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Glândulas Salivares

 

As glândulas salivares estão ao redor da boca humana e produzem a saliva, cuja função é de transformar amido em produtos mais simples.

A saliva influencia significativamente o processo carioso como foi evidenciado por pesquisas com animais experimentais, nos quais as glândulas salivares foram extirpadas cirurgicamente. Quando alimentados por uma dieta com 66% de sacarose, hamsters não infectados com glândulas salivares intactas desenvolveram relativamente poucas lesões cariosas, enquanto hamsters dessalivados, sob a mesma dieta, desenvolveram cinco vezes mais cáries e lesões muito mais extensas.

A saliva também contém anticorpos protéicos que destroem as bactérias presentes na boca inclusive as que provocam as cáries dentárias. O próprio fluxo salivar remove as bactérias e as partículas alimentares que poderiam servir de substratos para estes organismos patogênicos.

A glândula parótida é a maior das três glândulas salivares pares. Localiza-se entre o ângulo da mandíbula e à base do cranio.A maior parte da saliva serosa é produzida pela parótida.

A glândula submandibular é uma glândula salivar que localiza-se abaixo da mandíbula. Produz a maior parte da saliva total liberada na boca.

As glândulas sublinguais são glândulas salivares que têm forma de uma pequena amêndoa, situada no o assoalho da boca. É uma glândula de secreção puramente mucosa e morfologicamente é uma glândula mista.

Glândulas Parótida, Submandibular e Sublingual

Glândulas Salivares
1.
Glândula Sublingual
2. Glândula Submandibular

Estas experiências demonstram que a remoção das glândulas salivares é um procedimento que afeta drasticamente o desenvolvimento da cárie dental.

Outros fatores que influenciam o desenvolvimento da cárie:

1 – diferenças na dieta e consumo da água.
2 – tempo de alimentação prolongado.
3 – grande retenção de alimento.
4 – possíveis alterações na flora bacteriana da boca.
5 – maturação do esmalte.

A diminuição do fluxo salivar em humanos, xerostomia pode ser conseqüência de: sarcoidose, síndrome de Sjogren ou doença de Mikulicz, irradiação, remoção cirúrgica das glândulas, anticolinérgicos ou drogas parassimpaticolíticas, diabetes mellitus, doença de Parkinson, ausência congênita ou mal formação das glândulas salivares, infecção viral aguda, ansiedades, estresse, depressão, etc.

Drogas que causam xerostomia

Nome

Nome comercial

Uso terapêutico

Atropina

 

Anticolinérgico

Mesilato de benzatropina

Xcongentin

Parkinsonismo

Mefenesin

Tolserol

Parkinsonismo

Trihexyfenidil

Artane

Parkinsonismo

Bromato de propantilina

Pro-Banthine

Úlceras

Isoprobamida

Combid

Úlceras

Meperidine

Demerol

Analgésico Narcótico

Hidroxizina

Vistaril, Atarax

Anti-histamínico

Difenidramina

Benadryl

Anti-histamínico

Prometazina

Fenergan

Anti-histamínico

Guanetidina

Ismelin, Esimil

Hipertensão

Promazina

Sparine

Tranqüilizante

Cloropromazina

Thorazine

Tranqüilizante

Imipramina

Tofranil

Anti-depressivo

Meprobamato

Miltown, Equanil

Hipnótico – Sedativo

Clorodiaepoxido

Librium

Hipnótico – Sedativo

Diazepan

Vallium

Hipnótico – Sedativo

Cannabis

 

Hipnótico – Sedativo

Anfetaminas

Benzedrine, Dexedrine

Regulador do apetite

Fentermina

Fastin, T-Diet

Regulador do apetite

Phendimetrazine

Bentril

Regulador do apetite

Tratamento de pacientes com xerostomia

1 – terapia com flúor.
2 – controle da dieta.
3 – higiene Bucal.
4 – evitar drogas xerostômicas.
5 – uso de saliva artificial.

O regime mais eficiente na prevenção da cárie nestes pacientes é a auto-administração diária de flúor gel tópico (0,5%) com moldeira, durante 5 minutos ou mais. Um bochecho diário com flúor (fluoreto de sódio a 0,05%) durante 1 minuto é igualmente eficiente. * Colocar a fórmula do fluoreto*

Saliva Artificial * ( Xero-lube, Scherer Lab.)

KCl

2,498 g

NaCl

3,462 g

Mg Cl2

0,235 g

K2HPO4

0,665 g

KH2PO4

3,213 g

P—hidrosibenzoato de metila NaF

8,0 g

NaF

17,68 g

FD&Red Dye n.o 40 (12%0

1,0 ml

Aromatizante (condimento wintergreen-Coriander)

16,0 g

70% Sorbitol (sorbo)

171,0 g

Na Carboximetilcelulose

40,0 g

Água q.s.p.

4000,0

VA-Oralube, criado por Dr. I. L. Shannon.

Substitutos do açúcar

Sorbitol (D-Glucitol), Xilitol, Hidrolisados de amido, Xarope de milho com elevada concentração de frutose, Acoplamento de Açúcar (Glicosisacarose), Aspartame (L-Aspartil, L-Fenilalaninametilester), Maltol (3-hidroxil-2-Metil-4-Pirona),Glicirrizina Amoniada, Esteviosídeo, Adoçantes Dihidrocalcona,Monellina, Taumatina, Miraculina, Ácido Cariogênico e Cinarina.

Adoçantes não Calóricos

Sacarina, Ciclamato, Dulcina,Aldoximas, compostos adoçantes.

Sacarose – 4 calorias/grama

A xerostomia fisiológica ocorre em todos os humanos durante o sono devido ao fato de as glândulas salivares não secretarem espontaneamente. Desde que não haja saliva para tamponar e lavar produtos da fermentação da placa durante o sono, o momento mais importante para remoção da placa (escovação, fio dental, flúor, etc..) é justamente antes de dormir.

A saliva é necessária para manter a integridade dos dentes, e a sua composição varia de acordo com a natureza da estimulação, duração, composição do plasma, a hora do dia. Além disso, a saliva é uma mistura de secreções dos três pares das glândulas salivares principais com contribuições de numerosas glândulas mucosas acessórias. A secreção de cada tipo de glândula tem uma composição única. Por exemplo, a secreção da glândula submandibular contém aproximadamente 50% mais cálcio (6,8 mg cálcio/100ml) do que a glândula parótida (4,1 mg cácio/100ml). Estas diferenças podem interferir em parte, para a relativa imunidade à cárie observada nos dentes inferiores anteriores e a alta prevalência de depósitos de cálculos.

Na saliva, o sistema tampão principal é o ácido carbônico-bicarbonato (HCO3-/bCO3, pK1= 6,1) e o fosfato (HPO4-/bPO4-, pK2= 6,8). O bicarbonato indiscutivelmente é o mais importante tampão salivar por razões diversas.

Histologia das glândulas salivares

Podem ser classificadas como glândulas com ductos ou glândulas exócrinas compostas e como puramente glândulas serosas, mucosas ou mistas (seromucosas).

As glândulas salivares produzem um fluido incolor, levemente espesso chamado saliva, o qual é despejado na cavidade bucal por meio de ductos que se abrem na superfície da mucosa bucal.

Embriologia

As glândulas salivares são formadas a partir do epitélio que reveste a cavidade bucal primária. Em áreas específicas, células do epitélio bucal embrionário multiplicam-se em direção ao ectomesêmquima (tecido conjuntivo) subjacente, e a medida que se multiplicam, as células epiteliais se modificam, se especializam e formam as glândulas salivares. Algumas células transformam-se em células secretoras da glândula, e outras transformam-se em ductos da glândula.

Os elementos formados a partir das células epiteliais constituem o parênquima glandular e o tecido conjuntivo que reveste e protege o parênquima é denominado de estroma.

As células secretoras produzem saliva.

Há dois tipos de células secretoras: células serosas e células mucosas. As glândulas salivares são constituídas de células serosas ou células mucosas ou de uma combinação dos dois tipos de células secretoras, além dos ductos que as conectam. O produto de secreção das células serosas contem uma enzima chamada amilase (ptialina), que contribui com a quebra do amido. O produto de secreção das células mucosas é a mucina, que atua como lubrificante da mucosa bucal. Além destas substâncias, as glândulas salivares secretam outros materiais, as proteínas e sais que atuam com tampões e impedem que a saliva torne-se subitamente ácida ou alcalina. A saliva contém ainda fatores antibacterianos que inibem o crescimento de algumas bactérias.

O volume total de saliva produzido pelas glândulas salivares varia de pessoa para pessoa, produzindo aproximadamente de, 600 a 1200 mL/dia e o pH é de 6,0 a 7,4. A saliva contém 99% de água.

Funções da Saliva

1 – Facilita na mastigação dos alimentos.
2 – Serve como solvente.
3 – Contribui na digestão dos carbohidratos.
4 – Lubrifica os alimentos e os tecidos bucais.
5 – Atua como tampão.
6 – Limpeza a cavidade bucal.
7 – Inibe o crescimento de microorganismos.
8 - Umedecer e lubrificar os alimentos e a mucosa bucal.
9 - Participar da digestão dos alimentos: paladar, mastigação e deglutição.
10 - Transportar íons (na e K)
11 - Manutenção do equilíbrio hídrico
12 - Bactericida (enzima lisozima)
13 - Defesa imunológica (IgA)
14 - Auxiliar na limpeza dos dentes

Sistema de ductos

Intercalares
Estriados
Excretores

DUCTOS INTERCALARES

São pequenos em diâmetro, revestidos por células cúbicas baixas com núcleo central e escasso citoplasma. Função não é bem conhecida. Localizados entre os ácinos e ductos estriados. Numerosos na parótida. Apresentam R.E.G. (região basal), aparelho de Golgi (região apical) e alguns grânulos de secreção.

DUCTOS ESTRIADOS

Revestidos por células epiteliais colunares, núcleo central, citoplasma acidófilo, fortemente corado pelo H.E. Na porção basal são evidentes as estriações (dobras profundas da membrana plasmática basal em direção ao interior do citoplasma) com muitas mitocôndrias. Esses ductos estão sempre rodeados por vasos sangüíneos pequenos.

FUNÇÃO

Modificar as secreções que passam por eles. As células secretoras produzem um fluído constituído por: água, íons, pequenas moléculas e os seus produtos de síntese. É caracterizado por um conteúdo protéico isotônico com alta concentração de sódio e baixa de potássio. Ao passar pelo ducto estriado sua composição modifica-se para um fluído hipotônico, com baixa concentração de sódio e cloreto e maior de potássio em relação ao sangue.

DUCTOS EXCRETORES

O fluído chega até a cavidade bucal através desses ductos. Sua morfologia é variável; próximo ao estriado o epitélio é pseudo-estratificado com células colunares altas. A medida que se aproxima da cavidade bucal, passa para estratificado.

FUNÇÃO

Modificar a concentração de eletrólitos da saliva, acrescentando talvez um componente mucoso.

Canais ou ductos excretores Parótida

Ducto parotídeo - abertura na bochecha na altura do segundo molar superior.
Submandibular: Ducto submandibular
- abre-se uma pequena papila ao lado do freio lingual, no soalho da boca.
Sublingual: ducto sublingual -
abre-se ao lado do freio lingual, próximo ou junto ao da submandibular.

Estrutura das porções secretoras ( parênquima glandular)

É constituído de uma série de ductos que acabam nas estruturas secretoras terminais.

ADENÔMERO

É a unidade morfofuncional de uma glândula salivar, que contém: ácino e ductos: intercalar, estriado e excretor.

ÁCINOS

Contém células do tipo serosa, mucosa e mioepiteliais.

CÉLULAS SEROSAS

São especializadas na síntese, armazenamento e secreção de proteínas e quantidade razoáveis de polissacarídeos, sendo mais apropriado chamá-las de células seromucosas. A secreção serosa é fluida e aquosa. As células seromucosas são piramidais com ápice voltado para a luz acinar, possuem núcleo esférico e localizado no terço basal. Seu citoplasma cora-se fortemente pelo H.E., evidenciando grânulos eosinófilos. Retículo endoplasmático granular, aparelho de Golgi e ribossomos bastante desenvolvidos.

CÉLULAS MUCOSAS

Relacionadas com a síntese, armazenamento e secreção de glicoproteínas. Seu produto difere das seromucosas porque tem pouco conteúdo enzimático e suas proteínas estão ligadas a grande quantidade de carboidratos, constituindo o muco. As secreções mucosas são espessas e viscosas. Células mucosas são piramidais com núcleo achatado na porção basal. Seu citoplasma não se cora intensamente pelo H.E. Apresenta aparelho de Golgi bem desenvolvido e mitocondrias e R.E.G.

CÉLULAS MIOEPITELIAIS

Encontradas junto aos ácinos e ductos intercalares, interpostas no espaço entre a membrana basal e a membrana plasmática da célula epitelial. Não são visíveis pela Hematoxilina e Eosina.. (só em métodos para evidenciar adenosina fosfatase). Sua morfologia depende de sua localização, cada célula consiste de um corpo central com núcleo, de onde parte 4 a 8 prolongamentos que abraçam as células epiteliais como um polvo. As relacionadas com os ductos intercalares são fusiformes com menos prolongamentos.

FUNÇÕES

Todas relacionadas a capacidade contrátil.

Distribuição das glândulas salivares

Glândulas salivares maiores e glândulas salivares menores.

As glândulas salivares maiores são: parótida, submandibular e sublingual. As glândulas salivares menores variam em tamanho e estão largamente espalhadas na membrana mucosa bucal.

As glândulas salivares maiores ocorrem aos pares. As parótidas são órgãos achatados localizados abaixo da pele da face na frente e abaixo das orelhas. São as maiores nos seres humanos adultos, suas células secretoras são do tipo serosas. A glândula parótida é a envolvida nas parotidites epidêmicas, comumente conhecida por caxumba.

Glândula submandibular

Localizada no triângulo submandibular, atrás e abaixo do bordo livre do músculo milohioideo e uma pequena porção acima do milohioideo. É uma glândula mista composta de ácinos seromucosos (80%) e as demais porções secretoras são geralmente uma mistura de células seromucosas e mucosas. As células mucosas diferem das seromucosas por apresentarem células piramidais com núcleos achatados e basais, citoplasma pouco corado e luz mais ampla. As células mistas são reconhecidas por apresentarem semi-luas seromucosas. Os ductos intercalares são curtos. Os ductos estriados são bem desenvolvidos e longos. O ducto excretor é pseudo-estratificado para estratificado. Cápsula e septos bem definidos, dividindo a porção secretora em lobos ou lóbulos.

Glândula sublingual

Tem forma de uma pequena amêndoa, situada entre o assoalho da boca e o músculo milohioideo. É uma glândula mista, com predominância das células mucosas sobre as seromucosas, encontradas formando semi-luas. Não apresenta ácinos constituídos por células serosas exclusivamente. Os ductos intercalares são curtos ou ausentes. Os ductos estriados também são curtos e difíceis de serem observados. Estudos histoquímicos demonstraram ser a sublingual uma glândula de secreção puramente mucosa e morfologicamente é uma glândula mista. A cápsula é discreta, mal definida, com septos delimitando lobos e lóbulos.

Glândulas salivares maiores

Os pares de glândulas salivares maiores estão situados fora da cavidade bucal, à qual estão ligados por ductos relativamente longos.

PARÓTIDA

A maior de todas, está localizada a frente da orelha externa e sua porção mais profunda preenche a fossa retromandibular.

É uma glândula constituída por células secretoras terminais predominantemente seromucosas.

ESTRUTURA

Constituída por células piramidais, com núcleos esféricos e basais, envolvendo uma pequena luz central. O citoplasma cora-se em azul (basófilo) e podem ser visto grânulos de secreção (ricos em proteínas).

Ductos intercalares: numerosos, com células cúbicas, núcleos centrais e escasso citoplasma.

Ductos estriados: estão espalhados pela glândula, com células colunares, coradas intensamente de róseo pela eosina, núcleo central e presença de estriações basais.

Ducto excretor

Apresenta um epitélio de revestimento pseudo-estratificado, que se transforma gradualmente em epitélio estratificado ao aproximar da cavidade bucal.

A glândula parótida apresenta cápsula e septos bem definidos e numerosos lóbulos. Observa-se células adiposas, vasos sanguíneos e nervos.

GLÂNDULA SUBMANDIBULAR

Localizada no triângulo submandibular, atrás e abaixo do bordo livre do músculo milohioideo e uma pequena porção acima do milohioideo. É uma glândula mista composta de ácinos seromucosos (80%) e as demais porções secretoras são geralmente uma mistura de células seromucosas e mucosas. As células mucosas diferem das seromucosas por serem células piramidais com núcleos achatados e basais, citoplasma pouco corado; e a luz ampla.

Os ácinos mistos são reconhecidos por apresentarem semi-luas seromucosas. Os ductos intercalares são curtos. Os ductos estriados são bem desenvolvidos e longos. O ducto excretor é pseudo-estratificado passando para estratificado. Cápsula e septos bem definidos, dividindo a porção secretora em lobos ou lóbulos.

GLÂNDULA SUBLINGUAL

Tem forma de uma pequena amendôa, situada entre o assoalho da boca e o músculo milohioideo. É uma glândula mista, com predominância das células mucosas sobre as seromucosas, encontradas formando semi-luas. Não apresenta ácinos constituídos por células serosas exclusivamente. Os ductos intercalares são curtos ou ausentes.

Os ductos estriados também são curtos e difíceis de serem observados. Estudos histoquímicos demonstraram ser a sublingual uma glândula de secreção puramente mucosa e morfologicamente é uma glândula mista.

A cápsula é discreta, mal definida, com septos delimitando lobos e lóbulos.

Glândulas salivares menores

Labiais, linguais, palatinas e da bochecha, são glândulas mucosas com exceção das glândulas serosas de Von Ebner, encontradas abaixo dos sulcos das papilas circunvaladas. As glândulas salivares menores possuem ductos curtos, produtoras de uma secreção rica em mucoproteína. O muco dessas glândulas entra em contato com a superfície dos dentes e da mucosa, desempenhando importante papel na formação da película adquirida.

Adenômero

É a unidade morfofuncional de uma glândula salivar, que contém: ácino e ductos: intercalar, estriado e excretor.

ÁCINOS

Contém células do tipo serosa, mucosa e mioepiteliais.

CÉLULAS SEROSAS

São especializadas na síntese, armazenamento e secreção de proteínas e quantidade razoáveis de polissacarídeos, sendo mais apropriado chamá-las de células seromucosas.

A secreção serosa é fluida e aquosa. As células seromucosas são piramidais com ápice voltado para a luz acinar, possuem núcleo esférico e localizado no terço basal. Seu citoplasma cora-se fortemente pelo H.E., evidenciando grânulos eosinófilos. Retículo endoplasmático granular, aparelho de Golgi e ribossomos bastante desenvolvidos.

CÉLULAS MUCOSAS

Relacionadas com a síntese, armazenamento e secreção de proteínas. Seu produto difere das seromucosas porque tem pouco conteúdo enzimático e suas proteínas estão ligadas a grande quantidade de carboidratos, constituindo o muco.

As secreções mucosas são espessas e viscosas. Células mucosas são piramidais com núcleo achatado na porção basal. Seu citoplasma não se cora intensamente pelo H.E. Apresenta aparelho de Golgi bem desenvolvido e mitocondrias e R.E.G.

CÉLULAS MIOEPITELIAIS

Encontradas junto aos ácinos e ductos intercalares, interpostas no espaço entre a membrana basal e a membrana plasmática da célula epitelial.

Não são visíveis pela Hematoxilina e Eosina.. (só em métodos para evidenciar adenosina fosfatase). Sua morfologia depende de sua localização, cada célula consiste de um corpo central com núcleo, de onde parte 4 a 8 prolongamentos que abraçam as células epiteliais como um polvo. As relacionadas com os ductos intercalares são fusiformes com menos prolongamentos.

FUNÇÕES: todas relacionadas a capacidade contrátil.

Película adquirida

Aderida a superfície do esmalte,constituída por um material orgânico de origem salivar que protege o esmalte.

No dente hígido e limpo, as proteínas e glicoproteínas salivares, interagem com o esmalte e penetram a superfície dentária, formando uma película de proteção em torno de 1,0 um de espessura. Esta película não é removida pela escovação.

Considerações gerais

A proporção de saliva varia no decorrer do dia. Dos 600 ml a 1.200 ml produzidos diariamente somente 10 ml são secretados á noite, daí a necessidade de escovação antes de dormir.

Qualquer alteração na morfologia e fisiologia das glândulas salivares pode ocasionar uma diminuição do fluxo salivar ou modificação no pH, contribuição para o aparecimento de doenças periodontais, maior incidência de cárie, dificuldades na digestão dos alimentos, perda do paladar.

As glândulas salivares maiores, especialmente a parótida podem se tornar aumentadas numa variedade de estados metabólicos, tais como a inanição, deficiência de vitaminas, alcoolismo, gravidez e doenças do fígado. O tratamento deverá ser a remoção da causa, antes da terapia local.

Fonte: www.foar.unesp.br

Glândulas Salivares

A saliva presente na cavidade oral ,chamada de saliva total , é constituída por várias secreções e outros componentes.

Refere-se que esta mistura inclui: as secreções de todas as glândulas salivares (maiores e menores ); os produtos do metabolismo da flora bucal ; as células bacterianas; as células epiteliais escamadas, e as secreções creviculares gengivais (da gengiva narginal dos dentes).

Glândulas Salivares

São glândulas exócrinas, localizadas no vestíbulo (bucais e labiais) e na cavidade bucal (do assoalho , da língua e palatinas), constituídas por ácinos seromucosos e mucosos.

As glândulas salivares são estimuladas pelo sistema nervoso autônomo e pelos hormônios vasopressina e aldosterona.

As glândulas mais ativas são as submandibulares e as menos ativas são as sublinguais .

A saliva é produzida e secretada pelas glândulas salivares menores , que são glândulas dispersas em toda a camada de epitélio que reveste o palato , os lábios , as bochechas, as tonsilas e a língua, secretam apenas muco com a função de conservar a umidade da mucosa oral; e as glândulas salivares maiores, que estão localizadas fora das paredes da cavidade oral.

Constituídas por três pares de glândulas , são considerados como as principais responsáveis pela secreção da saliva.

São elas: as parótidas , as submanibulares e as subliguais .

Aspectos anatômicos das glândulas salivares maiores

As glândulas parótidas são as maiores dos três pares de glândulas, estão localizadas uma de cada lado da face, na frente e abaixo das orelhas.

Secretam saliva serosa através dos ductos de Stenon, que medem 5 cm de comprimento por 5 mm de diâmetro .Este ducto cruza o músculo masseter , perfurando o músculo bucinador e abre-se no vestíbulo lingual na altura da coroa do segundo molar superior.

Quanto a vascularização , as glândulas parótidas são supridas por ramos das artérias carótidas externa e temporal superficial . as veias dessas glândulas drenam para a veia jugular externa .

A inervação das parótidas é derivada do nervo auriculotemporal e de fibras do sistema nervoso simpático e parassimpático . As fibras simpáticas provém do nervo glossofaríngeo (IX par craniano) e, quando estimuladas , produzem o aumento do fluxo da saliva aquosa . Já as fibras simpáticas originam-se dos gânglios cervicais ; sua estimulação produz uma saliva mucosa espessa . As glândulas par'tidas são responsáveis por 20% da saliva secretada pelo homem .

As glândulas submandibulares estão localizadas medialmente ao ângulo mandibular ficando protegidas pelo corpo da mandíbula .Cada uma dessas glândulas apresenta o formato de 'U" e tem aproximadamente o tamanho de um polegar. São palpáveis como uma massa amolecida sobre a porção posterior do músculo milo-hióideo quando este se encontra contraído , como por exemplo , ao se forçar a região anterior da língua contra o palato duro.

Secretam a saliva tipo mista (serosa e mucosa) , rica em glicoproteínas através dos ductos de Wharton . Os ductos submandibulares apresentam a proximidade com a musculatura supra-hiódea , ou seja , refere que os ductos se originam da porção galndular situada entre os músculos milo-hióideo e hioglosso . Além disso , cada ducto submandibular passa profundamente e depois superficialmente ao nervo lingual.. As aberturas desses ductos para a cavidade oral se dão através de três orifícios agrupados em duas pequenas papilas , facilmente visíveis ao lado do freio lingual.

O suprimento sanguíneo das glândulas submandibulares provém do ramo submental da artéria facial , e o controle nervoso se dá pelas fibras secreto-motoras parassimpáticas . Essas glândulas são responsáveis por 70% da saliva secretada pelo homem .

As glândulas sublinguais são as menores dos três pares de glândulas salivares . Situadas mais profundamente , encontram-se no soalho da cavidade oral e inferiormente à língua . Secretam saliva do tipo mista (mucoserosa) através dos ductos de Bartholin . Muitas vezes esses dois ductos podem vir unidos , formando a conhecida carúncula sublingual .

As sublinguais são supridas pelas artérias sublingual e submental , ramos das artérias lingual e facial , respectivamente . O controle nervoso é derivado dos nervos lingual e corda do tímpano , além das fibras secreto-motoras simpáticas e parassimpáticas. Essas glândulas são responsáveis por apenas 5% da saliva secretada pelo homem .

Glândulas salivares menores ou acessórias

São um conjunto de 400 a 500 pequenas glândulas espalhadas por toda a mucosa bucal , exceto gengiva e metade anterior do palato duro . Juntas são responsáveis pelos 5% restantes da saliva secretada pelo homem.

São elas :

Acessórias labiais: estão na mucosa labial e secretam saliva mucosserosa.
Acessórias jugais:
estão na mucosa jugal (mucosa das bochechas) e secretam saliva mucosserosa .
Acessórias sublinguais ou glândulas de Rivinus:
secretam saliva mucosserosa pelos ductos de Rivinus ; localizam-se no assoalho bucal na região sublingual e são chamados também de acessórias bucais
Acessórias palatinas:
secretam saliva apenas mucosa e se localizam na metade posterior do palato duro
Acessórias do palato mole e úvula:
secretam saliva mucosa.
Acessórias glossopalatinas:
secretam saliva mucosa.
Acessórias do coxim retromolar:
secretam saliva mucosa e estão na mucosa retromolar .

Acessórias linguais

Glândulas de Blandim e Nuhn: secretam saliva seromucosa e estão na porção anterior da língua .
Glândulas de Ebner:
secretam saliva apenas serosa e estão associadas às papilas calciformes.
Glândulas da raiz da língua:
secretam saliva apenas mucosa .

Tipos de Saliva Serosa

É a saliva rica em albuminóides , sendo por isso também chamada de saliva albuminosa. Atua preponderantemente na mastigação doa alimen.

É secretada pelas glândulas de secreção serosa: glândulas parótidas e glândulas de Ebner .

Mucosa

É a saliva rica em glicoproteínas tais como mucina. Atua preponderantemente na gustação e deglutição.

É secretada pelas glândulas de secreção mucosa: acessórias palatinas , glossopalatinas , do coxim retromolar, da raiz da língua e as do palato mole e úvula .

Mista

É a saliva que ou tem mais albumina do que mucina (seromucosa) ou mais mucina do que albuminóides (mucosserosa) . Tem ação importante tanto na mastigação dos alimentos como na gustação e deglutição.

É secretada pelas glândulas de secreção mista: submandibular, sublinguais maiores , glândulas de Rivinus , glândulas de Blandin e Nuhn, acessórias labiais e acessórias conjugais .

Mecanismos Determinantes e Reguladores da Secreção Salivar

A produção da saliva se caracteriza por uma secreção basal contínua (ou de repouso) , que serve para umedecer e proteger a mucosa oral , e por um aumento da demanda sobre as glândulas salivares principalmente durante a alimentação . Essas variações de fluxo envolvem não só o volume da saliva , como também os seus constituintes orgânicos e inorgânicos.

Composição química

Além de conter ar , que lhe dá os aspecto espulmoso , a saliva tem como principais componentes químicos: água (99,5%), ptialina (0,1%) , nitrogênio , enxofre , potássio , sódio , cloro , cálcio , magnésio , ácido úrico e ácido cítrico.

Possuem proteínas estruturais ( mucinas , estaterrina , aglutininas , lactoferrina , gustina e sialina ) , enzimáticas ( amilase , fosfatase ácida , estearase , lisozima , peroxidase, anidrase carbônica e calicreína ) e imunológicas ( imunoglobulinas , IgA salivar ou imunoglobulinas secretoras : SigA )

Propriedades dos componentes da saliva

Lactoferrina: liga-se ao ferro
Lizozima:
se liga ao bicarbonato , flúor , iodo e nitrato , ligando-se ao cristal hidroxiapatita
Peroxidase:
inibe a metabolização da glicose
IgA:
inibe patógenos de entrarem no trato gastro-intestinal , aumenta a agregação das bactérias e remove da cavidade sem adesão
a-amilase:
promove aderência das bactérias na hidroxiapatita
Estaterina:
inibe a precipitação de sais de fosfato de cálcio , inibe o crescimento do cristal
Histatina:
se liga a hidroxiapatita (idem acima)
Proteínas ricas em prolina:
(idem acima)
Mucina:
MG 1 – adsorve , na superfície dental , protegendo
MG 2 –
idem acima , mas é facilmente retirada

Fluxo salivar

A saliva é secretada de forma contínua e em pequenas quantidades , mas com a presença ou lembrança de certos alimentos , ela pode se formar em grandes quantidades , de modo no homem adulto , por dia , ela pode chegar a um volume de 1 a 2 litros.

Volume – 1 a 2 litros por dia no homem adulto

Densidade – 1,005

PH- 6,2 a 7,2

Relação sódio / potássio – 1,3

Viscosidade – 1,03 a 3,74

Obs: Quanto mais viscosa a saliva , maior chance de formação de cárie , pois a mucina facilita a formação de placa bacteriana .

Estímulos para a secreção salivar

Como foi abordado anteriormente , a saliva é secretada de maneira contínua, constituindo a secreção basal ou de repouso , responsável pela umidade constante da mucosa oral . Há , entretanto , uma permanente modificação do fluxo e da qualidade da saliva de acordo com os estímulos que agem sobre as glândulas salivares.

Os estímulos da secreção salivar são classificados em térmicos ( calor ou frio ), mecânicos (mastigação) ou químicos . Entre estes últimos , o mais eficaz é a sensação gustativa agradável produzida pelos alimentos , porém as substâncias de sabor desagradável (ácidos , álcalis ,etc .) também causam aumento de secreção . O mesmo ocorre quando há distensão do estômago , presença de irritantes na mucosa oral e uso de próteses dentárias mal adaptadas .

Com relação ao estímulo mastigatório , no caso da mastigação unilateral , as glândulas do lado mais utilizado respondem com mais secreção do que as do lado menos utilizado .

As excitações salivares ocorrem através de dois mecanismos reflexos básicos que pode ser divididos em:

Reflexos salivares não condicionados

São aqueles que ocorrem sem treino prévio em todos os indivíduos da espécie (estímulos térmicos , mecânicos e químicos ).

Reflexos salivares condicionados

As repostas salivares precisam de treino repetitivo , sendo que a origem do estímulo não está na boca , mas em outro órgão sensorial , sobretudo na olfação e na visão . Por exemplo ,”ficar de água na boca” ao se ver ou se pensar num alimento apetitoso.

Controle da secreção salivar

Todo aparato secretório está sobre controle do sistema nervoso autônomo , sendo que os nervos simpáticos e parassimpáticos trabalham de maneira complexa e conjunta .A estimulação das fibras eferentes parassimpáticas produz o maior fluxo salivar capaz de se obter de uma glândula .

a) Ação do sistema parassimpático

Esse sistema de controle tem origem no bulbo cerebral , nos chamados núcleos salivares superior e inferior . Esses núcleos possuem íntima relação com os neurônios motores dos nervos glossofaríngeo e facial , respectivamente IX e VII pares cranianos .

As fibras motoras do glossofaríngeo saem do núcleo salivar inferior , fazem sinapse no gânglio ótico e inervam as glândulas parótidas .As fibras motoras do nervo facial emergem do núcleo salivar e , através do nervo lingual e posteriormente do corda do tímpano , inervam as glândulas submandibular e sublingual..

Considerando os nervos corda do tímpano e glossofaríngeo como integrantes do sistema parassimpático , a excitação desse sistema determina a estimulação da glândula salivar através do aumento da velocidade na formação da saliva , do consumo de oxigênio e da irrigação sanguínea da glândula

b) Ação do sistema simpático

O sistema simpático estimula a contratilidade de certas células (mioepiteliais) que envolvem as regiões responsáveis pela produção de saliva .

O resultado dessa estimulação é a expulsão da saliva pré-formada , aumentando transitoriamente o fluxo salivar.

Após alguns instantes , o fluxo salivar começa a diminuir devido à redução da irrigação sanguínea determinada pela vasoconstrição simpática (redução do calibre do vaso e conseqüente diminuição da irrigação sanguínea ) . Sendo assim, quando há uma hiperatividade simpática a boca fica seca , podendo até ocorrer dor e dificuldade na deglutição .

Funções da Saliva

A secreção salivar não está entre as funções primordiais de manutenção à vida . Entretanto , a partir do estudo de suas funções para a cavidade oral , pode-se perceber o papel fundamental desse fluído para a saúde da boca e , conseqüentemente , para a qualidade de vida de um indivíduo .

A principal função da saliva é a umidificação e a lubrificação da mucosa orofaríngea ( impedindo o seu ressecamento ) e dos alimentos , o que facilita a mastigação e a transformação do bolo alimentar a ser deglutido .

Na digestão bucal participa em todos os momentos . Na mastigação , a saliva serosa tem maior influência , na gustação e deglutição a saliva mucosa tem maior influência .

A insalivação se dá por uma ação química da enzima ptialina ( diástase ou amilase salivar ) –componente da saliva e que é um fermento de teor alcalino – sobre os alimentos , transformando a fécula(amido) em glicose , formando-se assim , o chamado “bolo alimentar”. A insalivação só termina quando o bolo alimentar chega no estômago .

A capacidade tampão é a capacidade que a saliva tem de neutralização da acidez bucal . Os ácidos bucais , que são formados a partir do processo de fermentação dos restos alimentares ( carboidratos ) pelas bactérias cariogênicas do meio bucal , são os responsáveis pela desmineralização do esmalte dentário , dando início à doença infecto-contagiosa , chamada cárie dentária (segundo a Teoria Acidogênica de Miller ) .

A saliva , por sua vez, com o seu teor alcalino , atua quimicamente neutralizando esses ácidos bucais , exercendo , portanto , uma função de proteção dos dentes contra a cárie dentária .

O conhecimento desse “efeito tampão” da saliva levou a comunidade científica de Odontologia a desenvolver os chamados “testes salivares”, para identificação das pessoas que têm alto risco de cárie , sendo hoje um dos métodos preventivos mundialmente usados no campo da saúde bucal.

É evidente que o fluxo salivar também é importante na proteção dos dentes contra a cárie dentária , pois quanto maior for a quantidade de saliva secretada , maior será a proteção do indivíduo contra a acidez bucal

A saliva humana contém a imunoglobulina secretória A(IgA) , cuja a função é de proteger o organismo contra os vírus que invadem os tratos respiratório e digestivo .Sabe-se também em que certos indivíduos essa imunoglobulina recobre certas bactérias da placa , tornando-as passíveis de fagocitose por neutrófilos bucais e , assim , deixando esses indivíduos com baixo risco de cárie ou mesmo cárie-imunes .

A saliva apresenta um efeito bactericida ou bacteriostático , ou seja , possui uma enzima que controla o crescimento microbiano, a lactoperoxidase (lisozima), sem a presença da saliva o dente pode cariar.

A saliva também apresenta um efeito gênese ectodérmica , ou seja , possui dois polipeptídeos , considerados fatores de crescimento . Um é o fator de crescimento epidermal (EGF) que promove o crescimento dos epitélios e acelera a erupção dos dentes .

Este fator também apresenta um efeito cicatrizante sobre os ferimentos , segundo alguns estudos , a cicatrização é mais rápida em 50% . O outro fator é o de crescimento do nervo glossofaríngeo (NGF) , o qual acelera o crescimento deste nervo. A saliva apresenta também apresenta um efeito articulador , o qual , promove a articulação da palavra ; e através da saliva são eliminados brometos , iodetos , etc.

Microbiologia da Saliva

Possui bactérias cocos gram positivas (Staphilococos , Streptococos) e cocos gram negativos ( Neisseria , Veilonella ) , bacilos gram negativos ( bacterióides , fusobacterium ), espiroqueta.

As mais importantes são: S . mutans, S. salivariuse, S sagüis.

As funções dos microbiotas são favorecer o densenvolvimento da cárie em regiòes de sulcos , fossulas e fissuras ; promover aderência entre as glicoproteínas salivares ; na sacarose – polímeros adesivos ( enzima glicuroniltransferase: sacarose: glucano e frutano).

Cuidados com a Saliva

Os principais problemas da saliva são:

1) Contaminação do preparo cavitário

No ato da restauração dentária deve-se ter muito cuidado com o isolamento do dente a ser restaurado , para evitar que a saliva contamine o preparo cavitário ou, ainda , que ela conduza microorganismos patogênicos de meio bucal para o interior dos tecidos , por via intrapulpar .

2) Alteração química dos materiais restauradores

A saliva , também , ao se misturar com os materiais restauradores , pode-lhes causar alterações de cor , dar-lhes um tempo de vida menor , tornando-os menos consistentes , mais suscetíveis , portanto , a fraturas e ao processo de corrosão , etc .

3) Alteração na composição da saliva

Isto pode levar à alteração do odor da saliva , resultando em halitose ou , ainda , causar deficiência na gustação , resultando em hipogeusia.

A saliva pode ter sua composição química alterada nos seguintes casos, principalmente: nos fumantes ; nos pacientes em regime de emagrecimento; nos pacientes que fazem uso de certos medicamentos ,como os anorexígenos , por exemplo ;nos casos em que há bloqueio dos órgãos emunctórios (glândulas de secreção) , e em enfermidades diversas , tais como na insuficiência supra-renal e outras .

4) Alteração da viscosidade da saliva

As alterações na viscosidade salivar também podem resultar em doenças obstrutivas das glândulas salivares , conhecidas por sialolitíases .

5) Alteração no fluxo salivar

As alterações no fluxo salivar também podem causar halitose . O fluxo salivar pode vir diminuído (xerostomia) ou aumentado (sialorréia) em relação ao fluxo normal .

6) Xerostomia

Ocorre quando o fluxo salivar é reduzido ao ponto de causar secura da boca.

É causada por: medicamentos xerostômicos , como a atropina ; medicamentos anorexígenos ; radioterapia da cabeça e pescoço ; deficiência de vitaminas do complexo B ; nos pacientes diabéticos ; na menopausa ; na ansiedade; o álcool e a cafeína podem reduzir o fluxo salivar ; e nos idosos a saliva é mais viscosa e em menor quantidade , causando-lhes uma halitose característica .

7) Sialorréia (sialismo / ptialismo)

Ocorre quando a saliva é produzida em grande abundância.

Isto ocorre: por medicamentos sialogogos ,como a pilocarpina ; na intoxicação mercurial ; nos distúrbios gástricos (azia) ; na erupção dentária ; no estresse psicogênico , e nos pacientes com deglutição atípica .

8) Halitose

Alterações tanto na composição química da saliva como na sua viscosidade ou, ainda , no fluxo salivar podem produzir mudanças no seu odor , resultando em halitose .

9) Fonte de transmissão de doenças

Além de todos os problemas citados anteriormente , devemos ter muito cuidado com a saliva , principalmente pela possibilidade de ela ser uma fonte de transmissão de doenças infecto-contagiosas as mais diversas , desde um simples resfriamento , passando por doenças estigmatizantes como a tuberculose até outras doenças mais complicadas e perigosas , como a hepatite B e a Aids .

Com relação à Aids , sabe-se que o HIV já foi isolado da saliva , mas ainda não se tem comprovação científica de que ela , pura e simplesmente , transmita esse vírus ; porém , se a mesma contiver resquícios de sangue ,por exemplo , poderá se transformar numa fonte perigosa de transmissão dessa doença.

A mesma coisa vale para a hepatite B , haja vista que na cavidade bucal o VHB fica mais concentrado nos sulcos gengivais , estando o cirurgião – dentista freqüentemente exposto à infecção por esse vírus ao executar rotineiramente raspagens subgengivais e curetagens gengivais muitas vezes em pacientes AgHBs positivos , situações em que sem duvida a saliva desses pacientes se misturará ao sangue extravasdo dos tecidos periodontais .

Outras doenças que podem ser transmitidas via saliva são: gripe, herpes, caxumba, sarampo, escarlatina, herpangina e outras.

Conclusão

Concluímos que a necessidade de o profissionais de Odontologia se resguardarem contra doenças desagradáveis , passando a adquirir o hábito rotineiro do uso de todos os meios de proteção disponíveis , tais como luvas , máscaras, gorros , óculos , aventais , etc . , não apenas quando forem manipular diretamente com sangue , mas sim durante todo o seu trabalho diário com pacientes, situação em que estão expostos à saliva dos mesmos.

Fonte: nossodentista.com

Glândulas Salivares

Localização das Principais Glândulas Salivares

Glândulas Salivares

Saliva

Glândulas Salivares

A presença de alimento na cavidade bucal, bem como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a secretar saliva, que é um líquido levemente alcalino, uma solução aquosa, de consistência viscosa, que umedece a boca, amolece a comida e contribui para realizar a digestão.

A saliva contém a ptialina ou amilase salivar. Na cavidade bucal, a ptialina atua sobre o amido transformando-o em moléculas menos complexas.

Três partes de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal; parótida, submandibular e sublingual:

Glândula parótida: Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha.
Glândula submandibular:
É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.
Glândula sublingual:
É a menor das três; fica abaixo da mucosa do soalho da boca.

Fonte: www.webciencia.com

Glândulas Salivares

O aparelho digestivo é considerado como um tubo, recebe o líquido secretado por diversas glândulas, a maioria situadas em suas paredes como as da boca, esôfago, estômago e intestinos.

Algumas glândulas constituem formações bem individualizadas, localizando nas proximidades do tubo, como qual se comunicam através de ductos, que servem para o escoamento de seus produtos de elaboração.

As glândulas salivares são divididas em 2 grandes grupos: glândulas salivares menores e glândulas salivares maiores.

A saliva é um líquido viscoso, claro, sem gosto e sem odor que é produzido por essas glândulas e pelas glândulas mucosas da cavidade da boca.

Glândulas salivares menores

Constituem pequenos corpúsculos ou nódulos disseminados nas paredes da boca, como as glândulas labiais, palatinas linguais e molares.

Glândulas Salivares

Glândulas salivares maiores

São representadas por 3 pares que são:

Parótidas
Submandibulares
Sublinguais

Glândula Parótida

A maior das três e situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha. Irrigada por ramos da artéria carótida externa. Inervada pelo nervo auriculotemporal, glossofaríngeo e facial.

Glândulas Salivares
Óstio do Ducto Parotídeo

Glândula Submandibular

É arredondada e situa-se no triângulo submandibular. É irrigada por ramos da artéria facial e lingual. Os nervos secretomotores derivam de fibras parassimpáticas craniais do facial; as fibras simpáticas provêm do gânglio cervical superior.

Glândula Sublingual

É a menor das três e localiza-se abaixo da mucosa do assoalho da boca. É irrigada pelas artérias sublinguais e submentonianas. Os nervos derivam de maneira idêntica aos da glândula submandibular.

Fonte: www.auladeanatomia.com

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