Couve-Flor (Página 7)
Couve-Flor

Nome Científico: Brassica oleracea var. botrytis L.
Nome Comum: Couve-flor.
Nomes Populares: Couve-flor.
Família: Brassicaceae.

Couve-Flor

Origem/História

Com a sua origem provável no Mediterrâneo Oriental, este tipo de couve, já sob forma bem diferenciada, foi cultivada na Turquia e no Egipto pelo menos há 1500 a 2000 anos. A distinção entre a couve-flor e os brócolos não foi clara, durante muitos séculos, sendo feita a primeira descrição inequívoca da couve-flor no séc. XVI.

Descrição

A Couve-flor é uma planta herbácea, bienal, com sistema radicular superficial, com caule curto e grosso, de cor verde-claro a escuro. As folhas são inteiras ou ligeiramente fendidas, oblongas e elípticas. Os pecíolos são por vezes achatados .

A couve-flor é uma espécie alogâmica, com polinização entemófila.

Para efeitos de semente a couve-flor apresenta algumas dificuldades devido ao aparecimento da haste floral de forma descontinua.

A parte edível ou comestível da couve-flor é constituída pelos primórdios florais, normalmente de cor branca, podendo apresentar outras cores como o verde, amarelo ou roxo.

Aquilo a que se chama vulgarmente cabeça da Couve-flor é um conjunto de ápices imaturos, hipertrofiados, e indiferenciados.

Sementeira

Em estufa ou estufim, entre Março e Abril ou no local definitivo entre Maio e Julho.

Crescimento

Médio/lento

Transplantação

Entre Abril e Agosto, ou quando as plantas apresentam entre 3 a 5 folhas verdadeiras. Espaçamento de cerca de 30 cm entre plantas.

Luz: Tolera condições de baixa luminosidade.

Temperatura

Elemento preponderante no desenvolvimento, qualidade e produtividade da couve-flor.

Prefere climas frescos e húmidos, em condições de dias-curtos. Tolera mal temperaturas elevadas. As temperaturas óptimas situam-se entre os 16-18 Cº.

Humidade

Prefere humidade relativa elevada.

Solos

As exigências das couves-flor no que respeita ao solo, não diferem muito das exigências de outras brássicas. Preferem solos soltos, bem drenados e ricos em húmus.

O pH do solo deve situar-se entre os valores 6,0 e 7,0. No entanto pode surgir a potra, doença que é habitual ocorrer em solos de pH ácido com muita frequência. Para reduzir ou anular a sua incidência, eleva-se o pH do solo para valores próximos de 7.

A correcção do pH não deve ser brusca, sendo por isso desaconselhável fazer aplicações de calcário superiores a 5-6 ton. /ha.

Rega

Exigente em água, sendo a fase de desenvolvimento da cabeça aquela em que o stresse hidríco mais prejudica a produtividade da cultura.

Adubação

As couves-flor são uma cultura exigente em fertilizantes, especialmente em azoto e potássio.

Reagem bem à fertilização orgânica embora esta não seja suficiente para satisfazer as necessidades da couve-flor sendo por isso, necessário fazer uma adubação de fundo.

Em regime de regadio, típico do ciclo produtivo de Verão, pode ser necessário usar maiores quantidades de nutrientes, pois serão de esperar maiores perdas. De acordo com as situações, sempre que se calcula a adubação de cobertura, esta deve ser escalonada e adequado ao estado de desenvolvimento da cultura. Quanto à primeira aplicação do azoto, esta não deverá ultrapassar o período imediatamente após a crise de transplantação (cerca da 2ª -3ª semana). Não são aconselhados adubos nítricos em adubação de fundo, e pelo contrário, em adubação de cobertura devem ser utilizados adubos azotados nitroamoniacais.

Pragas e doenças

Afídeos, alfinete, áltica, falsa potra, lagartas, mosca da couve, mosca branca da couve, nóctuas, traça da couve, tripes, nemátodes, míldio das crucíferas, pé negro, alternariose, podridão cinzenta, ferrugem branca, potra.

Multiplicação

Semente.

Colheita

A colheita das couves-flor deve ser feita quando as cabeças estão compactas e firmes, não se devendo adiar a colheita, pois dá-se uma rápida perda de qualidade após o corte. A descoloração da cabeça e a perda da sua compacidade é acelerada por temperaturas altas. Esta colheita é normalmente efectuada manualmente. A maturação não é simultânea o que obriga várias visitas ao campo. É uma boa regra deixar algumas folhas sobre a flor para que a conservem fresca durante o transporte e, no caso do consumo em fresco, pelas próprias exigências do mercado.

Utilização

Muito utilizada em fresco para a confecção de sopas e cozidos. As Couves-flor são matéria prima de industrias de transformação de congelados e pickles.

Fonte: www.loja.jardicentro.pt

Couve-Flor

Nome científico: Brassica oleracea var. botrytis
Família: Brassicaceae
Origem: Região Mediterrânea

Couve-Flor

Características da planta

Planta bienal, que apresenta um caule curto e folhas acentuadamente elípticas e alongadas. O produto comercial é uma inflorescência imatura, que se desenvolve sobre o caule, constituindo uma "cabeça" de coloração branca ou creme.

Características da flor

Flores pequenas, de coloração amarelada, com as pétalas em formato de cruz, o que caracteriza a família botânica.

Introdução

A couve-flor é uma hortaliça plantada em várias partes do mundo, sendo que no Brasil é mais cultivada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. No Estado de São Paulo, as principais regiões produtoras se situam em locais de clima mais ameno, principalmente alguns municípios da DIRA de Sorocaba e Campinas, situados em zonas serranas. Atualmente, devido à existência de cultivares adaptados às condições mais quentes do ano, pode-se produzir essa hortaliça durante o ano todo.

Clima e solo

A couve-flor é uma planta exigente em relação às condições climáticas, sendo que primitivamente os cultivares disponíveis somente se adaptam às condições amenas e de inverno. Através do melhoramento genético, conseguiu-se obter cultivares que apresentam condições de produção adequada em climas mais quentes; entretanto, deverão ser utilizados somente sob essas condições.

A couve-flor é exigente em termos de condições edáfica, preferindo solos areno-argilosos, com bom teor de matéria orgânica , boa disponibilidade de macro e micronutrientes, principalmente, e com o pH variando de 6,0 a 6,8.

Cultivares

Dispõe-se hoje de um grande número de cultivares que podem ser reunidos em dois grupos:

Cultivares de inverno

Teresópolis, Teresópolis Precoce, Campinas, Bola de neve etc. ;

Cultivares de verão

Piracicaba Precoce, Santa Eliza N.o 1 e 2 , Hídrico Jaraguá, Híbrido Shiromaru, Híbrido Shiromaru, Híbrido Miyai etc.

Preparo do solo

Com uma antecedência de três meses do plantio, se faz uma aração profunda para incorporação dos restos da cultura anterior e da metade da quantidade de calcário recomendada para a calagem. Após essa aração se faz uma gradagem para incorporação da segunda metade do calcário. Cerca de 15 dias antes do plantio se faz uma segunda gradagem, estando após essa operação o terreno em condições de receber os sulcos para o transplante das mudas.

Calagem e adubação

Deve-se aplicar calcário para elevar a saturação de bases (V%) a 70%, sempre que a análise do solo indicar teor abaixo de 60%. Para a adubação orgânica recomenda-se aplicar de 1,5 a 2,5kg por planta de esterco de curral curtido, sendo que as quantidades maiores devem ser aplicadas em solos mais arenosos. Poderá ser usado outro adubo orgânico, respeitando-se a relação entre esse adubo e o esterco de curral.

Para a adubação mineral recomenda-se:

O adubo mineral deve ser aplicado em mistura com adubo orgânico, acrescido de 3g/planta de bórax, visando-se, com isso, uma prevenção de aparecimento da deficiência causada pelo micronutriente.

Em cobertura : aplicar 12g/planta de N. efetuando-se um parcelamento em quatro ocasiões aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplante das mudas.
adubação foliar: aplicar molibdênio em pulverização, quinze dias após o transplante das mudas, utilizando-se uma solução de molibdato de sódio a 0,5%.

Plantio

Na produção comercial, deve-se proceder primeiramente à formação de proceder primeiramente à formação de mudas, sendo para tanto confeccionadas sementeiras, através da construção de canteiros de semeadura, com largura aproximada de 1,0m e comprimento variável. Procede-se a semeadura em sulcos com 0,01m de profundidade e distanciados 0,10m, gastando-se cerca de 2 a 3g de sementes por metro quadrado de canteiro.
O transplante das mudas é feito quando as mesmas atingirem 0,10 a 0,15m de altura e possuírem 4 a 5 folhas.

As mudas são plantadas em sulcos previamente abertos, no espaçamento de 1,00 x 0,50m a 0,80 x 0,50m, para os cultivares de maior desenvolvimento, como Teresópolis e Campinas, e de 0,80 x 0,40 metros para os cultivares de desenvolvimento menor, como Piracicaba Precoce e Santa Eliza.

A época do plantio para os cultivares de inverno é de março a junho, e para os cultivares de verão é de setembro a janeiro.

Tratos culturais

Deve-se efetuar as adubações em cobertura recomendadas no item " Calagem e Adubação".

Deve-se também efetuar as irrigações necessárias e providenciar a eliminação do mato que por acaso se desenvolva junto com a cultura.

Colheita

A colheita é feita quando as "cabeças" das plantas, ou seja, sua inflorescência se apresentarem bem desenvolvidas, compactas e sem manchas. Quando "passar" do ponto de colheita, a "cabeça" se apresenta dividida e perde o valor comercial. A colheita é realizada através do corte das "cabeças" juntamente com algumas folhas para proteção do produto.
O início da colheita depende do cultivar e varia entre 70 e 100 dias após a semeadura.

Benefício e armazenamento

As "cabeças" colhidas são colocadas em engradados ou caixas grandes e posteriormente transportadas para um galpão onde serão classificadas em tamanho e posteriormente embaladas.

As embalagens utilizadas são as mais diversas, desde sacos telados até cestos, jacás e caixas de madeira.

Nas embalagens, as "cabeças" permanecem com as folhas, de modo a conferirem certa proteção ao produto.

O armazenamento deve ser feito por pouco tempo e em locais frescos.

Comercialização

A comercialização normalmente é feita junto às Centrais de Abastecimento, com o produtor levando o seu produto até esse local. Entretanto, em várias regiões existe o intermediário que coleta o produto na roça, de vários produtores, e se encarrega de entregá-lo junto à central de abastecimento.

O produtor pode também comercializar a sua produção diretamente com os supermercados ou a rede varejista, desde que disponha de meios para fazê-lo.

Fonte: www.uov.com.br

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