
Ave muito interessante e com características peculiares é tida pelo povo grego como a ave da sabedoria. Outros povos porém, acham que causa azar e arrepios seu canto quando rasga o silêncio noturno. Dizem ainda que é sinal de mal agouro e que o seu canto está pressagiando alguma tragédia, o que é pura crendice popular, pois o que se sabe é que as corujas são muito úteis ao homem predando pragas nas lavouras e controlando a população de ratos ao redor das cidades e no campo. A coruja buraqueira possui este nome pois vive em buracos cavados no solo. Embora ela seja capaz de cavar sua própria cova, vive em buracos abandonados por tatus, cachorro de pradaria e tocas de outros animais.
Nome Popular: Coruja-buraqueira
Nome Científico: Speotyto cunicularia
Ordem: Strigiformes
Família: Strigidae
Gênero: Speotyto
Espécie: Cunicularia
A observação das presas se dá no alto de árvores ou em mourões de cercas nos pastos e até durante o vôo silencioso, quando fazem uma varredura na área de caça. Quando um alvo é avistado a coruja voa silenciosamente até ele, mantendo sua cabeça em linha reta ao alvo, quando então a joga para trás e empurra suas garras para frente a fim de prender seguramente sua presa. A coruja buraqueira come pequenos roedores (ratos), insetos e cobras. A força do impacto é violenta e certeira não dando chances à presa. São aves principalmente crepusculares (ativo ao entardecer e amanhecer), mas, se preciso, caçam ao longo de 24 horas.
No Brasil seu habitat é o cerrado e campos em toda extensão do país. Há 34 espécies de corujas ao longo do território brasileiro e a coruja-buraqueira é uma delas, sendo uma das espécies mais comuns de nossa fauna. É uma ave altamente especializada na caça e ao mesmo tempo muito tímida e de extrema beleza e importância para o equilíbrio dos ecossistemas.
É uma ave tímida e, por isso, vive em lugares sossegados. Durante o dia ela cochila no seu ninho ou toma sol nos galhos de árvores. Tem vôo suave e silencioso.

Mede em torno de 20-30 cm com envergadura de 50-61cm e pesando em média 170g. Com peito branco e plumagem amarelada o macho é ligeiramente maior que a fêmea, possuem cabeça arredondada, com olhos grandes e amarelos.
A coruja-buraqueira tem a visão 100 vezes mais aguçada que a do homem e seus olhos estão dispostos frontalmente, como os do ser humano. Quando necessita olhar algum objeto ao seu redor gira o pescoço em um ângulo de até 270 graus, aumentando assim o seu campo visual.
Essa disposição frontal, proporciona à coruja uma visão binocular (enxerga um objeto com ambos os olhos e ao mesmo tempo), isso significa que a coruja pode ver objetos em três dimensões, ou seja, altura, largura e profundidade. Pode julgar distâncias similares ao ser humano e seu campo visual é de 110 graus, sendo 70 graus de visão binocular. Os olhos da coruja-buraqueira são bem grandes, em algumas espécies de corujas até maiores que o próprio cérebro, a fim de melhorar sua eficiência em condições de baixa luminosidade, captando e processando melhor a luz disponível.
Além de sua privilegiada visão, a coruja-buraqueira é dona de uma audição potentíssima, conseguindo localizar e abater sua presa com apenas este sentido.

O período reprodutivo da coruja-buraqueira começa nos meses de março e abril, os ninhos são feitos no solo, aproveitando antigas tocas de tatus ou simplesmente promovem a abertura de novos ninhos, num trabalho revezado entre o casal.
Os ninhos são escavados com os pés e bicos, formando uma galeria horizontal de até 3 m de profundidade por 30cm-60cm de largura. Em média botam de 6 a 12 ovos, que são incubados por 28 dias pela fêmea; fica por conta do macho proteger o ninho e procurar alimento para toda a prole. Com 14 dias os filhotes já ficam empoleirados na saída da cova, aos 44 dias saem do ninho e com 60 dias estão caçando pequenos insetos.
Fonte: www.ecosurf.com.br

A Coruja-buraqueira (Speotyto cunicularia, anteriormente Athene cunicularia, com o significado do nome científico cunícularia, "pequeno mineiro") recebe esse nome, pois vive em buracos cavados no solo; embora seja capaz de cavar seu próprio buraco, prefere os buracos abandonados de outros animais, é uma coruja terrícola e de hábitos diurnos embora tendam a evitar o calor do meio-dia; ocorre do Canadá à Terra do Fogo, bem como em quase todo o Brasil mas com a exceção da bacia Amazônica. Tais aves chegam a medir até 27 cm de comprimento. Vivem no mínimo 9 anos em habitat selvagem e 10 em cativeiro. Coloca geralmente 6 a 12 ovos.
Costumam viver em campos, pastos, restingas, desertos, planícies, e aeroportos, os predadores documentados dessa coruja incluem texugos, serpentes, doninhas. Também são conhecidas pelos nomes de 'caburé-de-cupim, caburé-do-campo, coruja-barata, coruja-do-campo, coruja-mineira, corujinha-buraqueira, corujinha-do-buraco, corujinha-do-campo, guedé, urucuera, urucuréia e urucuriá.
A coruja Buraqueira é pequena, quando adulta chega a medir 23 cm a 27 cm, pesa 170g a 214g, tem uma envergadura de 53 cm a 61 cm; têm a cabeça redonda, seus olhos são amarelos brilhantes, seu bico é acinzentado, asas são geralmente marrons com várias manchas amarelas, algumas de suas características como cor dos olhos, e bico podem variar dependendo da subespécie, seus pés são longos e cinzentos apropriados para andar e funcionar, anda geralmente marchando, têm o costume de ficar sobre uma perna, possui uma cauda curta. Sua visão e vôos suaves são adaptados para caça, enxergam 100 vezes mais que o ser humano e também tem uma ótima audição. Para observar alguma coisa ao seu lado gira o pescoço em um ângulo de até 270 graus, aumentando assim o seu campo visual, ela tem que virar a pescoço, pois seus grandes olhos estão dispostos lado a lado num mesmo plano. Essa disposição frontal, proporciona à coruja uma visão binocular (enxerga um objeto com ambos os olhos e ao mesmo tempo), isso significa que a coruja pode ver objetos em três dimensões, ou seja, altura, largura e profundidade. Não possuem topetes na orelha, têm um disco facial aplainado. Sua sobrancelha é branca, possui um "'remendo'" branco no queixo, que se assemelha a uma boca grande desenhada.

Além de ser uma coruja Tímida está fazendo pose para uma foto
As corujas adultas são magras e aprumadas com cor forte, têm o peito e a barriga com coloração parda, traços cor de terra, variações de marrom, que lembram machas e barras. As corujas jovens são similares na aparência, mas são gorduchinha, desengonçada, com as penas descabeladas, e coloração leve, seu peito é totalmente branco, sem as variações marrons, possuem uma barra amarela passando por toda asa superior. Os machos e as fêmeas são similares no tamanho e na aparência, entretanto os machos adultos são ligeiramente maiores, e as fêmeas normalmente, mas escuras que o macho. O maior inimigo da coruja buraqueira é o homem, visto que, por ser uma ave de rapina, essa espécie quase não tem predadores naturais. Entretanto, o danoso trânsito de carros bugres sobre a vegetação da praia é o principal fator da destruição da coruja buraqueira, juntamente com outras espécies da fauna da praia que compõem a cadeia alimentar. Pois ao passarem sobre a "boca" dos ninhos, esses veículos soterram o túnel matando mãe e filhotes asfixiados debaixo da camada de areia em que se encontram.
O seu chamado assemelha-se a “uhú uhú”, é associado como defesa de território , e é freqüentemente determinado por machos adulto para atrair uma fêmea, a uma cova promissora. Eles também fazem outros sons que são descritos como pancadas e gritos. Quando as buraqueiras emitem esses sons normalmente estão movimentando a cabeça, para baixo e para cima. Os filhotes também emitem sons, quando perturbados produzem um som que lembra que o de uma cascavel, espantando assim os predadores.

Em um de seus típicos passeios
A Coruja-buraqueira utiliza um buraco não somente para assentamento, mas para descansar, esconder-se, como um refúgio durante o dia e construir ninhos, ‘‘normalmente são ocupadas por um casal’’. É uma coruja tímida, mas é ligeiramente tolerante a presença humana. Cava seus próprios buracos com a ajuda dos pés e do bico, ficando até mesmo toda suja na construção da toca, mas ela prefere os buracos já feitos, abandonados por outros animais como os de tatus, cachorros da pradaria, texugos ou esquilos de chão. Na chegada da primavera, a buraqueira macho escolhe ou escava um buraco, normalmente em regiões de capim baixo, onde prenda com facilidade insetos e pequenos roedores no solo. O casal se reveza, alarga o buraco, cava uma galeria horizontal usando os pés e o bico e por fim forra a cavidade do ninho com capim seco. As corujas foram relatadas em colônias, havendo uma área pequena de buraco para buraco. Tais agrupamentos podem ser uma resposta a uma abundância de buracos e alimento, ou uma adaptação para a defesa mútua. Os membros da colônia podem alertar-se à aproximação dos predadores e juntar-se e dirigir-se fora. Essas corujas têm o costume de coletar uma larga variedade de materiais para revestir seu ninho alguns dos quais é deixado ao redor da entrada para a cova. O material mais comum é o estrume (de vaca ou de cavalo, embora no passado talvez fosse de búfalo ou de antílope) para colocá-lo dentro da câmara do ninho e em volta da entrada. Acreditava-se que a coruja fazia isso para encobrir o cheiro dos ovos e dos filhotes, a fim de protegê-los de predadores, como os texugos americanos. No entanto, foi descoberta uma utilização mais nutritiva e criativa. As pelotas regurgitadas das corujas, em cujas covas existe estrume contêm dez vezes mais besouro do estrume do que as das corujas que não usam estrume. Isso ocorre porque os besouros, cuja própria atividade nidificadora consiste em achar estrume para depositar seus ovos, acabam sendo atraídos pelas buraqueiras. Assim, o estrume proporciona alimento fácil para as fêmeas incubadoras e, é claro, também para os próprios machos, que passam a maior parte do tempo protegendo os buracos dos ninhos e por isso não têm oportunidade de caçar. Esse esterco também serve para ajuda a controlar o micro clima dentro da cova, não o deixando-a quente de mais.
A dieta é altamente variável, mudando de hábito com a posição e a época do ano determina e a disponibilidade do habitat; incluem pequenos mamíferos como os ratos, pequenos pássaros, serpentes, lagartos, rãs, insetos, répteis, peixes e escorpiões. Mas as corujas comem principalmente insetos grandes como o gafanhoto , ao contrário de outras corujas, também comem frutas e sementes. Por alimentar-se de insetos e pequenos roedores como os ratos, é muito útil ao homem, beneficiando-o na agricultura, e sendo importante controladora da densidade populacional de roedores. A maioria de sua caça é ‘‘crepuscular’’, caçar insetos na luz do dia e mamíferos pequenos na noite, caça a vôo, e ás vezes perseguem sua presa a pé. Mas caçará durante todo um período de 24 horas, especialmente quando tiver nenéns para alimentar. Estas corujas são completamente versáteis nas maneiras que capturam a presa, usam estratégias diferentes conforme a presa, a estratégia mais comum é caçar insetos andando, pulando ou com vôos curtos a partir do chão usa seus pés para capturar insetos grandes no ar, próximo a toca. Para caçar presas maiores fica empoleirada em cercas ou grandes cupinzeiros e "mergulha" sobre a vitima.
A estação de reprodução começa entre Março ou Abril. As Corujas buraqueiras são normalmente monógamas, mas ocasionalmente um macho terá duas companheiras.
O ninho favorito da buraqueira são aqueles que estão nos locais relativamente arenosos, áreas com vegetação baixa, elas também se procriam em gramado aberto ou pradaria, mas elas podem adaptar ocasionalmente a outras áreas abertas como aeroportos, campos de golfe, e campos agrícolas. Em um buraco que escava, de 1,5m a 3m de profundidade e 30 cm a 90 cm de largura sob a terra, aonde põe de seis a doze ovos brancos redondos. Nessa época os pais tornam-se agressivos, investindo contra qualquer animal que se aproxima da toca, seja ele um cachorro, gato ou até mesmo um homem. As covas onde as corujas se aninham são subterrânea e longa; podem ser criadas por outros animais. Se as covas são indisponíveis e a terra não é dura ou rochosa, as corujas escavam o próprio buraco. Elas também aninham em estruturas rasas, subterrâneas, artificiais que têm acesso fácil à superfície.
A fêmea botará um ovo a cada 1 ou 2 dias até que ela complete uma postura que pode consistir em 6-12 ovos (normalmente 9). Ela incubará os ovos então durante 28 a 30 dias enquanto o macho traz a comida dela. Enquanto a maioria dos ovos chocará, só dois a seis pintinhos normalmente sobrevivem para deixar o ninho. Depois que os ovos chocarem ambos os pais alimentarão os pintinhos, que vão de 2 a 6, são criados nas tocas. Quatro semanas depois de chocar, os pintinhos podem ser vistos empoleirando a entrada da cova, esperando os pais que trarão a comida, aos 44 dias saem do ninho podem também fazer vôos curtos e começar a deixar a cova do ninho, e com 60 dias estão caçando pequenos insetos que são atraídos ao redor do ninho pelo estrume acumulado. Os pais ainda ajudarão alimentando os pintinhos durante 1 a 3 meses.
Taxas de fidelidade parecem variar entre populações. Em alguns locais, corujas freqüentemente usam o mesmo ninho por vários anos seguidos. Corujas em populações do norte migratórias são menos prováveis de voltar à mesma cova todos os anos. Também, como com muitos outros pássaros, as corujas femininas são mais prováveis dispersar para um local diferente que a coruja masculina.
Fonte: pt.wikipedia.org