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Sistema Nervoso

Ao contato axônio-dendrito, axônio-corpo de neurônio ou axônio-músculo, damos o nome de sinapse.

Funções do Tecido Nervoso

O tecido nervoso conduz estímulos (impulsos nervosos) que serão dirigidos

Da periferia do organismo para os centros nervosos superiores: estímulos sensitivos

Dos centros nervosos para a periferia do organismo: estímulos motores

A todo estímulo sensitivo corresponderá sempre uma resposta motora, e este mecanismo é denominado arco reflexo.

O arco reflexo mais simples é formado por:

Receptor

Recebe estímulo

Condutor sensitivo (aferente)

Conduz o estímulo

Centro nervoso

Elabora a resposta

Condutor motor (eferente)

Leva o estímulo

Efetor

Executa a resposta.

Observação importante: o tecido nervoso é, de todos os tecidos orgânicos, o mais exigente de oxigênio molecular para o metabolismo energético oxidativo.

Após três ou quatro minutos sem oxigênio, a célula nervosa entra em degeneração e morre. Por outro lado, se a célula nervosa for lesada, ela não se reproduz, mesmo havendo a presença do núcleo celular.

Anatomia e Fisiologia do Sistema Nervoso

O sistema nervoso está dividido em sistema nervoso central e sistema nervoso periférico.

O sistema nervoso central compreende o encéfalo (material nervoso encontrado dentro do crânio) e a medula.

O sistema nervoso periférico compreende os nervos raquianos, os nervos cranianos e o sistema nervoso autônomo.

Uma outra divisão, meramente funcional, seria:

Sistema nervoso da vida de relação: é aquele que funciona segundo nossa vontade e que corresponde às divisões anatômicas central e periférica.

Sistema nervoso de vida vegetativa: é aquele que funciona independentemente de nossa vontade e que corresponde à divisão anatômica do sistema nervoso autônomo.

Salientamos que estas divisões são didáticas apenas, uma vez que todo o sistema nervoso trabalha em conjunto e que a todo instante encontramos interferência de um sistema sobre outro.

Sistema Nervoso
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Funções Encefálicas

As funções, no nível encefálico inferior, são as atividades do organismo que se dão no nível subconsciente. São atividades controladas por áreas do encéfalo como bulbo, ponte, hipotálamo, tálamo, cerebelo, gânglios da base. Por exemplo: controle da pressão arterial; controle respiratório; controle do equilíbrio; movimentos coordenados para girar a cabeça, todo o corpo e os olhos; salivação; padrões emocionais (raiva, excitação, dor, prazer, atividade sexual etc.).

As funções, no nível encefálico superior (córtex cerebral), são aquelas relacionadas às atividades intelectuais. O córtex cerebral é principalmente uma ampla área de armazenamento de informações. A perda de uma região do córtex cerebral causará uma enorme perda de informações, desaparecendo também alguns mecanismos necessários para o processamento dessas informações. Consequentemente, a perda total do córtex cerebral resulta num tipo de vida "vegetativa".

Sistema Nervoso Central

É constituído por órgãos que estão dentro da caixa craniana e no interior do canal vertebral: o encéfalo e medula espinhal.

Todos os órgãos do sistema nervoso central estão revestidos por três membranas chamadas meninges:

A mais interna - pia-máter
A intermediária - aracnóide
A mais externa - dura-máter

Entre a aracnóide e a pia-máter encontramos um líquido que protege os órgãos do SNC (sistema nervoso central), que é o líquor ou líquido cefalorraquidiano.

Encéfalo

O encéfalo é todo o material nervoso situado dentro do crânio. É formado por cérebro, diencéfalo, cerebelo, mesencéfalo, ponte e bulbo. Chamamos tronco cerebral o conjunto formado de mesencéfalo, ponte e bulbo.

Cérebro

O cérebro ou telencéfalo é o maior órgão do encéfalo. As atividades do cérebro podem ser somáticas e psíquicas. As primeiras controlam a estabilidade (equilíbrio interno) e a atividade do organismo de maneira consciente e de maneira inconsciente. Já as atividades psíquicas compreendem as emoções, a personalidade e comportamentos.

Cérebro

O cérebro pode ser compreendido pela Fisiologia e pela Psicologia, de uma maneira ou perspectiva que une estas ciências. Por exemplo, as doenças mentais têm repercussões físicas, e doenças físicas alteram o equilíbrio emocional.

Externamente, o cérebro apresenta numerosos sulcos, reentrâncias e saliências que, são denominadas circunvoluções cerebrais, que aumentam a área cerebral. A estrutura do cérebro mostra uma zona mais periférica de substância cinzenta chamada córtex cerebral, e uma camada interna de substância branca.

Para aproximadamente 10 bilhões de células nervosas existem perto de 1 trilhão de células gliais (células da neuróglia ). Cada célula nervosa é capaz de se ligar a pelo menos 30 outras células nervosas, originando uma rede cujos elementos complexos podem registrar 100 milhões de informações em apenas um segundo.

O cérebro apresenta duas áreas: a massa cinzenta e a massa branca. A massa cinzenta (ou substância cinzenta) é constituída pelos corpos celulares dos neurônios. Os prolongamentos dos neurônios, que se ligam ao resto do sistema nervoso, são brancos, porque são envolvidos por uma capa da substância chamada mielina. A massa branca (ou substância branca) é composta por prolongamentos neurais.

O cérebro é separado em metades, os hemisférios cerebrais esquerdo e direito. Nas funções elementares, como a motora e a sensitiva, ocorre o chamado contralateral, isto é, o hemisfério esquerdo coordena o lado direito do corpo, e vice-versa. Os dois hemisférios, porém, não são exatamente iguais. Há uma certa dominância do hemisfério esquerdo sobre o direito. Os hemisférios são unidos por uma estrutura fibrosa que é o corpo caloso.

No cérebro estão localizados os centros nervosos superiores, de numerosas funções, que servem à integração do ser humano ao meio, entre as quais se encontram:

função da memória
função da inteligência
função sexual
função da motilidade voluntária
função da linguagem falada e escrita
função do psiquismo
função da visão
função do olfato
função da audição

Esses diversos centros nervosos cerebrais têm hoje a sua localização precisamente determinada dentro da massa cerebral.

Diencéfalo

É a parte intermediária do encéfalo, onde estão localizados os centros nervosos que controlam grande parte da vida somática e vegetativa. No diencéfalo encontramos o tálamo e o hipotálamo, responsáveis por funções como controle do metabolismo, centro da fome e do apetite, centro do sono, medo, regulação térmica, dor, etc. No hipotálamo encontramos a hipófise.

Mesencéfalo

É o conjunto de formações é constituído pelos pedúnculos cerebrais, os tubérculos quadrigêmeos e o aqueduto de Sylvius.

Os pedúnculos cerebrais são duas formações tubulares de tecido nervoso que unem a protuberância dos hemisférios cerebrais. Sua função parece ser apenas uma via de passagem dos estímulos nervosos, principalmente os relacionados à motricidade e à sensibilidade.

Os tubérculos quadrigêmeos são quatro pequenas saliências localizadas na parte posterior da protuberância e são também vias de passagem dos estímulos nervosos.

Ponte ou Protuberância

É uma formação nervosa situada logo acima do bulbo, do qual está separada por um sulco. É zona de passagem para os estímulos nervosos que vão para outras partes do encéfalo. Dada as suas correlações com o bulbo, a maioria dos autores atribui a ela as mesmas funções atribuídas ao bulbo.

Bulbo

É a parte mais inferior do encéfalo, estando situada na terminação cefálica da medula espinhal. É zona de passagem obrigatória dos estímulos que vêm do encéfalo.

Bulbo
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Possui funções próprias que também são atribuídas à protuberância: centro de reflexos de espirro, tosse, vômito, mastigação, sucção, fonação, movimentos das pálpebras, respiratório, cárdio-moderador, cárdio-acelerador, vasoconstritor, vasodilatador, etc.

Cerebelo

É a parte do encéfalo, situada atrás da protuberância e do bulbo, separada do cérebro pela chamada "tenda do cerebelo", que é um prolongamento ou folheto das meninges.

A sua parte mais interna, de substância cinzenta, tem um aspecto arborizado.

Esta estrutura do encéfalo está associada com a regulação da função muscular e com o equilíbrio corporal.

Medula Espinhal ou Medula Nervosa ou Ráquis

É a porção do Sistema Nervoso Central situada dentro do canal vertebral, desde o bulbo até a altura da segunda vértebra lombar.

Medula Espinhal

Neste trajeto de 45 cm, a medula dá origem a numerosas raízes nervosas que formam os nervos raquianos. A medula ocupa, deste modo, diversas porções do segmento corporal das vértebras, podendo ser dividida então em medula cervical, medula torácica e medula lombar. Na altura da segunda vértebra lombar, a medula termina, emitindo um filamento. O conjunto deste filamento com as raízes nervosas dos nervos raquidianos tem um aspecto de fios de cabelo que se dispõem paralelamente e que recebe o nome de "cauda eqüina".

Quando fazemos um corte transversal na medula, encontramos um aspecto particular: zonas periféricas de substância branca e uma zona central, em forma de H, de substância cinzenta: o "H" medular.


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