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Cerebelo

Cerebelo
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É o centro coordenador dos movimentos e intervém também no equilíbrio do corpo e na orientação. Apresenta dobras em sua superfície e a substância cinzenta de sua parte cortical penetra no interior da branca, formando arborizações chamadas "árvore da vida"; entre seus dois hemisférios se interpõe uma pequena saliência que lembra um verme chamado Vernix.

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O cerebelo constitui a parte posterior e inferior do encéfalo; tem ele contacto com as fossetas inferiores do osso occipi- tal. U ma cissura, a cissura transversal ) separa o cerebelo do cérebro, de modo que o cerebelo parece uma massa nervosa independente. Ela, na verdade, está unida ao cérebro somente por dois prolongamentos: os pedúnculos cerebelares superiores. Também no cerebelo, como no cérebro, a substância cinzenta está na periferia e a substância branca no interior; esta se ramifica no interior do cerebelo como os ramos de uma planta, pelo que os antigos anatomistas a chamaram de "arbor vitae" (árvore da vida). Os pedúnculos cerebelares médios ligam o cerebelo à ponte de Varólio) e os pedúnculos cerebelares inferiores a põem em comunicação com o bulbo ou medula alongada.

Cerebelo
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O cerebelo está dividido em duas partes por um sulco sagital, pelo que se distinguem dois lobos laterais reunidos, no centro, por um lobo mediano, dito ainda vérmis do cerebelo. Cérebro e cerebelo constituem a parte superior do encéfalo em direto contacto com os ossos cranianos. Entre a massa do cérebro e a do cerebelo, que, de fato, enchem a cavidade craniana, e a medula espinhal que, depois de ter percorrido o canal vertebral, entra no crânio pelo buraco occipital, há um segmento de substância nervosa que faz a ligação - é o tronco cerebral.

O CEREBELO Localiza-se logo abaixo do cérebro e possui seguintes funções:

Coordena os movimentos comandados pelo cérebro, garantindo uma perfeita harmonia entre eles

Dá o tônus muscular, isto é, regula o grau de contração do músculo em repouso

Mantém o equilíbrio do corpo, graças às suas ligações com os canais semicirculares do ouvido interno.

CURIOSIDADE

Porque sentimos cócegas?

Segundo Nilberto Scaff, do departamento de Neurologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, as cócegas podem ser definidas como uma sensação especial, produzida por um leve roçar ou pela fricção de alguns pontos da pele ou das mucosas, geralmente acompanhada por riso incontido.

A sensação de cósega é gerada pela estimulação de receptores sensitivos cutâneos não-específicos (terminações livre), os mesmos relacionados à sensibilidade dolorosa.

O estímulo geralmente é tátil e suave, para que não haja o desencadeamento de sensações mais desagradâveis, Com a dor.

Além da sensação característica, há a tentativa de afastamento do estímulo da cócega.

Essas oservações levam à hipótese de que as cócegas fazem parte de um conjunto de sensações que incluem a coceira e a dor, e que geram comportamentos de autoproteção, na tentativa de afastar o estímulo potencialmente nocivo.

Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br

Cerebelo

Parte posterior do tronco encefálico e abaixo da tenda do cerebelo (uma prega de dura-máter que o separa do lobo occipital)

Está preso ao tronco encefálico pelos pedúnculos cerebelares

É dividido pela foice do cerebelo em 2 lobos ou hemisférios (D e E)

É todo formado por lâminas ou folhas cerebelares.

Aspectos Anatômicos

O cerebelo possui uma porção ímpar e mediana denominada vérmis, que se liga aos hemisférios cerebelares. Sua superfície apresenta sulcos predominantemente tranversais, que delimitam lâminas finas denominadas folhas do cerebelo.

Há também sulcos mais pronunciados, as fissuras do cerebelo, que delimitam lóbulos, cada um podendo conter várias folhas. Em secções do órgão percebe-se sua constituição por um centro de substância branca, denominado corpo medular do cerebelo, de onde irradiam as lâminas brancas do cerebelo, revestidas por uma fina camada de substância cinzenta, o córtex cerebelar. É no corpo medular onde se localizam os quatro pares dos núcleos centrais do cerebelo, abordados mais adiante.

Divisão Ontogenética

Esta divisão baseia-se no fato de que a primeira fissura que aparece durante o desenvolvimento do cerebelo é a póstero-lateral, dividindo-o em duas partes bem desiguais: o lobo flóculo-nodular (formado pelo flóculo, hemisfério, e pelo nódulo, vérmis); e o corpo do cerebelo (formado pelo resto). A seguir surge a fissura prima, dividindo o corpo do cerebelo em lobo anterior e lobo posterior.

Vermis cerebelar

1- Língula A- Fissura prima (2ª)
2- Lóbulo Central B- Fissura horizontal
3- Culmen C- Fissura póstero-lateral (1ª)
4- Declive
5- Folium
6- Túber
7- Pirâmide
8- Úvula (corresponde à tonsila do hemisfério)
9- Nódulo

Divisão Filogenética

Arquicerebelo: surge com o aparecimento dos vertebrados mais primitivos.

Ligado à manutenção do equilíbrio.

Relacionado com motricidade reflexa.

Corresponde ao lobo flóculo-nodular

Paleocerebelo: surge mais recentemente.

Recebe informações que o ajudam na regulação do tônus muscular e da postura.

Relacionado com motricidade automática.

Corresponde ao lobo anterior, pirâmide e úvula.

Neocerebelo: surge com os mamíferos que desenvolvem movimentos mais delicados e assimétricos.

Coordena os movimentos voluntários, comparando a intenção e a execução dos mesmos, podendo ajustá-los se necessário.

A função de coordenação dos movimentos feita pelo cerebelo chama-se TAXIA.

Corresponde ao lobo posterior (exceto pirâmide e úvula).

Núcleos Centrais do Cerebelo:

São massas de substância cinzenta presentes no centro medular do cerebelo, deles saem as fibras eferentes do cerebelo e chegam os axônios das células de Purkinje, vindas de partes especificas da superfície cerebelar.

Se dividem em quatro pares:

1. Núcleo denteado

É o maior dos núcleos centrais do cerebelo, assemelha-se ao núcleo olivar inferior e localiza-se mais lateralmente. Faz sinapse com os axônios da células de Purkinje da zona lateral, dirigindo os impulsos para o tálamo do lado oposto e daí para as áreas motoras do córtex cerebral pela via dento-tálamo-cortical, onde se origina o tracto córtico-espinhal. Por este tracto o núcleo denteado participa da via motora, agindo sobre a musculatura distal no planejamento dos movimentos delicados.

2. Núcleo fastigial

Localizado em posição medial, recebe os axônios das células de Purkinje da zona medial. Dele saem as fibras fastígio-vestibulares e fastígio-reticulares que integram o tracto fastígiobulbar, influenciando na atividade motora dos neurônios do grupo medial da coluna anterior, controlando a musculatura axial e proximal dos membros, a fim de manter o equilíbrio e a postura.

3. Núcleo interpósito (emboliforme + globoso)

Localizado entre o denteado e o fastigial, faz sinapse com os axônios das células de Purkinje da zona intermédia. Dele saem fibras para o núcleo rubro (via interpósito-rubro-espinhal do tracto rubro-espinhal) e para o tálamo do lado oposto (via interpósito-tálamo-cortical do tracto córtico-espinhal). A ação deste núcleo faz com que os neurônios do grupo lateral da coluna anterior controlem os movimentos delicados dos músculos distais dos membros, sobretudo na correção destes movimentos.

Enquanto os neurônios da zona lateral planejam os movimentos delicados e o tônus da musculatura distal, os da zona intermédia os corrigem.

4. Vias Cerebelares

Área 4 no córtex: saem os tractos córtico-espinhais que vão aos músculos.

Ponte: os tractos se dividem e o tracto ponto-cerebelar avisa ao cerebelo da intenção do movimento.

Proprioceptores: através dos tractos espino-cerebelares é avisada a execução do movimento.

Cerebelo: compara a intenção e a execução do movimento.

Ajuste do movimento: se necessário é feito pelo tracto cerebelo-tálamo- cortical.

Função do cerebelo

Coordena:

Principais Funções Cerebelares

MANUTENÇÃO DO EQUILÍBRIO E DA POSTURA

Feitas basicamente pelo arquicerebelo e pela zona medial.

Promovem a contração adequada dos músculos dos membros, de modo a manter o equilíbrio e a postura normal.

A influência do cerebelo é transmitida aos neurônios motores pelos tractos vestíbulo-espinhal e retículo-espinhal.

CONTROLE DO TÔNUS MUSCULAR

CONTROLE DOS MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS

O controle dos movimentos envolve duas etapas:

Engramas do Movimento (Aprendizagem motora)

Sempre que executamos um movimento com determinada finalidade, registramos a impressão que ele proporciona às áreas sensoriais. Essa impressão memorizada denomina-se “engrama sensorial do movimento”.

Quando desejamos reproduzir a mesma ação:

Essas impressões são confrontadas com os engramas correspondentes e a área motora é avisada se o movimento está correto ou necessita de correção.

Síndromes Cerebelares
Síndrome do Arquicerebelo

Ocorre com certa frequência em crianças de menos de 10 anos.

Causa: Tumores que comprimem o nódulo e o pedúnculo do flóculo.

Sintomas

Perda de equilíbrio. As crianças não conseguem fiar em pé. - DISTASIA

Não há alteração do tônus muscular

Deitadas, a coordenação dos movimentos é praticamente normal.

Síndrome do Paleocerebelo

Ocorre no homem como consequência da degeneração do córtex do lobo anterior no alcoolismo crônico.

Sintomas Síndrome do Neocerebelo

As lesões do neocerebelo causam como sintoma fundamental uma incoordenação motora (ataxia), que pode ser testada por vários sinais.

DISMETRIA: execução defeituosa de movimentos que visam atingir um alvo, pois o indivíduo não consegue dosar exatamente a ‘quantidade’ de movimentos necessários para isso.

Quando ultrapassamos o ponto desejado ao fazermos um movimento.

DECOMPOSIÇÃO - movimentos complexos que normalmente são feitos simultaneamente por várias articulações.

São decompostos, ou seja, realizados em etapas sucessivas por cada uma das articulações

DISDIADOCOCINESIA - dificuldade de fazer movimentos rápidos e alternados

Exemplo: tocar rapidamente a ponta do polegar com os dedos indicador e médio, alternadamente.

ADIADOCOCINESIA: incapacidade de efetuar rapidamente um movimento seguido de seu inverso.

RECHAÇO: verifica-se esse sinal mandando o paciente forçar a flexão do antebraço contra uma resistência que se faz no pulso.

Indivíduo normal: resistência retirada, a flexão pára

Doente: músculos custam a agir e o movimento é violento.

TREMOR - característico que se acentua ao final do movimento ou quando o paciente está prestes a atingir um objetivo

Exemplo: apanhar um objeto (tremor intencional)

NISTAGMO - movimento oscilatório rítmico dos olhos, que ocorre especialmente em lesões do sistema vestibular e do cerebelo.

Fonte: www.medstudents.com.br

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