
A cotovia-de-poupa é uma espécie que se encontra bem distribuída por toda a Europa. Tem um bico castanho claro, comprido e encurvado e uma cauda curta arruivada na parte exterior.
A parte superior do corpo é malhada de castanho e castanho amarelado, sendo o peito e o abdómen mais claros. Chega a medir 17 cm de comprimento, e voa sozinha ou em grupos que não ultrapassam os 10 indivíduos.
Alimenta-se de sementes e insectos e nidifica entre Abril e Junho numa cova no chão. Põe entre 3 a 5 ovos de cor branco sujo com manchas castanho avermelhadas, que são incubados pela fêmea durante 12/13 dias.
Fonte: www.bragancanet.pt

Chova ou faça sol, as cotovias gostam de cantar, e seu canto, muitas vezes descrito pelos poetas, dura vários minutos sem interrupção. Mas esse pássaro marrom tem muitos inimigos. Apesar de sua plumagem, que o torna praticamente invisível sobre a terra, é frequentemente vítima de animais carnívoros e aves de rapina. Em alguns países europeus, a cotovia é considerada como caça e o homem é mais um item em sua lista de inimigos.
A cotovia ocorre em toda Europa e em regiões da Ásia e do norte da África. Também foi levada para o Novo Mundo.
Voa bem e é igualmente ágil no solo. Sua dieta é mista,
abrangendo tanto insetos como sementes. Durante a estação de
acasalamento, os machos se tornam muito agressivos e ocorrem freqüentes
disputas entre rivais.
A fêmea faz o ninho no chão, em campo aberto ou em pântanos.
Põe de 2 a 6 ovos e os choca durante quinze dias. Os filhotes são
alimentados pelo casal de pais. Deixam o ninho depois de uma semana, antes
de terem aprendido a voar. Existem cerca de 75 espécies de cotovia
em todo o mundo.
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Família: Alaudidae
Comprimento: até 18 cm
1 ninhada de 2 a 6 ovos por ano
Pequeno tufo ou crista
Cauda comprida
Garras bem compridas.
Fonte: www.achetudoeregiao.com.br
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeri
Família: Alaudidae

Alaudidae (cotovia) é um nome genérico dado a várias aves passariformes que constituem a família Alaudidae. São aves essencialmente do Velho Mundo, com excepção de uma única espécie, a Eremophila alpestris que também habita a América do Norte. Por vezes o nome cotovia é usado para aludir exclusivamente à cotovia-comum.
A maioria reside na parte mais ocidental da sua área de distribuição. As cotovias que vivem na parte mais oriental têm movimentos migratórios mais acentuados em direcção ao sul, durante o inverno. As aves que vivem na área médio-ocidental da área referida movem-se também na direcção de terras baixas e zonas costeiras durante a época fria. Habitam preferencialmente espaços abertos, cultivados ou baldios.
São conhecidas pelo seu canto característico. O seu vôo é ondulante, caracterizado por descidas rápidas e ascensões lentas alternadas. Os machos elevam-se até aos 100 metros ou mais, até parecer apenas um ponto no céu onde descreve círculos e continua a cantar.
É difícil de distinguir no chão devido ao seu dorso acastanhado com estrias escuras. O seu ventre é pálido, com manchas alvacentas.
Alimenta-se de sementes. Na época do acasalamento acrescenta ao seu regime alimentar alguns insectos.
A cotovia foi também o nome informal da V Alaudae, uma legião romana recrutada por Júlio César.
Embora recebendo todas a designação de cotovia, há muitas espécies desta ave, reunidas em vários géneros.
Eles são:
Mirafra
Pinarocorys
Heteromirafra
Certhilauda
Chersomanes
Eremopterix
Ammomanes
Alaemon
Ramphocoris
Melanocorypha
Calandrella
Spizocorys
Eremalauda
Chersophilus
Galerida
Pseudalaemon
Lullula
Alauda
Eremophila
A cotovia tem sido muito utilizada em canções e em poemas (é o nome de uma editora portuguesa especializada em poesia).
Na peça de William Shakespeare, Romeu e Julieta, os dois amantes, depois de uma noite de amor, discutem se o pássaro que ouvem lá fora é a cotovia ou o rouxinol, preferindo este último, que canta durante a noite, enquanto a cotovia anuncia o dia e, com ele, a separação dos amantes.
São Francisco de Assis tinha nas cotovias suas amigas prediletas na natureza, as chamava irmãs cotovias, a literatura franciscana é repleta de citações destes pássaros.
Uma ode, de Percy Bysshe Shelley sobre a cotovia inicia-se com uma frase bem conhecida do público anglófono:
Hail to thee, blithe spirit!
Bird thou never wert!
Avé, alegre espírito!
Tu que nunca foste pássaro!
Na obra Les Miserables de Victor Hugo, o autor conta em determinado trecho a história de uma linda menina (Cosette) que após ser deixada aos cuidados de uma família má, devido aos maus tratos e trabalhos forçados, adquire um aspecto doente e fica muito magra, devido a isto as pessoas que a conhecem começam a chamá-la Cotovia.
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Fonte: pt.wikipedia.org