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Sistema Muscular

 

ESTRUTURAS DO TECIDO MUSCULAR

O tecido muscular é formado por conjuntos de fibras musculares.

Na maioria dos músculos, se estendem por todo o comprimento do músculo, e cada uma é inervada por apenas uma junção neuro-muscular, localizada no meio da fibra. As fibras são formadas por milhares de miofibrilas, agrupadas em unidades funcionais denominadas sarcômeros.

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Tecido muscular

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Fibra muscular vista no microscópio

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Músculos da Coxa
Feito a partir de peça real, com recursos de computação gráfica

PROCESSO DE CONTRAÇÃO MUSCULAR

Após a descoberta dos filamentos protéicos (actina e miosina), alguns pesquisadores passaram a acreditar que a contração muscular se daria por encurtamento desses filamentos. Mais tarde surgiu a teoria dos filamentos deslizantes.

Segundo essa teoria, os filamentos não se encurtam, mas deslizam uns sobre os outros. Após receber um estímulo químico – gerado anteriormente por um impulso nervoso, os filamentos mais finos ligam-se à extremidade dos mais grossos (denominada cabeça). Assim, os filamentos grossos sofrem uma deformação – com gasto de energia, que resulta no deslocamento horizontal do conjunto. Após esse deslocamento, há o desligamento dos filamentos. O processo se repete entre vários filamentos, até quando persistir a ação química proporcionada pelo estímulo elétrico, o que garante a contração muscular. O tempo de resposta de uma fibra muscular gira em torno de 3 ms.

A substância que proporciona a deformação protéica necessária para o ligamento dos filamentos finos e grossos é o cátion de cálcio (Ca 2+). Ele se encontra estocado dentro dos retículos sarcoplasmáticos, nos túbulos longitudinais. O potencial de ação age diretamente sobre as paredes do túbulo longitudinal, fazendo com que liberem cálcio.

Entretanto, o cálcio não permanece no interior das miofibrilas por muito tempo: tão logo a corrente elétrica causadas pelo potencial de ação tenha passado, os túbulos longitudinais reabsorvem quase que imediatamente os íons de cálcio. No fim desse pulso, o cálcio é bombeado de volta, com conseqüente gasto de energia, e o músculo relaxa imediatamente.

O impulso elétrico, além de controlar o início e o término do processo, também faz uma modulação na amplitude da contração: quanto maior a sua freqüência, mais intensa será a contração das fibras musculares.

Quando o músculo é estimulado a altas freqüências, ele não é mais capaz de relaxar entre contrações sucessivas: isso causa fusão das contrações; com estímulos a 100 Hz, por exemplo, ocorre uma única contração sustentada, que é chamada de "tétano fundido".

Gerado no cérebro ou na medula, o estímulo nervoso percorre um caminho pré-determinado na rede de neurônios até atingir o alvo: a placa motora, onde ele age. A interface nervo/músculo é denominada junção neuro-muscular. Aqui o potencial elétrico é denominado potencial de ação.

Esse potencial de ação é propagado rapidamente pela superfície da fibra e conduzido para o seu interior pelos túbulos "T". Eles recebem essa denominação devido ao seu formato, ideal para penetrar nas regiões mais profundas da fibra muscular.

Uma Unidade Motora é o conjunto formado por um motoneurônio – neurônio que se liga à placa motora, com as fibras musculares por ele inervadas. Já foi demonstrado que durante o aumento progressivo de força de uma contração muscular, unidades motoras progressivamente maiores vão sendo recrutadas.

Há uma relação entre tempo de resposta e resistência à fadiga: quanto mais rápida a resposta, mais suscetível à fadiga é o músculo, e vice-versa. A panturrilha, por exemplo, tem contração lenta, embora resista mais. Os músculos extra-oculares, por outro lado, são mais rápidos, e mais fatigáveis também.

Os músculos não são capazes de se contrair e relaxar de modo suficientemente rápido para acompanhar variações grandes na freqüência de disparo de estímulos aplicados ao nervo motor. É como se houvesse, na entrada do sistema muscular, um filtro passa-baixas, permitindo somente as respostas a estímulos de baixas freqüências. Quando há a necessidade de realização de movimentos bruscos, ocorre uma engenhosa alternância na contração de músculos antagonistas.

ARCO REFLEXO

O arco reflexo medular representa o nível mais simples, na hierarquia dos mecanismos de controle motor. A medula espinhal recebe estímulos sensoriais do músculo, e envia impulsos motores para ele. Um exemplo de arco reflexo é o "reflexo patelar", no qual há uma súbita contração do músculo mediante um estímulo direcionado ao tendão do joelho.

Alguns músculos possuem, em suas entranhas, o fuso neuro-muscular. A ele são ligadas fibras nervosas que se dirigem à medula espinhal.

Ao receber os impulsos elétricos provenientes de um fuso neuro-muscular, a medula gera potenciais de ação nos axônios motores, e o músculo irá se contrair, retornando ao comprimento inicial. As fibras intra-fusais são capazes de gerar potenciais de ação com freqüências que refletem fielmente tanto o comprimento inicial e final do músculo que se alonga (aspectos estáticos do alongamento), quanto a velocidade com que se processa tal alongamento (aspectos dinâmicos do alongamento).

Como vemos, o arco reflexo simples visa fornecer um mecanismo de manutenção do comprimento do músculo dentro de parâmetros constantes. O arco reflexo simples, é, pois, um exemplo de mecanismo servo, com realimentação.

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Desenho esquemático da malha de controle que envolve músculo, tendão, fuso muscular e fibras nervosas

TIPOS DE CONTRAÇÃO MUSCULAR

Contração Muscular Isométrica

Nesse tipo de contração, o comprimento do músculo não se altera –não ocorre deslizamento das miofibrilas nem realização de trabalho. O gasto de energia é menor.

Contração Muscular Isotônica

Aqui há o encurtamento do músculo, mas a tensão sobre ele permanece constante.

Acontece na movimentação de uma carga, o que envolve princípios de inércia: o peso deve ser primeiramente acelerado – o movimento continua mesmo após o término da contração. Sua duração é maior que a contração isométrica. Os músculos podem contrair-se tanto isométrica quanto isotonicamente. Mas a maioria das contrações é uma mistura dos dois tipos.

FADIGA MUSCULAR

A contração forte e prolongada de um músculo leva-o ao estado de fadiga muscular. Isso decorre da incapacidade dos processos metabólicos e contráteis das fibras musculares em continuarem proporcionando o mesmo trabalho. O nervo continua a funcionar adequadamente, os impulsos nervosos passam normalmente através da junção neuro-muscular, mas a contração vai se tornando cada vez mais débil por causa do decaimento do fornecimento de energia pelas mitocôndrias das fibras musculares. A interrupção do fluxo sangüíneo para um músculo leva-o rapidamente à fadiga em aproximadamente um minuto, devido à evidente perda de suprimento nutritivo.

HIPERTROFIA E ATROFIA MUSCULARES

Hipertrofia

Ocorre quando há atividade muscular excessiva ou forçada, culminando, a médio ou a longo prazo, num aumento do tamanho do músculo.

Atrofia

Ocorre sempre que um músculo não é usado, ou quando o é apenas para contrações muito fracas. Assim, quando um membro é imobilizado por muito tempo, como acontece em fraturas e paralisias, o músculo em questão se atrofia.

Uma maneira de realizar hipertrofia ou evitar a atrofia de músculos é a utilização da ginástica passiva. Ela é realizada através de aparelhos que geram pulsos elétricos sincronizados e com a intensidade certa – sinais devem chegar com amplitudes maiores que 80mV na membrana da fibra muscular, para causar despolarização da membrana e conseqüente disparo do processo de contração muscular. Esses pulsos são aplicados diretamente sobre o músculo, através de eletrodos ligados à superfície da pele. Porém, o efeito não é o mesmo. Além da atenuação do sinal devido à passagem pela pele – o que pode ser corrigido através de um aumento da amplitude do sinal aplicado, o sinal não atinge de modo satisfatório o interior das fibras. Como resultado, o músculo não é exercitado por igual.

MÚSCULOS X MALHAS DE CONTROLE

O sistema muscular apresenta diversas malhas de controle cujo controlador é o sistema nervoso central – quer seja a medula, em movimentos involuntários, quer seja o cérebro, quando abordados movimentos voluntários. Os atuadores, para todas as malhas de controle dentro do sistema, sempre serão as fibras musculares. As "medições" – informações sobre o estado atual da "máquina", são feitas periodicamente, no caso de malhas realimentadas. Os elementos responsáveis por esta etapa do processo são o aparelho tendinoso de Golgi e o fuso neuro-muscular, se considerarmos elementos apenas do sistema muscular.

Sua ação limita-se a malhas de controle para movimentos involuntários. Para movimentos voluntários, observam-se órgãos não pertencentes ao sistema, como olhos e pele. Em controle de arco reflexo de dor (movimento involuntário), os sensores de dor sob a pele fazem o papel dos medidores.

Fonte: www.icb.ufmg.br

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Em nosso corpo humano existe uma enorme variedades de músculos, dos mais variados tamanhos e formato, onde cada um tem a sua disposição conforme o seu local de origem e de inserção.

Temos aproximadamente 212 músculos, sendo 112 na região frontal e 100 na região dorsal. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual divide-se em muitos ramos para poder controlar todas as células do músculo. Onde as divisões destes ramos terminam em um mecanismo conhecido como placa motora.

O sistema muscular é capaz de efetuar imensa variedade de movimento, onde toda essas contrações musculares são controladas e coordenadas pelo cerebro.

Além disso não podemos esquecer de salientar da importância dos músculos na postura e nas dores, pois sabemos que muitas lombalgia ou cervicalgia são provocadas por encurtamento de músculos, sendo necessário com isso que os mesmos estejam em uma posição mínima de comprimento.

Um fato importante é com relação ao encurtamento dos músculo da cadeia posterior e fraqueza dos músculos da cadeia anterior que pode provocar muitas vezes dores e posicionamento inadequado do indivíduo, sendo com isso necessário termos um equilibrio com relação aos músculos.

As patologias mais comuns desse desiquilibrio são: as lombalgias, cervicalgia, dores no nervo ciático, pubeite, lateralização da patela, entorse de tornozelo, tendinites e outras patologias.

Aparência da célula:

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Músculo estriado esquelético

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Músculo liso

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Músculo cardíaco

Localização:

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Cobrindo o esquelético

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Órgãos ou víceras (estômago)

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Coração

Os músculos são os órgãos ativos do movimento. São eles dotados da capacidade de contrair-se e de relaxar-se, e, em conseqüência, transmitem os seus movimentos aos ossos sobre os quais se inserem, os quais formam o sistema passivo do aparelho locomotor. O movimento de todo o corpo humano ou de algumas das suas partes - cabeça, pescoço, tronco, extremidades deve-se aos músculos. De músculos estão, ainda, dotados os Órgãos que podem produzir certos movimentos (coração, estômago, intestino, bexiga etc.).

A musculatura toda do corpo humano pode, portanto, dividir-se em duas categorias:

1) Os músculos esqueléticos, que se ligam ao esqueleto; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo. Constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne" e são comandados pela vontade.
2)
Os músculos viscerais, que entram na constituição dos órgãos profundos, ou vísceras, para assegurar-lhes determinados movimentos. Estes músculos têm estrutura "lisa" e funcionam independentemente da nossa vontade.

Uma categoria à parte é constituída pelos músculos cutâneos, os quais se inserem na pele, pelo menos por uma das suas, extremidades. No homem, esses músculos são pouco desenvolvidos e são encontrados, na sua maior parte, na cabeça e no pescoço (músculos mímicos), mas são desenvolvidíssimos nos animais.

As células musculares, chamadas fibras, têm a capacidade de mover-se. O movimento, uma das propriedades mais surpreendentes da matéria vivente, não é patrimônio exclusivo do músculo. No século XVII, observou-se através de um microscópio o movimento de células espermáticas.

Existe uma grande variedade de células capazes de mover-se, como, por exemplo: os glóbulos brancos que viajam pelo sangue até os tecidos onde vão atuar, o movimento dos cílios (pelos) na superfície de algumas células como no Sistema Respiratório. Nestes casos, o movimento é função secundária das células.

Com o termo "músculo" nos referimos a um conjunto de células musculares organizadas, unidas por tecido conectivo. Cada célula muscular se denomina fibra muscular.

No corpo humano há três tipos de músculos:

Estriado, voluntário ou esquelético.
Liso, involuntário.
Cardíaco.

Músculo esquelético estriado ou voluntário

As células do músculo esquelético são cilíndricas, filiformes. Uma fibra muscular ordinária mede aproximadamente 2,5 cm de comprimento e sua largura é menor de um décimo de milímetro. As fibras musculares se agrupam em feixes. Cada músculo se compõe de muitos feixes de fibras musculares.

É avermelhado, de contração brusca, e seus movimentos dependem da vontade dos indivíduos. Constitui o tecido mais abundante do organismo e representa de 40 a 45% do peso corporal total.

A carne que reveste os ossos é tecido muscular. Esses se encontram unidos aos ossos do corpo e sua contração é que origina os movimentos das distintas partes do esqueleto, e também participa em outras atividades como a eliminação da urina e das fezes. A atividade do músculo esquelético está sob o controle do sistema nervoso central e os movimentos que produz se relacionam principalmente com interações entre o organismo e o meio externo.

Chama-se de estriado porque suas células aparecem estriadas ou raiadas ao microscópio, igual ao músculo cardíaco. Cada fibra muscular se comporta como uma unidade. Um músculo esquelético tem tantas unidades quanto fibras. Por isso se define como multiunitário. O movimento é feito por contração da fibra muscular.

Músculo liso ou involuntário

As células do músculo liso são sempre fusiformes e alargadas. Seu tamanho varia muito, dependendo de sua origem. As células menores se encontram nas arteríolas e as de maior tamanho no útero grávido. Suas fibras não apresentam estriações e por isso são chamados de liso. Tendem a ser de cor pálida, sua contração é lenta e sustentada, e não estão sujeitos à vontade da pessoa; de onde deriva seu nome de involuntário.

Esse músculo reveste ou forma parte das paredes de órgãos ocos tais como a traquéia, o estômago, o trato intestinal, a bexiga, o útero e os vasos sangüíneos.

Como um exemplo de sua função, podemos dizer que os músculos lisos comprimem o conteúdo dessas cavidades, intervindo desta maneira em processos tais como a regulação da pressão arterial, a digestão etc.

Além desses conjuntos organizados, também se encontram células de músculo liso no músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. A regulação de sua atividade é realizada pelo sistema nervoso autônomo e hormônios circulantes. As fibras do músculo liso são menores e mais delicadas do que as do músculo esquelético. Não se inserem no osso, mas atuam como paredes de órgãos ocos.

Em volta dos tubos, em geral, há duas capas, uma interna circular e uma externa longitudinal. A musculatura circular constringe o tubo; a longitudinal encurta o tubo e tende a ampliar a luz. No tubo digestivo, o esforço conjunto da musculatura circular e da longitudinal impulsiona o conteúdo do tubo produzindo ondas de constrição chamadas movimentos peristálticos.

Há dois tipos de músculo liso:

Multi-unitário

Cada fibra se comporta como uma unidade independente, comportamento semelhante ao músculo esquelético.

Ex: músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. Não se contraem espontaneamente. A estimulação nervosa autônoma é que desencadeia sua contração.

Unitários simples

As células se comportam de modo semelhante ao músculo cardíaco, como se fossem uma estrutura única. O impulso se transmite de célula a célula. Pode-se dizer que o músculo, em sua totalidade, funciona como uma unidade.

Ex: músculo intestinal, do útero, ureter etc.

Músculo cardíaco ou miocárdio

Forma as paredes do coração, não está sujeito ao controle da vontade, tem aspecto estriado.

Suas fibras se dispõem juntas para formar uma rede contínua e ramificada. Portanto, o miocárdio pode contrair-se em massa.

O coração responde a um estímulo do tipo " tudo ou nada", daí que se classifique como unitário simples. O músculo cardíaco se contrai ritmicamente 60 a 80 vezes por minuto.

Unidade motora ou unidade funcional:

Cada músculo tem um nervo motor (grupo de fibras nervosas) que entra nele.
Cada fibra nervosa se divide em ramas terminais, chegando cada rama a uma fibra muscular.
Em conseqüência, a unidade motora esta formada por um só neurônio e o grupo de células musculares que este inerva.
O músculo possui muitas unidades motoras. Responde de forma graduada dependendo do número de unidades motoras que se ativem.

Contração muscular

A maquinaria contrátil da fibra muscular está formada por cadeias protéicas que se deslizam para encurtar a fibra muscular. Entre elas há a miosina e a actina, que constituem os filamentos grossos e finos, respectivamente. Quando um impulso chega através de uma fibra nervosa, o músculo se contrai.

Quando uma fibra muscular se contrai, se encurta e alarga. Seu comprimento diminui a 2/3 ou à metade. Deduz-se que a amplitude do movimento depende do comprimento das fibras musculares. O período de recuperação do músculo esquelético é tão curto que o músculo pode responder a um segundo estímulo quando ainda perdura a contração correspondente ao primeiro. A superposição provoca um efeito de esgotamento superior ao normal.

Depois da contração, o músculo se recupera, consome oxigênio e elimina bióxido de carbono e calor em proporção superior à registrada durante o repouso, determinando o período de recuperação.

O fato de que consome oxigênio e libera bióxido de carbono sugere que a contração é um processo de oxidação mas, aparentemente, não é essencial, já que o músculo pode se contrair na ausência de oxigênio, como em períodos de ação violenta; mas, nesses casos, se cansa mais rápido e podem aparecer cãibras.

Referências Bibliográficas

KENDALL, F.P. e CREARY, E.K. Força Muscular em Relação à Postura. In: Músculos, provas e funções, 4. ed., SP. Ed. Manole, 1995.
KENDALL, F.P. e CREARY, E.K. Movimentos das Articulações. In: Músculos, provas e funções, 3. ed., SP. Ed. Manole, 1987.
KISNER, C., CAROLYN, L.A. A coluna. In: Exercícios Terapêuticos, 2a ed., SP, Ed. Manole. 1992.
KISNER, C., CAROLYN, L.A. O cotovelo e complexo do antebraço. In: Exercícios Terapêuticos, 2a ed., SP, Ed. Manole. 1992.
Fisiologia Humana. Philippe Meyer. · Anatomia. Basmajian. 7ª Edição.
Tratados de Fisiologia Médica. Guyton - Hall. 9ª Edição.
Fisiologia Humana. Cingolani - Houssay. Tomo II.
Imagens e animações: Mosby Dicionário de Medicina, Enfermeria e Ciências da Saúde. 5ª Edição 2000. Espanha.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Sistema Muscular

As peças do esqueleto são órgãos passivos que não podem efetuar movimentos algum, a não ser que intervenham os músculos, órgãos ativos. São formados por células de aspecto cilíndrico, chamadas fibras musculares, as quais se acham reunidas em feixes ou massas.

Estes agrupamentos se encontram cobertos pela aponeurose, que é uma membrana resistente que impede que o músculo se desloque, e o perimísio, outra finíssima membrana que, envolvendo-o também, separa uns feixes de outros. O movimento se faz mediante a contração de células musculares, que fazem trabalho mecânico ao contrair-se, em cujo ato se encurtam e alargam. São formadas pelas proteínas miosina e actina.

No corpo humano existem três tipos de músculos: estriado, liso e cardíaco.

Quando são constituídos por fibras lisas recebem o nome de músculos lisos e costumam ser de cor um pouco pálida, têm contração lenta e não se encontram nas paredes do tubo digestivo, nas capas medias das paredes dos vasos arteriais e demais órgãos internos. As fibras que os formam são estriadas, são denominadas músculos estriados, são avermelhadas, de brusca contração e seus movimentos dependem da vontade do sujeito.

Constituem as grandes massas musculares que se unem aos ossos do corpo. O músculo cardíaco forma as paredes do coração.

A função muscular se verifica mediante as seguintes propriedades: excitabilidade pela qual o músculo responde a um estímulo com uma reação determinada; a contratibilidade , mediante a qual se contrai ao encurtar suas fibras; a elasticidade, que permite que um músculo contraído recupere sua forma; e a tonicidade, graças a qual o músculo fica sempre semicontraído, exercendo de modo permanente uma ação sobre os ossos aos quais se encontra aderido.

Tipo de músculos

Músculo liso

O músculo liso constitui as paredes de estruturas internas tais como: o estômago, intestino, útero, vasos sangüíneos, uréteres e condutores secretores.

O músculo liso se diferencia do músculo estriado por sua contração mais lenta; a musculatura estriada necessita só um segundo para contrair-se e relaxar-se, no entanto, a musculatura lisa demora de três a cento e oitenta segundos.

As fibras lisas têm grande variedade de tons, podem permanecer quase relaxadas ou fortemente contraídas. Parece, também, que podem manter o tom sem consumo de energia, talvez pela restruturação das cadeias protéicas que constituem as fibras.

Músculo cardíaco

O músculo cardíaco difere do estriado e do liso, requer de um a cinco segundos para contrair-se. Cada batida do coração representa uma contração simples. A musculatura cardíaca se diferencia por seu longo período refratário ou lapso que segue a um estímulo, durante o qual está incapacitado para responder a outro; por conseguinte, não poderá contrair-se em estado de tetanização, pois um estímulo não tem efeito depois do outro com tanta rapidez que mantenha o estado de contração permanente.

Outra característica distintiva do músculo cardíaco é seu ritmo, contrai-se a um ritmo médio de 80 batidas por minuto. O músculo cardíaco descarrega seu potencial de membrana cada vez que alcança certo nível. Passado cada impulso, a membrana se repolariza, mas então se transforma permeável novamente, iniciando a transmissão do seguinte potencial de ação.

Músculo estriado: é formado por células contratíveis especializadas que, ao mesmo tempo, compõem as fibras musculares individuais.

Estas fibras estão unidas entre si por fibras de tecidos conjuntivo e toda a estrutura está rodeada por uma capa lisa e forte de tecido conjuntivo, de modo que podem mover-se livremente sobre os músculos adjacentes e outras estruturas, com um mínimo de fricção. Os dois extremos do músculo estão unidos a dois ossos diferentes e a contração do músculo leva um osso para o outro, com a articulação entre os dois como ponto de apoio do sistema de alavanca; o extremo do músculo que permanece fixo quando se contrai o mesmo, se chama origem, o extremo que se move, se chama inserção, e a parte engrossada entre os dois, ventres. Os músculos se contraem em grupos; estão dispostos em pares antagônicos, um estira de um osso numa direção e o outro ao inverso, estes pares antagônicos se encontram no pulso, joelho, tornozelo e outras articulações. Sempre que um flexor se contrai, deverá relaxar-se o extensor em oposição, mediante a coordenação dos impulsos nervosos dirigidos aos músculos antagônicos.

Outros pares de músculos antagônicos são os adutores e os abdutores: Os adutores movem partes do corpo dirigindo-as para o eixo central do mesmo, enquanto que os abdutores as afastam. Os elevadores levantam e os depressores baixam as partes do corpo que movimentam. Os pronadores giram para baixo e para trás, e os supinadores giram para cima e para frente. Os esfíncteres diminuem e os dilatadores aumentam o tamanho de uma abertura.

Tom muscular

Assim é chamada a característica de ligeira contração em que encontra sempre o sistema muscular, mesmo nos intervalos em que os músculos não estão contraídos Fisiologia da atividade muscular: a unidade funcional do sistema muscular, unidade motora, é constituída por uma só neurona e o grupo de células musculares que enerva seu axônio.

A unidade motora é isolada e estimulada com breves descargas elétricas de intensidade crescente, e é necessário certo grau de intensidade para que se produza a resposta que sempre será máxima; este fenômeno se denomina efeito de "tudo ou nada". Em compensação, um músculo inteiro, composto por muitas unidades motoras individuais, pode responder em forma gradual, segundo o número de unidades motoras que se contraem num momento determinado. Se bem que um músculo inteiro não pode contrair-se em grau máximo, uma unidade motora só pode faze-lo em grau máximo.

A força da contração de um músculo composto de milhões de unidades motoras, depende do número de suas unidades motoras constituintes que se contraem e das unidades motoras que se contraem simultaneamente ou alternativamente. As fibras musculares estriadas, imediatamente depois de ser estimuladas, têm um período refratário, intervalo muito breve no qual não responderam a um segundo estímulo. O período refratário no músculo estriado é tão curto que o músculo pode responder a um segundo estímulo, enquanto ainda perdura a contração correspondente ao primeiro. A superposição da segunda contração sobre a primeira, provoca um efeito de esgotamento superior ao normal da fibra muscular, chamado sumação.

Logo após a estimulação muscular se produz a iniciação e propagação de um potencial de ação do músculo, seguido de alterações na estrutura das proteínas contratíveis: actina e miosina, revelados pelos fenômenos da birrefringência do músculo.

Depois de uma contração, o músculo consome oxigênio e elimina anidrido carbônico e calor, em proporção superior à registrada durante o repouso, determinando um período de recuperação que dura vários segundos se o músculo se estimula repetidamente e, deste modo, as contrações sucessivas ocorrem antes que o músculo tenha podido recuperar-se das anteriores, aparece a fadiga e as contrações, como conseqüência, ficam cada vez mais débeis até que enfim são suprimidas. Se for concedido descanso ao músculo fatigado ele recuperará seu poder de contração.

A contração do músculo é provocada por descarga de impulsos nervosos que chegam ao músculo em sucessões rápidas e constantes, são denominadas tétanos.

Numa contração tetânica os estímulos chegam com tanta rapidez que não é possível relaxamento entre contrações sucessivas. Na maior parte destas contrações as fibras se estimulam por sucessão alternativa de fibras, de modo que se considera o músculo em sua totalidade, este permanece parcialmente contraído.

Tom muscular: se refere a um estado de contração parcial mantida em todos os músculos estriados.

Sempre que estiver intacta a inervação dos mesmos. Cada músculo normalmente é estimulado por uma série contínua de impulsos nervosos, que originam uma contração ligeira contante ou tom. Pode dizer-se que o tom muscular é um estado de tétanos, leve, presente sempre, mas que somente afeta a um certo número de fibras num determinado momento. Cada fibra se contrai por turno, trabalhando por relevos, dando oportunidade a que possam ter seu tempo de recuperação no intervalo, antes que as primeiras sejam chamadas a uma nova contração.

Bioquímica da contração muscular

O músculo é composto de água em cerca de 80% da massa, com um resto principalmente protéico e pequenas quantidades de gordura e glucogênes, assim como duas substâncias fosforadas, a fosfocreatina e o trifosfato de adenosina.

A porção contrátil de uma fibra muscular é uma cadeia protúnica que indubitavelmente se encurta por uma espécie de processo de pregamento ou de deslizamento global de suas partes. No músculo existem duas proteínas, miosina e actina, que atuam em forma conjunta.

Durante a contração muscular existem substâncias que diminuem sua quantidade: glucogênio, oxigênio, fosfocreatina e trifosfato de adenosina; e outros elementos que aumentam: anidrido carbônico, ácido láctico, difosfato de adenosina e fósforo inorgânico.

O fato de que se consome oxigênio com desprendimento de dióxido de carbono sugere que a contração muscular é um processo de oxidação, porém, essa oxidação não é essencial, pois um músculo pode contrair-se muitas vezes privado por completo de oxigênio, mesmo que nessas condições se fatigue mais rapidamente (o que sugere que a oxidação está mais relacionada ao processo de recuperação depois das contrações do que à própria contração mesma).

A contração muscular envolve as seguintes reações químicas:

1) Trifosfato de adenosina = fosfato inorgânico + difosfato de adenosina + energia (empregada para a contração propriamente dita).
2)
fosfocreatina + ADP <> creatina + ATP.
3)
glucogênio <> intermediários <> ácido láctico + energia (~p, empregada para a resíntese dos fosfatos orgânicos).
4)
Parte do ácido láctico + O2 > CO2 + b + energia (~p, empregada para sintetizar o resto do ácido, glucogênio e na resíntese de ATP e fosfocreatina).

Dívida de oxigênio

São exigidos, com muita freqüência, ao nosso sistema muscular esforços imediatos e embora os mesmos aumentem as respirações e as pulsações cardíacas, o oxigênio não poderia ser subministrado em quantidade suficiente para permitir o gasto que suporia.

Durante os breves momentos de violenta atividade os músculos utilizam a energia que não necessita oxigênio, ao cessar o movimento, o sistema muscular e outros tecidos pagam a "divida" por meio de uma tomada extraordinária deste elemento, com o fim de restaurar os compostos fosfóricos energéticos e o glucogênio a seu estado original .

Fatiga

O músculo que se contraiu repetidamente e por isso esgotou suas reservas de glucogênio e fosfatos orgânicos e acumulou ácido láctico, perdeu seu poder de contração, por isso diz-se que está fatigado.

A fatiga tem por causa principal a acumulação de ácido láctico.

Músculos do copo humano

Os músculos mais importantes que se encontram na face anterior de cada uma das regiões do nosso corpo são: na cabeça o frontal, que contrai a pele da testa; temporal, inserto no osso com seu nome, determina com sua contração a elevação do maxilar inferior. Na face está o orbicular das pálpebras e o orbicular dos lábios, cuja função é fechar as aberturas correspondentes.

No pescoço, além do cutâneo, está o esternocleidomastóideo , que permite inclinar a cabeça para frente e para os lados em que se encontra o músculo. No tronco, formando o peito, encontramos o grande peitoral, que eleva as costelas. O deltóide levanta o braço.

O reto maior (é um dos principais músculos que permitem a contração dos abdominais) pode baixar as costelas, flexiona o tórax e comprime as vísceras medias até o púbis.

O oblíquo maior tem funções parecidas às do reto maior e une as oito últimas costelas ântero-laterais do abdômen.

Os músculos mais importantes das extremidades superiores são: bíceps branquial, que dobra o antebraço sobre o braço, e o pronador que dirige a mão para dentro (pronação), assim como seu antagônico, o supinador (supinação).

Também existe o supinador longo, cuja função consiste em dirigir a palma da mão para fora, assim como os radiais, que fazem estender a mão, inclinando-a para o radio.

Entre os músculos das extremidades inferiores está o abdutor da coxa, que permite aproximá-la para dentro; o quadríceps crural (é um dos grupos musculares mais importantes e potentes), situado na face anterior da coxa e formado pelo reto anterior, os dois vastos (interno e externo) e outro colocado debaixo, que permite a extensão da perna, e o tibial anterior que, unindo a parte superior da tíbia ao bordo interior do pé, faz com que este se levante, podendo também flexioná-lo e determinar sua rotação para dentro.

O sartório nos permite cruzar a perna sobre a coxa, e o solhar é um músculo que, ajudando a ação própria dos gêmeos, se encontra debaixo deles.

Os músculos mais importantes que se encontram em cada uma das regiões posteriores do corpo são os seguintes:

Na cabeça: o occipital, contrai a pele do couro cabeludo, e o esplênico, que conduz a cabeça para trás ou melhor a faz girar em direção ao lado por onde atua.

No pescoço encontramos o trapézio, que se estende no tronco, unindo o omoplata occipital aproximando as omoplatas entre si.

O grande dorsal é outro músculo que vai desde a região lombar até o braço, e se insere, por um lado, nos ossos ilíacos e, pelo outro, na extremidade superior do úmero; estica o braço para baixo e para trás e pode levantar o corpo e elevar as costelas; é o músculo que permite, estando pendurado numa barra, elevar o corpo por cima da mesma.

O rombóide leva a omoplata para dentro. Na região do tronco também está o obliquo maior.

Nas extremidades superiores: o tricípite braquial, antagônico do bíceps braquial.

Também estão os palmares, que dobram a mão sobre o antebraço, e o cubital, ao mesmo tempo extensor e flexor da mão.

Os músculos das extremidades inferiores começam com os glúteos, que servem para estender o fêmur, mantendo a posição bípedal. O tricípite femoral dobra a perna sobre a coxa, e o psoasilíaco permite à coxa dobrar-se sobre o joelho.

Além disto, o vasto extensor do tricípite femoral estende as pernas, e os gêmeos, que formam o saliente posterior das panturrilhas (barriga da perna), servem para puxar o calcanhar (ou talão) para cima; ao unir-se com o plantar delgado, formam o tendão de Aquiles, o qual levanta o corpo sobre a ponta dos pés, cujos quatro primeiros dedos são movidos por outro músculo, o pédio, pouco desenvolvido.

Fonte: biologiageral.com.br

Sistema Muscular

Em nosso corpo humano existe uma enorme variedades de músculos, dos mais variados tamanhos e formato, onde cada um tem a sua disposição conforme o seu local de origem e de inserção.

Temos aproximadamente 212 músculos, sendo 112 na região frontal e 100 na região dorsal. Cada músculo possui o seu nervo motor, o qual divide-se em muitos ramos para poder controlar todas as células do músculo. Onde as divisões destes ramos terminam em um mecanismo conhecido como placa motora.

O sistema muscular é capaz de efetuar imensa variedade de movimento, onde toda essas contrações musculares são controladas e coordenadas pelo cerebro.

Além disso não podemos esquecer de salientar da importância dos músculos na postura e nas dores, pois sabemos que muitas lombalgia ou cervicalgia são provocadas por encurtamento de músculos, sendo necessário com isso que os mesmos estejam em uma posição mínima de comprimento.

Um fato importante é com relação ao encurtamento dos músculo da cadeia posterior e fraqueza dos músculos da cadeia anterior que pode provocar muitas vezes dores e posicionamento inadequado do indivíduo, sendo com isso necessário termos um equilibrio com relação aos músculos.

As patologias mais comuns desse desiquilibrio são: as lombalgias, cervicalgia, dores no nervo ciático, pubeite, lateralização da patela, entorse de tornozelo, tendinites e outras patologias.

Fonte: correionet.br.inter.net

Sistema Muscular

Os movimentos do corpo são proporcionados pelo sincronismo entre contrações e relaxamentos dos músculos.

Tipos de músculos

Existem três tipos de músculos no organismo humano, bem como nos diversos animais, de acordo com o aspecto microscópico e velocidade de contração, que são:

Músculo liso ou visceral: Encontrado nos órgãos internos (aparelho digestivo, aparelho respiratório, aparelho urinário, útero, genitália e parede dos vasos sangüíneos e nos invertebrados, de um modo geral (platelmintos, anelídeos,etc). Esse tipo muscular não apresenta estrias ao microscópio e realiza movimentos lentos que não conseguimos exercer controle, ou seja, são involuntários.
Músculo estriado cardíaco:
Encontrado somente no coração. Esse tipo muscular, revela um aspecto estriado ao microscópio e é de contração rápida e involuntária. A freqüência normal de batimentos cardíacos no homem está em torno de 80 por minuto.
Músculo estriado esquelético:
Encontrado unido aos ossos do esqueleto, nas valvas de moluscos (conchas de ostras) e também nas patas e asas dos artrópodes (insetos). Esse tipo muscular realiza movimentos rápidos e voluntários.

Antagonismo muscular

Os músculos que realizam um movimento desejado são chamadas de agonistas e os que executam o movimento contrário são chamados de antangonistas ou opositores.

Para que ocorra um movimento é necessário uma ação conjunta de músculos se relaxando enquanto outros se contraem.

Por exemplo: o bíceps, quando se contrai, faz a flexão do ante-braço sobre o braço. Mas para isso, o tríceps (antagonista) deve se relaxar. Para a extenção, o tríceps se contrai, enquanto o bíceps se relaxa.

Observações importantes

1- Os músculos estriados dos mamíferos (e, com freqüência, das aves) são vermelhos devido à presença abundante de um pigmento respiratório chamado mioglobina, bastante semelhante à hemoglobina e também transportador de oxigênio [ara a intimidade das fibras musculares.

A carne branca do peito das aves não voadoras é formada de musculatura estriada pobre em mioglobina. Mas os músculos da coxa (que são muito solicitados nestas aves) são vermelhos e ricos em mioglobina. Compreende-se, portanto, que a quantidade desse pigmento (nas espécies que o possuem) é proporcional ao grau de atividade de cada músculo. Assim, você distingue a carne branca (peito) da carne escura (coxa), nas aves.

2- Diafragma - principal músculo respiratório, entre o tórax e abdome.

3- Intercostais - auxiliam na respiração, entre as costelas.

4- Músculos adutores - são os que aproximam segmentos do eixo corporal médio.

Exemplo: grande peitoral, desenvolvido em halterofilistas; nas aves é importante no vôo (fechar as asas).

5- Músculos abdutores - são os que afastam segmentos do eixo corporal médio.

Exemplo: músculo deltóide, utilizado para injeção.

6- Esternocleidomastoideo - músculo rotador da cabeça.

7- Masseter - músculo mastigador, desenvolvido em roedores.

8- Orbicular dos lábios - músculo do assovio.

9- Bucinador - músculo do sopro.

Fonte: www.universitario.com.br

Sistema Muscular

Os músculos são órgãos constituídos principalmente por tecido muscular, especializado em contrair e realizar movimentos, geralmente em resposta a um estímulo nervoso.

Os músculos podem ser formados por três tipos básicos de tecido muscular:

Tecido Muscular Estriado Esquelético: Apresenta, sob observação microscópica, faixas alternadas transversais, claras e escuras. Essa estriação resulta do arranjo regular de microfilamentos formados pelas proteínas actina e miosina, responsáveis pela contração muscular. A célula muscular estriada chamada fibra muscular, possui inúmeros núcleos e pode atingir comprimentos que vão de 1mm a 60 cm.
Tecido Muscular Liso:
Está presente em diversos órgãos internos (tubo digestivo, bexiga, útero etc) e também na parede dos vasos sanguíneos. As células musculares lisas são uninucleadas e os filamentos de actina e miosina se dispõem em hélice em seu interior, sem formar padrão estriado como o tecido muscular esquelético.
A contração dos músculos lisos é geralmente involuntária, ao contrário da contração dos músculos esqueléticos.
Tecido Muscular Estriado Cardíaco
: Está presente no coração. Ao microscópio, apresenta estriação transversal. Suas células são uninucleadas e têm contração involuntária.
Músculo Esquelético:
Os esqueletos, que formam a carne do corpo, tracionam os ossos nos movimentos vountários.
Músculo Liso:
Os lisos dispõem-se em camada dentre de órgaões por exemplo, nos intestinos.
Músculo Cardíaco:
O cardíado, exclusivo do coração, nunca se cansa no trabalho de bombear sangue para o corpo.

Sarcômeros

As fibras musculares esqueléticas tem o citoplasma repleto de filamentos longitudinais muito finos, (as miofibrilas) constituídas por microfilamentos das proteínas actina e miosina. A disposição regular dessas proteínas ao longo da fibra produz o padrão de faixas claras e escuras alternadas, típicas do músculo estriado.

As unidades de actina e miosina que se repetem ao longo da miofibrila são chamadas sarcômeros. As faixas mais extremas do sarcômero, claras, são denominadas banda I e contém filamentos de actina. A faixa central mais escura é a banda A, as extremidades desta são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos, enquanto sua região mediana mais clara, (a banda H), contém miosina.

Teoria do deslizamento dos filamentos

Quando o músculo se contrai, as bandas I e H diminuem de largura. A contração muscular se dá pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina.

Essa idéia é conhecida como teoria do deslizamento dos filamentos.

Nas pontas dos filamentos de miosina existem pequenas projeções, capazes de formar ligações com certos sítios dos filamentos de actina quando o músculo é estimulado. As projeções da miosina puxam os filamentos de actina como dentes de uma engrenagem, forçando-os a deslizar sobre os filamentos de miosina, o que leva ao encurtamento das miofibrilas e à conseqüente contração da fibra muscular.

Contração Muscular

O estímulo para a contração é geralmente um impulso nervoso que se propaga pela membrana das fibras musculares, atingindo o retículo sarcoplasmático (um conjunto de bolsas membranosas citoplasmáticas onde há cálcio armazenado), que libera íons de cálcio no citoplasma. Ao entrar em contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação de actina, permitindo que se ligue a miosina, iniciando a contração muscular.

Assim que cessa o estímulo, o cálcio é rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático e cessa a contração muscular.

A energia para contração muscular é suprida por moléculas de ATP (produzidas durante a respiração celular). O ATP atua na ligação de miosina à actina, o que resulta na contração muscular. Mas a principal reserva de energia nas células musculares é a fosfocreatina, onde grupos de fosfatos, ricos em energia, são transferidos da fosfocreatina para o ADP, que se transforma em ATP. Quando o trabalho muscular é intenso, as células musculares repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina, intensificando a respiração celular, utilizando o glicogênio como combustível.

Tetania e Fadiga Muscular

A estimulação contínua faz com que o músculo atinja um grau máximo de contração, o músculo permanece contraído, condição conhecida como tetania. Uma tetania muito prolongada ocasiona a fadiga muscular. Um músculo fadigado, após se relaxar, perde por um certo tempo, a capacidade de se contrair. Pode ocorrer por deficiência de ATP, incapacidade de propagação do estímulo nervoso através da membrana celular ou acúmulo de ácido lático.

Antagonismo muscular

A movimentação de uma parte do corpo depende da ação de músculos que atuam antagonicamente. Por exemplo, a contração do músculo bíceps e o relaxamento do tríceps, provocam a flexão do membro superior.

Fibras musculares lentas e rápidas

As fibras musculares esqueléticas diferem quanto ao tempo que levam para se contrair, podendo levar um tempo de até 5 vezes maior do que as rápidas para se contrair.

As fibras musculares lentas estão adaptadas à realização de trabalho contínuo, possuem maior quantidade de mitocôndrias, maior irrigação sanguínea e grande quantidade de mioglobina, capaz de estocar gás oxigênio. As fibras rápidas, pobres em mioglobina, estão presentes em músculos adaptados à contrações rápidas e fortes.

Esses dois tipos de fibras podem ser diferenciados apenas ao microscópio por meio de corantes especiais.

Tônus muscular

Os músculos mantêm-se normalmente em um estado de contração parcial, o tônus muscular, que é causado pela estimulação nervosa, e é um processo inconsciente que mantém os músculos preparados para entrar em ação. Quando o nervo que estimula um músculo é cortado, este perde tônus e se torna flácido.

Estados de tensão emocional podem aumentar o tônus muscular, causando a sensação física de tensão muscular. Nesta condição, gasta mais energia que o normal e isso causa a fadiga.

Fonte: www.webciencia.com

Sistema Muscular

Um esqueleto não se move sozinho (a não ser em desenho animado). Para todos os nossos movimentos, precisamos dos músculos.

Tem gente que acha que só tem músculos nos braços e fica levantando pesos na academia para parecer fortão.

Mas não é bem assim: andar, comer, pegar uma caneta, escrever, correr, fazer embaixadas, chutar uma bola: tudo isso é um trabalho conjunto do esqueleto com os músculos. Ou melhor, do que é chamado de musculatura esquelética.

Por outro lado, a respiração, a batida do coração e a digestão também são comandadas por músculos.

Eles constituem a musculatura lisa, e são responsáveis pelos movimentos involuntários, ou seja, que independem da nossa vontade. Ou você manda seu coração bater ou o estômago trabalhar?

As células musculares, chamadas fibras, têm a capacidade demover-se. O movimento, uma das propriedades mais surpreendentes da matéria vivente, não é patrimônio exclusivo do músculo. No século XVII, observou-se através de um microscópio o movimento de células espermáticas.

Existe uma grande variedade de células capazes de mover-se, como, por exemplo: os glóbulos brancos que viajam pelo sangue até os tecidos onde vão atuar, o movimento dos cílios (pelos) na superfície de algumas células como no Sistema Respiratório. Nestes casos, o movimento é função secundária das células.

Com o termo "músculo" nos referimos a um conjunto de células musculares organizadas, unidas por tecido conectivo. Cada célula muscular se denomina fibra muscular.

No corpo humano há três tipos de músculos:

Estriado, voluntário ou esquelético.
Liso, involuntário.
Cardíaco.

As células do músculo liso são sempre fusiformes e alargadas. Seu tamanho varia muito, dependendo de sua origem. As células menores se encontram nas arteríolas e as de maior tamanho no útero grávido.

Suas fibras não apresentam estriações e por isso são chamados de liso. Tendem a ser de cor pálida, sua contração é lenta e sustentada, e não estão sujeitos &aagrave; vontade da pessoa; de onde deriva seu nome de involuntário.

Esse músculo reveste ou forma parte das paredes de órgãos ocos tais como a traquéia, o estômago, o trato intestinal, a bexiga, o útero e os vasos sangüíneos.

Como um exemplo de sua função, podemos dizer que os músculos lisos comprimem o conteúdo dessas cavidades, intervindo desta maneira em processos tais como a regulação da pressão arterial, a digestão etc.

Além desses conjuntos organizados, também se encontram células de músculo liso no músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. A regulação de sua atividade é realizada pelo sistema nervoso autônomo e hormônios circulantes. As fibras do músculo liso são menores e mais delicadas do que as do músculo esquelético. Não se inserem no osso, mas atuam como paredes de órgãos ocos.

Em volta dos tubos, em geral, há duas capas, uma interna circular e uma externa longitudinal. A musculatura circular constringe o tubo; a longitudinal encurta o tubo e tende a ampliar a luz. No tubo digestivo, o esforço conjunto da musculatura circular e da longitudinal impulsiona o conteúdo do tubo produzindo ondas de constrição chamadas movimentos peristálticos.

Há dois tipos de músculo liso:

Multi-unitário

Cada fibra se comporta como uma unidade independente, comportamento semelhante ao músculo esquelético.

Ex: músculo eretor do pêlo, músculos intrínsecos do olho etc. Não se contraem espontaneamente. A estimulação nervosa autônoma é que desencadeia sua contração.

Unitários simples

As células se comportam de modo semelhante ao músculo cardíaco, como se fossem uma estrutura única. O impulso se transmite de célula a célula. Pode-se dizer que o músculo, em sua totalidade, funciona como uma unidade.

Ex: músculo intestinal, do útero, ureter etc.

Forma as paredes do coração, não está sujeito ao controle da vontade, tem aspecto estriado. Suas fibras se dispõem juntas para formar uma rede contínua e ramificada. Portanto, o miocárdio pode contrair-se em massa. O coração responde a um estímulo do tipo " tudo ou nada", daí que se classifique como unitário simples. O músculo cardíaco se contrai ritmicamente 60 a 80 vezes por minuto.

Sistema Muscular

As células do músculo esquelético são cilíndricas, filiformes. Uma fibra muscular ordinária mede aproximadamente 2,5 cm de comprimento e sua largura é menor de um décimo de milímetro. As fibras musculares se agrupam em feixes. Cada músculo se compõe de muitos feixes de fibras musculares. É avermelhado, de contração brusca, e seus movimentos dependem da vontade dos indivíduos. Constitui o tecido mais abundante do organismo e representa de 40 a 45% do peso corporal total.

A carne que reveste os ossos é tecido muscular. Esses se encontram unidos aos ossos do corpo e sua contração é que origina os movimentos das distintas partes do esqueleto, e também participa em outras atividades como a eliminação da urina e das fezes. A atividade do músculo esquelético está sob o controle do sistema nervoso central e os movimentos que produz se relacionam principalmente com interações entre o organismo e o meio externo.

Chama-se de estriado porque suas células aparecem estriadas ou raiadas ao microscópio, igual ao músculo cardíaco. Cada fibra muscular se comporta como uma unidade. Um músculo esquelético tem tantas unidades quanto fibras. Por isso se define como multiunitário. O movimento é feito por contração da fibra muscular.

Cada músculo tem um nervo motor (grupo de fibras nervosas) que entra nele.

Cada fibra nervosa se divide em ramas terminais, chegando cada rama a uma fibra muscular. Em conseqüência, a unidade motora esta formada por um só neurônio e o grupo de células musculares que este inerva. O músculo possui muitas unidades motoras. Responde de forma graduada dependendo do número de unidades motoras que se ativem.

A maquinaria contrátil da fibra muscular está formada por cadeias protéicas que se deslizam para encurtar a fibra muscular. Entre elas há a miosina e a actina, que constituem os filamentos grossos e finos, respectivamente. Quando um impulso chega através de uma fibra nervosa, o músculo se contrai.

Quando uma fibra muscular se contrai, se encurta e alarga. Seu comprimento diminui a 2/3 ou metade. Deduz-se que a amplitude do movimento depende do comprimento das fibras musculares. O período de recuperação do músculo esquelético é tão curto que o músculo pode responder a um segundo estímulo quando ainda perdura a contração correspondente ao primeiro. A superposição provoca um efeito de esgotamento superior ao normal.

Depois da contração, o músculo se recupera, consome oxigênio e elimina bióxido de carbono e calor em proporção superior registrada durante o repouso, determinando o período de recuperação.

O fato de que consome oxigênio e libera bióxido de carbono sugere que a contração é um processo de oxidação mas, aparentemente, não é essencial, já que o músculo pode se contrair na ausência de oxigênio, como em períodos de ação violenta; mas, nesses casos, se cansa mais rápido e podem aparecer cãibras.

É a membrana celular da fibra muscular, consiste de uma membrana celular verdadeira, a membrana plasmática e de uma fina camada de material polissacarídico; finas fibrilas colágenas também estão presentes na camada mais externa do sarcolema.

Miofibrilas: Filamentos de Actina e Miosina

Os filamentos de actina e miosina são grandes moléculas protéicas polimerizadas, responsáveis pela contração muscular. Os filamentos espessos são de miosina e os finos de actina. Os filamentos de actina e miosina se interdigitam parcialmente e determinam a existência de faixas claras e escuras alternadas nas miofibrilas.

As faixas claras que contém apenas filamentos de actina denominam-se bandas I , porque são isotrópicas à luz polarizada. As faixas escuras, que contém apenas filamentos de miosina, são denominadas bandas A , porque são anisotrópicas à luz polarizada. Os filamentos de actina estão ligados à membrana Z. A porção de uma miofibrila (ou de toda a fibra muscular) que se localiza entre duas membranas Z sucessivas denomina-se sarcômero. Quando uma fibra muscular é estirada além do seu comprimento de repouso, as extremidades dos filamentos de actina são afastadas, deixando uma área clara no centro da banda A, denominada zona H .

Sarcoplasma

As miofibrilas estão suspensas no interior da fibra muscular numa matriz denominada sarcoplasma, que é composta dos constituintes intracelulares habituais.O líquido sarcoplasmático contém grandes quantidades de potássio, fosfato, magnésio e enzimas. Também existe grande número de mitocôndrias, que se localizam entre e paralelamente as miofibrilas, o que indica grande necessidade de ATP formado naquelas organelas para que ocorra contração das miofibrilas.

Retículo Sarcoplasmático

No citoplasma também há um amplo e difuso retículo endoplasmático. Esse retículo apresenta uma organização especial extremamente importante no controle da contração muscular. A contração muscular ocorre por mecanismo de deslizamento de filamentos. Há forças de atração que ocorrem entre os filamentos de actina e miosina. Em condições de repouso, essas forças de atração estão inibidas, mas quando um potencial de ação se propaga para o interior da fibra muscular, determina a liberação de grandes quantidades de íons cálcio para o sarcoplasma que circunda as miofibrilas. Esses íons cálcio estavam contidos no retículo sarcoplasmático e quando liberados no sarcoplasma, ativam as forças de atração entre os filamentos de actina e miosina e dão início à contração. Porém, também é necessário energia para que ocorra o processo contrátil. Essa é derivada de ligações de alta energia do trifosfato de adenosina (ATP), que é degradado a difosfato de adenosina (ADP) para fornecer a energia necessária.

Características das fibras contráteis

Filamento de Miosina

O filamento de miosina é composto por duas partes, a meromiosina leve e a meromiosina pesada. A meromiosina leve consiste de duas fitas peptídicas que se enrolam em forma de hélice.

A meromiosina pesada também se constitui de duas partes: primeira, uma dupla hélice similar a meromiosina leve, segunda, uma cabeça ligada à extremidade da dupla hélice. A própria cabeça é composta de duas massas de proteína globular. O corpo do filamento de miosina compõe-se de filamentos paralelos de meromiosina leve pertencentes a múltiplas moléculas de miosina. De fato, sempre que as moléculas de miosina são precipitadas, observa-se que as porções de meromiosina leve das moléculas de miosina, apresentam uma tendência natural para se agregarem, formando filamentos quase idênticos àqueles de miosina encontrados nos músculos. Por outro lado, há uma protrusão das porções de meromiosina pesada por todos os lados dos filamentos de miosina. Essas protrusões constituem as pontes cruzadas.

Filamentos de Actina

O filamento de actina compõe-se de três partes diferentes: actina, tropomiosina e troponina. O arcabouço do filamento de actina é uma molécula protéica constituída por uma dupla fita de actina F que se enrola em dupla hélice, semelhante à molécula de miosina.

Cada fita de dupla hélice de actina F é composta de moléculas de actina G. Fixa a cada uma das moléculas de actina G há uma molécula de ADP. Acredita-se que essas moléculas de ADP sejam os locais ativos dos filamentos de actina, com os quais interagem as pontes cruzadas dos filamentos de miosina para causarem a contração muscular.

Filamentos de Tropomiosina

O filamento de actina contém também duas fitas adicionais de proteínas que são polímeros de moléculas de tropomiosina. Acredita-se que cada fita de tropomiosina está frouxamente ligada a uma de actina F e que, no estado de repouso, ela cobre de forma física os locais ativos de actina, de modo que a interação entre actina e miosina não possa ocorrer para causar a contração.

Troponina e seu papel na contração muscular

Fixado aproximadamente a dois terços de distância ao longo de cada molécula de troponina, há um complexo de três moléculas protéicas globulares, denominado troponina. Uma das proteínas globulares tem grande afinidade pela actina, outra pela tropomiosina e a terceira pelos íons cálcio. Acredita-se que esse complexo fixa a tropomiosina a actina. A grande afinidade da troponina com os íons cálcio parece iniciar o processo de contração.

Interação dos filamentos de Miosina e Actina para causar contração

Inibição do filameto de actina pelo complexo troponina-tropomiosina; ativação pelos íons cálcio. Um filamento de actina puro, sem a presença do complexo troponina-tropomiosina, prende-se fortemente às moléculas de miosina na presença de íons magnésio e ATP, ambos os quais são normalmente abundantes na miofibrila. Porém se o complexo troponina-tropomiosina é adicionado ao filamento de actina, essa ligação não se realiza. Dessa maneira, acredita-se que os locais ativos dos filamentos de actina normal do músculo relaxado estão inibidos (ou talvez fisicamente cobertos) pelo complexo troponina-tropomiosina. Em conseqüência disso, eles não podem interagir com os filamentos de miosina para determinar a contração. Antes da contração se iniciar, o efeito inibidor do complexo troponina-tropomiosina deve ser, ele próprio, inibido.

Papel dos íons Cálcio

Na presença de grandes quantidades de íons Cálcio, o próprio efeito inibidor do complexo troponina-tropomiosina sobre a actina é inibido. Quando os íons cálcio se combinam com a subunidade da troponina, possivelmente desenvolve uma alteração conformacional que, de algum modo, altera a fita de tropomiosina.

Ao mesmo tempo, as ligações entre troponina e actina tornam-se frouxas. É bem provável que essa combinação de efeitos movimente a fita de tropomiosina mais para o interior do sulco entre os dois filamentos de actina e, dessa forma, deixe "descobertos" os locais ativos da actina, permitindo que ocorra a contração.

Logo que o filamento de actina torna-se ativado pelos íons cálcio, acredita-se que os filamentos de miosina sejam imediatamente atraídos pelos locais ativos do filamento de actina e isso determina a contração.

Bomba de Cálcio para remoção de íons Cálcio do Líquido Sarcoplasmático

Depois dos íons cálcio terem sido liberados da cisterna e se terem difundido para as miofibrilas, a contração muscular continuará então durante o tempo de permanências desses íons em alta concentração no liquido sarcoplasmático. Todavia, uma bomba de cálcio continuamente ativa, localizada nas paredes dos tubos do retículo sarcoplasmático, bombeia os íons cálcio do liquido sarcoplasmático, trazendo-os de volta às cavidades vesiculares do retículo. Essa bomba pode aumentar a concentração de íons cálcio em cerca de 2.000 vezes, no interior do retículo, uma condição que permite o acúmulo de cálcio no retículo sarcoplasmático e que também determina uma deleção quase total desses íons no líquido das miofibrilas. Por essa razão, exceto imediatamente após um potencial de ação, a concentração dos íons cálcio nas miofibrilas é mantida a um nível extremamente baixo.

Mecanismo da catraca ou da cremalheira da contração

Ela mostra as cabeças de duas pontes cruzadas que se fixam e se soltam dos locais ativos de um filamento de actina. Postula-se que, quando a cabeça se prende a um local ativo, essa fixação causa simultaneamente profunda alteração nas forças intramoleculares na cabeça e no braço da ponte cruzada.. O novo alinhamento das forças faz com que a cabeça se incline sobre o braço, puxando junto consigo o filamento de actina. Essa inclinação da cabeça da ponte cruzada é denominada "força de deslocamento". Imediatamente após a força de inclinação, a cabeça se solta automaticamente do local ativo e retorna à sua posição perpendicular normal. Nessa posição, ela se combina com um sítio ativo existente mais abaixo, ao longo do filamento de actina; uma inclinação similar novamente acontece para determinar então uma nova força de deslocamento, e o filamento de actina dá outro passo. Assim, as cabeças das pontes cruzadas inclinam-se para trás e para frente e, passo a passo, puxam os filamentos de actina em direção ao centro do filamento de miosina. Dessa maneira, os movimentos das pontes cruzadas usam os locais ativos do filamento de actina como se fosse os dentes de uma catraca.

CONTRAÇÃO MUSCULAR LISA

Base química da contração

O músculo liso contém filamentos tanto de actina como de miosina, que apresentam características semelhantes, mas não exatamente iguais àquelas dos filamentos de actina e miosina do músculo esquelético. O músculo liso contém também tropomiosina, mas é duvidosa a presença de troponina, ou de substâncias semelhantes a ela. A miosina e a actina interagem entre si da mesma forma que fazem quando provenientes do músculo esquelético. Além disso, o processo contrátil é ativado por íons cálcio e o ATP é degradado a ADP para fornecer energia para a contração. Por outro lado, há importantes entre a organização física do músculo liso e do esquelético, bem como diferenças em outros aspectos da função do músculo liso, tais como o acoplamento excitação-contração, o controle do processo contrátil pelos íons cálcio, a duração da contração e a quantidade de energia requerida para o processo contrátil.

Base física da contração do músculo liso

O músculo liso não apresenta a mesma distribuição estriada dos filamentos de actina e miosina que é encontrado no músculo esquelético. Grande número de filamentos de actina estão aderidos aos denominados corpúsculos densos. Alguns desses corpúsculos, por sua vez, estão fixados a membrana celular, enquanto outros estão dispersos no sarcoplasma. Parece haver suficientes ligações cruzadas entre um corpúsculo denso e outro, de modo a mantê-los em posições extremamente fixas dentro da célula.

Apesar da relativa pobreza dos filamentos de miosina, afirmou-se que os mesmos têm suficientes pontes cruzadas para atrair os numerosos filamentos de actina, causando contração pelo mecanismo de deslizamento dos filamentos, da mesma forma que nos músculo esquelético.

Acoplamento Excitação-Contração – Papel dos Íons Cálcio

No músculo liso, assim como no esquelético, o processo de contração também é derivado pelos íons cálcio. Todavia, a fonte de íons cálcio é diferente porque o retículo sarcoplasmático desse músculo é pouco desenvolvido em contraste com aquele do músculo esquelético. Em alguns tipos de músculo liso, a maior parte dos íons cálcio que causa a contração entra na fibra muscular a partir do líquido extracelular e o potencial de ação é causado, pelo menos em parte, pelo influxo de íons cálcio para o interior da fibra muscular. Devido ao fato de as fibras musculares lisas serem muito pequenas, este íons cálcio podem se difundir para todas as partes do músculo liso e determinar o processo contrátil.

Bombas de Cálcio

Para determinar o relaxamento dos elementos contráteis do músculo liso, é necessário remover os íons cálcio. Essa remoção é obtida através de uma bomba de cálcio que transporta esses íons para o exterior da fibra muscular lisa e de volta para o líquido extracelular, ou bombeia os íons cálcio para o interior do retículo sarcoplasmático. Todavia, essa bomba apresenta uma ação muito lenta em comparação a bomba do músculo esquelético. Dessa maneira, a contração do músculo liso tem uma duração maior que a do músculo esquelético, já que a concentração dos íons cálcio permanecerá mais tempo nas miofibrilas.

Mecanismo pelo qual os íons cálcio determinam a contração do músculo liso

No músculo esquelético, os íons cálcio ativam a contração pela combinação com a troponina. Isso, por sua vez, causa alteração na tropomiosina, seguida da ativação do filamento de actina, e finalmente, o próprio processo de contração. Entretanto como não há a presença de troponina nas células musculares lisas, os íons cálcio aumentam bastante a atividade ATPásica das cabeças das pontes cruzadas de miosina. No músculo esquelético, essa ativação pelo cálcio é baixa, mas no músculo liso, ela ocorre mesmo em concentrações muito baixa de cálcio.

Assim, acredita-se que esta ativação do sistema ATPásico de miosina inicie a contração do músculo liso. Isto é, a ATPase começa a desdobrar ATP; a energia liberada, põe em ação o processo contrátil, sem que o complexo troponina-tropomiosina estejam envolvidos.

CONTRAÇÃO DO MÚSCULO LISO SEM POTENCIAIS DE AÇÃO – EFEITO DE FATORES TECIDUAIS LOCAIS E DE HORMÔNIOS.

A contração do músculo liso pode se iniciar não somente por potenciais de ação, mas também por fatores estimuladores que atuam diretamente na maquinaria contrátil.

Os dois tipos de fatores estimuladores com mais freqüência envolvidos são:

Efeitos de hormônios na contração do músculo liso:

A maior parte dos hormônios circulantes no organismo afetam, pelo menos em algum grau, a contração do músculo liso, sendo que alguns têm efeitos muito intensos. Alguns dos mais importantes hormônios são norepinefrina, epinefrina, acetilcolina, angiotensiva, vasopressina, ocitocina, serotonina e histamina. Um hormônio causará contração do músculo liso quando suas células contiverem um receptor inibitório ao invés de excitatório. Assim sendo, a maioria dos hormônios causará excitação em alguns músculos lisos, mas inibição em outros. Alguns dos hormônios – em especial norepinefrina, vasopressina e angiotensina – têm efeito excitatório tão poderoso que podem causar e manter espasmo do músculo liso durante horas.

Mecanismo da excitação muscular de fatores teciduais locais e hormônios

Acredita-se que os fatores teciduais locais e hormônios que determinam a contração do músculo liso atuem assim ativando o mecanismo de cálcio para o controle do processo contrátil. Alguns desses fatores alteram de forma moderada o potencial da membrana sem necessariamente causar um potencial de ação e isto aumenta o fluxo de íons cálcio para o interior da célula. Entretanto, a maior parte deles pode ativar a contração, mesmo quando o potencial da membrana não é alterado e mesmo quando não há disponibilidade de íons cálcio para entrar na célula.

Nessas circunstâncias, os íons cálcio são liberados provavelmente pelo retículo sarcoplasmático.

Antagonismo muscular

Os músculos que realizam um movimento desejado são chamadas de agonistas e os que executam o movimento contrário são chamados de antangonistas ou opositores. Para que ocorra um movimento é necessário uma ação conjunta de músculos se relaxando enquanto outros se contraem.

Por exemplo: o bíceps, quando se contrai, faz a flexão do ante-braço sobre o braço. Mas para isso, o tríceps (antagonista) deve se relaxar. Para a extenção, o tríceps se contrai, enquanto o bíceps se relaxa.

Observações importantes:

1- Os músculos estriados dos mamíferos (e, com freqüência, das aves)

São vermelhos devido à presença abundante de um pigmento respiratório chamado mioglobina, bastante semelhante à hemoglobina e também transportador de oxigênio [ara a intimidade das fibras musculares. A carne branca do peito das aves não voadoras é formada de musculatura estriada pobre em mioglobina. Mas os músculos da coxa (que são muito solicitados nestas aves) são vermelhos e ricos em mioglobina. Compreende-se, portanto, que a quantidade desse pigmento (nas espécies que o possuem) é proporcional ao grau de atividade de cada músculo. Assim, você distingue a carne branca (peito) da carne escura (coxa), nas aves.

2- Diafragma

Principal músculo respiratório, entre o tórax e abdome.

3- Intercostais

Auxiliam na respiração, entre as costelas.

4- Músculos adutores

São os que aproximam segmentos do eixo corporal médio.

Exemplo: grande peitoral, desenvolvido em halterofilistas; nas aves é importante no vôo (fechar as asas).

5- Músculos abdutores

São os que afastam segmentos do eixo corporal médio.

Exemplo: músculo deltóide, utilizado para injeção.

6- Esternocleidomastoideo

Músculo rotador da cabeça.

7- Masseter

Músculo mastigador, desenvolvido em roedores.

8- Orbicular dos lábios

Músculo do assovio.

9- Bucinador

Músculo do sopro.

Fonte: www.biomania.com.br

Sistema Muscular

ESTRUTURA DE UM MÚSCULO

Mioblastos (células musculares)
Miotubos
Fibras musculares
Fascículos
Músculo

Classificação dos músculos

Músculo esquelético ou estriado
Músculo liso
Músculo estriado cardíaco

Músculo esquelético estriado

Sistema Muscular

Músculo liso

Sistema Muscular

Músculo estriado cardíaco

Sistema Muscular

MÚSCULOS ESQUELÉTICOS

Compõe o Sistema músculo-esquelético ou Aparelho Locomotor

Características Gerais

Endomísio: Bainha de tecido conectivo que reveste a fibra muscular.
Perimísio:
Bainha de tecido conectivo que reveste os fascículos.
Epimísio:
Bainha de tecido conectivo que reveste o músculo como um todo podendo se fundir à fascia.

Sistema Muscular

Classificação dos músculos esqueléticos quanto à forma

Retangular ou quadrado: As fibras musculares dispõem-se paralelamente ao longo do maior eixo do músculo
Peniforme:
As fibras musculares dispõem-se paralelamente entre si
Fusiforme:
As fibras musculares não se dispõem paralelamente

Origem e Inserção dos músculos esqueléticos

O músculo esquelético se fixa nos ossos através do periósteo por meio de um tendão ou de uma aponeurose, sendo uma extremidade denominada origem e a outra inserção.

Quando um músculo se contrai e realiza um movimento de uma articulação, uma de suas extremidades fica fixa, geralmente denominada de origem; já a outra extremidade se movimenta, geralmente denominada de inserção.

Pode-se ainda utilizar-se da regra que convenciona que a extremidade mais proximal do músculo é a origem, e a mais distal é a inserção.

Classificação do músculo esquelético quanto ao número de articulação que atua

Uniarticular
Biarticular
Multiarticular ou poliarticular

Tendões e Aponeuroses

São tecidos conectivos, compostos por feixes de fibras colágenas, com baixa quantidade de elastina.

Os tendões são mais alongados e mais espessos, como se fossem cordas.

Já as aponeuroses são finas e largas, como bandas.

Ambos tem a função de conectar o músculo ao osso, seja na origem ou na inserção.

No ponto em que os tendões se inserem ao osso, os feixes de fibras colágenas abrem-se em forma de leque no periósteo.

Outras estruturas do músculo esquelético

Bainha tendinosa
Bolsa ou bursa sinovial
Fáscia

Rony Inácio

Fonte: www.fes.br

Sistema Muscular

Miologia é a parte da anatomia que estuda os músculos.

O aparelho locomotor é formado por: osso, juntara e músculos.

Os músculos são estruturas que movem os segmentos do corpo, por encurtamento da distância que existe entre suas extremidade fixadas – contração.

Agrupam-se formando feixes de fibras musculares que terminam em uma extremidade do tecido conjuntivo, formando tendões ou aponeuroses.

O lugar onde se fixam suas extremidades se chama inserção. Às vezes se inserem em lugares distintos, isto é, possuem várias cabeças, o que dá origem aos nomes de alguns músculos (bíceps, tríceps, etc.).

A forma do músculo e a menor ou maior amplitude de seus movimentos se relacionam com o modo como se dispõem as bases de suas fibras musculares.

Os músculos em forma de cinta, com fibras paralelas, têm uma maior amplitude de contração. Outros músculos se inserem por meio de tendões muito largos e se chamam fusiformes. Alguns apresentam um ventre muscular de cada lado de um tendão e se chamam digástricos, ou ainda as fibras musculares formam um ângulo com seu tendão correspondente.

Em geral o comprimento das fibras musculares condiciona a maior ou menor amplitude de um movimento. O número destas fibras é proporcional à força da contração.

Os músculos atuam segundo as suas zonas de fixação ou inserção, entretanto não atuam sozinhos e estão organizados para atuar de forma conjunta.

Em um grupo muscular há um músculo que inicia o movimento, mas imediatamente se concentram outros que recebem o nome de sinérgicos.

Estes músculos sinérgicos modulam a atividade, reforçando-a ou evitando que se produzam interferências de outros movimentos adicionais. Existem também os músculos antagonistas, cujo papel é decisivo no controle que é requerido pela precisão de certos movimentos.

De acordo com sua posição os músculos são:

Superficiais – também chamados de cutâneos e situam-se abaixo da pele. Encontram-se na cabeça, no pescoço e na palma da mão.

Profundos – estão situados abaixo das aponeuroses e a maioria se insere, por suas extremidades, nas superfícies ósseas. Alguns correspondem aos sentidos (músculos motores do olho), e est5ão relacionados com outros sistemas orgânicos ( músculos da língua, faringe ou laringe).

Em todo o músculo podem ser observadas duas partes bem diferenciadas: o músculo propriamente dito, quer dizer, o conjunto de feixes musculares, e o tendão.

Os tendões são formados por um conjunto de fibras de tecido conjuntivo que também se agrupam em feixes. Às vezes, este tecido sofre transformações cartilaginosas, sobretudo nas zonas próximas a sua inserção no osso.

Os músculos têm uma vascularização muito abundante que chega por diversas ramificações arteriais. Estas se subdividem no corpo muscular, formando uma rede de pequenos vasos que circundam os feixes. Desta rede saem arteríolas que nutrem as fibras musculares.

Fonte: www.labin.unilasalle.edu.br

Sistema Muscular

Características gerais:

Responsáveis por todos os nossos movimentos: batimentos cardíacos, pulsar de uma artéria, contração do útero, movimento peristáltico, etc.
Formado por células altamente contráteis, alongadas, ricas em mitocôndrias
Suas células se contraem devido ao encurtamento das miofibrilas contrateis de actina e miosina.

Três tipos:

Estriado Esquelético
Estriado Cardíaco
Não-estriado (liso ou visceral)

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELÉTICO

Forma os músculos esqueléticos do corpo humano, compõem o sistema muscular, prendem-se aos ossos do sistema esquelético e juntamente com ele compoem o aparelho locomotor.
Apresentam contração voluntária
Cada célula é chamada de fibra muscular e também miócito
As células são multinucleadas
Cada fibra é revestida por um envoltório, o endomísio que penetra nos tendões.
Oendomósio + membrana plasmática = sarcolema
Ocitoplasma da célula muscular é o sarcoplasma, ele armazena grande quantidade de mitocôndrias e granulos de glicogênio
Oretículo endoplasmático não-granuloso é chamado de retículo sarcoplasmático e armazena íons cálcio.
Envolvendo um conjunto de miócitos existe o perimísio e envolvendo todo o músculo existe o epimísio

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO CARDÍACO

Constitui o coração
Miocárdio
Apresentam contração involuntária
Apresentam apenas endomísio.
Possuem junções tipo gap, um estímulo forte se espalha levando todo o órgão a se contrair.
Afrequência cardíaca (número de batimentos por minuto) é controlada por um grupo de células modificadas chamada de marca passo cardíaco ou nó-sinoatrial que a cada 1s emite um impulso elétrico.

TECIDO MUSCULAR ESTRIADO LISO

Liso ou visceral
Contração involuntária e mais lenta que a fibra esquelética, permanecem contraídas por um período maior
A actina e a miosina se dispoem irregularmente formando uma trama dimensional, não apresentam um arranjo regular como das miofibrilas do estriado esquelético.
Presente em órgãos viscerais: estomago, intestino, úteros, ductos de glândulas, etc.
Células uninucladas com as extremidades alongadas (fusiformes).
Sem estrias
Contato por junções gap e zonas de adesão
Possui apenas endomísio

Fonte: www.cmjf.com.br

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