Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Sistema Digestivo  Voltar

Sistema Digestivo

COMO FUNCIONA A DIGESTÃO?

Em seres vertebrados como nós, o processo de absorção dos alimentos pelo organismo envolve uma complexa engrenagem. É o famaso aparelho ou sistema digestivo

O sistema digestivo não é apenas um tubo aberto nas duas extremidades com as paredes permeáveis, através das quais os alimentos são assimilados. Pelo contrário, é a sede de um processo extremamente complexo e ordenado que envolve a destruição mecânica e química dos alimentos por etapas determinadas.

Essa combinação de ações mecânicas e químicas altera a estrutura dos alimentos. Qualquer alimento que permaneça sem ser absorvido ou assimilado, passa até o intestino grosso e é excretado como lixo.

A descrição do processo digestivo torna mais fácil de compreender como o nosso sistema digestivo tem sido prejudicado pelos hábitos modernos de alimentação e como a liquidificação pode ajudar a corrigir esses danos fácil e eficazmente.

O sistema ou aparelho digestivo é um tubo longo em que se encontram órgãos como boca, estômago e intestinos provido de comportas e barreiras que abrem e fecham em admirável sincronia, dando o ritmo necessário a cada etapa do processo. Além disso, entram em ação coadjuvantes como o fígado e o pâncreas, responsáveis pela produção de enzimas que ajudam a quebrar a comida mastigada em partículas menores. Nutrientes como carboidratos, gorduras e proteínas contêm moléculas complexas que têm de ser partidas para serem assimiladas por nossas células. Essa tarefa cabe a enzimas chamadas hidrolíticas, porque dividem essas longas cadeias moleculares acrescentando a elas moléculas de água. Cabe a nós não sobrecarregar o aparelho – por isso, é fundamental mastigar bem cada bocado.

“Quando comemos depressa, o estômago perde tempo triturando os pedaços grandes que não foram bem mastigados. Isso retarda a digestão e causa desconforto”, afirma o gastroenterologista Joaquim Prado Moares Filho, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Resta dizer que a ciência médica ainda não compreende totalmente como funciona o chamado sistema nervoso entérico, complexa rede de fibras nervosas que controla toda a movimentação do tubo entre o estômago e os intestinos.

1 – A BOCA

A destruição físico-química dos alimentos começa na boca, com a formação do chamado bolo alimentar.

A destruição física ocorre com a mastigação. A destruição química é indicada pelas glândulas salivares e enzimas presentes na boca.

Os órgãos do olfato e também do paladar ajudam a estimular as três glândulas salivares.

As glândulas salivares secretam mucus e uma enzima digestiva chamada amilase salivar (ptialina).

O mucus molha os alimentos e permite que eles passem facilmente pelo esôfago (tubo que liga a boca ao estômago)

A amilase inicia a digestão química dos carboidratos (amidos, presentes principalmente em massas).

Deixar de mastigar completamente os alimentos torna esta etapa ineficaz e dificulta o trabalho das outras seções do sistema digestivo.

Liquidificar os alimentos supera essa deficiência.

2 – O ESÔFAGO

O esôfago é um tubo com aproximadamente 25 cm de comprimento nos adultos. Ele tem uma participação real no processamento dos alimentos, é uma passagem da boca para o estômago.

O esôfago se contrai e se relaxa progressivamente de modo parecido com o de apertar um tubo de pasta de dentes.

Esses movimentos – chamados peristálticos – levam o alimento ao estômago mesmo com a pessoa de cabeça para baixo. Sua missão é resistir à abrasão de quaisquer partículas alimentares maiores.

Quando bolo alimentar está para entrar no estômago, se abre uma válvula situada no terminal inferior do esôfago: O esfíncter inferior do esôfago. O resto do tempo ele permanece fechado para impedir que o conteúdo estomacal venha tubo acima, o que causaria queimaduras.

Após o alimento passar pelo esfíncter para dentro do estômago, começa a parte principal do processo digestivo.

3. ESTÔMAGO

O estômago é constituído por uma membrana mucosa que contém milhares de glândulas gástricas microscópicas. Essas glândulas secretam ácido clorídrico, enzimas e muco, substâncias que vão compor o que se chama de suco gástrico.

Ao cair no estômago, o bolo alimentar é banhado pelo suco gástrico. Este é um ácido tão forte que queimaria o interior do órgão, não fosse a camada de muco, de cerca de 2 milímetros que o reveste.

A digestão das proteínas começa no estômago, onde duas enzimas- renina e pepsina – decompõe as grandes moléculas em componentes mais simples. Mais tarde, a digestão das proteínas prossegue, sob a ação de outras enzimas – a tripsina no suco pancreático e a peptidase no suco intestinal. Toda molécula de proteína é constituída de muitos aminoácidos, quando essas moléculas são decompostas nos diferentes aminoácidos pelas enzimas, então a digestão das proteínas se completa.

As principais enzimas contidas no suco gástrico são a pepsina (que age nas proteínas) a lipase (que atua nas gorduras). Cerca de três contrações peristálticas por minuto vão misturando o suco gástrico ao bolo alimentar, até deixá-lo cremoso como iogurte.

O fígado produz a bilis, outra substância ácida, com sais que ajudam a quebrar as gorduras. Do pâncreas vem o suco pancreático, que contém mais lipase e amilase (esta, mais concentrada que na saliva).

Os alimentos são mantidos na cavidade estomacal pelo músculo do esfincter piloro (outra válvula do aparelho digestivo), até que esta etapa do processo digestivo termine, isso em média, leva três horas para a maioria dos alimentos. O bolo alimentar então passa através do piloro para o intestino delgado.

4. O INTESTINO DELGADO

A saída do estômago se dá através da válvula piloro. Ela libera aos poucos o bolo para o duodeno, a primeira seção do intestino delgado.

O intestino delgado é constituído por três seções: o duodeno, o jejuno e o íleo.

A maior parte da digestão química, ocorre no duodeno, a primeira seção.

O bolo alimentar que não é de natureza ácida; passa para essa área, na qual um problema relativamente moderno às vezes ocorre: a úlcera duodenal. É geralmente aceito que uma prolongada hiperacidez é uma das principais causas dessas úlceras, além do stress e outros fatores emocionais como ansiedade e principalmente o desgaste causado por alimentos insuficientemente mastigados. A liquidificação dos alimentos pode superar esse problema.

Na segunda seção do intestino delgado, o jejuno, é onde o alimento finalmente começa a ser absorvido. Nesse momento, o organismo libera líquido para facilitar o processo.

Assim como o mucus que forra o estômago, o intestino delgado também contém milhares de glândulas microscópicas que secretam sucos digestivos.

A estrutura multi-pregueada das paredes do intestino delgado é coberta por milhares de pequenos “dedos” chamados vilosidades. Cada uma das vilosidades contém uma rica rede de capilares para absorver os açúcares e aminoáciodos que são os produtos da digestão dos carboidratos e das proteínas.

Como o intestino é pregueado, possui uma enorme superfície que permite uma rápida absorção dos alimentos pelo sangue e pelo sistema linfático.

Cada vilosidade contém um vaso linfático chamado glândula láctea que absorve os lipídeos e materiais gordurosos do bolo alimentar, A vilosidade por sua vez é coberta por células chamadas microvilosidades que aumentam ainda mais a área de absorção dos nutrientes.

Os sucos pancreáticos (produzidos pelo pâncreas) e a bilis (produzida pela fígado) e estocada na vesícula biliar), vão se armazenar no terço médio do duodenoo através dos dutos. Outro problema relativamente moderno que ocorre aí é a icterícia que é o resultado do bloqueio de um ou mais desses dutos. Isto é frequentemente devido à inabilidade de digerir adequadamente os alimentos, de modo que a liquidificação pode ajudar a evitar esse problema, pelo suprimento de alimentos já parcialmente digeridos.

5. O FÍGADO, A VESÍCULA BILEAR E O PÂNCREAS

A maioria das pessoas não entendem bem a importância desses três órgãos no processo digestivo.

O fígado produz a bílis, que é estocada na vesícula. Pelo fato de que as gorduras se decompõem em grandes glóbulos, estes devem ser quebrados em pequenas partículas capazes de serem absorvidas. Esta é a função da bílis. As gorduras do bolo alimentar desencadeiam secreções do hormônio cholecystokinin, o qual, por sua vez, estimula a contração da vesícula para começar o fluxo de bílis. Este hormônio também estimula a liberação de enzimas pelo pâncreas.

Além da produção de bílis, as células do fígado têm outras importantes funções.

Elas desempenham o papel mais importante no metabolismo de todas as espécies de alimentos, ajudam a manter normal a concentração de glicose no sangue, iniciam os primeiros passos do metabolismo das proteínas e das gorduras e sintetizam várias espécies de componentes proteicos. As células do fígado também ajudam a desintoxicar várias substâncias, como produtos com bactérias e certas drogas. Elas também estocam ferro, vitaminas A, B-12 e D.

O suco pancreático é também muito importante na digestão. Ele contém enzimas que digerem todos as três principais espécies de alimentos – a proteína, a gordura e o amido. Ele também contém sódio, bicarbonato e substância alcalina que neutralizam o suco gástrico. Além disso, o pâncreas é a sede das ilhotas de Langerhans, que são as células que fabricam a insulina.

Muito pouca digestão de carboidratos ocorre na boca ou no estômago, pois, como foi mencionado antes, a maioria de nós absorve os alimentos tão rapidamente que a amilase salivar normalmente tem pouco tempo para fazer seu trabalho e o suco gástrico não possui enzimas necessárias para a digestão dos carboidratos. É quando o alimento chega no intestino delgado que os sucos pancreáticos e intestinais vão digerir esse amido em açúcares.

O processo começa quando a enzima, amilase pancreática, transforma o amido em um açúcar: a maltose.

Então, as três enzimas intestinais – maltase, sucrase e lactase – diferem os açúcares, pela transformação dos mesmos em açúcares simples, principalmente glicose. A maltase digere a maltose (açúcar do malte), a sucarase digere a sacarose (açúcar da cana) e a lactase digere a lactose (açúcar do leite).

A digestão da gordura também não acontece antes do intestino delgado, e ainda sendo o pâncreas envolvido no processo. A lipase gástrica, uma enzima do suco gástrico, faz a digestão de parte da gordura no estômago, mas a maior parte segue não digerida até que a bilis no intestino delgado quebra os grandes glóbulos das gorduras. Então uma enzima pancreática, estepsina ou lipase pancreática decompõe as moléculas em ácidos gordurosos e glicerol (glicerina).

6. O INTESTINO GROSSO

No intestino grosso, qualquer material que tenha escapado da digestão, no intestino delgado será afetado pelas bactérias assim como nutrientes adicionais poderão ser liberados aqui da celulose e outras fibras. As bactérias nesta fase são responsáveis pela síntese da vitamina K - necessária para o tempo normal de coagulação e funções do fígado – e para a produção de algumas das vitaminas do complexo B que, uma vez formadas, são absorvidas pela corrente sanguínea.

Qualquer coisa que não seja absorvida aqui é excretada como lixo e novamente, a liquidificação é útil para este fim, desde que favorece a nutrição que é mais facilmente e completamente absorvida.

Quando o bolo chega ao intestino grosso, ocorre uma grande reabsorção de água pelo organismo. Isso faz com que, a partir daí, ele vá tomando consistência pastosa.

Ao entrar em contato com o colo (ou cólon, seção intestinal entre o íleo e o reto), encontra as bactérias responsáveis pelo mau cheiro do produto final.

As feses são formadas principalmente por celulose (fibra vegetal não digerível), além de células mortas do tubo digestivo, que se regenera constantemente, e outras moléculas grandes demais para serem absorvidas.

Da boca ao orifício final do intestino grosso, o bolo completa uma de cerca de 7,5 metros em um adulto.

7. O METABOLISMO

Metabolismo é o uso que o corpo faz do que foi ingerido, absorvido e canalizado para as células.

Os alimentos são usados de um dos dois modos – ou como uma fonte de energia ou fabricando compostos químicos complexos que habilitam o corpo ao seu diversificado funcionamento. Os alimentos devem ser processados e absorvidos pelas células, e submeter-se a muitas mudanças antes que uma ou outra dessas coisas possam acontecer.

As reações químicas que liberam energia das moléculas alimentares constituem o processo de catabolismo; esta é a única maneira que o corpo tem para suprir-se da energia que necessíta para realizar suas múltiplas funções.

O processo de transformar as moléculas de alimentos num complexo químico de componentes é chamado anabolismo.

Juntos, o catabolismo e o anabolismo constituem o processo chamado metabolismo. A taxa metabólica basal (basal metabólico Rate – BMR) é o número de calorias que deve ser disponibilizada a cada dia, simplesmente para manter um indivíduo vivo e funcionando. Nutrição adicional é necessária para habilitá-lo (ele ou ela) a ter energia para trabalhar e outras atividade. Quanto mais ativo é uma pessoa, mais alimento ele ou ela devem metabolizar

Este é por sí só o melhor argumento para a liquidificação dos alimentos. A liquidificação habilita o corpo a utilizar sua energia ao máximo, por tomar todos os nutrientes facilmente absorvíveis e digeríveis, com o mínimo de esforço da parte do sistema.

Uma vez que nós eliminamos de nossa dieta os alimentos que nos afetam de maneira adversa, e nos acostumemos aos alimentos de alto valor nutricional, teremos pela frente um longo caminho que nos livrará de muitos problemas de saúde que nos têm perturbado e que nós temos aceitado como “parte da vida”.

Quando o corpo recuperar sua saúde, ele produzirá novamente suas próprias enzimas e estará livre de problemas digestivos e poderá ingerir gradualmente uma larga gama de alimentos. Até que isto aconteça poderá haver poucas questões que a liquidificação proposta em meu regime não seja a resposta para aqueles difíceis problemas de assimilação e digestivos e que certamente não mais ocorrerão.

Referência Bibliográfica

THE BLENDING BOOK
De Ann Wigmore e Lee Pattinson; ed. AVERY

Fonte: www.albertobittencourt.com

Sistema Digestivo

O sistema ou aparelho digestivo (também chamado sistema digestório) é o sistema que, nos animais, é responsável por obter dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção, etc. É composto por um conjunto de órgãos que têm por função a realização da digestão.

O tubo digestivo apresenta as seguintes regiões; boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e orifício final do intestino grosso.

A parede do tubo digestivo tem a mesma estrutura da boca ao orifício final do intestino grosso, sendo formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e adventícia. Os dentes e a língua preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação, os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os a saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas. A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido.

Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: doce, azedo, salgado e amargo. A presença de alimento na boca, como sua visão e cheiro, estimula as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias.

Saliva e Peristaltismo

A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). Os sais, na saliva, neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH levemente ácido (6, 7), ideal para a ação da ptialina. O alimento, que se transforma em bolo alimentar, é empurrado pela língua para o fundo da faringe, sendo encaminhado para o esôfago, impulsionado pelas ondas peristálticas, levando entre 5 e 10 segundos para percorrer o esôfago. Através do peristaltismo, você pode ficar de cabeça para baixo e, mesmo assim, seu alimento chegará ao intestino. Entra em ação um mecanismo para fechar a laringe, evitando que o alimento penetre nas vias respiratórias. Quando a cárdia (anel muscular, esfíncter) se relaxa, permite a passagem do alimento para o interior do estômago.

Estômago e Suco gástrico

No estômago, o alimento é misturado com a secreção estomacal, o suco gástrico (solução rica em ácido clorídrico e em enzimas). A pepsina decompõem as proteínas em peptídeos pequenos.

A renina, produzida em grande quantidade no estômago de recém-nascidos, separa o leite em frações líquidas e sólidas. Apesar de estarem protegidas por uma densa camada de muco, as células da mucosa estomacal são continuamente lesadas e mortas pela ação do suco gástrico. Por isso, a mucosa está sempre sendo regenerada. Estima-se que nossa superfície estomacal seja totalmente reconstituída a cada três dias.

O estômago produz cerca de três litros de suco gástrico por dia. O alimento pode permanecer no estômago por até quatro horas ou mais e se mistura ao suco gástrico auxiliado pelas contrações da musculatura estomacal. O bolo alimentar transforma-se em uma massa acidificada e semilíquida, o quimo. Passando por um esfíncter muscular (o piloro), o quimo vai sendo, aos poucos, liberado no intestino delgado, onde ocorre a parte mais importante da digestão.

Hormônios

Durante a digestão, são produzidos certos hormônios essenciais ao processo digestivo. No estômago, ocorre a formação de gastrina, hormônio cuja função é estimular a produção de ácido clorídrico. Já no intestino, ocorre a produção de três hormônios essenciais ao processo digestivo. A secretina atua sobre o pâncreas, estimulando a liberação de bicarbonato, enquanto que o hormônio colecistoquinina estimula a liberação de bile pela vesícula biliar e a liberação de enzimas pelo pâncreas. Por fim, o hormônio enterogastrona atua sobre o estômago, inibindo o peristaltismo estomacal

Intestino delgado, Suco pancreático e Bile

O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm), jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1,5 cm).

A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. No duodeno atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas. Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. O pH da bile oscila entre 8,0 e 8,5. Os sais biliares têm ação detergente, emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de microgotículas). O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém água, enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de sódio. O pH do suco pancreático oscila entre 8,5 e 9. Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento, como carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucléicos. A mucosa do intestino delgado secreta o suco entérico, solução rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. No suco entérico há enzimas que dão seqüência hidrólise das proteínas.

No intestino, as contrações rítmicas e os movimentos peristálticos das paredes musculares, movimentam o quimo, ao mesmo tempo em que este é atacado pela bile, enzimas e outras secreções, sendo transformado em quilo

Observe na tabela a seguir, as principais enzimas envolvidas no processo digestivo:

Suco digestivo Enzima pH ótimo Substrato Produtos
Saliva Ptialina neutro polissacarídeos maltose
Suco gástrico Pepsina ácido proteínas oligopeptídeos
Suco pancreático Quimiotripsina
Tripsina
Amilopepsina
Rnase
Dnase
Lipase
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
proteínas
proteínas
polissacarídeos
RNA
DNA
lipídeos
peptídeos
peptídeos
maltose
ribonucleotídeos
desoxirribonucleotídeos
glicerol e ácidos graxos
Suco intestinal ou entérico Carboxipeptidase
Aminopeptidase
Dipeptidase
Maltase
Sacarase
Lactase
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
alcalino
oligopeptídeos
oligopeptídeos
dipeptídeos
maltose
sacarose
lactose
aminoácidos
aminoácidos
aminoácidos
glicose
glicose e frutose
glicose e galactose

Absorção de nutrientes no intestino delgado

O álcool etílico, alguns sais e a água podem ser absorvidos diretamente no estômago. A maioria dos nutrientes é absorvida pela mucosa do intestino delgado, de onde passam para a corrente sanguínea

Aminoácidos e açúcares atravessam as células do revestimento intestinal e passam para o sangue, que se encarrega de distribuí-los a todas as células do corpo. O glicerol e os ácidos graxos resultantes da digestão de lipídios são absorvidos pelas células intestinais, onde são convertidos em lipídios e agrupados, formando pequenos grãos, que são secretados nos vasos linfáticos das vilosidades intestinais, atingindo a corrente sanguínea.

Depois de uma refeição rica em gorduras, o sangue fica com aparência leitosa, devido ao grande número de gotículas de lipídios. Após uma refeição rica em açúcares, a glicose em excesso presente no sangue é absorvida pelas células hepáticas e transformada em glicogênio e sendo convertida em glicose novamente assim que a taxa de glicose no sangue cai

Intestino grosso

É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo orifício final do intestino grosso. Mede cerca de 1,5 m de comprimento e divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. A saída do reto chama-se orifício final do intestino grosso e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter retal.

Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.

As fibras vegetais, principalmente a celulose, não são digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como retêm água, sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas.

O intestino grosso não possui vilosidades nem secreta sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis. Como o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis. A distensão provocada pela presença de fezes estimula terminações nervosas do reto, permitindo a expulsão de fezes, processo denominado defecação

Fonte: www.vetorvestibular.com.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal