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Audição

OUVINDO ONDAS

Um barulho maravilhoso vinha dançando por entre as árvores. Quem ouvia , pensava: será um passarinho? Uma sereia cantando?

Nada disso! Era um garoto tocando flauta!

Que coisa... Como o nosso corpo escuta os barulhos?

Quando você está debaixo d’água - numa piscina, por exemplo - os movimentos dos seus braços e pernas criam ondinhas. O mundo é como se fosse uma piscina cheia de ar. Então qualquer coisa que se move cria uma onda no ar, que nós não vemos. Quando uma coisa se move e bate em outra, acontece uma explosão chamada som, ou barulho. E como aconteceu um movimento, o ar leva o som através dessas ondas, chamadas ondas sonoras.

O ouvido é nosso órgão especializado em captar o som das ondas sonoras. É a antena de rádio que nós temos em nosso corpo. É por isso que, ao fechar as janelas do carro, a gente quase não escuta os barulhos lá de fora. As ondas provocadas por motores em movimento e as freadas (o asfalto raspando no pneu) batem no vidro do carro e não passam.

E é assim que o garoto toca flauta. Ele empurra o ar dentro daquele cano mágico, e o ar sai raspando pelo buraquinho, criando um barulho maravilhoso. E o movimento do ar saindo provoca as ondulações que chegam ao seu ouvido.

Dali, as informações são transmitidas para o cérebro, que vai interpretar cada som: isso é um liquidificador, isso é um passarinho, esse é o barulho de quando o meu pai bate a porta do carro.

Vamos dar uma volta dentro do ouvido? Você vai conhecer uns ossinhos com nomes engraçados, como martelo, bigorna e estribo, e também os tipos de sons...

UMA VOLTA DENTRO DO OUVIDO

Audição

As ondas sonoras entram pela orelha e chegam no canal auditivo.

No fim deste canal, fica a membrana do tímpano. Ela chacoalha como uma cortina quando as ondas sonoras passam, e vibra como um tambor.

O tímpano, por sua vez, transmite essas ondulações a três ossos bem pequenos que existem em uma parte do ouvido, chamada orelha média. Esses ossinhos têm nomes engraçados: martelo, bigorna e estribo. Primeiro, as vibrações chegam ao martelo. Ele bate na bigorna, que passa sua vibração ao estribo.

Martelo, bigorna e estribo são os menores ossos do corpo.

Aí começa a orelha interna, formada pela cóclea e pelos canais semicirculares.

Um caracol vibrante: a cóclea é um tubinho em forma de caracol! Ela pega as vibrações do estribo e as transforma em impulsos nervosos. Estes são então enviados para o cérebro, que vai distinguir os sons.

Os canais semicirculares são responsáveis pelo nosso equilíbrio. Em seu interior há um líquido cujo movimento informa ao cérebro a posição da cabeça, e mudanças súbitas de velocidade. Isso permite ao corpo perceber que está caindo.

Percebemos que estamos em movimento dentro de um elevador, por exemplo, mesmo sem ver as coisas passando lá fora. É por causa dos canais semicirculares.

TIPOS DE SONS

Podemos classificar os sons entre agudos, médios e graves.

Agudos: o canto dos passarinhos, as vozes das crianças e das mulheres.

Médios: vozes dos homens adultos

Graves: tambor

O som é medido em decibéis. Um jato decolando, por exemplo, faz um barulho de 140 decibéis; uma conversa produz, em média, 60 decibéis.

Os sons acima de 90 decibéis fazem mal ao nosso organismo, e podem causar desde um zumbido no ouvido até nervosismo e complicações no sistema digestivo.

Fonte: www.canalkids.com.br

Audição

O som é estudado pela Física através da acústica. Todo som nos dá a sensação resultante da impressão produzida no ouvido pelo movimento vibratório de um corpo elástico em movimento. Parece um pouco complicado, mas não é.

Todo corpo capaz de vibrar provoca um som que é facilmente percebido pelo nosso sistema auditivo.

Podemos verificar isso quando esticamos um elástico entre os dedos e aplicamos uma força sobre este elástico esticado. Se o aproximarmos dos nossos ouvidos, observaremos um som característico deste material, o mesmo ocorre com a corda de um violão. Esse movimento vibratório se dá quando as moléculas de um corpo são desviadas da sua posição de equilíbrio e depois abandonadas, voltando ao equilíbrio vagarosamente. Quando um corpo sonoro está em vibração na atmosfera, os movimentos que faz se comunicam com o ar que o cerca, chegando aos nossos ouvidos. Quando na atmosfera um corpo vibra de forma constante, sucessiva, o ar entra em vibração e propaga o som em todas as direções através de ondas sonoras, portanto, o som é propagado através dessas ondas sonoras, que são resultantes de um movimento vibratório. À medida que essas ondas sonoras se afastam da origem do movimento vibratório, o som vai enfraquecendo até se extinguir.

As vibrações sonoras podem ser realizadas de forma regular e irregular, ou seja, com períodos iguais, constantes, sucessivos ou desiguais. Na forma regular temos o som e na forma irregular temos o ruído (som distorcido e desagradável).

As qualidades ou características básicas de um som são: a intensidade, a altura e o timbre: a intensidade é a qualidade do som de tornar-se perceptível a maior ou menor distância, é o volume do som; a altura é a qualidade pela qual se distingue um som grave de outro agudo, depende diretamente da freqüência do movimento vibratório, quando maior a freqüência (número de vibrações), mais agudo será som, quanto menor a freqüência, mais grave será o som; o timbre é a qualidade que permite distinguir dois sons produzidos por instrumentos diferentes mesmo que estejam com a mesma freqüência.

Percebendo o Som

Todos os tipos de som são percebidos pelo homem através do aparelho auditivo, o ouvido.

Esse aparelho é formado por três partes distintas:

1) O ouvido externo: destinado a concentrar as ondas sonoras.

2) O ouvido médio: destinado a transmitir as ondas sonoras ao nervo auditivo.

3) O ouvido interno: destinado a alojar as terminações do nervo auditivo, cuja sensibilidade especial dá lugar à percepção dos sons.

Canal auditivo
1) Canal auditivo
2) Tímpano
3) Martelo
4) Bigorna
5) Estribo
6) Janela oval
7) Tromba de Eustáquio
8) Cóclea
9) Nervo auditivo

A Audição

Como pode a música fazer sentido para um ouvido e um cérebro que se desenvolveram com a finalidade básica de detectar os sons da natureza a fim de proteção, detectando o som do leão que se aproxima, ou o rastejar de uma serpente? O sentido da audição tem 300 milhões de anos, a música existe apenas há um centésimo de milésimo desse período. O que torna belo o som de uma melodia feita por um violino bem afinado, ou o solo de uma flauta? Por que um acorde é “grande”, “feliz” e outro “triste”, “angustiado”? Como determinados sons podem ser belos a alguns ouvidos e terríveis a outros? Por que alguns indivíduos não conseguem ficar sem a música e outros são totalmente indiferentes? E por que, entre bilhões de cérebros, só alguns são capazes de criar a música do êxtase?

Essas perguntas não são novas, nós as encontramos em Platão , Kant , Nietzsche. No entanto, foi apenas por volta do século passado que os cientistas resolveram levar a música para seus laboratórios com o intuito de verificar tais acontecimentos.

O Ouvido

Tenha cuidado com o que você chama de ouvido. A parte externa do ouvido, ou seja, a massa elástica de protuberâncias e dobras (a orelha), é apenas um dispositivo para canalizar o verdadeiro ouvido – o interno - , que fica profundamente instalado em sua cabeça. A orelha é chamada de “pinna”, palavra latina que significa pena e sua principal tarefa é de ampliar o som ao vertê-lo no canal do ouvido (este tem em média dois e meio centímetros de profundidade).

A música entra pelas orelhas, passando pelo canal do ouvido até chegar ao tímpano, instalado no final desse canal. Até este ponto, o som viaja em forma de ondas de pressão através do ar, após bater no tímpano, prosseguirá seu caminho com movimentos mecânicos.

Logo além do tímpano, está o ouvido médio onde três ossos com formas estranhas, os ossículos, estão presos a ligamentos de modo que o tímpano empurra o primeiro, denominado martelo, que esbarra no segundo, a bigorna e este, dá um puxão no terceiro, o estribo, jogando o som para dentro de uma abertura que leva ao ouvido interno, cheio de fluido, onde os neurônios (células nervosas) estão à espera dele.

Quando você fala ou canta, o som viaja não apenas de seus lábios para suas orelhas, mas também diretamente por sua cabeça, até chegar ao ouvido interno. De certo modo, você escuta a si mesmo duas vezes, uma pelo canal do ouvido e a outra, pelos ossos da cabeça. O transporte do som pelos ossos torna o som mais alto do que seria de outra forma e muda o conteúdo da receita sonora (a freqüência).

Isso explica por que não reconhecemos nossa própria voz numa gravação em fita K7. Essa gravação contém parte da voz que você escuta

O Ouvido Médio

O ouvido médio fica numa cavidade do crânio, entre os ouvidos externo e interno. Ali se localizam três ossículos: martelo, bigorna e estribo. Os três se movem em seqüência e transmitem ao ouvido interno ondas sonoras captadas pelo ouvido externo.

O Ouvido Interno

Quando a música completa sua jornada ao longo dos ossículos, sofre outra mudança, desta vez para uma onda de pressão no fluído. O ouvido interno, ou verdadeiro, converte as vibrações do som em informação que o cérebro pode usar, deixando o mundo mecânico para o mundo sensorial, da psicologia. Como mencionado, o ouvido interno é uma cavidade com um fluído. Parte dela contém a cóclea, um tubo enrolado que recebe as vibrações vindas do ouvido médio. Estas, viajam pelo fluído e são detectadas por cílios sensoriais que as convertem em impulsos nervosos. O cérebro interpreta esses impulsos como som. (Ver figura )

Identificando os sons

Toda a nossa experiência auditiva está voltada à identificação dos sons. Um miado de gato, uma torneira pingando e a voz das pessoas. Estamos muito mais interessados na natureza do som do que no lugar de onde ele vem. Os sons se afunilam ao entrar em nosso sistema auditivo, é como se a natureza jogasse fora a oportunidade de localização do som e temos que nos preocupar com isto observando, a partir de agora, de onde vêm os elementos sonoros que estamos ouvindo: da direito, da esquerda, do chão, do alto. Os animais fazem essa localização com muito mais freqüência e naturalidade. Observe um gato, ao ouvir e pressentir outro animal, movimenta suas orelhas a fim de calibrar sua audição. Isso significa que, com o passar dos milênios, perdemos a mobilidade de nossas orelhas, deixando de identificar, por exemplo, a presença de um violino à esquerda, de um baixo à direita, de sopros ao fundo quando assistimos a uma orquestra.
Mesmo perdendo um pouco desta mobilidade auditiva não somos tão ineficientes na localização dos sons. No entanto, as corujas são as campeãs, observam suas caças auditivamente com uma margem de erro ínfimo.

Ressonadores Vocais e os Órgãos Articuladores

O som produzido na laringe seria praticamente inaudível se não fosse amplificado e modificado pelas caixas de ressonância próximas à laringe. Para a técnica vocal (o canto), daremos especial atenção aos ressonadores da face. São eles: cavidade da boca, cavidades do nariz e os seios paranasais, chamando-os de ressonadores faciais ou voz facial. É esta voz facial que o cantor, seja qual for sua voz, deve e precisa desenvolver. Uma voz que não explora essas ressonâncias, mesmo sendo uma voz forte, será uma voz sem brilho e sem qualidade sonora. A voz bem colocada tem penetração, beleza e qualidade.

A voz não impostada, não trabalhada, geralmente é apoiada na garganta, emitindo, assim, sons imperfeitos, sem brilho, mesmo que o timbre seja muito bonito e agradável.

Você já deve ter ouvido falar em “cantar na máscara”, ou seja, utilizar os ressonadores faciais. Observe os ressonadores faciais fazendo este simples teste: coloque uma das mãos encostadas no “Pomo de Adão”, que é a saliência da laringe e a outra entre o lábio superior e o nariz, apenas encoste a mão. Não faça força nem aperte. Com a boca fechada produza um som qualquer, como um “HUM”. Se observar uma vibração no “Pomo” você está apoiando a voz na garganta e não nos ressonadores faciais, caso a vibração maior seja abaixo do nariz você estará no caminho certo, utilizando esses ressonadores faciais. Não se preocupe, faremos outros exercícios para tal desenvolvimento.

Uma voz que não utiliza os ressonadores faciais tende a provocar um desgaste obrigando o cantor a um esforço desnecessário e, sem dúvida, sua voz será envelhecida prematuramente.

Impor a voz na face não significa forçá-la nos ressonadores faciais com excessos de emissão e sim emiti-la de forma fisiológica sabendo explorá-la de maneira natural.

Os órgãos articuladores são: os lábios, os dentes, a língua, o palato duro, o véu palatar e a mandíbula e são encarregados de transformar a voz em voz falada ou cantada. Qualquer deficiência de articulação irá dificultar o entendimento do que se canta.

É importantíssimo saber pronunciar bem as palavras de acordo com o idioma e suas regras, explorando os articuladores na forma correta dos vocábulos. A cavidade bucal sofre diversas alterações de tamanho e forma pelos movimentos da língua, considerada como o principal órgão da articulação, pois apresenta uma enorme variabilidade de movimentos pela ação dos seus músculos.

Abertura da Garganta

Quando comemos alguma coisa que está muito quente, instintivamente abrimos a boca aumentando o espaço interno dela para que a língua e o palato, céu-da-boca, fiquem o mais afastado possível desse alimento quente, então, quando bocejamos, a língua desce e o palato mole se eleva.

Para entendermos melhor vamos fazer uma experiência?

Vá até o espelho, de preferência o de seu toalete pois deve ser bem iluminado, abra bem a boca e repare no posicionamento da língua e do palato mole (ele está ligado à úvula, mais conhecida como campainha, e quando esta sobe eleva o palato mole junto). Repare o movimento da língua e do palato mole.
Ouve um aumento considerável do espaço interno da boca, não é?

Posição da boca

É necessário que se abra a boca para que o som seja projetado melhor, repare os cantores de que você mais gosta, mesmo com estilos diferentes, todos abrem bem a boca para cantar.

O maxilar deverá estar bem relaxado procurando não projetá-lo para frente ou para os lados, a língua deverá ser mantida na maior parte do tempo abaixada e relaxada.

Percepção Sonora O MECANISMO DA AUDIÇÃO

O som é produzido por ondas de compressão e descompressão alternadas do ar. As ondas sonoras propagam-se através do ar exatamente da mesma forma que as ondas propagam-se na superfície da água. Assim, a compressão do ar adjacente de uma corda de violino cria uma pressão extra nessa região, e isso, por sua vez, faz com que o ar um pouco mais afastado se torne pressionado também. A pressão nessa segunda região comprime o ar ainda mais distante, e esse processo repete-se continuamente até que a onda finalmente alcança a orelha.

A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de freqüências (16 a 20.000 Hz - Hertz ou ondas por segundo).

Percepção Sonora O MECANISMO DA AUDIÇÃO

O som é produzido por ondas de compressão e descompressão alternadas do ar. As ondas sonoras propagam-se através do ar exatamente da mesma forma que as ondas propagam-se na superfície da água. Assim, a compressão do ar adjacente de uma corda de violino cria uma pressão extra nessa região, e isso, por sua vez, faz com que o ar um pouco mais afastado se torne pressionado também. A pressão nessa segunda região comprime o ar ainda mais distante, e esse processo repete-se continuamente até que a onda finalmente alcança a orelha.

A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capacita a perceber e interpretar ondas sonoras em uma gama muito ampla de freqüências (16 a 20.000 Hz - Hertz ou ondas por segundo).

A captação do som até sua percepção e interpretação é uma seqüência de transformações de energia, iniciando pela sonora , passando pela mecânica , hidráulica e finalizando com a energia elétrica dos impulsos nervosos que chegam ao cérebro.

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