Regulação da secreção de hormônio do crescimento
Depois da adolescência, a secreção de hormônio diminui apenas lentamente com a idade , caindo por fim, para cerca 25% do nível da adolescência nas idades muito avançadas. Sua concentração aumenta durante as primeira 2 horas de sono profundo e exercícios intensos.
Em condições muito graves de desnutrição protéica, o suprimento adequado de calorias não é, por si só, suficiente para corrigir a produção excessiva de hormônio de crescimento, mas aumentando os níveis de carboidratos acima do normal da dieta, pode-se manter o nível do hormônio do crescimento.
De forma semelhante, todos os sinais hipotalâmicos relacionados a emoção, estresse e traumatismo também pode afetar o controle hipotalâmico de hormônio de crescimento. De fato as experiências definitivas demonstram que as catecolaminas, a dopamina e a serotonina, liberadas por diferentes sistemas neurais do hipotálamo, aumenta a velocidade de secreção do hormônio de crescimento.
A maior parte de controle do hormônio de crescimento é mediada provavelmente mais pelo hormônio de liberação do hormônio de crescimento do que pelo hormônio inibidor, a somatostina. É importante assimilar que a somatostina ´e secretada pelas células delta das ilhotas de Langerhans do pâncreas e que esta pode inibir a secreção de insulina e de glucagon pelas células beta e alfa das ilhotas de Langerhans, da mesma maneira que tem a capacidade de inibir a secreção Adeno-hipofisária de hormônio de crescimento.
Em resumo, nosso conhecimento atuais a respeito da regulação da secreção de hormônio do crescimento não são suficientes para montar um quadro completo. Contudo, devido a seu incontestável efeito prolongado sobre a síntese de proteínas e o crescimento dos tecidos, fica-se inclinado a propor que o principal fator de controle a longo prazo da secreção do hormônio do crescimento seja o estado nutricional dos próprios tecidos, em particular seu nível de nutrição protéica. Isto é, a deficiência nutricional ou a necessidade excessiva de proteínas celulares pelos tecidos – por exemplo, após um período de exercício intenso quando o estado nutricional dos músculos fica comprometido – aumentaria de alguma forma a velocidade de secreção de hormônio de crescimento. Por sua vez, o hormônio de crescimento promoveria a síntese de novas proteínas já presente nas células.
O LOBO POSTERIOR DA HIPÓFISE E SUA RELAÇÃO COM O HIPOTÁLAMOO lobo posterior da hipófise, também denominado neuro-hipófise, é formado basicamente por células do tipo glial, denominadas pituícitos. Os pituícitos não secretam hormônio na verdade, atuam simplesmente como estrutura de sustentação para grande número de fibras nervosas terminais e terminações nervosas de feixes nervosos que se originam nos núcleos supra-ópticos e paraventriculares do hipotálamo.
Os hormônio são inicialmente sintetizados nos corpos celulares dos núcleos supra-óticos e paraventriculares e, a seguir, transportados até as terminações nervosas na neuro-hipófise, em combinação com proteínas transportadoras, denominadas " neurofisinas ", exigindo vários dias para chegar a glândula.
O ADN é formado principalmente nos núcleos supra-óticos, enquanto a ocitocina é sintetizada primariamente nos núcleos paraventriculares.
É importante assinalar que esses dois hormônios são quase idênticos, exceto que, na vasopressina, a fenilalanina e a arginina substituem a isoleucina da molécula de ocitocina. A semelhança das moléculas explica sua similaridade parcial.
Funções fisiológicas do hormônio antidiuréticoNa ausência de ADH, os túbulos e dutos coletores são quase totalmente impermeáveis à água, impedindo reabsorção significativa de água, e portanto permitindo perda extrema de água na urina. Por outro lado, em presença de ADH, a permeabilidade dos dutos e túbulos coletores à água aumenta muito e possibilita a absorção da maior parte de água à medida que o líquido tubular passa por esses dutos, conservando, assim, água no organismo.
O mecanismo preciso pelo qual o ADH atua sobre os dutos no sentido de aumentar-lhes a permeabilidade é apenas parcialmente conhecido. O hormônio provoca alterações estruturais especiais nas membranas apicais da células epiteliais tubulares.
Essas alterações resultam no estabelecimento temporário de numerosos poros novos que permitem a livre difusão de água entre os líquidos tubular e peritubular. A seguir, a água é absorvida dos túbulos e dutos coletores por osmose.
Quando se injeta uma solução eletrolítica concentrada na artéria que supre o hipotálamo, os neurônios de ADH nos núcleos supra-óticos e paraventriculares imediatamente transmitem impulsos até o lobo posterior da hipófise, com liberação de grande quantidade de ADH no sangue circulante.
Efeitos vasoconstritores e pressores do ADH e aumento da secreção de ADH causado pelo baixo volume sangüíneo
Além do efeito das diminutas concentrações de ADH, no aumento da concentração de água pelos ríns, o hormônio, quando presente em concentração mais elevadas, exerce efeito muito poderoso sobre a constrição das arteríolas no organismo e, por conseguinte sobre a elevação da pressão arterial. Por essa razão, o ADH também é conhecido como vasopressina.
Um dos estímulos para a secreção muito intensa de ADH (vasopressina) é a redução do volume sangüíneo. Esse estímulo torna-se especialmente forte quando o volume sangüíneo diminui por 15 a 20%, de modo que a velocidade de secreção do hormônio aumenta algumas vezes por até 20 a 50 vezes o normal.
O mecanismo envolvido é: Os átrios, em particular o átrio direito, possuem receptores de estiramento que são excitados pelo enchimento excessivo. Quando excitados, esses receptores enviam sinais até o cérebro para inibir a secreção de ADH. Por outro lado, quando não excitados devido a enchimento insuficiente, enviam sinais opostos, a fim de aumentar acentuadamente a secreção de ADH. Além dos receptores de estiramento atriais, a distensão diminuída dos barroreceptores das regiões carótida, aórtica e pulmonar também participa do aumento da secreção de ADH.
HORMÔNIO OCITÓCICOUma substância ocitócica é a que causa a contração do útero grávido. O hormônio ocitocina, como sugere o seu nome, estimula poderosamente o útero grávido, sobretudo ao final da gestação. Muitos obstetras acreditam que esse hormônio seja, pelo menos em parte, responsável pelo nascimento do bebê.
Essa suposição apóia-se nos seguintes fatos:
1. 1. No animal hipofisectomizado, a duração do trabalho de parto é prolongada, indicando um possível efeito da ocitocina durante o parto.
2. 2. A quantidade de ocitocina no plasma aumenta durante o trabalho de parto, sobretudo durante o último estágio.
3. 3. A estimulação do colo na fêmea grávida induz sinais nervosos que passam para o hipotálamo e causam secreção aumentada da ocitocina.
A ocitocina desempenha um papel especialmente importante no processo de lactação, cujo efeito é muito mais certo do que seu possível papel no parto. Na lactação, a ocitocina induz a passagem do leite dos alvéolos para os dutos, de modo que o bebê possa alimentar-se por sucção.
O estimulo da sucção do mamilo produz sinais que são transmitidos ao cérebro pelos nervos sensitivos. Por fim, esses sinais chegam aos neurônios de ocitocina nos núcleos paraventriculares e supra-ópticos do hipotálamo, ocasionando a liberação da ocitocina. A seguir o hormônio é transportado pelo sangue até as mamas, onde causam a contração das células miopiteliais, que se situam por fora dos alvéolos e que formam uma rede, circundando-os. Em menos de 1 minuto após o inicio da sucção, o leite começa a fluir. Este mecanismo é conhecido como descida do leite ou ejeção do leite.
As células acidófilas da adeno-hipófise, que produzem hormônios do crescimento, tornam-se excessivamente ativas, podendo ocorrer inclusive, o desenvolvimento de tumores acidófilos na glândula. Em conseqüência ocorre produção de grandes quantidades de hormônio do crescimento. Todos os tecidos do corpo crescem rapidamente, inclusive os ossos, e se o distúrbio ocorrer antes da adolescência, isto é, antes da fusão das epífese com as diáfese dos ossos longos , o indivíduo cresce em altura, transformando-se num gigante.
No geral o gigante apresenta hiperglicemia, e as células beta da ilhotas de Langerhans do pâncreas tendem a degenerar, em parte devido sua hiperatividade, decorrente da hiperglicemia, em parte, devido a um efeito direto de estimulação excessiva do hormônio do crescimento sobre as células das ilhotas.
OS HORMÔNIOS METABÓLICOS DA TIREÓIDEA glândula tireóide, que se localiza imediatamente abaixo da laringe, em ambos os lados da traquéia e na sua parte anterior, secreta dois hormônios importantes, a tiroxina e a triiodotironina, comumente denominados T4 e T3, que exercem profundos efeitos aumentando o metabolismo do organismo. A tireóide também secreta calcitonina, um importante hormônio relacionado ao metabolismo do cálcio.
A secreção da tireóide é controlada primariamente pelo hormônio tíreo-estimulante (TSH), secretado pelo lobo anterior da hipófise.
FORMAÇÃO E SECREÇÃO DOS HORMÔNIOS TIREÓIDEOSCerca de 90% do hormônio secretado pela glândula tireóide consiste em tiroxina, e 10% em triiodotironina. A maior parte da tiroxina é eventualmente convertida em triiodotironina nos tecidos. A triiodotironina é cerca de 4 vezes mais potente que a tiroxina, mas ocorre em quantidades bem menores na circulação sangüínea e persiste por período de tempo menor que a tiroxina.
Anatomia fisiológica da glândula tireóideA glândula tireóide é constituída por numerosos folículos fechados, repletos de uma substância secretora denominada colóide, e revestida por células epitelióides cubóides, que secretam seus produtos no interior dos folículos. O principal componente do colóide é uma grande glicoproteína, a tireoglobulina, que contém os hormônios tireóides em sua molécula. Após a secreção ter alcançado o interior do folículo, ela deve ser reabsorvida, através do epitélio folicular, para o sangue poder atuar no organismo. A tireóide possui um fluxo sangüíneo que corresponde a cerca de cinco vezes o peso da glândula por minuto.
Necessidade de iodo para a formação de tiroxinaPara a síntese de quantidades normais de tiroxina, são necessários cerca de 50 mg de íodo na dieta por ano, na forma de iodetos.
Os iodetos ingeridos por via oral são absorvidos pelo tubo gastrintestinal e passam para o sangue de modo aproximadamente igual ao dos cloretos. A maior parte é rapidamente excretada pelos ríns, enquanto cerca de um quinto é seletivamente removido da circulação pelas células da tireóide e utilizado na síntese dos hormônios tireóideos.
As células tireóides são típicas células glandulares secretoras de proteínas. O retículo endoplasmático e o aparelho de golgi sintetizam e secretam nos folículos uma grande molécula de glicoproteína, denominada reoglobulina.
Cada molécula de tireoglobulina contém resíduos de tiroxina, que constituem os principais substratos que se combinam com o iodo para formar os hormônios tireóideos. Esses hormônios são formado no interior da molécula de tireoglobulina.
Além de secretar a tireoglobulina, as células glandulares também processam o iodo e fornecem as enzimas e outras substâncias necessárias para a síntese dos hormônios tireóideos.
Duração de ação dos hormônios tireóideosApós a injeção de grande quantidade de tiroxina no ser humano, praticamente não se verifica qualquer efeito sobre o metabolismo durante 2 ou 3 dias, indicando assim, a existência de um período longo antes de aparecer a atividade hormonal. Uma vez iniciada essa atividade, ela aumenta de modo progressivo e atinge seu valor máximo em 10 a 12 dias, e diminui , com cerca de meia vida aos 15 dias, parte das atividades persiste por 6 semanas a 2 meses.
As ações da triiodotironina são cerca de 4 vezes mais rápidas que as de tiroxina, com período latente de apenas de 6 a 12 horas e atividade celular máxima dentro de 2 a 3 dias.
Os hormônios tireóideos aumentam as atividades metabólicas de todos ( ou quase todos ) os tecidos do organismo.
O metabolismo basal pode aumentar por até 60 a 100% acima do normal, quando são secretadas grandes quantidades desses hormônios. A velocidade de utilização dos alimentos para a obtenção de energia fica acentuadamente acelerada. Apesar de a velocidade da síntese protéica ficar aumentada, a velocidade de seu catabolismo também é aumentada. A velocidade de crescimento dos indivíduos jovens exibe aceleração acentuada. Os processos mentais são estimulados, e a atividade de muitas das glândulas endócrinas aumenta.
Efeito dos hormônios tireóideos sobre as mitocôndreasPrincipais funções da tiroxina pode consistir principalmente em aumento do número e da atividade das mitocôndrias, que aumentam, por sua vez, a velocidade de formação de trifosfato de adenosina (ATP) para energizar a função celular.
Efeito do hormônio tireóideo sobre o aumento do transporte ativo dos íons através das membranas celulares.
Há enzimas que aumentam em resposta ao hormônio tireóideo. Por sua vez, essa enzima acelera a velocidade de transporte do sódio e do potássio através da membrana celular de alguns tecidos. Como esse processo utiliza energia e também aumenta a quantidade de calor produzida no organismo, foi também sugerido que esse poderia ser um dos mecanismos pelos quais o hormônio tireóideo aumenta o metabolismo do corpo. Com efeito, o hormônio tireóideo também atua sobre as membranas celulares na maioria das células, tornando-as permeáveis aos íons sódio, com a conseqüente ativação da bomba de sódio e aumento adicional da produção de calor.
O hormônio tireóideo exerce efeitos gerais específicos sobre o crescimento.
Um importante efeito do hormônio tireóideo é a promoção do crescimento e o desenvolvimento do cérebro durante a vida fetal e durante os primeiros anos de vida pós-natal.
EFEITOS DO HORMÔNIO TIREÓIDEO SOBRE OS MECANISMOS ESPECÍFICOS DO ORGANISMOEfeito sobre o metabolismo dos carboidratos. O hormônio tireóide estimula quase todos aspectos do mecanismo dos carboidratos, incluindo a rápida captação de glicose pelas células, aumento da glicose e da gliconeogênese, maior velocidade de absorção pelo tubo gastrintestinal e, inclusive, aumentando a secreção de insulina, com os conseqüentes efeitos secundários sobre o metabolismo dos carboidratos. Todos esses efeitos resultam provavelmente do aumento global das enzimas ocasionado pelo hormônio tireóideo.
Efeito sobre o metabolismo das gorduras. Praticamente todos os aspectos do metabolismo das gorduras também são intensificados sobre influência do hormônio tireóideo. Como as gorduras constituem a principal fonte de suprimento de energia a longo prazo, as reservas de gordura do organismo sofrem maioria grau de depressão do que a maioria dos outros elementos teciduais. Os lipídios, em particular, são mobilizados do tecido adiposo, aumentando a concentração de ácido graxos livres no plasma; o hormônio tireóideo também acelera acentuadamente a oxidação de ácidos graxos livres pelas células.
Efeito sobre as gorduras plasmáticas e hepáticas. O aumento do hormônio tireóideo diminui a quantidade de colesterol, de fosfolipídios e de triglicerídios no plasma, embora aumente os ácidos graxos livres. Por outro lado, a secreção diminuída de hormônio tireóideo eleva muito a concentração de colesterol, fosfolipídios e triglicerídios e quase sempre provoca deposição excessiva de gordura no fígado. No hipotireoidismo prolongado, o aumento acentuado do colesterol plasmático circulante está quase sempre associado ao desenvolvimento de arteriosclerose grave.
Efeito sobre o metabolismo das vitaminas. Como o hormônio tireóideo aumenta as quantidades de numerosas e diferentes enzimas, e como as vitaminas são partes essenciais de algumas enzimas ou co-enzimas, o hormônio tireóideo provoca aumento das necessidades de vitaminas.
Efeito sobre o metabolismo basal. Como o hormônio tireóideo aumenta o metabolismo em quase todas as células do organismo, a presença de quantidades excessivas do hormônio pode, em certas ocasiões, aumenta o metabolismo basal por até 60 a 100% acima do normal.
Efeito sobre o peso corporal. A produção acentuada de hormônio tireóideo diminui quase sempre o peso corporal, enquanto a forte redução de sua produção aumenta quase sempre o peso corporal. Esses efeitos nem sempre são observados , visto que o hormônio tireóideo aumenta o apetite, o que pode contrabalançar a alteração do metabolismo.
Efeito sobre o sistema cardiovascular. O aumento do metabolismo dos tecidos determina a utilização de oxigênio mais rápida do que o normal, além de causar liberação de produtos de degradação do metabolismo dos tecidos em quantidade maior do que a normal. Esses efeitos produzem vasodilatação na maioria dos tecidos, como o conseqüente aumento do fluxo sangüíneo. A velocidade do fluxo sangüíneo na pele aumenta, em virtude de maior necessidade de eliminação de calor.
Em conseqüência do fluxo sangüíneo aumentado, o débito cardíaco também aumenta, atingido por vezes 60% ou mais acima de seu valor normal na presença de hormônio tireóideo em quantidade excessivas, mais caindo para apenas 50% de seu valor normal no hipotireoidismo grave.
Força dos batimentos cardíacos. O aumento da atividade enzimática ocasionada pela maior produção de hormônio tireóideo intensifica aparentemente a força do coração quando ocorre secreção de ligeiro excesso de hormônio tireóideo. Esse processo é análogo ao aumento da força dos batimentos cardíacos que ocorre nas febres baixas e durante o exercício. Quando o hormônio tireóideo está muito aumentado, a força do músculo cardíaco fica deprimida, devido ao catabolismo protéico excessivo, alguns pacientes com tireotoxicose grave falecem por descompensação cardíaca secundária à insuficiência do miocárdio e o aumento da carga cardíaca imposto pelo débito aumentado.
Volume sangüíneo. O hormônio tireóideo provoca ligeiro aumento de volume sangüíneo. é provavelmente que esse efeito resulte, pelo menos em parte, da vasodilatação que permite o acúmulo de quantidades aumentadas de sangue no sistema circulatório.
Pressão arterial. Em geral, não ocorre qualquer modificação da pressão arterial média. Entretanto, devido ao aumento do débito sistólico em cada batimento cardíaco e ao aumento do fluxo sangüíneo pelos tecidos entre os batimentos, a pressão do pulso se eleva, com o aumento da pressão sistólica no hipertireoidismo de 10 a 15 mmhg e redução correspondente na pressão diastólica.
Efeito sobre a respiração. O aumento do metabolismo intensifica a utilização de oxigênio e a formação de dióxido de carbono: esses efeitos ativam todos os mecanismos que aumentam a freqüência e a profundidade da respiração.
Efeito sobre o tubo gastrintestinal. Além de aumentar o apetite e a ingestão de alimentos, o hormônio tireóideo também aumenta a velocidade de secreção dos sulcos digestivos, como a motilidade do tubo gastrintestinal. Com a freqüência, verifica-se a presença de diarréia. A falta de hormônio tireóideo causa constipação.
Efeito sobre o sistema nervos central. O hormônio tireóideo, aumenta a rapidez da aceleração, mas com freqüência , também a dissocia. A falta de hormônio tireóideo diminui essa função. O indivíduo hipertireóideo está sujeito a apresentar nervosismo extremo e tendência psiconeuróticas, como complexo de ansiedade, preocupação extrema ou paranóia.
Efeito sobre a função dos músculos. Um ligeiro aumento da secreção do hormônio tireóideo determina vigorosamente reação muscular, todavia, quando a quantidade de hormônio se torna excessiva, ocorre fraqueza muscular devidoa ao catabolismo excessivo as proteínas. A falta de hormônio tireóideo faz com que a reação dos músculos seja extremamente lenta, com relaxamento lento após a contração.
Tremor muscular. Um dos sinais mais característicos do hipertireoidismo é o tremor muscular fino. Não se trata de tremor grosseiro que ocorre na doença de Parkinson ou no calafrio, visto que atinge rápida freqüência de 10 a 15 vezes por segundo. O tremor pode ser facilmente observado ao colocar uma folha de papel sobre os dedos estendidos e ao se verificar o grau de vibração de papel. Acredita-se que esse temor seja causado pela maior reatividade das sinapses neuronais nas áreas da medula que controlam o tônus muscular. O tremor constitui um meio importante de se avaliar o grau de efeito do hormônio tireóideo sobre o sistema nervoso central.
Efeito sobre o sono. Devido ao efeito exaustivo do hormônio tireóideo sobre a musculatura e o sistema nervoso central, o indivíduo hipertireóideo tem quase sempre a sensação de fadiga constante; entretanto, devido aos efeitos excitatórios do hormônio tireóideo sobre as sinapses, o sono torna-se difícil. Por outro lado a sonolência extrema é típica de hipotireoidismo.
Efeito sobre outras glândulas endócrinas. O aumento da secreção de hormônio tireóideo acelera a velocidade de secreção da maioria das outras glândulas endócrinas, mas também aumenta a necessidade por hormônios dos tecidos.
Efeito do hormônio tireóideo sobre a função sexual. Para que a função sexual seja normal , a secreção de hormônio tireóideo também precisa ser aproximadamente normal. Nos homens, a falta de hormônio tireóideo tende a causar perda total da libido; por outro lado, grandes excessos de hormônio quase sempre causam impotência. Nas mulheres, a falta de hormônio tireóideo produz com freqüência menorragia e polimenorréia, isto é, sangramento menstruais excessivos e freqüentes. Apesar de estranho, a falta de hormônio tireóideo em outras mulheres podem causar períodos irregulares e, em certas ocasiões, até mesmo amenorréia total. Como o homem a mulher hipertireóidea também está sujeita a redução acentuada da libido. Para tornar o quadro mais confuso ainda, a oligomenorréia, isto é, redução acentuada do sangramento menstrual, é comum na mulher hipertireóidea, resultando ocasionalmente em amenorréia.
A ação do hormônio tireóideo sobre as gônadas não pode ser atribuída a uma função específica, mas provavelmente resulta de combinação de efeitos metabólicos diretos sobre as gônadas e de efeito excitatório e inibidores operando por meios de hormônios adeno-hipofisários que controlam as funções sexuais.
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO DO HORMÔNIO TIREÓIDEOO hormônio tíreo-estimulante (TSH) é um hormônio adeno-hipofisário. O TSH aumenta a secreção de tiroxina e de triiodotironina pela glândula tireóide.
Em resumo, o TSH aumenta todas as atividades conhecidas das células glandulares da tireóide.
Após a administração de TSH, o efeito inicial, mais importante consiste na proteólise da tireoglobulina, que determina a liberação de tiroxina e de triiodotironina no sangue dentro de 30 minutos. Os demais efeitos necessitam de várias horas ou até mesmo de alguns dias ou semanas para seu pleno desenvolvimento
Substâncias antitireóideasOs medicamentos que suprimem a secreção de tireóide são denominados substâncias antitireóideas mais bem conhecidas são o tiocianato, o propitiouracil e iodetos inorgânicos em altas concentrações. O mecanismo pela qual cada uma dessas substância bloqueia a secreção tireóidea diferem entre sí.
PATOLOGIA – Hipertireoidismo: Na maioria dos pacientes, toda glândula tireóide sofre um aumento de tamanho de até duas a três vezes o normal, com acentuada hiperplasia e pregueamento da célula folicular que reveste os folículos, de modo que o número de células aumenta várias vezes mais do que o aumento de tamanho. A velocidade de secreção de cada célula aumenta por várias vezes; estudos de captação com iodo radioativo mostram que algumas dessas glândulas hiperplásicas secretam hormônio tireóide com intensidade de até 5 a 15 vezes o normal.
O distúrbio raramente pode resultar em desenvolvimento de adenoma (tumor) localizado no tecido tireóide, que secreta grandes quantidades de hormônio tireóideo. Um dos efeitos do adenoma, é que, enquanto continua secretando grandes quantidades de hormônio , a função do resto da glândula tireóide fica quase totalmente inibida, visto que o hormônio tireóideo secretado pelo adenoma deprime a produção hipofisária de TSH.
OS HORMÔNIOS CÓRTIO – SUPRA – RENAISAs glândulas supra-renais situam-se nos pólos superiores de ambos os rins e pesam, cada um cerca de 4 g. Cada glândula é constituída por duas partes distintas, a medula supra-renal e o córtex supra-renal. A medula supra-renal que se localiza na parte central e corresponde a 20% da glândula, está funcionalmente relacionada ao sistema nervoso simpático; secreta os hormônios epinefrina e norepinefrina, em resposta a estimulação simpática.
O córtex supra-renal secreta um grupo totalmente diferente de hormônios, denominados corticosteróides. Todos esses hormônios são sintetizados a partir do esteróide colesterol, e todos possuem formas químicas semelhantes.
Os corticosteróides – mineralocorticóides, glicocorticóides e androgênios. Os dois tipos de hormônios córtico supra-renais, os mineralocorticóides e os glicocorticóides, são secretados pelo córtex supra-renal. Além desses hormônios ocorre secreção de pequenas quantidade de hormônios sexuais (androgênicos), que exercem aproximadamente os mesmos efeitos no organismo que o hormônio sexual masculino testosterona. Em condições normais esses hormônios androgênios são de pouca importância: com tudo em certas anormalidades do córtex supra-renal, podem ser secretados em quantidades extremas, podendo resultar em efeitos masculinizante.
Foram isolados mais de 30 esteróides diferentes do córtex supra-renal; entretanto, apenas dois são de grande importância para a função endócrina normal do ser humano: a aldosterona, que é o principal mineralocorticóide, e o cortisol, que é o principal glicocorticóide.
Química dos hormônios córtico supra-renais. Todos os hormônios córtico supra-renais são compostos esteróides. São formados principalmente a partir do colesterol absorvido diretamente do sangue circulante por endocitóse através da membrana celular. Essa membrana possui receptores específicos para as lipoproteínas de baixa densidade, que contém concentrações muito elevadas de colesterol, de modo que a fixação dessa lipoproteínas às membranas promove o processo endocitóse. Verifica-se também a síntese de pequenas quantidades de colesterol nas células corticais a partir da acetilcoenzima A; esse colesterol também pode ser usado para a formação de hormônios córtico supra-renais.
Aldosterona ( muito potente, responsável por quase 90% da atividade mineralocorticóide).
Desoxicorticosterona ( 1/15 da potência do aldosterona; secretada em quantidades muito pequenas ).
Corticosterona ( atividade muito pequena ).
9 x-flurocortisol ( sintético, ligeiramente mais potente do que a aldosterona).
Cortisol ( atividade muito leve, porém secretado em grandes quantidades).
Cortisona ( sintética, atividade pequena ).
Cortisol ( muito potente, responsável por cerca de 95% de toda a atividade glicocorticóide ).
Corticosterona ( cerca de 4% da atividade glicocorticóide total, porém muito menos potente que o cortisol ).
Cortisona ( sintética, quase tão potente quanto o cortisol ).
Prednisona (sintética, 4 vezes mais potente do que o cortisol ).
Metilprednisona (sintética, 5 vezes mais potente do que o cortisol ).
Dexametazona (sintética, 30 vezes mais potente do que o cortisol ).
Com base nesta lista, torna-se evidente que alguns desses hormônios possuem essas atividades glicocorticóides e mineralocorticóide. É especialmente importante frisar que o cortisol possui pequena atividade mineralocorticóide, visto que algumas síndromes de secreção excessiva de cortisol podem causar efeitos mineralocorticóides significativos, juntamente com seus efeitos glicocorticóides muito mais poderosos.
Cerca de 25% da forma conjugada são excretados na bile e, a seguir nas fezes, sendo 75% restantes secretados na urina. As formas conjugadas desses hormônios são inativas.
Funções dos mineralocorticóides – aldosteronaA perda total da secreção córtico supra-renal promove a morte do indivíduo dentro de 3 dias a 2 semanas, a não ser que ele receba terapia extensa com sal ou com mineralocorticóides. Na ausência de mineralocorticóides, a concentração de potássio no líquido extracelular aumenta acentuadamente, enquanto as concentrações de sódio e de cloreto diminuem verificando-se também a redução acentuada do volume do líquido extracelular total e do volume sangüíneo. Em pouco tempo, o indivíduo passa a apresentar débito cardíaco diminuído, que progride para um estado semelhante ao choque, seguido de morte. Toda essa seqüência pode ser evitada pela administração de aldosterona ou de algum outro mineralocorticóide. Os mineralocorticóides são considerados como a porção " protetora da vida " dos hormônios córticos supra-renais: os glicocorticóides, são igualmente necessário, permitindo ao indivíduo resistir aos efeitos destrutivos dos " estresses " físicos e mentais intermitentes da vida.
A aldosterona exerce quase 90% da atividade mineralocorticóide da secreção córtico supra-renal, mas o cortisol, o principal glicocorticóide secretado pelo córtex supra-renal, mas sua secreção e cerca de 80 vezes maior do que a aldestona.
Efeitos renais e circulatórios da aldosteronaA função mais importante da aldosterona consiste em promover o transporte de sódio e de potássio através de algumas regiões das paredes dos túbulos renais e, em menor grau, o transporte de íons hidrogênio.
A aldosterona é responsável pela concentração do sódio no líquido extracelular, enquanto a maior quantidade de potássio é excretado na urina. A presença de altas concentrações de aldosterona no plasma pode diminuir a perda de sódio na urina, ao mesmo tempo, a perda de potássio na urina aumenta por várias vezes. A ausência total de secreção de aldosterona pode causar perda urinária de 20g de sódio por dia, uma quantidade igual a um quinto de todo o sódio corporal .
A perda excessiva de íons potássio do líquido extracelular sob a influência da aldosterona provoca grave redução da concentração plasmática de potássio.
Quando a queda a que da concentração de íons potássio atinge aproximadamente a metade do valor normal, verifica-se quase sempre o desenvolvimento de fraqueza muscular pronunciada. Essa fraqueza decorre das alterações das propriedades elétricas e das membranas das fibras musculares e nervosas impedindo a transmissão dos potenciais de ação.
Por outro lado, quando ocorre deficiência de aldosterona, a concentração de íons potássio do líquido extracelular pode aumentar acima da faixa normal. Quando a elevação atinge a 60 a 100% acima do normal, surge cardiotoxicidade grave, incluindo fraqueza da contração cardíaca e desenvolvimento de arritmias; a presença de concentrações ligeiramente maiores de potássio resulta inevitavelmente em morte cardíaca.
Efeito da aldosterona sobre as glândulas sudoríparas, as glândulas salivares e a absorção intestinal
O efeito sobre as glândulas sudoríparas é importante para conservar o sal corporal em ambientes quentes enquanto o efeito sobre as glândulas salivares é importante para conservar o sal quando ocorre perda de quantidade excessiva de saliva.
A aldosterona também aumenta muito a absorção intestinal de sódio, sobretudo no cólon, evitando, a perda de sódio nas fezes.
A ausência de aldosterona, a absorção de sódio no intestino pode ser muito deficiente, resultando em deficiência de absorção de ânios e de água. O cloreto de sódio e a água não absorvidos resultam em diarréia, com maior perda de sal no organismo.
Regulação da secreção da aldosteronaExistem quatro fatores diferentes que desempenham papéis fundamentais na regulação da aldosterona. De acordo com sua provável ordem de importância, temos:
1. 1. Concentração de íons potássio no líquido extracelular
2. 2. Sistema da renina-angiotensina
3. 3. Concentração de íons sódio no líquido extracelular
4. 4. Hormônio corticotrópico (ACTH)
Dentro dos fatores supracitados, a concentração íons potássio e o sistema de renina-angiotensina são, sem dúvida alguma, os mais potentes para a regulação da secreção de aldosterona.
A aldosterona atua sobre os rins para ajudar a corrigir a concentração anormal de íons potássio no líquido extracelular e a função circulatória anomal.
FUNÇÕES DOS GLICOCORTICÓIDESEstimulação do gliconeogênese. O efeito metabólico mais bem conhecido do cortisol e de outros glicocorticóides sobre o metabolismo consiste na sua capacidade de estimular a gliconeogênese ( formação de carboidratos a partir de proteínas e algumas outras substâncias) pelo fígado, aumentando quase sempre a velocidade da gliconeogênese por até 6 a 10 vezes. Esse aumento resulta principalmente de dois efeito distintos do cortisol.
Em primeiro lugar, todas as enzimas necessárias para combater os aminoácidos em glicose estão aumentadas nas células hepáticas, em conseqüência dos efeitos dos glicocorticóides sobre a ativação da transição dos ADN nos núcleos dos hepatócitos, da mesma maneira que a aldosterona atua nas células tubulares renais, com formação de ARN-mensageiro responsáveis pela produção em série de enzimas necessárias para a gliconeogênese.
Em segundo lugar, o cortisol causa mobilização de aminoácidos dos tecidos extra-hepáticos, em particular dos músculos. Em conseqüência, existe maior quantidade disponível de aminoácidos no plasma, que entram no processo de gliconeogênese do fígado, promovendo assim, a formação de glicose.
Um dos efeitos da gliconeogênese aumentada é o aumento pronunciado do armazenamento de glicogênio nas células hepáticas.