bombas distintas: duas de preparação, os átrios; e duas bombas pressoras, os ventrículos. O coração está localizado no centro do tórax, entre os dois pulmões, em uma região que se chama mediastino.

O tecido muscular que forma o coração é chamado tecido muscular estriado cardíaco, que é a sua camada média. A camada interna que forra o miocardio é chamada de endocardio. Há também uma membrana dupla que reveste o coração chamada pericárdio.

O pericárdio é uma serosa, ou seja, uma membrana dupla com estrutura epitelial que protege o coração.

O coração está dividido em duas metades: esquerda e direita, cada uma delas subdivididas em duas câmaras. As câmaras superiores, os átrios; as câmaras inferiores, os ventrículos.

O Átrio funciona, em grande parte, como uma bomba primária (fraca) que aumenta aproximadamente 30% a eficácia dos ventrículos, como bombas. Entretanto o coração pode funcionar de modo bastante satisfatório, nas condições normais de repouso, sem esses 30% adicionais, por ter capacidade (normalmente) de bombear de 300% à 500% mais sangue do que é necessitado pelo corpo.

O Ventrículo, por sua vez, fornece a força principal que arremessa o sangue pela circulação pulmonar. Durante a sístole ventricular (Período de contração) grande quantidade de sangue se acumula nos Átrios, devido ao fechamento das válvulas. Coma conseqüência, tão logo termina a sístole e as pressões sistolicas começam a cair de volta a seus valores diastólicos (relaxamento ou dilatação), as pressões moderadamente aumentadas, nos Átrios promovem a abertura das válvulas permitindo o fluxo rápido de sangue para os ventrículos.

O Átrio direito comunica-se com o ventrículo direito pela válvula tricuspide; O Átrio esquerdo comunica-se com o ventrículo esquerdo pelo válvula mitral.

As válvulas são membranas que se achatam quando o sangue passa em um determinado sentido. As válvulas impedem o retorno do sangue dos ventrículos para os átrios durante a sístole, e as válvulas aortica e pulmonar impedem o retorno do sangue da aorta e da artéria pulmonar para os ventrículos durante a diástole.

Todas essas válvulas se fecham e se abrem passivamente. Do lado esquerdo do coração só passa sangue arterial, rico em oxigênio, e do lado direito só passa sangue venoso, rico em gás carbônico.

A circulação sangüínea é a passagem do sangue através do coração e dos vasos.

Podemos dividi-las em duas etapas: Pequena circulação ou circulação pulmonar e Grande circulação ou circulação sistêmica.

Na pequena circulação, o sangue venoso que chegou ao átrio direito passa para o ventrículo direito pela válvula tricuspide e, pela artéria pulmonar, é lançada aos pulmões. Depois de sofrer a hematose (transformação do sangue venoso em arterial, nos pulmões, ao contato com o oxigênio do ar respirado) nos pulmões, o sangue oxigenado torna-se outra vez arterial retornando ao átrio esquerdo. Em resumo é uma circulação coração – pulmão – coração.

Regulação da Função Cardíaca

Quando uma pessoa está em repouso, o coração deve bombear apenas 4 a 6 litros de sangue por minuto. Porém, durante o exercício moderado pode ser necessário bombear de 4 à 7 vezes esta quantidade. Na presente seção estudam-se os meios pelos quais o coração pode adaptar-se para tais aumentos extremos no débito cardíaco. Os dois mecanismos básicos pelos quais a ação de bomba do coração é regulada (1 ) auto – regulação intrínseca de bombeamento em resposta às alterações no volume de sangue que chega ao coração e (2) controle reflexo do coração pelo sistema nervoso autônomo.

Efeito da freqüência cardíaca sobre a função do coração como uma bomba.

Em geral quanto mais vezes o coração bate por minuto, mais sangue ele pode bombear, porem, há limitações importantes a esse efeito. Uma vez que a freqüência cardíaca se eleve acima de um nível critico, a força de contração diminui provavelmente devido ao esgotamento de substratos metabólicos no miocardio.

Vasos Sangüíneos

O coração e os vasos sangüíneos formam um sistema de transporte que distribui a todas as células do corpo os materiais necessários para o seu funcionamento adequado e retira de todo o corpo os produtos do metabolismo. Ao trazer oxigênio e materiais nutritivos às células e ao remover o dioxido de carbono e outros metabólicos, a circulação estabelece um modo de comunicação entre as células e o meio externo. Nos níveis mais elevados da escala evolucionária a circulação adquire funções suplementares, como por exemplo, a disseminação de hormônios, que são importantes para muitas células do corpo, mas manufaturadas apenas por órgãos o ou tecidos especializados, bem como a distribuição de gorduras e carboidratos dos depósitos de armazenamento para regiões onde eles são utilizados. Vários mecanismos para defesa do organismo são também transportados pelo sistema vascular e podem ser distribuídos através da corrente circulatória a regiões de injúria ou de invasão.

A corrente circulatória se comunica com as células à serem supridas apenas de maneira indireta, através da mediação de um fluído extracelular no qual todas as células estão imersas. As substancias que deixam o sistema vascular através das paredes de seus ramos menores, os capilares, penetram no fluído extracelular e em seguida atravessam a membrana celular para atingir o interior da célula, Este conceito de um meio interno constante que se comunica, de um lado, com o sangue circulante e de outro lado, com as células é fundamental para a moderna fisiologia.

O sistema cardiovascular inclui o coração, artérias, capilares e veias, todos diferentes função e estrutura. O coração fornece a força matriz que impele o sangue através do sistema, as artérias levam sangue do coração para os tecidos do corpo e as veias devolvem o sangue ao coração. As artérias são um sistema ramificante de vasos que se subdividem de uma maneira mais ou menos ordenada em ramos cada vez mais numerosos e de calibre cada vez menor e que, eventualmente se abrem nos capilares. Os capilares são vasos de paredes finas, com diâmetro de poucos milésimos de milímetro, que se estendem dos menores ramos terminais da arvore arterial aos menores ramos que formam o início do sistema venoso.

Os capilares se anastomosa livremente com seus vizinhos, formando uma rede difusa muito diferente da ramificação relativamente sistemática dos vasos arteriais e venosos. Os canais capilares estão em contato intimo com as células que eles servem, embora o fluído extracelular sempre se interponha entre a parede capilar e a membrana celular. As substancias são distribuídas ou removidas do meio interno pericelular por transferencias através da parede capilar. O sangue transita dessas redes capilares para o interior das veias, que formam um sistema ramificante semelhante àquele das artérias. Aqui, porém, as veias se unem em vasos cada vez menos numerosos e de diâmetro cada vez maior a medida que se aproximam do coração.

O sistema vascular propriamente dito inclui não apenas as artérias, capilares e veias da circulação sistêmica e pulmonar, mas também uma outra rede, conhecida como as dos vasos linfáticos.

Esses vasos linfáticos se iniciam no espaço extracelular como vasos pequenos, de paredes delgadas semelhantes aos capilares sangüíneos em tamanho e permeabilidade, com uma única diferença: A de serem fechados em fundo cego em uma de suas extremidades. Os capilares linfáticos abrem-se em linfáticos maiores, que convergem formando canais progressivamente mais amplos, até que acabam por drenar para dentro das grandes veias, próximas do coração. O fluído contido nesses canais, a linfa, carrega solutos que se difundem para dentro dos canais a partir do fluído extracelular e os devolvem ao sangue circulante. Muitos dos canais linfáticos maiores são guarnecidos de válvulas que dirigem o fluxo em direção as veias. Os vasos linfáticos sempre atravessam um ou mais lóbulos linfáticos.

Artérias

São tubos cilindróides, elásticos, nos quais o sangue circula centrifugamente em relação ao coração.

Calibre

Tendo em vista seu calibre, as artérias podem de um modo simplificado ser classificadas em artérias de grande, médio e pequeno calibre e arteríolas. As de grande calibre tem diâmetro interno 7 mm, as de médio calibre entre 2,5 a 7 mm, as de pequeno entre 0,5 e 2,5 mm e arteríolas com menos de 0,5 mm de diâmetro interno.

Levando-se em conta a estrutura e função, as artérias classificam-se em: Elástica ou de grande calibre; Distribuidoras (ou ainda musculares) ou de tamanho médio; Arteríolas, que são os menores ramos das artérias e oferecem maior resistência ao fluxo sangüíneo, contribuindo assim para reduzir a tensão do sangue através de sua passagem pelos capilares.

Elasticidade

As artérias possuem elasticidade afim de manter o fluxo sangüíneo constante. A dilatação das artérias em razão da onda sangüínea bombeada na sístole ventricular, forma energia potencial que mantém até certo grau a tensão durante a diástole (dilatação) ventricular. As artérias podem dilatar-se no sentido transversal para conter maior volume de sangue; podem também distender-se no sentido longitudinal, atendendo aos deslocamentos dos seguimentos corpóreos.

Em geral, as artérias se encontram em estado de tensão no sentido longitudinal, o que explica a retração das duas extremidades do vaso quando secionado transversalmente.

Ramos

As artérias emitem ramos terminais e ramos colaterais.

Ramos Terminais

Quando a artéria dá ramos e o tronco principal deixa de existir por causa desta divisão (em geral bifurcação) diz-se que os ramos são terminais.

Ramos Colaterais

São assim classificados quando a artéria emite ramos e o tronco de origem continua a existir. Entre eles situam-se a grande maioria dos ramos arteriais.

Número

O numero de artérias que irriga um determinado órgão é muito variável, mas está em relação não apenas com o volume do órgão, mas principalmente com sua importância funcional e mesmo com sua atividade em determinados momentos.

Geralmente um órgão ou uma estrutura recebe sangue de mais de uma artéria embora haja exceções; exemplo: rins e baço.

Situação

As artérias podem ser superficiais ou profundas. As artérias superficiais em geral são oriundas de artérias musculares e se destinam a pele, sendo por isso mesmo de calibre reduzido e distribuição irregular. A quase totalidade das artérias são profundas, e isto é funcional pois nesta situação as artérias encontram-se protegidas. As artérias têm "filia" pelos ossos e "fobia" pela pele. As vezes, a contiguidade entre artéria e osso é tão acentuada que ela faz sulcos nos ossos. No nível das junturas, as artérias principais ficam na face de flexão, onde são mais protegidas contra as trações.

As artérias profundas são acompanhadas por uma ou duas veias, tendo estas mesmo trajeto, calibre semelhante e em geral o mesmo nome da artéria que acompanha, sendo chamadas veias satélites. Quando decorrem juntos artéria, veias e nervos, o conjunto recebe o nome de feixe vásculo – nervoso. Alguns pequenos trechos de artérias profundas apresentam trajetos superficiais, e disto se aproveitam os médicos para aplicações práticas. Assim, a artéria radial é superficial ao nível da extremidade distal do antebraço, do que se vale o médico para comprimi-la contra o rádio e pesquisar a pulsação.

Veias

São tubos nos quais o sangue circula centripetamente em relação ao coração. As veias fazem seqüência aos capilares e transportam o sangue que já sofreu trocas com os tecidos, da periferia para o centro do sistema circulatório que é o coração.

Forma

É variável de acordo com a quantidade de sangue em seu interior. Guando cheias de sangue, as veias são mais ou menos cilíndricas; quando pouco cheias ou mesmo vazias são achatadas. Fortemente distendidas apresentam-se moniliformes ou nodosas devido a presença de válvulas.

Calibre

Como para as artérias, as veias podem ser classificadas em veias de grande, médio e pequeno calibre e vênulas, estas ultimas seguindo-se aos capilares. As veias em geral têm maior calibre que as artérias correspondentes. Em virtude da menor tensão do sangue no seu interior e de possuir paredes mais delgadas, as veias são muito depressiveis, podendo suas paredes entrar em contato ("colabamento") e assim permanecer por algum tempo. O poder de distensão das veias no sentido transversal é tão acentuado, que elas podem segundo alguns autores quintuplicar o seu diâmetro.

Tributárias ou Afluentes

A formação das veias lembra de perto a formação dos rios: Afluentes vão confluindo no leito principal e o caudal deste torna-se progressivamente mais volumoso.

As veias recebem numerosas tributárias e seu calibre aumenta a medida que se aproximam do coração, exatamente o oposto do que ocorre com as artérias, nas quais o calibre vai diminuindo a medida que emitem ramos e se afastam do coração.

Número

O numero de veias é maior do que as das artérias, não só porque é muito freqüente a existência de duas veias satélites acompanhando uma artéria, como também pela existência de um sistema de veias superficiais as quais não correspondem artérias.

Em geral há duas veias acompanhando uma artéria, mas há exceções:

Exemplo, na porção proximal dos membros há uma veia satélite; no órgão genital masculino e no cordão umbilical há duas artérias e uma veia.

Tendo-se em conta que a velocidade do sangue é menor nas veias que nas artérias e que as veias têm de transportar o mesmo volume de sangue num determinado tempo, compreende-se porque o número de veias é maior que o de artérias.

Situação

De acordo com a sua localização em relação às camadas do corpo humano, as veias são classificadas em superficiais e profundas.

Veias superficiais são subcutâneas com freqüência visíveis por transparência na pele, mais calibrosas nos membros e no pescoço. Drenam o sangue da circulação cutânea e servem também como via de descarga auxiliar da circulação profunda. Permitem o esvaziamento rápido de veias dos músculos durante a contração dos membros e assim diminuem o retorno pela circulação profunda. São volumosas e facilmente visíveis nos indivíduos musculosos e menos nítidas no sexo feminino.

As veias superficiais não acompanham artérias.

Devido a sua situação subcutânea, é nestas veias que se faz aplicações de injeções endovenosas.

Veias profundas podem ser solitárias isto é, não acompanham artérias ou satélites das artérias. Numerosas veias comunicam veias superficiais com veias profundas e são denominadas veias comunicantes. As veias da cabeça e do tronco podem ser classificadas em viscerais, quando drenam as vísceras ou órgãos e em parietais, quando drenam as paredes daqueles seguimentos.

Anastomoses

As anastomoses venosas são mais freqüentes que as arteriais, sendo difícil delimitar o exato território de uma drenagem de uma veia. Mesmo a distribuição de uma veia é extremamente variável, o que torna difícil fixar o padrão normal de distribuição.

Válvulas

A presença de válvulas é uma das principais características das veias, embora haja exceções pois, estão ausentes nas veias do celebro e em algumas veias do tronco e do pescoço. As válvulas são pregas membranosas da camada interna da veia, em forma de bolso. Possuem uma borda aderente a parede do vaso e uma borda livre voltada sempre para a direção do coração. O espaço delimitado pela borda aderente é situado entre a válvula e a parede da veia chama-se seio da válvula. Comparando-a com um bolso de vestuário, a costura do bolso corresponde a borda aderente, a parte sem costura a borda livre e a cavidade do bolso ao seio da válvula. Quando o sangue contido na veia é impulsionado, e empurra a válvula de encontro a parede do vaso, circulando assim livremente em direção ao coração.

Como a progressão da corrente sangüínea venosa não é contínua, cessada a força que o impulsiona, tende o sangue a retornar pela ação da gravidade. Tal fato entretanto não ocorre porque o sangue se insinua no seio da válvula, ocupando-o integralmente e fazendo com que a borda livre se encoste na parede do vaso.

Desta forma, a luz da veia é temporariamente obliterada, até que novo impulso faça o sangue progredir em direção ao coração. Pode haver mais de uma válvula em um mesmo ponto de veia, sendo freqüente encontrar duas e mais raramente três. Insuficiência de uma válvula é a impossibilidade de impedir completamente o refluxo do sangue.

A Insuficiência de muitas válvulas de uma mesma veia provoca sua dilatação e consequentemente estase sangüínea: Tal estado é conhecido pelo nome de varizes.

Alem de orientar a direção da corrente sangüínea, permitindo sua circulação apenas na direção do coração e impedindo seu refluxo, as válvulas dividem a coluna sangüínea venosa, possibilitando ao sangue progredir de seguimento em seguimento. A força do bombeamento cardíaco diminui a medida que o sangue passa por vasos de calibre cada vez menores e sobretudo nos capilares. Nas veias, tensão e velocidade do sangue são menores que nas artérias. Um dos mais importantes fatores do retorno do sangue venoso ao coração é a contração muscular, que comprime as veias e impulsiona o sangue nelas contido.

Capilares Sangüíneos

São vasos microscópicos, interposto entre artérias e veias. Neles se processam as trocas entre o sangue e os tecidos. Sua distribuição é quase universal no corpo humano, sendo rara sua ausência em tecidos ou órgãos, como é o caso da epiderme, da cartilagem hialina.

Juliano dos Santos

Fonte: www.julianoms.hpg.ig.com.br

Sistema Circulatório

O aparelho circulatório é o sistema de transporte interno do organismo. Seu objetivo é levar elementos nutritivos e oxigênio a todos os tecidos do organismo, eliminar os produtos finais do metabolismo e levar os hormônios, desde as correspondentes glândulas endócrinas, aos órgãos sobre os quais atuam. Durante este processo, regula a temperatura do corpo.

Aparelho Circulatório Humano compreende: coração, vasos sangüíneos, vasos linfáticos, sangue, linfa.

Vasos sangüíneos: existem três tipos de vasos sangüíneos: artérias, veias e capilares.

Artérias: sua função é levar o sangue desde o coração até os tecidos. Três capas formam suas paredes, a externa ou adventícia de tecido conjuntivo; a capa media de fibras musculares lisas, e a interna ou íntima formada por tecidos conectivos, e por dentro dela se encontra uma capa muito delgada de células que constituem o endotélio.

Veias: devolvem o sangue dos tecidos ao coração.

À semelhança das artérias, suas paredes são formadas por três capas, diferenciando-se das anteriores somente por sua menor espessura, sobretudo ao diminuir a capa media. As veias têm válvulas que fazem com que o sangue circule desde a periferia rumo ao coração ou seja, que levam a circulação centrípeta.

Capilares: são vasos microscópicos situados nos tecidos, que servem de conexão entre as veias e as artérias; sua função mais importante é o intercâmbio de materiais nutritivos, gases e desperdícios entre o sangue e os tecidos. Suas paredes se compõem de uma só capa celular, o endotélio, que se prolonga com o mesmo tecido das veias e artérias em seus extremos.

O sangue não se põe em contato direto com as células do organismo, se bem que estas são rodeadas por um líquido intersticial que as recobre; as substâncias se difundem, desde o sangue pela parede de um capilar, por meio de poros que contém os mesmos e atravessa o espaço ocupado por líquido intersticial para chegar às células.

As artérias antes de se transformarem em capilares são um pouco menores e se chamam arteríolas, e o capilar quando passa a ser veia novamente tem uma passagem intermediária nas que são veias menores chamadas vénulas; os esfíncteres pré-capilares ramificam os canais principais, abrem ou fecham outras partes do leito capital para satisfazer as variadas necessidades do tecido. Dessa maneira, os esfíncteres e o músculo liso de veias e artérias regulam o fornecimento do sangue aos órgãos.

Vasos linfáticos

São um sistema auxiliar para o retorno de líquido dos espaços tissulares. A circulação; o líquido intersticial entra nos capilares linfáticos, transforma-se em linfa e logo é levado à união com o sistema vascular sangüíneo e se mistura com o sangue. Os capilares linfáticos se reúnem e formam os vasos linfáticos, cada vez maiores, que têm válvulas para evitar o reflexo igual ao das veias.

Baço

É um órgão linfático, situado na parte esquerda da cavidade abdominal. Nele não se produz a contínua destruição dos glóbulos vermelhos envelhecidos; sua principal função está vinculada com a imunidade; como órgão linfático está encarregado de produzir linfócitos (que são um tipo de glóbulos brancos) que se derramam no sangue circulante e toma parte nos fenômenos necessários para a síntese de anticorpos.

Apesar de todas estas funções, o baço não é um órgão fundamental para a vida sua forma é oval e com um peso de 150 gr o qual varia em situações patológicas.

Macroscopicamente, se caracteriza pela alternância entre estruturas linfóides e vasculares, que formam respectivamente a polpa branca e a polpa vermelha.

A artéria esplênica entra no órgão e se subdivide em artérias traveculares, que penetram na polpa branca como artérias centrais e uma vez fora delas se dividem na polpa vermelha. A polpa branca é formada por agregados linfocitários formando corpúsculos, atravessados por uma artéria.

A polpa vermelha é formada por seios e cordões estruturados por células endoteliais e reticulais formando um sistema filtrante e depurador capacitado para seqüestrar os corpos estranhos de forma irregular e de certa dimensão.

Em síntese as funções de baço são múltiplas; Intervêm nos mecanismos de defesa do organismo, forma linfócitos e indiretamente anticorpos, destrói os glóbulos vermelhos envelhecidos e quando diminui a atividade hemocitopoiética da medula, é capaz de reemprender rapidamente dita atividade.

Por outro lado como contém grande quantidade de sangue, em estado de emergência pode aumentar com sua contração a quantidade de sangue circulante, lilberando toda aquela que contém.

Dinâmica da circulação: o batimento do coração é iniciado e regulado pelo nódulo sinosal que se encontra na parte superior da aurícula direita e do nascimento automático deste nódulo passa o estímulo para o resto do coração pelo tecido de Purkinge.

Quando o nódulo sinosal por qualquer doença não produz o batimento automático, as outras zonas que constituem a rede ou o tecido de Purkinje podem bater com ritmos de freqüências inferiores. A aurícula direita recebe o sangue por intermédio de duas importantes veias .

A veia cava superior (sangue da cabeça, braços e parte superior do corpo) e a veia cava inferior ( sangue de membros inferiores e parte inferior do corpo). A aurícula direita se contrai abrindo a válvula tricúspide ( que é a que separa a aurícula do ventrículo direito) que, permite a entrada do sangue ao ventrículo direito.

A contração do ventrículo direito fecha a válvula tricúspide e abre a válvula pulmonar semilunar desse lado impulsionando o sangue pela artéria pulmonar em direção aos pulmões.

Dos pulmões o sangue volta para a aurícula esquerda pelas veias pulmonares. Este é o último caso no qual uma veia leva sangue oxigenado, já que normalmente o sangue oxigenado vai pelo sistema arterial e o sangue com desperdícios, com menor conteúdo de oxigênio, vai pela rede venosa.

Mesmo assim, neste caso existe uma exceção quando a artéria pulmonar, que sai do ventrículo direito, leva sangue não oxigenado ou resíduos para os pulmões, e dos pulmões voltam às veias pulmonares com o sangue oxigenado para a parte do coração esquerdo; a aurícula esquerda se contrai abrindo a válvula mitral (que é a que separa a aurícula do ventrículo esquerdo).

A contração do ventrículo esquerdo fecha esta válvula, abre a válvula aorta semilunar e envia o sangue através da aorta a todo o sistema, menos aos pulmões.

Toda a porção de sangue que entra na aurícula direita deve dirigir-se para a circulação pulmonar antes de alcançar o ventrículo esquerdo e daí ser enviada aos tecidos. O tecido nodal regula o batimento cardíaco que consta de uma contração ou sístole, seguida de relaxamento ou diástole.

As aurículas e ventrículos não se contraem simultaneamente; a sístole auricular aparece primeiro, com duração aproximada de 0,15" seguida da sístole ventricular, com duração aproximada de 0,30".

Durante a fração restante de 0,40", todas as cavidades se encontram num estado de relaxamento isovolumétrica (situação onde não há mudança de volumes em nenhuma das quatro câmaras do coração).

Ciclo cardíaco

A função impulsora de sangue do coração segue uma sucessão cíclica cujas faces, a partir da sístole auricular, são as seguintes:

a) Sístole auricular: a onda de contração se propaga ao longo de ambas as aurículas estimuladas pelo nodo ou nódulo sinosal ou sinoauricular.

O coração tem a direção automática elétrica mas por outro lado as válvulas e as câmaras se abrem e fecham conforme as diferenças de pressão que o sangue tem em cada uma delas.

O ventrículo tem sangue em seu interior que provem da diferença de pressão, enquanto que há muito sangue nas aurículas e pouco nos ventrículos, e isso faz com que as válvulas se abram e passem o sangue das aurículas aos ventrículos, logo ao final, para ajudar o pouco sangue que restou nas aurículas a passar ao ventrículo, produzindo a chamada sístole auricular.

b) Sístole ventricular começa a contrair-se o ventrículo, com aumento rápido de sua pressão; nesse momento fecham-se as válvulas tricúspide e mitral, para que o sangue não volte a fluir para as aurículas e o aumento de pressão que sobrevem até que se abram as válvulas semilunares, auríticas e pulmonares e que passe o sangue rumo à aorta e também à artéria pulmonar, produzindo-se o primeiro som dos ruídos cardíacos.

c) Aumento da pressão dos ventrículos: as válvulas semilunares se mantêm fechadas até que a pressão dos ventrículos se equilibra com a das artérias.

d) Quando a pressão intraventricular ultrapassa a das artérias, abrem-se as válvulas semilunares e o sangue se dirige pelas artérias aorta e pulmonar.

e) Diástole ventricular: os ventrículos entram em relaxamento, sua pressão interna é inferior à arterial por isso as válvulas semilunares se fecham, produzindo o segundo ruído cardíaco.

f) Diminuição da pressão com relaxamento das paredes ventriculares, as válvulas tricúspide e mitral continuam fechadas (a pressão ventricular é maior que a auricular) pelo que não sai nem entra sangue nos ventrículos; embora penetre sangue nas aurículas ao mesmo tempo.

g) A pressão intraventricular é inferior à auricular, porque a aurícula vai se enchendo de sangue, o que produz uma diferença de pressão com a qual se abrem novamente as válvulas tricúspides e mitral e recomeça o ciclo.

Batimento cardíaco

O coração de uma pessoa em repouso impulsiona aproximadamente 5000 ml de sangue por minuto, que eqüivalem a 75 ml por batida. Isso significa que a cada minuto passa pelo coração um volume de sangue equivalente a todo aquele que o organismo humano contem.

Durante um exercício físico intenso o gasto cardíaco (volume de sangue impulsado pelo coração) pode chegar até 30 l por minuto (30.000 ml/min).

Pressão arterial ou pressão sangüínea: a força da contração cardíaca, o volume de sangue no sistema circulatório e a resistência periférica (que é a resistência que opõem as artérias e veias, já que estas também se contraem, porque têm uma capa media que produz essa contração com o relaxamento) determinam a pressão arterial.

Esta pressão aumenta com a energia contrátil, com o maior volume de sangue e, com a energia da constrição e relaxamento dos ventrículos aumenta e diminui a pressão.

A pressão sistólica é a mais elevada e corresponde à sístole ventricular. E a pressão distólica é menor e corresponde a diástole ventricular. A diferença entre as pressões sistólica e diastólica se chama pressão diferencial.

Fonte: www.professoraangela.net

Sistema Circulatório

O aparelho circulatório é o sistema de transporte interno do organismo. Seu objetivo é levar elementos nutritivos e oxigênio a todos os tecidos do organismo, eliminar os produtos finais do metabolismo e levar os hormônios, desde as correspondentes glândulas endócrinas aos órgãos sobre os quais atuam. Durante esse processo, regula a temperatura do corpo.

O aparelho circulatório compreende: Coração, vasos sangüíneos, vasos linfáticos, sangue, linfa, líquido falo-raquídiano e líquido intercelular.

Sistema Circulatório
Sistema Circulatório

 

Vasos sangüíneos

Existem três tipos de vasos sangüíneos: artérias, veias e capilares.

Artérias

Sua função é levar o sangue desde o coração até os tecidos. Três capas formam suas paredes, a externa ou adventícia de tecido conjuntivo; a capa media de fibras musculares lisas, e a interna ou íntima formada por tecidos conectivos, e por dentro dela se encontra uma capa muito delgada de células que constituem o endotélio.

Veias

Devolvem o sangue dos tecidos ao coração. À semelhança das artérias, suas paredes são formadas por três capas, diferenciando-se das anteriores somente por sua menor espessura, sobretudo ao diminuir a capa media. As veias têm válvulas que fazem com que o sangue circule desde a periferia rumo ao coração ou seja, que levam a circulação centrípeta.

Capilares

São vasos microscópicos situados nos tecidos, que servem de conexão entre as veias e as artérias; sua função mais importante é o intercâmbio de materiais nutritivos, gases e desperdícios entre o sangue e os tecidos. Suas paredes se compõem de uma só capa celular, o endotélio, que se prolonga com o mesmo tecido das veias e artérias em seus extremos.

O sangue não se põe em contato direto com as células do organismo, se bem que estas são rodeadas por um líquido intersticial que as recobre; as substâncias se difundem, desde o sangue pela parede de um capilar, por meio de poros que contém os mesmos e atravessa o espaço ocupado por líquido intersticial para chegar às células.

As artérias antes de se transformarem em capilares são um pouco menores e se chamam arteríolas, e o capilar quando passa a ser veia novamente tem uma passagem intermediária nas que são veias menores chamadas vénulas; os esfíncteres pré-capilares ramificam os canais principais, abrem ou fecham outras partes do leito capital para satisfazer as variadas necessidades do tecido. Dessa maneira, os esfíncteres e o músculo liso de veias e artérias regulam o fornecimento do sangue aos órgãos.

Vasos linfáticos

São um sistema auxiliar para o retorno de líquido dos espaços tissulares. A circulação; o líquido intersticial entra nos capilares linfáticos, transforma-se em linfa e logo é levado à união com o sistema vascular sangüíneo e se mistura com o sangue. Os capilares linfáticos se reúnem e formam os vasos linfáticos, cada vez maiores, que têm válvulas para evitar o reflexo igual ao das veias.

Baço

É um órgão linfático, situado na parte esquerda da cavidade abdominal. Nele não se produz a contínua destruição dos glóbulos vermelhos envelhecidos; sua principal função está vinculada com a imunidade; como órgão linfático está encarregado de produzir linfócitos (que são um tipo de glóbulos brancos) que se derramam no sangue circulante e toma parte nos fenômenos necessários para a síntese de anticorpos. Apesar de todas estas funções, o baço não é um órgão fundamental para a vida sua forma é oval e com um peso de 150 gr o qual varia em situações patológicas. Macroscopicamente, se caracteriza pela alternância entre estruturas linfóides e vasculares, que formam respectivamente a polpa branca e a polpa vermelha.

A artéria esplênica entra no órgão e se subdivide em artérias traveculares, que penetram na polpa branca como artérias centrais e uma vez fora delas se dividem na polpa vermelha. A polpa branca é formada por agregados linfocitários formando corpúsculos, atravessados por uma artéria.

A polpa vermelha é formada por seios e cordões estruturados por células endoteliais e reticulais formando um sistema filtrante e depurador capacitado para seqüestrar os corpos estranhos de forma irregular e de certa dimensão. Em síntese as funções de baço são múltiplas; Intervêm nos mecanismos de defesa do organismo, forma linfócitos e indiretamente anticorpos, destrói os glóbulos vermelhos envelhecidos e quando diminui a atividade hemocitopoiética da medula, é capaz de reemprender rapidamente dita atividade. Por outro lado como contém grande quantidade de sangue, em estado de emergência pode aumentar com sua contração a quantidade de sangue circulante, lilberando toda aquela que contém.

Sistema Circulatório

1.Todos os nutrientes, gases, água, sais, etc precisam circular por todas as células de nosso corpo. O sistema circulatório é o responsável por esta tarefa.
2.
Nos vertebrados podemos dividir o sistema circulatório em três partes: sangue, vasos sanguíneos e oração.
3.
As funções do sistema circulatório são: transporte de nutrientes, transporte de gases, remoção das excreções, transporte de hormônios, etc.
4. Os sistemas circulatórios podem ser divididos em:
abertos (lacunares) ou fechados.
5.
Poríferos, celenterados, platelmintos, nematelmintos e equinodermos, não possuem sistema circulatório. Os anelídeos possuem um sistema circulatório do tipo fechado, com vasos pulsáteis e sangue com pigmentos respiratórios. Os artrópodos possuem sistema circulatório aberto, com coração dorsal (crustáceos e aracnídeos possuem pigmentos respiratórios e os insetos não). Os moluscos possuem um sistema circulatório aberto, composto por um coração e vasos sanguíneos.
6.
Nos vertebrados, a circulação varia muito. Nos peixes encontramos um coração dotado de duas câmaras (1 átrio e 1 ventrículo), passando apenas sangue venoso. Nos anfíbios, encontramos um coração com 3 câmaras (2 átrios e 1 ventrículo), ocorrendo grande mistura do sangue venoso com o arterial. Nos répteis não crocodilianos, o coração possui 3 câmaras, sendo o ventrículo separado pelo septo de Sabatier e nos crocodilianos, encontramos coração com 4 câmaras (2 átrios e 2 ventrículos), permitindo pouca mistura de sangue pelo orifício de Panizza. Nas aves e mamíferos encontramos o coração totalmente dividido em 4 câmaras. A diferença básica é a direção da artéria aorta: nas aves toma a direção direita e nos mamíferos a esquerda.
7.
No sistema circulatório aberto, a linfa é bombeada e conduzida por vasos até os tecidos, onde é derramada nas hemoceles ou lacunas. Após as trocas com as células, a linfa é recolhida por vasos e retorna ao coração.
8.
Nos sistemas circulatórios fechados, o sangue, nunca abandona os vasos sanguíneos. Com o batimento do coração, o sangue é conduzido por artérias, arteríolas, capilares (onde ocorrem as trocas com as células), vênulas, veias e retornam ao coração.
9. As artérias são vasos que, geralmente, conduzem o sangue até as células e possuem paredes espessas com três camadas:
a mais interna é o endotélio, uma camada de tecido muscular liso e tecido conjuntivo rico em fibras elásticas. As veias são vasos flácidos que, geralmente, retornam o sangue ao coração e também possuem três camadas menos espessas, semelhantes às artérias. As veias possuem válvulas que ajudam no retorno do sangue. Os capilares são vasos muito finos, contendo apenas o endotélio, permitindo, assim a passagem de líquido sanguíneo.
10. O coração humano é um órgão musculoso, com 4 cavidades internas:
2 atrios ou aurícolas e 2 ventrículos. O átrio direito comunica-se com o ventrículo direito por meio da válvula tricúspide. O átrio esquerdo comunica-se com o ventrículo esquerdo através da válvula bicúspide ou mitral.
11.
A contração de uma câmara cardíaca (cavidade) é denominada sístole e seu relaxamento de diástole. A frequência cardíaca (frequência dos batimentos do coração) varia de acordo com o momento de atividade.
12.
A frequência cardíaca é controlada pelo nódulo sino-atrial ou marcapasso, que é um aglomerado de células especiais, localizadas perto da junção entre o átrio direito e a veia cava inferior. A contração dos átrios ocorre quando o marcapasso emite ondas elétricas. Outra região especializada do coração é o nódulo atrioventricular, que atua como distribuidor do sinal gerado pelo marcapasso, estimulando a musculatura dos ventrículos a entrar em sístole. O sangue bombeado entram nas artérias sob alta pressão, denominada pressão arterial. A pressão sistólica média é de 120mmHg e a diastólica média de 80mmHg.
13.
A circulação humana pode ser dividida em pequena circulação (pulmonar) ou grande circulação (sistêmica), portanto o sangue ao circular passa duas vezes pelo coração, sendo considerada dupla.
14. O trajeto da circulação pulmonar pode ser assim resumido:
O sangue que chega do corpo pela veia cava inferior, entra no átrio direito e passa para o ventrículo direito que bombeia o sangue, através das artérias pulmonares, até o pulmão (ocorre a hematose). Do pulmão, o sangue retorna ao coração pelas veias pulmonares, entrando no átrio esquerdo.
15.
A circulação sistêmica é representada pela circulação do sangue pelo corpo. O sangue passa para o ventrículo esquerdo, que bombeia o sangue para a artéria aorta que inicia a condução para cada célula do corpo.
16.
A maioria das artérias conduzem o sangue arterial (rico em O2), enquanto que a maioria das veias conduzem o sangue venoso (rico em gás carbônico). São exemplos de exceções as artérias pulmonares (conduzem sangue venoso) e veias pulmonares (conduzem sangue arterial).
17.
O sistema circulatório linfático é constituído por uma rede de vasos linfáticos que se distribuem por todo o corpo. Caracterizam-se por apresentar maiores calibres que os capilares sanguíneos e por terminar em fundo cego. Estes, recolhem o excesso de líquidos tissulares que foram extravasados dos capilares sanguíneos, devolvendo-os à circulação. No interior dos vasos linfáticos, circula um líquido claro (sem hemácias), denominada linfa.
18.
Os glânglios linfáticos (órgão de defesa) ocorrem em determinados locais do nosso corpo e atuam na filtração da linfa.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Sistema Circulatório

Introdução

O metabolismo requer o constante suprimento de alimento e oxigênio molecular para as células, e o funcionamento das células produz substâncias que devem ser excretadas. A difusão de partículas entre as células não é suficiente para o trânsito das substâncias dentro do organismo. O aparelho circulatório realiza o transporte, entre longas distâncias, de moléculas de um ponto a outro do organismo multicelular.

As partes principais do aparelho circulatório são:

O sangue (composto de um plasma líquido e de células livres),
O coração (órgão com paredes musculares que se contraem ritmicamente para impulsionar o sangue através do corpo) e
Os vasos sangüíneos, onde o sangue circula de modo fechado (o sangue não sai dos vasos sangüíneos).

O coração e os vasos sangüíneos são denominados conjuntamente de sistema cardiovascular. Um rápido fluxo de volume de sangue por todas as partes do organismo, através dos vasos sangüíneos, é produzido pelas pressões geradas pela ação bombeadora do coração. A extraordinária arborização dos vasos sangüíneos assegura que todas as células do corpo estejam muito próximas dos menores e mais finos vasos, os capilares.

O sangue e os vasos sangüíneos

A Fisiologia, como ciência experimental, teve início em 1628, quando Willian Harvey demonstrou que o sistema cardiovascular forma um círculo, de maneira que o líquido circulatório é bombeado continuamente desde o coração até um sistema de vasos e retorna ao coração por outro sistema de vasos.

Denominamos veias os vasos que chegam ao coração. As artérias são vasos que saem do coração, dirigindo-se a todas as partes do organismo. É imprópria a denominação "sangue venoso" e "sangue arterial" para nos referirmos aos sangues com alta concentração de dióxido de carbono ou de oxigênio, pois uma veia pode conter sangue com muito ou pouco oxigênio, e o mesmo podemos dizer das artérias, que podem ter sangue com muito ou pouco dióxido de carbono.

Portanto, usa-se a denominação sangue carbonado para aquele com alta concentração de gás carbônico, e sangue oxigenado para o sangue que possui expressiva concentração de oxigênio molecular.

O sangue é o líquido circulatório.

É composto de um plasma quase incolor onde estão mergulhados elementos celulares: os glóbulos brancos (leucócitos), os glóbulos vermelhos (eritrócitos ou hemácias) e fragmentos celulares (plaquetas ou trombócitos).

O plasma transporta pequenas moléculas alimentícias (aminoácidos, glicose) em solução, metabólitos, secreções internas (hormônios), gases (CO2) e íons. O plasma sangüíneo tem cerca de 92% de água, além de proteínas e cerca de 0,9% de íons inorgânicos (Na+, Cl-). Uma pessoa adulta tem, em média, 5 litros de sangue (cerca de 60% são formados de plasma), portanto, a perda de sangue por hemorragia pode ser fatal.

Elementos celulares do sangue

As hemácias são nucleadas e ovais em todos os vertebrados, com exceção dos mamíferos, nos quais são anucleadas, circulares e bicôncavas.

Os eritrócitos de mamífero são nucleados durante sua formação na medula óssea. O citoplasma da hemácia é preenchido por hemoglobina, um pigmento que tem afinidade com o oxigênio molecular. Como não possui organelas, o metabolismo do eritrócito é limitado; existem as enzimas da glicólise. Em média, há cerca de 4,5 milhões de hemácias por mililitro cúbico de sangue na mulher e 5 milhões no homem. O número total de eritrócitos, num ser humano, é de 30 trilhões. Cada hemácia pode viver 120 dias e fazer 170.000 ciclos de viagem dentro do aparelho circulatório. As hemácias envelhecidas são identificadas pelo seu glicocálix e retiradas de circulação e destruídas pelo baço, de onde grande parte da hemoglobina é passada ao fígado; o pigmento é excretado na bile, e o ferro volta para a medula óssea. Por não terem núcleo, os eritrócitos têm um período de vida limitado.

Os leucócitos têm suas atividades nos vários tecidos do corpo. Os que se encontram no plasma sangüíneo estão, em grande parte, em trânsito de sua fonte (medula óssea, baço, estruturas linfóides) para os tecidos do organismo. Em geral, o período de vida de um leucócito é de 12 a 13 dias.

Os glóbulos brancos podem realizar movimentos amebóides, atravessar o endotélio dos capilares e alcançar os espaços intercelulares dos tecidos. Muitos leucócitos agem como fagócitos, englobando (fagocitando) bactérias que ocorrem em ferimentos; outros produzem anticorpos para defesa imunológica. Nas infecções agudas, como pneumonia, o número de leucócitos sobe de 5.000 a 9.000 (normal) para 20.000 ou 30.000 por mililitro cúbico, com o objetivo de combater a infecção. O pus é a mistura de leucócitos mortos, células dos tecidos e soro sangüíneo.

As plaquetas (ou trombócitos) constituem fundamental elemento do líquido circulatório. São aproximadamente discoidais, anucleadas e muito menores que as hemácias.

No homem, há mais de um trilhão de plaquetas, e cada uma vive de 8 a 10 dias. Quando ocorre uma lesão num vaso sangüíneo, as plaquetas agrupam-se e desintegram-se, liberando a tromboplastina, que inicia o processo de coagulação do sangue.

Funções do sangue

O sangue, nosso líquido circulatório, também existe a linfa, transporta:

a) oxigênio molecular dos pulmões para os tecidos e dióxido de carbono no sentido inverso.
b)
água e alimentos obtidos do processo digestivo.
c)
alimentos armazenados de um órgão ou tecido para outro, por exemplo, a glicose guardada sob forma de glicogênio.
d)
resíduos metabólicos, excesso de água ou íons minerais para os órgãos excretores.
e)
hormônios das glândulas onde são produzidos para os tecidos com as células-alvo de sua ação.
f)
anticorpos para a defesa do organismo e imunização.

O sangue controla o pH dos tecidos, participando da homeostase, dentro de limites estreitos, por tampões fosfato e bicarbonato.

O sangue é ligeiramente alcalino [pH = 7,4].

Capilares e o sistema linfático

Quando o sangue chega no nível dos capilares, realiza a função fundamental do sistema circulatório: a troca de nutrientes e de produtos finais do metabolismo.

Essas trocas ocorrem no líquido intercelular que se localiza entre os capilares e as células. Este líquido é a linfa, um filtrado do plasma, um meio que se origina da filtração de água e solutos através das paredes dos capilares. A saída de plasma acontece na extremidade arterial dos capilares por meio da pressão hidrostática resultante da atividade bombeadora do coração. As proteínas do plasma permanecem nos capilares por causa do seu grande tamanho molecular.

Não existe uma constante perda de plasma do sangue porque a força hidrostática é contrabalançada pela pressão de osmose, que provoca a volta de água aos capilares.

Entre as células e os capilares existem os vasos linfáticos. Esses têm paredes delgadas e com válvulas que impedem o retorno da linfa no seu interior. A maioria dos vasos linfáticos é estrutura tão delicada que não é vista nas preparações anatômicas.

Os vasos linfáticos tornam-se maiores na região do tórax, onde se reúnem para formar o duto torácico, que desemboca no sistema venoso perto do coração. Os vasos linfáticos são a principal via de transporte que os lipídios absorvidos no intestino percorrem para chegar ao sangue. O colesterol dos tecidos alcança o sangue pelos vasos linfáticos. Ao longo do sistema linfático, temos muitos nódulos (gânglios) linfáticos. Neles há a produção de linfócitos. As infecções podem ser acompanhadas de inchação dos nódulos linfáticos.

O coração e o baço

O coração é um órgão muscular, oco, com quatro cavidades (duas aurículas, ou átrios, e dois ventrículos).Esse órgão localiza-se na cavidade torácica e é recoberto por um revestimento fibroso, o pericárdio. As paredes do coração são constituídas principalmente de músculo (o miocárdio).

Sistema Circulatório

O coração recebe sangue das veias e o impulsiona para as artérias. O lado direito impulsiona sangue vindo do corpo em direção aos pulmões. É o que denominamos circuito pulmonar ou pequena circulação. O lado direito bombeia sangue oriundo dos pulmões em direção aos demais órgãos do corpo - é o chamado circuito sistêmico ou grande circulação.

O músculo cardíaco é formado por um tipo especial de fibra muscular estriada. A contração do músculo cardíaco, à semelhança dos outros tipos de células contráteis, é devida à despolarização de sua membrana plasmática. Desde o período embrionário, quando é formado, o coração tem a capacidade de produzir o estímulo para sua própria contração rítmica. Se o coração for retirado e mantido em solução fisiológica, continuará batendo mesmo fora do corpo. A regulação primária da pulsação cardíaca depende de grupos de células cardíacas especializadas. O nódulo sinoatrial (na parte superior da aurícula direita) inicia a contração das aurículas. Logo após, estimula o nódulo atrioventricular (no septo entre as aurículas), que, por sua vez, age sobre um feixe de fibras, o feixe de His (na parede dos ventrículos). Este feixe causa a contração simultânea da musculatura dos ventrículos.

O que ocorreria se todas as diversas fibras musculares cardíacas se contraíssem independentemente, de modo aleatório? Uma conseqüência seria a falta de coordenação no bombeamento do átrios e ventrículos. Com isto, haveria um descontrole do bombeamento de sangue para o organismo. O correto e natural é que as complexas massas musculares que constituem as bombas ventriculares devem se contrair mais ou menos simultaneamente para resultar num eficiente bombeamento. Tal coordenação é resultado por junções celulares que permitem a difusão de um potencial de ação de uma fibra muscular a outra, de modo que a excitação de uma fibra se propaga por todo o coração. Se células cardíacas forem separadas e mantidas em um meio de cultura, a princípio poucas baterão de modo independente. Após alguns dias, as células entram em contato umas com as outras e então todas batem em uníssono.

Há dois tipos de células cardíacas: as que produzem o estímulo para contração e as que, em grande número, formam a massa de tecido que compõe as paredes contráteis do coração. Portanto, algumas células musculares cardíacas são auto-rítmicas, ou seja, são capazes de auto-excitação espontânea. O batimento cardíaco também é controlado pelo sistema nervoso. O nódulo sinoatrial é o marcapasso normal para todo coração. Pode ser estimulado por fibras parassimpáticas (do nervo vago) ou pela presença de acetilcolina. O efeito obtido é a diminuição do ritmo cardíaco. Se a estimulação é realizada por fibras simpáticas ou norepinefrina, o coração tem seu ritmo acelerado.

O trabalho do coração é realizado da seguinte maneira: as aurículas enchem-se de sangue vindo das veias e então se contraem, lançando o sangue para os ventrículos.

Quando estes iniciam sua contração, as válvulas bicúspide (ou mitral) e tricúspide fecham pelo aumento da pressão do sangue e deste modo impedem o retorno do sangue às aurículas. As válvulas semilunares estão ainda fechadas, e a pressão sangüínea nos ventrículos sobe. Quando a pressão nos ventrículos supera a das artérias (os ventrículos se contraem), as válvulas semilunares abrem-se e o sangue é impulsionado para o sistema arterial. Este ciclo se repete durante toda a vida de um indivíduo.

O coração de uma pessoa normal e em repouso bate cerca de 72 vezes por minuto e impele cerca de 60 ml de sangue por ciclo de bombeamento. Durante uma vida de 70 anos, o coração pode contrair-se três bilhões de vezes e impulsionar cerca de duzentos milhões de litros de sangue. Denomina-se débito cardíaco o volume de sangue ejetado por cada ventrículo, por minuto.

A partir do coração, o sangue se movimenta dentro das artérias numa série de "jorros" ou "ondas", percebidas em artérias superficiais (como no pulso ou nas têmporas) como pulsação cardíaca, mais forte quando o coração se contrai (sístole) e mais fraca quando se enche (diástole). O fluxo de retorno de sangue, pelas veias, é praticamente uniforme.

As pressões normais para o homem normal, em milímetros de mercúrio, são: artérias, 120/80 (sistólica, diastólica); capilares, 30/10; veias, 10/0. A pressão sangüínea é afetada pelo ritmo dos batimentos cardíacos, constrição dos vasos, entre outros fatores. O médico, auscultando com o estetoscópio, quando ouve os sons de abertura e fechamento das válvulas cardíacas, pode identificar problemas relativos ao aparelho circulatório. O eletrocardiograma é um registro das correntes elétricas produzidas nas fases do trabalho do coração; e também tem a utilidade de auxiliar o diagnóstico pelo médico.

O coração tem seus próprios vasos para supri-lo de oxigênio e nutrientes. Da artéria aorta, partem as artérias coronárias, que percorrem a superfície do órgão e também se irradiam para o interior da massa muscular cardíaca. O sangue volta pelas veias coronárias e entra no seio coronário, que desemboca na aurícula direita. De 7 a 10 por cento do sangue impulsionado para a aorta toma a direção da circulação coronária, e isto evidencia a grande necessidade de nutrientes e oxigênio no metabolismo cardíaco.

Qualquer oclusão dos vasos coronários é sinalizada por dor aguda (angina pectoris) no tórax e braço esquerdo. O entupimento dos vasos coronários por coágulos e placas lipídicas pode ser fatal.

O baço é um órgão que se comunica com os sistemas circulatório e linfático. Age como reservatório, armazenando de um quinto a um terço de células sangüíneas. Produz glóbulos brancos (linfócitos) e destrói hemácias velhas.

Revestimento dos vasos sangüíneos

O coração e todos os vasos são revestidos internamente por um endotélio liso. As paredes da aorta e das artérias de grosso calibre têm camadas espessas de tecido elástico e fibras musculares. As arteríolas têm apenas fibras musculares lisas.

As veias apresentam paredes finas com fibras conjuntivas, mas com pouco tecido muscular.

Ao contrário das artérias, as veias achatam-se quando vazias. As veias têm um grande número de válvulas que auxiliam na manutenção da corrente sangüínea de retorno ao coração (fluxo retrógrado). As válvulas das veias também têm um papel na neutralização dos efeitos da postura ereta do corpo em relação ao fluxo de sangue e à ação da gravidade. No homem, o aparelho circulatório tem papel na regulação da temperatura corporal. Um excesso de calor age sobre um centro nervoso do bulbo, que causa a dilatação dos vasos sangüíneos superficiais da pele, promovendo a dissipação do calor. O resfriamento do ambiente causa a contração desses vasos com o objetivo de evitar a perda de calor.

Percurso da circulação no homem

Se considerarmos uma célula do sangue viajando no nosso corpo, mergulhada no plasma sangüíneo, observamos o seguinte percurso:

O sangue que vem dos diversos órgãos do organismo passa às veias cava inferior e cava superior para adentrar a aurícula direita. Este sangue tem pouco oxigênio e contém dióxido de carbono. Chamamos este sangue de carbonado. Da aurícula direita, passa ao ventrículo direito, atravessando a válvula tricúspide. Como resultado da forte contração do músculo cardíaco (sístole), o sangue atravessa a válvula semilunar e alcança, pelas artérias pulmonares, os pulmões. Dos pulmões, o sangue percorre os numerosos capilares que vascularizam os alvéolos pulmonares. Aí ocorre a troca de dióxido de carbono pelo oxigênio do ar dentro do alvéolo. Essa troca é denominada hematose. Desse modo o sangue é reoxigenado. Agora o sangue segue para vasos maiores e, depois, para as veias pulmonares, que chegam à aurícula esquerda. Pela válvula bicúspide, o sangue chega ao ventrículo esquerdo, onde, por forte contração muscular (sístole), é lançado na artéria aorta, o maior vaso do corpo e de paredes mais resistentes. Por ter que bombear sangue para todos os órgãos, a parede muscular do ventrículo esquerdo é muito espessa e forte. A aorta se divide primeiramente em diversas artérias grandes e de grossas paredes, depois estas se subdividem cada vez mais, de modo a irrigar todas as regiões do nosso organismo. Das artérias, o sangue percorre as artérias microscópicas e os capilares nos tecidos.

O sangue volta ao coração pela parte venosa sistêmica: os capilares unem-se para formar vênulas, estas se reúnem em veias, que, ao final, irão encontrar as veias cavas. Em nenhum ponto do coração ou das veias e artérias há mistura de sangue carbonado com sangue oxigenado, a não ser que haja uma comunicação anormal entre as metades funcionais do coração.

Também existem outras importantes rotas para o sangue: o sangue arterial, no abdome, entra num sistema de capilares, que irrigam as paredes dos intestinos, onde é absorvido o alimento digerido. O sangue dirige-se, pela veia porta, para o fígado, onde as substâncias nutritivas são armazenadas e metabolizadas. Do fígado, o sangue sai pela veia hepática e chega à veia cava. Outro importante caminho leva o sangue arterial aos rins. Os rins são os principais órgãos que regulam e controlam os níveis de íons e metabólitos (como a uréia). Durante a passagem do sangue pelos rins, o excesso de água e metabólitos (excretas) são eliminados na forma de uma solução aquosa, a urina. Os rins têm um importante papel no controle da homeostase (equilíbrio interno) do nosso corpo.

Patologias do sistema circulatório

A hipertensão (elevada pressão arterial) é definida como uma alta pressão arterial crônica. Esta doença pode ter um resultado final letal, causando insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (oclusão ou ruptura de um vaso sangüíneo cerebral) ou uma lesão renal.

A aterosclerose é uma enfermidade caracterizada pelo espessamento da parede arterial com células musculares lisas anormais e depósitos de colesterol e outras substâncias. Sabe-se que o fumo, colesterol aumentado, hipertensão, diabete estão associados a essa doença.

Fonte: www.biomania.com.br

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