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Couve-Flor

Couve-Flor

1 - INTRODUÇÃO

A couve-flor é uma hortaliça plantada em várias partes do mundo, sendo que no Brasil é mais cultivada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

No Estado de São Paulo, as principais regiões produtoras situam-se em locais de clima mais ameno, principalmente alguns municípios da Divisão Regional Agrícola (DIRA) de Sorocaba e Campinas, situados em zonas serranas.

Atualmente, devido à existência de cultivares adaptados às condições mais quentes do ano, pode-se produzir essa hortaliça durante o ano todo.

2 - CLIMA E SOLO

A couve-flor é uma planta exigente em relação às condições climáticas, sendo que primitivamente os cultivares disponíveis somente se adaptavam às condições amenas e de inverno. Através do melhoramento genético, conseguiu-se obter cultivares que apresentam condições de produção adequada em climas mais quentes; entretanto, deverão ser utilizados somente sob essas condições.

A couve-flor é exigente em termos de condição edáfica preferindo solos areno-argilosos, com bom teor de matéria orgânica, boa disponibilidade de macro e micronutrientes, principalmente, e com o pH variando de 6,0 a 6,8.

3 - CULTIVARES

Como foi dito anteriormente, dispõe-se hoje de um grande número de cultivares que podem ser reunidos em dois grupos:

Cultivares de inverno

Teresópolis, Teresópolis Precoce, Rio Grande, Bola de Neve, Gigante de Nápolis, Matra, Pé Curto e Snow Ball, híbridos: Benus, Nádia, Shiromaru III, Silver Streak, Suprimax, Tolma e Yuki.

Cultivares de verão

Piracicaba Precoce, Santa Eliza n° 2, Híbrido Jaraguá, Híbrido Shiromaru I, Híbrido Miyai, Híbrido Mogiana Super, Híbrido Rami, Híbrido Sabina, Híbrido Shiromaru II, Híbrido Vega e Híbrido Verona.

4 - PREPARO DO TERRENO

Com uma antecedência de três meses do plantio, faz-se uma aração profunda para incorporação dos restos da cultura anterior e da metade da quantidade de calcário recomendada para a calagem.

Após essa aração faz-se uma gradagem para incorporação da segunda metade do calcário.

Cerca de 15 dias antes do plantio faz-se uma segunda gradagem, estando após essa operação o terreno em condições de receber sulcos para o transplante das mudas.

5 - CALAGEM E ADUBAÇÃO

Deve-se aplicar calcário para elevar a saturação de bases (V%) a 80%, sempre que a análise do solo indicar teor abaixo de 70%, e o teor de Mg a um mínimo de 8 mmolc/dm3.

Para a adubação orgânica recomenda-se aplicar de 40 a 60 t/ha de esterco de curral curtido, sendo que as quantidades maiores devem ser aplicadas em solos mais arenosos. Poderá seu usado outro adubo orgânico, respeitando-se a relação entre esse adubo e o esterco curral.

Para a adubação mineral recomenda-se:

a) No plantio

60 Kg/ha de N, 300 a 800 Kg/ha de P2O5 e 150 a 300 Kg/ha de K2O e 1 a 4 Kg/ha de B, conforme análise de solo, e ainda, 30 a 60 Kg/ha de S.

b) Em Cobertura

150 a 200 Kg/ha de N e 60 a 120 Kg/ha de K2O, parcelados em quatro vezes, aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplante.

c) Foliar

Pulverizar as folhas por 3 vezes durante o ciclo, com 10 g de ácido bórico em 10 litros de água, acrescentando-se espalhante adesivo, e, aos 15 e 30 dias após o transplante, pulverizar com 5 g de molibdato de sódio ou de amônio em 10 litros de água, acrescentando-se espalhante adesivo.

6 - PLANTIO

Na produção comercial, deve-se proceder primeiramente à formação de mudas, sendo para tanto confeccionadas sementeiras, através da construção de canteiros de semeadura, com largura aproximada de 1,0 m e comprimento variável. Procede-se a semeadura em sulcos com 0,01 m de profundidade e distanciados 0,10 m, gastando-se cerca de 2 a 3 g de sementes por metro quadrado de canteiro. Ou ainda, as mudas são produzidas em bandejas de polietileno expandido, sob ambiente protegido.

O transplante das mudas é feito quando as mesmas atingirem 0,10 a 0,15 m de altura e possuírem 4 a 5 folhas.

As mudas são plantadas em sulcos previamente abertos, no espaçamento de 1,00 x 0,50 mm a 0,80 x 0,50 m, para os cultivares de maior desenvolvimento, como Teresópolis e outras, e de 0,80 x 0,40 metros para os cultivares de desenvolvimento menor, como Piracicaba Precoce e Santa Eliza. Os híbridos exigem espaçamento de 1,00 x 0,50 m.

A época do plantio para as variedades de inverno nas regiões de Planalto, é de fevereiro a março, e nas regiões serranas de janeiro a março. Para as variedades de verão, no planalto: outubro a janeiro.

7 - TRATOS CULTURAIS

Devem-se efetuar as adubações em cobertura e foliar recomendadas no item "Calagem e Adubação".

Devem-se também efetuar as irrigações necessárias e providenciar a eliminação do mato que por acaso se desenvolva junto com a cultura.

8 - COLHEITA

A colheita é feita quando as "cabeças" das plantas, ou seja, suas inflorescências se apresentarem bem desenvolvidas, compactas e sem manchas. Quando "passar" do ponto de colheita, a "cabeça" se apresenta dividida e perde o valor comercial. A colheita é realizada através do corte as "cabeças" juntamente com algumas folhas para proteção do produto.

O início da colheita depende da variedade e varia entre 100 a 140 dias após a semeadura.

9 - BENEFÍCIO E ARMAZENAMENTO

As "cabeças" colhidas são colocadas em engradados ou caixas grandes e posteriormente transportadas para um galpão onde serão classificadas em tamanho e depois embaladas.

As embalagens utilizadas são as mais diversas, desde sacos telados até cestos, jacás e caixas de madeira.

Nas embalagens, as "cabeças" permanecem com as folhas, de modo a conferirem certa proteção ao produto.

O armazenamento deve ser feito por pouco tempo e em locais frescos.

10 - COMERCIALIZAÇÃO

A comercialização normalmente é feita junto às Centrais de Abastecimento, com o produtor levando o seu produto até esse local. Entretanto, em várias regiões existe o intermediário que coleta o produto da roça, de vários produtores, e se encarrega de entregá-lo junto à Central de Abastecimento.

O produtor pode também comercializar a sua produção diretamente com os supermercados ou a rede varejista, desde que disponha de meios para fazê-lo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Boletim Técnico 200, IAC, Campinas, 1995

CAMARGO, L.S. As hortaliças e seu cultivo. Campinas, Fundação Cargill, 1992

FIGUEIRA, R.A.F. Manual de olericultura. São Paulo, Ceres, 1982.

MAKISHIMA, N. Produção de hortaliças em pequena escala. Brasília, EMBRAPA/CNPH, 1983. 23p. (Instruções Técnicas, 6).

Fonte: www.cati.sp.gov.br

Couve-Flor

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Descubra este sabor

A couve-flor, hortaliça delicada e tenra, exige cuidado e atenção em seu preparo. Também é uma hortaliça importante do ponto de vista nutricional pois é rica em cálcio e fósforo e fonte de folato e vitamina C. Além disso, é livre de gorduras e colesterol, e tem teores bem baixos de sódio e calorias.

Originária da Ásia Menor, foi levada para a Europa no século 16. É uma hortaliça do tipo inflorescência (conjunto de flores) que pertence à família Brassicaceae assim como o repolho, o brócoli, a couve comum.

COMO COMPRAR

Escolha cabeças compactas, de cor branca ou creme, sem manchas escuras. Se envolvida pelas folhas, estas devem estar verdes e sem sinais de murcha. Quando passada do ponto, a cabeça fica dividida, murcha e com pontos escuros.

A couve-flor é uma das hortaliças mais sensíveis ao manuseio. Escolha as cabeças com cuidado, pois as partes danificadas escurecem e apodrecem mais rapidamente.

Compre a couve-flor por último, evitando assim que ela seja amassada por outros produtos no fundo do carrinho.

A couve-flor fresca também pode ser encontrada na forma minimamente processada, já limpa, picada e embalada. Quando nesta forma, deve obrigatoriamente estar em gôndola refrigerada, para adequada conservação. Evite comprar este tipo de produto quando ele estiver com pontos escuros e com líquido no fundo da embalagem.

COMO CONSERVAR

A couve-flor se estraga rapidamente, por isto compre somente a quantidade necessária ao consumo para utilização imediata. Na geladeira, pode ser conservada por 3 a 5 dias sem grande perda de qualidade, dentro de saco de plástico perfurado. Antes de guardar, remova as partes escuras e folhas mas não lave a cabeça.Quando guardada já picada, sua durabilidade é ainda menor. Para congelar, retire o caule mais grosso e as folhas, pique em florzinhas menores e deixe 30 minutos de molho em água e sal (1/4 xícara de sal para 1 litro de água). Em seguida, escorra, cozinhe em água fervente por quatro minutos, escorra novamente e coloque em água gelada até esfriar. Depois seque bem e envolva em saquinho plástico do qual se retirou todo o ar com uma bombinha de vácuo.

COMO CONSUMIR

A couve-flor é uma hortaliça de fácil digestão, cujo consumo é indicado para pessoas de todas as idades. Muitas pessoas não apreciam esta hortaliça por não saberem prepará-la. No entanto, constitui uma saborosa iguaria quando bem feita.

O preparo consiste na remoção das folhas e das partes muito grossas e duras do caule, seguida pelo cozimento da couve-flor picada ou inteira.

Para uniformizar o cozimento da couve-flor inteira faça um corte em forma de cruz nas partes mais grossas.

Cuidado para não cozinhar demais: espere a água ferver para depois colocar a couve-flor, e mantenha-a ao fogo somente pelo tempo necessário para deixá-la macia, mas consistente, por cerca de 5 a 10 minutos se picada, ou 15 a 20 minutos se inteira.

Para pratos em que a couve-flor seja assada ou frita, cozinhe-a previamente por cerca de 8 minutos em água e sal e em seguida, coloque em uma vasilha com água fria para esfriar. Em seguida, prepare-a de acordo com a indicação da receita.

Para descongelar a couve-flor, coloque-a em água fervente com sal.

DICAS

Para deixar a couve-flor branquinha após o cozimento, coloque um pouco de leite, uma rodela de limão ou suco de limão na água de cozimento.

1 cabeça média de couve-flor pesa cerca de 750g e rende 3 a 4 porções.

Para impedir que a couve-flor provoque gases intestinais, cozinhe-a no vapor.

Temperos que combinam com a couve-flor: cebolinha verde, páprica, cravo da Índia, noz moscada, endro, alecrim, tomilho, alho, cebola, azeite.

Fonte: www.cnph.embrapa.br

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