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Couve-Flor

Couve-Flor

Generalidades

Considerações Gerais

A couve-flor é uma hortaliça herbácea delicada, tenra, rica em sais de ferro e em vitaminas B1, G, A e C.

A couve-flor é plantada em todas as partes do mundo. No Brasil, é mais cultivada em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Em São Paulo, na zona das serras e nas regiões mais frescas do planalto, há excelentes condições climáticas para a produção da couve-flor.

Apresentam essas condições, os municípios próximos à Capital, o Sul do Estado e as Serras da Mantiqueira e do Mar.

Solo e Clima

A couve-flor é hortaliça exigente em solo e em clima. Por ser pouco tolerante à acidez do solo, são recomendáveis as terras com pH variando de 6 a 6,8. Desenvolve-se mal em solos de acidez elevada, porque tais solos fixam o molibdênio, e este microelemento não pode ser, por esse motivo, utilizado pela planta. Como conseqüência, as folhas tornam-se compridas, estreitas, com a lâmina foliar reduzida, encrespada e a nervura principal saliente, correspondendo ao chamado “whiptail” (rabo de chicote). As cabeças, quando se formam são pequenas e de má aparência. Para corrigir essa deficiência, há necessidade de criteriosa calagem, com antecedência mínima de três meses da plantação, e cuidadosa aplicação desse microelemento. Alguns estudiosos não recomendam o uso do molibdato indiscriminadamente, mas apenas quando os distúrbios característicos de sua deficiência tenham sido constatados no local do plantio. Em condições ambientais desfavoráveis, como mau preparo do solo, ventos continuados, geadas, períodos de seca, logo após o plantio, contribuem para a ação sintomática de deficiência de molibdênio.

Outros autores Brandenburg e Buhl, informam que, cm terrenos com deficiência ..e molibdênio, a calagem reduz ós sintomas, mas não os elimina completamente, e recomendam a aplicação de molibdênio de sódio ao solo.

Segundo Malavolta, sintomas típicos de deficiência de molibdênio foram encontrados em couve-flor cultivadas em solos turfosos ácidos, nos ar­redores da Capital paulista. Ainda esse autor escreve que existe, no mercado da Austrália e da Nova Zelândia, o “Superfosfato molibdenizado”, que contém 1 Kg de molibdato de sódio por tonelada.

Entretanto, são pouco freqüentes, no Estado de São Paulo, plantações de couve-flor com sintomas de deficiência de molibdênio.

A deficiência de boro é, porém, comumente encontrada em nossas culturas da família das Crucíferas, seja em couve-flor, seja em brócolos, repolho, rabanete, nabo, mostarda e couve-chinesa.

Os sintomas de insuficiência de boro em couve-flor e brócolos são descritos no capítulo referente à adubação.

Devem-se escolher, para a cultura de couve-flor, solos com fraca aci­dez, com boa fertilidade, ricos em matéria orgânica e em nitrogênio. Devem ser firmes, argilo-silicosos, pois os solos arenosos e os soltos, como os do tipo salmourão, são facilmente percolados pela água da chuva ou da irrigação, que arrasta elementos nutritivos para camadas inferiores, onde não chegam as raízes da planta.

Esses solos tem, em geral, teores baixos em matéria orgânica e nitrogênio e são muito deficientes em boro, todos de grande importância para couve-flor e brócolos. Necessitam, para boa produção, de forte e completa adubação e freqüentes irrigações.

A boa drenagem do solo é essencial para essas plantas, principalmente para a couve-flor, cujo crescimento precisa ser rápido e regular. A drenagem insuficiente, ou qualquer outro fator ambiental desfavorável pode prejudicar o crescimento da planta.

Em conseqüência, tem-se a formação de cabeças pequenas, muitas vezes associada com a deficiência de nitrogênio nos tecidos das planta, o que mostra a importância da adubação azotada para a couve-flor.

O clima propício para o desenvolvimento normal da maioria das variedades de couve-flor é temperatura fresca, sem geadas e umidade do ar relativamente alta. Tais condições são especialmente importantes na época da colheita. Temperatura alta e forte insolação durante a formação da cabeça fazem-na crescer muito rapidamente, sem atingir bom tamanho. Surgem, ainda, defeitos na cabeça, como sua rápida divisão e aparecimento de pequeninos botões e, mesmo, de manchas avermelhadas na variedade do grupo “Bola de Neve".

Quando a temperatura está acima de 350C, com noites quentes, o rendimento da maioria das variedades de couve-flor é afetado, pois bá redução no tamanho das folhas, por conseguinte, a cabeça não será bem desenvolvida, visto existir estreita correlação entre o desenvolvimento das fólhas e a formação das cabeças. Da mesma forma, temperaturas abaixo de 16oC, com noites frias, também afetam a produção, pelo fraco desenvolvimento da planta.

Por isso, as plantações comerciais de couve-flor, no mundo, estão distribuídas em regiões onde a temperatura é fresca, ou devido à latitude ou à altitude, 6 relativamente úmida, pela proximidade de grandes massas de água.

As regiões produtoras de couve-flor, em São Paulo, apreserttarn clima bastante favorável, mas, o solo de algumas zonas tem acidez elevada, ne­cessitando de criteriosa calagem.

Há produção de couve-flor o ano todo, em São Paulo: de novembro a fevereiro, contudo, ela é bem diminuta devido às condições climáticas desfavoráveis, pois, é época de intenso calor.

Os brócolos são muito menos exigentes do que a couve-flor. Podem ser cultivados, com êxito, em muitos locais onde a couve-flor não produz sa­tisfatoriamente. Essa maior adaptabilidade torna-se substitutos da couve-flor, onde esta não possa ser cultivada com sucesso.

A couve-flor, os brócolos, o repôlho, a couve-verde, o nabo, etc. são sujeitos ao ataque das mesmas moléstias e pragas. Por isso, não devem ser cultivados no mesmo local a não ser depois de 3 a 4 anos. Isto é, há necessidade de rotação.

A fim de obter o crescimento rápido e vigoroso das plantas, há necessidáde de que o solo seja fértil, tanto no aspecto físico, como no químico.

O esterco de curral curtido dá bons resultados, quando existe em grandes quantidades, o que é difídilmente encontrado. Há, pois, necessidade de aplicá-lo em pequenas quantidades ou substituí-lo por outros aplicados com parcimônia e completados com adubação química. Quando, nem o esterco nem a torta são encontrados, a matéria orgânica do solo deve ser aumentada pelo enterrio prévio de um adubo verde.

No viveiro ou canteiro de semeadura, é sempre aconselhável, para terras de média fertilidade, por metro quadrado, 8 a 10 dias antes de semear, empregar a seguinte adubação:

Estêrco de curral --------------------------------------------10 quilos
Adubo químico 10-10-10 --------------------------------100 gramas

O estêrco de curral pode ser substituído por 2.500 gramas de esterc de galinha, bem curtido, incorporado ao solo 25 dias antes da semeadura.

Dez a vinte dias após a germinação, regar com solução de Salitre do Chile, na base de dez gramas para dez litros de água, por metro quadrado. Decorridos quinze dias da germinação, regar com uma solução de bórax comercial, na base de 2 gramas para 10 litros de água; colocar 5 litros de solução, por metro quadrado. Para dissolver o bórax, usar um pouco de água quente e completar o volume com água à temperatura normal.

O canteiro de semeadura não deve estar sujeito à inundação. Protegê-lo de chuvas excessivas e continuadas após a semeadura e antes da germinação porque, com excesso de umidade, apodrecem as sementes. Proteger do sol forte as plantas recém-nascidas, até adquirirem duas fõlhas definitivas.

Colocar 2 gramas de sementes por metro quadrado, se possuírem mais de 80% de poder germinativo, cm linhas espaçadas dc 15 centímetros. Desbastar, se as plantas ficarem muito juntas, 10 a 15 dias após a germinação, deixando o espaçamento de 4 a 6 milímetros entre elas. As plantas desbastadas podem ser plantadas em outro canteiro, com espaçamento de 10 centímetros, para posterior transplante no local definitivo, mas isso contribui para atrasar o desenvolvimento da planta.

Para formular boa adubação, é necessário que seja analisada a amostra do solo, convenientemente retirada e preenchido um questionário, no qual sffo fornecidas informações úteis sobre o terreno. Tal análise 6 feita pelo Instituto Agronômico de Campinas, que também fornece o questionário.

Entretanto, para terras de média fertilidade, tratando-se da couve-flor “Campinas” e das de ciclo igual, por cova, a adubação deve ser:

Esterco de curral ------------------------------------ 3 quilos
Adubo quimico 10-10-l0 ------------------------ l00 grama

O Salitre é aplicado em cobertura, a metade 15 dias após, o transplante e a outra metade quando a planta estiver bem desenvolvida, pouco antes do início da formação da cabeça; os demais adubos serão aplicados 8 a 10 dias antes do transplante. Para a variedade “Terezópolis-Tardia” e outras de ciclo aproximado, acrescentar 20% a essa adubação; para a variedade “Early Benares” e outras precoces coom ela, diminuir 20%.

Os brócolos “Ramosos” e “Jundiaí”, devem receber a mesma adubação dada para a couve-flor “Campinas”.

O esterco de curral poderá ser substituído pela torta de mamona previamente fermentada ou, então, aplicada um mês antes da plantação. Assim terá tempo de se decompor. A quantidade deverá ser equivalente a um décimo do peso recomendado para o esterco. Poderá, ainda, ser substituído pelo esterco de galinha fermentado, em dose correspondente a um terço ou, mesmo, um quarto da recomendada para o esterco de curral, dependendo da sua pureza.

Quando se plantam couve-flor e brócolos em época chuvosa e, especialmente, em terras soltas, é comum aparecer deficiência de boro que conduz à formação de: cabeças defeituosas, mal formadas, ôcas e com manchas castanhas, na couve-flor; brotações fracas, ôcas, com botões soltos e que amarelecem rapidamente, nos brócolos. Em ambas as plantas, as folhas são quebradiças, tortas e mal formadas.

Na variedade de verão “Early Benares”, cultivada em época chuvosa, é mais coniüm a falta de boro.

Para terras de média consistência e de acidez fraca, recomendam-se para couve-flor e brócolos, duas pulverizações nas folhas, com solução de 9 gramas de bórax comercial, para 10 litros de água, mais de 5 c.c. de espalhante adesivo, porque as folhas dessas plantas é de difícil adesividade. O bórax comercial pode ser substituído por 6 gramas de ácido bórico para a mesma quantidade de água e adesivo. Como o bórax e o ácido bórico dificilmente se dissolvem em água fria, fazer primeiro um mingau em água bem quente e depois completar o volume.

Desaconselha-se a aplicação de bórax ao solo, por não ser de fácil distribuição homogênea e porque seus resíduos poderão prejudicar outras culturas sensíveis a esse microelemento. A incorporação de bórax aos adubos, só é bem feita pelos fabricantes de misturas que possuem máquinas apropriadas.

Para os solos ácidos, e somente onde já foram observados sintomas de deficiência de molibdênio em couve-flor, além de calagem (de acordo com a análise química do solo), juntar ao solo do canteiro de semeadura, com os demais adubos, 400 miligramas de mobildato de sódio, por metro quadrado.

É preciso cuidado na aplicação de sais do boro ou molibdênio, por que, quando em excesso, são tóxicos e prejudiciais para as plantas.

Colheta e Embalagem

As cabeças de couve-flor, na Europa e nos Estados Unidos, devem ser brancas para serem comerciáveis. Entre nós, o comércio aceita, tanto essas ëabeças, quanto as de cor creme-claro, desde que bem desenvolvidas, compactas, bem convexas e sem manchas marrons, por deficiência de boro ou avermelhadas pela ação do sol. Quando a cabeça passa do ponto de colheita, fica dividida e perde o valor comercial.

A couve-flor é vendida pela sua aparência, por dúzia, no atacado e por unidade, no varejo. Por issó, é muito importante para o lavrador produzir belas cabeças, para alcançar bons preços. Cabeças manchadas o mal formadas não tem qualquer valor comercial.

Quando se quiser produzir cabeças brancas, logo que elas estejam crescendo e tornando-se expostas ao sol, reunir-se as folhas sobre as cabeças e amarrá-las com um barbante ou taboa ou coisa semelhante, para protegê-las do sol. Como as plantas não têm o mesmo desenvolvimento, é necessário examinar a cabeça, cada dois ou três dias para reunir as folhas. Em cada ocasião, pode ser usado um amarrilho de cor ou tipo diferentes. Se as cabeças tinham o mesmo desenvolvimento ao serem protegidas, ao se colher a cabeça de determinado grupo colhem-se todas as demais, sem necessidade de exame de cada planta.

A variedade “Bola de Neve”, que se colhe em junho e julho, possui folhas curtas que não protegem bem as cabeças.

A variedade “Early Benares”, que se colher em março, abril e maio, época relativamente quente, fica com as fôlhas murchas nas horas da tarde expondo as cabeças ao sol. Elas adquirem, então, cor creme-claro, bem aceita em nosso mercado. Para que fiquem brancas, basta proteger as cabeças como indicado acima.

O tempo que leva para atingir o ponto da colheita, logo depois da proteção, depende da variedade e da temperatura, variando 3 a 12 dias. É mais rápido, se a temperatura é mais elevada. A variedade “Campinas”. que é colhida de fins de maio até agosto, no período fresco, e que tem, abundante folhagem para proteger bem a cabeça, dispensa a amarração de suas folhas, para colheita do produto creme bem chato.

A cabeça da couve-flor deve ser examinada diariamente, para que não seja colhida muito tarde, com perda de valor comercial, nem muito cedo, sacrificando-lhe o tamanho e o peso. Entretanto, é preferível colhê-las mais; cedo, que ligeiramente passada, porque isto prejudica o seu valor e conservação. O tamanho depende da variedade. Em geral, é considerada boa cabeça, com 15 cm. de diâmetro, convexa, sem defeitos.

Depende do lavrador a colheita no ponto exato. Para isso, deve conhecer a variedade cultivada, além da experiência que só o tempo propicia.

A colheita da couve-flor é feita; com uma grande faca afiada, como a de açougueiro, cortando-se a cabeça acompanhada de um grupo de folhas, para protegê-la na embalagem e durante o transporte. As cabeças destacadas, podem ser levadas para um rancho espaçoso, onde são preparadas para a embalagem: cortam-se as pontas das folhas e faz-se a classificação de determinado tamanho. Em seguida, são embaladas.

Existem vários tipos de embalagem para a couve-flor. Em São Paulo a mais usada é a de sacos fortes, como os de estopa. Quando o transporte é feito para maiores distâncias, são mais recomendáveis cestos cilíndricos de taquara ou jacás, semelhantes aos usados para o repolho porque são mais firmes. Esses cestos tem cerca de 75 cm. de altura e 35 cm. de diâmetro na boca; caixas de tomate ou de laranjas podem ser usadas para transporte à curta distância. Nos Estados Unidos, costumam-se empregar caixas de madeira bem ventiladas, onde as cabeças são arrumadas em uma única camada e com as folhas voltadas para cima, cortadas pouco acima da cabeça, ficando o pecíolo com restos do limbo para sua proteção.

Fonte: www.criareplantar.com.br

Couve-Flor

Nome científico: Brassica oleracea variedade botrytis
Família: Brassicáceas (sinônimo – Crucíferas)
Nome comum: couve-flor, cauliflower (inglês)
Origem: Costa do Mediterrâneo, Ásia Menor e Costa Ocidental Européia

Couve-Flor

Descrição e característica da planta

A couve-flor é uma planta herbácea, anual, de 30 a 60 centímetros de altura, folhas grandes, alongadas, bordas não recortadas, coloração verde-acinzentada, cobertas por fina camada de cera. Depois que as plantas se desenvolvem bem e formam muitas folhas, elas emitem uma inflorescência na parte central, pequena no início e depois se desenvolve rapidamente, chegando a 1 a 2 quilos de peso. O tamanho é influenciado diretamente pelo vigor das plantas, em conseqüência da fertilidade do solo, das condições climáticas e de variedades ou híbridos. A inflorescência compacta de cor branca a creme, conhecida como “cabeça”, é a parte comestível. Para a produção da inflorescência, existem variedades que necessitam baixa temperatura, são as variedades de couves-flores de inverno, e outras, já selecionadas geneticamente para produzirem em condições de clima ameno a quente, são as de verão.

Variedades e híbridos de inverno

Bola de neve, Serrano, Shiromaru III, Silver Streak, Snowball, Suprimax, Teresópolis Gigante e Teresópolis Precoce.

Variedades e híbridos de verão

Jaraguá, Miyai, Mogiana Super, Mont Blanc, Piracicaba Precoce, Sabrina, Santa Elisa 2, Shiromaru I, Shiromaru II, Verona e Vitória. Portanto, antes do plantio, é importante selecionar variedades ou híbridos adequados para a época. Se a escolha for equivocada, por exemplo, uma variedade de inverno para plantio no verão, as plantas florescem ainda pequenas e produzem cabeças pequenas, sem valor comercial, ou nem florescem. Se a cabeça não for colhida a tempo, ela pode apodrecer ou se tornar frouxa e formar vários longos pendões, onde serão produzidas as flores verdadeiras.

A polinização é feita principalmente pelas abelhas e é cruzada, porque é parcialmente autoincompatível. Plantas que necessitam de pólen de outras plantas, para que ocorra a fecundação, são conhecidas como alógamas. Os frutos têm o formato de uma vagem cilíndrica, conhecidos como síliquas, e contém de 2 a 5 sementes, arredondadas, de cor marrom-escura.

As plantas se desenvolvem bem e formam a inflorescência, a “cabeça”, de bom tamanho, em clima adequado para cada variedade ou híbrido, solos profundos, não sujeitos a encharcamento, ricos em matéria orgânica, férteis e boa disponibilidade de água durante todo o seu desenvolvimento.

Na adubação, verificar o teor de boro e molibdênio nos resultados da análise do solo, porque a couve-flor é uma planta muito exigente desses elementos. A propagação é feita por sementes e as mudas são produzidas em viveiros e depois transplantadas ao campo. O ciclo, da semeadura à colheita, varia de 80 a 130 dias em função de variedades ou híbridos e da época do ano.

Produção e produtividade

A produtividade varia muito, está na faixa de 8 a 30 toneladas por hectare. Um hectare corresponde a uma área de 10.000 metros quadrados.

Os estados brasileiros que mais produzem couve-flor são: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Utilidade

A couve-flor é consumida refogada, cozida, suflê, saladas e conservas.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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