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Hormônios

 

 

O que são hormônios

Os seres vivos unicelulares, existindo em meio aquoso, retiram diretamente da água as substâncias nutritivas que lhes são necessárias (e que podemos reunir sob a denominação latina de increta), ao mesmo tempo em que aí lançam os produtos indesejáveis resultantes de sua atividade vital (os excreta). Ao conjunto destas operações, verdadeira contra - corrente de entrada e saída de material responsável pela vida da célula, denomina-se metabolismo.

Nos seres vivos dotados de maior organização e constituídos por mais de uma célula, como é o nosso caso, que possuímos milhares delas, criou-se o problema de como fazer chegar a todas o material nutritivo indispensável. A solução encontrada pela natureza foi a de permitir que carreguemos conosco a água onde nossas células efetuam seu metabolismo, posto que somos constituídos pela elevada percentagem de 73% de água.

Coube a Claude Bernard a criação do conceito de meio interno. Este meio interno é realmente como se tivéssemos aprisionado um pequeno mar interior para uso próprio.

O elemento cuja movimentação mais claramente se percebe no organismo humano é sem dúvida o sangue. Todavia, além dele, fora dos canais competentes em que circula, todo o resto do corpo está embebido em líquido. Para disciplinar a contínua atividade de entrada e saída de materiais nas células espalhadas pelo corpo humano, há logicamente necessidade de um sistema de controle, com o emprego de meios de comunicação capazes de avisar aos diversos territórios celulares que substâncias deverão ter prioridade em determinado momento, o que queimar ou depositar, quando parar de receber, quando aumentar a eliminação de detritos, em suma, a manutenção em níveis normais desse equilíbrio.

Tais avisos fazem-se através da circulação sanguínea por intermédio de substâncias especiais, verdadeiros mensageiros químicos, denominados hormônios.

Esta denominação é originária da palavra grega Hormao, que quer dizer “eu estimulo”.

Os hormônios constituem um grupo heterogêneo de substâncias apresentando em comum duas propriedades igualmente importantes. Em primeiro lugar o seu elevado poder de difusão e, paralelamente, a capacidade de atuar em quantidades mínimas. Os hormônios naturais produzidos no organismo humano são compostos químicos derivados quer de proteínas, quer de lipídios, dois dos principais grupos de alimentos (o terceiro é o dos glicídios). Tal origem os diferencia das vitaminas, igualmente relacionadas ao metabolismo e capazes de atuar em mínimas quantidades, mas que tem de ser recebidas de fora, já prontas, na alimentação.

Intervindo no metabolismo pela aceleração ou pela frenação de atividades químicas, os hormônios cumprem finalidades específicas. Isto é, existe para cada hormônio uma tarefa a desempenhar. Assim temos um “hormônio do crescimento” que atuando ao nível do esqueleto, promove o desenvolvimento que define a estatura do indivíduo. Mais conhecida é a “insulina”, principal responsável pela manutenção de uma taxa conveniente de glicose no sangue. A quantidade de urina que eliminamos é influenciada pelo “hormônio anti-diurético”. Nossas reservas de cloreto de sódio (sal de cozinha), intimamente relacionadas ao volume de água de nosso meio interno, são reguladas principalmente por um hormônio denominado “aldosterona”. Outros influem no metabolismo do iodo e do cálcio, alguns modificam a pressão arterial, e assim uma grande parte da nossa vida diária depende diretamente da participação silenciosa de tais mensageiros em movimentação constante.

Existe, entretanto, um setor no qual a atuação dos hormônios é realizada de maneira mais espetacular, uma vez que implica em modificações importantes e definitivas na estrutura e no funcionamento de diversos órgãos, repercutindo mesmo na conduta das pessoas e, além, disso, na atividade dos hormônios relacionados ao sexo.

Os denominados “esteróides sexuais” são simplificadamente a testosterona produzida no testículo (principal representante dos hormônios “androgênicos”) e o estradiol produzido no ovário (principal representante dos hormônios “estrogênicos”).

Em etapa precoce da vida embrionária aparece a atuação da testosterona do testículo fetal, promovendo a diferenciação do aparelho genital masculino e repercutindo mesmo no sistema hipotálamo-hipófise que vai ser responsável pelo feitio próprio na secreção dos hormônios estimulantes das gônadas, as “gonadotrofinas”. Produzidas na hipófise estas estimulinas atuam de maneira peculiar em testículos e ovários. Não é necessário avançar pormenores destas ações para compreendermos que os hormônios sexuais desempenham papéis significativos na fisiologia da vida diária, desde a promoção dos caracteres sexuais secundários (forma do corpo, distribuição de pelos, tom de voz, etc.) até as características de temperamento e sensibilidade.

Classificação Química dos Principais Hormônios

I - PROTEÍNAS  
 (Polipeptídeos)  
 
- Hipófiseposterior      1.  Vasopressina
     2.  Ocitocina
     3.  Hormônio anti-diurético
     4.  Alfa - melanotrofina  (alfa-MSH)
Hipófiseanterior      5.  Adrenocorticotrofina  (ACTH)
     6.  Somatotrofina  (STH)
     7.  Prolactina  (luteotrofina)
     8.  Hormônio folículo-estimulante  (FSH)
     9.  Hormônio luteinizante  (LH)
    10. Tireotrofina 
- Tireóide     11. Tireoglobulina
Paratireóides     12. Parato hormônio
Pâncreas     13. Insulina
    14. Glucagon
 
II - DERIVADOSPROTEICOS  
(Aminoácidos modificados)  
 
Medulaadrenal:     15. Adrenalina
    16. Nor-adrenalina
 
III - ESTERÓIDES  
 
- Córtex adrenal  
- Gônada  
- Placenta
    17. Progestogênios
    18. Corticóides
    19. Androgênios
    20. Estrogênios

Fonte: www.bragafilho.com.br

Hormônios

Hormônios são substâncias químicas que transferem informações e instruções entre as células, em animais e plantas. Também chamados de "mensageiros químicos do corpo", os hormônios regulam o crescimento, o desenvolvimento, controlam as funções de muitos tecidos, auxiliam as funções reprodutivas, e regulam o metabolismo (o processo usado pelo organismo para produzir energia a partir dos alimentos). Diferentemente das informações enviadas pelo sistema nervoso, que são transmitidas via impulsos elétricos, se deslocam rapidamente, têm um efeito quase imediato e de curto prazo, os hormônios são mais vagarosos e seus efeitos mantêm-se por um período mais longo de tempo.

Eles foram identificados pela primeira vez em 1902 pelos fisiologistas britânicos William Bayliss e Ernest Starling. Eles demonstraram que uma substância retirada do revestimento do intestino podia ser injetada num cão para estimular o pâncreas a produzir fluido. Eles chamaram essa substância de secretina e cunharam o termo "hormônio", do grego hormo, que significa "pôr em movimento". Atualmente, mais de 100 hormônios já foram identificados.

Os hormônios são produzidos por glândulas ou tecidos especializados, que os segregam conforme as necessidades do organismo. A maioria dos hormônios é produzida pelas glândulas do sistema endócrino, como a hipófise, a tireóide, as supra-renais, além dos ovários e testículos. Essas glândulas endócrinas produzem e segregam os hormônios diretamente na corrente sangüínea. Porém, nem todos os hormônios são produzidos pelas glândulas endócrinas. As mucosas do intestino delgado produzem hormônios que estimulam a secreção de sucos digestivos do pâncreas. Outros hormônios são também produzidos pela placenta, um órgão formado durante a gravidez, com a finalidade de regular alguns aspectos do desenvolvimento do feto.

Normalmente os hormônios são classificados em dois tipos principais, com base na sua composição química. Quase todos os hormônios são peptídios, ou derivados de aminoácidos, que incluem os hormônios produzidos pela parte anterior da hipófise, pela tireóide, paratireóides, placenta e pâncreas. Os hormônios peptídicos são normalmente produzidos na forma de proteínas maiores. Quando seu trabalho é exigido, esses peptídios são decompostos em hormônios biologicamente ativos e secretados no sangue, para que circulem em todo o organismo.

O segundo tipo de hormônio é o dos esteróides (sexuais), que incluem os hormônios secretados pelas glândulas supra-renais, ovários e testículos. Os hormônios esteróides são sintetizados a partir do colesterol e modificados por uma série de reações químicas, até que um hormônio fique pronto para ser posto em ação imediatamente.

Como funcionam

A maioria dos hormônios é lançada diretamente no sangue, onde circulam através do corpo em concentrações muito baixas. Alguns hormônios trafegam intactos pela corrente sangüínea. Outros já precisam de uma substância portadora, como uma molécula de proteína, para se manterem dissolvidos no sangue. Essas portadoras também funcionam como reservatórios de hormônios, mantendo constante a concentração hormonal e protegendo o hormônio a que estão ligadas contra decomposição química no decorrer do tempo.

Os hormônios trafegam pelo sangue até atingirem seus tecidos-alvo, onde eles ativam uma série de alterações químicas. Para atingir um pretendido resultado, um hormônio precisa ser reconhecido por uma proteína especializada nas células do tecido-alvo, chamada de "receptor". Normalmente, hormônios hidrossolúveis (que se dissolvem em água) usam receptores localizados na superfície da membrana da célula do tecido-alvo. Uma série de moléculas especiais no interior da célula, conhecidas como "segundos mensageiros", transportam as informações do hormônio para o interior da célula. Já os hormônios lipossolúveis (se dissolvem em gordura), como os esteróides, passam através da membrana da célula e ligam-se a receptores encontrados no citoplasma. Quando um receptor e um hormônio se ligam, as moléculas de ambos passam por alterações estruturais que ativam mecanismos no interior da célula. Esses mecanismos produzem os efeitos especiais induzidos pelos hormônios.

Os receptores na superfície das membranas das células são constantemente renovados. Novos receptores são produzidos pelas células e inseridos na parede celular. E os receptores que reagiram com hormônios são decompostos quimicamente ou reciclados. A célula pode responder, se necessário, a concentrações anormais de hormônios no sangue, através de um aumento ou uma diminuição do número de receptores em sua superfície. Caso a concentração de um hormônio no sangue aumente, o número de receptores na parede celular pode ser diminuído, para manter o mesmo nível de interação hormonal na célula. Se a concentração hormonal no sangue diminuir, esse mecanismo de regulagem aumenta o número de receptores na célula.

Alguns hormônios são entregues diretamente ao tecido-alvo, em vez de ficarem circulando por toda a corrente sangüínea. É o caso dos hormônios do hipotálamo (uma parte do cérebro que controla o sistema endócrino), que são entregues diretamente à vizinha glândula hipófise, onde suas concentrações são centenas de vezes mais elevadas que no sistema circulatório.

Efeitos

Os efeitos dos hormônios são complexos, mas suas funções podem ser divididas em três grandes categorias. Alguns hormônios alteram a permeabilidade da membrana celular. Outros podem alterar a atividade de enzimas. E alguns estimulam a liberação de outros hormônios.

Estudos recentes demonstraram que os efeitos mais prolongados dos hormônios acabam por resultar na ativação de genes específicos. Quando um hormônio esteróide entra numa célula, por exemplo, ele se liga a um receptor no citoplasma da célula. Esse receptor torna-se ativo e penetra no núcleo da célula, onde se liga a áreas específicas do ácido desoxirribonucleico (DNA - longas moléculas que contêm genes individuais). Isso ativa alguns genes e desativa outros, alterando a atividade da célula. Os hormônios também regulam ácidos ribonucleicos (RNA), em sínteses de proteínas.

Um mesmo hormônio pode afetar um tecido de forma diferente daquela com que ele afetaria um outro tecido, pois os tecidos celulares estão programados para responder de forma diferente a um mesmo hormônio. Um mesmo hormônio pode também ter efeitos diferentes sobre um mesmo tecido em diferentes épocas da vida. Para aumentar ainda mais essa complexidade, alguns efeitos induzidos por hormônios podem exigir a ação de mais de um hormônio.

Este complexo sistema propicia controles de segurança, de forma que, em caso de deficiência de um hormônio, outros o compensarão.

Na mulher

Estrona, estradiol e estriol são os três mais importantes estrógenos produzidos no corpo humano. Por causa das suas respectivas posições na seqüência da biossíntese, a estrona é citada como E1, o estradiol como E2 e o estriol como E3. No estado de não-gravidez, a estrona e o estradiol são produzidos pelos ovários em quantidades de apenas 100 a 200 microgramas por dia, e o estriol é apenas um escasso subproduto do metabolismo da estrona. Durante a gravidez, no entanto, a placenta é a principal fonte de estrógenos, e o estriol é produzido em miligramas, ao passo que a estrona e o estradiol são produzidos em microgramas, sendo o estradiol excretado em menor quantidade. Após a menopausa, a estrona continua a ser feita através da conversão do esteróide adrenal chamado androstenediol, principalmente nos tecidos gordurosos e células musculares. Quanto mais gordura, mais estrona é produzida. Na verdade, algumas mulheres obesas produzem mais estrogênio na menopausa do que mulheres magras na pré-menopausa. No entanto, mulheres obesas não são imunes ao problema das ondas de calor.

O estriol produzido pela placenta é feito a partir de um hormônio chamado DHEA - (desidroepiandrosterona), suprido pela m&ãe ou pelo córtex adrenal do feto.

Por causa da participação do feto na formação do estriol, a medição desse hormônio pode ser um sensível indicador do bem-estar da placenta e/ou do feto. A placenta torna-se também a principal fonte de progesterona, produzindo entre 300 e 400 miligramas por dia, durante o o terceiro trimestre. O estriol e a progesterona são, portanto, os principais esteróides sexuais presentes durante a gravidez.

Os estrógenos, de uma maneira geral, tendem a promover a divisão celular, particularmente em tecidos sensíveis aos hormônios, como os da mama e os do revestimento uterino. Entre os três estrógenos, o estradiol é o que mais estimula o seio, e o estriol é o que menos estimula. O estradiol é 1.000 vezes mais potente em seus efeitos sobre os tecidos da mama do que o estriol. Estudos de duas décadas atrás mostraram claramente que uma exposição muito longa ao estradiol (e também à estrona, em menor proporção) aumenta o risco do câncer de mama, ao passo que o estriol é protetor.

O etinilestradiol sintético, comumente utilizado em anticoncepcionais e na suplementação de estrogênio, apresenta um risco ainda maior de câncer da mama, por ser eficientemente absorvido via oral e por ser metabolizado e excretado lentamente. Quanto mais tempo um estrógeno sintético permanecer no corpo, mais oportunidade ele tem de causar danos. Como esse fator da lentidão no metabolismo e na excreção é válido para todos os estrógenos sintéticos, seria lógico pensar-se que, em todos os casos de suplementação com estrógenos, os hormônios naturais são superiores.

O estriol é o estrógeno mais benéfico para a genitália, o cérvix e a vulva. Nos casos de atrofia ou secura vaginal na menopausa, que predispõe a ocorrência de vaginite e cistite, o estriol seria teoricamente o estrógeno mais eficaz (e mais seguro) na suplementação.

O estrogênio é responsável pelas alterações que ocorrem nas meninas na puberdade, como o crescimento e desenvolvimento da genitália, do útero e das trompas de Falópio. Ele causa o aumento no tamanho dos seios, através do crescimentos dos ductos, de tecido estromal e da gordura. O estrogênio contribui para a modelagem (conteúdo gorduroso) dos contornos do corpo feminino e para a maturação do esqueleto. Ele também é responsável pelo crescimento dos pelos das axilas e pubianos, bem como pela pigmentação das aréolas e mamilos dos seios.

Existem, sem dúvida alguma, boas razões evolucionárias para alguns dos efeitos aparentemente negativos do estrogênio no corpo humano, como a retenção de líquidos e o aumento de peso. Se considerarmos o estrogênio em termos de procriação e sobrevivência do feto, parece ser vantajoso para a criança que a mãe grávida tenha condições de armazenar gordura corpórea, como precaução para os períodos de escassez de alimentos.

Assim, os efeitos do estrogênio abrangem muito mais que sua ação de dar forma ao corpo feminino e que seu estímulo para o útero e seios. Em períodos de fome intensa, quando a mulher esteja nutricionalmente incapacitada de levar a cabo uma gravidez, a produção de estrogênio diminui, para evitar a fertilidade. Em tempos de constante abundância de alimentos, porém, os efeitos do estrogênio são potencialmente perigosos.

Quando a mulher consome muito mais calorias do que necessita, a produção de estrogênio aumenta proporcionalmente para níveis acima do normal, podendo assim preparar o terreno para a síndrome da predominância estrogênica e para um declínio exagerado de estrogênio na menopausa.

Na maioria dos países adiantados, as dietas alimentares são ricas em gordura animal, açúcar, amidos refinados e alimentos processados, fornecendo calorias em excesso às necessidades da mulher e dando origem a níveis estrogênicos duas vezes mais elevados que os das mulheres de países do Terceiro Mundo, de economias mais agrárias.

Nesse contexto, vale a pena comparar os efeitos fisiológicos do estrogênio e da progesterona:

Efeitos do estrogênio Efeitos da progesterona
cria um endométrio proliferativo mantém um endométrio secretor
causa estimulação dos seios protege contra o seio fibrocístico
aumenta a gordura corpórea auxilia no uso da gordura como energia
retenção de sal e de líquidos diurético natural
depressão e dores de cabeça antidepressivo natural
interfere nos hormônios da tireóide facilita a ação dos hormônios da tireóide
aumenta os coágulos no sangue normaliza a coagulação sangüínea
diminui a libido restaura a libido
enfraquece o controle do açúcar no sangue normaliza os níveis de açúcar no sangue
perda de zinco de retenção de cobre normaliza os níveis de zinco e de cobre
reduz o nível de oxigênio em todas as células restaura a nível adequado o oxigênio celular
aumenta os riscos de câncer do endométrio evita o câncer endométrico
aumenta riscos de câncer da mama ajuda a prevenir o câncer da mama
restringe um pouco a função dos osteoclastos estimula a construção óssea pelos osteoblastos
reduz o tônus vascular restaura o tônus vascular normal
aumenta riscos de doença na vesícula biliar necessária para a sobrevivência do embrião
aumenta o risco de doenças auto-imunes precursora dos corticosteróides

A progesterona é produzida principalmente pelo corpus luteum (corpo amarelo), o qual ocorre após a liberação do óvulo pelo folículo ovariano. Como não ocorre ovulação após a menopausa e como esse hormônio é produzido em diminutas quantidades por outras partes do corpo, a progesterona praticamente some do organismo da mulher na menopausa. Então, por óbvio, esse é o hormônio que deve ser reposto (se necessário), e não o estrogênio, cuja produção cai apenas uns 50 por cento na menopausa!

A progesterona natural parece ter sido totalmente negligenciada pela ciência médica, que tem se concentrado, erroneamente, no hormônio estrogênio.

Considerando que a progesterona natural não é patenteável e ainda é barata, não surpreende que isso tenha acontecido. É importante, porém, ter-se um entendimento e uma avaliação bem mais amplos a respeito deste extraordinário hormônio.

A progesterona é responsável por manter a secreção do endométrio, que é necessária para a sobrevivência do embrião, bem como pelo desenvolvimento do feto ao longo da gestação. É pouco percebido, no entanto, que a progesterona é a mãe de todos os hormônios. A progesterona é importante precursora na biossíntese dos corticosteróides supra-renais (hormônios que protegem contra o stress) e de todos os hormônios sexuais (testosterona e estrogênio).

Isso significa que a progesterona tem a faculdade de ser transformada em outros hormônios ao longo do caminho, à medida que e quando o organismo precisar deles. É preciso que seja enfatizado que o estrogênio e a testosterona são produtos metabólicos finais feitos da progesterona. Não havendo uma quantidade adequada de progesterona, o estrogênio e a testosterona não estarão suficientemente disponíveis no organismo.

Além de ser a precursora dos hormônios sexuais, a progesterona também facilita muitas outras funções fisiológicas importantes e intrínsecas, conforme amplamente descrito em outras partes deste site.

Menstruação & menopausa

Até recentemente, os médicos pensavam que a menopausa começava quando todos os óvulos do ovário se tivessem esgotados. Porém, trabalhos recentes demonstraram que a menopausa provavelmente não é desencadeada pelo ovário, mas sim pelo cérebro. Parece que tanto a puberdade quanto a menopausa são eventos acionados pelo cérebro.

A menstruação depende de uma complexa rede de comunicação hormonal entre os ovários, o hipotálamo, e a glândula pituitária (hipófise) no cérebro. O hipotálamo segrega um hormônio que libera gonadotrofina (GnRH), que desencadeia a produção do hormônio estimulador dos folículos (FSH) pela hipófise. O FSH então estimula o crescimento dos folículos do óvulo (pequeno saco ou glândula excretora) nos ovários, para provocar a ovulação. À medida que os folículos crescem, o estrogênio é produzido e lançado no sangue.

Esta reação em cadeia não é uma via de mão única. O estradiol, um dos estrógenos ovarianos na corrente sangüínea, também age sobre o hipotálamo, causando uma alteração no GnRH. A seguir, esse hormônio modificado estimula a hipófise a produzir o hormônio luteinizante (LH), o qual provoca a eclosão dos folículos e a liberação do óvulo. Após o óvulo ser expelido, também a progesterona é produzida pelos folículos, os quais se transformam em corpus luteum.

Todos os hormônios liberados durante o ciclo menstrual são segregados não de forma constante, contínua, mas sim em quantidades dramaticamente diferentes durante as diferentes partes do ciclo de 28 dias.

Nos primeiros oito a onze dias do ciclo menstrual, o ovário da mulher produz muito estrogênio. O estrogênio prepara os folículos para a liberação de um dos óvulos.

O estrogênio é responsável pela proliferação de mudanças que ocorrem durante a puberdade: o crescimento dos seios, o desenvolvimento do sistema reprodutivo e a forma feminina do corpo da mulher.

A taxa de secreção de estrogênio começa a diminuir ao redor do 13º dia, um dia antes de ocorrer a ovulação. À medida que o estrogênio diminui, a progesterona começa a aumentar, estimulando um crescimento muito rápido do folículo. Com o início da secreção da progesterona, ocorre também a ovulação. Depois que o óvulo é liberado do folículo, este começa a mudar, aumentando de tamanho e tornando-se um órgão diferente, conhecido como corpus luteum. A progesterona é segregada pelo corpus luteum, este minúsculo órgão com uma enorme capacidade para produzir hormônio. A onda de progesterona no período da ovulação é a fonte da libido – e não o estrogênio, como normalmente se pensa.

Após 10 ou 12 dias, se não ocorrer fertilização, a produção ovariana de progesterona cai drasticamente. É este declínio súbito nos níveis de progesterona que desencadeia a secreção endométrica (menstruação), o que leva a uma renovação de todo o ciclo menstrual.

A progesterona e o estrogênio originados nos ovários estimulam o crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero), como preparação para a fertilização. O estrogênio age no crescimento do tecido endométrico, enquanto a progesterona facilita a secreção nesse tecido que reveste o útero, a fim de que o óvulo fertilizado (ovo) possa ser implantado com sucesso. A progesterona em quantidade adequada é portanto o hormônio mais essencial para sobrevivência do óvulo fertilizado e do feto.

Ao redor dos 40 anos de idade, a interação entre os hormônios se altera, o que leva, com o passar do tempo, à menopausa. Como é que isso ocorre ainda não está bem claro. A menopausa pode ter início por alterações no hipotálamo e na hipófise, e não nos ovários. Os cientistas têm realizado experiências em que são substituídos os ovários de camundongos jovens por ovários de camundongos mais velhos e que já não conseguem reproduzir. Foi constatado que os camundongos jovens conseguem se acasalar e ter filhotes. Isso demonstra que ovários velhos colocados num ambiente jovem conseguem responder. Por outro lado, quando ovários jovens são colocados em camundongos velhos, estes não conseguem se reproduzir.

Seja qual for o mecanismo que desencadeia a menopausa, à medida que menos folículos são estimulados, diminui a quantidade de progesterona e de estrogênio produzidos pelos ovários, embora outros hormônios continuem a ser produzidos. De forma alguma os ovários murcham e param de funcionar, como popularmente se acredita. Com a redução desses hormônios, a menstruação torna-se escassa, irregular e acaba um dia cessando por completo.

No entanto, outras partes do corpo – como glândulas supra-renais, pele, músculos, cérebro, glândula pineal, folículos do cabelo e a gordura do corpo têm condições de produzir esses mesmos hormônios, possibilitando ao corpo feminino fazer ajustes no equilíbrio hormonal após a menopausa, desde que a mulher tenha cuidado bem de si mesma nos anos do período pré-menopausa, com um estilo de vida e dieta adequados, além da devida atenção para com a saúde mental e emocional.

A mulher que passa pela menopausa tem a oportunidade de entrar nessa fase da vida fortalecida pela sabedoria e pela criatividade, como nunca antes. Ela ganha acesso ao conhecimento interior profundo.

A renomada socióloga Margaret Mead disse: “Não há nada mais poderoso que uma mulher na menopausa e com entusiasmo!” Em muitas culturas ao redor do mundo a menopausa é uma transição e uma iniciação à realização do poder da mulher, totalmente sem sintomas. Ela é tida no mais alto conceito em sua comunidade, como uma idosa sábia e respeitada.

Fonte: www.novatrh.net

Hormônios

Definição

Os Hormônios são substância produzida por uma glândula e que atua sobre órgãos e tecidos situados à distância, depois de ter sido transportada pelo sangue.

Nos animais, os hormônios são o mais das vezes segregados pelas glândulas endócrinas, e asseguram correlações diversas entre os órgãos. A hipófise segrega vários hormônios que atuam sobre o crescimento e o funcionamento das outras glândulas endócrinas (o hormônio gonadotrópico influi principalmente sobre as funções sexuais).

A tireóide segrega a tirosina, que regula as combustões e o crescimento; os hormônios córtico-supra-renais, numerosos, intervêm nos diversos metabolismos e possuem ação antiinflamatória e tônica; os hormônios sexuais são segregados pelas gônadas (testículo ou ovário); a insulina é a secreção interna do pâncreas.

Nos vegetais, os hormônios intervêm no crescimento em altura, na florescência etc.

O que são

Os Hormônios são substâncias químicas produzidas por um grupo de células, numa parte do corpo e, secretadas na corrente sangüíneas, controlam ou ajudam no controle de outras células, em outra parte do corpo.

A secreção, como se faz diretamente na corrente sanguínea e não por ductos, como nas glândulas exócrinas, é denominada endócrina.

As glândulas responsáveis pela secreção dos hormônios, portanto, são classificadas como glândulas endócrinas.

TIPOS DE HORMÔNIOS

Podemos classificar os hormônios, quanto a natureza química dos mesmos, em 2 tipos:

1. Protéicos

São produzidos a partir de cadeias de aminoácidos. Geralmente são constituídos por pequenas proteínas ou fragmentos protéicos.

2. Esteróides

São sintetizados a partir do colesterol.

MECANISMOS DE AÇÃO DOS HORMÔNIOS:

Existem diversos mecanismos através dos quais os hormônios agem em suas respectivas células-alvo e fazem-nas executar alguma função.

Destes, 2 mecanismos são bastante importantes:

Ativação da adenilciclase e formação de AMP-cíclico intracelular

É o mecanismo geralmente utilizado pela grande maioria dos hormônios protéicos. O hormônio, uma vez ligado a um receptor específico localizado na membrana celular de uma célula-alvo, provoca a ativação de uma enzima intracelular (adenilciclase). Esta enzima converte parte do ATP intracelular em AMP-cíclico.

O AMP-cíclico, enquanto presente no interior da célula, executa na mesma uma série de alterações fisiológicas como: ativação de enzimas; alterações da mermeabilidade da membrana celular; modificações do grau de contração de músculo liso; ativação de síntese protéica; aumento na secreção celular.

Ativação de genes

É o mecanismo como agem, geralmente, os hormônios esteróides. Através deste mecanismo o hormônio, de encontro à sua respectiva célula-alvo, penetra em seu interior e então liga-se a um receptor específico. Ligado ao receptor o hormônio atinge o núcleo da célula, onde genes específicos seriam então ativados.

Com a ativação de determinados genes, moléculas de RNA mensageiro se deslocam para o citoplasma da célula e determinam a síntese de determinadas proteínas. Estas proteínas, então aumentam atividades específicas da célula.

PRINCIPAIS GLÂNDULAS ENDÓCRINAS Hipófise (pituitária) Anterior

Produz e secreta dezenas de hormônios.

Os principais e mais bem conhecidos são: GH, TSH, ACTH, FSH, LH e PROLACTINA.

Hipófise (pituitária Posterior

Secreta os hormônios (produzidos no hipotálamo): OCITOCINA e ADH (hormônio anti diurético).

Tireóide

Produz e secreta: TIROXINA (T4), TRIIODOTIRONINA (T3) e CALCITONINA.

Paratireóides

Produzem e secretam: PARATORMÔNIO.

Pâncreas

Produzem e secretam: INSULINA e GLUCAGON.

Cortex das Supra Renais

Produzem e secretam dezenas de hormônios.

Os mais importantes são: ALDOSTERONA, CORTISOL, HORMÔNIOS ANDROGÊNIOS.

Testículos

Produzem e secretam o hormônio masculino TESTOSTERONA.

Ovários

Produzem e secretam os hormônios femininos: ESTROGÊNIO e PROGESTERONA.

Milton Carlos Malaghini

Fonte: www.geocities.com

Hormônios

Principais hormônios

Adrenocorticotrofina Hipófise (anterior) Córtex supra-renal Ativa a secreção de hidrocortisona pela glândula supra-renal
Hormônio do crescimento Hipófise (anterior) Corpo inteiro Estimula o crescimento e o desenvolvimento
Hormônio folículo-estimulante (FSH) Hipófise (anterior) Glândulas sexuais Estimula o amadurecimento do óvulo na mulher e a produção de espermatozóides no homem
Hormônio luteinizante (LH) Hipófise (anterior) Glândulas sexuais Estimula a ovulação na mulher e a secreção de testosterona no homem
Prolactina Hipófise (anterior) Glândulas mamárias Estimula a produção de leite nos seios após o parto
Tireotrofina Hipófise (anterior) Glândula tireóide Ativa a secreção dos hormônios da tireóide
Hormônio estimulante dos melanócitos (MSH) Hipófise (anterior) Células produtoras de melanina Controla a pigmentação da pele
Hormônio antidiurético Hipófise (posterior) Rins Regula a retenção de líquidos e a pressão sangüínea
Oxitocina Hipófise (posterior) Útero 
 
Glândulas mamárias
Ativa as contrações uterinas no parto  
Estimula a lactação após o parto
Melatonina Pineal   Ainda não se  
  sabe ao certo, 
  embora seja 
  possível que as 
  células pigmentárias 
  e os órgãos sexuais 
  sejam afetados
Pode afetar a pigmentação da pele; pode regular os biorritmos (padrões de sono/vigília) e prevenir o jet lag
Calcitonina Tireóide Ossos Controla o nível de cálcio no sangue, depositando-o nos ossos
Hormônio tireoidiano Tireóide Corpo inteiro Aumenta a taxa metabólica do corpo; promove o crescimento e o desenvolvimento normais
Hormônio paratireoidiano Paratireóides Ossos, intestinos e rins Regula o nível de cálcio no sangue
Timosina Timo Glóbulos brancos do sangue Promove o crescimento e o desenvolvimento dos glóbulos brancos, ajudando o corpo a combater as infecções
Aldosterona Glândulas supra-renais Rins Regula os níveis de sódio e potássio no sangue para controlar a pressão sangüínea
Hidrocortisona Glândulas supra-renais Corpo inteiro Exerce um papel-chave na resposta ao estresse; aumenta os níveis de glicose no sangue e mobiliza as reservas de gordura; reduz inflamações
Adrenalina Glândulas supra-renais Músculos e vasos sangüíneos Aumenta a pressão sangüínea, a taxa cardíaca e metabólica e os níveis de açúcar no sangue; dilata os vasos sangüíneos. Também liberado durante a realização de exercícios físicos
Noradrenalina Glândulas supra-renais Músculos e vasos sangüíneos Aumenta a pressão sangüínea e o ritmo cardíaco; constringe os vasos sangüíneos
Glucagon Pâncreas Fígado Estimula a decomposição do glicogênio (carboidratos armazenados) em glicose (açúcar do sangue); regula o nível de glicose no sangue
Insulina Pâncreas Corpo inteiro Regula os níveis de glicose no sangue; aumenta o armazenamento de glicogênio; facilita a absorção de glicose nas células do corpo
Estrogênio Ovários Aparelho reprodutor feminino Promove o desenvolvimento e o crescimento sexual; mantém o funcionamento adequado do aparelho reprodutor feminino
Progesterona Ovários Glândulas mamárias 
Útero
Prepara o útero para a gravidez
Testosterona Testículos Corpo inteiro Promove o desenvolvimento e o crescimento sexual; mantém o funcionamento apropriado do aparelho reprodutor masculino
Eritropoietina Rins Medula óssea Produz glóbulos sangüíneos vermelhos

Fonte: togyn.br.tripod.com

Hormônios

HORMÔNIOS HIPOFISÁRIOS

HIPÓFISE

A Hipófise (ou Pituitária) é uma pequena glândula localizada em uma cavidade craniana chamada sela túrsica.

É dividida em 2 partes, uma bem diferente da outra: Hipófise Anterior (Adenohipófise) e Hipófise Posterior (Neurohipófise).

ADENOHIPÓFISE

Formada por tipos bastante variados de células, produz e secreta na circulação dezenas de hormônios.

Os mais importantes e bem conhecidos são:

HG (somatotropina)

Hormônio do crescimento - promove um crescimento na maioria dos tecidos do nosso corpo.

TSH (tireotropina)

Hormônio estimulante da tireóide - estimula as células foliculares tireoideanas a aumentarem a síntese e liberação dos hormônios tireoideanos.

ACTH (corticotropina)

Hormônio estimulante da córtex da supra-renal - estimula a córtex da glândula supra-renal a aumentar a síntese e liberação de seus hormônios.

FSH (gonadotropina)

Hormônio folículo-estimulante - estimula o crescimento e desenvolvimento dos folículos ovarianos (na mulher) e a proliferação do epitélio germinativo e espermatogênese (no homem).

LH (gonadotropina)

Hormônio luteinizante - um dos grandes responsáveis pela ovulação, mantém o corpo lúteo em atividade (na mulher) e estimula a produção de testosterona pelas células de Leydig (no homem).

PROLACTINA

Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias.

NEUROHIPÓFISE

ADH - hormônio anti diurético - produzido pelos núcleos supra-ópticos do hipotálamo, age no túbulo contornado distal e no ducto coletor do nefron, aumentando a permeabilidade à água nestes segmentos.

OCITOCINA - produzido pelos núcleos paraventriculares do hipotálamo, promove contração da musculatura lisa uterina (muito importante durante o trabalho de parto) e contração das células mio-epiteliais, nas mamas, contribuindo para a ejeção do leite (durante a fase de amamentação).

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO (GH)

É uma pequena proteína, produzida e secretada pela glândula hipófise anterior.

Durante a fase de crescimento, sob ação deste hormônio, quase todas as células nos tecidos aumentam em volume e em número, propiciando um crescimento dos tecidos, dos órgãos e, consequentemente, o crescimento corporal.

Alguns de seus principais e conhecidos efeitos nos tecidos são:

Aumento na síntese protéica celular - Isso ocorre porque o hormônio do crescimento aumenta o transporte de aminoácidos através da membrana celular, aumenta a formação de RNA e aumenta os ribossomas no interior das células. Tudo isso proporciona, nas células, melhores condições para que as mesmas sintetizem mais proteínas.

Menor utilização de glicose pelas células para produção de energia - promove, assim, um efeito poupador de glicose no organismo.

Aumento da utilização de gordura pelas células para produção de energia - ocorre, também, uma maior mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos para que os mesmos sejam utilizados pelas células. Uma consequência disso é a redução dos depósitos de gordura nos tecidos adiposos.

Devido aos efeitos acima citados, observa-se um importante aumento na quantidade de proteínas em nossos tecidos. Em consequência do aumento das proteínas e de um maior armazenamento de glicogênio no interior das células, estas aumentam em volume e em número. Portanto observamos um aumento no tamanho de quase todos os tecidos e órgãos do nosso corpo.

CRESCIMENTO ÓSSEO

O efeito do hormônio do crescimento no crescimento ósseo ocorre de uma forma indireta: O hormônio do crescimento estimula nas células hepáticas e, em menor proporção, nos rins a produção de uma substância denominada somatomedina. A somatomedina estimula a síntese de substância fundamental na matriz óssea, necessária ao crescimento deste tecido. Portanto, um defict na produção de hormônio do crescimento acarreta também um defict no crescimento em estatura.

Embora o crescimento estatural cesse a partir da adolescência, o hormônio do crescimento continua a ser secretado por toda a vida. Ocorre apenas uma pequena redução em sua secreção após a adolescência. O crescimento estatural não mais ocorre, a partir desta fase, devido ao esgotamento da cartilagem de crescimento dos ossos longos, impedindo o crescimento dos mesmos em comprimento. Porém ossos mais membranosos, como os do nariz, continuarão a crescer lentamente.

CONTROLE DA SECREÇÃO

A quantidade de hormônio do crescimento secretada a cada momento depende de diversos fatores.

A regulação da secreção é feita através o Fator de Liberação da Somatotropina (GRF), produzida no hipotálamo. Este fator atinge a adeno hipófise através do sistema porta hipotálamo-hipofisário e estimula esta glândula a produzir e secretar maiores quantidades do hormônio do crescimento.

Um dos mais importantes fatores que influenciam a secreção de GRF pelo hipotálamo e, como consequência, maior secreção de GH pela hipófise, é a quantidade de proteínas no interior das células em nosso organismo. Quando as proteínas estão em quantidade baixa, como ocorre na desnutrição, o GRF é secretado em maior quantidade e, consequentemente, o GH também o faz. Como resultado haverá, nas células, um estímulo para que ocorra uma maior síntese de proteínas.

ANORMALIDADES NA SECREÇÃO DO GH

Uma insuficiência na secreção do GH desde a infância acarreta numa situação denominada nanismo. O indivíduo acaba ficando com uma baixa estatura e com seus órgãos internos, proporcionalmente, menores.

Uma hipersecreção anormal do GH desde a infância promove um crescimento exagerado de todos os tecidos e, inclusive, dos ossos longos. O resultado é uma condição denominada gigantismo.

Mas se a hipersecreção ocorrer somente após a adolescência, quando os ossos longos já estariam com sua capacidade de crescimento em comprimento esgotada, o resultado será um crescimento desproporcional em diversas vísceras, tecidos moles, órgãos internos e alguns ossos membranosos como os das mãos, pés, nariz e mandíbula. Tal condição é denominada acromegalia.

REGULAÇÃO DA SECREÇÃO

A secreção dos hormônios tireoideanos é controlada pelo hormônio hipofisário tireotropina (TSH): Um aumento na liberação de TSH pela adeno-hipófise promove, na tireóide, um aumento na captação de iodeto, na síntese de tireoglobulina e em diversas outras etapas na produção dos hormônios T3 e T4. Como resultado aumenta a síntese e liberação destes hormônios e o metabolismo basal celular, de um modo geral, aumenta. A secreção de TSH, por sua vez, é estimulada pelo fator de liberação da tireotropina (TRF), produzida pelo hipotálamo.

Ocorre um mecanismo de feed-back negativo no controle de secreção dos hormônios tireoideanos: na medida em que ocorre um aumento na secreção dos hormônios T3 e T4, o metabolismo celular aumenta. Este aumento promove, a nível de hipotálamo, redução na secreção de TRF, o que provoca, como consequência, uma redução na secreção de TSH pela adeno-hipófise e, consequentemente, redução de T3 e T4 pela tireóide, reduzindo o metabolismo basal celular.

HORMÔNIOS DA CORTEX DA SUPRA-RENAL

A supra-renal (ou adrenal), localizada acima de cada rim, com dimensões aproximadas de 5 cm. por 1 cm., apresenta 2 tecidos histologicamente e fisiologicamente bem distintos: medula e córtex.

A medula secreta adrenalina e nor-adrenalina e faz parte do sistema nervoso autônomo (simpático).

Já a córtex, importante glândula endócrina, produz e secreta dezenas de hormônios. Todos os hormônios secretados por este tecido são sintetizados a partir do colesterol e pertencem, portanto, ao grupo dos hormônios esteróides.

Os diversos hormônios produzidos pela córtex da adrenal, de acordo com seus efeitos, são divididos em grupos:

Mineralocorticóides: atuam no metabolismo de minerais, principalmente no controle dos íons sódio e potássio. O principal mineralocorticóide, responsável por pelo mentos 95% da função mineralocorticóide da supra-renal, é o hormônio aldosterona.

Outros mineralocorticóides bem menos importantes são: desoxicorticosterona e corticosterona.

Glicocorticóides: atuam no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras. O principal hormônio deste grupo é o cortisol.

Androgênios: produzem efeitos masculinizantes, semelhantes àqueles produzidos pela testosterona, secretada em grande quantidade pelas gônadas masculinas.

A córtex da adrenal é dividida em 3 camadas:

Zona glomerulosa
Zona fasciculada
Zona reticular

A aldosterona é produzida na zona glomerulosa; as zonas fasciculada e retitular produzem cortisol e androgênios.

ALDOSTERONA

Principal mineralocorticóide, controla os níveis plasmáticos dos íons sódio e potássio. Exerce seu efeito no túbulo contornado distal e no ducto coletor do nefron, aumentando a reabsorção de sódio e a excreção de potássio. Como este transporte é mais efetivo ao sódio do que ao potássio, mais cátions são reabsorvidos do que excretados nestes segmentos distais do nefron. A reabsorção de sódio provoca, por atração iônica, reabsorção também de cloretos. A reabsorção de sal (NaCl), por sua vez, reabsorve água (por osmose). Portanto, um aumento na secreção de aldosterona, pela supra-renal, promove nos túbulos renais um aumento na reabsorção de sal e água. Um aumento na reabsorção de sal e água promove, como consequência, um aumento no volume do líquido no compartimento extra-celular. Isto faz com que ocorra um aumento no volume sanguíneo e no débito cardíaco. Como consequência ocorre também um aumento na pressão arterial.

CONTROLE DA SECREÇÃO DE ALDOSTERONA

Existem diversos fatores que influem na secreção da aldosterona.

Os principais são:

Potássio: Um aumento no nível plasmático deste íon estimula a zona glomerulosa a aumentar a secreção de aldosterona.
Angiotensina:
Também exerce um importante efeito estimulante na secreção de aldosterona.
Sódio:
Quanto menor sua concentração no líquido extra-celular, maior é a secreção de aldosterona.
ACTH:
Estimula principalmente a secreção de cortisol, mas exerce também um pequeno efeito estimulador de aldosterona.

CORTISOL

Exerce importantes efeitos no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras. Além disso estabiliza membrana de lisossomas.

Efeitos no metabolismo dos carboidratos

O cortisol reduz a utilização da glicose pelas células, reduz a glicogênese e aumenta a glicogenólise. Como consequência aumenta a glicemia.

Efeitos no metabolismo das proteínas

O cortisol faz com que as células, de um modo geral, reduzam a síntese de proteínas e aumentem a lise das mesmas: Isso promove uma redução das proteínas e uma aumento na quantidade de aminoácidos circulantes.

No fígado ocorre o contrário: aumento na síntese e redução na lise protéica. Como consequência, aumento na quantidade de proteínas plasmáticas.

Efeitos nos metabolismo das gorduras

O cortisol aumenta a mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos e a utilização das gorduras pelas células para produção de energia.

Efeitos na membrana dos lisossomas

O cortisol estabiliza a membrana dos lisossomas, dificultando seu rompimento durante uma lesão tecidual.

CONTROLE DA SECREÇÃO DE CORTISOL

Existem diversos fatores que influem na secreção de cortisol, muitos ainda não bem esclarecidos. Um importante e conhecido fator estimulante da secreção de cortisol relaciona-se com o stress. Qualquer condição que cause stress físico (lesões teciduais diversas, como fraturas, entorses, contusões musculares, traumas, queimaduras, etc.), dor, infecções, fome, sofrimento e outros, estimulam o hipotálamo a secretar o fator de liberação da corticotropina (CRF). Este fator estimula a hipófise anterior a aumentar a secreção de ACTH. O ACTH estimula a córtex da adrenal a aumentar a secreção de cortisol. O cortisol aumentado, com os efeitos acima descritos, propicia aos tecidos lesados condições necessárias para que os mesmos se restabeleçam o mais rapidamente possível das alterações, reduzindo portanto o stress.

HORMÔNIOS ANDROGÊNIOS

São bastante semelhantes ao hormônio masculino testosterona e são secretados, felizmente, em quantidades bastante baixas. Quando ocorre uma hiper-secreção anormal destes hormônios em crianças ou em mulheres, efeitos masculinizantes como puberdade precoce, pilificação, calvície em pessoas hereditariamente predispostas, voz mais grave, aumento nas dimensões do falo ou clítoris, além de outras alterações podem ser observadas.

PARATORMÔNIO E CALCITONINA

O paratormônio é produzido pelas glândulas paratireóides, localizadas posteriormente à glândula tireóide.

A calcitonina é produzida pelas células parafoliculares da tireóide (estas não fazem parte dos folículos tireoideanos).

Ambos os hormônios atuam no metabolismo do íon cálcio, sendo importantes no controle do normal nível plasmático deste íon.

Mais de 99% do cálcio presente em nosso corpo se encontra depositado em tecidos como ossos e dentes. Sendo assim, o cálcio na forma iônica dissolvida em nosso plasma corresponde a menos de 1% do total de cálcio que possuímos.

É muito importante que o nível de cálcio plasmático se mantenha dentro do normal, pois:

Em uma situação de hipercalcemia as membranas das células escitáveis se tornam menos permeáveis ao sódio, o que reduz a excitabilidade da mesma. Como consequência, ocorre uma hipotonia muscular esquelética generalizada. No músculo cardíaco ocorre um aumento da força contrátil durante a sístole ou mesmo uma parada cardíaca, devido à redução da excitabilidade das fibras de purkinje.

Em uma situação de hipocalcemia, ao contrário, as membranas celulares se tornam excessivamente permeáveis aos íons sódio. O aumento na permeabilidade ao sódio torna as membranas mais excitáveis. Os músculos esqueléticos se tornam mais hipertônicos, podendo ocorrer inclusive uma manifestação de tetania (hipocalcêmica). O músculo cardíaco se contrai com menos força.

Quando o nível plasmático de cálcio se torna abaixo do normal, as paratireóides aumentam a secreção de paratormônio. Este faz com que a calcemia aumente, retornando ao normal.

Quando o nível plasmático de cálcio se torna acima do normal, as células parafoliculares da tireóide aumentam a secreção de calcitonina. Esta faz com que a calcemia se reduza, retornando ao normal.

Desta forma estes 2 hormônios, juntos, controlam o nível plasmático de cálcio, mantendo-o dentro do normal e evitando, assim, uma hipercalcemia ou uma hipocalcemia.

O paratormônio é o mais importante hormônio responsável pelo controle do nível plasmático de cálcio em nosso organismo.

Vejamos alguns efeitos destes hormônios

NOS OSSOS

No tecido ósseo existe uma constante atividade osteoblástica (síntese de matriz, com impregnação de íons cálcio e fosfato na mesma) e uma constante atividade osteoclástica (lise do tecido ósseo com mobilização de íons cálcio e fosfato do tecido ósseo para os líquidos corporais). A atividade osteoblástica é feita por células chamadas osteoblastos; a atividade osteoclástica, por sua vez, pelos osteoclastos.

Um aumento na secreção de paratormônio promove, nos ossos, um aumento da atividade osteoclástica, o que transfere íons cálcio e fosfato destes tecidos para o sangue. Além disso, o paratormônio aumenta também a atividade da membrana osteocítica que, por meio de transporte ativo, transfere grande quantidade de íons cálcio dos ossos para o sangue. Ambos os eventos promovem uma elevação da calcemia.

Um aumento na secreção de calcitonina promove, nos ossos, um aumento da atividade osteoblástica. Através desta, ocorre uma maior síntese de tecido ósseo (matriz protéica), o que atrai grande quantidade de íons cálcio e fosfato do sangue para este novo tecido. Na matriz, cálcio e fosfato combinam-se entre sí e com outros íons, formando os diversos sais ósseos, que são responsáveis pela rigidez do tecido ósseo.

Os mais importantes sais ósseos são: fosfato de cálcio, carbonato de cálcio e hidroxiapatita. O aumento da atividade osteoblástica, portanto, promove uma redução da calcemia, pois uma considerável quantidade de cálcio migra do sangue para os ossos.

NO SISTEMA DIGESTÓRIO

Como diariamente todos temos uma pequena perda de cálcio através da diurese, é importante que também tenhamos, pelo menos, uma reposição desta perda através de nossa alimentação.

O cálcio, presente em diversos alimentos, é absorvido através da parede do intestino delgado (transporte ativo). Mas para que ocorra uma adequada absorção se faz necessário a presença de uma substância denominada 1,25-diidroxicolecalciferol.

Vejamos como se forma esta substância:

Na nossa pele existe, em abundância, um derivado do colesterol denominado 7-deidrocolesterol. Através da irradiação ultravioleta (pelos raios solares) grande parte desta substância é convertida em colecalciferol (vitamina D3). No fígado, o colecalciferol é convertido em 25-hidroxicolecalciferol. Este, nos rins, converte-se em 1,25-diidroxicolecalciferol (esta conversão também exige a presença de paratormônio).

Portanto, para que ocorra uma boa absorção de cálcio através de nosso sistema digestório, é necessário que:

O cálcio esteja presente no alimento.
Não haja falta de vitamina D3 em nosso organismo (para isso é necessária a exposição do corpo aos raios solares ou uma alimentação rica em fontes desta vitamina).
A presença do hormônio paratormônio (para que ocorra a conversão de 25-hidroxicolecalciferol em 1,25-diidroxicolecalciferol).

NO SISTEMA URINÁRIO

Nos túbulos contornados distais existe um mecanismo que reabsorve íons cálcio do lumen tubular para o interstício (e, consequentemente, para o sangue) ao mesmo tempo em que transporta íons fosfato em sentido contrário. Na presença de paratormônio este transporte aumenta, fazendo com que mais cálcio seja reabsorvido (reduzindo a perda urinária deste íon) ao mesmo tempo em que mais íons fosfato seja excretado (aumentando a perda urinária de fosfato).

INSULINA E GLUCAGON

O tecido pancreático é constituído por numerosos ácinos (ácinos pancreáticos), que são responsáveis pela produção das diversas enzimas secretadas através do ducto pancreático no tubo digestório. Tais enzimas constituem um tipo de secreção denominada secreção exócrina.

Além dessa função exócrina, o tecido pancreático secreta também hormônios, diretamente à corrente sanguínea. A secreção endócrina do pâncreas é feita através de milhares de grupamentos celulares denominados Ilhotas de Langerhans, distribuídas por todo o tecido pancreático.

Cada Ilhota de Langerhans é constituída por diversos tipos de células. Destacam-se as células alfa, que produzem o hormônio glucagon e as células beta, que produzem a insulina.

Ambos os hormônios, insulina e glucagon, são bastante importantes devido aos seus efeitos no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

INSULINA

Produzida pelas células beta das ilhotas de Langerhans, atua no metabolismo dos carboidratos, proteínas e gorduras.

Efeitos da insulina no metabolismo dos carboidratos:

Aumento no transporte de glicose através da membrana celular
Aumento na disponibilidade de glicose no líquido intracelular
Aumento na utilização de glicose pelas células
Aumento na glicogênese (polimerização de glicose, formando glicogênio), principalmente no fígado e nos músculos
Aumento na transformação de glicose em gordura

Efeitos da insulina no metabolismo das proteínas:

Aumento no transporte de aminoácidos através da membrana celular
Maior disponibilidade de aminoácidos no líquido intracelular
Aumento na quantidade de RNA no líquido intracelular
Aumento na atividade dos ribossomas no interior das células
Aumento na síntese protéica
Redução na lise protéica
Aumento no crescimento

Efeitos da insulina no metabolismo das gorduras:

Aumento na transformação de glicose em gordura
Redução na mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos redução na utilização de ácidos graxos pelas células.

GLUCAGON

Secretado pelas células alfa das ilhotas de Langerhans, é muito importante principalmente para evitar que ocorra uma hipoglicemia acentuada no organismo de uma pessoa.

Quando a concentração de glicose no sangue atinge valores baixos, as células alfa das ilhotas de Langerhans liberam uma maior quantidade de glucagon.

O glucagon, então, faz com que a glicose sanguínea aumente e retorne aos valores aceitáveis como normal.

Os principais mecanismos através dos quais o glucagon faz aumentar a glicemia são:

Aumento na glicogenólise (despolimerização do glicogênio armazenado nos tecidos, liberando glicose para a circulação)

Aumento na gliconeogênese, através da qual elementos que não são carboidratos (proteínas e glicerol) transformam-se em glicose.

Fonte: www.sogab.com.br

Hormônios

Hormônio, substância produzida pelos animais e vegetais para regular processos corporais, tais como o crescimento, o metabolismo, a reprodução e o funcionamento dos diversos órgãos. Nos animais, os hormônios são segregados pelas glândulas endócrinas diretamente no sangue.

Há um equilíbrio dinâmico entre os diferentes hormônios, que produzem seus efeitos em concentrações muito pequenas. Sua distribuição pela corrente sanguínea é mais lenta do que uma reação nervosa, mas mantém-se por um período mais prolongado. Os órgãos principais envolvidos na produção de hormônios são o hipotálamo, a hipófise, a tireóide, a glândula supra-renal, o pâncreas, a paratireóide, as gônadas, a placenta e, em certos casos, a mucosa do intestino delgado.

A hipófise segrega, entre outros, a prolactina, o hormônio estimulante dos melanócitos e a oxicitocina. O hormônio produzido pela tireóide estimula o metabolismo geral e o secretado pela paratireóide controla a concentração de cálcio e fósforo no sangue. O pâncreas segrega pelo menos dois hormônios, a insulina e o glucagon, que regulam o metabolismo dos carboidratos. As glândulas supra-renais contêm hormônios que controlam a concentração de sais e de água nos líquidos corporais e outros que afetam os caracteres sexuais secundários. Produzem ainda adrenalina. As gônadas secretam hormônios que controlam o desenvolvimento sexual e os diversos processos implicados na reprodução. A membrana mucosa do intestino delgado produz um grupo especial de hormônios em uma fase da digestão.

A deficiência ou excesso de qualquer hormônio altera o equilíbrio químico, essencial à saúde, ao crescimento normal e, em casos extremos, à vida.

Hipófise

1. INTRODUÇÃO

Glândula endócrina principal dos vertebrados. Os hormônios que segrega controlam o funcionamento de quase todas as demais glândulas endócrinas do organismo.

Conta com dois lóbulos — o anterior ou adeno-hipófise e o posterior ou neuro-hipófise — com estruturas e funções diferentes. A área situada entre os dois chama-se lóbulo intermediário, que é desenvolvida apenas nos seres humanos.

2. LÓBULO ANTERIOR

Contém grandes quantidades de hormônios que controlam de dez a doze funções do corpo. O hormônio do crescimento (GH) é essencial para o desenvolvimento do esqueleto. O hormônio estimulante da tireóide (TSH) controla o funcionamento normal desta glâdula e o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) controla a atividade do córtex supra-renal. A prolactina inicia a secreção mamária durante a lactação. O folículo-estimulante (FSH) induz a formação do folículo de De Graaf na mulher e o desenvolvimento dos espermatozóides no homem, e o hormônio luteinizante (LH) induz a lactação e a produção de testosterona.

3. LÓBULO INTERMEDIÁRIO

Nos vertebrados inferiores, segrega o hormônio estimulante dos melanócitos, causando mudanças na cor da pele.

4. LÓBULO POSTERIOR

No lóbulo posterior, segregam-se dois hormônios: o hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina, que controla a quantidade de urina excretada, e a oxitocina, que provoca a contração das fibras do músculo liso do útero, intestinos e arteríolas.

5. DISTÚRBIOS HIPOFISÁRIOS

O funcionamento da hipófise é alterado por fatores diversos, como tumores, coágulos de sangue e infecções. O nanismo é provocado por uma redução na secreção do lóbulo anterior da hipófise.

A superprodução de somatotropina causa a acromegalia. As deficiências do lóbulo posterior ocasionam a diabetes insípida.

A hipófise, chamada a maestra das glândulas endócrinas, segrega hormônios que controlam a atividade de outras glândulas endócrinas e regulam vários processos biológicos. Suas secreções incluem o hormônio do crescimento (que estimula a atividade celular nos ossos, cartilagem e outros tecidos estruturais); o hormônio estimulante da tireóide (que faz com que a tireóide libere hormônios reguladores do metabolismo); o hormônio antidiurético (que induz o rim a excretar menos água na urina); os hormônios estimulantes das gônadas e a prolactina (que estimula a produção do leite e o desenvolvimento das mamas nas fêmeas). A hipófise é regulada, tanto de forma neuronal como hormonal, pelo hipotálamo, situado no cérebro

Cretinismo, doença provocada pela ausência congênita de tiroxina, hormônio secretado pela glândula tireóide. Caracteriza-se pelo retardo físico e mental, estatura baixa, extremidades deformadas, feições grosseiras e pêlo escasso e áspero. Muitos países fazem, como rotina, o diagnóstico precoce em todos os recém-nascidos. O cretinismo endêmico ocorre em áreas onde existe um déficit de sal iodado na água. O iodo é um componente essencial para a síntese de tiroxina.

Tireóide, glândula endócrina encontrada em quase todos os vertebrados e localizada na parte anterior e em cada lado da traquéia.

Segrega um hormônio que controla o metabolismo e o crescimento. Acumula cerca de 25% do total de iodo do organismo.

A glândula tireóide humana é um órgão de cor entre castanho e vermelho claro, com dois lóbulos ligados por um istmo. Os dois hormônios tireoidianos são tiroxina e triiodotironina.

Glândula supra-renal, órgão vital situado sobre a extremidade superior de cada rim nos seres humanos. As duas partes da glândula — a porção interna ou medula e a externa ou córtex — são órgãos endócrinos independentes.

A medula secreta o hormônio adrenalina e o córtex segrega a hidrocortisona e a corticosterona, que regulam o metabolismo das proteínas, carboidratos e gorduras.

Pâncreas, glândula sólida localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome. Produz uma secreção exócrina e uma endócrina. A primeira é composta por um conjunto de enzimas, liberadas no intestino para ajudar a digestão, a segunda é a insulina. Quando esta não é produzida em quantidades suficientes, dá origem a uma diabetes.

Androgênio, termo que engloba os hormônios sexuais masculinos, substâncias que induzem e mantêm as características sexuais secundárias nos homens. Os principais androgênios são a testosterona e a androsterona. Encontrados nos testículos e nas glândulas supra-renais, aonde são produzidos, circulam no sangue e são excretados na urina. Com a produção iniciada na puberdade, a função principal dos androgênios é tanto a estimulação das características sexuais secundárias, como o desenvolvimento dos órgãos genitais, o amadurecimento do esperma, o crescimento dos pelos corporais e as mudanças na laringe que tornam a voz mais grave. Durante o desenvolvimento masculino, intervêm no aumento da massa muscular e de tecido ósseo.

Testosterona, principal hormônio masculino ou androgênio; é produzido nos testículos por influência do hormônio luteinizante segregado pela hipófise.

A testosterona estimula a formação de espermatozóides e o surgimento dos caracteres sexuais secundários masculinos depois da puberdade.

Estrogênio, grupo de hormônios esteróides envolvidos no desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários da mulher, na regulação do ciclo menstrual e da ovulação e na gravidez. Também recebe o nome de estrógeno.

Nas mulheres, são sintetizados nos ovários, na placenta (durante a gestação) e na glândula supra-renal. Na puberdade, o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários femininos deve-se, em parte, à ausência de testosterona, mas também é causado pela produção de pequenas quantidades de estrógenos.

Durante o ciclo menstrual, a variação dos níveis de estrógenos influi no desenvolvimento, a cada mês, do óvulo no ovário, no controle da ovulação e na proliferação do revestimento uterino (endométrio), que precede ao sangramento mensal (veja Menstruação). O estrógeno controla ainda a quantidade de muco segregada pelas glândulas cervicais que existem no colo do útero ou cérvix. Durante a gravidez, o estrógeno é responsável pelo crescimento do útero e do trato genital inferior e pelo desenvolvimento do sistema de ductos (que produzem o leite) nas mamas.

CONTRACEPTIVOS ORAIS

Há dois tipos principais de contraceptivos orais, que alteram o equilíbrio dos hormônios que agem sobre o aparelho reprodutor humano: a pílula combinada, que contém estrógenos e progesterona, evita a ovulação, e a pílula que contém apenas progesterona, que altera o muco vaginal e o endométrio, com o objetivo de impedir a fecundação ou a implantação.

Progesterona, hormônio produzido pelas células do corpo lúteo do ovário. Sua função principal é a preparação da membrana mucosa do útero para a recepção do óvulo. Estimula ainda a produção de leite durante o aleitamento.

Gonadotrofina, um dos hormônios envolvidos no funcionamento do aparelho reprodutor. A hipófise segrega o hormônio estimulante do folículo e o hormônio luteinizante. A gonadotrofina coriônica é produzida pela placenta e mantém as condições adequadas para que o feto se desenvolva dentro do útero.

Veja mais:

1.Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas endócrinas ou mistas (exócrinas e endócrinas) que são lançadas na corrente sanguínea e vão atuar em determinadas células, as células alvo.

2.São glândulas do sistema endócrino: a hipófise, a tireóide, a paratireóide, as supra-rernais ou adrenais, o pâncreas, os testículos e os ovários.

3.Feed-back ou retroalimentação são atuações dos hormônios sobre células alvo, produtoras de hormônios, que, dependendo do incentivo para a liberação de seus hormônios, passam a controlar o local de origem dos estímulos.

4.A Hipófise, localiza-se na base do crânio, em uma depressão do osso esfenóide, denominada sela túrsica.

Apresenta duas regiões distintas: a adeno-hipófise e a neuro-hipófise. A adeno-hipófise é a parte secretora da hipófise e a neuro-hipófise a parte nervosa.

5.Os principais hormônios produzidos na adeno-hipófise são: S.T.H. - Hormônio do crescimento ou somatrotófico – é o hormônio que promove o crescimento dos ossos, músculos e cartilagens. Prolactina - estimula a produção do leite. Hormônio tireotrófico (TSH) - estimula a hipófise a produzir seus hormônios (T3 e T4). Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - estimula o córtex das adrenais a produzir seus hormônios. Hormônio gonadotróficos- vão estimular as gônadas (testículos e ovários) a liberar FSH- h. folículo estimulante, LH- h. luteinizante e o ICSH- h. estimulador das células intersticiais dos testículos. Hormônios melanotrófico (MSH) - estimula a produção de melanina.

6.A neuro-hipófise não produz hormônios, entretanto, acumula e libera dois hormônios produzidos no hipotálamo: Ocitocina- estimular a musculatura lisa responsável pelas contrações do parto e a ejeção do leite pelas glândulas mamárias. Hormônio antidiurético (ADH)- promovendo a reabsorção da água nos túbulos dos néfrons e provocando a diabetes insípidus.

7.A glândula tireóide, localiza-se na frente da traquéia e atua na produção dos seguintes hormônios: T3 ou triiodotironina e T4 , tetraiodotironina ou tiroxina. A falta de iodo na alimentação ou estímulo do hormônio tireotrófico (TSH) da hipófise induzem uma redução na produção do T3 e T4, denominando de hipotireoidismo. Quando existe uma super produção de T3 e T4, através do estímulo da tireóide, denominamos de hipertireoidismo. Em ambos os casos ocorre a formação de bócio (aumento da tireóide). Outro hormônio produzido pela tireóide é a calcitonina. Este hormônio tem como função promover a passagem de cálcio do sangue para o osso.

8.As paratireóides são 4 pequenas glândulas localizadas atrás da tireóide. Produzem os paratormônios que tem como função estimular a passagem do cálcio para o sangue.

As fontes de cálcio são: alimentação, néfrons e ossos.

9.A calcitonina e os paratormônios realizam atividades antagônicas em relação ao cálcio. Podem promover a hipercalcemia, com tendência a calculose (formação de cálculos renais) e a osteoporose e podem provocar a hipocalcemia com uma super mineralização óssea.

10.As adrenais ou supra-renais são glândulas localizadas acima dos rins. No seu córtex produzem a aldosterona que atua na reabsorção de sais de sódio e cloro; glicocorticóides que produzem glicose a partir de aminoácidos e lipideos e androgênicos que são hormônios sexuais masculinos.

Na medula, é produzido a adrenalina e a noradrenalina que produz vários efeitos no nosso corpo, como: taquicardia, vasoconstricção, aumento do tônus muscular, etc.

11.O pâncreas é uma glândula mista ou anfícrina, produzindo o suco pancreático e hormônios. A produção dos hormônios está diretamente ligado às células alfa e beta que formam as ilhotas de Langerhans. A insulina é um hormônio produzido pelas células beta e são responsáveis pela passagem de glicose para as células do arganismo e a formação do glicogênio no fígado e nos músculos. O glucagon, é um hormônio que atua de forma antagônica à insulina, permitindo a transformação do glicogênio em glicose para ser liberada no sangue. Ambos hormônios são liberados no sangue quando os níveis de glicose varia.

12.As gônadas são glândulas mistas ou anfícrinas e são representadas pelos testículos e ovários. Nos testículos, nas células intersticiais ou células de Leydig, são produzidos a testosterona que é um hormônio masculinizante que confere as características sexuais masculinas. Nos ovários, são produzidos o estrogênio e a progesterona. O estrogênio promove o desenvolvimento das características sexuai0s femininas e a progesterona atua, principalmente, no útero preparando-o para a gravidez.

O Timo é responsável pela diferenciação dos linfócitos T e produz hormonios que estimulam outros órgãos linfáticos.

Células precursoras migram da medula óssea , através do asngue, e vão para o Timo, onde se proliferam e diferenciam-se, onde então ganham a circulação sanguínea, e vão se estabelecer em certas áreas de outros órgãos linfóides, denominados secundários ou periféricos, sendo essas áreas chamadas de timo-dependentes.

Os linfócitos T são responsáveis pelas reações imunológicas de base celular. Eles constituem um pool, que compreende os linfócitos do sangue e da linfa e os que fazem parte das áreas timo-dependentes.

O timo controla a produção desses linfócitos que são eliminados de forma programada (apoptose), pois seu excesso no sangue pode causar sérios danos, reconhecendo as próprias células do organismo como antígenos (corpos estranhos), visto a sua função de defesa. Este excesso é denominado por leucocitose , e seria derivado de uma hiperfunção do timo, o quadro inverso, isto é, uma baixa quantidade de linfócitos na circulação é conhecida como leucopenia, devido a hipofunção do timo , o que pode gerar quadros de doenças muito sérias, visto que o sistema de defesa está prejudicado.

O timo está sujeito a influência de vários hormônios. Por exemplo, a injeção de certos esteróides da adrenal, causa a diminuição das mitoses, queda do nº de linfócitos, em consequencia uma atrofia acentuada da cortical. O ACTH, da parte anterior da hipófise, tem efeito semelhante, pois estimula a secreção dos esteróides da adrenal..

A hipertrofia esta relacionada a hiperfunção e a hipotrofia com a hipofunção.

Fonte: www.aebdesign.kit.net

Hormônios

Do Grego Hórmon: significa excitar, estimular; provocar algum tipo de reação em outra região do organismo. As glândulas devem trabalhar em harmonia para que os hormônios cumpram suas funções e mantenham o equilíbrio de sua saúde. Uma alimentação regular que possa ativar os receptores hormonais ou mantê-los em equilíbrio é fundamental. Com o passar do tempo nosso sistema endócrino sente o peso dos anos, dentre os diversos recursos que podemos buscar para que isto não aconteça estão os micronutrientes, mais conhecidos como oligoelementos.

Os hormônios são responsáveis por regular diversos processos orgânicos tais como o crescimento, a reprodução, o sono, o controle do peso e da imunidade.

Ele é na verdade secretado por uma variedade de glândulas que transportam mensagens químicas, estas mensagens caem na corrente sangüínea e vão fazer efeito em um outro local do corpo. A região cerebral do hipotálamo entra em cena primeiro, mandando uma série de informações para a hipófise, esta glândula bem no centro da massa cinzenta do cérebro rege a produção de hormônios das outras glândulas. Isto graças ao sistema de retroalimentação ou feedback. Tudo isto quer dizer que a hipófise ajusta seus comandos conforme as substâncias alheias que se encontram no sangue, ela é a regente, tem influência sobre todo sistema glandular. Os oligoelementos são importantes para que estas comunicações aconteçam harmoniosamente além de ajudarem as glândulas a manterem-se ativas e saudáveis.

Os hormônios quando usados com segurança e orientação do endocrinologista, podem significar uma vida mais produtiva e mais prazerosa por muito mais tempo para várias pessoas, como:

Atletas: para manter/auxiliar no treinamento de força e aumento de massa muscular; HIV Positivo: manutenção da massa muscular em detrimento dos efeitos colaterais das drogas utilizadas;
Homens e Mulheres: juventude, prazer sexual, forma física e outros; distúrbios do sono; obesidade; depressão; ... E muitas outras aplicações.

É de fundamental importância o acompanhamento médico, principalmente por possuírem substâncias químicas que poderão sobrecarregar ou comprometer a função hepática, além do que o excesso de um pode provocar a queda do outro ou ainda inibir a função da glândula secretadora do hormônio. O erro pode ser perigoso, mas o acerto uma dádiva em muitas situações. Para as pessoas que são inseguras quanto ao uso, ou tiverem casos de câncer na família, hepatite, problemas hepáticos ou ainda renais, o ideal é fazer a ativação dos receptores e usar conjuntamente os oligoelementos (bases de minerais traços combinado em sua formulação original com vitaminas), precursores hormonais e ainda suplementos nutricionais especiais como o Noni Pure® (morinda citrifólia), o Kollagen® (precursor de colágeno) que ajudam na melhor performance da hipófise e conseqüentemente melhores níveis de liberação do hGH.

Procure um endocrinologista nos seguintes casos:

Ganhar ou perder peso sem motivo;
Notar caroços estranhos ou deformidades na região de uma glândula;
Se for atleta e quiser aumentar o teor muscular com uso de anabolizantes;
Se for portador do vírus HIV e estiver perdendo massa muscular devido ao uso dos medicamentos indicados para o tratamento;
E o corpo ficar inchado regularmente;
Se sentir extremo cansaço;
Apresentar constantemente falhas de memória e raciocínio;
Apresentar queda de libido prolongada;
Se fez ou faz uso de anabolizantes;
Se tem diabéticos na família;
Se o crescimento da criança está estacionado ou atrasado;
Se faz uso de hormônios por conta própria, inclusive anticoncepcionais e medicamentos para emagrecer;
Se está no climatério (menopausa) – mulheres, ou andropausa - homens.
Se tiver mais de 40 anos e quiser frear o desgaste do sistema glandular/endócrino.

Hormônios – Onde ficam as glândulas produtoras?

Hipotálamo

Região cerebral que não é bem uma glândula, mas está no topo da hierarquia. Emite diversas informações sobre o organismo para a hipófise, provocando a liberação dos seus hormônios.

Pineal

É a menor glândula do corpo e produz a melatonina, hormônio relacionado com o sono.

Hipófise

É a glândula que mais produz hormônios, dividida em lobo anterior e lobo posterior. O primeiro fabrica a somatrotofina (GH), a tireotrofina (TSH), o adrenocorticotrófico (ACTH), o folículo estimulante (FSH), o luteinizante (LH) e a prolactina (LTH). O lobo posterior faz a ocitocina e o antidiurético (ADH).

Tireóide

A mais conhecida das glândulas. Produz a tridotironina (T3), a tiroxina (T4) e a calcitonina. É a de maior incidência em distúrbios.

Paratireóides

São 4 pequenas glândulas responsáveis pela produção do paratormônio.

Pâncreas

Espécie de glândula mista – fabrica o suco pancreático que age na digestão da comida – libera os hormônios insulina e glucagon.

Supra-renais

Também são conhecidas como adrenais. Em cada uma das glândulas existe o córtex e a medula – o primeiro produz os glicocorticóides (o principal é o cortisol).

Já a medula faz a adrenalina e a noradrenalina.

Ovários

Glândula feminina que produz estrógeno e progesterona.

Testículos

Glândula masculina que produz os hormônios andrógenos – sendo a testosterona o principal deles.

Fonte: www.senado.gov.br

Hormônios

Principais hormônios humanos

GLÂNDULA HORMÔNIO FUNÇÃO
Adeno-hipófise ou lobo anterior da hipófise

 

 

Adrenocorticotrófico
(ACTH)
Estimula o córtex adrenal.
Tireotrófico (TSH)
ou tireotrofina
Estimula a tireóide a secretar seus principais hormônios. Sua produção é estimulada pelo hormônio liberador de tireotrofina (TRH), secretado pelo hipotálamo.
Somatotrófico (STH)
ou Hormônio do
Crescimento (GH)
Atua no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. Também aumenta a utilização de gorduras e inibe a captação de glicose plasmática pelas células, aumentando a concentração de glicose no sangue (inibe a produção de insulina, predispondo ao diabetes).  
Gonadotróficos

(sua produção é estimulada pelo hormônio liberador de gonadotrofinas - GnRH - secretado pelo hipotálamo)

Folículo estimulante (FSH)   Na mulher, estimula o desenvolvimento e a maturação dos folículos ovarianos. No homem, estimula a espermatogênese.  
Luteinizante (LH)   Na mulher estimula a ovulação e o desenvolvimento do corpo lúteo. No homem, estimula a produção de testosterona pelas células instersticiais dos testículos.  
Prolactina ou hormônio lactogênico Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. Sua produção acentua-se no final da gestação, aumenta após o parto e persiste enquanto durar o estímulo da sucção.  
Neuro-hipófise ou lobo posterior da hipófise

(não produz hormônios; libera na circulação dois hormônios sintetizados pelo hipotálamo)  

Antidiurético (ADH) ou vasopressina Regula o volume de urina, aumentando a permeabilidade dos túbulos renais à água e, conseqüentemente, sua reabsorção. Sua produção é estimulada pelo aumento da pressão osmótica do sangue e por hemorragias intensas. O etanol inibe sua secreção, tendo ação diurética.  
Ocitocina

 

Na mulher, estimula a contração da musculatura uterina durante o parto e a ejeção do leite.

No homem, provoca relaxamento dos vasos e dos corpos eréteis do órgão reprodutor masculino, aumentando a irrigação sangüínea.

Lobo intermédio da hipófise   Hormônio melanotrófico ou melanocortinas (MSH) ou intermedinas Estimulam a pigmentação da pele (aceleram a síntese natural de melanina) e a síntese de hormônios esteróides pelas glândulas adrenal e gonadal. Ainda interferem na regulação da temperatura corporal, no crescimento fetal, secreção de prolactina, proteção do miocárdio em caso de isquemia, redução dos estoques de gordura corporal (*) etc.  

(*) A leptina, hormônio secretado pelas células do tecido adiposo, ao ser liberada na circulação periférica, atua sobre o hipotálamo, inibindo o apetite. A ligação da leptina aos receptores hipotalâmicos estimula a secreção de MSH que, por sua vez, se liga a outros neurônios, responsáveis pela diminuição do apetite. Entretanto, a perda de peso observada com o tratamento com MSH sugere também sua ação direta na mobilização dos depósitos de gordura.

Tireóide Tiroxina (T4) e triiodotironina (T3) Regula o desenvolvimento e o metabolismo geral.  
Calcitonina Regula a taxa de cálcio no sangue, inibindo sua remoção dos ossos, o que diminui a taxa plasmática de cálcio.
Paratireoídes Paratormônio Regula a taxa de cálcio, estimulando a remoção de cálcio da matriz óssea (o qual passa para o plasma sangüíneo), a absorção de cálcio dos alimentos pelo intestino e a reabsorção de cálcio pelos túbulos renais, aumentando a concentração de cálcio no plasma.  
Pâncreas Insulina

(Ilhotas de Langerhans - células beta)

Aumenta a captação de glicose pelas células e, ao mesmo tempo, inibe a utilização de ácidos graxos e estimula sua deposição no tecido adiposo. No fígado, estimula a captação da glicose plasmática e sua conversão em glicogênio. Portanto, provoca a diminuição da concentração de glicose no sangue.
Glucagon

(Ilhotas de Langerhans - células alfa)

Ativa a enzima fosforilase, que fraciona as moléculas de glicogênio do fígado em moléculas de glicose, que passam para o sangue, elevando a glicemia (taxa de glicose sangüínea).
Adrenais ou Supra-renais 

 

 

córtex Glicocorticóides (principal:
Cortisol)
Estimulam a conversão de proteínas e de gorduras em glicose, ao mesmo tempo que diminuem a captação de glicose pelas células, aumentando, assim, a utilização de gorduras. Essas ações elevam a concentração de glicose no sangue, a taxa metabólica e a geração de calor. Os glicorcoticóides também diminuem a migração de glóbulos brancos para os locais inflamados, determinando menor liberação de substâncias capazes de dilatar as arteríolas da região; conseqüentemente, há diminuição da reação inflamatória.
Mineralocorticóides (aldosterona) Aumentam a reabsorção, nos túbulos renais, de água e de íons sódio e cloreto, aumentando a pressão arterial.
Andrógenos Desenvolvimento e manutenção dos caracteres sexuais secundários masculinos.
medula Adrenalina Promove taquicardia (batimento cardíaco acelerado), aumento da pressão arterial e das freqüências cardíaca e respiratória, aumento da secreção do suor, da glicose sangüínea, da atividade mental e constrição dos vasos sangüíneos da pele.
Testículos  

 

Testosterona (andrógeno) Promove o desenvolvimento e o crescimento dos testículos, além do desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários masculinos, aumento da libido (desejo sexual), aumento da massa muscular e da agressividade.
Ovários   Estrógenos Promove o desenvolvimento dos caracteres sexuais femininos e da parede uterina (endométrio); estimula o crescimento e a calcificação óssea, inibindo a remoção desse íon do osso e protegendo contra a osteoporose; protege contra a aterosclerose (deposição de placas de gorduras nas artérias).
Progesterona Modificações orgânicas da gravidez, como preparação do útero para aceitação do óvulo fertilizado e das mamas para a lactação. Inibe as contrações uterinas, impedindo a expulsão do feto em desenvolvimento

Fonte: www.afh.bio.br

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