Os hormônios são substâncias liberadas na corrente sangüínea por uma glândula ou órgão e que afetam a atividade de células de um outro local. Em sua maioria, os hormônios são proteínas compostas de cadeias de aminoácidos de comprimento variável. Outros são esteróides, substâncias gordurosas derivadas do colesterol. Quantidades muito pequenas de hormônios podem desencadear respostas muito grandes no organismo. Os hormônios ligam-se aos receptores localizados sobre a superfície da célula ou no seu interior. A ligação de um hormônio a um receptor acelera, reduz ou altera a função celular de uma outra maneira. Em última instância, os hormônios controlam a função de órgãos inteiros. Eles controlam o crescimento e o desenvolvimento, a reprodução e as características sexuais. Eles influenciam a maneira como o organismo utiliza e armazena a energia. Além disso, os hormônios controlam o volume de líquido e as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos, enquanto outros afetam todo o organismo. Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta células de todo o organismo. A insulina, produzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.
Quando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem tornar-se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções endócrinas, a secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos. O organismo precisa detectar a cada momento a necessidade de uma maior ou menor quantidade de um determinado hormônio. O hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando detectam que a concentração sérica de um outro hormônio por eles controlado encontra-se muito alta ou muito baixa. Os hormônios hipofisários então circulam na corrente sangüínea para estimular a atividade de suas glândulas alvo. Quando a concentração sérica do hormônio alvo é a adequada, o hipotálamo e a hipófise deixam de produzir hormônios, uma vez que eles detectam que não há mais necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula todas as glândulas que se encontram sob controle hipofisário.
| Hormônio | Onde é Produzido | Função | ||||
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| Aldosterona |
Adrenais
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Ajuda na regulação do equilíbrio do sal e da água através de sua retenção e da excreção do potássio | ||||
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| Hormônio antidiurético (vasopressina) |
Hipófise
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Faz com que os rins retenham água e, juntamente com aldosterona, ajuda no controle da pressão arterial | ||||
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| Corticosteróide |
Adrenais
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Produz efeitos disseminados por todo o organismo; em especial, tem uma ação antiinflamatória; mantém a concentração sérica de açúcar, a pressão arterial e a força muscular; auxilia no controle do equilíbrio do sal e da água | ||||
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| Corticotropina |
Hipófise
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Controla a produção e a secreção de hormônios do córtex adrenal | ||||
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| Eritropoietina |
Rins
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Estimula a produção de eritrócitos | ||||
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| Estrogênios |
Ovários
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Controla o desenvolvimento das características sexuais e do sistema reprodutivo femininos | ||||
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| Glucagon |
Pâncreas
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Aumenta a concentração sérica de açúcar | ||||
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| Hormônio do crescimento |
Hipófise
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Controla o crescimento e o desenvolvimento; promove a produção de proteínas | ||||
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| Insulina |
Pâncreas
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Reduz a concentração sérica de açúcar; afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo corpo | ||||
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| Hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante |
Hipófise
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Controlam as funções reprodutoras, como a produção de espermatozóides e de sêmen, a maturação dos óvulos e os ciclos menstruais; controlam as características sexuais masculinas e femininas (p.ex., a distribuição dos pêlos, a formação dos músculos, a textura e a espessura da pele, a voz e, talvez, os traços da personalidade) | ||||
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| Ocitocina |
Hipófise
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Produz contração da musculatura uterina e dos condutos das glândulas mamárias | ||||
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| Paratormônio (hormônio paratireoídeo) |
Paratireóides
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Controla a formação óssea e a excreção do cálcio e do fósforo | ||||
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| Progesterona |
Ovários
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Prepara o revestimento do útero para a implantação de um ovo fertilizado e prepara as glândulas mamárias para a secreção de leite | ||||
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| Prolactina |
Hipófise
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Inicia e mantém a produção de leite das glândulas mamárias | ||||
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| Renina e angiotensina |
Rins
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Controlam a pressão arterial | ||||
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| Hormônio tireoidiano |
Tireóide
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Regula o crescimento, a maturação e a velocidade do metabolismo | ||||
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| Hormônio estimulante da tireóide |
Hipófise
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Estimula a produção e a secreção de hormônios pela tireóide | ||||
Determinados hormônios que são controlados pela hipófise variam de acordo com programas previstos. Por exemplo, o ciclo menstrual de uma mulher envolve flutuações mensais da secreção do hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante pela hipófise. Os hormônios ovarianos (os estrogênios e a progesterona) também apresentam flutuações mensais. Ainda não está claro como o hipotálamo e a hipófise controlam esses biorritmos. No entanto, sabe-se com certeza que os órgãos respondem a algum tipo de relógio biológico. Existem outros fatores que também estimulam a produção de hormônios. A prolactina, um hormônio secretado pela hipófise, faz com que as glândulas mamárias produzam leite. O lactente, ao sugar o mamilo, estimula a hipófise a secretar mais prolactina. A sucção também aumenta a secreção de ocitocina, a qual provoca a contração dos canais lactíferos, conduzindo o leite até o mamilo para alimentar o lactente. As glândulas que não são controladas pela hipófise (p.ex., ilhotas pancreáticas e paratireóides) possuem seus próprios sistemas para determinar quando é necessária uma maior ou uma menor secreção. Por exemplo, a concentração de insulina aumenta logo após as refeições, pois o organismo precisa processar os açúcares dos alimentos. Entretanto, se a concentração de insulina permanecesse elevada, a concentração sérica de açúcar diminuiria perigosamente. Outras concentrações hormonais variam por razões menos óbvias. As concentrações de corticosteróides e do hormônio do crescimento são mais elevadas pela manhã e mais baixos no meio da tarde. As razões dessas variações diárias não são totamente conhecidas.
Embora todas as células respondam aos transmissores e a maioria delas os produzam, os seus efeitos são comumente agrupados em três sistemas principais (o nervoso, o imune e o endócrino) essenciais para a coordenação das atividades do organismo. Esses três sistemas têm muito em comum e cooperam entre si. Seus transmissores são compostos por proteínas ou derivados das gorduras. Alguns transmissores percorrem somente uma curta distância (inferior a 2,5 cm), enquanto outros percorrem distâncias consideráveis através da corrente sangüínea para atingirem seus alvos. Os transmissores ligam-se às suas célulasalvo utilizando proteínas receptoras específicas localizadas sobre a superfície celular ou no interior da célula. Alguns transmissores alteram a permeabilidade das membranas celulares para determinadas substâncias (p.ex., a insulina altera o transporte da glicose através das membranas celulares). Outros transmissores, como a adrenalina (epinefrina) e o glucagon, alteram a atividade de seus receptores, fazendo com que eles produzam outras substâncias que atuam como transmissores secundários. Eles afetam a atividade do material genético da célula, alterando a produção celular de proteínas ou a atividade das proteínas que já se encontram no interior da célula. O efeito de um transmissor específico depende de seu local de secreção. Por exemplo, a noradrenalina (norepinefrina) eleva a pressão arterial quando as adrenais a secretam no sangue. No entanto, quando ela é liberada no sistema nervoso, a noradrenalina estimula apenas a atividade das células nervosas próximas, sem afetar a pressão arterial.
Fonte: www.msd-brazil.com
Hormônios são moléculas que atuam na coordenação do desenvolvimento e do funcionamento do organismo. Os hormônios, produzidos por glândulas localizadas em vários órgãos, circulam pelo sangue para atuar sobre os mais diferentes processos de nosso corpo. A ação dos hormônios se faz notar em todo o metabolismo, no crescimento.
Os hormônios sexuais são substâncias produzidas pelos ovários, pelos testículos e pelas glândulas adrenais (ou supra-renais). Sintetizados a partir de alterações na molécula do colesterol, são também chamados esteróides. Esses hormônios são responsáveis pela reprodução e pelo desenvolvimento das características sexuais, além de desempenhar um importante papel no crescimento. Os hormônios sexuais começam a ser produzidos após a puberdade, momento em que o organismo torna-se capaz de reproduzir. Os principais hormônios sexuais femininos são o estrógeno e a progesterona.
Durante o período reprodutivo das mulheres, a progesterona e a maior parte do estrógeno são produzidos pelos ovários. Após a menopausa, a produção de hormônios pelos ovários se encerra, fazendo da supra-renal a principal fonte de hormônios femininos. Nos homens, o testículo é o principal produtor de hormônio masculino (andrógeno), sob a forma de testosterona. A supra-renal também produz outros andrógenos mais fracos. Os andrógenos são transformados, no interior da próstata e dos outros tecidos sensíveis, na sua forma mais potente: a diidrotestosterona (DHT).
Os hormônios sexuais ligam-se a locais específicos no interior das células. Essa ligação gera comandos de crescimento e multiplicação da célula.
Como é controlada a produção dos hormônios sexuais?
O mecanismo de controle dos hormônios sexuais é bastante complexo e envolve o sistema nervoso central, a glândula hipófise e as glândulas que os produzem – ovários, testículos e glândulas supra-renais. A produção tem início na puberdade, comandada pelo hipotálamo, no sistema nervoso central. O hipotálamo coordena o trabalho da hipófise, que produz hormônios (gonadotrofinas) capazes de estimular as glândulas produtoras de hormônios sexuais.
Alguns dos fatores de risco já identificados para o desenvolvimento do câncer da mama e do endométrio (camada que reveste internamente o útero) implicam os hormônios sexuais nesse processo:
A menarca (primeira menstruação) precoce e a menopausa tardia prolongam a exposição do corpo da mulher aos hormônios, aumentando os riscos de desenvolvimento do câncer de mama.
As chances de desenvolvimento do câncer de endométrio (útero) crescem com a obesidade, a menopausa tardia e o ovário policístico, fatores responsáveis pela manutenção de níveis mais elevados de estrógeno na circulação.
A administração prolongada de estrógeno pode aumentar a ocorrência do câncer de mama e de endométrio.
Já o papel da testosterona no desenvolvimento do câncer de próstata não é tão bem conhecido, apesar de alguns estudos terem mostrado que maiores níveis desse hormônio no sangue aumentavam as chances de desenvolver a doença.
A próstata é uma glândula que faz par te do aparelho reprodutor masculino, com a função de produzir nutrientes para os espermatozóides. O órgão tem a forma semelhante à de uma noz e fica localizado abaixo da bexiga, envolvendo a saída da uretra, logo à frente do reto.
No mundo todo, o câncer de próstata é um dos mais freqüentes na população masculina. Alguns estudos internacionais mostraram que a doença chega a atingir 40% dos homens acima dos 50 anos. Dados do Instituto Nacional do Câncer, INCa, apontam para a ocorrência de 14.500 casos novos em 1999 em nosso país. Trata-se de uma doença de evolução bastante lenta. Mesmo assim, os melhores resultados terapêuticos são obtidos quando o câncer de próstata é diagnosticado precocemente.
No desenvolvimento de um plano de tratamento para o câncer de próstata, a equipe médica leva em conta a extensão da doença, as características microscópicas do tumor, a idade do paciente e suas condições clínicas. Além disso, a expectativa de tolerância do paciente quanto aos possíveis efeitos colaterais de cada modalidade terapêutica é considerada.
No controle do câncer localizado (restrito à próstata) a cirurgia e as diferentes técnicas de radioterapia, desenvolvidas por profissionais experientes, têm mostrado resultados bastante semelhantes. Trabalhos mais recentes vêm associando terapia hormonal antes do tratamento local, cirúrgico ou por radiação, proporcionando um controle ainda melhor da doença. A experiência da equipe médica responsável e sua avaliação dos eventuais efeitos colaterais orientam a decisão terapêutica em cada caso. A par ticipação do paciente nessa decisão deve ser estimulada.
Nos casos em que o câncer ultrapassa os limites da próstata e se estende a outros órgãos, a hormonioterapia passa a ter um papel predominante no controle da doença.
A quimioterapia é empregada nos casos em que se desenvolve resistência à terapia hormonal.
Como a hormonioterapia se combina com as demais alternativas terapêuticas? Antiestrogênio
A terapia hormonal é indicada como complemento do tratamento local do câncer de mama (adjuvante) e no controle da doença avançada. Trata-se de recurso terapêutico muito bem tolerado e não aumenta os efeitos colaterais da quimioterapia nem da radioterapia quando empregado de forma conjunta. Por isso, a hormonioterapia é freqüentemente associada a essas modalidades de tratamento.
Há pouco mais de um século foi realizada a primeira retirada dos ovários (ooforectomia) como tratamento do câncer de mama. Durante muitas décadas, a remoção cirúrgica dos órgãos produtores de hormônios (ovários e supra-renal) e da glândula responsável por sua estimulação (hipófise) representaram as únicas alternativas à terapia hormonal. Atualmente, diversos medicamentos disputam espaço.
Essas substâncias são divididas em dois grandes grupos, conforme seu mecanismo de ação principal: inibição da produção ou competição com o estrógeno. Paradoxalmente, a administração de estrógenos em altas doses também se mostra capaz de fazer o tumor regredir. Os diferentes mecanismos de ação dessas substâncias tornam possível sua utilização seqüencial. Dessa forma, o desenvolvimento de resistência a um determinado medicamento abre espaço para a utilização de substâncias de outro grupo, correspondendo aos tratamentos de segunda, terceira e quarta linha.
O antiestrogênio, tamoxifeno, compete com os estrógenos por seus receptores, reduzindo a possibilidade de fixação desses hormônios. O antagonismo ao estrógeno é eficaz em pacientes em pré e em pós-menopausa.
Fonte: www.einstein.br
Hormônio, substância produzida pelos animais e vegetais para regular processos corporais, tais como o crescimento, o metabolismo, a reprodução e o funcionamento dos diversos órgãos. Nos animais, os hormônios são segregados pelas glândulas endócrinas diretamente no sangue (ver Sistema endócrino).
Há um equilíbrio dinâmico entre os diferentes hormônios, que produzem seus efeitos em concentrações muito pequenas. Sua distribuição pela corrente sanguínea é mais lenta do que uma reação nervosa, mas mantém-se por um período mais prolongado. Os órgãos principais envolvidos na produção de hormônios são o hipotálamo, a hipófise, a tireóide, a glândula supra-renal, o pâncreas, a paratireóide, as gônadas, a placenta (ver Aparelho reprodutor) e, em certos casos, a mucosa do intestino delgado.
A hipófise segrega, entre outros, a prolactina, o hormônio estimulante dos melanócitos e a oxicitocina. O hormônio produzido pela tireóide estimula o metabolismo geral e o secretado pela paratireóide controla a concentração de cálcio e fósforo no sangue. O pâncreas segrega pelo menos dois hormônios, a insulina e o glucagon, que regulam o metabolismo dos carboidratos. As glândulas supra-renais contêm hormônios que controlam a concentração de sais e de água nos líquidos corporais e outros que afetam os caracteres sexuais secundários. Produzem ainda adrenalina. As gônadas secretam hormônios que controlam o desenvolvimento sexual e os diversos processos implicados na reprodução (ver Androgênio, Testosterona; Estrogênio; Progesterona; Gonadotrofina). A membrana mucosa do intestino delgado produz um grupo especial de hormônios em uma fase da digestão.
A deficiência ou excesso de qualquer hormônio altera o equilíbrio químico, essencial à saúde, ao crescimento normal e, em casos extremos, à vida. Ver Doença de Addison, Cretinismo, Diabetes melito, Gigantismo, Bócio, Mixedema.
Glândula endócrina principal dos vertebrados. Os hormônios que segrega controlam o funcionamento de quase todas as demais glândulas endócrinas do organismo. Ver Sistema endócrino; Hormônios.
Conta com dois lóbulos — o anterior ou adeno-hipófise e o posterior ou neuro-hipófise — com estruturas e funções diferentes. A área situada entre os dois chama-se lóbulo intermediário, que é desenvolvida apenas nos seres humanos.
Contém grandes quantidades de hormônios que controlam de dez a doze funções do corpo. O hormônio do crescimento (GH) é essencial para o desenvolvimento do esqueleto. O hormônio estimulante da tireóide (TSH) controla o funcionamento normal desta glâdula e o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) controla a atividade do córtex supra-renal. A prolactina inicia a secreção mamária durante a lactação. O folículo-estimulante (FSH) induz a formação do folículo de De Graaf na mulher e o desenvolvimento dos espermatozóides no homem, e o hormônio luteinizante (LH) induz a lactação e a produção de testosterona.
Nos vertebrados inferiores, segrega o hormônio estimulante dos melanócitos, causando mudanças na cor da pele.
No lóbulo posterior, segregam-se dois hormônios: o hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina, que controla a quantidade de urina excretada, e a oxitocina, que provoca a contração das fibras do músculo liso do útero, intestinos e arteríolas.
O funcionamento da hipófise é alterado por fatores diversos, como tumores, coágulos de sangue e infecções. O nanismo é provocado por uma redução na secreção do lóbulo anterior da hipófise.
A superprodução de somatotropina causa a acromegalia. As deficiências do lóbulo posterior ocasionam a diabetes insípida.
A hipófise, chamada a maestra das glândulas endócrinas, segrega hormônios que controlam a atividade de outras glândulas endócrinas e regulam vários processos biológicos. Suas secreções incluem o hormônio do crescimento (que estimula a atividade celular nos ossos, cartilagem e outros tecidos estruturais); o hormônio estimulante da tireóide (que faz com que a tireóide libere hormônios reguladores do metabolismo); o hormônio antidiurético (que induz o rim a excretar menos água na urina); os hormônios estimulantes das gônadas e a prolactina (que estimula a produção do leite e o desenvolvimento das mamas nas fêmeas). A hipófise é regulada, tanto de forma neuronal como hormonal, pelo hipotálamo, situado no cérebro
Cretinismo, doença provocada pela ausência congênita de tiroxina, hormônio secretado pela glândula tireóide. Caracteriza-se pelo retardo físico e mental, estatura baixa, extremidades deformadas, feições grosseiras e pêlo escasso e áspero. Muitos países fazem, como rotina, o diagnóstico precoce em todos os recém-nascidos. O cretinismo endêmico ocorre em áreas onde existe um déficit de sal iodado na água. O iodo é um componente essencial para a síntese de tiroxina.
Tireóide, glândula endócrina encontrada em quase todos os vertebrados e localizada na parte anterior e em cada lado da traquéia (ver Sistema endócrino). Segrega um hormônio que controla o metabolismo e o crescimento. Acumula cerca de 25% do total de iodo do organismo.
A glândula tireóide humana é um órgão de cor entre castanho e vermelho claro, com dois lóbulos ligados por um istmo. Os dois hormônios tireoidianos são tiroxina e triiodotironina.
Glândula supra-renal, órgão vital situado sobre a extremidade superior de cada rim nos seres humanos. As duas partes da glândula — a porção interna ou medula e a externa ou córtex — são órgãos endócrinos independentes.
A medula secreta o hormônio adrenalina e o córtex segrega a hidrocortisona e a corticosterona, que regulam o metabolismo das proteínas, carboidratos e gorduras.
Pâncreas, glândula sólida localizada transversalmente sobre a parede posterior do abdome. Produz uma secreção exócrina e uma endócrina. A primeira é composta por um conjunto de enzimas, liberadas no intestino para ajudar a digestão, a segunda é a insulina. Quando esta não é produzida em quantidades suficientes, dá origem a uma diabetes.
Androgênio, termo que engloba os hormônios sexuais masculinos, substâncias que induzem e mantêm as características sexuais secundárias nos homens. Os principais androgênios são a testosterona e a androsterona. Encontrados nos testículos e nas glândulas supra-renais, aonde são produzidos, circulam no sangue e são excretados na urina. Com a produção iniciada na puberdade, a função principal dos androgênios é tanto a estimulação das características sexuais secundárias, como o desenvolvimento dos órgãos genitais (Ver Aparelho reprodutor), o amadurecimento do esperma, o crescimento dos pelos corporais e as mudanças na laringe que tornam a voz mais grave. Durante o desenvolvimento masculino, intervêm no aumento da massa muscular e de tecido ósseo. Para os hormônios sexuais femininos relacionados, ver Estrogênio.
Testosterona, principal hormônio masculino ou androgênio; é produzido nos testículos por influência do hormônio luteinizante segregado pela hipófise.
A testosterona estimula a formação de espermatozóides e o surgimento dos caracteres sexuais secundários masculinos depois da puberdade.
Estrogênio, grupo de hormônios esteróides envolvidos no desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários da mulher, na regulação do ciclo menstrual e da ovulação e na gravidez. Também recebe o nome de estrógeno.
Nas mulheres, são sintetizados nos ovários, na placenta (durante a gestação) e na glândula supra-renal. Na puberdade, o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários femininos deve-se, em parte, à ausência de testosterona, mas também é causado pela produção de pequenas quantidades de estrógenos.
Durante o ciclo menstrual, a variação dos níveis de estrógenos influi no desenvolvimento, a cada mês, do óvulo no ovário, no controle da ovulação e na proliferação do revestimento uterino (endométrio), que precede ao sangramento mensal (veja Menstruação). O estrógeno controla ainda a quantidade de muco segregada pelas glândulas cervicais que existem no colo do útero ou cérvix. Durante a gravidez, o estrógeno é responsável pelo crescimento do útero e do trato genital inferior e pelo desenvolvimento do sistema de ductos (que produzem o leite) nas mamas.
Há dois tipos principais de contraceptivos orais, que alteram o equilíbrio dos hormônios que agem sobre o aparelho reprodutor humano: a pílula combinada, que contém estrógenos e progesterona, evita a ovulação, e a pílula que contém apenas progesterona, que altera o muco vaginal e o endométrio, com o objetivo de impedir a fecundação ou a implantação (veja Controle da natalidade).
Progesterona, hormônio produzido pelas células do corpo lúteo do ovário. Sua função principal é a preparação da membrana mucosa do útero para a recepção do óvulo. Estimula ainda a produção de leite durante o aleitamento.
Gonadotrofina, um dos hormônios envolvidos no funcionamento do aparelho reprodutor. A hipófise segrega o hormônio estimulante do folículo e o hormônio luteinizante. A gonadotrofina coriônica é produzida pela placenta e mantém as condições adequadas para que o feto se desenvolva dentro do útero.
1. Os hormônios são substâncias químicas produzidas por glândulas endócrinas ou mistas (exócrinas e endócrinas) que são lançadas na corrente sanguínea e vão atuar em determinadas células, as células alvo.
2. São glândulas do sistema endócrino: a hipófise, a tireóide, a paratireóide, as supra-rernais ou adrenais, o pâncreas, os testículos e os ovários.
3. Feed-back ou retroalimentação são atuações dos hormônios sobre células alvo, produtoras de hormônios, que, dependendo do incentivo para a liberação de seus hormônios, passam a controlar o local de origem dos estímulos.
4. A Hipófise, localiza-se na base do crânio, em uma depressão do osso esfenóide, denominada sela túrsica. Apresenta duas regiões distintas: a adeno-hipófise e a neuro-hipófise. A adeno-hipófise é a parte secretora da hipófise e a neuro-hipófise a parte nervosa.
5. Os principais hormônios produzidos na adeno-hipófise são: S.T.H. - Hormônio do crescimento ou somatrotófico – é o hormônio que promove o crescimento dos ossos, músculos e cartilagens. Prolactina - estimula a produção do leite. Hormônio tireotrófico (TSH) - estimula a hipófise a produzir seus hormônios (T3 e T4). Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - estimula o córtex das adrenais a produzir seus hormônios. Hormônio gonadotróficos- vão estimular as gônadas (testículos e ovários) a liberar FSH- h. folículo estimulante, LH- h. luteinizante e o ICSH- h. estimulador das células intersticiais dos testículos. Hormônios melanotrófico (MSH) - estimula a produção de melanina.
6. A neuro-hipófise não produz hormônios, entretanto, acumula e libera dois hormônios produzidos no hipotálamo: Ocitocina- estimular a musculatura lisa responsável pelas contrações do parto e a ejeção do leite pelas glândulas mamárias. Hormônio antidiurético (ADH)- promovendo a reabsorção da água nos túbulos dos néfrons e provocando a diabetes insípidus.
7. A glândula tireóide, localiza-se na frente da traquéia e atua na produção dos seguintes hormônios: T3 ou triiodotironina e T4 , tetraiodotironina ou tiroxina. A falta de iodo na alimentação ou estímulo do hormônio tireotrófico (TSH) da hipófise induzem uma redução na produção do T3 e T4, denominando de hipotireoidismo. Quando existe uma super produção de T3 e T4, através do estímulo da tireóide, denominamos de hipertireoidismo. Em ambos os casos ocorre a formação de bócio (aumento da tireóide). Outro hormônio produzido pela tireóide é a calcitonina. Este hormônio tem como função promover a passagem de cálcio do sangue para o osso.
8. As paratireóides são 4 pequenas glândulas localizadas atrás da tireóide. Produzem os paratormônios que tem como função estimular a passagem do cálcio para o sangue. As fontes de cálcio são: alimentação, néfrons e ossos.
9. A calcitonina e os paratormônios realizam atividades antagônicas em relação ao cálcio. Podem promover a hipercalcemia, com tendência a calculose (formação de cálculos renais) e a osteoporose e podem provocar a hipocalcemia com uma super mineralização óssea.
10. As adrenais ou supra-renais são glândulas localizadas acima dos rins. No seu córtex produzem a aldosterona que atua na reabsorção de sais de sódio e cloro; glicocorticóides que produzem glicose a partir de aminoácidos e lipideos e androgênicos que são hormônios sexuais masculinos. Na medula, é produzido a adrenalina e a noradrenalina que produz vários efeitos no nosso corpo, como: taquicardia, vasoconstricção, aumento do tônus muscular, etc.
11. O pâncreas é uma glândula mista ou anfícrina, produzindo o suco pancreático e hormônios. A produção dos hormônios está diretamente ligado às células alfa e beta que formam as ilhotas de Langerhans. A insulina é um hormônio produzido pelas células beta e são responsáveis pela passagem de glicose para as células do arganismo e a formação do glicogênio no fígado e nos músculos. O glucagon, é um hormônio que atua de forma antagônica à insulina, permitindo a transformação do glicogênio em glicose para ser liberada no sangue. Ambos hormônios são liberados no sangue quando os níveis de glicose varia.
12. As gônadas são glândulas mistas ou anfícrinas e são representadas pelos testículos e ovários. Nos testículos, nas células intersticiais ou células de Leydig, são produzidos a testosterona que é um hormônio masculinizante que confere as características sexuais masculinas. Nos ovários, são produzidos o estrogênio e a progesterona. O estrogênio promove o desenvolvimento das características sexuai0s femininas e a progesterona atua, principalmente, no útero preparando-o para a gravidez.
O Timo é responsável pela diferenciação dos linfócitos T e produz hormonios que estimulam outros órgãos linfáticos.
Células precursoras migram da medula óssea , através do asngue, e vão para o Timo, onde se proliferam e diferenciam-se, onde então ganham a circulação sanguínea, e vão se estabelecer em certas áreas de outros órgãos linfóides, denominados secundários ou periféricos, sendo essas áreas chamadas de timo-dependentes.
Os linfócitos T são responsáveis pelas reações imunológicas de base celular. Eles constituem um pool, que compreende os linfócitos do sangue e da linfa e os que fazem parte das áreas timo-dependentes.
O timo controla a produção desses linfócitos que são eliminados de forma programada (apoptose), pois seu excesso no sangue pode causar sérios danos, reconhecendo as próprias células do organismo como antígenos (corpos estranhos), visto a sua função de defesa. Este excesso é denominado por leucocitose , e seria derivado de uma hiperfunção do timo, o quadro inverso, isto é, uma baixa quantidade de linfócitos na circulação é conhecida como leucopenia, devido a hipofunção do timo , o que pode gerar quadros de doenças muito sérias, visto que o sistema de defesa está prejudicado.
O timo está sujeito a influência de vários hormônios. Por exemplo, a injeção de certos esteróides da adrenal, causa a diminuição das mitoses, queda do nº de linfócitos, em consequencia uma atrofia acentuada da cortical. O ACTH, da parte anterior da hipófise, tem efeito semelhante, pois estimula a secreção dos esteróides da adrenal..
A hipertrofia esta relacionada a hiperfunção e a hipotrofia com a hipofunção.
Fonte: www.vestibular1.com.br