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Intestino Delgado

 

Intestino Delgado
Intestino Delgado

O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm), jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1,5 cm).

O intestino delgado, dado as suasfunções de absorçãoestá dotado de um sistemade pregas de que resultauma amplificação da superfície, tendo em vista aumentar o contacto com os alimentos digeridos.

Osistema de amplificação referido encontra-se estruturado adiferentes níveis:

Válvulas coniventes, que são elevações permanentese regulares de mucosa e submucosa, de 8 a 10 mm, dirigidas para o lúmen intestinal, em número de cerca de 800, presentes já no duodeno, mas atingindo maior densidade no jejuno, desaparecendo na parte final do íleo.
Vilosidades intestinais
,que são evaginações digitiformes da mucosa, com 0.5 a 1.5 mm de altura, dispostas lado a lado e regularmenteao longo de toda a superfície interna do intestino delgado com uma densidade de15 a 40 por mm2, conferindo ao interior do intestino delgado um aspecto aveludado.
Microvilosidades
, que são especializações da membrana celular sob a forma de projecções regulares no pólo apical das células de revestimento epitelial, em número de cerca de 3000 por célula.

Da associação das pregas circulares, vilosidades e microvilosidades resulta uma amplificação da superfície interna do lúmen do intestino delgado que atinge uma área de cerca de 200 m2.A parede intestinal está ricamente provida de vasos sanguíneos.

A porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro, esfíncter muscular da parte inferior do estômago pela qual este esvazia seu conteúdo no intestino.

O significado do nome duodeno refere-se ao facto de este segmento do tubo digestivo ter, no adulto, o comprimento equivalente ao somatório da largura de 12 dedos.

Histologicamente o duodeno caracteriza-se por apresentar:

Uma grande densidade de vilosidades intestinais baixas e largas.
Pequena quantidade de célulascaliciformes.
Pequena quantidade de células de Paneth na base das criptas de Lieberkhün.
Glândulas de Brunner na submucosa

Internamente, o intestino delgado possui minúsculas elevações chamadas vilosidades intestinais, cuja função é absorver os alimentos após a digestão.

O jejuno-íleo é o principal responsável pela absorção de gorduras e de outros nutrientes.

O jejuno apresenta as seguintes características:

Vilosidades intestinais digitiformes e mais longas do que as do duodeno;
Maior quantidade de células caliciformes do que as que se
observa no duodeno;
Escassas placas de Peyer;
Ausência de glândulas de Brunner na submucosa;
Presença de células de Paneth na base das glândulas de
Lieberkhün.

A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno. No duodeno atua também o suco pancreático, produzido pelo pâncreas, que contêm diversas enzimas digestivas.

Outra secreção que atua no duodeno é a bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar. O pH da bile oscila entre 8,0 e 8,5. Os sais biliares têm ação detergente, emulsificando ou emulsionando as gorduras (fragmentando suas gotas em milhares de microgotículas).

O suco pancreático, produzido pelo pâncreas, contém água, enzimas e grandes quantidades de bicarbonato de sódio. O pH do suco pancreático oscila entre 8,5 e 9. Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento, como carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucléicos.

A amilase pancreática fragmenta o amido em moléculas de maltose; a lípase pancreática hidrolisa as moléculas de um tipo de gordura – os triacilgliceróis, originando glicerol e álcool; as nucleases atuam sobre os ácidos nucléicos, separando seus nucleotídeos.

O suco pancreático contém ainda o tripsinogênio e o quimiotripsinogênio, formas inativas em que são secretadas as enzimas proteolíticas tripsina e quimiotripsina. Sendo produzidas na forma inativa, as proteases não digerem suas células secretoras.

Na luz do duodeno, o tripsinogênio entra em contato com a enteroquinase, enzima secretada pelas células da mucosa intestinal, convertendo-se me tripsina, que por sua vez contribui para a conversão do precursor inativo quimiotripsinogênio em quimiotripsina, enzima ativa.

A tripsina e a quimiotripsina hidrolisam polipeptídios, transformando-os em oligopeptídeos. A pepsina, a tripsina e a quimiotripsina rompem ligações peptídicas específicas ao longo das cadeias de aminoácidos.

A mucosa do intestino delgado secreta o suco entérico, solução rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. Uma dessas enzimas é a enteroquinase. Outras enzimas são as dissacaridades, que hidrolisam dissacarídeos em monossacarídeos (sacarase, lactase, maltase).

No suco entérico há enzimas que dão seqüência à hidrólise das proteínas: os oligopeptídeos sofrem ação das peptidases, resultando em aminoácidos.

No intestino, as contrações rítmicas e os movimentos peristálticos das paredes musculares, movimentam o quimo, ao mesmo tempo em que este é atacado pela bile, enzimas e outras secreções, sendo transformado em quilo.

A absorção dos nutrientes ocorre através de mecanismos ativos ou passivos, nas regiões do jejuno e do íleo. A superfície interna, ou mucosa, dessas regiões, apresenta, além de inúmeros dobramentos maiores, milhões de pequenas dobras (4 a 5 milhões), chamadas vilosidades; um traçado que aumenta a superfície de absorção intestinal.

As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobrinhas microscópicas denominadas microvilosidades. O intestino delgado também absorve a água ingerida, os íons e as vitaminas.

Os nutrientes absorvidos pelos vasos sanguíneos do intestino passam ao fígado para serem distribuídos pelo resto do organismo.

Os produtos da digestão de gorduras (principalmente glicerol e ácidos graxos isolados) chegam ao sangue sem passar pelo fígado, como ocorre com outros nutrientes.

Nas células da mucosa, essas substâncias são reagrupadas em triacilgliceróis (triglicerídeos) e envelopadas por uma camada de proteínas, formando os quilomícrons, transferidos para os vasos linfáticos e, em seguida, para os vasos sangüíneos, onde alcançam as células gordurosas (adipócitos), sendo, então, armazenados.

Fonte: www.geocities.com

Intestino Delgado

Intestino Delgado: Digestão e absorção

Proteínas

A digestão luminal, por proteases pancreáticas, reduz as proteínas a aminoácidos e pequenos peptídios. Há, no bordo em escova, peptidases que reduzem os peptídios a aminoácidos ou a outros menores. Os aminoácidos são transportados por carregadores independentes de Na+ ou que utilizam o gradiente deste íon para o transporte daqueles. Peptídios com até 3 aminoácidos podem ser transportados por outro tipo de carregador na membrana apical, para serem hidrolisados a aminoácidos no citosol. Na membrana basolateral dá-se a transferência dos aminoácidos para o plasma ou por carregadores ou por simples difusão.

Carboidratos

O amido e o glicogênio são reduzidos pela amilase pancreática a maltose, a isomaltose ou a a -dextrinas. Dissacarídios comuns na dieta como a sacarose e a lactose não são tocados pela alfa-amilase. A digestão dos oligossacarídios é feita por enzimas do bordo em escova. A sacarase produz glicose e frutose da sacarose.

A lactase hidrolisa a lactose a glicose e galactose. Uma alfa-dextrinase hidrolisa ligações alfa -1,6 e uma glicoamilase hidrolisa os oligossacarídios alfa-1,4 da glicose. Carregadores transportam a glicose, outros galactose, com acoplamento com o Na+ . Há um carregador para a frutose.

Lipídios

Os lipídios emulsificados são hidrolisados pelas lipases, como já se discutiu. Os produtos - ácidos graxos, monoacilgliceróis, lisofosfolipídios e colesterol - equilibram-se entre a fase aquosa e as pequenas micelas que os contém, aos sais biliares e à lecitina.

As micelas são pequenas o bastante para penetrar entre os vilos e liberar aqueles produtos na medida em que os enterócitos os absorvem.

Nos enterócitos ocorre praticamente o inverso do processo de hidrólise luminal: o colesterol é reesterificado quase totalmente, monoglicerídios são esterificadas a triglicerídios e os lisofosfolipídios são convertidos a fosfolipídios. Envoltos pela beta -lipoproteína formam os quilomicrons que são exportados por exocitose para os quilíferos.

Os lipídios dos quilomicrons são parcialmente hidrolisados por lipases da células endoteliais e o que escapa, o quilomicron remanescente, é captado e excretados pelos hepatócitos. Nas regiões terminais do íleo há absorção dos sais e ácidos biliares que, lançados na circulação portal, são rapidamente removidos do sangue e excretados de novo na bile.

Absorção de água, eletrólitos e vitaminas

Absorção de água. Dá-se pelos gradientes osmóticos criados pela absorção de soluto. Volumes e modulação
Absorção de Na+ nos vários segmentos. Mecanismos celulares.
Absorção de Cl- e bicarbonato.
Absorção do K+
Absorção do Ca2+. Modulação por Vitamina D e por hormônio da paratireoide.
Absorção de Fe.

Absorção das vitaminas hidrossolúveis. Em geral carregadores na membrana apical. Para algumas vitaminas o transporte dá-se com acoplamento ao Na+ , o que permite a transferência contra gradientes. A vitamina B12 forma complexos com proteína R e com o fator intrínseco. O complexo com este assegura a absorção.

Absorção das vitaminas lipossolúveis. A absorção delas é paralela à absorção de gorduras. Dependem das micelas para sua absorção.

Fonte: www.icb.usp.br

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Intestino delgado

Nesta porção ocorre a maior parte da digestão enzimática e quase toda a absorção.

É um tubo enrolado de cerca de 7 m de comprimento e de aproximadamente 2,5 cm de diâmetro.

O intestino delgado se subdivide em duodeno, jejuno e íleo, que se comunica com o intestino grosso por meio da válvula íleo cecal.

Intestino grosso: nele continua a absorção de água do quimo e graxas, suas glândulas segregantes de muco, que protege o epitélio, lubrifica as fezes e neutraliza os produtos ácidos do metabolismo bacteriano.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Intestino Delgado

O estômago libera o alimento ao duodeno, o primeiro segmento do intestino delgado. O alimento entra no duodeno pelo esfíncter pilórico em quantidades que o intestino delgado consegue digerir.

Quando está cheio, o duodeno sinaliza ao estômago para que ele interrompa o seu esvaziamento. O duodeno recebe enzimas pancreáticas do pâncreas e bile do fígado.

Esses líquidos, que entram no duodeno por um orifício denominado esfíncter de Oddi, contribuem de forma importante na digestão e na absorção.

O peristaltismo também auxilia na digestão e na absorção, agitando o alimento e misturando-o com as secreções intestinais.

Os primeiros centímetros do revestimento duodenal são lisos, mas o restante apresenta pregas, pequenas projeções (vilosidades) e mesmo projeções menores (microvilosidades).

Essas vilosidades e microvilosidades aumentam a área da superfície do revestimento duodenal, permitindo uma maior absorção de nutrientes.

O jejuno e o íleo, localizados abaixo do duodeno, constituem o restante do intestino delgado. Esta parte é a principal responsável pela absorção de gorduras e de outros nutrientes.

A absorção é aumentada pela grande área superficial composta por pregas, vilosidades e microvilosidades. A parede intestinal é ricamente suprida de vasos sangüíneos, que transportam os nutrientes absorvidos até o fígado pela veia porta. A parede intestinal libera muco (o qual lubrifica o conteúdo intestinal) e água (que ajuda a dissolver os fragmentos digeridos).

Também são liberadas pequenas quantidades de enzimas que digerem proteínas, açúcares e gorduras.

A consistência do conteúdo intestinal altera gradualmente à medida que o material se desloca através do intestino delgado. No duodeno, a água é bombeada rapidamente para o interior do conteúdo intestinal para diluir a acidez gástrica.

À medida que o conteúdo desloca-se pela porção distal do intestino delgado, ele torna-se mais líquido devido à adição da água, do muco, da bile e de enzimas pancreáticas.

Fonte: www.msd.pt

Intestino Delgado

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Intestino Delgado

O Intestino divide-se anatómica e funcionalmente em duas partes: Intestino Delgado e Intestino Grosso ou Cólon. Neste local vamos descrever a Anatomia e Fisiologia do Intestino Delgado.

ANATOMIA DO INTESTINO DELGADO

O comprimento do Intestino Delgado varia entre 3 e 9 metros e, divide-se em três partes: o duodeno, o jejuno e o íleo. O duodeno tem cerca de 25 cm (12 dedos de comprimento por isso se chama duodeno). A, tão frequente, úlcera do duodeno localiza-se nos 5 cm iniciais que formam o bulbo do duodeno.

A superfície do Intestino Delgado é coberta por por projeções em forma de dedo com 0.5 a 1.5 mm, chamadas vilosidades que, por sua vez são cobertas por microscópicas microvilosidades. Como facilmente se compreende, esta estrutura, aumenta enormemente a superfície de absorção do Intestino Delgado.

FUNÇÕES DO INTESTINO DELGADO

No Intestino Delgado continua-se a digestão dos alimentos, mas o Intestino Delgado é por excelência o local da absorção dos nutrientes.

Os hidratos de carbono ou glícidos ou glúcidos são inicialmente digeridos no Jejuno, pela amilase salivar e pancreática, mas a digestão completa requer três enzimas ( lactase, maltase e sacarase ) existentes nas células da mucosa do Intestino. Estas enzimas desdobram os dissacáridos em monossacáridos porque só nesta forma podem ser absorvidos. A nossa mucosa intestinal não absorve dissacáridos, por isso, utilizamos a lactulose no tratamento da prisão de ventre. Alguns hidratos de carbono mais complexos, que constituem a fibra da nossa dieta são mal digeridos no Intestino Delgado e atingem o Cólon onde são fermentados pelas bactérias dando origem à formação de gazes.

A digestão das gorduras, dos ácidos núcleicos e das proteínas que se iniciou com a lipase e com a pepsina do estômago continua no lume do Intestino Delgado com as enzimas produzidas no Pâncreas ( lipase, fosfolipase, tripsina, quimotripsina, carboxipeptidase, DNase e RNase ).

A digestão das gorduras requer a sua emulsão, transformação em pequenas gotas, sobre as quais atuam as enzimas, levando à formação de ácidos gordos, vitaminas lipossolúveis, colesterol que os sais biliares transformam em micelas que são absorvidas pelo Intestino Delgado.

No íleo completa-se a absorção e os 100 cm distais do Intestino Delgado, têm a particularidade, de permitir a absorção dos sais biliares e da Vitamina B12.

É fácil compreendermos que pode haver deficiências na absorção dum só nutriente, um nutriente especifico. Por exemplo, se houver uma carência da enzima lactase nas células do intestino, a lactose ( açúcar do leite ) não é absorvida. Se por algum motivo os 100 cm distais do Intestino Delgado tiverem que ser retirados cirurgicamente, não se faz a absorção da Vitamina B12.

Outras afecções do Intestino Delgado levam a uma Má Absorção global, conduzem a uma deficiência generalizada na digestão ou absorção com perda de gorduras, de açucares, de proteínas e de vitaminas.

Estas deficiências generalizadas causam diarreia, geralmente com muitas gorduras ( esteatorreia ), causam emagrecimento, e levam ao aparecimento de outros sintomas relacionados com a carência dos nutrientes ( A carência de Vitamina A leva à cegueira nocturna e a deramatites; a carência de Vitamina D leva à osteomalacia etc.)

As doenças mais frequentes do Intestino Delgado são as Enterites provocadas por vírus, por bactérias e por toxinas que causam diarreia aguda, por vezes associadas a uma gastrite aguda dando origem à Gastroenterite. A Enterite e a Gastroenterite são, no adulto saudável, doenças auto-limitadas, evoluem para a cura em 5 ou 6 dias, sem necessidade de medicamentos. Na maior parte dos casos não é solicitada nem necessária a ajuda do médico.

A Deficiência de Lactase é outra afecção frequente do Intestino Delgado e, é uma doença sem gravidade e fácil de corrigir. A Doença Celíaca é causa de má absorção global e ocorre com relativa prevalência. No Algarve poderão existir entre 150 a 300 pessoas com esta afecção mas, em muitos casos, a doença é muito ligeira e passa desconhecida, o diagnóstico nunca se faz porque as queixas nunca têm grande significado.

A Doença de Crohn atinge, na maior parte dos casos o Intestino Delgado mas, pode localizar-se em qualquer outra parte do Tubo Digestivo desde a boca até ao orificial retal. É uma doença, cujo número de casos tem aumentado nos últimos anos.

Os Divertículos - incluindo o Divertículo de Meckel - aparecem com alguma frequência no Intestino Delgado, mas quase sempre são assintomáticos e não requerem tratamento. As hérnias, sobretudo as inguinais, mas também as femorais e umbilicais requerem quase sempre tratamento cirúrgico. Dos parasitas intestinais ( Lombrigas, Oxiuros, Ténia, Giardia etc. ), apenas os Oxiuros e a Giardia são frequentes no Algarve, muito raramente se encontra a Ténia. A lombrigas ( Ascaris Lumbricoides ) não existem no Algarve, o que facilmente se compreende pelo clima mas, no Algarve, chamam-se lombrigas aos oxiuros.

Quando os algarvios dizem que têm lombrigas querem dizer que têm oxiuros. Os Tumores do Intestino Delgado, quer benignos quer malignos ( cancros ) são pouco frequentes. Quer o Adenocarcinoma, quer o Linfoma, quer a Doença das Cadeias Pesadas são tumores raros, que representam, menos de 3% de todos os tumores do Aparelho Digestivo. O número de cancros do Intestino Delgado diagnosticados por ano no Algarve é, inferior a 5.

Como estudamos o Intestino Delgado ?

O Rx do Intestino Delgado ( ingere-se papa baritada que torna o Intestino Delgado opaco ao Rx ) tem sido o principal meio de diagnóstico de que nos servimos para visualizar o Intestino Delgado. A endoscopia tem até ao presente, tido limitações intransponíveis devido à estrutura e comprimento do Intestino Delgado.

Apenas a porção inicial do duodeno e a porção terminal do íleo são observadas com facilidade, a primeira na endoscopia alta e a segunda na colonoscopia.

Recentemente ( Junho-Julho de 2001 ) foi introduzida na Europa, e em Portugal, uma endocâmara, (imagem ao lado) com 11 mm por 22 mm que depois da deglutida permite a observação do Intestino Delgado. A utilização desta pequena cápsula é recomendada no estudo das hemorragias digestivas de causa obscura.

Apesar de uso limitado a endocâmara é um progresso na visualização do Intestino Delgado.

Fonte: www.gastroalgarve.com

Intestino Delgado

O intestino delgado é provavelmente o órgão mais importante da digestão, é nesse tubo de aproximadamente 7 metros que se processam as mais relevantes fases da decomposição dos alimentos e da absorção de substâncias úteis.

Para acomodar tantos metros, o intestino delgado se dobra muitas vezes em alças (alças intestinais). A alça duodenal é fixa, as demais são móveis de modo a poderem alterar a forma de acordo com a conveniência do processo digestivo.

Na parte anterior do abdomen, o intestino delgado é recoberto por uma membrana gordurosa, o grande omento. Por trás, as alças intestinais estão frouxamente fixadas numa larga prega peritoneal em forma de leque chamada mesentério.

O intestino delgado pode ser dividido em 3 partes: duodeno, jejuno e íleo.

Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seu comprimento aproximedamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros).

É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério.

Apresenta 4 partes:

a) Parte Superior ou 1ª porção - origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.
b)
Parte Descendente ou 2ª porção - é desperitonizada.

Ducto colédoco - provêm do fígado (tráz a bile)
Ducto pancreático -
provêm do pâncreas (tráz o suco ou secreção pancreática)

c) Parte Horizontal ou 3ª porção
d)
Parte Ascendente ou 4ª porção

Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.

Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.

Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.

Intestino Delgado

Intestino Delgado

Fonte: www.sogab.com.br

Intestino Delgado

A principal parte da digestão ocorre no intestino delgado, que se estende do piloro até a junção iliocólica (ileocecal), que se reúne com o intestino grosso.

O intestino delgado é um órgão indispensável. Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestino delgado, portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.

O intestino delgado retirado numa é de cerca de 7 metros de comprimento, podendo variar entre 5 e 8 metros (o comprimento de intestino delgado e grosso em conjunto após a morte é de 9 metros).

O intestino delgado, que consiste em duodeno, jejuno e íleo, estende-se do piloro até a junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.

Duodeno

É a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seu comprimento aproximedamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros). É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério.

Apresenta 4 partes:

Intestino Delgado

1) Parte Superior ou 1ª porção

Origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.

2) Parte Descendente ou 2ª porção - é desperitonizada.

Ducto colédoco - provêm da vesícula biliar e do fígado (bile)

Ducto pancreático - provêm do pâncreas (suco ou secreção pancreática)

3) Parte Horizontal ou 3ª porção

4) Parte Ascendente ou 4ª porção

Jejuno

É a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.

Íleo

É o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.

Juntos, o jejuno e o íleo medem 6 a 7 metros de comprimento. A maior parte do jejuno situa-se no quadrante superior esquerdo, enquanto a maior parte do íleo situa-se no quadrante inferior direito. O jejuno e o íleo, ao contrário do duodeno, são móveis.

Ducto Colédoco e Estruturas Adjacentes

Intestino Delgado

Intestino Delgado
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000

Fonte: www.auladeanatomia.com

Intestino Delgado

A ANATOMIA E FISIOLOGIA DO INTESTINO DELGADO

O intestino delgado é uma maravilha de complexidade e eficiênca. A sua função básica é a digestão e a absorção dos componentes dietéticos, uma vez que eles tenham deixado o estômago. Este processo depende de diversos fatores estruturais, fisiológicos, endócrinos e químicos.

As secreções exócrinas provenientes do fígado e do pâncreas possibilitam a digestão de alimentos. A área superficial aumentada da mu-cosa do intestino delgado, então, absorve estes nutrientes. Além da sua função na digestão e na absorção, o intestino delgado é o maior órgão endócrino no corpo e é um dos mais importantes órgãos da função imune.

Dado este papel essencial e à sua complexidade, é de se surpreender que as doenças do intestino delgado não sejam mais freqüentes. Neste capítulo, a anatomia e a fisiologia normais do intestino delgado são descritas, assim como os processos patológicos que envolvem o intestino delgado, o que inclui a obstrução, as doenças inflamatórias, as neoplasias, a doença diverticular e outros problemas diversos.

EMBRIOLOGIA

O intestino primitivo é formado durante a quarta semana de gestação fetal humana. A camada endodérmica dá origem ao revestimento epitelial do trato digestivo, e o mesoderma esplâncnico que envolve o endoderma dá origem ao tecido conjuntivo muscular e a todas as camadas do intestino.

Exceto pelo duodeno, que é uma estrutura do intestino anterior primitivo, o intestino delgado deriva do intestino médio.

Durante a quinta semana de desenvolvimento fetal, quando o comprimento intestinal está aumentando rapidamente, ocorre a herniação do intestino médio através do umbigo.

Esta alça de intestino médio apresenta tanto um ramo cranial quanto um caudal, com o ramo cranial se desenvolvendo no duodeno distal, jejuno e íleo proximal, e o ramo caudal tornando-se o íleo distal e os dois terços proximais do cólon transverso.

A junção dos ramos craniais e caudais se dá onde o ducto vitelínico se une ao saco vitelínico. Esta estrutura do ducto normalmente se oblitera antes do nascimento; no entanto, ela pode persistir como o divertículo de Meckel, em aproximadamente 2% da população.

Esta herniação do intestino médio persiste até aproximadamente dez semanas de gestação fetal, quando o intestino retorna à cavidade abdominal. Após completar uma rotação de 270 graus, a partir do seu ponto de início, o jejuno proximal reentra o abdome e ocupa o lado esquerdo do abdome, com alças subseqüentes ficando mais à direita. O ceco entra mais tardiamente e está localizado temporariamente no quadrante superior direito; no entanto, com o passar do tempo, ele desce para a sua posição normal no quadrante inferior direito. As anomalias congênitas de má-rotação e fixação intestinal podem ocorrer durante este processo.

O intestino delgado primitivo é revestido por uma bainha de células cubóides até aproximadamente a nona semana de gestação, quando os vilos começam a formar-se no intestino proximal e então prosseguem de um modo caudal, até que a totalidade do intestino delgado, e até mesmo o cólon, por um curto período de tempo, sejam revestidos por estas projeções digitiformes. A formação de criptas começa na 10-a até a 12-a semanas de gestação.

A camada de criptas do intestino delgado é um sítio contínuo de renovação e proliferação celulares.

Conforme as células ascendem no eixo criptas-vilos, a proliferação cessa e as células se diferenciam em um dos seus quatro tipos principais: enterócitos absortivos, que compõem aproximadamente 95% da população celular intestinal; células em cálice; células de Paneth e células enteroendócrinas

As células eventualmente são expelidas para dentro do lúmen intestinal. Surpreendentemente, todo este processo de renovação completa do revestimento intestinal ocorre em menos de uma semana em humanos.

ANATOMIA

Anatomia Macroscópica Descrição Geral

Todo o intestino delgado, que se estende do piloro até o ceco, mede 270 a 290 cm, com o comprimento duodenal sendo estimado em aproximadamente 20 cm, o comprimento jejunal em 100 a 110 cm e o comprimento ileal em 150 a 160 cm. O jejuno começa no ângulo duodenojejunal, que é ancorado por uma dobra peritoneal conhecida como o ligamento de Treitz.

Não há nenhuma linha demarcatória óbvia entre o jejuno e o íleo; no entanto, o jejuno é comumente considerado como sendo composto dos dois quintos proximais do intestino delgado e o íleo compõe os três quintos restantes.

O jejuno apresenta uma circunferência um pouco maior, é mais espesso do que o íleo e pode ser identificado durante a operação examinando-se os vasos mesentéricos:

Intestino Delgado

No jejuno, apenas uma ou duas arcadas enviam vasos retos longos, para a borda mesentérica, enquanto o suprimento sangüíneo para o íleo pode ter quatro ou cinco arcadas em separado, com vasos retos mais curtos. A mucosa do intestino delgado é caracterizada por dobras transversas (plicas circulares), que são proeminentes no duodeno distal e no jejuno.

Suprimento Neurovascular-Linfático

O intestino delgado é servido por ricos suprimentos vasculares, neurais e linfáticos, todos atravessando o mesentério. A base do mesentério se insere na parede abdominal posterior à esquerda da segunda vértebra lombar e passa obliquamente para a direita e inferiormente para a articulação sacroilíaca direita. O suprimento sangüíneo do intestino delgado, exceto pelo duodeno proximal que é irrigado pelos ramos do eixo celíaco, provém inteiramente da artéria mesentérica superior.

A artéria mesentérica superior faz um trajeto anterior ao processo uncinado do pâncreas e a terceira porção do duodeno, onde ele se divide para irrigar:

  1. o pâncreas,
  2. o duodeno distal,
  3. todo o intestino delgado
  4. o cólon ascendente e o transverso.

Há um suprimento sangüíneo colateral abundante para o intestino delgado, fornecido pelas arcadas vasculares que fazem um trajeto pelo mesentério. A drenagem venosa do intestino delgado faz um paralelo com o suprimento arterial, com o sangue drenando para a veia mesentérica superior, que se une à veia esplênica, por trás do colo do pâncreas, para formar a veia porta.

A inervação do intestino delgado é proporcionada pelas divisões parasssimpáticas e simpáticas do sistema nervoso autônomo, que, por sua vez, fornece os nervos eferentes para o intestino delgado.

As fibras parassimpáticas são derivadas do vago, e elas atravessam o gânglio celíaco e afetam a secreção, a motilidade e, provavelmente, todas as fases da atividade intestinal. As fibras aferentes vagais estão presentes, mas aparentemente não carreiam impulsos dolorosos.

As fibras simpáticas provêm de três grupos de nervos esplâncnicos e têm as suas células ganglionares em geral em um plexo ao redor da base da artéria mesentérica superior. Os impulsos motores afetam a motilidade do vaso sangüíneo e, provavelmente, a secreção e a motilidade intestinais. A dor proveniente do intestino é mediada por fibras aferentes viscerais gerais no sistema simpático.

Os linfáticos do intestino delgado são encontrados nos principais depósitos de tecido linfático, particularmente nas placas de Peyer do intestino delgado distal. A drenagem linfática prossegue da mucosa através da parede do intestino até um grupo de linfonodos adjacentes ao intestino no mesentério. A drenagem continua até um grupo de linfonodos regionais adjacentes às arcadas arteriais mesentéricas e então para um grupo na base dos vasos mesentéricos superiores. A partir de lá, a linfa flui para dentro da cisterna chyli e, então, até os ductos torácicos até, por fim, esvaziarem-se no sistema venoso localizado no pescoço.

A drenagem linfática do intestino delgado constitui uma das principais vias de transporte de lipídios absorvidos para dentro da circulação e, da mesma forma, exerce um papel importante na defesa imune e também na disseminação das células provenientes dos cânceres intestinais.

Anatomia Microscópica

A parede do intestino delgado consiste de quatro camadas: serosa, muscular própria, submucosa e mucosa.

A serosa é a camada mais externa do intestino delgado e consiste num peritônio visceral, uma única camada de células mesoepiteliais achatadas que circundam o jejunoíleo e a superfície anterior do duodeno.

A muscular própria consiste em duas camadas musculares, uma camada longitudinal externa e uma camada circular interna, mais espessa, de músculo liso. As células gangliona-res provenientes dos plexos mioentéricos (Auerbach) estão interpostas às camadas musculares e enviam fibras neurais para ambas as camadas, desta forma fornecendo uma continuidade elétrica entre as células de músculo liso e permitindo a condução através da camada muscular.

A submucosa consiste numa camada de tecido conjuntivo fibroelástico contendo vasos sangüíneos e nervos. Ela é o componente mais resistente da parede intestinal e, portanto, precisa ser incluída nas suturas anastomóticas. Ela contém redes elaboradas de linfáticos, arteríolas e vênulas e um extenso plexo de células ganglionares (plexo de Meissner).

Os nervos provenientes das camadas musculares mucosas/submucosas são interconectados por pequenas fibras nervosas, e foram descritas conexões cruzadas entre os elementos adrenérgicos e colinérgicos.

A mucosa pode ser dividida em três camadas: a muscular da mucosa, a lâmina própria e a camada epitelial.

A muscular da mucosa é uma camada fina de músculo que separa a mucosa da submucosa.

A lâmina própria é uma camada de tecido conjuntivo entre as células epiteliais e a muscular da mucosa que contém uma variedade de células, incluindo plasmócitos, linfócitos, mastócitos, eosinófilos, macrófagos, fibroblastos, células musculares lisas e tecido conjuntivo não-celular.

A lâmina própria, a base na qual as células epiteliais se apoiam, atua como um papel protetor no intestino para combater os microorganismos que penetram no epitélio sobrejacente, secundariamente a um rico suprimento de células imunes. Os plasmócitos sintetizam ativamente as imunoglobulinas e outras células imunes na lâmina própria e liberam vários mediadores (ex., citocinas, metabólitos do ácido araquidônico e histaminas) que podem modular diversas funções celulares do epitélio sobrejacente.

A camada epitelial é uma bainha contínua de células epiteliais que cobrem os vilos e revestem as criptas. As principais funções do epitélio da cripta são a renovação celular e a secreção exócrina, endócrina, de água e de íons; as principais funções do epitélio viloso são a digestão e a absorção.

Existem quatro tipos celulares principais na camada mucosa:

1) as células em cálice, que secretam muco;
2)
as células de Paneth, que secretam lisozima, o fator de necrose tumoral (TNF) e as criptidinas, que são homólogas das defensinas dos leucócitos e supostamente estão relacionadas com o sistema de defesa do hospedeiro;
3)
os enterócitos absortivos;
4)
as células enteroendócrinas, das quais existem mais de 10 populações distintas que produzem os hormônios gastrintestinais.

Microscopicamente, a mucosa é projetada para uma área absortiva máxima com os vilos fazendo protrusão para dentro do lúmen. Os vilos são mais altos no duodeno distal e no jejuno proximal, e mais curtos no íleo distal.

Os enterócitos absortivos representam o principal tipo celular na mucosa e são responsáveis pela digestão e absorção. As suas superfícies luminais são recobertas por microvilos que repousam sobre uma teia terminal. Os microvilos aumentam a capacidade absortiva em 30 vezes. Para aumentar ainda mais a absorção, os microvilos são recobertos por uma capa peluda de glicoproteínas, o glicocálix.

FISIOLOGIA

Digestão e Absorção

O complexo processo de digestão e eventual absorção de nutrientes, água, eletrólitos e minerais é o principal papel do intestino delgado.7 Litros de água e centenas de gramas de alimentos são liberados ao intestino delgado diariamente; e, com notável eficiência, quase todo o alimento é absorvido, exceto pela celulose indigerível. O estômago inicia o processo de digestão com a degradação dos sólidos até partículas de 1 mm, ou menos, que então são liberados para o duodeno, onde as enzimas pancreáticas, a bile e as enzimas da borda em escova continuam o processo de digestão e eventual absorção através da parede do intestino delgado.8 O intestino delgado é primariamente responsável pela absorção dos componentes dietéticos (carboidratos, proteínas e gorduras), assim como de íons, vitaminas e água.

Carboidratos

Um adulto que consome uma dieta ocidental normal ingerirá 300 a 350 g de carboidratos por dia, com aproximadamente 50% consumidos como amido, 30% como sacarose, 6% como lactose e o restante como maltose, trehalose, glicose, frutose, sorbitol, celulose e pectinas.O amido dietético é um polissacarídeo que consiste de longas cadeias de moléculas de glicose. A amilose compõe aproximadamente 20% do amido na dieta e é degradada nas ligações a-1,4 pelas amilases salivares (ex., ptialina) e pancreáticas que convertem a amilose a maltotriose e maltose.

A amilopectina, que compõe aproximadamente 80% do amido dietético, apresenta pontos de ramificação a cada 25 moléculas ao longo das cadeias de glicose longas; as ligações de glicose a-1,6 na amilopectixia produz os produtos terminais da digestão da amilase: maltose, maltotriose e os sacarídios em ramos residuais, as dextrinas. Em geral, os amidos são quase que completamente convertidos a maltose e a outros polímeros de glicose pequenos antes de terem passado além do duodeno e do jejuno superior. O restante da digestão dos carboidratos ocorre como resultado das enzimas da borda em escova da superfície luminal.

A borda em escova do intestino delgado contém as enzimas lactase, maltase, sacarose-isomaltase e trehalase, que dividem os dissacarídios, assim como outros polímeros da glicose pequenos nos seus monossacarídeos componentes.

A lactase hidrolisa a lactose em glicose e galactose. A maltase hidrolisa a maltose para produzir monômeros de glicose. A sacarose-isomaltase possui duas subunidades da mesma molécula; a sucrose hidrolisa a sacarose para fornecer glicose e frutose e a isomaltase hidrolisa as ligações a-1,6 em dextrinas a-limite para fornecer glicose. A glicose representa mais de 80% dos produtos finais da digestão dos carboidratos com a galactose e a frutose, geralmente representando não mais do que 10% dos produtos da digestão de carboidratos.

Os carboidratos são absorvidos sob a forma de monossacarídeos. O transporte das hexoses liberadas (glicose, galactose e frutose) é executado por mecanismos específicos que envolvem um transporte ativo. As principais vias de absorção são três mecanismos carreadores de membrana, o transportador de glicose e sódio 1 (SGLT-1), o transportador de glicose 5 (GLUT-5), e o transportador de glicose 2 (GLUT-2).

Intestino Delgado

A glicose e a galactose são absorvidas por um mecanismo de transporte ativo mediado por carreadores que envolve o co-transporte de Na+ (transportador SGLT-1). Conforme o Na+ difunde-se para dentro da célula, ela puxa a glicose ou a galactose com ele, desta forma proporcionando energia para o transporte do monossacarídio. A saída da glicose do citosol para o espaço intracelular predominantemente se deve a um carreador independente do Na+ (transportador de GLUT-2), localizado na membrana basolateral.

A frutose, o outro monossacarídeo importante, é absorvido do lúmen intestinal através de um processo de difusão facilitado. O carreador envolvido na absorção da frutose é o GLUT-5, que está localizado na membrana apical do enterócito. Este processo de transporte não depende do Na+, ou de energia. A frutose sai da membrana basolateral por outro processo de difusão facilitada que envolve o transportador GLUT-2.

Proteína

A digestão de proteína é iniciada no estômago, onde o ácido gástrico desnatura as proteínas. A digestão é continuada no intestino delgado, onde a proteína fica em contato com as proteases pancreáticas. O tripsinogênio pancreático é secretado no intestino pelo pâncreas em uma forma inativa, porém fica ativado pela enzima enteroquinase, uma enzima da borda em escova no duodeno. A tripsina ativada então ativa as demais enzimas precursoras proteolíticas pancreáticas. As endopeptidases, que incluem a tripsina, a quimiotripsina e a elastase, agem nas ligações peptídias no interior da molécula de proteína, produzindo peptídios que são substratos para as exopeptidases (carboxipeptidases), que removem serialmente um único aminoácido da extremidade carboxil do peptídio.

Isto resulta na divisão das proteínas complexas em dipeptídios, triglicerídeos e algumas proteínas maiores, que são absorvidas a partir do lúmen intestinal através de um mecanismo de transporte ativo mediado pelo Na+ e digerido ainda mais pelas enzimas na borda em escova e no citoplasma dos enterócitos:

Intestino Delgado

Estas enzimas peptidases incluem as aminopeptidases, e várias dipeptidases, que dividem o restante dos polipeptídios maiores em tripeptídios e dipeptídios e em alguns aminoácidos. Os aminoácidos, dipeptídios e tripeptídios são facilmente transportados através dos microvilos para dentro das células epiteliais onde, no citosol, peptidases adicionais hidrolizam os dipeptídios e os tripeptídios em aminoácidos isolados, que então passam através da membrana celular epitelial para o sistema venoso porta. Em geral, nos humanos normais, a digestão e a absorção das proteínas estão 80% a 50% completas no jejuno.

Gorduras

Emulsificação das Gorduras

A maioria dos adultos na América do Norte consome 60 a 100 g/dia de gordura. Os triglicerídeos, as gorduras mais abundantes, são compostos de um glicerol, um núcleo e três ácidos graxos; pequenas quantidades de fosfolipídeos, colesterol e ésteres de colesterol também são encontrados na dieta normal.

Essencialmente toda a digestão de gorduras ocorre no intestino delgado, onde o primeiro passo é a degradação dos glóbulos gordurosos em tamanhos menores, de modo a facilitar uma degradação adicional pelas enzimas digestivas hidrossolúveis, um processo chamado emulsificação.

Este processo é facilitado pela bile proveniente do fígado que contém sais biliares e a lecitina fosfolipídia. As partes polares dos sais biliares e das moléculas de lecitina são solúveis em água, enquanto as porções restantes são solúveis em gorduras. Portanto, as porções Jipossolúveis dissolvem a camada superficial dos glóbulos de gordura, e as porções polares, projetando-se para fora, são solúveis nos líquidos aquosos circunjacentes. Este arranjo torna os glóbulos de gordura mais acessíveis à fragmentação pela agitação no intestino delgado.

Portanto, uma das principais funções dos sais biliares e, especialmente da lecitina na bile, é permitir que os glóbulos gordurosos sejam prontamente fragmentados pela agitação do lúmen intestinal. Com o aumento na área superficial dos glóbulos de gordura resultando da ação dos sais biliares e da lecitina, as gorduras agora podem ser rapidamente atacadas pela lipase pancreática, a enzima mais crucial na digestão dos triglicerídeos, que divide os triglicerídeos em ácidos graxos livres e 2-monoglicerídeos.

Formação de Micelas

A digestão de gorduras é ainda mais acelerada pelos sais biliares, que, secundariamente a sua natureza antipática, podem formar micelas. As micelas são pequenos glóbulos esféricos compostos de 20 a 40 moléculas de sais biliares com um núcleo esterol que é altamente lipossolúvel e um grupo polar hidrofílico que se projeta para fora. As micelas mistas então formadas são arranjadas de tal modo que o lipídio insolúvel seja rodeado pelos sais biliares orientados com as suas extremidades de frente para a parte de fora.

Portanto, tão rapidamente quanto os monoglicerídeos e os ácidos graxos livres são formados pela lipólise, eles se dissolvem na porção hidrofóbica central das micelas, que então agem para carrear estes produtos da hidrólise das gorduras para as bordas em escova das células epiteliais, onde ocorre a absorção.

Processamento Intracelular

Os monoglicerídeos e os ácidos graxos livres, que são dissolvidos na porção lipídica central das micelas de ácidos biliares, são absorvidos através da borda em escova devido a sua natureza altamente lipossolúvel e simplesmente difundem-se para o interior da célula.

Após a desagregação das micelas, os sais biliares permanecem dentro do lúmen intestinal para penetrarem dentro da formação de novas micelas e agem para carrear mais monoglicerídeos e ácidos graxos para as células epiteliais.

Os ácidos graxos liberados e os monoglicerídeos na célula formam-se de novo em novos triglicerídeos. Esta nova formação de um triglicerídeo ocorre na célula através das interações das enzimas intracelulares que estão associadas ao retículo endoplasmático. A principal via para a ressíntese envolve a síntese de triglicerídeos, a partir de 2-monoglicerídeos e os ácidos graxos ativados pela coenzima A (CoA).

A lipase microssomal acyl-CoA é necessária para a síntese de acyl-CoA, a partir do ácido graxo antes da esterificação. Estes triglicerídeos reconstituídos então combinam-se com o colesterol, os fosfolipídios e as apoproteínas para formarem quilomícrons que consistem em um núcleo interno contendo triglicerídeos e um núcleo membranoso externo de fosfolipídios e apoproteínas. Os quilomícrons passam das células epiteliais para as lacteais, onde eles passam através dos linfáticos para dentro do sistema venoso.

Cerca de 80% a 90% de toda a gordura absorvida o é a partir do intestino e transportada para o sangue por meio da linfa torácica sob a forma de quilomícrons. Pequenas quantidades de ácidos graxos de cadeia curta e média podem ser absorvidas diretamente para dentro do sangue portal, em vez de serem convertidos em triglicerídeos e absorvidos pelos linfáticos. Estes ácidos graxos de cadeia mais curta são mais hidrossolúveis, o que permite a sua difusão direta para dentro da corrente sangüínea.

Circulação Êntero-hepática

O intestino proximal absorve a maior parte da gordura dietética. Apesar dos ácidos graxos não-conjugados serem absorvidos dentro do jejuno por difusão passiva, os ácidos graxos conjugados que formam micelas são absorvidos no íleo por transporte ativo e são reabsorvidos a partir do íleo distal. Os ácidos biliares então passam via sistema venoso porta para o fígado para a ressecção como bile.

O pool total de sais biliares em humanos é de 2 a 3 g, e ele recircula aproximadamente seis vezes a cada 24 horas (a circulação ênterohepática dos sais biliares).91013 Quase todos os sais biliares são absorvidos, com apenas aproximadamente 0,5 g perdida nas fezes diariamente; isto é substituído pela ressíntese a partir do colesterol.

Água, Eletrólitos e Vitaminas

Oito a 10 litros de água por dia entram no intestino delgado. Grande parte dela é absorvida, com apenas aproximadamente 500 ml, ou menos, deixando o íleo e entrando no cólon89.

A água pode ser absorvida pelo processo de difusão simples. Além disso, a água pode ser puxada para dentro e para fora da célula através de um processo de pressão osmótica, resultante do transporte ativo de sódio, glicose ou aminoácidos para dentro das células.

Os eletrólitos podem ser absorvidos no intestino delgado pelo transporte ativo ou pelo acoplamento ao soluto orgânica q j^a+ e absoj^do pelo transporte ativo através das membranas basolaterais. O Cl~ é absorvido na parte superior do intestino delgado por um processo de difusão passiva. Grandes quantidades de HCO~3 precisam ser reabsorvidas, e isto é obtido de modo indireto. Conforme o Na+ é absorvido, o H+ é secretado dentro do lúmen do intestino.

Ele então combina-se com o HC03~, para formar ácido carbônico, que então dissocia-se para formar água e dióxido de carbono. A água permanece no quimo, mas o dióxido de carbono é logo absorvido no sangue e é expirado. O cálcio é absorvido, particularmente no intestino proximal (duodeno e jejuno), por um processo de transporte ativo; a absorção parece ser facilitada por um ambiente ácido e é intensificada pela vitamina D e pelo hormônio da paratireóide. O ferro é absorvido como heme, ou componente não-heme, no duodeno por um processo ativo.

O ferro então é depositado dentro da célula como ferritina, ou é transferida para a ligação plasmática para a transferrina. A absorção total do ferro é dependente das reservas corporais de ferro e da velocidade da eritropoiese; qualquer aumento na eritropoiese aumenta a absorção do ferro. O potássio, o magnésio, o fosfato e outros íons podem ser absorvidos ativamente através da mucosa.

As vitaminas são lipossolúveis (ex., A, D, E e K) ou hidrossolúveis (ex., ácido ascórbico [vitamina C], biotina, ácido nicotínico, ácido fólico, riboflavina, tiamina, piridoxina [vitamina B6] e cobalamina [vitamina Bi2]).910,16 As vitaminas lipossolúveis são carreadas em micelas mistas e transportadas em quilomícrons de linfa para dentro do ducto torácico e para dentro do sistema venoso.

A absorção das vitaminas hidrossolúveis parece ser mais complexa do que originalmente se supunha. A vitamina C é absorvida por um processo de transporte ativo que incorpora um mecanismo acoplado ao sódio, assim como um sistema carreador específico. A vitamina B6 parece ser rapidamente absorvida pela difusão simples para dentro do intestino proximal.

A tiamina (vitamina Bx) é rapidamente absorvida no jejuno por um transporte ativo similar ao do sistema de transporte acoplado ao sódio para a vitamina C. A riboflavina (vitamina B5) é absorvida pelo intestino superior pelo transporte facilitado. A absorção da vitamina B12 ocorre primariamente no íleo terminal.

A vitamina B!2 é derivada da cobalamina, que é liberada do duodeno pelas proteases pancreáticas. A cobalamina liga-se ao fator intrínseco, que é secretado pelo estômago, e é protegido da digestão proteolítica. Os receptores específicos no íleo terminal captam o complexo fator intrinseco-cobalamina, provavelmente por translocação. No enterócito ileal, a vitamina B12 livre é ligada a um pool ileal de transcobalamina n, que a transporta para dentro da circulação porta.

MOTILIDADE

As partículas alimentares são propelidas através do intestino delgado por uma série complexa de contrações musculares A peristalse consiste em contrações intestinais que passam aboralmente a uma velocidade de 1 a 2 cm/s. A principal função da peristalse é o movimento do quimo intestinal através do intestino. Os padrões de motilidade no intestino delgado variam grandemente entre os estados alimentares e de jejum.

Os potenciais de marca-passo, que supostamente originam-se do duodeno, iniciam uma série de contrações no estado alimentar que impulsionam o alimento através do intestino delgado.

Durante o período interdigestivo (jejum) entre as refeições, o intestino é regularmente varrido pelas contrações cíclicas que se movimentam aboralmente ao longo do intestino a cada 75 a 90 minutos. Essas contrações são iniciadas pelo complexo mioelétrico migratório (CMM), que está sob o controle de vias neurais e humorais. Os nervos extrínsecos para o intestino delgado são vagais e simpáticos.

As fibras vagais têm dois efeitos funcionalmente diferentes: um é colinérgico e excitatório e o outro é peptidérgico e provavelmente inibitório. A atividade simpática inibe a função motora, enquanto a atividade parassimpática estimula-a. Apesar de se saber que os hormônios intestinais afetam a motilidade do intestino delgado, o único peptídio que claramente mostrou funcionar com este papel é a motilina, que é encontrada no seu nível plasmático de pico durante a fase IH (surtos intensos de atividades mioelétricas resultando em contrações regulares e de alta amplitude) de CMMs.

FUNÇÃO ENDÓCRINA

Hormônios Gastrintestinais

Os hormônios gastrintestinais são distribuídos ao longo do comprimento do intestino delgado em um padrão espacial específico. De fato, o intestino delgado é o maior órgão endócrino no corpo.

Apesar de freqüentemente serem classificados como hormônios, esses agentes nem sempre funcionam de uma maneira verdadeiramente endócrina (ex., descarga na corrente sangüínea, onde uma ação é produzida em um local a distância):

Intestino Delgado

Algumas vezes, estes peptídeos são liberados e agem localmente de uma maneira parácrina ou autócrina. Além disso, estes peptídios podem servir como neurotransmissores (ex., peptídio intestinal vasoativo). Os hormônios gastrintestinais exercem um papel importante na secreção pancreaticobiliar e intestinal e na motilidade.

Além disso, certos hormônios gastrintestinais exercem um efeito trófico sobre a mucosa intestinal e o pâncreas normais e neoplásicos.

Além disso, os empregos diagnósticos e terapêuticos dos hormônios gastrintestinais são listados abaixo:

Intestino Delgado

Receptores

Os hormônios gastrintestinais interagem com os seus receptores na superfície celular para iniciar uma cascata de eventos sinalizadores que eventualmente culminam nos seus efeitos fisiológicos. Estes hormônios primariamente sinalizam através dos receptores acoplados à proteína G que atravessam a membrana plasmática sete vezes e representam o maior grupo de receptores encontrados no corpo.

As proteínas G heteroméricas, que são compostas de subunidades a, ß e ? são os interruptores moleculares para a transdução do sinal. Acredita-se que a ligação do agonista ao receptor de domínio transmembrana sete causa uma alteração conformacional no receptor que permite que ele interaja com as proteínas G. Os segundos mensageiros intracelulares que podem então ser ativados incluem o monofosfato cíclico de adenosina, Ca2+, monofosfato cíclico de guanosina e fosfato de inositol.

Além dos hormônios gastrintestinais, numerosos outros peptídeos e fatores de crescimento estão localizados na mucosa gastrintestinal, inclusive o fator de crescimento epidérmico, os fatores a e ß transformadores do crescimento, o fator de crescimento semelhante à insulina, o fator de crescimento do fibroblasto e o fator de crescimento derivado da plaqueta.

Estes peptídeos exercem um papel no crescimento e na diferenciação celular e agem através dos receptores da tirosina-quinase, que tem um único domínio envolvendo a membrana.

Uma terceira classe de receptores de superfície, os receptores ligados aos canais iônicos, são encontrados com mais freqüência nas células da linhagem neuronal, e em geral ligam neurotransmissores específicos.

Exemplos incluem receptores para os neurotransmissores excitatórios (acetilcolina e serotonina) e neurotransmissores inibitórios (ácido y-aminobutírico, glicina).

Estes receptores sofrem uma modificação conformacional na ligação do mediador, o que permite a passagem dos íons através da membrana celular e resulta em modificações na voltagem do potencial.

FUNÇÃO IMUNE

Durante o curso de um dia normal, ingerimos numerosas bactérias, parasitas e vírus. As grandes áreas de superfície da mucosa do intestino delgado representam um grande portal em potencial de entrada para estes patógenos; o intestino delgado serve como uma grande barreira imunológica, além do seu importante papel na digestão e na função endócrina.

Como resultado da exposição antigênica constante, o intestino possui células linfóides abundantes (p. ex., linfócito T e B) e células mielóides (macrófagos, neutrófllos, eosinófilos e mastócitos). Para lidar com a constante inundação de toxinas e antígenos em potencial, o intestino evoluiu em um mecanismo altamente organizado e eficiente para o processamento antigênico, imunidade humoral e imunidade celular.

O tecido linfóide associado ao intestino está localizado em três áreas: nas placas de Peyer, nas células linfóides da lâmina própria e nos linfócitos intra-epiteliais.

As placas de Peyer são nódulos linfáticos não-encapsulados que constituem um ramo aferente do tecido linfóide associado ao intestino que reconhece antígenos através de um mecanismo especializado de amostragem das células das microdobras (M) contidas no epitélio associado ao folículo:

Os antígenos que obtêm acesso às placas de Peyer ativam e estimulam as células B e T nestes locais. As células M recobrem os folículos linfóides no trato gastrintestinal e fornecem um sítio para a amostragem seletiva dos antígenos intraluminais. Os linfócitos ativados a partir dos folículos linfóides então deixam o trato intestinal e migram para dentro dos linfáticos aferentes que drenam para os linfonodos mesentéricos.

Além do mais, estas células migram para a lamina própria. Os linfócitos B tornam-se linfoblastos carreadores da imunoglobulina de superfície (Ig) A, que desempenha uma função criticamente importante na imunidade mucosa.

Os linfócitos B e os plasmócitos, os linfócitos T, os macrófagos, as células dendríticas, os eosinófilos e os mastócitos estão dispersos, ao longo do tecido conjuntivo da lamina própria. Aproximadamente 60% das células linfóides são células T.

Estes linfócitos T são um grupo heterogêneo de células e podem se diferenciar em um dos diversos tipos de células T eferentes. As células efetoras T citotóxicas danificam diretamente as células-alvo. As células T-helper são células efetoras que ajudam a mediar a indução de outras células  T, ou a indução de células B para produzirem anticorpos humorais.

As células T-supressoras desempenham exatamente a função oposta. Aproximadamente 40% das células linfóides na lâmina própria são células B, que são primariamente derivadas dos precursores nas placas de Peyer. Estas células B e a sua progênie, os plasmócitos, enfocam-se predominantemente na síntese da IgA e, em menor grau, na síntese da IgM, da IgG e da IgE.

Os linfócitos intra-epiteliais estão localizados no espaço entre as células epiteliais que revestem a superfície mucosa e encontram-se próximas à membrana basal. Suspeita-se que a maior parte dos linfócitos intra-epiteliais sejam células T. Na ativação, os linfócitos intra-epiteliais podem adquirir uma função citolítica que pode contribuir para a morte da célula epitelial pela apoptose. Estas células podem ser importantes na imunovigilância contra as células epiteliais anormais.

Conforme já foi declarado, um dos principais mecanismos imunes protetores para o trato intestinal é a síntese e a secreção de IgA. O intestino contém mais de 70% das células produtoras de IgA no corpo. O IgA é produzido pelos plasmócitos na lâmina própria e é secretado no intestino, onde ele pode ligar-se a antígenos na superfície mucosa.

O anticorpo IgA atravessa a célula epitelial para o lúmen por meio de um carreador protéico (o componente secretório) que não apenas transporta o IgA mas também protege-o contra os lisossomas intracelulares.

O IgA não ativa o complemento e não intensifica a opsonização mediada por células ou a destruição dos organismos infecciosos ou dos antígenos, o que contrasta agudamente com o papel de outras imunoglobulinas. O IgA secretório inibe a aderência das bactérias às células epiteliais e previne a sua colonização e multiplicação. Além disso, o IgA secretório neutraliza as toxinas bacterianas e a atividade viral, e bloqueia a absorção dos antígenos a partir do intestino.

BIBLIOGRAFIA

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NACIF, Marcelo Souto et al. Análise retrospectiva do trânsito do delgado em um serviço de radiologia de hospital geral. Radiol Bras [online]. 2004, vol.37, n.3 [cited  2009-09-14], pp. 179-183 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-39842004000300008&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0100-3984.  doi: 10.1590/S0100-39842004000300008.
Carolina F.: Anatomia do estômago, intestinos delgado e grosso

Fonte: www.misodor.com

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