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Intestino Grosso

 

Intestino grosso - anatomia e fisiologia

É um órgão cilíndrico oco de 1,5 a 1,8 m de comprimento e com cerca de 5 a 8 cm de diâmetro: começa na parte inferior direita do abdómen, como continuação do intestino delgado, e dispõe-se como uma moldura no interior da cavidade abdominal, terminando, por fim, no orifício retal.

Distinguem-se três partes: o cego, o cólon e o reto.

Situado na parte inferior direita da cavidade abdominal, é a primeira parte do intestino grosso. É no cego que acaba o íleo, a última parte do intestino delgado, que através da válvula ileocecal deixa passar o conteúdo intestinal em direcção ao cego. Com cerca de 7 a 8 cm de comprimento e 9 cm de diâmetro, o cego prossegue para cima com o cólon e termina para baixo num fundo de saco no qual surge uma excrescência tubular denominada apêndice cecal.

Os segmentos do cólon

O cólon constitui grande parte do intestino grosso e divide-se em quatro segmentos:

O cólon ascendente, com cerca de 15 a 20 cm de comprimento, dirige-se para cima pelo lado direito do abdómen até quase à altura do fígado, onde forma um ângulo (ângulo hepático);

O cólon transverso, com cerca de 30 a 60 cm de comprimento, que atravessa a cavidade abdominal da direita para a esquerda, como se fosse uma grinalda, passando por baixo do estômago até chegar à altura do baço, onde forma outro ângulo, denominado ângulo esplénico;

O cólon descendente, com cerca de 20 a 25 cm de comprimento, que desce pelo lado esquerdo do abdómen até chegar à pélvis;

O cólon sigmóide ou sigma, com cerca de 30 a 40 cm de comprimento, que descreve uma forma de S no interior da pélvis, antes de chegar ao reto.

Reto e orifício retal

O reto é a última parte do intestino grosso. Com cerca de 15 a 20 cm de comprimento e com um diâmetro muito variável nas suas diferentes partes, desce pelo centro da pélvis e termina no orifício retal, orifício que o coloca em contato com o exterior.

A parte superior, denominada ampola retal, é a parte mais dilatada do órgão e onde fica armazenada a matéria fecal até ao momento da sua expulsão.

Os últimos 2 ou 3 cm do reto correspondem ao canal do orificio retal, onde se podem encontrar formações musculares particulares, o esfíncter interno e o esfíncter externo, que regulam a defecação.

Parede do intestino grosso

O intestino grosso diferencia-se do delgado não só pelo seu maior diâmetro, mas também pelo seu aspecto externo, já que apresenta nos seus regulares intervalos estreitamentos através dos quais se constituem uma espécie de sacos, denominados haustras.

Na parede do intestino grosso verificam-se quatro capas:

A capa mucosa cobre todo o interior do órgão e engloba glândulas e células epiteliais especializadas na produção de muco e na absorção de líquidos.
A capa submucosa é formada por um tecido conjuntivo largo, que contém uma considerável rede de vasos capilares sanguíneos, nódulos linfáticos e fibras nervosas.
A capa muscular é, por seu lado, composta por duas capas de fibras musculares, uma circular e outra longitudinal.
A capa serosa, a mais externa, é uma delgada túnica de tecido fibroelástico correspondente a uma extensão do peritoneu, membrana que cobre os órgãos presentes na cavidade do abdómen.

Funções do intestino

A principal função do intestino grosso consiste em preparar os resíduos da digestão provenientes do intestino delgado para a posterior eliminação para o exterior.

Os resíduos alimentares chegam ao intestino grosso em estado semilíquido, enquanto transitam pelo cólon vai sendo absorvida uma grande quantidade do seu conteúdo em água, acabando por adoptar a consistência das fezes.

Para além disso, as bactérias da flora intestinal atacam compostos alimentares que não foram digeridos previamente, assegurando assim a sua decomposição. Por outro lado, as glândulas intestinais segregam muco, que se mistura com os resíduos sólidos e com muitas das bactérias presentes no canal, formando-se assim a matéria fecal.

O que é Intestino Grosso?

O intestino grosso é a parte final do tubo digestivo.

Nele distinguem-se três partes: o ceco, onde desemboca o intestino delgado e em que existe um prolongamento em forma de tubo chamado apêndice vermiforme; o cólon (em que, por seu turno, se distinguem três partes: cólon ascendente ou direito, o cólon transverso, que atravessa a cavidade abdominal da direita para a esquerda, e o cólon descendente ou esquerdo) e o reto, que faz comunicar o cólon com o exterior através do orifício retal, que apresenta uma dilatação chamada ampola retal, cujo alargamento desencadeia o ato de defecação.

O orificio retal encontra-se fechado por um músculo chamado esfíncter, situado à sua volta, em forma de anel.

No intestino grosso os alimentos não digeríveis são acumulados, sendo-lhes absorvida a água. Também é aí que são armazenadas as fezes, antes de serem evacuadas.

Fonte: www.medipedia.pt

Intestino Grosso

É dividido em 7 porções: (com aproximadamente 1,5 metros de extensão)

1. Ceco

Primeira porção do intestino grosso. Recebe o bolo alimentar da parte final do íleo. Fica localizado na parte inferior direita do abdômen. Dá origem ao apêndice vermiforme (local da apendicite aguda), que tem cerca de 9 a 10 cm e não tem função definida. É a porção mais larga porém mede apenas cerca de 7 cm. O ceco tem pouca movimentação no abdômen.

2. Cólon ascendente

Recebe este nome por estar acima do ceco ocupando a parte direita do abdômen. Mede cerca de 15 a 20 cm e se estende até o fígado

3. Cólon transverso

Mede cerca de 40 a 45 cm e cruza a porção superior do abdômen do lado direito para o esquerdo (indo da região do fígado, passando sobre o estômago e terminando próximo ao baço). Tem mais mobilidade

4. Cólon descendente

Posicionado do lado esquerdo do abdômen, mede cerca de 20 a 25 cm.

5. Cólon sigmóide

Mede cerca de 40 cm, saindo da porção inferior esquerda do abdômen e segue para trás e para baixo até encontrar o reto.

6. Reto

Órgão situado na pelve, porção baixa do abdômen, mede cerca de 12 a 15 cm de comprimento. É a última parte do intestino antes do cretal retal.

7. Cretal retal

Tem cerca de 3 a 4 cm. Possui um mecanismo de manter o bolo fecal no reto. É formado por uma porção interna e outra externa, com uma linha de transição chamada de pectínia. Contêm cerca de 12 a 16 glândulas anais produtoras de muco.

O intestino grosso é o local de formação de fezes, ou seja, aquilo que não foi absorvido pelo intestino delgado. O lado direito do intestino grosso (ceco, cólon ascendente e parte do transverso) é responsável principalmente pela absorção de água das fezes (desidratação das fezes), tornando-as consistentes.

O cólon esquerdo (parte esquerda do transverso, descendente e sigmóide) serve de trajeto das fezes até sua chegada no reto (última parte do intestino grosso)

O intestino grosso tem como característica própria uma quantidade grande de bactéria que auxiliam na absorção de certos elementos e na formação do bolo fecal, e que em princípio, não causam dano ao organismo.

A motilidade (movimento do bolo fecal dentro do intestino grosso) é feita de forma mais lenta comparada ao intestino delgado.

Como o resto do trato digestivo, a parede do cólon é muscular, o qual é necessária para impulsionar o resíduo ao longo do seu trajeto. A propulsão ao longo do cólon é mais lenta que no intestino delgado, movimentando o bolo fecal por dia em vez de horas. O movimento é estimulado pela alimentação e exercício físico, mas é reduzido durante o sono. O tempo de trânsito no cólon é cerca de 1cm por hora.

Bilhões de bactérias habitam o intestino grosso, onde elas fermentam as fibras da dieta e outras substâncias. O cólon age como um órgão de armazenamento, onde os movimentos de mistura promovem absorção de água, eletrólitos e fermentação bacteriana dos produtos. O muco ali produzido é importante para facilitar a passagem dos resíduos produzidos através do reto e orificio retal.

DEFECAÇÃO

As fezes costumeiramente ficam acumuladas no sigmóide. Quando a pressão do bolo fecal exercida sobre o reto aumenta, os músculos que, involuntariamente mantém o orificio retal fechado, abre-se e estimulam o indivíduo a contrair a musculatura voluntária (sensação de vontade de evacuar).

A evacuação acontece quando se relaxa esta musculatura voluntária (chamada de esfíncter externo do orificio retal) e as fezes saem pelo cretal retal.

Portanto, a distensão do reto implica em contrações do cólon, do reto e relaxamento do orificio retal. A partir de então o ato de evacuar pode ser efetuado mediante relaxamento do esfíncter externo (voluntário).

Intestino Grosso
Intestino Grosso

Fonte: www.gastrosul.com.br

Intestino Grosso

Intestino Grosso
Intestino Grosso

Características

O intestino grosso tem um importante trabalho na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal). Mede cerca de 1,5 m de comprimento

Ele divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. Uma parte importante do ceco é o apêndice vermiforme vestigial, com cerca de 8 cm de comprimento, cuja posição se altera com freqüência. A saída do reto chama-se orificio retal e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter retal.

Alimentos no Intestino Grosso

Os alimentos e materiais de secreção atravessam o intestino movidos por contrações rítmicas ou movimentos peristálticos de seus músculos, que se produz 7 vezes por minuto. O intestino grosso não possui vilosidades nem segrega sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis.

Entretanto, todas as substâncias alimentícias podem ser assimiladas, como no intestino delgado. Como o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis, que são evacuados.

Bactérias (Simbiose)

Numerosas bactérias vivem em simbiose no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.

Fonte: www.webciencia.com

Intestino Grosso

Intestino Grosso
Intestino Grosso

O intestino grosso está localizado no abdômen, tem forma de U invertido.

Continua no intestino delgado, e deve seu nome ao fato que seu diâmetro é maior e suas paredes mais grossas que o segmento precedente.

Começa com uma dilatação fechada chamada ceco, da qual parte um tubo em forma de verme é o apendice vermiforme: sua inflamação é dolorosa se não é tratada a tempo.

A continuação do intestino grosso recebe o nome de cólon ascendente, traverso e descendente segundo sua direção. O tubo digestivo acaba com uma curta porção, o reto, que pelo esfíncter do orificio retal se comunica com o exterior.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Intestino Grosso

O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento. Ele se estende do íleo até o orificio retal e está fixo à parede posterior do abdômen pelo mesecolo.

O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.

O intestino grosso apresenta algumas diferenças em relação ao intestino delgado: o calíbre, as tênias, os haustros e os apêndices epiplóicos.

O intestino grosso é mais calibroso que o intestino delgado, por isso recebe o nome de intestino grosso. A calibre vai gradativamente afinando conforme vai chegando no cretal do orificio retal.

As tênias do cólon (fitas longitudinais) são três faixas de aproxmadamente 1 centímetro de largura e que percorrem o intestino grosso em toda sua extensão. São mais evidentes no ceco e no cólon ascendente.

Os haustros do cólon (saculações) são abaulamentos ampulares separados por sulcos transversais.

Os apêndices epiplóicos são pequenos pingentes amarelados constituídos por tecido conjuntivo rico em gordura. Aparecem principalmente no cólon sigmóide.

O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmóide), reto e orificio retal.

A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal (iliocólica). No fundo do ceco, encontramos o Apêndice Vermiforme.

A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que se prolonga do ceco até o orificio retal.

Partes e Estruturas do Intestino Grosso

Colo Ascendente

É a segunda parte do intestino grosso. Passa para cima do lado direito do abdome a partir do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na flexura direita do colo (flexura hepática).

Colo Transverso

É a parte mais larga e mais móvel do intestino grosso. Ele cruza o abdome a partir da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo, onde curva-se inferiormente para tornar-se colo descendente. A flexura esquerda do colo (flexura esplênica), normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel do que a flexura direita do colo.

Colo Descendente

Passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda, onde ele é contínuo com o colo sigmóide.

Colo Sigmóide

É caracterizado pela sua alça em forma de “S”, de comprimento variável. O colo sigmóide une o colo descendente ao reto. A terminação das tênias do colo, aproximadamente a 15cm do orificio retal, indica a junção reto-sigmóide.

Flexura Hepática

Entre o cólon ascendente e o cólon transverso.

Flexura Esplênica

Entre o cólon transverso e o cólon descendente.

Divisões do Intestino Grosso

O reto recebe este nome por ser quase retilíneo. Este segmento do intestino grosso termina ao perfurar o diafragma da pelve (músculos levantadores do orificio retal) passando a se chamar de cretal do orificio retal.

O cretal orificio retal apesar de bastante curto (3 centímetros de comprimento) é importante por apresentar algumas formações essenciais para o funcionamento intestinal, das quais citamos os esfincteres anais.

O esfíncter do orificio retal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo conseqüentemente involuntário. O esfíncter do orificio retal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter do orificio retal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

Funções do Intestino Grosso

Absorção de água e de certos eletrólitos

Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais

Armazenagem temporária dos resíduos (fezes)

Eliminação de resíduos do corpo (defecação)

Peristaltismo

Ondas peristálticas intermitentes e bem espaçadas movem o material fecal do ceco para o interior do colo ascendente, transverso e descendente. Á medida que se move através do colo, a água é continuamente reabsorvida das fezes, pelas paredes do intestino, para o interior dos capilares.

As fezes que ficam no intestino grosso por um período maior perdem o excesso de água, desenvolvendo a chamada constipação. Ao contrário, movimentos rápidos do intestino não permitem tempo suficiente para que ocorra a reabsorção de água, causando diarréia.

Fonte: www.auladeanatomia.com

Intestino Grosso

1) HISTOLOGIA

O intestino grosso tem um importante trabalho na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal). Mede cerca de 1,5 m de comprimento.

Ele divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. Uma parte importante do ceco é o apêndice vermiforme vestigial, com cerca de 8 cm de comprimento, cuja posição se altera com freqüência. A saída do reto chama-se orifício retal e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter.

A Túnica Mucosa do intestino grosso NÃO APRESENTA vilosidades, isto é, o seu epitélio NÃO TEM as evaginações que caracterizam a Túnica Mucosa do Intestino Delgado.

1) COLONS

TÚNICA MUCOSA

Epitélio cilíndrico simples com microvilosidades ( células absortivas ou enterócitos) e células caliciformes.
Esse epitélio apresenta as funções de absorção de água e abundante produção de muco (lubrifica a superfície facilitando o deslocamento das fezes).

Lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo, com Glândulas de Lieberkühn, constituídas de epitélio glandular exócrino tubular simples.

Muscular da Mucosa bem evidente, com fibras musculares lisas longitudinais externamente e circulares internamente.

Intestino Grosso
Intestino grosso (HE, 25X).
E – epitélio das vilosidades intestinais.
PP – Placa de Peyer. SM – Camada submucosa. CM – Camada muscular

TÚNICA SUBMUCOSA

Tecido conjuntivo frouxo com vasos e nervos
Plexo Submucoso (Meissner)

Pode apresentar Folículos linfáticos

TÚNICA MUSCULAR

Circular interna
Plexo Mioentérico (Auerbach)
Longitudinal externa em 3 faixas concêntricas, formando as TÊNIAS dos cólons

TÚNICA SEROSA

Caracterizada por pequenos apêndices pedunculados, formados por tecido adiposo – os apêndices epiplóicos.

A estrutura do intestino grosso mostra essas quatro camadas características, mas difere do intestino delgado em muitos aspectos:

1. Não possui pregas permanentes da mucosa
2.
Não apresenta vilosidades na superfície da mucosa
3.
A mucosa é mais espessa e possui longas CRIPTAS DE LIEBERKÜHN, que não tem células de Paneth, mas possuem células caliciformes em abundância
4.
A camada muscular difere pela disposição da camada externa em três faixas espessas chamadas tênias do colon. No reto, essas faixas longitudinais tornam-se novamente contínuas, circundando-o inteiramente. As tênias do colon são mais curtas que a extensão do intestino e, desta forma, originam sáculos ou haustrações na parede.
5.
A serosa se dispõe diferentemente nas diversas partes do intestino grosso. No ceco, forma um revestimento completo de peritôneo recobrindo as superfícies lateral e anterior do cólon ascendente e descendente, as superfícies anterior e laterais do terço superior do reto e apenas a superfície anterior do terço médio de reto. No cólon transverso e no cólon pélvico, o peritôneo deixa o intestino e forma uma prega de parede dupla chamada mesocolon transverso e mesocolon pélvico.

2) PATOLOGIAS RELACIONADAS

Diarréia: Eliminação de maior quantidade de água pelas fezes, ou sua associação com muco, sangue ou restos alimentares indevidos junto ao bolo fecal, geralmente acompanhadas de dor e distensão abdominal.

Classificação:

a) OSMÓTICA: Decorre da presença, na luz intestinal, de substâncias pouco absorvíveis ou inabsorvíveis e que tenham suficiente força osmótica para impedir a absorção de água e até transferi-la do meio interno de volta para a luz, a fim de estabelecer o equilíbrio osmótico entre os dois compartimentos. Pode ser produzida por alguns laxativos minerais, como sais de sódio, potássio e magnésio orgânicos, contendo lactulose e sorbital, entre outros.Se medido, o volume da evacuação nas 24 horas será inferior a 1 litro.
b) SECRETÓRIA:
O intestino secreta água e eletrólitos, já incorporedos, para a luz, ainda que os mecanismos de absorção desses elementos permaneçam intactos. A secreção é maior que a absorção, resultando em evacuações liquefeitas. É o que se observa nas infecções intestinais. O volume aquoso fecal nas 24 horas é superior a 1 litro.
c) EXSUDATIVA:
Também é do tipo secretor; a diferença está no conteúdo secretado, que é constituído de material protéico, mucopolissacarídeo, restos celulares e sangue. Algumas infecções parasitárias e bacterianas, invasivas, cursam com exsudação, mas os maiores exemplos ficam por conta dos tumores e das doenças inflamatórias intestinais crônicas.
d) MOTORA:
O distúrbio de motilidade do canal alimentar pode ser causa de diarréia, tanto no sentido de hipermotilidade ( devido a hipertireoidismo e tumores neuroendócrinos digestivos), quanto no da hipomotilidade ( aumento do crescimento bacteriano).

DIARRÉIA AGUDA: início abrupto, antecedente epidemiológico de intoxicação alimentar ou contato com pessoas portadoras do mesmo quadro, curso rápido, dificilmente ultrapassando 10 dias, viagens recentes e, na maioria das vezes, sem maiores danos ao estado geral do doente, ao menos em indivíduos previamente sadios.

DIARRÉIA CRÔNICA: aquela com duração superior a 3 semanas. Porém, é preciso lembrar que algumas infecções bacterianas ou parasitárias podem cursar de forma prolongada, ainda que se tratem de infecções agudas.

Diverticulose (Doença diverticular dos cólons): Diverticulose é a presença de pequenas bolsas que se projetam para fora da parede intestinal.

No mundo ocidental 85% dos divertículos localizam-se no cólon sigmóide (parte final do intestino grosso, logo antes do reto). A diverticulite é a inflamação de um divertículo. A diverticulose ocorre com freqüência semelhante em homens e mulheres, aumentando com a idade. Um terço das pessoas com mais de 50 anos e 2/3 daquelas com mais de 80 anos tem divertículos no cólon, porém a grande maioria é assintomática.

Apesar de não ser totalmente conhecida a origem, acredita-se que dois fatores estejam associados ao surgimento dos divertículos: o aumento da pressão no interior do intestino e um enfraquecimento de pontos da parede intestinal.

Diverticulite é a complicação mais comum, ocorrendo em algum momento da vida de 10-20% dos indivíduos com diverticulose. Quanto maior o tempo de evolução e quanto mais extensa a área com divertículos, maior é o risco dessa complicação. A diverticulite manifesta-se por dor forte na parte inferior esquerda do abdome, acompanhada de febre e, geralmente, constipação. Podem estar associados também náusea, vômito e diarréia com muco, pus ou sangue.

Os divertículos inflamados podem formar pus, criando um abscesso em seu interior e, por conseqüência, perfurar. Com a perfuração, o pus pode se espalhar ou não no abdome levando, respectivamente, à peritonite (inflamação de todo o abdome) ou ao abscesso localizado.

Intestino Grosso
Diverticulosis

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Diverticulosis Complications

Doença de Crohn: Processo inflamatório crônico capaz de afetar qualquer segmento do canal alimentar, desde a boca até o orifício retal, que evolui com surtos de exarcebação e remissão imprevisíveis.

As lesões decorrem da natureza invasiva do processo infamatório, que não respeita a superfície mucosa, estendendo-se à profundidade da parede comprometida até exteriorizando-se para estruturas vizinhas. È de etiologia desconhecida.

Síndrome do Intestino Irritável: Os indivíduos acometidos por essa síndrome apresentam resposta exacerbada aos estímulos habituais da musculatura lisa do canal alimentar; portanto, os sintomas podem localizar-se em várias vísceras de diferentes sistemas, criando desconfortos múltiplos.

As respostas da musculatura lisa, quando estimulada pela alimentação, pelo estresse físico ou psíquico ou ainda pela ação de alguns hormônios gastroentéricos, são amplificadas, fato considerado como gerador dos sintomas.

Estes são dor ou desconforto abdominal por período superior a 12 semanas no último ano, associado a pelo menos 2 sintomas: dor aliviada pela defecação, dor associada à mudança do ritmo da evacuação e mudança na consistênica das fezes.

Curiosidades

A causa mais comum de constipação intestinal é o desaparecimento do reflexo da evacuação. Esse reflexo é normalmente pouco intenso e acontece quando as fezes, em volume de 100 gramas ou mais, enchem a ampola retal.

Caso a pessoa não atenda ao estimulo, depois de algum tempo ele deixa de existir. As pessoas idosas sofrem com grande freqüência de constipação intestinal, o que pode vir a causar a moléstia diverticular hipotônica, por falta de tônus ( contração muscular). Vão surgindo divertículos (pequenas bolsas) em todo o intestino grosso. Nesse caso não se trata de uma doença, e sim de uma involução senil.

Algumas pessoas sofrem de constipação intestinal por toda a vida porque se habituam ao uso de laxantes e, com o tempo, o cólon perde a motilidade, deixando de responder até mesmo a doses elevadas do medicamento.

Fonte: antares.ucpel.tche.br

Intestino Grosso

O Intestino Grosso é o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas.

Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo orificio retal.

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Intestino Grosso

Mede cerca de 1,5 m de comprimento e divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. A saída do reto chama-se de orificio retal e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter do orificio retal.

Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.

As fibras vegetais, principalmente a celulose, não são digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como retêm água, sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas.

O intestino grosso não possui vilosidades nem secreta sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis. Como o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis, que são evacuados.

Fonte: www.afh.bio.br

Intestino Grosso

Anatomia do Intestino Grosso

Intestino Grosso

Intestino Grosso

Intestino Grosso

O intestino grosso é responsável pela absorção de alguns nutrientes e certas vitaminas. É habitado por rica flora bacteriana importante nesta função.

Absorve também água e sais minerais transformando às fezes, que são líquidas no seu início; em massa pastosa na região do final do sigmóide.

Fonte: www2.unoest.br

Intestino Grosso

O intestino grosso consiste do cólon ascendente (lado direito), cólon transverso, cólon descendente (lado esquerdo) e cólon sigmóide, o qual conecta-se ao reto.

O apêndice é uma pequena projeção tubular em forma de dedo que se projeta do cólon ascendente (direito) próximo ao local onde o intestino delgado une-se a essa parte do intestino grosso.

O intestino grosso secreta muco e é em grande parte responsável pela absorção de água e eletrólitos das fezes.

O conteúdo intestinal é líquido ao chegar ao intestino grosso, mas normalmente é sólido ao atingir o reto, sob a forma de fezes.

As muitas bactérias que habitam o intestino grosso podem digerir ainda mais alguns materiais, auxiliando na absorção de nutrientes pelo organismo.

As bactérias do intestino grosso também sintetizam algumas substâncias importantes (p.ex., vitamina K) e são necessárias para uma função intestinal saudável.

Algumas doenças e alguns antibióticos podem provocar um desequilíbrio entre os diferentes tipos de bactérias do intestino grosso. A conseqüência é a irritação que acarreta a secreção de muco e água, causando a diarréia.

Fonte: www.msd.pt

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