Sem tentar entrar na discussão do tema som, passaremos a definir a audição humana como a capacidade de identificar padrões definidos e com conteúdo informativo nos sons que atingem o ouvido externo e o seu processamento especifico para poder ser integrado nos níveis superiores cognitivos.
Este processo é realizado através da análise e da integração das ondas sonoras em diversos níveis do SNC, implicando em síntese de informação nova e, ao mesmo tempo, em filtragem, com ou sem perda de dados, de sons, em forma fixa ou dinâmica.
A audição humana compreende vários níveis que, em conjunto, permitem a percepção de vibrações sonoras ambientais.
Podemos dizer que o sistema de audição humano é um dos mais complexos e sofisticados mecanismos de transdução existentes na natureza. Sua gama dinâmica é enorme, sua capacidade de extrair informação do meio ambiente é muito apurada e sua capacidade de síntese da informação terminou permitindo que fosse usado para fins muito alheios e distantes daqueles a que estava destinado, como, por exemplo, ouvir música. Na realidade, ainda desconhecemos – ou compreendemos parcialmente - a maior parte do mecanismo auditivo, em especial no que se refere aos mecanismos internos do cérebro.
O primeiro nível é o do ouvido, cuja função principal é a de converter as ondas sonoras de pressão propagadas pelo ar em impulsos nervosos que contém a informação que será decodificada e reintegrada pelos distintos níveis associativos cerebrais.
Em relação ao mecanismo de audição, é importante perceber que:
Nem todo som que atinge o tímpano chega ao nervo auditivo como impulso neuronal
Nem todo impulso neuronal causado por som existente no nervo auditivo é processado – ou percebido – pelo córtex
Nem toda atividade neuronal cortical portadora ou processadora de informação sonora é percebida pela nossa consciência, e... O mais interessante: nem tudo o que ouvimos existe no mundo real, externo aos nossos ouvidos. A sensação auditiva é sintetizada no cérebro humano a partir de diversos elementos, um dos quais é o conjunto de vibrações que atingem o ouvido externo.
Fonte: www.clubedoaudio.com.br
A orelha ou ouvido é o órgão usado pelos animais para detectar ondas sonoras. Nos mamíferos ele se apresenta aos pares e se localiza na cabeça, podendo estar localizado em outras partes do corpo ou mesmo ser ausente em outros animais.
Segundo a tradução da última edição da Nomina Anatomica (que mudou de nome, passando a chamar-se Terminologia Anatomica) para a língua portuguesa, publicada pela Sociedade Brasileira de Anatomia em 2001, usa-se orelha para designar tanto o órgão da audição em sua totalidade, como a parte visível e externa que corresponde ao pavilhão auricular. Em Portugal mantém-se a denominação de ouvido em lugar de orelha para o órgão da audição.

A orelha externa, humana
Fisiologia do ouvido (ou orelha) humano
O ouvido ou orelha humana normal pode distinguir cerca de 400.000 sons diferentes,
alguns fracos o suficiente para mover a membrana timpânica tão
pouco quanto um décimo da molécula de hidrogénio.
Um exemplo dessa propriedade é que uma pessoa pode ouvir desde o som de um mosquito numa tarde silenciosa de verão ou de um avião a jacto que aparece a voar no céu. Aqui estão dois sons diferentes tanto em intensidade como em características, que o sentido da audição humano pode reconhecer e rotular.
A audição funciona da seguinte maneira: o som propaga-se produzindo ondas sonoras que se deslocam até atingir a orelha. O mecanismo da audição transforma estas ondas em sinais eléctricos que transmite como mensagens, através do nervo auditivo para o nosso cérebro que as interpreta.
O aparelho auditivo humano é dividido em três partes cada uma com suas funções próprias sendo as três indispensáveis para o bom funcionamento da audição: ouvido externo ou orelha, ouvido médio e ouvido interno.
Ouvido (ou orelha) externo Anatomia da orelha interna humanaO ouvido externo (ou orelha externa) é composto de duas partes: O pavilhão auditivo, também conhecido como orelha e o conduto auditivo externo.
A função principal do pavilhão auditivo é coletar sons, agindo como um funil e direcionando o som para o conduto auditivo. Outra função é a filtração do som, processo este que ajuda a localizar a origem dos sons que chegam ao individuo. Além disso, no caso dos humanos, o processo de filtração seleciona sons na faixa de freqüência da voz humana facilitando o entendimento. O Pavilhão Auricular é anatomicamente dividido em Hélice, Anti-hélix, trago, antitrago e lóbulo.
Já o conduto auditivo externo tem a função de transmitir os sons captados pela orelha para o tímpano além de servir de câmara de ressonância ampliando algumas freqüências de sons. Ele é constituído por cartilagem no terço lateral e osso nos dois terços mediais.
Afecções da OrelhaSão acontecimentos que acometem a orelha externa (pavilhão auricular e conduto auditivo externo). Esses acontecimentos podem ser desde malformações congênitas até processos inflamatórios e infecciosos, inclusive metabólicos. O diabetes pode favorescer infecções no aparelho auditivo.
Malformação congenitasO pavilhão auricular e o conduto auditivo sofrem os mesmos processos que a pele, podendo dar:
O ouvido médio é composto pelos ossículos martelo, bigorna e estribo, denominados dessa forma por sua semelhança conspícua com esses objectos. Os mamíferos são os únicos animais que possuem três ossos no ouvido, ligando o tímpano à orelha interna.
Individualmente os ossos são menores que um grão de arroz. Os ossículos estão localizados na cavidade em forma de ervilha da orelha média. Conectados formando uma ponte entre a membrana timpânica e a janela oval. Através de um sistema de membranas, eles conduzem as vibrações sonoras a orelha interna. Os ossículos são os menores ossos do corpo humano e já estão em seu tamanho completo ao nosso nascimento.
Enquanto as ondas sonoras movem a membrana timpânica, esta move os ossículos. Os três ossos na verdade formam um sistema de alavancas que transferem a energia das ondas sonoras vindas da orelha externa, através da orelha média para a orelha interna.
Ouvido interno
O ouvido interno é composta pela cóclea, pelo aparato
vestibular e pela tuba auditiva ou trompa de Eustáquio.
O último osso da cadeia ossicular, o estribo, está acoplado a uma fina membrana chamada de janela oval. A janela oval é na realidade uma entrada para a orelha interna, que contém o órgão da audição, a cóclea. Quando o osso estribo move, a janela oval move com ele. No outro lado da janela oval está a cóclea, um canal em forma de caracol preenchido por líquidos e, quando as vibrações chegam à cóclea provenientes da orelha interna, são transformadas em ondas de compressão que por sua vez ativam o órgão de Corti que é responsável pela transformação das ondas de compressão em impulsos nervosos que são enviados ao cérebro para serem interpretados.
O líquido é agitado pelos movimentos da janela oval e, dentro da cóclea, o órgão de Corti é formado por milhares de células ciliadas que são colocadas em movimento toda vez que o líquido é movimentado.
A estimulação destas células, por sua vez, causa impulsos elétricos que são enviados para o cérebro. Os impulsos elétricos representam a quarta mudança na mensagem sonora de uma energia para a outra: da energia acústica das ondas sonoras entrando na orelha, para a energia elétrica dos impulsos que viajam para o cérebro.
Outra parte do ouvido médio é a tuba auditiva que conecta a cavidade da orelha média com a nasofaringe. A extremidade superior é normalmente aberta, pois é rodeada de ossos, enquanto que a inferior é normalmente fechada, pois é cercada por um tecido fino. A tuba auditiva ajuda a manter o equilíbrio da pressão do ar entre os dois lados da membrana timpânica.
A tuba abre e fecha a medida em que engolimos ou bocejamos, permitindo uma equalização entre a pressão do ouvido externo e do ouvido médio. Uma sensação de pressão pode ser causada na orelha por este processo de equalização em um avião ou em situações de mudanças de altitude.
O ouvido interno também contém um órgão muito importante que está na verdade conectado com a cóclea, mas que não contribui para o nosso sentido da audição, o sistema vestibular, formado por três pequenos canais semicirculares, que nos ajudam a manter o equilíbrio e auxiliar na visão já que as rotações da mesma precisam ser compensadas para que possamos ter uma visão clara sem ser borrada. É através dele que se pode saber por exemplo quando se esta com o corpo inclinado mesmo estando de olhos vendados.
Problemas com os canais semicirculares podem resultar em sintomas como a vertigem. A audição é um factor chave na manutenção de trocas intelectuais, mas possivelmente ainda mais importante, a audição supre o pano de fundo auditivo que dá o sentimento de participação e segurança.
Órgãos auditivos de espécies não mamíferasAs aranhas possuem pelos nas patas que são responsáveis pela detecção do som. Os ouvidos dos répteis apresentam apenas um osso a columela que é considerado homologo ao estribo dos mamíferos.
Fonte: pt.wikipedia.org