Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Couve-Flor - Página 3  Voltar

Couve-Flor

Couve-Flor

Nome científico

Brassica oleracea var. botrytis

Família

Brassicaceae

Origem

Região Mediterrânea

Características da planta

Planta bienal, que apresenta um caule curto e folhas acentuadamente elípticas e alongadas. O produto comercial é uma inflorescência imatura, que se desenvolve sobre o caule, constituindo uma "cabeça" de coloração branca ou creme.

Couve-Flor

Características da flor

Flores pequenas, de coloração amarelada, com as pétalas em formato de cruz, o que caracteriza a família botânica.

Introdução

A couve-flor é uma hortaliça plantada em várias partes do mundo, sendo que no Brasil é mais cultivada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. No Estado de São Paulo, as principais regiões produtoras se situam em locais de clima mais ameno, principalmente alguns municípios da DIRA de Sorocaba e Campinas, situados em zonas serranas. Atualmente, devido à existência de cultivares adaptados às condições mais quentes do ano, pode-se produzir essa hortaliça durante o ano todo.

Clima e solo

A couve-flor é uma planta exigente em relação às condições climáticas, sendo que primitivamente os cultivares disponíveis somente se adaptam às condições amenas e de inverno. Através do melhoramento genético, conseguiu-se obter cultivares que apresentam condições de produção adequada em climas mais quentes; entretanto, deverão ser utilizados somente sob essas condições.

A couve-flor é exigente em termos de condições edáfica, preferindo solos areno-argilosos, com bom teor de matéria orgânica , boa disponibilidade de macro e micronutrientes, principalmente, e com o pH variando de 6,0 a 6,8.

Cultivares

Como foi dito anteriormente, dispõe-se hoje de um grande número de cultivares que podem ser reunidos em dois grupos:

Cultivares de inverno

Teresópolis, Teresópolis Precoce, Campinas, Bola de neve etc. ;

Cultivares de verão

Piracicaba Precoce, Santa Eliza N.o 1 e 2 , Hídrico Jaraguá, Híbrido Shiromaru, Híbrido Shiromaru, Híbrido Miyai etc.

Preparo do solo

Com uma antecedência de três meses do plantio, se faz uma aração profunda para incorporação dos restos da cultura anterior e da metade da quantidade de calcário recomendada para a calagem. Após essa aração se faz uma gradagem para incorporação da segunda metade do calcário. Cerca de 15 dias antes do plantio se faz uma segunda gradagem, estando após essa operação o terreno em condições de receber os sulcos para o transplante das mudas.

Calagem e adubação

Deve-se aplicar calcário para elevar a saturação de bases (V%) a 70%, sempre que a análise do solo indicar teor abaixo de 60%. Para a adubação orgânica recomenda-se aplicar de 1,5 a 2,5kg por planta de esterco de curral curtido, sendo que as quantidades maiores devem ser aplicadas em solos mais arenosos. Poderá ser usado outro adubo orgânico, respeitando-se a relação entre esse adubo e o esterco de curral.

Para a adubação mineral recomenda-se:

No plantio, de acordo com os teores de nutrientes indicados pela análise do solo, seguir a tabela abaixo, segundo Boletim Técnico N.o 100, do IAC.

P resina
--
K trocável - meq/100cm3
--
ug / cm3
0-0,15
0, 16-0,60
>0,60
--
--
NP2O5 - K2O - g/planta
--
0-15
2-30-15
2-30-12
2-30-8
16-80
2-20-15
2-20-12
2-20-8
>80
2-10-15
2-10-12
2-10-8

O adubo mineral deve ser aplicado em mistura com adubo orgânico, acrescido de 3g/planta de bórax, visando-se, com isso, uma prevenção de aparecimento da deficiência causada pelo micronutriente.

em cobertura: aplicar 12g/planta de N. efetuando-se um parcelamento em quatro ocasiões aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplante das mudas.

adubação foliar: aplicar molibdênio em pulverização, quinze dias após o transplante das mudas, utilizando-se uma solução de molibdato de sódio a 0,5%.

Plantio

Na produção comercial, deve-se proceder primeiramente à formação de proceder primeiramente à formação de mudas, sendo para tanto confeccionadas sementeiras, através da construção de canteiros de semeadura, com largura aproximada de 1,0m e comprimento variável. Procede-se a semeadura em sulcos com 0,01m de profundidade e distanciados 0,10m, gastando-se cerca de 2 a 3g de sementes por metro quadrado de canteiro.

O transplante das mudas é feito quando as mesmas atingirem 0,10 a 0,15m de altura e possuírem 4 a 5 folhas.

As mudas são plantadas em sulcos previamente abertos, no espaçamento de 1,00 x 0,50m a 0,80 x 0,50m, para os cultivares de maior desenvolvimento, como Teresópolis e Campinas, e de 0,80 x 0,40 metros para os cultivares de desenvolvimento menor, como Piracicaba Precoce e Santa Eliza.

A época do plantio para os cultivares de inverno é de março a junho, e para os cultivares de verão é de setembro a janeiro.

Tratos culturais

Deve-se efetuar as adubações em cobertura recomendadas no item " Calagem e Adubação".
Deve-se também efetuar as irrigações necessárias e providenciar a eliminação do mato que por acaso se desenvolva junto com a cultura.

Colheita

A colheita é feita quando as "cabeças" das plantas, ou seja, sua inflorescência se apresentarem bem desenvolvidas, compactas e sem manchas. Quando "passar" do ponto de colheita, a "cabeça" se apresenta dividida e perde o valor comercial. A colheita é realizada através do corte das "cabeças" juntamente com algumas folhas para proteção do produto.
O início da colheita depende do cultivar e varia entre 70 e 100 dias após a semeadura.

Benefício e armazenamento

As "cabeças" colhidas são colocadas em engradados ou caixas grandes e posteriormente transportadas para um galpão onde serão classificadas em tamanho e posteriormente embaladas.

As embalagens utilizadas são as mais diversas, desde sacos telados até cestos, jacás e caixas de madeira.

Nas embalagens, as "cabeças" permanecem com as folhas, de modo a conferirem certa proteção ao produto.

O armazenamento deve ser feito por pouco tempo e em locais frescos.

Comercialização

A comercialização normalmente é feita junto às Centrais de Abastecimento, com o produtor levando o seu produto até esse local. Entretanto, em várias regiões existe o intermediário que coleta o produto na roça, de vários produtores, e se encarrega de entregá-lo junto à central de abastecimento.

O produtor pode também comercializar a sua produção diretamente com os supermercados ou a rede varejista, desde que disponha de meios para fazê-lo.

Fonte: www.agrov.com

Couve-Flor

Couve-Flor

A couve-flor é um vegetal crucífero, como tal está na mesma unidade familiar dos bróculos, couve de bruxelas e repolho. Têm uma cabeça compacta (chamada de “coalhada”), com uma média de 15 cm de diâmetro, e composto por “botões” florais subdesenvolvidas. As flores estão associadas a um caule central, que quando divididas e separadas em gomos, aparenta ser uma árvore pequenina, facto este que agrada a muitas crianças.

A rodear a couve flor existem folhas grossas que a protege da luz solar, impedindo o desenvolvimento de clorofila. Enquanto este processo contribua para a coloração branca da maioria das variedades, a couve flor também pode ser encontrada em cor verde e roxo. Entre estas, as folhas e floretes são mais pequenos, e as folhas são tenras e comestíveis.

A couve flor crua tem uma textura esponjosa, embora firme, e um ligeiro sabor sulfuroso e amargo.

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

voltar 123456789avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal