
É dividido em 7 porções: (com aproximadamente 1,5 metros de extensão)
1. Ceco
Primeira porção do intestino grosso. Recebe o bolo alimentar da parte final do íleo. Fica localizado na parte inferior direita do abdômen. Dá origem ao apêndice vermiforme (local da apendicite aguda), que tem cerca de 9 a 10 cm e não tem função definida. É a porção mais larga porém mede apenas cerca de 7 cm. O ceco tem pouca movimentação no abdômen.
2. Cólon ascendente
Recebe este nome por estar acima do ceco ocupando a parte direita do abdômen. Mede cerca de 15 a 20 cm e se estende até o fígado
3. Cólon transverso
Mede cerca de 40 a 45 cm e cruza a porção superior do abdômen do lado direito para o esquerdo (indo da região do fígado, passando sobre o estômago e terminando próximo ao baço). Tem mais mobilidade
4. Cólon descendente
Posicionado do lado esquerdo do abdômen, mede cerca de 20 a 25 cm.
5. Cólon sigmóide
Mede cerca de 40 cm, saindo da porção inferior esquerda do abdômen e segue para trás e para baixo até encontrar o reto.
6. Reto
Órgão situado na pelve, porção baixa do abdômen, mede cerca de 12 a 15 cm de comprimento. É a última parte do intestino antes do cretal retal.
7. Cretal retal
Tem cerca de 3 a 4 cm. Possui um mecanismo de manter o bolo fecal no reto. É formado por uma porção interna e outra externa, com uma linha de transição chamada de pectínia. Contêm cerca de 12 a 16 glândulas anais produtoras de muco.
O intestino grosso é o local de formação de fezes, ou seja, aquilo que não foi absorvido pelo intestino delgado. O lado direito do intestino grosso (ceco, cólon ascendente e parte do transverso) é responsável principalmente pela absorção de água das fezes (desidratação das fezes), tornando-as consistentes.
O cólon esquerdo (parte esquerda do transverso, descendente e sigmóide) serve de trajeto das fezes até sua chegada no reto (última parte do intestino grosso)
O intestino grosso tem como característica própria uma quantidade grande de bactéria que auxiliam na absorção de certos elementos e na formação do bolo fecal, e que em princípio, não causam dano ao organismo.
A motilidade (movimento do bolo fecal dentro do intestino grosso) é feita de forma mais lenta comparada ao intestino delgado.
Como o resto do trato digestivo, a parede do cólon é muscular, o qual é necessária para impulsionar o resíduo ao longo do seu trajeto. A propulsão ao longo do cólon é mais lenta que no intestino delgado, movimentando o bolo fecal por dia em vez de horas. O movimento é estimulado pela alimentação e exercício físico, mas é reduzido durante o sono. O tempo de trânsito no cólon é cerca de 1cm por hora.
Bilhões de bactérias habitam o intestino grosso, onde elas fermentam as fibras da dieta e outras substâncias. O cólon age como um órgão de armazenamento, onde os movimentos de mistura promovem absorção de água, eletrólitos e fermentação bacteriana dos produtos. O muco ali produzido é importante para facilitar a passagem dos resíduos produzidos através do reto e orificio retal.
DEFECAÇÃO
As fezes costumeiramente ficam acumuladas no sigmóide. Quando a pressão do bolo fecal exercida sobre o reto aumenta, os músculos que, involuntariamente mantém o orificio retal fechado, abre-se e estimulam o indivíduo a contrair a musculatura voluntária (sensação de vontade de evacuar).
A evacuação acontece quando se relaxa esta musculatura voluntária (chamada de esfíncter externo do orificio retal) e as fezes saem pelo cretal retal.
Portanto, a distensão do reto implica em contrações do cólon, do reto e relaxamento do orificio retal. A partir de então o ato de evacuar pode ser efetuado mediante relaxamento do esfíncter externo (voluntário).
Fonte: www.gastrosul.com.br

O intestino grosso tem um importante trabalho na absorção da água (o que determina a consistência do bolo fecal). Mede cerca de 1,5 m de comprimento
Ele divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. Uma parte importante do ceco é o apêndice vermiforme vestigial, com cerca de 8 cm de comprimento, cuja posição se altera com freqüência. A saída do reto chama-se orificio retal e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter retal.
Os alimentos e materiais de secreção atravessam o intestino movidos por contrações rítmicas ou movimentos peristálticos de seus músculos, que se produz 7 vezes por minuto. O intestino grosso não possui vilosidades nem segrega sucos digestivos, normalmente só absorve água, em quantidade bastante consideráveis.
Entretanto, todas as substâncias alimentícias podem ser assimiladas, como no intestino delgado. Como o intestino grosso absorve muita água, o conteúdo intestinal se condensa até formar detritos inúteis, que são evacuados.
Numerosas bactérias vivem em simbiose no intestino grosso. Seu trabalho consiste em dissolver os restos alimentícios não assimiláveis, reforçar o movimento intestinal e proteger o organismo contra bactérias estranhas, geradoras de enfermidades.
Fonte: www.webciencia.com