
O Reino Agni, ou Indénie, se desenvolve na grande floresta. Aqui, a história é irmã do maravilhoso, já que estes pequenos reinos possuem mil lendas: por que os moradores de Soko vivam junto com macacos sagrados? Qual é a história do rio de peixes sagrados de Sapia?
Em Abengourou, o Rei dos Agnis recebe na sua residência tradicional, erguida em 1882. Em Zaranou, um chefe Agni concede o privilégio de assistir com ele e sua corte às danças reservadas aos visitantes.
Os artesões Agnis realizam tapeçarias estilizadas (Abengourou), pequenas estátuas, objetos de bronze e roupas ricamente tecidas.
No limite entre floresta e savana, este povo de agricultores fez da região central o pulmão econômico do país.
Nas encostas do Monte Kokoumbo Boka, subsistem ainda os garimpos de onde vinha o ouro que deu a prosperidade aos Baoulés e favoreceu o desenvolvimento de um artesanato muito refinado: Batiks, pesos Akan, estátuas da fecundidade, máscaras de madeira esculpida, jóias de ouro. Yamoussoukro: aldeia natal do falecido presidente Houphouët-Boigny.
Capital administrativa e política desde 1983.
A cidade é uma aposta; arquitetura futurista, mármore cor-de-rosa do Hotel President (rede Inter Continental), que domina um dos mais belos campos de golfe do mundo, universidades e grandes escolas...
A basílica da floresta: extraordinária, de cortar o fôlego! É uma primeira mundial pelas dimensões, pelas tecnologias utilizadas e por seus imensos vitrais tradicionais.
Nossa Senhora da Paz é um símbolo da fé, da paz e do turismo marfinense.



No clima seco do norte, a terra vermelha da savana é pontuada de aldeias de casas arredondadas, com magníficas portas de madeira esculpida.
É a região da harmonia, regida pelo Poro, a iniciação longa e complexa que, em sete anos, faz de uma criança um homem pleno.
Fora do bosque sagrado, é a aparição de máscaras extraordinárias, preocupantes ou engraçadas, sempre insólitas e acompanhadas do som melodioso dos balafons. Mundialmente reconhecido, o artesanato Sénoufo é rico de seus tecidos pintados de Korhogo, de suas estátuas de linhas depuradas, de suas máscaras policromas e de sua louça de barro.





No oeste, na suavidade do clima montanhoso, é o surpreendente país dos Yacoubas, ou Dans. Man, a cidade das 18 montanhas, repousa num estojo de natureza e cachoeiras, com suas fabulosas pontes de cipó, cuja realização continua inexplicada. A fascinante seita do Gor, seus grandes iniciados que têm o poder de ficar invisíveis ou de metamorfosear-se em leopardos, os acrobatas mascarados que evoluem sobre imensas pernas de pau, as mocinhas que voam graciosamente por cima dos punhais afiados dos dançarinos...
Roupas tecidas, cestas, escultura de madeira, máscaras Dans são as principais produções artesanais do país Yacouba.

Reservas de fauna e flora, parques nacionais: mais de 2 milhões de hectares protegidos
Nas paisagens de savana onde as florestas se desenvolvem aos longos dos vales
e rios, as reservas abrigam as grandes espécies africanas: elefantes, búfalos,
antílopes, macacos, leões e panteras, hienas, mangustos, crocodilos, hipopótamos
e inúmeros pássaros.
Ao norte da Côte d'Ivoire, é o mais importante pela superfície, 1,15 milhão de hectares e 500 km de pistas, mas também pela diversidade de seus animais
Seus 330 mil hectares se estendem ao oeste, entre Guiglo e Tabou. É a última floresta primária da África. Ela figura ao patrimônio mundial da Unesco. Taï possui animais raríssimos como o hipopótamo-anão. É um exemplo de tudo que foi o sul da Côte d'Ivoire; uma catedral de verdura cuja folhagem parecia tocar o céu, e que o próprio sol não ousava penetrar.
Na periferia de Abidjan, uma magnífica floresta primária de 3 mil hectares onde se encontram ainda algumas espécies majestosas da floresta tropical densa.
100 mil hectares ao norte da estrada Yamoussoukro-Daloa, tanto de savana quanto de floresta.
Conhecido por sua flora de montanha e sua floresta primária, seus 34 mil hectares se estendem a mais de 1.000 metros de altitude.
Seus 17 mil hectares possuem um ecossistema muito particular de pantanais. É muito difícil a penetrar, mas pode ser sobrevoada, a partir de Kosrou, com uma vista extraordinária de Grand-Lahou.
Ao norte de Man e ao oeste do rio Sassandra. Seus 95 mil hectares comportam 14 picos de mais de 1.000 metros. Ele é coberto de uma flora magnífica, e de vários animais.
De organização recente, seus 21 mil hectares de colinas, savanas e florestas-galerias ao longo do rio Kan são excepcionais. Além das espécies tradicionais, ele mostra rinocerontes e girafas.
Vacinas: é fortemente recomendada a vacina contra a febre amarela, exceto para crianças até 1 ano.
A unidade monetária é o franco CFA. 100 Francos CFA = 1 Franco francês (taxa fixa). O franco CFA só é transacionável na "zona franco".
Existe uma ligação ferroviária entre Abidjan e Uagadugu (Burkina Faso), passando, em território marfinense, por Agboville (82 km de Abidjan), Dimbokro (183 km), Bouaké (316 km), Katiola (371 km) e Ferkéssédougou (599 km).
A Côte d'Ivoire conta com mais de 60 mil km de estradas, cuja 5,5 mil asfaltadas. A malha é, a princípio, orientada Sul-Norte, com transversais ligando os diferentes eixos. Recentemente, foi inaugurada a estrada costeira entre Abidjan e Tabou.
Há duas estações chuvosas. A grande, de maio a julho, e a pequena, em outubro e novembro. A grande estação seca se inicia em dezembro e acaba no final de março. As temperaturas variam pouco no tempo e no espaço (de 21º a 35º).
A população é de 15,8 milhões de habitantes, dos quais 26,6% são alogenos. Os principais grupos étnicos são os Akan (centro, suleste e leste), os Krou (sudoeste), os Mandé (noroeste), os Dioula e os Sénoufo (norte), e os Wè (centro e centroeste), que reúnem mais de sessenta etnias. O idioma oficial é o francês, mas existem quase tantas línguas quanto de etnias.
Animista (55%), muçulmana (25%), cristã (20%).

Os pesos da tribo Akan para pesar o ouro são pequenas figurinhas de bronze, latão, cobre, prata ou mesmo ouro, usadas para estimar os valores ponderais das diferentes quantidades de pó de ouro (moeda de câmbio) trocadas nas transações comerciais.

Estes pesos figurativos reproduzem fielmente a imagem dos principais elementos do universo sociocultural e meio-ambiental: elementos da fauna, da flora, os humanos de todas as condições sociais nas suas atividades do dia-a-dia e, enfim, os elementos do mundo mineral.

Estes pesos são também chamados de pesos-provérbios.
Vários símbolos, máximas provérbios podem ser relacionados com uma mesma figurinha. Existem dezenas de figurinhas e, consequentemente, centenas de provérbios.

Eis cinco exemplos, com o provérbio em francês, uma tentativa de tradução em português, e uma explicação do professor universitário e etnógrafo marfinense Georges Niangoran-Bouah, da Universidade de Abidjan:
1. O peixe-serra. "Quand le poisson-scie coupe un autre poisson en deux, il n´emporte que la partie caudale".
Tradução: Quando o peixe-serra corta um outro peixe em dois, ele só leva a parte caudal.
Explicação: o importante é a marca ou o signo distintivo de alguém ou de alguma coisa.
(Esta figura serve de efígie a uma moeda corrente do Banco Central dos Estados da África do Oeste).
2. O crocodilo. "Le morceau de bois qui séjourne dans l´eau ne devient jamais un grand crocodile".
Tradução: Um pedaço de madeira, mesmo ficando por muito tempo na água, nunca vira um grande jacaré.
Explicação: Um adulto que mora por muito tempo no exterior deve guardar os costumes de vida de sua raça, sua etnia e seu país.
3. O sapo. "C´est après as mort que l´on voit la taille du crapaud".
Tradução: É após sua morte que se vê o tamanho do sapo.
Explicação: É nas horas difíceis ou incomodas que se aprecia o valore real
de um indivíduo.
4. A tartaruga. "L´enfant qui joue avec la queue de la tortue se fait toujours pincer les doigts".
Tradução: A criança que brinca com o rabo da tartaruga
sempre vai ter seus dedos beliscados.
Explicação: Quando a tartaruga deixa seu rabo a mostra, é que ela quer fazer
o mal.
5. O búfalo. "Je suis frère jumeau du boeuf; pour nous distinguer, les parents ont applati mes cornes".
Tradução: "Sou irmão gêmeo do boi; para nos diferenciar,
nossos pais achataram meus chifres.
Explicação: Não tem, no mundo, dois indivíduos iguais !
Fonte: www.cotedivoire.org.br

Bandeira da Costa do Marfim
Nome oficial: República da Costa do Marfim (République
de Côte-d'Ivoire).
Nacionalidade: marfinense.
Data nacional: 7 de dezembro (Independência).
Capitais: Abidjan (sede do governo), Yamoussoukro (administrativa).
Cidades principais: Abidjan (2.168.000) (1990); Bouaké (329.850),
Daloa (121.842), Korhogo (109.445), Yamoussoukro (106.786) (1988).
Idioma: francês (oficial), diula, baulê.
Religião: islamismo 38,7%, cristianismo 26,1% (católicos
20,8%, protestantes 5,3%), animismo 17%, ateísmo 13,4%, outras 4,8% (1988).
Localização: oeste da África.
Hora Local: + 3h.
Área: 322.463 km2.
Clima: subequatorial de floresta (S), tropical úmido (NO),
tropical seco (NE - savana e floresta clara).
Área de floresta: 55 mil km2 (1995).
Total: 14,8 milhões (2000), sendo bauleses 23%, betes 18%,
senufus 15%, mandingas 11%, outros 33% (1996).
Densidade: 45,9 hab./km2.
População urbana: 45% (1998).
População rural: 55% (1998).
Crescimento demográfico: 1,8% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 5,1 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 46/47 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 87 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 53,2% (2000). IDH (0-1): 0,420 (1998).
Forma de governo: República presidencialista (ditadura
militar desde 1999).
Divisão administrativa: 16 regiões subdivididas em departamentos.
Principais partidos: União dos Republicanos (RDR), União
Democrática Africana (RDA), Frente Popular Marfinense (FPI).
Legislativo: não há.
Constituição em vigor: 2000.
Moeda: franco CFA.
PIB: US$ 11 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 26% (1998).
PIB indústria: 23% (1998).
PIB serviços: 51% (1998).
Crescimento do PIB: 3,5% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 700 (1998).
Força de trabalho: 6 milhões (1998).
Agricultura: cacau, café, látex, palmito, banana, abacaxi,
fibra e semente de algodão, fruto de palma.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 67,1 mil t (1997).
Mineração: petróleo, diamante, ouro, gás natural. Reservas
não exploradas de minério de ferro, manganês e bauxita.
Indústria: alimentícia (principais: cacau, café, palmito
e peixe), têxtil (algodão), refino de petróleo.
Exportações: US$ 4,1 bilhões (1998).
Importações: US$ 2,8 bilhões (1998).
Parceiros comerciais: França, EUA, Holanda (Países Baixos),
Gana, Itália, Burkina Fasso.
Efetivo total: 8,4 mil (1998).
Gastos: US$ 116 milhões (1998).
Fonte: www.portalbrasil.eti.br