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Intestino Delgado

Intestino Delgado

Intestino delgado

Nesta porção ocorre a maior parte da digestão enzimática e quase toda a absorção.

É um tubo enrolado de cerca de 7 m de comprimento e de aproximadamente 2,5 cm de diâmetro.

O intestino delgado se subdivide em duodeno, jejuno e íleo, que se comunica com o intestino grosso por meio da válvula íleo cecal.

Intestino grosso: nele continua a absorção de água do quimo e graxas, suas glândulas segregantes de muco, que protege o epitélio, lubrifica as fezes e neutraliza os produtos ácidos do metabolismo bacteriano.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Intestino Delgado


Intestino Delgado: Digestão e absorção

Proteínas

A digestão luminal, por proteases pancreáticas, reduz as proteínas a aminoácidos e pequenos peptídios. Há, no bordo em escova, peptidases que reduzem os peptídios a aminoácidos ou a outros menores. Os aminoácidos são transportados por carregadores independentes de Na+ ou que utilizam o gradiente deste íon para o transporte daqueles. Peptídios com até 3 aminoácidos podem ser transportados por outro tipo de carregador na membrana apical, para serem hidrolisados a aminoácidos no citosol. Na membrana basolateral dá-se a transferência dos aminoácidos para o plasma ou por carregadores ou por simples difusão.

Carboidratos

O amido e o glicogênio são reduzidos pela amilase pancreática a maltose, a isomaltose ou a a -dextrinas. Dissacarídios comuns na dieta como a sacarose e a lactose não são tocados pela alfa-amilase. A digestão dos oligossacarídios é feita por enzimas do bordo em escova. A sacarase produz glicose e frutose da sacarose.

A lactase hidrolisa a lactose a glicose e galactose. Uma alfa-dextrinase hidrolisa ligações alfa -1,6 e uma glicoamilase hidrolisa os oligossacarídios alfa-1,4 da glicose. Carregadores transportam a glicose, outros galactose, com acoplamento com o Na+ . Há um carregador para a frutose.

Lipídios

Os lipídios emulsificados são hidrolisados pelas lipases, como já se discutiu. Os produtos - ácidos graxos, monoacilgliceróis, lisofosfolipídios e colesterol - equilibram-se entre a fase aquosa e as pequenas micelas que os contém, aos sais biliares e à lecitina.

As micelas são pequenas o bastante para penetrar entre os vilos e liberar aqueles produtos na medida em que os enterócitos os absorvem.

Nos enterócitos ocorre praticamente o inverso do processo de hidrólise luminal: o colesterol é reesterificado quase totalmente, monoglicerídios são esterificadas a triglicerídios e os lisofosfolipídios são convertidos a fosfolipídios. Envoltos pela beta -lipoproteína formam os quilomicrons que são exportados por exocitose para os quilíferos.

Os lipídios dos quilomicrons são parcialmente hidrolisados por lipases da células endoteliais e o que escapa, o quilomicron remanescente, é captado e excretados pelos hepatócitos. Nas regiões terminais do íleo há absorção dos sais e ácidos biliares que, lançados na circulação portal, são rapidamente removidos do sangue e excretados de novo na bile.

Absorção de água, eletrólitos e vitaminas

Absorção de água. Dá-se pelos gradientes osmóticos criados pela absorção de soluto. Volumes e modulação

Absorção de Na+ nos vários segmentos. Mecanismos celulares.

Absorção de Cl- e bicarbonato.

Absorção do K+

Absorção do Ca2+. Modulação por Vitamina D e por hormônio da paratireoide.

Absorção de Fe.

Absorção das vitaminas hidrossolúveis. Em geral carregadores na membrana apical. Para algumas vitaminas o transporte dá-se com acoplamento ao Na+ , o que permite a transferência contra gradientes. A vitamina B12 forma complexos com proteína R e com o fator intrínseco. O complexo com este assegura a absorção.

Absorção das vitaminas lipossolúveis. A absorção delas é paralela à absorção de gorduras. Dependem das micelas para sua absorção.

Fonte: www.icb.usp.br

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