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Sistema Linfático

 

Sistema Linfático
Sistema Linfático

O sistema linfático é responsável pela absorção de detritos e macromoléculas que as células produzem durante seu metabolismo, ou que não conseguem ser captadas pelo sistema sanguíneo. A linfa é um líquido transparente e esbranquiçado, levemente amarelado ou rosado, alcalino e de sabor salgado, constituído essencialmente pelo plasma sanguíneo e por glóbulos brancos, com a mesma composição do que o fluido intersticial. A linfa é transportada pelos vasos linfáticos em sentido unidirecional e filtrada nos linfonodos (também conhecidos como nódulos linfáticos ou gânglios linfáticos). Após a filtragem, é lançada no sangue, desembocando nas veias subclávias através do ducto torácico.

A circulação linfática é responsável pela absorção de detritos e macromoléculas que as células produzem durante seu metabolismo,ou que não conseguem ser captadas pelo sistema sanguíneo.

O sistema linfático coleta a linfa por difusão pelos capilares linfáticos, e a retorna para dentro do sistema circulatório. Uma vez dentro do sistema linfático o fluido é chamado de linfa, e tem sempre a mesma composição do que o fluido intersticial.

Produzida pelo excesso de líquido que sai dos capilares sanguíneos ao espaço intersticial ou intercelular, sendo recolhida pelos capilares linfáticos que drenam aos vasos linfáticos mais grossos até convergir em condutos que se esvaziam nas veias subclávias.

A linfa percorre o sistema linfático graças a débeis contrações dos músculos, da pulsação das artérias próximas e do movimento das extremidades. Se um vaso sofre uma obstrução, o líquido se acumula na zona afetada, produzindo-se um inchaço denominado edema.

Pode conter microorganismos que, ao passar pelo filtros dos linfonodos (gânglios linfáticos) e baço são eliminados. Por isso, durante certas infecções pode-se sentir dor e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha, conhecidos popularmente como "íngua".

Circulação linfática

O sistema linfático humano ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos vasos através da força do coração, o sistema linfático não é um sistema fechado e não tem uma bomba central. A linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular. A linfa move-se lentamente e sob baixa pressão devido principalmente à compressão provocada pelos movimentos dos músculos esqueléticos que pressiona o fluido através dele. A contração rítmica das paredes dos vasos também ajuda o fluido através dos capilares linfático. Este fluido é então transportado progressivamente para vasos linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito (para a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto torácico (para o resto do corpo); estes dutos desembocam no sistema circulatório na veia subclaviana esquerda e a direita. A linfa segue desta forma em direção ao abdome, onde será filtrada e eliminará as toxinas com a urina e fezes.

Ao caminharmos, os músculos da perna comprimem os vasos linfáticos, deslocando a linfa em seu interior. Outros movimentos corporais também deslocam a linfa, tais como a respiração, atividade intestinal e compressões externas, como a massagem. Permanecer por longos tempos parado em uma só posição faz com que a linfa tenha a tendência a se acumular nos pés, por influência da gravidade, causando inchaço.

Baço

O baço é o órgão linfático, excluído da circulação linfática, interposto na circulação sangüínea e cuja drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado.

Possui grande quantidade de macrófagos que, através da fagocitose, destroem micróbios, restos de tecido, substâncias estranhas, células do sangue em circulação já desgastadas como eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Dessa forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial.

O baço também tem participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns cientistas, um grande nódulo linfático.

Papel do sistema linfático

A linfa tem importante papel de drenadoras retirando do interstício celular os detritos e macromoléculas que as células produzem durante seu metabolismo. Além disso os microorganismos, patogênicos, drenados pelo sistema linfático, ao passar pelo filtros dos linfonodos (gânglios linfáticos) e baço são eliminados. Por isso, durante certas infecções pode-se sentir dor e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha, conhecidos popularmente como “íngua”, como também no baço.

Referência

ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A.H.; POBER, J.S. Imunologia Celular e Molecular. 3.ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. 486p.

Fonte: www.medicinageriatrica.com.br

Sistema Linfático

O sistema linfático faz parte do sistema imunológico do corpo. Ele desempenha papel importante nas defesas do corpo contra a infecção e alguns outros tipos de doença, inclusive o câncer.

Como o sistema sangüíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório, mas possui um fluido conhecido por linfa, em vez de sangue.

O sistema linfático ajuda a transportar substâncias – células, proteínas, nutrientes, produtos residuais – pelo corpo e é composto de:

Vasos linfáticos (às vezes chamados simplesmente de ‘linfáticos’)
Linfonodos (às vezes chamados de ‘gânglios linfáticos’)
Órgãos como baço e timo

Fisiologia e papel do sistema linfático

O sistema linfático é parte importante do sistema imunológico do corpo, fornecendo defesas contra infecção e alguns outros tipos de doença, inclusive o câncer.

Um fluido chamado linfa circula pelos vasos linfáticos e transporta os linfócitos, um tipo de glóbulo branco do sangue pelo corpo.

Os vasos linfáticos passam através dos linfonodos, que contêm grande quantidade de linfócitos e atuam como filtros, confinando organismos infecciosos como bactérias e vírus.

Os linfonodos tendem a se aglomerar em grupos – por exemplo, há grandes grupos nas axilas, no pescoço e na virilha.

Quando uma parte do corpo fica infeccionada ou inflamada, os linfonodos mais próximos se tornam dilatados e sensíveis. Isso é o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa com a garganta inflamada desenvolve “gânglios inchados” no pescoço. O fluido linfático da garganta escoa para os linfonodos no pescoço, nos quais o organismo infeccioso pode ser destruído e impedido de se espalhar para outras partes do corpo.

Importância das células T e B

Há dois tipos principais de linfócitos:

Células T
Células B

Os linfócitos, tal como outros tipos de células sangüíneas, se desenvolvem na medula óssea. Eles começam a viver como células imaturas chamadas de células-tronco. Ainda na infância, alguns linfócitos migram para o timo, um órgão que fica na porção superior do tórax, onde amadurecem e se transformam em células T. Outros permanecem na medula óssea e amadurecem transformando-se em células B. Ambos linfócitos T e B desempenham papel importante no reconhecimento e destruição de organismos infecciosos como bactérias e vírus.

Em condições normais, a maioria dos linfócitos em circulação no corpo são células T. Sua função é a de reconhecer e destruir células anormais do corpo (por exemplo, as células infectadas por vírus).

As células B reconhecem células e materiais ‘estranhos’ (como bactérias que invadiram o corpo). Quando essas células entram em contato com uma proteína estranha (por exemplo, na superfície das bactérias), elas produzem anticorpos que ‘aderem’ à superfície da célula estranha e provocam sua destruição.

Fonte: www.roche.com.br

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O sistema linfático tem sua origem embrionária no mesoderma, desenvolvendo-se junto aos vasos sanguíneos. Durante a vida intra-uterina, algumas modificações no desenvolvimento embrionário podem surgir, constituindo assim, características morfológicas pessoais, que variam entre os indivíduos (Garrido, 2000).

O sistema linfático tem como função imunológica à ativação da resposta inflamatória e o controle de infecções. Através de sua simbiose com os vasos sanguíneos, regula o balanço do fluído tissular. Esse delicado balanço é possível pelo transporte unidirecional de proteínas do tecido para o sistema sanguíneo. Em conjunção com o trabalho dos vasos, o sistema linfático mantém o equilíbrio entre a filtração e a reabsorção dos fluídos tissulares (Miller, 1994).

As moléculas de proteínas transportam oxigênio e nutrientes para as células dos tecidos, onde então removem seus resíduos metabólicos. Várias moléculas de proteínas que não conseguem ser transportadas pelo sistema venoso são retornadas ao sistema sangüíneo através do linfático. Conseqüentemente, o líquido linfático se torna rico em proteínas, mas também transporta células adiposas, e outras macromoléculas. A circulação normal de proteínas requer um funcionamento adequado dos vasos linfáticos, caso contrário, os espaços intersticiais podem ficar congestionados(Miller, 1994).

Capilares linfáticos

A rede linfática tem seu início nos capilares linfáticos, formando verdadeiros plexos que se entrelaçam com os capilares sanguíneos. Através dos vasos pré-coletores e coletores, a linfa prossegue até chegar ao canal linfático direito e ao ducto torácico, que desembocam na junção das veias subclávia e jugular interna. (Camargo, 2000).

Os capilares linfáticos possuem um endotélio mais delgado em relação ao sanguíneo. Suas células endoteliais sobrepõem-se em escamas, formando microválvulas que se tornam pérvias, permitindo sua abertura ou fechamento, conforme o afrouxamento ou a tração dos filamentos de proteção. Quando tracionados (conforme a pressão ou a movimentação dos tecidos), os filamentos permitem a penetração de água, partículas, pequenas células e moléculas de proteínas no interior do capilar, iniciando então a formação da linfa. O refluxo linfático não ocorre devido ao fechamento das microválvulas linfáticas (Garrido, 2000).

A rede capilar linfática é rica em anastomoses, sobretudo na pele, onde os capilares linfáticos estão dispostos de forma superficial e profunda, em relação à rede capilar sanguínea. O mesmo não ocorre nos vasos e ductos linfáticos Nos capilares linfáticos, os espaços intercelulares são bem mais amplos, possuindo "fendas" entre as células parietais, permitindo que as trocas líquidas entre o interstício e o capilar linfático se façam com extrema facilidade não só de dentro para fora, como de fora para dentro do vaso (Duque, 2000).

Vasos pré-coletores

Os vasos pré-coletores possuem uma estrutura bastante semelhante ao capilar linfático, sendo o endotélio coberto internamente por tecido conjuntivo, onde, em alguns pontos se prolongam juntamente com as células epiteliais, formando as válvulas que direcionam o fluxo da linfa. Suas estruturas são fortalecidas por fibras colágenas, e através de elementos elásticos e musculares, possuem também as propriedades de alongamento e contratilidade (Camargo, 2000).

Coletores linfáticos

Os vasos ou coletores linfáticos correm longo percurso sem se anastomosar. Entretanto, em condições patológicas, as comunicações anastomóticas existem como vias alternativas de fluxo linfático. O vaso linfático quer superficial ou profundo, possuem numerosas valvas bivalvulares, sendo os espaços compreendidos entre cada válvula chamada de linfangion (Garrido, 2000). Esses vasos são de maior calibre possuindo estrutura semelhante a das grandes veias.

Na constituição do vaso linfático estão as três camadas: íntima, média e adventícia. A túnica íntima é a mais interna, apresentando um revestimento endotelial e um retículo delicado, com fibras elásticas dispostas longitudinalmente. Seu lúmem possui projeções internas formando as várias válvulas. A túnica média envolve a íntima, sendo composta de três a seis camadas de células de musculatura lisa arranjadas em espiral, circularmente, com algumas fibras dispostas no sentido longitudinal do vaso. Ela é responsável pela contratilidade do vaso e conseqüente propulsão da linfa. A túnica adventícia é a mais externa e espessa, sendo formada por fibras colágenas longitudinais, entre as quais existem fibras elásticas e feixes de musculatura. Possui também tecido conjuntivo, terminações nervosas e a vasa vasorum.

Os vasos linfáticos assim constituídos são chamados de coletores linfáticos pré ou pós-nodais, conforme a sua relação com os linfonodos, sendo os pré-nodais linfáticos aferentes e, os pós-nodais, eferentes (Camargo, 2000).

Troncos linfáticos

Os troncos linfáticos, ou coletores terminais são vasos de maior calibre que recebem o fluxo linfático, e compreendem os vasos linfáticos lombares, intestinais, mediastinais, subclávios, jugulares e descendentes intercostais. A união dos troncos intestinais, lombares e intercostais forma o ducto torácico. Os troncos jugulares, subclávios e broncos mediastinal direito formam o ducto linfático direito (Garrido, 2000).

Linfonodos

O linfonodo consiste em um aglomerado de tecido retículo-endotelial revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo. Desempenha importante papel imunológico, através da filtração da linfa proveniente dos vasos linfáticos e da produção de células linfóides e reticulares, que realizam a defesa do organismo através da fagocitose e da pinocitose. Variam em tamanho, forma e cor. Cada linfonodo apresenta um hilo que corresponde ao local de emergência, não apenas do vaso linfático, como da veia linfonodal, que acompanha a artéria e se destina ao suprimento sanguíneo para o linfonodo. A conexão entre o sistema linfático e o venoso é possível através da veia de drenagem do linfonodo. O número de linfonodos varia entre as regiões e os indivíduos, e seu volume também é variável, ocorrendo um importante aumento com a idade, em decorrência dos processos patológicos ou agressões que a área de drenagem tenha sofrido.

Os linfonodos recebem de três a oito vasos linfáticos aferentes, saindo apenas um vaso linfático eferente. O número de vasos linfáticos, após a conexão com os linfonodos, diminui sensivelmente, porém seu calibre pouco se modifica, devido às conexões linfovenosas existentes, por onde ocorre a passagem gradual do fluxo linfático para o venoso.

Os vasos linfáticos vão em direção à raiz dos membros, formando o grupo de linfonodos axilares e inguinais. Nas regiões do cotovelo e joelho, algumas vezes, existem pequenos linfonodos (de 1 a 3). Nos linfocentros, estão os linfonodos de maior importância, sendo que na região cervical eles se dispõem em cadeias.

Fisiologia do sistema linfático

As circulações linfáticas e sanguíneas estão intimamente relacionadas. A macro e a microcirculação de retorno dos órgãos e/ou regiões é feita pelos sistemas venoso e linfático. As moléculas pequenas vão, em sua maioria, diretamente para o sangue, sendo conduzidas pelos capilares sanguíneos, e as grandes partículas alcançam a circulação através do sistema linfático. Entretanto, mesmo macromoléculas passam para o sangue via capilares venosos, sendo que o maior volume do fluxo venoso faz com que, no total, o sistema venoso capte muito mais proteínas que o sistema linfático. Contudo, a pequena drenagem linfática é vital para o organismo ao baixar a concentração protéica média dos tecidos e propiciar a pressão tecidual negativa fisiológica que previne a formação do edema e recupera a proteína extravasada (Duque, 2000).

A captação das macromoléculas protéicas dos interstícios pode também ser feita por estruturas interligadas ao sistema linfático canalicular e aos pré-linfaticos, chamadas de sistema para-linfatico, uma vez que fazem o transporte paralelo e de suplência, ao sistema linfático (Duque, 2000).

A formação e o transporte da linfa podem ser explicados através da hipótese de Starling sobre o equilíbrio existente entre os fenômenos de filtração e de reabsorção que ocorrem nas terminações capilares. A água, rica em elementos nutritivos, sais minerais e vitaminas, ao deixar a luz do capilar arterial, desembocam no interstício, onde as células retiram os elementos necessários ao seu metabolismo e eliminam os produtos de degradação celular. Em seguida, o liquido intersticial, através das pressões exercidas, retoma a rede de capilares venosos (Leduc, 2000).

Várias pressões são responsáveis pelas trocas através do capilar sanguíneo (Vogelfand, 1996).

Pressão hidrostática (PH): a pressão hidrostática sanguínea (PHs) impulsiona o fluido através da membrana capilar, em direção ao interstício, sendo sua pressão aproximadamente de 30 mmHg no capilar arterial e de 15 mmHg no capilar venoso. A pressão hidrostática intersticial (PHi) é a que tende a movimentar o fluido de volta para os capilares. É considerada igual a zero, uma vez que nas condições de normalidade do interstício ela se equilibra em ambos os extremos capilares.

Pressão osmótica: é originada pela presença de moléculas protéicas no sangue e no fluido intersticial. A pressão osmótica sanguínea (POs) tende a movimentar o fluido do interstício em direção ao capilar, sendo de aproximadamente 28 mm Hg em ambos os extremos capilares. A pressão osmótica intersticial (POi) é a força oposta, que tende a "sugar" fluido dos capilares, sendo de aproximadamente 6 mm Hg nos extremos dos capilares.

Pressão de filtração (PF): surge da relação entre as pressões hidrostáticas e osmóticas, sendo no extremo arterial igual à pressão positiva de 8 mm Hg ( PF = (PHs + POi ) - (PHi + POs) ), produzindo assim a ultrafiltração. No extremo venoso, corresponde a pressão negativa de 7 mm Hg, produzindo a reabsorção.

Assim sendo, 90% do fluido filtrado é reabsorvido, o restante (2 a 4 litros/dia) são absorvidos pelo sistema linfático.

Pressão tissular: a pressão hidrostática tissular é a pressão exercida sobre o fluido livre nos canais tissulares. É negativa na maioria dos tecidos. A pressão tissular total é o resultado da soma vetorial da pressão hidrostática tissular e da pressão do tecido sólido. Pode ser negativa, quando o interstício abre as junções endoteliais através dos filamentos de ancoragem, ou positivas, quando os músculos se contraem, comprimindo os linfáticos iniciais.

O mecanismo de formação da linfa envolve, então, três processos muito dinâmicos e simultâneos:

Ultrafiltração: é o movimento de saída de bO, O2 e nutrientes do interior do capilar arterial para o interstício, ocorrendo pela PH positiva no capilar arterial e a PH negativa ao nível do interstício.

Absorção venosa

É o movimento de entrada de bO, CO2, pequenas moléculas e catabólitos do interstício para o interior do capilar venoso, ocorrendo por difusão, quando a pressão intersticial é maior do que a existente no capilar venoso

Absorção linfática

É o início da circulação linfática, determinada pela entrada do líquido intersticial, com proteínas de alto peso molecular e pequenas células, no interior do capilar linfático inicial, que ocorre quando a pressão é positiva e os filamentos de proteção abrem as micro-válvulas endoteliais da parede do capilar linfático . Este começa a ser preenchido pelo líquido intersticial e, quando o preenchimento chega ao máximo, as microválvulas se fecham, iniciando a propulsão da linfa através dos pré-coletores e coletores (Camargo, 2000).

Diversas forças conduzem à movimentação da linfa.

Primeiramente, ocorre saída de água e de proteínas dos capilares sanguíneos. O aumento da permeabilidade do capilar sanguíneo, aumentando o volume e a pressão intersticial, provoca a formação de mais linfa. Conseqüentemente, a permeabilidade capilar venosa aumenta, juntamente com o extravasamento de líquido e de proteínas, levando também, ao aumento da entrada de linfa dentro do capilar linfático. O aumento da temperatura, assim como a hipotermia, agem no mesmo sentido, aumentando o volume de líquidos intersticiais e o fluxo da linfa.

No interstício, as grandes moléculas protéicas fracionam-se, adquirindo maior poder osmótico, atraindo mais líquido para o interstício e potencializando os mecanismos formadores da linfa.

A compressão do vaso linfático orienta e permite o fluxo da linfa. Agem neste sistema as compressões externas sobre o tegumento cutâneo, assim como a movimentação do membro, que desencadeia inúmeras formas de compressão sobre os capilares e troncos linfáticos. A compressão muscular e a compressão subcutânea gerada pela movimentação do corpo são, de certa forma, semelhantes ao "coração periférico" das panturrilhas no mecanismo de refluxo venoso dos membros inferiores, entretanto, em nível linfático, é mais difuso e é despertado com qualquer movimento de qualquer parte do corpo.

A movimentação da linfa é facilitada pelas forças aspirativas torácicas, agindo sobre os canais torácicos direito e esquerdos e sobre os troncos linfáticos do tórax.

Os batimentos arteriais também podem contribuir para conduzir e impulsionar a linfa ao longo dos troncos linfáticos. Os batimentos das artérias fariam a compressão do tronco linfático, gerando a movimentação da linfa com o auxílio das válvulas linfáticas.

Outra força adicional de movimentação da linfa advém dos shunts linfático-venosos que ocorrem ao nível dos linfonodos.

O sistema muscular é o grande impulsionador da linfa nos membros, pois no momento da contração muscular, os troncos linfáticos são comprimidos pelos músculos que os cercam e, graças ao sistema valvular, a movimentação da linfa é enormemente aumentada.

Em resumo, a formação e a condução da linfa são condicionadas por diversos sistemas. Um, em nível molecular, é o sistema angiolacunar de líquidos e eletrólitos.

Dentro deste sistema de difusão, e por ele potencializado, insere-se o sistema de ultrafiltração capilar sanguíneo, ainda no nível microscópio, somam-se às trocas líquidas, pressóricas e protéicas do plasma dos interstícios e dos capilares linfáticos. Nos membros, instalam-se forças ainda mais grosseiras, e localmente mais intensas, que surgem em determinadas situações, tais como qualquer movimentação e compressão tecidual (Duque, 2000).

Câncer e sistema linfático

O sistema linfático, além de atuar como mecanismo regulador primário para absorção de liquido protéico intersticial, é o principal sistema de defesa do organismo, sendo o responsável pela filtração de bactérias, eritrócitos, êmbolos tumorais e partículas inanimadas. Células malignas ou organismos infectantes são removidos em virtude da impossibilidade mecânica das células tumorais atravessarem os linfonodos intactos ou, então, elas são fagocitadas, dentro dos linfonodos, pelas células reticulo-endoteliais (Alcadipani, 1996).

As células malignas, após a invasão local do estroma circunjacente, penetram nos vasos linfáticos e vasculares, podendo crescer nos locais invadidos e desprender-se na forma de células isoladas ou agregados celulares. O sistema linfático transporta então estas células, chegando aos gânglios linfáticos, onde proliferam, passam para os gânglios vizinhos e ingressam na circulação sanguínea. Durante a invasão das células tumorais, o processo de infiltração e expansão das células dos tecidos pode trazer, como conseqüência, a penetração dos vasos linfáticos de pequeno calibre, provocando metástases nos gânglios regionais ou em outros órgãos (Nicolson, 1993).

Drenagem linfática do membro superior

Os vasos linfáticos do membro superior dispõem-se em coletores linfáticos profundos e superficiais.

Os coletores linfáticos profundos, menos numerosos, acompanham os feixes vasculo nervosos em toda a extensão do membro superior, em direção à região axilar, sendo que na altura do cotovelo, podem existir um ou dois linfonodos supratrocleares, que recebem linfáticos aferentes oriundos da região anterior do antebraço e cotovelo. Entretanto, a drenagem preferencial se dá para a axila, para onde convergem também os vasos linfáticos superficiais.

Os vasos linfáticos profundos possuem dois coletores radiais profundos, no nível da palma da mão, acompanhando a artéria radial e se anastomosam na altura da prega do cotovelo. Também existem dois coletores ulnares profundos que sobem ao longo dos vasos ulnares até a prega do cotovelo.

Os coletores interósseos anteriores e posteriores se unem aos outros coletores no nível do cotovelo. A partir desses coletores, nascem dois ou três coletores umerais, sendo que no terço médio do braço, um ou dois ramos dos gânglios epitrocleares podem se reunir a esses coletores umerais, assim como alguns ramos musculares.

Os ramos epitrocleares constituem uma via de suprimento no caso de interrupção da rede linfática, podendo aumentar em quantidade, pois existem algumas vias não funcionais que, conforme a necessidade, passam a atuar como vias de suprimento. Outra hipótese seria a inversão do fluxo linfático, passando da rede profunda à rede superficial para ajudar o esvaziamento da rede profunda (Leduc, 2000).

Os coletores linfáticos superficiais espalham-se por todo o tecido supra-aponeurótico, acompanhando a veia superficial radial, mediana e ulnar, em direção ao oco axilar. Estão distribuídos harmoniosamente por todo a superfície do membro, sendo, contudo, mais densos nos dedos e na face palmar da mão, explicando a maior freqüência de edemas na face dorsal da mão em relação à face palmar.

Os coletores interósseos anteriores e posteriores percorrem o antebraço e, em seguida, o braço, coletando a linfa trazida pelos capilares. A drenagem é feita principalmente pela face antero-interna do antebraço e braço, passando pelos gânglios supratrocleares, atingindo finalmente a região axilar (Leduc, 2000).

Na região axilar, os linfonodos dispõem-se em grupos, dos quais três são distais em relação a dois outros.

Grupos distais

Faz parte o grupo lateral, localizado atrás da veia axilar, recebendo os vasos linfáticos do membro superior; o grupo peitoral, na borda inferior do músculo pequeno peitoral, acompanhando as veias torácicas laterais e drenando a maior parte da mama; e o grupo posterior ou subescapular, acompanhando a veia subescapular e recebendo os linfáticos procedentes do ombro e da região escapular.

Grupo interpeitoral (Rotter)

Situados em torno da artéria acromio torácica e dos seus ramos peitorais em frente a fascia clavipeitoral, recebendo a linfa das partes centrais dos quadrantes superiores da mama e drenando para o grupo apical.

Grupo central

Dos linfonodos situados no grupo distal, partem vasos que convergem para o grupo central, constituindo o maior grupo, e estando situado próximo da base da axila.

Grupo apical

Localiza-se no ápice da região axilar, recebendo os vasos oriundos do grupo central, ou vasos linfáticos laterais, onde os vasos eferentes se unem para a formação do tronco subclávio (Garrido, 2000).

Os grupos axilares também podem ser divididos sob o ponto de vista topográfico cirúrgico, em três níveis:

Primeiro nível axilar: Localizados a partir da margem medial do músculo subescapular, tendo como limite à margem lateral do músculo pequeno peitoral.
Segundo nível axilar
: Localizados na região abaixo do músculo pequeno peitoral.
Terceiro nível axilar:
Localizados a partir da margem medial do músculo peitoral menor, tendo como limite o músculo subclávio, considerando o ápice da axila em termos de dissecção cirúrgica (Leme, 1994).

Drenagem linfática da mama

Os vasos linfáticos da mama são bastante numerosos, tanto superficialmente, como no parênquima glandular. Os linfáticos superficiais formam parte de um plexo que drena a linfa de toda a área superior da região ântero-lateral da parede torácica. Os linfáticos do parênquima glandular originam-se numa rede perilobular seguindo os canais galactóforos em direção às vias axilar, mamária interna e infraclavicular transpeitoral, indo esta última em direção à cadeia supraclavicular (Garrido, 2000).

Os linfáticos da mama chegam a axila através de dois troncos coletores oriundos do plexo subareolar: o lateral, que recebe colaterais da metade superior da mama e segue acompanhando a borda do músculo pequeno peitoral; e o medial, formado por vasos procedentes da parte mediana e inferior do plexo subareolar, descendo através de uma curvatura na concavidade superior, contornando a aréola. Esses dois coletores vão em direção aos linfonodos axilares da mama, onde terminam no grupo axilar ou central. (Garrido, 2000).

Embora as vias laterais e mediais sejam responsáveis pela maior parte da drenagem linfática da mama, há duas outras vias que vão diretamente aos linfonodos do ápice da axila (subclávios), que são: via transpeitoral, que recebe linfáticos do plexo retromamário; e a via retropeitoral, nem sempre existente, compreendendo dois a três coletores de drenagem do quadrante súpero-medial da mama onde, ocasionalmente, observam-se linfonodos. (Garrido, 2000).

Uma outra via de drenagem pode ser feita para a região axilar contralateral, através da cadeia mamária interna, que drenaria a região medial da mama, consistindo um sítio secundário de drenagem linfática da mama (Leme, 1994).

Fonte: portalteses.cict.fiocruz.br

Sistema Linfático

 

Sistema Linfático
Sistema Linfático

O sistema linfático compõem-se de:

Capilares linfáticos
Sistema de vasos linfáticos
Linfonodos ou gânglios linfáticos
Baço

O fluído (linfa) dos tecido que não volta aos vasos sanguíneos é drenado para os capilares linfáticos existentes entre as células. Estes se ligam para formar vasos maiores que desembocam em veias que chegam ao coração.

Capilares Linfáticos

Eles coletam a linfa (um líquido transparente, levemente amarelado ou incolor - 99% dos glóbulos brancos presentes na linfa são linfócitos) nos vários órgãos e tecidos. Existem em maior quantidade na derme da pele.

Vasos Linfáticos

Esses vasos conduzem a linfa dos capilares linfáticos para a corrente sanguínea. Há vasos linfáticos superficiais e vasos linfáticos profundos. Os superficiais estão colocados imediatamente sob a pele e acompanham as veias superficiais. Os profundos, em menor número, porém maiores que os superficiais, acompanham os vasos sanguíneos profundos.

Todos os vasos linfáticos têm válvulas unidirecionadas que impedem o refluxo, como no sistema venoso da circulação sanguínea.

Gânglios Linfáticos

Em diversos pontos da rede linfática existem gânglios (ou nodos) linfáticos (pequenos órgãos perfurados por canais). A linfa, em seu caminho para o coração, circula pelo interior desses gânglios, onde é filtrada. Partículas como vírus, bactérias e resíduos celulares são fagocitadas pelos linfócitos existentes nos gânglios linfáticos.

Os gânglios linfáticos são órgãos de defesa do organismo humano e produzem anti-corpos. Quando este é invadido por microorganismos, por exemplo, os glóbulos brancos dos gânglios linfáticos, próximos ao local da invasão, começam a se multiplicar ativamente para dar combate aos invasores. Com isso, os gânglios incham, formando as ínguas. É possível, muitas vezes, detectar um processo infeccioso pela existência de gânglios linfáticos inchados.

Baço

O baço está situado na região do hipocôndrio esquerdo, entre o fundo do estômago e o músculo diafragma. É mole e esponjoso, fragmenta-se facilmente, e sua cor é vermelho-violácea escura. No adulto, mede cerca de 13 cm de comprimento e 8 a 10 cm de largura. É reconhecido como órgão linfático porque contém nódulos linfáticos repletos de linfócitos.

O baço é um órgão linfóide situado no hipocôndrio esquerdo, abaixo do diafragma, atrás do estômago. Pesa em média 200 g, e tem cor vermelho-escuro. Tem forma ovóide alongada e cabe na palma da mão, tem 12 cm de comprimento e 8 cm de largura.

Devido ao seu tecido linfóide, ou polpa branca, e ao seu tecido vascular, ou polpa vermelha, ele tem função hematopoética até o último mês da vida fetal e função hemolítico-fisiológica, que se torna às vezes patológica.

O baço influi na composição do sangue que irriga nosso corpo e ele controla a quantidade desse líquido vital em nossas veias e artérias. A atividade do baço está relacionada com o aparelho circulatório. Acha-se envolvido por uma cápsula fibrosa, que o divide em lóbulos, por meio de tabiques - os septos conectivos -, que formam uma estrutura de sustentação, e nos quais existem fibras musculares lisas, responsáveis pela contração e pela distensão do órgão.

Polpas Branca e Vermelha

Em seu interior encontra-se um material de consistência mole, chamado polpa. Distingue-se a polpa branca e a polpa vermelha. A primeira é formada por nódulos linfáticos (Corpúsculos de Malpighi - semelhantes aos gânglios linfáticos). A segunda, constituída de glóbulos vermelhos e brancos, relaciona-se ainda com as veias de nosso organismo; e a polpa branca, por sua vez, com as artérias.

Funcionamento

Quando o baço aumenta, está acumulando sangue como um "banco". Esse sangue traz glóbulos vermelhos jovens e velhos, ou seja, uns podem fixar o oxigênio de que precisamos e outros não podem mais. Então, o baço faz sua seleção e retém alguns dos glóbulos vermelhos velhos, destruindo-os. A hemoglobina desse é, posteriormente, transformada em bilirrubina, pigmento da bile, restando o ferro. O ferro é outra vez utilizado pela medula óssea na formação de nova hemoglobina, preparando-se, por esse processo, o caminho para a produção de novos glóbulos vermelhos. Estes só são produzidos no baço durante a fase embrionária, sendo depois formados na medula óssea.

A função de reter os glóbulos vermelhos é realizada por macrófagos existentes no baço, que englobam e destroem as hemácias velhas e parasitas (processo chamado de fagocitose), evitando assim, um grande número de doenças.

O baço também produz glóbulos brancos e regula o volume de sangue em circulação nas artérias e veias. No caso de sofrer um corte ou hemorragia, o baço bombeia imediatamente mais líquido para o aparelho circulatório, restabelecendo aos poucos, o equilíbrio.

Arrancando o baço

O baço não é um órgão essencial, embora muito importante. Se o arrancarmos, sofreremos uma anemia, mas com o tempo, recuperaremos as forças (pois há outras partes do organismo com condições de assumir as funções que ele desempenha).

Fonte: www.webciencia.com

Sistema Linfático

Sistema Linfático
Sistema Linfático

O Sistema Linfático faz parte da defesa natural do organismo contra infecções. É composto por inúmeros gânglios linfáticos, conectados entre si pelos vasos (canais) linfáticos.

Os gânglios linfáticos estão situados no pescoço, axilas e virilha. Internamente, são encontrados principalmente no tórax (mediastino) e abdome. As amídalas, o fígado e o baço também fazem parte do sistema linfático.

Os vasos linfáticos transportam um fluido claro chamado linfa, que circula pelo corpo e contém células chamadas linfócitos. Essas células atuam como defesa contra infecções. Os gânglios linfáticos funcionam como filtros, retirando da circulação restos de células que passam por eles. Se, por exemplo, você tem dor de garganta, poderá notar que os gânglios do seu pescoço poderão estar aumentados. Isso é um sinal de que seu organismo está combatendo a infecção.

Por motivos ainda desconhecidos, em algum momento os linfócitos agrupados nos gânglios linfáticos começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada.

Como resultado dessa desordem, haverá um excesso de produção desse tecido, dando origem a um tipo de câncer denominado linfoma. O linfoma se inicia a partir de linfócitos anormais. Eles podem se espalhar por meio do sistema linfático por muitas áreas do organismo e circular no sangue.

O que é Linfoma?

Linfomas são cânceres que se iniciam a partir da transformação de um linfócito no sistema linfático. O prefixo “linfo” indica sua origem a partir da transformação de um linfócito, e o sufixo “oma” é derivado da palavra grega que significa “tumor”. Os linfomas o são resultado de um dano ao DNA de uma célula precursora de um linfócito, isto é, uma célula que irá se transformar em linfócito. Esse dano ao DNA ocorre após o nascimento e representa, portanto, uma doença adquirida e não hereditária.

Essa alteração ou mutação do DNA do linfócito gera uma transformação maligna: resulta no crescimento descontrolado e excessivo dos linfócitos, que se multiplicam sem controle. O acúmulo dessas células resulta em massas tumorais inicialmente nos linfonodos (gânglios linfáticos), mas com a evolução da doença pode acometer outras regiões do corpo.

Os linfomas geralmente têm início nos linfonodos (gânglios linfáticos).

Por essa razão o linfoma pode se desenvolver em qualquer dos linfonodos contidos e distribuídos nas diversas regiões do corpo: periféricos ou profundos (no tórax e abdome). Em alguns casos, os linfomas podem envolver a medula óssea, bem como outros órgãos tais como sistema nervoso central, testículos, pele, entre outros.

Causas e fatores de risco

A incidência anual de linfomas praticamente dobrou nos últimos 35 anos. Não se sabe ao certo quais são as razões para esse aumento. Verifica-se um aumento aparente de incidência do linfoma em comunidades predominantemente agrícolas. Estudos associam componentes específicos de herbicidas e pesticidas à ocorrência do linfoma, porém, em termos quantitativos, a contribuição de tais agentes para o aumento da freqüência do mesmo ainda não foi definida.

Indivíduos infectados pelos vírus HTLV ou pelo vírus HIV apresentam maior risco de desenvolver linfoma. Há casos ocasionais de manifestações concentradas em uma família, similarmente ao que se verifica em outros tipos de câncer. Verifica-se um aumento na incidência de linfoma em irmãos de pacientes que apresentam a doença. Entretanto, a imensa maioria dos casos da doença ocorre em indivíduos sem fatores de risco identificáveis e a maioria das pessoas com supostos fatores de risco nunca contraem a doença.

A incidência do linfoma de Hodgkin atinge um pico de 5 a 6 casos/100.000 indivíduos em torno de 20 anos de idade. Essa taxa cai para menos da metade na meia idade e volta a aumentar em freqüência em indivíduos mais idosos. Esse padrão difere entre grupos étnicos. O linfoma de Hodgkin ocorre mais freqüentemente em indivíduos mais jovens (de 10 a 40 anos) de descendência européia, do que naqueles de descendência africana, asiática ou hispânica.

A incidência do linfoma não-Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de 4 casos/100.000 indivíduos ocorrem aos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta 10 vezes, passando para 40 casos/100.000 indivíduos com 60 anos e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100.000 indivíduos após os 75 anos de idade.

Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

Fonte: www.abrale.org.br

Sistema Linfático

O Sistema Linfático é um complexo sistema orgânico constituído por diversas formações: capilares, vasos coletores linfáticos e nódulos linfáticos. Neste sistema circula a linfa que provem dos tecidos, e desemboca no sistema venoso. O sistema linfático tem sua origem nos capilares situados na trama de quase todos os órgãos, onde nascem com fundo cego.

Faltam no baço, na medula óssea, no sistema nervoso central, nos epitélios, nos cartílagos e na esclerótica dos olhos. Os capilares linfáticos confluem nos vasos linfáticos propriamente ditos, que têm um curso flexuoso ou retilíneo, com um aspecto moniliforme e são providos de válvulas; costumam seguir quase sempre o curso das veias, dividindo-se em superficiais, que se encontram no tecido subcutâneo, e profundas, situadas por baixo dos feixes musculares. Os coletores linfáticos principais são dois e conduzem a linfa desde os vasos até as veias.

Os gânglios linfáticos são corpúsculos esféricos, ovais, de diferentes tamanhos, que variam, desde uma cabeça de alfinete a uma avelã; têm cor variável, desde o vermelho ao esbranquiçado, encontrando-se isolados ou agrupados em diferentes regiões do corpo, a isto convergem e disso saem os vasos linfáticos. Estas reagrupações regionais se denominam estações linfonodais e cada uma delas dispõe, portanto, de vasos aferentes e vasos eferentes.

A corrente dos vasos linfáticos procede em sentido centrípeto, ou seja, desde a periferia em direção ao centro.

A linfa contida, em sua maior parte, nos vasos linfáticos, passa desde a circulação linfática à sangüínea através de dois coletores linfáticos principais: o conduto torácico e a grande veia linfática.

Linfa: tem o aspecto de um líquido claro, transparente, incolor, com reação alcalina. Coagula quando sai dos vasos linfáticos.

Além disso, (linfa dos vasos linfáticos) realiza pelos espaços existentes entre os elementos dos tecidos, isto é, nos intervalos; neste caso recebe o nome de linfa intersticial.

A linfa intersticial contém substâncias que chegam aos espaços intersticiais dos tecidos, através das paredes dos capilares sangüíneos e que estão destinadas à nutrição das células e produtos que derivam da atividade funcional específica dos tecidos, que são, em parte, destinados a serem utilizados pelo organismo e, em parte, produtos de desfeitos. Certa quantidade desta linfa passa aos vasos linfáticos.

A linfa dos vasos linfáticos se distingue da intersticial porque contém os seguintes elementos (que faltam na linfa intersticial):

Linfócitos (8000/mm3), escassos granulócitos e monócitos.

O plasma linfático é a parte líquida da linfa e o quilo, e a linfa que circula nos vasos linfáticos provenientes das abundância de pêlos intestinais. Os capilares linfáticos são condutos formados por células endoteliais, cujo diâmetro mede entre 15 e 100 micras. O passo da linfa intersticial tem lugar através da parede do capilar e depende, em grande medida, da pressão intracelular. Os vasos e os coletores linfáticos se formam por membranas de tecido superpostas, a túnica adventícia, mais externas, de fibras elásticas e colágenas; a túnica media, de células musculares circulares e oblíquas, às vezes falta e a túnica íntima, formada por uma lâmina de células endoteliais e por um plano subendotelial muito rico em fibras elásticas. Os vasos linfáticos estão providos, no seu interior, de uns repregues da túnica íntima que formam as válvulas, em cujo nível o vaso se estreita.

Gânglios linfáticos

São pequenas formações de aspecto cilíndrico, oval ou esférico, que apresentam sobre sua superfície externa um hilo por onde penetram os vasos sangüíneos e os vasos linfáticos eferentes; enquanto que os vasos linfáticos aferentes alcançam os gânglios linfáticos pela parte oposta ao hilo. O gânglio linfático é irrigado por uma artéria que penetra através do hilo. Os gânglios linfáticos produzem linfócitos e em parte monócitos. Principais cadeias linfáticas. A) Gânglios linfáticos pericervicais, são gânglios linfáticos situados na zona, interpostos entre a cabeça e o pescoço, formando uma espécie de colar.

Distinguem-se os seguintes grupos:

1. Gânglios linfáticos subocipitais: Provem da parte occipital do couro cabeludo e de uma parte da nuca
2. Auriculares:
Compreendem um grupo posterior que se encontra na região mastóidea e recolhe a linfa, que provem dos linfáticos situados na região temporal e na superfície media do pavilhão auricular. Os vasos eferentes vão aos gânglios linfáticos parótidas. Os vasos eferentes desembocam nos gânglios linfáticos parótidas.
3. gânglios linfáticos parótidas
: São muito numerosos e se dispõem no oco ou prisão parótida recebendo a linfa, que provem da porção frontal do couro cabeludo, das pálpebras, do nariz, e da região temporal, superfície lateral do pavilhão auricular, do conduto auditivo externo, do ouvido médio, e da glândula parótida.
4. gânglios linfáticos aferentes da testa:
Da porção medial das pálpebras, de parte do nariz, das maçãs do rosto e desembocam na cadeia jugular interna.
5. gânglios linfáticos submentonianos:
São dois ou três gânglios situados na sínfise do queixo, da pele e da mucosa da parte media do lábio inferior, da ponta da língua e da superfície inferior da boca.
6. gânglios linfáticos retrofaríngeos:
Encontram-se situados entre a porção superior da parede posterior da faringe e as primeiras vértebras cervicais, recebem a linfa da rinofaringe, das trompas auditivas, do ouvido médio e das cavidades nasais.

Cadeia laterocervical superficial

É formada por quatro de seis gânglios linfáticos situados no curso da veia jugular externa. Estes gânglios linfáticos recebem os vasos linfáticos da pele da região carotidea e do tecidos conetivo subcutâneo, e em uma mínima parte a linfa que provem do pavilhão auricular e da glândula parótida. Os vasos eferentes desembocam na jugular interna.

C) Cadeia laterocervical profunda: é formada por três gânglios:

1. Cadeia jugular interna: Formada por gânglios linfáticos dispostos ao largo do curso da maior parte da cabeça e do pescoço; os vasos eferentes formam o tronco jugular único ou duplo, que desemboca na confluência das veias jugular interna e subclávia ou conduto linfático à direita.
2. Cadeia do nervo acessório do vago:
Os vasos aferentes provem dos gânglios linfáticos mastóideos e occipitais, e os eferentes desembocam na cadeia cervical transversa.
3. Cadeia cervical transversa:
Situada ao longo da artéria transversa, recebe os vasos linfáticos da cadeia do nervo acessório do vago e os vasos aferentes formam o canal coletor cervical transverso, que desemboca na confluência entre a veia jugular interna e a veia subclava, ou melhor se une ao coletor jugular, ou termina à direita no conduto linfático direito e à esquerda no conduto torácico.

Cadeia jugular anterior

Encontra-se ao longo do curso da veia homônima, seus vasos eferentes confluem na cadeia jugular interna ou na cervical transversa.

Nódulos linfáticos cervicais profundos anteriores, compreendem os seguintes grupos:

1. grupo infrahiroedeo.
2.
grupo prefaríngeo
Dispostos nas vias linfáticas da tireóide e laringe.
3
. grupo pré-traqueal
Situado em frente à porção da traquéia; os vasos aferentes provêm da tiróide e da traquéia; os vasos eferentes confluem nas cadeias recorrenciais ou na jugular interna.
4.
cadeia recorrencial
Situada no curso do nervo laríngeo ou recorrente (ramo do nervo vago), recebe a linfa da laringe, tireóide, traquéia e esôfago; os vasos eferentes formam o tronco que desemboca na confluência venosa ou no conduto torácico à esquerda e no conduto linfático direito à direita.

Linfáticos do tórax: distinguem-se os linfáticos parietais e viscerais.

Os gânglios linfáticos parietais formam os seguintes grupos:

1. Grupo mamário interno: Disposto ao longo do curso da artéria mamária interna, que recebe os linfáticos da mama, da pele e dos músculos da região epigástrica e os vasos linfáticos que provêm dos gânglios linfáticos diafragmáticos anteriores.
2. Grupo intercostal:
Se divide em médios e laterais e recebem a linfa da parte posterior dos espaços intercostais, que se dividem em médios e laterais, e recebem a linfa da parte posterolateral da parede do tórax.
3. grupo diafragmático: disposto na superfície convexa do diafragma, que se divide num subgrupo pré-pericárdico e dois subgrupos lateropericárdicos, que recebem a linfa que provem do diafragma do pericárdio da pleura que reveste a face inferior do diafragma e do fígado.

Os vasos eferentes se dirigem aos gânglios linfáticos viscerais e se encontram no mediastino anterior e posterior e nos pulmões.

Formam os seguintes grupos:

1. grupo mediastínico anterior: Compreende os gânglios situados entre o esterno e o coração (gânglios cardíacos) e os que se encontram pela frente do arco da aorta e por cima do mesmo (gânglio pre-aórticos e supra-aórticos).
2. grupo mediastínico posterior:
Formado por alguns gânglios linfáticos, situados entre o pericárdio e a coluna vertebral em relação com o esôfago, com a pleura e com a aorta torácica, isto é, com os órgãos do mediastino posterior.

3. grupo paratraqueobronquial ou estação mediastínica media: Formado pelos gânglios linfáticos traqueobronquiais de Barety; estes gânglios linfáticos estão situados ao redor da bifurcação da traquéia e tem sido classificados em 5 grupos:

A) intertraqueobronquial (ocupa o ângulo de bifurcação da traquéia)
B e C)
pretraqueobronquiais direito e esquerdo (ocupam a cada lado o ângulo entre a traquéia e o brônquio);
D e E)
grupo hiliar (situado no hilo de cada pulmão)

4. gânglios linfáticos intrapulmonares: Estão situados no interior dos pulmões, em correspondência dos ângulos formados pelas ramificações bronquiais e dos pulmões e os vasos eferentes confluem no grupo hiliar da estação peritraqueobronquial. Linfáticos dos membros inferiores.

No membro inferior existem três estações nodulares:

A) Estação tibial anterior

Formada pelo gânglio tibial anterior que se encontra em contato com a porção superior da artéria tibial anterior, em frente da parte superior da membrana interóssea, recebe os vasos linfáticos que provêm da parte profunda da planta do pé; esse tronco se acomoda logo junto aos vasos linfáticos profundos da região anterior da perna para confluir no gânglio linfático tibial anterior.

Os vasos linfáticos eferentes atravessam a parte superior do espaço interósseo da perna, de frente para trás, desembocando os gânglios poplíteos.

B) estação poplítia

É formada por 4 ou oito gânglios linfáticos, imersos no tecido adiposo que enche a fossa poplítea. Encontra-se por cima dos côndilos do fêmur (supracondileos), entre os côndilos do fêmur (intracondileos), em contato com a superfície posterior da cápsula articular do joelho (justa-articulares) e por último nas proximidades da embocadura da safena menor na veia poplítea (justa-safenos). Recebem os vasos linfáticos que provêm da estação tibial anterior, os vasos linfáticos que acompanham o curso dos vasos da planta do pé, dos vasos tibiais posteriores e perônios e os linfáticos que provêm da articulação do joelho. Por último, a estação poplítea recebe também os vasos linfáticos safenos internos, que dispõe do dorso do pé e dos planos superficiais da região da perna.

c) Estação inguinal

É formada por gânglios linfáticos que se encontram na região inguinofemoral, situada embaixo da dobra da virilha e que compreende parte da superfície ântero-medial da coxa; nesta estação se distinguem gânglios superficiais e profundos:

1. gânglios inguinais superficiais

Estão situados no espessor do tecido conetivo subcutâneo pela frente da fasciata.

Estes gânglios costumam ser de oito a doze, e estão separados entre si por duas linhas imaginárias que se entrecruzam em ângulo reto, em correspondência da influência da veia safena maior na femoral.

Distinguem-se assim quatro grupos de gânglios: superolateral, superomedial, inferolateral, e inferomedial.

2. gânglios inguinais profundos

Estão em número de dois ou três, colocados perto da superfície media da veia femoral, profundamente a fascia cribosa, no triângulo de Scarpa.

Este grupo recebe vasos linfáticos que provêm dos gânglios inguinais superficiais. Os vasos linfáticos eferentes dos nódulos inguinais profundos se dirigem para a pélvis, desembocando nos gânglios ilíacos externos.

Linfáticos da pélvis: são formados por grupos de gânglios linfáticos que se encontram ao longo dos vasos ilíacos externos, internos e comuns, pelo qual se descreve a estação ilíaca comum. Os gânglios ilíacos externos estão dispostos ao longo da veia e da artéria ilíaca externa, são dois ou três e estão situados imediatamente à direita do ligamento femoral e são denominados ilíacos comuns.

Os gânglios ilíacos internos ou hipogástricos estão situados ao longo do curso da artéria ilíaca interna, em relação com a parede lateral da parede pélvica e com a superfície anterior do sacro. Os gânglios ilíacos comuns estão situados no curso dos vasos ilíacos comuns e sobre o corpo da quinta vértebra lombar. Os vasos eferentes confluem nos gânglios linfáticos inferiores da estação lomboaórtica.

Coletores linfáticos principais

Os coletores linfáticos principais se dividem em troncos supradiafragmáticos e subdiafragmáticos.

Os coletores supradiafragmáticos são: o tronco subclávio, o tronco jugular, o tronco cervical transverso, o tronco mamário interno, o tronco mediastínico anterior, o laterotraqueal, o recorrente e o intercostal. Podem ser simples ou duplos e derivam das estações de gânglios homônimos, desembocando na confluência jugolosubclávia. Reúnem-se à direita formando o conduto linfático direito que termina na confluência formada pela veia jugular interna direita com a veia subclávia direita. O coletor subdiafragmático é o conduto torácico (coletor linfático mais longo do corpo). Corre ao longo do tórax e em parte do abdômen desemboca no ângulo de confluência da veia jugular interna esquerda com a veia subclávia esquerda.

O que é linfa?

A linfa, líquido esbranquiçado que preenche os vasos do sistema linfático, já era conhecida pelos gregos antigos, que chamavam-na de "sangue branco". Sua função e a importância dos processos que nela têm lugar, no entanto, só foram estudados muitos séculos mais tarde. O sistema linfático faz parte do aparelho circulatório dos animais vertebrados e constitui um conjunto de vasos, canais, cisternas e diversos órgãos em forma de saco, os gânglios. Estende-se ao longo do corpo, paralelamente ao aparelho circulatório, compondo uma rede que se ramifica por todo o organismo e só se comunica com o circuito das veias na altura do coração.

Características fisiológicas

No interior do sistema linfático circula, em velocidade menor que a do sangue, a linfa, líquido formado de um plasma similar ao sangüíneo e de glóbulos brancos, ou leucócitos. A linfa alimenta-se dos líquidos orgânicos que afluem dos tecidos aos vasos linfáticos. Esses fluidos contêm substâncias provenientes do sangue, que dele escaparam através dos vasos capilares e chegaram aos tecidos e aos espaços intersticiais percorridos por tais vasos. É graças à linfa que esse material retorna ao aparelho circulatório.

A linfa também recolhe gorduras e proteínas, procedentes respectivamente do intestino delgado e do fígado, nos períodos de digestão. Até cerca de noventa por cento das gorduras absorvidas na região intestinal são conduzidas por meio da linfa, na forma de grandes quantidades de pequenas gotas que dão ao líquido linfático uma aparência leitosa. O sistema desempenha ainda um papel de primeira ordem no que tange à defesa do organismo, pois as bactérias e corpos estranhos que penetram no corpo chegam até ele e são neutralizadas nos gânglios linfáticos.

Anatomia comparada e descrição

Nos peixes, o sistema linfático e o venoso comunicam-se em diferentes pontos, sobretudo na região média do circuito venoso. Em alguns anfíbios, como a salamandra, há vasos linfáticos localizados sob a pele, e outros mais profundos, que acompanham as artérias dorsais. Nas rãs e nos sapos, espaços cheios de linfa situam-se debaixo do tegumento. As aves e os répteis também dispõem de sistemas linfáticos bem desenvolvidos. Nas primeiras, existe um órgão linfático peculiar, a bursa de Fabricius, destinado à produção de anticorpos (proteínas que reagem a substâncias estranhas introduzidas no organismo, para neutralizar-lhes a ação).

No homem, vasos capilares linfáticos recolhem os líquidos orgânicos que estão em contato com eles, que atravessam sua finíssima parede e passam a fazer parte da linfa. Os capilares desembocam em canais coletores, que tanto podem estar situados nas regiões superficiais do corpo, imediatamente abaixo da pele, quanto em partes mais profundas, onde recebem os líquidos orgânicos das vísceras. Os vasos do intestino são chamados quilíferos e neles se realiza a maior parte da absorção de matérias graxas na digestão.

O canal mais importante, tanto por seu volume e calibre quanto por seu comprimento, é o canal torácico, que percorre a parte média do tronco e recebe importante caudal de linfa de diversas regiões do corpo. Em sua extremidade inferior observa-se uma intumescência onde se reúne o líquido linfático proveniente das zonas inferiores (extremidades, virilha e plexo intestinal) e que se chama cisterna de Pecquet, em homenagem ao anatomista francês Jean Pecquet, que a descreveu no século XVII. Outro duto importante é a grande veia linfática, ou canal linfático direito, para onde convergem os vasos da metade superior direita do corpo.

No sistema linfático não existe um órgão equivalente ao coração no sistema circulatório, que impulsione a linfa. Esta é movida pelas contrações dos músculos e pelas pulsações das artérias próximas. Válvulas dispostas ao longo dos canais impedem que a linfa flua para trás. Em alguns vertebrados, como os peixes, os anfíbios e os répteis, existem estruturas conhecidas como "corações linfáticos", que impelem o líquido. Esses órgãos são dilatações dos vasos que têm paredes com capacidade de se contrair, e seu ritmo de pulsação é independente do verdadeiro coração.

Dispostas ao longo dos vasos há numerosas formações arredondadas, em forma de sacos, constituídas por células de diferentes tecidos: são os gânglios linfáticos.

Através deles se filtra a linfa que flui para os canais de maior calibre e em cujo interior há diversos componentes celulares especializados na destruição das bactérias e na absorção e neutralização de substâncias estranhas ao organismo. Alguns desses elementos, os macrófagos, ingerem grande quantidade de bactérias, transportadas pela linfa até o gânglio; outros, como os linfócitos, elaboram os anticorpos, fundamentais na resistência do corpo às infecções e na defesa imunológica.

Pode-se afirmar, portanto, que os gânglios atuam como autênticos filtros. Observa-se, por exemplo, que grande número de pessoas que vivem em cidades de atmosfera muito poluída por combustão industrial e doméstica, têm os gânglios torácicos (localizados na região pulmonar) escurecidos por acúmulo de partículas, retidas pela linfa.

Nos gânglios linfáticos trava-se uma espécie de batalha em escala microscópica entre as células defensoras do corpo e os microrganismos invasores. Quando, por ferida ou lesão, abre-se uma via de entrada à infecção na pele, nas mucosas, no pulmão, intestino ou outros órgãos, a região ganglionar correspondente à zona infectada se intumesce, em conseqüência da atividade antiinfecciosa dos glóbulos brancos situados nos gânglios. As partes tumefactas recebem o nome de bubões e são características de certas afecções graves. Uma delas é a peste bubônica, cujo nome provém dessas formações que, nesse caso, aparecem principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha.

Fonte: biomania.com.br

Sistema Linfático

Você já deve ter ouvido falar bastante em drenagem linfática, principalmente se está pretendendo se livrar daquelas gordurinhas tão indesejáveis que lhe atormentam a vida.

O que é drenagem linfática?

A drenagem linfática possui diversas aplicações no campo da beleza. É um método fisioterapêutico de massagem altamente especializado, feito com pressões suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema linfático. Tem por objetivo aprimorar algumas de suas funções, trazendo vários benefícios, como redução de edemas linfáticos, inchaços pós-operatórios, lipedemas, celulite, retenção hídrica, acne, entre outros problemas. Ao mesmo tempo proporciona a regeneração e a defesa dos tecidos, aumentando a diurese e a eliminação de toxinas, desenvolvendo o equilíbrio do organismo.

Melhora as funções essenciais do sistema circulatório linfático mediante manobras precisas que acompanham os trajetos linfáticos, não sendo necessária a compressão dos músculos. A principal finalidade é mobilizar a corrente de líquidos que está dentro dos vasos linfáticos. Essa pressão leve e intermitente deve ser realizada de forma rítmica e seguir sempre o sentido fisiológico da drenagem da linfa. O método pode ser realizado por médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e esteticistas, daí a grande importância do conhecimento desse trajeto pelos profissionais para o sucesso do tratamento. Do contrário, nada feito. Ou melhor, o efeito pode ser contrário, com o agravamento do problema.

Como acontece a circulação em nosso corpo?

O sistema circulatório é um circuito fechado formado por artérias, veias, vasos linfáticos e coração. Nesse sistema o coração funciona como uma "bomba" e a cada sístole ventricular (contração do coração) impulsiona o sangue para a aorta, que então propaga o sangue para o resto do corpo. O retorno desse sangue para o coração é feito pelas veias (sistema venoso) com a ajuda do sistema linfático, que transporta a linfa, que, por sua vez, tem o papel de reabsorver líquidos e proteínas, completando assim todo o ciclo. Existe, portanto, o sistema de irrigação, que é o arterial, e os dois sistemas de drenagem, que são o venoso e o linfático.

O que é o líquido linfático?

A linfa difere do sangue, o sangue rico em Oxigênio e nutrientes que vem pelos capilares artérias irá alimentar as células do corpo. Os capilares artérias liberam este plasma no interstício para alimenta as células ( onde é feito a troca de oxigênio e nutrientes por Gás carbônico e resíduos metabólicos ), uma pequena parte do líquido fica acumulada no interstício, pois a pressão dos capilares venosos é mais alta que o interstício. Como o sistema linfático tem um pressão negativa em torno de –3mmhg, fazendo com que a haja uma pequena sucção; que passa por dentro dos capilares linfáticos, recebe a denominação de linfa, apresentando uma composição semelhante à do plasma sanguíneo. É composta de uma combinação de proteínas, uréia, linfócitos e sais minerais. O corpo humano tem mais de 10 litros de linfa (aproximadamente 16% do peso corporal).

Qual o papel da linfa?

A via linfática tem grande importância no transporte de proteínas de alto peso molecular dos tecidos para os vasos. Está no centro dos intercâmbios fundamentais da vida celular e cumpre um papel insubstituível no transporte de algumas substâncias pela circulação capilar. Ajuda a eliminar o excesso de líquidos e produtos que deixaram a corrente sanguínea e interagiram com o meio local. Outra função importante é a imunológica. A linfa inicial é "pobre" em células de defesa e, durante seu trajeto pelos linfonodos (gânglios), é enriquecida por células com função imunológica. Funciona como uma verdadeira "lixeira" do organismo.

Como se manifesta uma circulação linfática deficiente?

Quando o sistema circulatório não cumpre corretamente sua função, o corpo fica sobrecarregado por um excesso de líquidos, que não consegue absorver. Na maioria dos casos, esse fenômeno se traduz por sintomas como celulite ou retenção de líquidos, peso nas pernas ou aparecimento de edema (inchaço), mais conhecido como linfedema.

Que tipos de problema a drenagem linfática pode melhorar?

Pode melhorar alguns tipos de edema e auxilia como coadjuvante no tratamento da celulite, já que melhora a drenagem da linfa e do sistema circulatório em geral.

É também indicada nas pós-cirurgias estéticas, como lipoaspiração ou lipoescultura, acelerando a recuperação, evitando a fibrose e amenizando o edema pós-cirúrgico.

Como se faz a drenagem linfática?

A drenagem linfática é realizada à base de pressões com os dedos ou as mãos de acordo com a zona do corpo. As manobras devem ser suaves e superficiais com movimentos de deslizamento sobre o trajeto dos vasos linfáticos e de compressão (bombeamento) na região dos linfonodos (gânglios), como na região das axilas, do pescoço e inguinal (virilhas). A pressão exercida deve seguir sempre o sentido fisiológico da drenagem, ou seja, dos membros em direção ao tronco.

Quais os resultados estéticos?

A grande maioria dos profissionais utiliza a drenagem linfática como coadjuvante no tratamento de celulite, envelhecimento e edemas da pele, em rugas ou bolsas que formam papadas, pernas pesadas e nos quadris. Pode ser utilizada também no combate ao estresse e ao cansaço em geral. Mas é sempre bom lembrar e recomendar que a drenagem linfática com finalidade estética deve ser praticada por profissionais com formação específica.

Além disso, a drenagem é apenas mais uma ferramenta nesses tipos de tratamento.

Quais as contra-indicações?

A principal contra-indicação da aplicação de drenagem linfática é para o paciente com histórico de tumor (câncer), pois com esse método poderíamos estar "disseminando" células cancerosas, e ainda para pacientes na vigência de infecções e afecções cutâneas, como doenças de pele, dermatoses, entre outras, a ser devidamente verificadas. É bom ficar atento quando o quadro não melhora. Se o local fica ainda mais inchado ou dolorido, é sinal de que a massagem não está sendo aplicada corretamente ou não é indicada ao caso.

O que a paciente deve fazer para que o tratamento possa ter um resultado mais positivo?

Uma boa e variada dieta alimentar, ou seja, uma reeducação alimentar com hábitos mais saudáveis, evitando frituras, gordura, álcool, enlatados, vida sedentária e incluindo em sua rotina diária exercícios físicos ou esporte. Recomenda-se não ingerir sal em excesso nem usar roupas justas e salto alto. Deve-se tomar mais água, no mínimo 2 litros por dia, e comer muita fibra.

Fonte: br.geocities.com

Sistema Linfático

No corpo humano existem diversos locais onde há produção de células linfóides maduras que vão agir no combate a agressores externos.

Alguns órgãos linfóides se encontram interpostos entre vasos sangüíneos e vão dar origem a células brancas na corrente sangüínea. Outros estão entre vasos linfáticos, e vão “filtrar” a linfa e combater antígenos que chegam até eles por essa via. Outros ainda podem ser encontrados fazendo parte da parede de outros órgãos, ou espalhados pela sua mucosa .

Os tecidos linfóides são classificados em primários e secundários. Os primários representam o local onde ocorrem asprincipais fases de amadurecimento dos linfócitos. O timo e a medula óssea são tecidos primários, pois é o local onde amadurecem o linfócitos T e B respectivamente. Os tecidos primários não formam células ativas na resposta imune, formam até o estágio de pro-linfócitos.

Os tecidos linfóides secundários são os que efetivamente participam da resposta imune, seja ela humoral ou celular. As células presentes nesses tecidos secundários tiveram origem nos tecidos primários, que migraram pela circulação e atingiram o tecido. Neles estão presentes os nodos linfáticos difusos, ou encapsulados como os linfonodos, as placas de Peyer, tonsilas baço e medula óssea. Devemos aqui destacar a medula óssea, que é órgão primários e secundário ao mesmo tempo.

Iremos agora descrever cada órgão do sistema imune e ver a importância deste na resposta imune.

Órgãos linfóides primários

Timo

O timo é um órgão linfático que se localiza no tórax, anterior ao coração. É dividido em dois lobos, o direito e o esquerdo. É reverstido por uma cápsula fibrosa, que histologicamente vai penetrando pelo parênquima tímico e formando os septos conjuntivos que vai dividindo os lobos em inúmeros lóbulos. Sobre esta cápsula aparece um aglomerado de adipócitos que forma o tecido adiposo extratímico.

Os lóbulos tímicos pode ser evidenciado duas zonas, a zona medular e a zona cortical. A zona cortical, que é a mais periférica, apresenta os linfócitos T em maturação e a zona medular possui tecido conjuntivo frouxo e células reticulares epiteliais. Estas células reticulares epiteliais possuem prolongamentos que envolvem grupos de linfócitos em diferenciação na cortical e também formam estruturas de células concêntricas denominadas de corpúsculo de Hassal, cujo centro pode calcificar-se devido a morte de células centrais.

O timo se origina no embrião a partir da 3a bolsa faríngea de cada lado do corpo. Nesta bolsa se formam tubos de células epiteliais que vão crescendo em forma de cordões para baixo até o tórax. Os cordões perdem a comunicação com sua origem e se transformam na medular do timo. Cada cordão representa a medular dos lóbulos de cada lobo (direito e o esquerdo). As células reticulares emitem prolongamentos ( células reticulares epiteliais) e formam os septos, corpúsculos de Hassal e as áreas onde vão ser ocupadas pelos linfócitos T em maturação na cortical.

Depois do desenvolvimento do estroma do órgão, surgem as células fontes que vieram do fígado e do baço do embrião. Começa a partir daí a formação de pro-linfócitos T. Esta é a fase hepatoesplenicotímico, e esta presente o segundo mês de vida intra-uterina.

Entre os lóbulos tímicos aparecem diversos espaços chamados espaços intralobulares. Neste espaços passam vasos sangüíneos e também vaso linfáticos eferentes. São encontrados poucos vasos linfáticos, sendo todos eferentes. As artérias chegam ao órgão e ramificam-se em arteríolas e capilares no parênquima cortical. Esse capilares terminam na medular de cada lóbulo onde se originam as vasos venosos do timo e os vasos linfáticos. Estes últimos penetram nos espaços interlobulares e saem pela cápsula do timo. É importante destacar aqui a barreira hematotímica presente somente na cortical dos lóbulos. Esta barreira se refere a pouca permeabilidade dos capilares aos linfócitos da cortical.

Estes capilares possuem fortes junções oclusivas entre as células endoteliais e impede que os linfócitos ainda em processo maturação saem para o sangue. Quando os linfócitos atingem a fase de pro-linfócitos ou ainda linfócitos maduros não ativos, eles caem na medular onde penetram nas vênulas (estas não tem barreira) indo para veias, ou vasos eferentes linfáticos e saem do órgão em direção aos tecidos linfóides secundários.

O timo é um órgão que no recém-nascido esta no seu maior tamanho. Ele chega a pesar 30 gramas e cresce até a puberdade. A partir da puberdade o timo começa a involuir até chegar a 10 gramas no idoso. No recém nascido, o timo é grande devido ao desenvolvimento dos órgãos imune secundários, pois esses possuem áreas timo-dependentes que tem que ser preenchidas pelos linfócitos T. Na puberdade essas áreas já estão preenchidas, havendo apenas as substituições de lintócitos que saem pelos novos que vem do timo.

A função do timo é promover a maturação dos linfócitos T que vieram da medula óssea até o estágio de pro-linfócitos que vão para os outros tecidos linfóides, onde se tornam ativos para a resposta imune. Porém, o timo também dá origem a linfócitos T maduros que vão fazer o reconhecimento do organismo para saber identificar o que é material estranho ou próprio do organismo. Outra função importante do timo é a produção de fatores de desenvolvimento e proliferação de linfócitos T, como a timosina alfa, timopoetina, timulina e o fator tímico humoral. Estes fatores vão agir no próprio timico ( hormônios parácrinos) ou agir nos tecidos secundários (hormônios endócrinos), onde estimulam a maturação completa dos linfócitos.

Se houver uma timectomia no indivíduo, haverá uma deficiência de linfócitos T no organismo, e ausência das áreas timo-dependentes nos órgãos secundários.

Medula Óssea

Neste ítem iremos considerar a medula óssea como órgão primário e posteriormente no ítem 3.2 descreveremos a medula óssea como órgão secundário.

A medula óssea é constituída por céulas reticulares, associadas as fibras reticulares, que juntos dão o aspecto esponjoso da medul e tem a função sustentadora e indispensável ao desenvolvimento das células que participam da hemopoese. No meio deste tecido reticular encontramos uma enorme quantidade de capilares sanguïneos sinusóides, com grandes poros que permite a saída de células maduras.

Na tecido reticular encontramos diversos tipos de proteínas de adesão, sendo a hemonectina a mais importante para segurar as células em processo de maturação. A liberação das células para o sangue é feito por estímulos (fatores estimulatórios de liberação), sendo o componente C3b do complemento, glicocorticóides, androgénios e algumas toxinas bacterians os fatores mais significantes.

A medula realiza a hemocitopoese e armazena ferro para a síntese de hemoglobina, formando hemácias e leucócitos para o sangue no terceiro mês vida, com a ossificação da clavícula do embrião. N adulto, os ossos longos e a pelve são ossos que efetivamente produzem sangue.

A medula como órgão linfóides primário é capaz de formar pro-linfócitos que vem das células totipotentes (leia capítulo I). O Pro-linfócito não é capaz de realizar uma resposta imune, então se dirige aos órgão secundários para se desenvolver. A célula multipotente mielóide e linfoblastos T irão ao timo para formar linfócitos T.

Órgão linfóides secundários

Linfonodos são órgãos pequenos em forma de feijão que aparecem no meio do trajeto de vasos linfáticos. Normalmente estão agrupados na superfície e na profundidade nas partes proximais dos membros, como nas axilas, na região inguinal, no pescoço... Também encontramos linfonodo ao redor de grandes vasos do organismo. Eles “filtram” a linfa que chega até eles, e removem bactérias, vírus, restos celulares, etc.

O sistema linfático consiste em um conjunto de vasos que possuem válvulas e se distribuem por todo o corpo, com exceção de alguns órgãos como o cérebro, com a função de drenar o líquido intersticial que não retornou as vênulas, e coletar também restos celulares e microorganismo que estão no tecido.

Os vasos linfático do corpo acabam desembocando em dois ductos principais: o ducto torácico e o ducto linfático direito, que desembocam na na maioria das vezes, na junção da jugular externa com a veia subclávia.

Fonte: ioh.medstudents.com.br

Sistema Linfático

O Sistema Linfático é um sistema paralelo ao circulatório, constituído por uma vasta rede de vasos semelhantes às veias (vasos linfáticos), que se distribuem por todo o corpo e recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sangüíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sangüínea. É constituído pela linfa, vasos e órgãos linfáticos.

Função

O Sistema Linfático tem duas diferentes funções, limpeza e defesa.

Funções

Fazer retornar à corrente sanguínea substâncias vitais, na maioria proteínas que escapam dos capilares (recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea).

A bsorção de lípidos e vitaminas lipossolúveis no tubo digestivo.

Intervenção na defesa do organismo. (atua na defesa produzindo linfócitos, aprisionando agentes agressores e produzindo anticorpos.

Compõe o Sistema Linfático na defesa: a linfa (como meio de transporte), os Ganglios, os linfócitos, as tonsilas (faríngeas, palatinas e sublingual), o timo, o baço e o apêndice).

É constituído pela linfa, vasos e órgãos linfáticos.

Capilares linfáticos

Os capilares linfáticos estão presentes em quase todos os tecidos do corpo.

Capilares mais finos vão se unindo em vasos linfáticos maiores, que terminam em dois grandes canais principais: o canal torácico (recebe a linfa procedente da parte inferior do corpo, do lado esquerdo da cabeça, do braço esquerdo e de partes do tórax) e o canal linfático direito (recebe a linfa procedente do lado direito da cabeça, do braço direito e de parte do tórax), que desembocam em veias próximas ao coração.

Linfa

Líquido que circula pelos vasos linfáticos. Sua composição é semelhante à do sangue, mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos quais 99% são linfócitos.  No sangue os linfócitos representam cerca de 50% do total de glóbulos brancos.

Órgãos linfáticos

Amígdalas (tonsilas), adenóides, baço, linfonodos ( nódulos linfáticos) e timo (tecido conjuntivo reticular linfóide: rico em linfócitos).

Amígdalas (tonsilas palatinas)

Produzem linfócitos.

Timo

Órgão linfático mais desenvolvido no período prénatal, involui desde o nascimento até a puberdade.

Linfonodos ou nódulos linfáticos

Órgãos linfáticos mais numerosos do organismo, cuja função é a de filtrar a linfa e eliminar corpos estranhos que ela possa conter, como vírus e bactérias. Nele ocorrem linfócitos, macrófagos e plasmócitos. A proliferação dessas células provocada pela presença de bactérias ou substâncias/organismos estranhos determina o aumento do tamanho dos gânglios, que se tornam dolorosos.

Baço

Órgão linfático, excluído da circulação linfática, interposto na circulação sanguínea e cuja drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado. Possui grande quantidade de macrófagos que, através da fagocitose, destroem micróbios, restos de tecido, substâncias estranhas, células do sangue em circulação já desgastadas como eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Dessa forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial. O baço também tem participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns cientistas, um grande nódulo linfático. 

LINFA

É o liquido que encontramos nos vasos linfáticos.

Percorre os vasos linfáticos que, conforme aumentam de calibre, recebem o nome de: capilares, vasos e ductos linfáticos. A composição da linfa é praticamente a mesma do sangue, exceptuando-se a existência de glóbulos vermelhos, o que faz a linfa ser de coloração transparente. Por ela circulam além das impurezas retidas do meio intersticial, proteínas, hormonas, glóbulos brancos e, ocasionalmente, dos intestinos ao fígado, nutrientes (moléculas de gordura).

VASOS LINFÁTICOS

Dividem-se em capilares, vasos e ductos.

É formado por segmentos (linfângios) continuamente valvulados para impedir o refluxo.

A linfa, que neles percorre, é movida por seis mecanismos:

1-Formação de nova linfa que impulsiona a já existente.
2- 
Massagem dos músculos sobre os vasos.
3-  
Os vasos, por se encontrarem próximos das artérias, sofrem a influência dos batimentos cardíacos.
4-
A linfa da região abdominal (cisterna de quilo / ampola de Pequet) é sugada para o coração pelo vácuo formado na caixa torácica pelos movimentos respiratórios.
5-
Os vasos linfáticos possuem movimentos de contração. As válvulas, neles existentes, impedem o refluxo possibilitando o transporte da linfa em uma única direção.
6-
 A linfa das regiões acima do coração sofre a atração da força da gravidade.

LINFONODOS

São expansões nodulares de forma ovalada nas quais vasos linfáticos penetram trazendo linfa e os seus componentes.

Consistem de tecido linfático, coberto por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso.

Formam os linfonodos: trabéculas, vasos aferentes (que trazem linfa), seios linfáticos, vasos eferentes (que levam linfa), nódulos corticais, córtex, centro germinativo, cordões medulares, artérias e veias. Temos de 400 a 600 linfonodos em cadeia no nosso corpo.

As principais cadeias e linfonodos são: cervical, axilar, fossa-olicraniana, ducto torácico, pré-aórtico (ampola), inguinal e losango poplíteo

LEUCÓCITOS

São formados nos ossos e nos órgãos linfáticos. Podem ser divididos nas seguintes classes:

Leucócitos Granulares

Neutrófilos: Fazem 65% da população total dos leucócitos, provem da medula óssea.
Eusinófilos:
3% da população, sua concentração aumenta nas reações alérgicas.
Basófilos:
11% das células brancas, funções desconhecidas.

Leucócitos Não-Granulares

Linfócitos: Fazem 30% dos leucócitos, se originam nos tecidos linfáticos e na medula óssea.

Monócitos = Macrófagos

Ao os maiores leucócitos, têm a ação fagocitária.

Anticorpos

Facilitam a destruição dos agentes nocivos. São formados por proteínas como globulina. Constituem o resultado final da proliferação de linfócitos “B”. (Existem linfócitos “B” que atuam mais eficazmente nas infecções agudas e o “T” que são eficientes nas crónicas).

Febre

É um sintoma que acompanha numerosos estados patológicos; consiste no aumento da temperatura corporal acima de 37°, podendo atingir até 41° a  42º C.

É um mecanismo do qual o corpo lança mão para combater com mais eficácia a presença de germes invasores, tendo em vista da impossibilidade destes suportar temperatura próxima dos 40°C.

Há dois mecanismos de produção da febre:

Microorganismos

Toxinas bacterianas

Via sistema imunológico

Corpo estranho, linfócito. Os dois mecanismos terminam da mesma forma.

Os micróbios podem estimular diretamente os neutrófilos (glóbulos brancos), que por sua vez ativam o hipotálamo, que é o auto – regulador da temperatura.

Desta forma, os vasos sanguíneos da pele se contraem para evitar a perda de calor, ao mesmo tempo em que o metabolismo é aumentado para produzir mais calor. Assim, diminuindo a perda de calor, e ao mesmo tempo, aumentando sua produção, teremos um aumento de temperatura, e estamos diante da febre. É importante supervisionar esse mecanismo de defesa impedindo o aumento da temperatura na cabeça.

Obs.: não é aconselhável permitir que o estado febril se prolongue por mais de 24 horas.

TONSILAS

Órgãos linfáticos, constituídos por numerosos folículos de tecido linfóide, dispostos em nódulos possuindo centros germinativos de anticorpos e linfócitos.

Classificam-se em tonsilas faríngeas, tonsilas palatinas e tonsila lingual:

Função

Todas atuam como defesa adicional contra agentes infecciosos provenientes da boca e do nariz. Exercem esta função de defesa dando o alarme, formando linfócitos através do seu tecido linfóide e produzindo anticorpos.

Tonsilas Faríngeas: Localizada na faringe nasal (adenóides). Monitorar as fossas nasais.
Tonsilas Palatinas:
Mais conhecida por amígdalas, situadas na retroboca. Monitora o que por ali passa.
Tonsila Lingual:
Situada no dorso da porção da língua, das papilas valadas até a epiglote. Mesma função da anterior.

TIMO

Órgão achatado, de um rosa-cinzento, com dois lobos localizados na frente da aorta e atrás do externo, formados por uma massa cinzenta. Seu tamanho aumenta durante infância e, com o passar dos anos diminuindo de tamanho lentamente.

Função

Tem um papel critico no desenvolvimento e proteção do organismo. Produz uma hormona chamado Timozina. Combate a invasão por microorganismos infecciosos e também atua na identificação e destruição de qualquer coisa que possa ser descrita como “não própria”, incluindo transplantados e células malignas.

Nele precursoras células “T” oriundas da medula óssea recebem definitiva transformação atuando eficientemente nas infecções crónicas, micoses e viroses.

APÊNDICE

Pequena porção do intestino, de formato vermiforme, cilíndrico e flexível, inserido no ceco, abaixo da válvula ileocecal. Possui tecido linfático

Função

Produz alguns leucócitos que contribuem na defesa da região onde se encontra.

Fonte: www.ajudalunos.com

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