Testículos ou gônadas
Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.
Orgão genital masculino
Escroto
Próstata
Vesículas seminais
Glândulas bulbouretrais

São as gônadas masculinas.
Cada testículo é composto por um emaranhado de tubos, os ductos seminíferos.
Esses ductos são formados pelas células de Sértoli (ou de sustento) e pelo epitélio germinativo, onde ocorrerá a formação dos espermatozóides.
Em meio aos ductos seminíferos, as células intersticiais ou de Leydig (nomenclatura antiga) produzem os hormônios sexuais masculinos, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários:
Estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pêlo pubiano.
Estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo.
Produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade, pelo aumento do tamanho das fibras musculares.
Ampliam a laringe e tornam mais grave a voz.
Fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior, protegendo contra a osteoporose.
São dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os espermatozóides são armazenados.
São dois tubos que partem dos testículos, circundam a bexiga urinária e unem-se ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas seminais.
Responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides, entrarão na composição do sêmen. O líquido das vesículas seminais age como fonte de energia para os espermatozóides e é constituído principalmente por frutose, apesar de conter fosfatos, nitrogênio não protéico, cloretos, colina (álcool de cadeia aberta considerado como integrante do complexo vitamínico B) e prostaglandinas (hormônios produzidos em numerosos tecidos do corpo. Algumas prostaglandinas atuam na contração da musculatura lisa do útero na dismenorréia cólica menstrual, e no orgasmo; outras atuam promovendo vasodilatação em artérias do cérebro, o que talvez justifique as cefaléias dores de cabeça da enxaqueca.
São formados a partir de ácidos graxos insaturados e podem ter a sua síntese interrompida por analgésicos e antiinflamatórios).
Glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e ativa os espermatozóides.
Sua secreção transparente é lançada dentro da uretra para limpá-la e preparar a passagem dos espermatozóides. Também tem função na lubrificação do orgão genital masculino durante o ato sexual.

É considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra). Na extremidade do orgão genital masculino encontra-se a glande - cabeça do orgão genital masculino, onde podemos visualizar a abertura da uretra. Com a manipulação da pele que a envolve - o prepúcio - acompanhado de estímulo erótico, ocorre a inundação dos corpos cavernosos e esponjoso, com sangue, tornando-se rijo, com considerável aumento do tamanho (ereção). O prepúcio deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose.
A uretra é comumente um canal destinado para a urina, mas os músculos na entrada da bexiga se contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e nenhum sêmen entre na bexiga. Todos os espermatozóides não ejaculados são reabsorvidos pelo corpo dentro de algum tempo.
Saco Escrotal ou Bolsa Escrotal ou Escroto: Um espermatozóide leva cerca de 70 dias para ser produzido. Eles não podem se desenvolver adequadamente na temperatura normal do corpo (36,5°C). Assim, os testículos se localizam na parte externa do corpo, dentro da bolsa escrotal, que tem a função de termorregulação (aproximam ou afastam os testículos do corpo), mantendo-os a uma temperatura geralmente em torno de 1 a 3 °C abaixo da corporal.
A ereção do orgão genital masculino é fundamental para a sua introdução no aparelho genital feminino da mulher.

A estimulação da glande desencadeia impulsos sensitivos que vão para a porção sacral da medula espinhal e, se o indivíduo se encontra com disposição psíquica adequada, os impulsos reflexos retornam, através das fibras nervosas parassimpáticas aos órgãos genitais. Esses impulsos dilatam as artérias do tecido erétil do orgão genital masculino e, provavelmente, também contraem as veias, inflando o orgão genital masculino. Também desencadeiam a secreção de muco pelas glândulas bulbo-uretrais, localizadas na porção terminal da uretra, lubrificando o orgão genital masculino.
Quando o grau de estimulação sexual atinge um nível crítico, os centros neurais localizados na extremidade da medula espinhal enviam impulsos através dos nervos simpáticos aos órgãos genitais masculinos para iniciarem a peristalse rítmica nos ductos genitais. A peristalse começa no epidídimo e passa através do ducto deferente, das glândulas seminais, da próstata e do orgão genital masculino, promovendo a ejaculação.
OBS: os espermatozóides são inativos em meio ácido. Tornam-se ativos em meio alcalino, fornecido pelo líquido da próstata.
Geralmente, o orgão genital masculino atinge seu tamanho definitivo aos 16/17 anos de idade e 80% dos falos eretos situam-se entre 11 e l6 cm, sendo 14 cm a medida mais comum. O pequeno tamanho do orgão genital masculino em repouso não é relevante; é no estado ereto que ele exerce sua função.
O prazer feminino independe do tamanho do orgão genital masculino, mas sim de um conjunto de fatores que cerca o ato sexual: clima, desejo, grau de excitação e "habilidade" do parceiro. A maioria do aparelho genital femininos tem uma profundidade entre 09 a 12 cm.
Portanto, a grande maioria dos falos adequa-se a quase todas os aparelhos genitais femininos. A insatisfação quanto ao tamanho do orgão genital masculino é uma queixa comum no consultório do urologista.
Na maior parte dos casos a insatisfação não deriva de uma queixa do parceiro, mas sim do desejo do paciente de possuir um orgão genital masculino maior, seja por desconhecimento das medidas normais, seja por comparações errôneas com outros orgãos genitais masculino, principalmente com os vistos em revistas ou filmes eróticos, ou através de "vantagens" contadas por amigos. Porém o que observamos na prática é bem diferente.
Cerca de 90% dos casos enquadram-se nas seguintes condições:
1- Orgão genital masculino de tamanho normal, adequado para sua função.
2- Orgão genital masculino de tamanho normal, adequado para sua função, "escondido" parcialmente pelo aumento da gordura pré-pubiana comum nos obesos.
3- Orgão genital masculino de tamanho normal, adequado para sua função, em um homem alto com orgão genital masculino proporcionalmente pequeno.
4- Orgão genital masculino de tamanho normal, adequado para sua função, mas parcialmente encoberto por uma implantação anormal da bolsa escrotal.
Como cada caso é único, em dúvida solicite a avaliação de um urologista.
Mas atenção: Bombas de vácuo e aparelhos "esticadores" não possuem a simpatia da comunidade urológica e os "milagres" a eles atribuídos não têm comprovação científica. Não há estudos sobre as conseqüências do seu uso, portanto, é melhor não arriscar.
Causa mais freqüente: infecção nos ductos genitais masculinos.
Testículos congenitamente deficientes, incapazes de produzir espermatozóides normais (mais raro).
Quantidade de espermatozóides muito baixa na ejaculação, mesmo que sejam normais (75 milhões ou menos).
Aquecimento excessivo dos testículos, inviabilizando os espermatozóides (já foi usado como método contraceptivo antigamente por árabes, que ficavam sentados na areia quente do deserto para aquecer os testículos).
Determinadas substâncias, como o gossipol, presente na pasta de semente de algodão, que desativa a enzima responsável pelo amadurecimento dos espermatozóides (usado na nova pílula masculina e descoberto na China há 20 anos, quando pesquisadores da Organização Mundial de Saúde começaram a estudar uma população que apresentava baixos índices de fertilidade e cujos hábitos incluíam ingestão de grande quantidade de pasta da semente de algodão).
Alguns processos alérgicos.
Cigarros, bebidas alcoólica, maconha à diminuem a quantidade de espermatozóides.
A vasectomia é o modo de esterilização mais eficiente que se conhece. Ela é feita em consultório médico após a aplicação de uma anestesia local. Realiza-se uma incisão em cada saco escrotal para a localização dos canais deferentes. Em seguida eles são cortados e realizados todos os procedimentos pós-cirúrgicos. Depois de 1 a 2 meses o homem pode se considerar estéril.
A castração significa a retirada cirúrgica dos testículos. Em certa época era usada como método de esterilização. Hoje esta operação é efetuada em homens com câncer de próstata ou testículos.
Seu efeitos no homem são: redução do desejo sexual, mudança do timbre de voz, barba mais rala e aumento de peso.
Termos correlacionados são: emasculação (um sinônimo para castração) e penectomia, que é o termo que correlaciona-se as cirurgias efetuadas no orgão genital masculino.
A disfunção erétil, antes conhecida por impotência, é a incapacidade de se obter ou manter uma ereção adequada para a prática da relação sexual. Não deve ser confundida com a falta ou diminuição no "apetite sexual", nem como dificuldade em ejacular ou em atingir o orgasmo. Milhões de homens passam por esse problema. As estatísticas mostram uma incidência de 5% nos homens aos 40 anos e até 25% aos 65 anos.
O homem apresenta, normalmente, de 3 a 5 ereções por noite, sem se dar conta, o que é importante para oxigenar o orgão genital masculino e quase todos os homens sexualmente ativos já experimentaram um episódio de impotência pelo menos uma vez na vida.
O falo só se enche de sangue se o organismo produzir uma substância chamada óxido nítrico, que dispara uma cascata de reações químicas que relaxam os vasos sangüíneos e as células dos corpos cavernosos. Relaxados, os vasos e os músculos dos corpos cavernosos ficam abertos para a entrada de sangue. A impotência ocorre quando não há esse relaxamento (o que os medicamentos como o Viagra tentam corrigir).

Falo saudável em repouso
Quando o orgão genital masculino está relaxado e não há nenhum tipo de excitação sexual, a quantidade de sangue que entra pelos vasos sangüíneos do corpo esponjoso é a mesma que sai.
Quando o cérebro recebe um estímulo sexual, as células do corpo cavernoso do orgão genital masculino liberam óxido nítrico. Este óxido ativa a enzima guanilato ciclase, resultando no aumento do nível de uma molécula chamada GMP cíclico (guanosina monofosfato cíclica ou GMP cíclica), produzindo relaxamento da musculatura lisa nos corpos cavernosos e aumentando o influxo de sangue. Mas a enzima PDE 5 (fosfodiesterase 5) pode estragar tudo, inativando a GMP cíclica. Quando isso ocorre, a mesma quantidade de sangue que entra, sai do orgão genital masculino e ele não fica ereto o suficiente para a penetração do orgão genital feminino.

Com o Viagra, entra em ação o princípio ativo sildenafil, que bloqueia o mecanismo da fosfodiesterase. Com isso, a GMP cíclica volta a entrar em ação. Desse modo, os vasos do corpo esponjoso se dilatam para o sangue entrar até o ponto de expandir o tecido erétil e comprimir as veias que fazem o sangue sair do orgão genital masculino. Assim, a droga prolonga a ereção, resolvendo o drama da impotência. Mas o estímulo sexual, que inicia todo o processo, é fundamental para a ereção.

Entra em ação o princípio ativo fentolamina, que induz uma enzima chamada AMP a transformar-se em outra, a AMP cíclica, que aumenta e relaxa as células musculares dos corpos cavernosos e artérias, que se enchem de sangue.

Estimula a produção do hormônio ocitocina, que provoca relaxamento dos vasos e dos corpos cavernosos, aumentando a irrigação sangüínea.
As próteses penianas são também consideradas opções terapêuticas válidas para o tratamento da disfunção erétil (DE), mas usualmente só são utilizadas em pacientes portadores de disfunção erétil de origem orgânica, e como opção final.
Podem ser de 3 tipos: rígidas, semi-rígidas ou infláveis.

1. Próteses rígidas
Estão praticamente descartadas na prática diária.
2. Próteses semi-rígidas
Consistem basicamente de um par de cilindros.siliconizados com um cabo de fios de prata, aço ou outra liga metálica, o que confere boa rigidez e ao mesmo tempo maleabilidade. Estes cilindros são colocados um em cada corpo cavernoso do orgão genital masculino. Uma das vantagens deste tipo de prótese é a maior facilidade do implante, além de um custo menor quando comparado às próteses infláveis.
3. Próteses infláveis: Podem ser constituídas por uma, duas ou três peças. Nas próteses de um volume, o reservatório e a bomba estão contidas no próprio cilindro; nas de 2 volumes, a bomba está separada do cilindro que contém o reservatório; nas de 3 volumes encontramos um par de cilindros, um reservatório líquido e uma bomba que é utilizada para levar o líquido do reservatório até os cilindros, todos de maneira independente.

A - 2 Cilindros que se implantam nos corpo cavernosos
B - Depósito de líquido com válvula para inflar e desinflar os cilíndros
O êxito de um implante de prótese peniana está diretamente ligado aos seguintes aspectos: auto-estima do paciente, satisfação pessoal do paciente e da parceira, técnica operatória correta e os cuidados no pré e pós-operatório. É muito importante que não se crie falsas expectativas no paciente ou sua parceira, discuta-se o tipo de prótese a ser implantado, a possibilidade de perda de sensibilidade na glande peniana e algumas vezes uma diminuição do volume ou do tamanho do orgão genital masculino.
Entre as complicações podemos encontrar infecção local (2 a 10% dos casos), falhas mecânicas da prótese (4% dos casos) ou lesões dos corpos cavernosos com saída da prótese. Quando bem indicada, as complicações do implante de prótese peniana diminuem bastante e os índices de satisfação dos pacientes são altos, variando de 66 a 92%.
A ejaculação precoce é inconfundível. Em essência, é a condição na qual o homem torna-se incapaz de exercer um controle adequado sobre o seu reflexo ejaculatório, resultando que, uma vez excitado, atinge o orgasmo rapidamente, antes, durante ou logo após a penetração, sem que deseje.
São inúmeras as hipóteses levantadas para as causas da ejaculação precoce. Sabemos que a ejaculação precoce é a dificuldade que o homem possui em perceber as sensações que antecedem o orgasmo, mas o que o leva a não aprender essa sensação é uma incógnita.
Apesar de muitos estudiosos acreditarem na hipótese da ansiedade, o uso de medicamentos isolados para este fim não têm apresentado resultados satisfatórios. É muito mais importante descobrirmos a origem da ansiedade e tratá-la do que encobri-la com drogas, tendo em vista que ela interfere no mecanismo da percepção.
A hipótese de um comportamento condicionado por masturbação e coitos rápidos também não é totalmente descartada, tendo em vista que o comportamento sexual é aprendido.
Se a história sexual do paciente indica que ele sempre teve dificuldade para exercer o controle ejaculatório, e é fisicamente sadio, é muito pouco provável a existência de uma causa orgânica para a queixa.
Por outro lado, é indicado um exame urológico e neurológico quando um paciente com histórico de bom controle ejaculatório tornar-se um ejaculador prematuro. Neste caso, a incontinência ejaculatória pode ser indicativa de outras complicações, o que é extremamente raro.
Segundo a teoria psicanalítica, os ejaculadores precoces seriam os homens que escondem sentimentos sadistas inconscientes em relação às mulheres. De acordo com essa teoria, o propósito do ejaculador precoce seria perturbar a felicidade da mulher, privando-a de prazer. O tratamento baseado nesta hipótese procuraria revelar e resolver conflitos edipianos inconscientes do paciente, na expectativa de que, obtido este resultado, o pensamento sadista com relação à mulher cessaria e automaticamente o funcionamento sexual se tornaria perfeito.
Apesar das inúmeras contribuições da Psicanálise, o que observamos é que o tratamento da ejaculação precoce através desta técnica apresenta pouco sucesso.
Atualmente, nenhum estudo sistemático sobre a funcionalidade da técnica foi publicado. Nos tratamentos que obtiveram êxito, os sintomas do paciente só foram melhorados depois de anos,e, mesmo assim, não se pode afirmar categoricamente que tenha sido em função da técnica utilizada.
O tratamento consiste em fazer com que o homem adquira a habilidade em perceber e controlar as sensações que antecedem o orgasmo. Inúmeras técnicas são utilizadas, deixando sempre claro que a situação sexual foi concebida para ser extremamente prazerosa. Manobras que visam tirar o prazer não são terapêuticas.
Fonte: www.afh.bio.br