Cada parte do nosso organismo tem a sua particularidade com a sua função específica para o desempenho perfeito do conjunto. Os músculos estão presentes no corpo inteiro fazendo a ligação do sistema nervoso com os ossos para assim capacitar os seres humanos nos movimentos.
Todos os movimentos, do piscar de olhos à corrida depedem do funcionamento muscular esquelético. A atividade física somente pode ser conseguida por meio da força muscular.
Como qualquer outra parte do corpo se não levarmos a sério a funcionalidade dessas cartilagens e tecidos musculares é possível se deparar com lesões ou inflamações de variados níveis.
Conheça um pouco mais sobre os músculos do seu corpo.
Qual a função dos músculos?
Os músculos têm grande participação quando se trata de movimento, pois eles se “comunicam” com os ossos para executar uma ação, contraindo ou relaxando através de estímulos do sistema nervoso central.
Quais os principais músculos do corpo?
Existem mais de 600 músculos espalhados pelo corpo humano, desses podemos citar 03 tipos:
Músculo esquelético
É estriado, movimenta os ossos e é de controle voluntário. Existem em maior quantidade e está presente nos bíceps, peitoral, etc;
Músculo cardíaco
Tem estrias, bombeia o sangue por todo o corpo e é involuntário, está presente no coração;
Músculo liso
É involuntário. Como o próprio nome diz é liso, está presente na parede dos vasos sanguíneos e trato digestivo;
O músculo esquelético dispõe de fibras, distribuídas no mesmo agrupamento muscular podendo chegar a mais de 1 milhão de fibras musculares em cada agrupamento, por exemplo no músculo gastrocnemio.
A fibra e a célula muscular não são visíveis a olho nu e cada fibra muscular é fixada ao osso através do tendão com um nervo motor simples formando uma unidade motora, que quando estimulada por um impulso nervoso do cérebro ou da medula espinhal, provoca uma contração muscular.
Existem 03 tipos de fibras musculares:
Fibras vermelhas de contração lenta resistente à fadiga: são os músculos posturais (pescoço e costas), tem suprimento de sangue e carrega oxigênio para o tecido muscular. Os maratonistas tem mais fibras desse tipo.
Fibras brancas de contração rápida fatigável: age rapidamente, tem poucos vasos sanguíneos e muitas células que são altamente hidratadas. O velocista de 100 metros tem mais desse tipo de fibra.
Fibras vermelhas de contração rápida resistente à fadiga: semelhante à anterior, porém age mais rapidamente. Ativadas quando a intensidade do exercício aumenta muito, e as fibras do Tipo IIa não conseguem manter a intensidade sozinhas. É o caso dos músculos das pernas.
É uma fibra rara de 1 a 3% do músculo provavelmente participa da reinervação do músculo.
O que vai determinar se o indivíduo tem mais fibras Tipo I ou Tipo II (a e b) é a herança genética e o treinamento específico para cada modalidade esportiva de uma maneira geral. Terão mais fibras Tipo I, praticamente as modalidades de intensidade leve a moderada e de longa duração, e Tipo II (a e b) atividades de alta intensidade e curta duração. Porém sempre existirão todos os tipos de fibras em um mesmo agrupamento muscular de qualquer indivíduo, variando apenas a proporção de cada tipo.
Os músculos podem se classificar quanto ao movimento muscular e quanto a ação muscular.
Agonistas - motores primários
Antagonistas - oponentes
Sinergistas - auxiliares
Concêntrica - há encurtamento do músculo
Estática - músculo atua, mas sem alteral o
ângulo articular
Excêntrica - músculo se alonga
Sim. Eles perdem a elasticidade com o passar do tempo. É o caso, por exemplo, das rugas.
Como dito anteriormente os músculos tem algumas fibras, através delas é que eles têm a capacidade de estender, alongar e contrair para realizar um movimento. Essa é a elasticidade que permite que eles aumentem de tamanho e voltem ao inicial.
A fadiga muscular se dá quando o músculo não é mais capaz de suportar um nível de força muito alto.
Cada parte do nosso organismo tem uma determinada função e se por algum motivo algo estiver agindo ao contrário, a saúde está em risco! Estudos comprovam que o excesso de cálcio causa a fadiga, por que ele vaza para dentro das células musculares e prejudica as fibras.
Pode ser causada tanto pela depleção de energéticos, falta de suprimentos energético adequado aquela atividade ou pelo acúmulo do H+ do ácido lático, diminuindo o PH celular, consequentemente diminuindo os processos celulares que produzem energia e contração muscular.
Fadiga significa cansaço, e é gerada por um esforço repetitivo de exercícios que exige mais do que se pode agüentar.
Para evitar, não faça movimentos bruscos e não tente ir além da sua flexibilidade.
É muito simples. O relaxamento deve ser contínuo, fazendo exercícios básicos e práticos, como levantar os braços inspirando e expirando o ar, abrir e fechar as mãos, alongar o pescoço, massagear os ombros, etc.
É importe o relaxamento muscular porque há extremos, ou o corpo fica na mesma posição por muito tempo ou tenso, e nessas situações exageradas que aumentam a contração muscular o que causa ainda mais dor. O ideal é diminuir esse nível de tensão e alongar os músculos, uma boa espichada fará bem para a sua saúde!
A produção de força pode ser maximizada se o músculo for alongado 20% antes da ação, assim a quantidade de energia armazenada e ligações musculares são ideais.
Tenha sempre cuidado com o alongamento, pois o exercício exagerado e muito doloroso pode se traduzir em lesão muscular, diminuindo o desempenho. O ideal é praticar seguindo a orientação de um médico desportista.
A Ortopedia e a Fisioterapia são as especialidades que cuidam da saúde muscular.
A Ortopedia trata especificamente de doenças relacionadas com os músculos, ligamentos, articulações e também os ossos. Normalmente as pessoas chegam ao consultório médico reclamando, por exemplo, de uma dorzinha no joelho, a análise médica pode concluir: inflamações, deslocamentos, distensões ou até rupturas.
Os atletas são os que mais sofrem com lesões, torções e desgastes causados pelo esforço repetitivo de exercícios porque os músculos esticam acima da sua capacidade normal e provoca um desequilíbrio na articulação.
A notícia boa é que a maioria dessas complicações tem um tratamento eficaz, através do avanço da tecnologia os exames apontam o problema com exatidão, assegurando ao médico ortopedista a forma de tratamento e reabilitação.
O acompanhamento por um fisioterapeuta ou um educador físico completa o tratamento, tendo como objetivo o fortalecimento dos músculos mantendo-os alinhado com toda a estrutura do corpo.
Sim. A tendinite é uma inflamação no tendão. Os sintomas são inchaço, dor e aumento da temperatura no local. Não confunda tendinite ou artrite, a artrite é uma inflamação mais séria que afeta toda a articulação.
A hispertrofia muscular pode ser de 2 tipos
Transitória
Aumento do volume do músculo que ocorre durante uma sessão simples de exercício, acúmulo de líquido intracelular.
Crônica: Aumento do tamanho do músculo com treinamento de força de longa duração, existem alterações estruturais reais nos músculos.
O que é dor muscular aguda
A pessoa sente a dor muscular aguda durante e após o exercício. Pode ser resultado do acúmulo de metabolitos com o H+ (ácido) e edema tecidual.
A dor muscular de início retardado e a lesão aparece 1 ou 2 dias após a sessão de exercícios e pode ser de grau leve ou grave dependendo dos movimentos.
Sempre é importante o auxílio de um médico desportista para prática de esportes tanto na prevenção de lesões quanto no acompanhamento, orientação e tratamento multidisciplinar.
Aumentar a massa muscular diminui o risco de obesidade?
Sim. Quanto mais massa muscular uma pessoa adquire com treinamento, maior será o gasto calórico para mantê-la e consequentemente menor o risco de obesidade dentro de parâmetros de ingestão alimentar balanceados.
Quais os tipos de tratamentos musculares?
Os tipos de tratamentos musculares mais conhecidos são: alongamento e relaxamento por meio da reabilitação e da fisioterapia.
É natural que uma pessoa que não se movimenta muito seja considerada uma sedentária, isso faz com que os músculos fiquem contraídos e podem até atrofiar.
O tratamento irá restaurar os movimentos para obter o fortalecimento muscular e deixá-los mais resistentes.
Quais cuidados devo ter com meus músculos?
Devemos cuidar dos músculos é exercitá-los de maneira que o seu corpo ganhe resistência e possa proporcionar melhor funcionamento de outras partes, como a coluna. As articulações e ligamentos também agradecem.
O alongamento antes de qualquer exercício é fundamental, para que o trabalho de todos os grupos musculares com cargas e repetições apropriadas se torne menos cansativos.
Neste caso uma alimentação rica em proteínas (leite, ovos, soja, iogurte, carnes no geral, etc), vitaminas, glicídios, lipídios e água são essenciais para o fortalecimento muscular.
Preciso de acompanhamento nos exercícios?
Com certeza você já assistiu uma partida de futebol ou já ouviu um comentário num canal de esportes dizendo que o jogador sofreu uma distensão muscular. Essa distensão é o estiramento em excesso do tecido.
Quando estamos lidando com a saúde do nosso corpo é indispensável o acompanhamento médico de um especialista muscular para nos prevenir de todas as formas evitando possíveis lesões.
Fonte: www.steticlin.com.br
Todos os três tipos musculares têm as seguintes características
Podem contrair-se e encurtar, tornando-se mais tensos e duros, em resposta a um estímulo vindo do sistema nervoso
Podem ser distendidos, aumentando o seu comprimento
Podem retornar à forma e ao tamanho originais.
A propriedade do tecido muscular de se contrair chama-se contratilidade e a propriedade de poder ser distendido recebe o nome de elasticidade.
Histologicamente, podemos classificar os músculos em três categorias:
Possuem uma oloração mais avermelhada. São também chamados de músculos estriados (fibrocélulas estriadas), já que apresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo. A maioria dos músculos está presa ao esqueleto, junto a articulações, abrindo-se e fechando-as.
Nas articulações, esses músculos são presos a ossos por meio de tendões, que são cordões de tecido conjuntivo. Quando os tendões são chatos e largos, e não possuem a forma de cordão, recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses).
Constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne". Tais células caracterizam-se por serem bastante compridas e polinucleadas, com núcleos localizados sob o sarcolema. Geralmente, estão cercadas de tecido conjuntivo, que une umas as outras e transmitem a força produzida pelos músculos aos ossos, ligamentos e outros órgãos executores de movimento.
O músculo esquelético integral, como o bíceps, que é observável e palpável, consiste de vários tipos de tecido. Cada músculo compreende fibras ou células musculares longas, delgadas, cilíndricas que se estendem por todo o seu comprimento. Assim, essas células podem ser muito mais longas. Cada célula ou fibra muscular multinucleada é conectada às células musculares paralelas e circundada por uma camada de tecido conjuntivo denominada endomísio. Tais fibras são, então, agrupadas em feixes mantidos juntos por outra camada de tecido conjuntivo, denominada perimísio.
Esse grupo revestido ou feixe de fibras é denominado um fascículo. Os grupos de fascículos, feixe de fibras, cada qual com vasos sangüíneos e tecido nervoso associados, são mantidos bem unidos por outra camada de tecido conjuntivo denominada epimísio. Os facículos circundados por epimísio, que percorrem todo o comprimento do músculo esquelético, são então completamente circundados por um tecido conjuntivo importante denominado fáscia. A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, denso e forte que recobre todo o músculo e, então, estende-se além do músculo em si, para se tornar o tendão fibroso.
A fáscia é a fusão de todas as três camadas internas de tecido conjuntivo do músculo esquelético. A fáscia separa os músculos uns dos outros, permite o movimento sem atrito e forma o tendão como o qual o músculo é conectado ao osso. Isoladamente, cada uma das fibras é uma célula alongada. Cada uma dessas fibras musculares esqueléticas é formada por fibras menores chamadas miofibrilas, que são constituídas por dois tipos de filamento: os delgados e os grossos. Na realidade, os músculos esqueléticos estão dispostos em camadas que vão das mais superficiais às mais profundas e em direções variáveis. Quando o músculo está relaxado, os filamentos delgados e grossos presentes estão apenas ligeiramente sobrepostos.
Com a contração muscular, os filamentos grossos se interpõem acentuadamente sobre os delgados. esse mecanismo encurta as miofibrilas e, conseqüentemente, toda a célula muscular. Portanto, quanto mais curtas as células musculares estiverem, maior será a intensidade da contração do músculo como um todo. O papel dessas células nervosas é transmitir estímulos para a contração da fibra muscular através de impulsos nervosos. Chama-se sinapse ou junção neuromuscular o espaço de comunicação entre esses dois tipos de célula. Também possui três propriedades principais: a elasticidade (distensão), a contratilidade (contração) e a tonicidade (tônus). A contração muscular esquelética acontece quando há uma interação das proteínas contráteis de actina e miosina, que ocorre na presença de íons de cálcio intracelulares e energia.
A disponibilidade de energia para a contração vem por meio da hidrólise de ATP, e o cálcio é liberado pelo retículo sarcoplasmático(RS) quando estimulado pela despolarização. A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central a uma contração muscular esquelética distante é denominada acoplamento excitação-contração. A função do cálcio no músculo esquelético é expor um sítio de ligação da miosina na proteína actina. A contração muscular pára através do impulso nervoso na placa motora terminal ou junção neuromuscular. Quando o impulso é interrompido, o sinal para liberar o cálcio é removido e não mais liberado.
Existe a LEI DO TUDO OU NADA, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo.
Um coração humano onde existem fibras musculares diferenciadasÉ o mais nobre de todos os músculos, se analisado histologicamente tem característica de músculo esquelético, mas funcionalmente tem característica de músculo liso assim como o esquelético, apresenta fibrocélulas bastante compridas. É também chamado de miocárdio, é o que constitui a parede do coração. Apesar de ser estriado,possui movimentos involuntários. Este músculo se contrai e relaxa sem parar.
Entretanto, elas são mononucleadas ou binucleadas, com núcleos localizados mais para o centro da célula. Também possuem discos intercalares, que são linhas de junção entre uma célula e outra, que aparecem mais coradas que as estrias transversais. No tecido cardíaco, têm bastante importância as fibras de Purkinje, células responsáveis pela distribuição do impulso elétrico que gera a contração muscular às diversas fibrocélulas cardíacas.
(coloração esbranquiçada), também chamados de músculos lisos que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhes determinados movimentos (contrações). Estes músculos têm estrutura "lisa" e funcionam independentemente da nossa vontade. A maneira com que se dispõe de suas fibras é bem diferente da musculatura estriada. São involuntários e, em geral são longos e lentos. Os músculos lisos não apresentam estrias. Suas células têm o formato de fuso e constituem parede de órgãos internos, como o estômago, o intestino, etc. Como exemplo, podemos citar os movimentos do tubo digestivo - movimentos peristálticos - e o aumento e a diminuição da pupila.
Muitos problemas musculares se deve ao esforço excessivo ou movimentações bruscas. Os mais comuns são: cãimbras, cansaço muscular, distensões e rupturas. Em geral, tais problemas acontecem durante a prática esportiva. A cãimbra é causada por contrações repentinas e involuntárias do músculo. Como as outras células, as fibras musculares produzem energia por meio de reações de combustão. Devido a intensa atividade para proporcionar movimento e calor ao corpo, as fibras musculares precisam gerar grande quantidade de energia (glicose, gorduras e oxigênio). Caso o oxigênio seja insufiente, o organismo produz uma substância denominada ácido lático. Dentro das fibras musculares, o ácido lático impede a renovação da energia necessária para a contração do músculo (cansaço muscular). A cãimbra é uma contração brusca, espasmódica da musculatura acompanhada de dor intensa. Importante salientar que não é apenas a contração prolongada dos músculos que pode provocar dor. O estiramento excessivo (distensão muscular) também é seguido de intensa dor. Contrações musculares bruscas podem afestar os tendões, resultando, em certos casos, no rompimento da articulação. Quando isso acontece, dizemos que ocorreu uma ruptura de tendão.
Existem dois tipos de contrações musculares: contração isotônica e contração isométrica.
A contração isotônica refere-se a uma contração em que um músculo encurta enquanto exerce uma força constante que corresponde à carga que está sendo erguida pelo músculo. Divide-se em concêntrica e excêntrica. Na concêntrica a contração vence a resistência e há o encurtamento muscular e na excêntrica a resistência vence a contração havendo o alongamento muscular.
Ex: A corrida é concêntrica pois o velocista vence a barreira do ar Ex: Queda de braço é excêntrica pois a resistência está em seu oponente.
A contração isométrica refere-se a uma contração em que o comprimento externo do músculo não se altera, pois a força gerada pelo músculo é insuficiente para mover a carga à qual está fixado.
No corpo, a maioria das contrações é uma combinação de ambas contrações.
O leite é uma fonte de proteína animal.A carne, o leite e os ovos constituem as fontes básicas de proteína animal, sobretudo pelo seu valor biológico. Caracterizam o nível de consumo de proteínas de origem animal, em especial as da carne, como elemento indicativo do desenvolvimento socioeconômico de um povo ou nação. Porém, é sempre bom lembrar que não existe alimento que contenha todos os nutrientes, em quantidade e qualidade necessárias à manutenção da saúde e das atividades diárias.
Desta forma, os profissionais da área de alimentação e saúde recomendam que a dieta seja composta de alimentos pertencentes a vários grupos (carnes, leite e derivados, frutas, vegetais e cereais). A carne é comumente definida como sendo constituída pela constituição de tecidos animais - via de regra o tecido muscular - utilizados como alimento (Pardi et al., 2001). Em nosso meio, para conceito assim mais amplo, é freqüentemente empregado o termo no plural, então carnes, envolvendo ainda as vísceras. São incluídos nesta definição não apenas os produtos em natureza, como também estes mesmos itens processados. Em termos gerais, as carnes podem ser subdivididas em carnes "vermelhas" e carnes "brancas". Dentre as primeiras, são mais consumidas no País as de bovinos, suínos, ovinos e caprinos. O búfalo, dada a sua adaptação à Região Norte e por força de sua produtividade em outras regiões, vem ganhando terreno no consumo nacional (Pardi et al., 2001). Já a carne de coelhos vai, aos poucos, se incorporando aos hábitos da população brasileira.
As carnes chamadas "brancas" são as provenientes das aves domésticas, com mais freqüência as de galinhas, frangos e perus. Contudo, especialistas distinguem nas aves dois tipos de músculos: os do peito, efetivamente brancos, e os da coxa, com predominância de fibras vermelhas. O pescado constitui também discreta fonte de proteína animal em nosso meio em termos de quantidade consumida, uma vez que a população brasileira, apesar do vasto litoral e da grande malha fluvial, não tem o hábito de se alimentar constantemente de peixes. A carne, em sentido amplo, pode ser considerada como um alimento nobre para o homem, pois serve para a produção de energia, de novos tecidos orgânicos e para a regulação dos processos fisiológicos, respectivamente, a partir das gorduras, proteínas e vitaminas constituintes dos cortes cárneos. Contudo, o grande mérito nutricional da carne são a quantidade e a qualidade dos aminoácidos constituintes dos músculos, dos ácidos graxos essenciais e das vitaminas do complexo B presentes, tendo também importância o teor de ferro.
Fonte: www.biomania.com.br