O estômago libera o alimento ao duodeno, o primeiro segmento do intestino delgado. O alimento entra no duodeno pelo esfíncter pilórico em quantidades que o intestino delgado consegue digerir.
Quando está cheio, o duodeno sinaliza ao estômago para que ele interrompa o seu esvaziamento. O duodeno recebe enzimas pancreáticas do pâncreas e bile do fígado.
Esses líquidos, que entram no duodeno por um orifício denominado esfíncter de Oddi, contribuem de forma importante na digestão e na absorção.
O peristaltismo também auxilia na digestão e na absorção, agitando o alimento e misturando-o com as secreções intestinais.
Os primeiros centímetros do revestimento duodenal são lisos, mas o restante apresenta pregas, pequenas projeções (vilosidades) e mesmo projeções menores (microvilosidades).
Essas vilosidades e microvilosidades aumentam a área da superfície do revestimento duodenal, permitindo uma maior absorção de nutrientes.
O jejuno e o íleo, localizados abaixo do duodeno, constituem o restante do intestino delgado. Esta parte é a principal responsável pela absorção de gorduras e de outros nutrientes.
A absorção é aumentada pela grande área superficial composta por pregas, vilosidades e microvilosidades. A parede intestinal é ricamente suprida de vasos sangüíneos, que transportam os nutrientes absorvidos até o fígado pela veia porta. A parede intestinal libera muco (o qual lubrifica o conteúdo intestinal) e água (que ajuda a dissolver os fragmentos digeridos).
Também são liberadas pequenas quantidades de enzimas que digerem proteínas, açúcares e gorduras.
A consistência do conteúdo intestinal altera gradualmente à medida que o material se desloca através do intestino delgado. No duodeno, a água é bombeada rapidamente para o interior do conteúdo intestinal para diluir a acidez gástrica.
À medida que o conteúdo desloca-se pela porção distal do intestino delgado, ele torna-se mais líquido devido à adição da água, do muco, da bile e de enzimas pancreáticas.
Fonte: www.msd.pt
O intestino delgado é provavelmente o órgão mais importante da digestão,
é nesse tubo de aproximadamente 7 metros que se processam as mais relevantes
fases da decomposição dos alimentos e da absorção de substâncias úteis.
Para acomodar tantos metros, o intestino delgado se dobra muitas vezes em
alças (alças intestinais). A alça duodenal é fixa, as demais são móveis de
modo a poderem alterar a forma de acordo com a conveniência do processo digestivo.
Na parte anterior do abdomen, o intestino delgado é recoberto por uma membrana
gordurosa, o grande omento. Por trás, as alças intestinais estão frouxamente
fixadas numa larga prega peritoneal em forma de leque chamada mesentério.
O intestino delgado pode ser dividido em 3 partes: duodeno,
jejuno e íleo.
Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado. Recebe
este nome por ter seu comprimento aproximedamente igual à largura de doze
dedos (25 centímetros).
É a única porção do intestino delgado que é fixa. Não possui mesentério.
Apresenta 4 partes:
a) Parte Superior ou 1ª porção - origina-se no piloro e estende-se até o colo da vesícula biliar.
b) Parte Descendente ou 2ª porção - é desperitonizada.
Ducto colédoco - provêm do fígado (tráz a bile)
Ducto pancreático - provêm do pâncreas (tráz o suco ou secreção pancreática)
c) Parte Horizontal ou 3ª porção
d) Parte Ascendente ou 4ª porção
Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação
ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio.
É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais
vascular e de cor mais forte que o íleo.
Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação
ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e
suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.
Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe
o nome de óstio ileocecal.


Fonte: www.sogab.com.br