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Intestino Grosso

1) HISTOLOGIA

O intestino grosso tem um importante trabalho na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal). Mede cerca de 1,5 m de comprimento.

Ele divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. Uma parte importante do ceco é o apêndice vermiforme vestigial, com cerca de 8 cm de comprimento, cuja posição se altera com freqüência. A saída do reto chama-se orifício retal e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter.

A Túnica Mucosa do intestino grosso NÃO APRESENTA vilosidades, isto é, o seu epitélio NÃO TEM as evaginações que caracterizam a Túnica Mucosa do Intestino Delgado.

1) COLONS

TÚNICA MUCOSA

Epitélio cilíndrico simples com microvilosidades ( células absortivas ou enterócitos) e células caliciformes.
Esse epitélio apresenta as funções de absorção de água e abundante produção de muco (lubrifica a superfície facilitando o deslocamento das fezes).

Lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo, com Glândulas de Lieberkühn, constituídas de epitélio glandular exócrino tubular simples.

Muscular da Mucosa bem evidente, com fibras musculares lisas longitudinais externamente e circulares internamente.

Intestino Grosso
Intestino grosso (HE, 25X).
E – epitélio das vilosidades intestinais.
PP – Placa de Peyer. SM – Camada submucosa. CM – Camada muscular

TÚNICA SUBMUCOSA

Tecido conjuntivo frouxo com vasos e nervos

Plexo Submucoso (Meissner)

Pode apresentar Folículos linfáticos

TÚNICA MUSCULAR

Circular interna

Plexo Mioentérico (Auerbach)

Longitudinal externa em 3 faixas concêntricas, formando as TÊNIAS dos cólons

TÚNICA SEROSA

Caracterizada por pequenos apêndices pedunculados, formados por tecido adiposo – os apêndices epiplóicos.

A estrutura do intestino grosso mostra essas quatro camadas características, mas difere do intestino delgado em muitos aspectos:

1. Não possui pregas permanentes da mucosa

2. Não apresenta vilosidades na superfície da mucosa

3. A mucosa é mais espessa e possui longas CRIPTAS DE LIEBERKÜHN, que não tem células de Paneth, mas possuem células caliciformes em abundância

4. A camada muscular difere pela disposição da camada externa em três faixas espessas chamadas tênias do colon. No reto, essas faixas longitudinais tornam-se novamente contínuas, circundando-o inteiramente. As tênias do colon são mais curtas que a extensão do intestino e, desta forma, originam sáculos ou haustrações na parede.

5. A serosa se dispõe diferentemente nas diversas partes do intestino grosso. No ceco, forma um revestimento completo de peritôneo recobrindo as superfícies lateral e anterior do cólon ascendente e descendente, as superfícies anterior e laterais do terço superior do reto e apenas a superfície anterior do terço médio de reto. No cólon transverso e no cólon pélvico, o peritôneo deixa o intestino e forma uma prega de parede dupla chamada mesocolon transverso e mesocolon pélvico.

2) PATOLOGIAS RELACIONADAS

Diarréia: Eliminação de maior quantidade de água pelas fezes, ou sua associação com muco, sangue ou restos alimentares indevidos junto ao bolo fecal, geralmente acompanhadas de dor e distensão abdominal.

Classificação:

a) OSMÓTICA: Decorre da presença, na luz intestinal, de substâncias pouco absorvíveis ou inabsorvíveis e que tenham suficiente força osmótica para impedir a absorção de água e até transferi-la do meio interno de volta para a luz, a fim de estabelecer o equilíbrio osmótico entre os dois compartimentos. Pode ser produzida por alguns laxativos minerais, como sais de sódio, potássio e magnésio orgânicos, contendo lactulose e sorbital, entre outros.Se medido, o volume da evacuação nas 24 horas será inferior a 1 litro.

b) SECRETÓRIA: O intestino secreta água e eletrólitos, já incorporedos, para a luz, ainda que os mecanismos de absorção desses elementos permaneçam intactos. A secreção é maior que a absorção, resultando em evacuações liquefeitas. É o que se observa nas infecções intestinais. O volume aquoso fecal nas 24 horas é superior a 1 litro.

c) EXSUDATIVA: Também é do tipo secretor; a diferença está no conteúdo secretado, que é constituído de material protéico, mucopolissacarídeo, restos celulares e sangue. Algumas infecções parasitárias e bacterianas, invasivas, cursam com exsudação, mas os maiores exemplos ficam por conta dos tumores e das doenças inflamatórias intestinais crônicas.

d) MOTORA: O distúrbio de motilidade do canal alimentar pode ser causa de diarréia, tanto no sentido de hipermotilidade ( devido a hipertireoidismo e tumores neuroendócrinos digestivos), quanto no da hipomotilidade ( aumento do crescimento bacteriano).

DIARRÉIA AGUDA: início abrupto, antecedente epidemiológico de intoxicação alimentar ou contato com pessoas portadoras do mesmo quadro, curso rápido, dificilmente ultrapassando 10 dias, viagens recentes e, na maioria das vezes, sem maiores danos ao estado geral do doente, ao menos em indivíduos previamente sadios.

DIARRÉIA CRÔNICA: aquela com duração superior a 3 semanas. Porém, é preciso lembrar que algumas infecções bacterianas ou parasitárias podem cursar de forma prolongada, ainda que se tratem de infecções agudas.

Diverticulose (Doença diverticular dos cólons): Diverticulose é a presença de pequenas bolsas que se projetam para fora da parede intestinal.

No mundo ocidental 85% dos divertículos localizam-se no cólon sigmóide (parte final do intestino grosso, logo antes do reto). A diverticulite é a inflamação de um divertículo. A diverticulose ocorre com freqüência semelhante em homens e mulheres, aumentando com a idade. Um terço das pessoas com mais de 50 anos e 2/3 daquelas com mais de 80 anos tem divertículos no cólon, porém a grande maioria é assintomática.

Apesar de não ser totalmente conhecida a origem, acredita-se que dois fatores estejam associados ao surgimento dos divertículos: o aumento da pressão no interior do intestino e um enfraquecimento de pontos da parede intestinal.

Diverticulite é a complicação mais comum, ocorrendo em algum momento da vida de 10-20% dos indivíduos com diverticulose. Quanto maior o tempo de evolução e quanto mais extensa a área com divertículos, maior é o risco dessa complicação. A diverticulite manifesta-se por dor forte na parte inferior esquerda do abdome, acompanhada de febre e, geralmente, constipação. Podem estar associados também náusea, vômito e diarréia com muco, pus ou sangue.

Os divertículos inflamados podem formar pus, criando um abscesso em seu interior e, por conseqüência, perfurar. Com a perfuração, o pus pode se espalhar ou não no abdome levando, respectivamente, à peritonite (inflamação de todo o abdome) ou ao abscesso localizado.

Intestino Grosso
Diverticulosis

Intestino Grosso
Diverticulosis Complications

Doença de Crohn: Processo inflamatório crônico capaz de afetar qualquer segmento do canal alimentar, desde a boca até o orifício retal, que evolui com surtos de exarcebação e remissão imprevisíveis.

As lesões decorrem da natureza invasiva do processo infamatório, que não respeita a superfície mucosa, estendendo-se à profundidade da parede comprometida até exteriorizando-se para estruturas vizinhas. È de etiologia desconhecida.

Síndrome do Intestino Irritável: Os indivíduos acometidos por essa síndrome apresentam resposta exacerbada aos estímulos habituais da musculatura lisa do canal alimentar; portanto, os sintomas podem localizar-se em várias vísceras de diferentes sistemas, criando desconfortos múltiplos.

As respostas da musculatura lisa, quando estimulada pela alimentação, pelo estresse físico ou psíquico ou ainda pela ação de alguns hormônios gastroentéricos, são amplificadas, fato considerado como gerador dos sintomas.

Estes são dor ou desconforto abdominal por período superior a 12 semanas no último ano, associado a pelo menos 2 sintomas: dor aliviada pela defecação, dor associada à mudança do ritmo da evacuação e mudança na consistênica das fezes.

Curiosidades

A causa mais comum de constipação intestinal é o desaparecimento do reflexo da evacuação. Esse reflexo é normalmente pouco intenso e acontece quando as fezes, em volume de 100 gramas ou mais, enchem a ampola retal.

Caso a pessoa não atenda ao estimulo, depois de algum tempo ele deixa de existir. As pessoas idosas sofrem com grande freqüência de constipação intestinal, o que pode vir a causar a moléstia diverticular hipotônica, por falta de tônus ( contração muscular). Vão surgindo divertículos (pequenas bolsas) em todo o intestino grosso. Nesse caso não se trata de uma doença, e sim de uma involução senil.

Algumas pessoas sofrem de constipação intestinal por toda a vida porque se habituam ao uso de laxantes e, com o tempo, o cólon perde a motilidade, deixando de responder até mesmo a doses elevadas do medicamento.

Fonte: antares.ucpel.tche.br

Intestino Grosso

É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas.

Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo orificio retal.

Intestino Grosso

Mede cerca de 1,5 m de comprimento e divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. A saída do reto chama-se de orificio retal e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter do orificio retal.

Numerosas bactérias vivem em mutualismo no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.

As fibras vegetais, principalmente a celulose, não são digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como retêm água, sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas.

O intestino grosso não possui vilosidades nem secreta sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis. Como o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis, que são evacuados.

Fonte: www.afh.bio.br

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