Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Olfato  Voltar

Olfato

 

O funcionamento do sistema olfativo, no que se refere à percepção e identificação de odores, ainda não foi totalmente desvendado.

Entretanto, muitas informações já foram obtidas e algumas teorias formuladas.

Olfato

Os odores são detectados no nariz por células receptoras especializadas do epitélio olfativo. Estas células são denominadas neurônios receptores olfativos.

No topo de cada narina encontra-se uma região denominada mucosa nasal. Esta região contém o epitélio sensorial - ou o epitélio olfativo - coberto pela mucosa.

A área desta região olfativa é de 5cm2 nos humanos e 25cm2 nos felinos. O epitélio contém, além das células sensitivas, glândulas de Bowman que produzem a secreção que banha a superfície dos receptores. Esta secreção aquosa contém mucopolisacarídios, imunoglobulinas, proteínas (exemplo, lisozima), e várias enzimas (como as peptidases).

Também é encontrado na mucosa nasal um tipo de pigmento das células epiteliais: o tom deste pigmento é correlacionado com a sensibilidade olfativa, sendo levemente amarelado nos humanos e amarelo escuro ou marrom nos cachorros. O pigmento pode participar do processo de olfação, talvez absorvendo algum tipo de radiação, como a infravermelha. Por último, o epitélio nasal contém as células receptoras - cerca de 10 milhões nos humanos (mais que em ratos e gatos).

Estas possuem um prolongamento terminal que se projeta acima da superfície epitelial, de onde estendem-se cerca de 8 ou 20 cílios olfativos. Estes cílios não pulsam, mas contém os receptores de odores.

Olfato
Epitélio Nasal

As células receptoras são neurônios bipolares do epitélio nasal. Elas são únicas, na medita em que são capazes de se regenerar. Possuem cílios que se projetam na mucosa nasal e, na outra extremidade, axônios que se projetam no bulbo olfativo. De 10 a 100 axônios arranjam-se em embrulhos que penetram no platô etimoidal cribriforme e terminam no bulbo olfativo, convergindo no glomérulo sináptico. Existem dois bulbos ofltativos, um em cada cavidade nasal. Nos humanos, existem 6 milhões de células em cada narina.

As células mitrais são os principais neurônios do bulbo olfativo. Existem cerca de 50 mil destas células em cada bulbo nos humanos adultos. Elas possuem um dendrito apical primário que se estende até um novelo esférico denominado glomérulo, que recebe o sinal dos neurônios receptores olfativos. Seus axônios unem-se para formar o trato olfativo lateral. Possuem colaterais, envolvidos no retorno negativo e na alimentação positiva de impulso sensitivo.

Os glomérulos são novelos aproximadamente esféricos de dendritos - cerca de 25 células mitrais enviam seus dendritos primários para um único glomérulo - e ali fazem contato com os nervos olfativos. As células perigranulares estão envolvidas na inibição lateral ao nível dos glomérulos. Células granulares são inibidoras interneurais. Recebem tanto os sinais contrários como os laterais. O trato lateral olfativo terminam nas áreas pireiformes e pré-pireiformes de onde a projeção primária vai ao tálamo cerebral. Os axônios projetam-se para o neocórtex. Além disso, existe um caminho que vai ao hipotálamo que está envolvido com o humor (e a memória) e com a regulagem neuroendócrina. Este último processo é responsável pelo componente do odor conhecido como "afetivo".

Os neurônios do trato olfativo lateral projetam-se para (1) a amídala, núcleo septal, córtex pré-pireiforme, córtex endorinal, hipocampo e subcólon. Muitas destas estruturas formam o sistema límbico, uma região ancestral do cérebro responsável pela motivação, emoção e certos tipos de memória. O núcleo septal e a amídala contém regiões conhecidas como "centros de prazer". O hipocampo é responsável pela memória motivacional (a associação de certos estímulos com os alimentos). (2) As projeções são também enviadas ao tálamo e para o córtex frontal de reconhecimento. Existem muitas conexões transmitindo sinais entre cada um destes e outros centros cerebrais.

Alucinações olfativas acompanhadas de sentimentos de deja vu ocorrem como pequenos distúrbios no lobo temporal, e algumas vezes ocorre uma intensificação generalizada do odor. O córtex pireifome, parte filogenética do "cérebro que cheira" (ou rinencéfalo), é funcionalmente associado com o sistema límbico como um todo (que inclui áreas do cérebro como o hipocampo e o hipotálamo), que é grandemente reconhecido por ser crucial na determinação e regulação de todo o campo emocional humano. A excitação destas áreas, qualquer que sejam os métodos, provoca elevação emocional e uma intensificação de todos os sentidos físicos.

Olfato
Projeções Olfativas Principais

Os neurônios do trato olfativo lateral projetam-se para (1) a amídala, núcleo septal, córtex pré-pireiforme, córtex endorinal, hipocampo e subcólon. Muitas destas estruturas formam o sistema límbico, uma região ancestral do cérebro responsável pela motivação, emoção e certos tipos de memória. O núcleo septal e a amídala contém regiões conhecidas como "centros de prazer". O hipocampo é responsável pela memória motivacional (a associação de certos estímulos com os alimentos). (2) As projeções são também enviadas ao tálamo e para o córtex frontal de reconhecimento. Existem muitas conexões transmitindo sinais entre cada um destes e outros centros cerebrais.

Alucinações olfativas acompanhadas de sentimentos de deja vu ocorrem como pequenos distúrbios no lobo temporal, e algumas vezes ocorre uma intensificação generalizada do odor. O córtex pireifome, parte filogenética do "cérebro que cheira" (ou rinencéfalo), é funcionalmente associado com o sistema límbico como um todo (que inclui áreas do cérebro como o hipocampo e o hipotálamo), que é grandemente reconhecido por ser crucial na determinação e regulação de todo o campo emocional humano. A excitação destas áreas, qualquer que sejam os métodos, provoca elevação emocional e uma intensificação de todos os sentidos físicos.

Fonte: alkimia.tripod.com

Olfato

O olfato é um dos sentidos químicos, o outro é o paladar. Embora pensemos nos dois sistemas sensoriais como separados e distintos, ambos estão intimamente ligados.

No entanto, a capacidade do paladar de distinguir sabores é extremamente limitada, identificando 6 ou 7 tipos de sabores diferentes. Já o olfato se organiza de forma a diferenciar milhares de cheiros. O ser humano é capaz de perceber mais de 10 mil diferentes odores, cada qual definido por uma estrutura química diferente. Não é de graça, portanto, que o olfato tem grande participação no gosto que sentimos nas comidas. Assim, grande parte daquilo que identificamos como “gosto” é, essencialmente, aroma!

O aroma, nada mais é do que sustâncias químicas suspensas no ar e solúveis em água ou gordura. Todo o mecanismo de processamento dessas substâncias em cheiros constitui o olfato. Materiais que contém essas substâncias solúveis (materiais odorosos), excitam os receptores conhecidos como bastonetes olfativos, células localizadas no alto da cavidade nasal. Cada ponta de bastonete tem diversas estruturas diminutas semelhantes a fios de cabelo, chamadas cílios. Quando uma substância química entra em contato com a mucosa olfativa, ela é dissolvida, resultando numa molécula do cheiro que reage com os cílios das células sensoriais. Esse contato provoca uma reação química, produzindo um impulso elétrico. Os nervos olfatórios, feixes formados por milhões de fibras, fazem esse impulso elétrico chegar até os lobos frontal e temporal, duas regiões do cérebro que traduzem a substância em cheiro.

O sistema olfativo tem características únicas. As mensagens de cheiro não atingem uma região específica do cérebro. Tampouco as informações olfativas parecem trafegar por meio da “estação de transmissão sensorial”, o tálamo. Cientistas especulam que o sistema olfativo evoluiu separadamente e anteriormente aos outros sistemas sensoriais. A tarefa de discriminar os odores, e organizá-los no imenso arquivo de cheiros em nosso cérebro, cabe a várias estruturas localizadas no sistema límbico (amígdalas, hipotálamos, hipocampos, córtex entorrinal, tálamos). A amígdala e o hipotálamo são responsáveis pelos aspectos emocionais e o córtex frontal pela discriminação e percepção consciente dos odores. O hipocampo e o córtex frontal, por sua vez, também respondem pela fixação de outros significados como o valor social e o contexto espaço-temporal em que a ação ocorre. O fato de todas essas regiões do cérebro estarem conectadas, faz com que o processamento do odor envolva tanto aspectos cognitivos quanto emocionais

No aspecto fisiológico, o sistema olfativo é muito sensível; com freqüência respondemos a níveis espantosamente baixos das substâncias químicas das quais sentimos o cheiro. Acredita-se que um único receptor (bastonete olfativo) possa ser ativado por uma molécula apenas. O estímulo em si não é a única influência sobre nossa capacidade de detectar odores. O olfato depende da hora do dia. Somos mais sensíveis antes do que depois do almoço, por exemplo. O olfato depende também dos outros odores eventualmente presentes. Em geral, nossa percepção olfativa é definida a partir de uma mistura de odores. Às vezes, a mistura produz uma sensação peculiar que não é equivalente a qualquer outra, é o que ocorre nos perfumes. Outras vezes, a mistura produz um composto no qual conseguimos reconhecer seus diferentes componentes. Ao comer ma salada de frutas, você pode conseguir diferenciar o cheiro da manga, da banana, do abacaxi, do morango, etc. Por vezes, um cheiro neutraliza outro. É o velho truque, utilizado pelas perfumarias, de cheirar pó-de-café entre um perfume e outro.

Talvez a função mais útil do olfato seja tornar agradável o ato de comer, estimulando-nos a ingerir o combustível de que precisamos.

Para animais mais simples, o olfato tem uma importância social fundamental. Os cães, por exemplo, usam o olfato para se guiar até o alimento, para escolher um parceiro para o acasalamento, ou para diferenciar os amigos dos inimigos. Muitos animais secretam substâncias químicas especiais chamados feromônios, os quais facilitam a comunicação. Algumas feromônios que os cães secretam na urina demarcam seu território contra invasão de outros cães. Durante o cio, as cadelas secretam feromônios que avisam aos parceiros em potencial de seu desejo de cruzar.

Alguns cientistas acreditam que o ser humano retém remanescentes de um sistema de feromônios. Muito embora, pouco se sabe sobre isso – algumas secreções como o suor e o ciclo menstrual podem ativar sensores internos sem que a pessoa saiba, isto é, os feromônios causam mudanças fisiológicas imperceptíveis no organismo. Mas até que ponto tais mudanças podem interferir no comportamento das pessoas, ainda permanece um mistério. Em linhas gerais, os feromônios são compostos químicos que envolvem a interação entre organismos de uma mesma espécie. Glândulas especializadas os eliminam para fora do corpo, o que os diferenciam dos hormônios(cuja ação é interna ao organismo). Há indícios de que o feromônio seja uma evolução do hormônio, mas nada comprovado.

O fato é que o cheiro exerce um papel fundamental nos processos de interação sócio-afetiva entre seres humanos. Por exemplo, bebês com menos de uma semana de idade podem distinguir entre o cheiro da própria mãe e o de estranhos. O olfato pode também atuar no comportamento sexual de homens e mulheres.

Alguma evidência desse fato provêm da especial sensibilidade de mulheres a compostos semelhantes a almíscar. Há muito tempo, acreditou-se que esses compostos eram secretados por homens sexualmente responsivos. E, muito apropriadamente, a sensibilidade da mulher atinge seu pico quando os hormônios sexuais femininos (estrogênios) atingem seu nível máximo, estando as mulheres mais propensas à fertilidade. As mulheres com ciclos menstruais regulares atingem um pico de produção de substâncias químicas similares durante a ovulação, mas de que forma essas substâncias afetam os machos da nossa espécie ainda é desconhecido.

A partir de todas essas informações, surge uma pergunta: como reconhecemos os cheiros, como definimos nossa predileção por determinados perfumes e repulsa por outros? Duas hipóteses são comumente usadas para responder a essa pergunta. A primeira é de ordem biológica, e diz respeito às características de sobrevivência de cada espécie.

Há em nós, seres humanos, uma tendência a evitar materiais com odores que acusam substâncias nocivas: alimentos estragados ou produtos gerados pela nossa digestão. A segunda é de ordem sociocultural. Psicologicamente falando, a identificação de um aroma – como o reconhecemos e o avaliamos – está intimamente ligada à história de vida de cada um. Nossas percepções quanto aos cheiros são diferentes, cada pessoa estabelecei uma relação própria com o aroma que está sentindo, e isso se dá em função das suas experiências pregressas envolvendo aquele cheiro específico. Podemos dizer que, muito do que definimos como aroma é memória afetiva. Tanto o olfato quanto o paladar se desenvolvem com o treino, quanto mais diferenciadas forem as experiências olfativas de uma pessoa, mais capacidade ela terá de distinguir cheiros. Por isso, nossa memória olfativa será tão extensa quanto a diversidade de cheiros que sentirmos ao longo da vida.

A relação entre cheiro e emoção pode ser entendida a partir da investigação do processamento das informações olfativas pelo sistema sensorial. Quando sentimos um aroma, de imediato as amígdalas trabalham e relacionam aquele odor à ação que está ocorrendo ou como nos sentimos naquele momento. O cheiro é, então, guardado na memória acompanhado da emoção/sentimento que estamos vivenciando naquele momento. Quando voltamos a sentir o mesmo cheiro, a memória afetiva é ativada, e a conexão entre o aroma e a emoção correspondente torna-se perceptível. É por isso que, às vezes, somos acometidos pela lembrança de uma situação passada na presença de determinados odores.

O interessante dessa relação entre cheiro, emoção e memória é que: como cada um de nós tem um cheiro próprio, e como cada interação com um outra pessoa nos provoca emoções, tendemos a associar à lembrança que temos de alguém a um odor específico. Assim, quando sentimos o cheiro que remete à emoção provocada por àquela pessoa, sentimos as mesmas emoções que tínhamos, ou temos, quando estamos com ela. Ou seja, é quase impossível dissociar cheiro de afeto!

Fonte: mundodossentidos.wordpress.com

Olfato

O olfato e o paladar fazem parte dos nossos sentidos, assim com a audição, a visão e o tato. Mas esses dois sentidos nos informam sobre a natureza química que nos cerca. As informações recolhidas pelo nosso nariz e boca seguem para o cérebro, onde são interpretadas. Apesar do paladar ser um pouco mais desenvolvido que o olfato, eles estão intimamente ligados.

O Olfato

Os cheiros das flores, dos perfumes e até mesmo de um bolo de chocolate só podem ser percebidos por causa do nosso nariz e do cérebro. O sentido responsável pela percepção dos odores é chamado olfato. Ele depende sobretudo da interação físico-química entre as moléculas presentes dissolvidas no ar que inspiramos e certos receptores que ficam dentro de uma pequena área do nosso nariz.

Esses receptores, quando estimulados, utilizam um processo chamado de transdução, ou seja, transformam a informação olfatória presente no ar inspirado em mensagens que são traduzidas em uma linguagem especial (impulso nervoso), capaz de ser compreendida pelo cérebro. Essas mensagens percorrem uma espécie de estrada formada por fibras nervosas, os axônios. No final dessa estrada estão as regiões do cérebro relacionadas com a sensação olfatória, onde as mensagens são processadas e interpretadas.

Que cheiro é esse?

A maioria das moléculas sentidas através do olfato, e que são chamadas odoríferas, é formada por compostos vegetais (frutos e flores), outros compostos resultantes do apodrecimento animal e vegetal, ou os produzidos por certas glândulas de animais, que servem como uma espécie de sinalizador. Através dos cheiros os bichos podem reconhecer e localizar alimentos, fugir de animais predadores e encontrar parceiros para o acasalamento. Nessa hora, os animais liberam uma secreção com algumas substâncias que atraem o parceiro, como os feromônios, por exemplo.

Mas nem todos os animais sentem os cheiros da mesma maneira. Os que possuem um sistema olfatório extremamente desenvolvido são chamados de hipermacrosmáticos, como, por exemplo, o ornitorrinco, o gambá, o canguru e o coala. O porco também tem um excelente olfato, embora menor que o grupo anterior. Ele e todos os animais carnívoros e ungulados (mamíferos cujos dedos têm cascos) são considerados macrosmáticos.

O sistema olfatório dos humanos e dos primatas é pouco desenvolvido, ou seja, nós e os macacos somos microsmáticos. Existem também alguns animais que não possuem esse sistema, como o boto e a toninha, que são anosmáticos.

Vários pesquisadores tentaram classificar os odores como fazem com o paladar.

Os odores primários seriam: canforáceo, almiscarado, floral, mentolado, etéreo, pungente e pútrido. Mas como há um número elevado de moléculas odoríferas e como o homem não tem um sistema olfatório bem desenvolvido, ficou difícil separar alguns tipos de cheiros bem próximos.

Diversos odores são utilizados pela indústria de cosméticos para o preparo de perfumes, cremes e xampus. Eles são produzidos a partir de associações de moléculas odoríferas em concentrações diferentes.

Se para a gente é difícil identificar os odores, para os cachorros essa é uma tarefa bem simples. O pastor alemão, por exemplo, tem cerca 2 bilhões de receptores olfatórios. Nós temos aproximadamente 40 milhões. Por isso, os pastores costumam ajudar os policias na localização de pessoas desaparecidas e no rastreamento de drogas ilícitas em aeroportos internacionais.

Um teste para o nariz

Apesar de não termos um excelente olfato, podemos testá-lo com algumas substâncias simples e conhecidas, como o tabaco e o café. Eles devem ser colocados em dois recipientes pequenos e escuros (para não serem vistos). Depois disso, pede-se que uma pessoa cheire um recipiente de cada vez e alternando as narinas.

Mas vale lembrar que não devemos utilizar substâncias que irritem a mucosa nasal, como, por exemplo, a amônia.

Existem doenças que podem levar à perda da sensação olfatória. Por isso, os testes realizados pelos médicos são muito detalhados e precisos. Algumas doenças podem lesar a própria mucosa e os receptores olfatórios; outras podem lesar as vias que projetam a sensação olfatória para o cérebro. Há também as que causam alucinações olfatórias, ou seja, uma pessoa sente certos odores, apesar de não estar na presença de qualquer molécula odorífera correspondente.

Fonte: cienciahoje.uol.com.br

Olfato

Olfato

O sentido de olfato é produzido pela estimulação do epitélio olfativo, localizado no teto das cavidades nasais.

O olfato humano é pouco desenvolvido em relação ao de outros mamíferos.

O olfato é um dos cinco sentidos básicos e refere-se à capacidade de captar odores com o sistema olfativo.

O epitélio olfativo humano contém cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada qual com seis pêlos sensoriais; um cachorro, tem mais de 100 milhões de células sensoriais, cada uma com pelo menos 100 pêlos sensoriais.

O epitélio olfativo é tão sensível que poucas moléculas são suficientes para estimulá-lo, produzindo a sensação de odor.

Fonte: www.webciencia.com

Olfato

O olfato apresenta grande diversidade anatômica e fisiológica no reino animal. No ser humano, por exemplo, carece da mesma importância que tem em muitas outras espécies, já que sua função é em parte suprida por outros sentidos. Nos cães o olfato é muito desenvolvido, enquanto em outros animais, como a maioria das aves, é atrofiado.

O sentido do olfato regula a percepção das substâncias voláteis e intervém, em maior ou menor medida, segundo as espécies, na busca de alimentos, no reconhecimento do território e na procura de parceiros para o acasalamento.

Anatomia comparada

Muitos animais inferiores detectam as substâncias químicas presentes no ambiente por meio de quimiorreceptores situados em diferentes partes do corpo. Nos vermes, por exemplo, não há distinção entre os receptores gustativos e olfativos, o que já não ocorre com os insetos. Os receptores olfativos desses animais situam-se nas antenas, que possuem poros cuticulares minúsculos por meio dos quais as ramificações dendríticas da célula sensorial são postas em contato com o ar.

Nos vertebrados, como o homem, o órgão olfativo se forma a partir de um espessamento epidérmico situado na região etmoidiana do crânio. O estímulo olfativo nesses animais ocorre somente depois que a molécula da substância é dissolvida no muco que recobre a membrana pituitária. Em muitos répteis e mamíferos existe, junto ao órgão olfativo principal, um órgão acessório, chamado órgão vômero-nasal de Jacobson, que se comunica com a cavidade bucal pelo canal de Sténon. As fibras de suas células sensoriais vão até o bulbo olfativo acessório. O órgão vômero-nasal é capaz de reconhecer os odores das substâncias presentes na cavidade bucal.

Morfologia e fisiologia do olfato humano

No homem, os receptores olfativos localizam-se na parte superior das fossas nasais, mais precisamente na chamada mucosa olfativa. Externamente, o órgão olfativo, que também intervém na função respiratória, é o nariz, estrutura muscular e cartilaginosa cuja base triangular é constituída pelas fossas nasais. Seu suporte ósseo é composto pelos ossos nasais da parte superior e, em sua seção central, consta de uma membrana cartilaginosa unida ao osso vômer, que separa as fossas. Em cada fossa nasal distinguem-se canais delimitados pelos chamados cornetos ou ossos turbinados -- inferior, médio e superior.

As vias nasais são recobertas pela mucosa olfativa

Os receptores olfativos situados nessa mucosa são células epiteliais específicas, ou células olfativas, de forma alongada, com a extremidade distendida e dotadas de pequenos cílios (em número de 6 a 12) que atravessam o muco que recobre o epitélio nasal. Cada célula olfativa se prolonga num axônio, que atravessa a lâmina crivada do osso etmóide do crânio para terminar no bulbo olfativo, onde ocorre a sinapse com os dendritos das células mitrais, que formam os glomérulos olfativos. Estas formações comunicam-se, por sua vez, com os centros olfativos do sistema nervoso central.

Para que a mucosa olfativa seja impressionada adequadamente, a substância odorante deve ser volátil a tal ponto que suas moléculas se desprendam e sejam carregadas para dentro das narinas pela corrente de ar. Além disso, a umidade da mucosa nasal precisa manter-se dentro de determinados limites.

Devido à comunicação das fossas nasais com a faringe -- através das aberturas posteriores ou cóanos, que compõem a rinofaringe -- e com o órgão auditivo através da trompa de Eustáquio, as doenças que afetam o sentido do olfato são tratadas pela otorrinolaringologia, disciplina médica que atua sobre esse conjunto fisiológico e sensorial.

Efeitos sobre o comportamento

O reconhecimento de amigos ou inimigos por insetos sociais depende freqüentemente do sentido do olfato. O efeito do cheiro sobre o comportamento sexual das mariposas, por exemplo, pode ser explicado fisiologicamente pela produção de uma substância chamada feromônio nas fêmeas, para a qual os machos têm um receptor olfativo especialmente sensível. As próprias fêmeas, porém, não são capazes de reconhecer o cheiro da substância.

Os mamíferos também são atraídos sexualmente pelo cheiro. Nos seres humanos, os perfumes sexualmente mais provocantes apresentam uma elevada concentração de almíscar ou imitação artificial desse odor. O almíscar genuíno deriva das glândulas sexuais do almiscareiro e é quimicamente semelhante aos hormônios sexuais humanos. A sensibilidade ao cheiro na espécie humana varia em função do ciclo menstrual feminino.

Fonte: biomania.com.br

Olfato

Cheirinho de pipoca no ar do parque... é de deixar qualquer um com água na boca! Difícil é resistir.

Nós também conhecemos o mundo pelos cheiros, usando o nariz, e pelos sabores, dentro da boca.

Os urubus usam o olfato para saber se o bicho que eles estão comendo foi picado por uma cobra e, com isso, a carne estará envenenada.

As comidas estragadas têm um cheiro horrível para nós - é o alarme do nosso corpo para saber que não devemos comê-las.

E se por acaso colocamos uma coxinha estragada na boca, sentimos um gosto horrível.

É mais um alarme: desta vez, o paladar avisa que aquela comida vai nos fazer mal.

Olfato (cheiro) e paladar (gosto) trabalham em cooperação.

Os bichos também usam o cheiro para saber se outros bichos estão por perto. E os adultos usam perfume para os outros acharem gostoso ficar perto deles.

Em cidades grandes, o olfato é maltratado pela fumaça dos carros e das fábricas.

Não é à toa que registramos esses cheiros como ruins: a fumaça faz mal para nosso corpo.

Você sabe como funciona o "cheirador" ? Ele é como uma caverna...

COMO FUNCIONA O "CHEIRADOR"

O nariz é como uma caverna, com as paredes recobertas de muco (aquela coisa verde que sai quando você fica gripado).

No teto dessa caverna ficam as membranas olfativas, que captam os cheiros que entram pelo nariz.

Logo acima das membranas estão os nervos olfativos, que mandam as informações sobre os cheiros para o bulbo olfativo. Ele vai contar o que sentiu para o cérebro.

Se você sente um cheirinho bom de comida, como o aroma de pipoca no parque, fica com água na boca.

Ou melhor: saliva, que seu cérebro manda produzir porque sabe que você vai comer, logo logo. A saliva ajuda na digestão. Na verdade, sentindo o cheiro de uma comida que você gosta, você já consegue até lembrar do gosto dela...

Fonte: www.canalkids.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal