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Couve-Flor

 

Couve-Flor
Couve-Flor

Descubra este sabor

A couve-flor, hortaliça delicada e tenra, exige cuidado e atenção em seu preparo. Também é uma hortaliça importante do ponto de vista nutricional pois é rica em cálcio e fósforo e fonte de folato e vitamina C. Além disso, é livre de gorduras e colesterol, e tem teores bem baixos de sódio e calorias.

Originária da Ásia Menor, foi levada para a Europa no século 16. É uma hortaliça do tipo inflorescência (conjunto de flores) que pertence à família Brassicaceae assim como o repolho, o brócoli, a couve comum.

COMO COMPRAR

Escolha cabeças compactas, de cor branca ou creme, sem manchas escuras. Se envolvida pelas folhas, estas devem estar verdes e sem sinais de murcha. Quando passada do ponto, a cabeça fica dividida, murcha e com pontos escuros.

A couve-flor é uma das hortaliças mais sensíveis ao manuseio. Escolha as cabeças com cuidado, pois as partes danificadas escurecem e apodrecem mais rapidamente.

Compre a couve-flor por último, evitando assim que ela seja amassada por outros produtos no fundo do carrinho.

A couve-flor fresca também pode ser encontrada na forma minimamente processada, já limpa, picada e embalada. Quando nesta forma, deve obrigatoriamente estar em gôndola refrigerada, para adequada conservação. Evite comprar este tipo de produto quando ele estiver com pontos escuros e com líquido no fundo da embalagem.

COMO CONSERVAR

A couve-flor se estraga rapidamente, por isto compre somente a quantidade necessária ao consumo para utilização imediata. Na geladeira, pode ser conservada por 3 a 5 dias sem grande perda de qualidade, dentro de saco de plástico perfurado. Antes de guardar, remova as partes escuras e folhas mas não lave a cabeça.Quando guardada já picada, sua durabilidade é ainda menor. Para congelar, retire o caule mais grosso e as folhas, pique em florzinhas menores e deixe 30 minutos de molho em água e sal (1/4 xícara de sal para 1 litro de água). Em seguida, escorra, cozinhe em água fervente por quatro minutos, escorra novamente e coloque em água gelada até esfriar. Depois seque bem e envolva em saquinho plástico do qual se retirou todo o ar com uma bombinha de vácuo.

COMO CONSUMIR

A couve-flor é uma hortaliça de fácil digestão, cujo consumo é indicado para pessoas de todas as idades. Muitas pessoas não apreciam esta hortaliça por não saberem prepará-la. No entanto, constitui uma saborosa iguaria quando bem feita.

O preparo consiste na remoção das folhas e das partes muito grossas e duras do caule, seguida pelo cozimento da couve-flor picada ou inteira.

Para uniformizar o cozimento da couve-flor inteira faça um corte em forma de cruz nas partes mais grossas.

Cuidado para não cozinhar demais: espere a água ferver para depois colocar a couve-flor, e mantenha-a ao fogo somente pelo tempo necessário para deixá-la macia, mas consistente, por cerca de 5 a 10 minutos se picada, ou 15 a 20 minutos se inteira.

Para pratos em que a couve-flor seja assada ou frita, cozinhe-a previamente por cerca de 8 minutos em água e sal e em seguida, coloque em uma vasilha com água fria para esfriar. Em seguida, prepare-a de acordo com a indicação da receita.

Para descongelar a couve-flor, coloque-a em água fervente com sal.

DICAS

Para deixar a couve-flor branquinha após o cozimento, coloque um pouco de leite, uma rodela de limão ou suco de limão na água de cozimento.
1 cabeça média de couve-flor pesa cerca de 750g e rende 3 a 4 porções.
Para impedir que a couve-flor provoque gases intestinais, cozinhe-a no vapor.
Temperos que combinam com a couve-flor: cebolinha verde, páprica, cravo da Índia, noz moscada, endro, alecrim, tomilho, alho, cebola, azeite.

Fonte: www.cnph.embrapa.br

Couve-Flor

1 - INTRODUÇÃO

A couve-flor é uma hortaliça plantada em várias partes do mundo, sendo que no Brasil é mais cultivada nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

No Estado de São Paulo, as principais regiões produtoras situam-se em locais de clima mais ameno, principalmente alguns municípios da Divisão Regional Agrícola (DIRA) de Sorocaba e Campinas, situados em zonas serranas.

Atualmente, devido à existência de cultivares adaptados às condições mais quentes do ano, pode-se produzir essa hortaliça durante o ano todo.

2 - CLIMA E SOLO

A couve-flor é uma planta exigente em relação às condições climáticas, sendo que primitivamente os cultivares disponíveis somente se adaptavam às condições amenas e de inverno. Através do melhoramento genético, conseguiu-se obter cultivares que apresentam condições de produção adequada em climas mais quentes; entretanto, deverão ser utilizados somente sob essas condições.

A couve-flor é exigente em termos de condição edáfica preferindo solos areno-argilosos, com bom teor de matéria orgânica, boa disponibilidade de macro e micronutrientes, principalmente, e com o pH variando de 6,0 a 6,8.

3 - CULTIVARES

Como foi dito anteriormente, dispõe-se hoje de um grande número de cultivares que podem ser reunidos em dois grupos:

Cultivares de inverno

Teresópolis, Teresópolis Precoce, Rio Grande, Bola de Neve, Gigante de Nápolis, Matra, Pé Curto e Snow Ball, híbridos: Benus, Nádia, Shiromaru III, Silver Streak, Suprimax, Tolma e Yuki.

Cultivares de verão

Piracicaba Precoce, Santa Eliza n° 2, Híbrido Jaraguá, Híbrido Shiromaru I, Híbrido Miyai, Híbrido Mogiana Super, Híbrido Rami, Híbrido Sabina, Híbrido Shiromaru II, Híbrido Vega e Híbrido Verona.

4 - PREPARO DO TERRENO

Com uma antecedência de três meses do plantio, faz-se uma aração profunda para incorporação dos restos da cultura anterior e da metade da quantidade de calcário recomendada para a calagem.

Após essa aração faz-se uma gradagem para incorporação da segunda metade do calcário.

Cerca de 15 dias antes do plantio faz-se uma segunda gradagem, estando após essa operação o terreno em condições de receber sulcos para o transplante das mudas.

5 - CALAGEM E ADUBAÇÃO

Deve-se aplicar calcário para elevar a saturação de bases (V%) a 80%, sempre que a análise do solo indicar teor abaixo de 70%, e o teor de Mg a um mínimo de 8 mmolc/dm3.

Para a adubação orgânica recomenda-se aplicar de 40 a 60 t/ha de esterco de curral curtido, sendo que as quantidades maiores devem ser aplicadas em solos mais arenosos. Poderá seu usado outro adubo orgânico, respeitando-se a relação entre esse adubo e o esterco curral.

Para a adubação mineral recomenda-se:

a) No plantio: 60 Kg/ha de N, 300 a 800 Kg/ha de P2O5 e 150 a 300 Kg/ha de K2O e 1 a 4 Kg/ha de B, conforme análise de solo, e ainda, 30 a 60 Kg/ha de S.
b) Em Cobertura:
150 a 200 Kg/ha de N e 60 a 120 Kg/ha de K2O, parcelados em quatro vezes, aos 15, 30, 45 e 60 dias após o transplante.
c) Foliar:
Pulverizar as folhas por 3 vezes durante o ciclo, com 10 g de ácido bórico em 10 litros de água, acrescentando-se espalhante adesivo, e, aos 15 e 30 dias após o transplante, pulverizar com 5 g de molibdato de sódio ou de amônio em 10 litros de água, acrescentando-se espalhante adesivo.

6 - PLANTIO

Na produção comercial, deve-se proceder primeiramente à formação de mudas, sendo para tanto confeccionadas sementeiras, através da construção de canteiros de semeadura, com largura aproximada de 1,0 m e comprimento variável. Procede-se a semeadura em sulcos com 0,01 m de profundidade e distanciados 0,10 m, gastando-se cerca de 2 a 3 g de sementes por metro quadrado de canteiro. Ou ainda, as mudas são produzidas em bandejas de polietileno expandido, sob ambiente protegido.

O transplante das mudas é feito quando as mesmas atingirem 0,10 a 0,15 m de altura e possuírem 4 a 5 folhas.

As mudas são plantadas em sulcos previamente abertos, no espaçamento de 1,00 x 0,50 mm a 0,80 x 0,50 m, para os cultivares de maior desenvolvimento, como Teresópolis e outras, e de 0,80 x 0,40 metros para os cultivares de desenvolvimento menor, como Piracicaba Precoce e Santa Eliza. Os híbridos exigem espaçamento de 1,00 x 0,50 m.

A época do plantio para as variedades de inverno nas regiões de Planalto, é de fevereiro a março, e nas regiões serranas de janeiro a março.

Para as variedades de verão, no planalto: outubro a janeiro.

7 - TRATOS CULTURAIS

Devem-se efetuar as adubações em cobertura e foliar recomendadas no item "Calagem e Adubação".

Devem-se também efetuar as irrigações necessárias e providenciar a eliminação do mato que por acaso se desenvolva junto com a cultura.

8 - COLHEITA

A colheita é feita quando as "cabeças" das plantas, ou seja, suas inflorescências se apresentarem bem desenvolvidas, compactas e sem manchas. Quando "passar" do ponto de colheita, a "cabeça" se apresenta dividida e perde o valor comercial. A colheita é realizada através do corte as "cabeças" juntamente com algumas folhas para proteção do produto.

O início da colheita depende da variedade e varia entre 100 a 140 dias após a semeadura.

9 - BENEFÍCIO E ARMAZENAMENTO

As "cabeças" colhidas são colocadas em engradados ou caixas grandes e posteriormente transportadas para um galpão onde serão classificadas em tamanho e depois embaladas.

As embalagens utilizadas são as mais diversas, desde sacos telados até cestos, jacás e caixas de madeira.

Nas embalagens, as "cabeças" permanecem com as folhas, de modo a conferirem certa proteção ao produto.

O armazenamento deve ser feito por pouco tempo e em locais frescos.

10 - COMERCIALIZAÇÃO

A comercialização normalmente é feita junto às Centrais de Abastecimento, com o produtor levando o seu produto até esse local. Entretanto, em várias regiões existe o intermediário que coleta o produto da roça, de vários produtores, e se encarrega de entregá-lo junto à Central de Abastecimento.

O produtor pode também comercializar a sua produção diretamente com os supermercados ou a rede varejista, desde que disponha de meios para fazê-lo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Boletim Técnico 200, IAC, Campinas, 1995
CAMARGO, L.S. As hortaliças e seu cultivo. Campinas, Fundação Cargill, 1992
FIGUEIRA, R.A.F. Manual de olericultura. São Paulo, Ceres, 1982.
MAKISHIMA, N. Produção de hortaliças em pequena escala. Brasília, EMBRAPA/CNPH, 1983. 23p. (Instruções Técnicas, 6).

Fonte: www.cati.sp.gov.br

Couve-Flor

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Técnica certa

Pequenas dicas podem incrementar significativamente a produção da olerícola.

Veja como produzir couve-flor, desde o preparo do solo e a formação de mudas até a colheita, não esquecendo da adubação e controle de pragas, doenças e ervas daninhas.

A divulgação dos benefícios das hortaliças à saúde gera novas pesquisas sobre as vantagens que os compostos bioativos trazem à saúde das pessoas. Setenta por cento dos consumidores americanos já sabem e concordam que as hortaliças contêm componentes ativos que reduzem o risco de doenças e prolongam a expectativa e a qualidade de vida.

A couve-flor é uma olerícola que, como o brócolos e o repolho, pertence à família das crucíferas. Estes vegetais sempre tiveram destaque.

A couve-flor é considerada um alimento funcional, não só pela sua função reguladora do trânsito intestinal, como pela grande quantidade de fibras, sais minerais, de cálcio, potássio, enxofre, sódio, fósforo, magnésio e ferro.

Além disso, é rica em vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Por esses motivos, a couve-flor tem sido mais procurada pelos consumidores, fazendo com que as indústrias aumentem suas áreas de produção e manufatura.

Na cultura, observe-se que a espécie é sensível ao clima e tratos culturais. Tem exigências termoclimáticas específicas e manejo diferenciado. Por esta razão recomendamos aos produtores, principalmente aos do híbrido Silver Streak, da Asgrow, os seguintes passos para o êxito de seu cultivo.

Escolha da cultivar

O setor mais exigente é a indústria, que busca materiais com alta qualidade agronômica, de processamento e, ao mesmo tempo, organolépticas, que dizem respeito à textura, firmeza e sabor do produto final.

Em relação às exigências termoclimáticas pode se dividir em três grupos:

Precoces de verão: Não precisam de frio e resistem ao calor. A temperatura ideal para a formação de cabeça situa-se em torno dos 20 a 25°C, mas suportam temperaturas superiores aos 30°C, sem distúrbios fisiológicos.
Frio moderado:
Adaptam-se aos cultivos para colheita em meia-estação, que necessitam de frio suave a moderado de 15 a 20°C para formar as cabeças. Temperaturas acima de 28 a 30°C induzem a excesso de crescimento vegetativo e à formação de cabeças pequenas, de coloração vermelha e com pelos, imprestáveis para comercialização.
Exigentes em frio:
São tardias, de grande vigor e muito exigentes em frio. Sua faixa ideal para formar a cabeça fica em torno de 5 a 10°C. Quando submetidas a temperaturas altas tornam-se improdutivas ou acéfalas.

Produtores que não observaram as características dos materiais que plantam têm sido mal sucedidos. É aconselhável observar a época de plantio, estreitamente relacionada com as características termoclimáticas da cultivar.

A indústria concentra seus plantios de janeiro a junho, quando a temperatura é moderada e se obtém o máximo de qualidade da matéria-prima.

Local de produção

A couve-flor requer solos trabalhados, adubados, bem estercados, profundos e bem drenados. É bom notar que a espécie, diferente do repolho e do brócolos, não tolera solos ácidos e é mais exigente em nutrientes. Por isso, recomenda-se escolher os locais para a produção.

Preparo do solo

A análise de solo é fundamental e deve ser providenciada com três meses de antecedência. Depois, sugere-se uma aração profunda para incorporação dos restos culturais e metade da dosagem do calcário recomendado. Uma gradagem deve ser feita dias depois para a colocação da segunda metade do calcário. Uma semana antes do transplante, recomenda-se uma segunda gradagem perpendicular à anterior e, posteriormente, a formação dos canteiros.

A couve-flor é a espécie olerícola mais exigente em cálcio e jamais se deve esquecer a prática da calagem, de modo a elevar-se o pH para 6,0 a 6,8 e a saturação de bases a 85%. O pH elevado tem por finalidade atender suas exigências em cálcio e magnésio, bem como prevenir a incidência de Hérnia.

Matéria orgânica

Além de contribuir para a melhor estrutura física do solo, aspecto fundamental para que as raízes cheguem a 1 metro de profundidade, o esterco fornece o nitrogênio essencial para a formação das plantas e os micronutrientes, especialmente o B, Mo e Zn, importantes para a cultura.

Diferentemente de outras hortaliças, a couve-flor agradece doses maiores de esterco, normalmente curtido e estabilizado. Porém, não se deve passar de 5t de esterco de galinha ou 20t de esterco de gado.

Formação de mudas

A maioria dos produtores utiliza bandejas para a produção de mudas. Elas devem crescer em substratos ricos em fósforo e balanceados na proporção de uma parte de nitrogênio para uma parte de potássio, de modo que as plântulas nasçam fortes e vigorosas.

A temperatura ideal dentro das estufas deve oscilar entre os 20 e 25° C. O transplante ocorre quando as mudas tiverem 5 a 6 folhas definitivas ou 10 a 12 cm. Não recomendamos o uso de mudas passadas, estressadas ou fora do padrão.

A complementação foliar de micronutrientes na fase de muda é indispensável e, por isto, devemos fazê-la em relação ao B e Mo. Para o plantio de Silver Streak sugerimos que os produtores façam duas aplicações de molibdato de sódio, a 2 ou 3 g por litro de água, aos 13 e 20 dias da sementeira. Já em relação ao boro recomendamos outras duas aplicações aos 15 e 25 dias na base de um grama por litro de água também.

Espaçamento das plantas

A couve-flor possui plantas grandes. Por isso considere-se um espaçamento mais largo entre plantas, de 0,45m a 0,50m entre elas e 0,80m a 0,90m entre ruas, quando a finalidade é a produção para mercado "in natura"; ou 0,45m entre plantas em linhas duplas de 0,80m entre si, sobre canteiros que geralmente têm 1,10m de largura, sempre que o plantio for debaixo do pivô central, para processamento.

Desta maneira, a densidade de plantas não deverá ser superior a 20 mil ou 25 mil unidades por ha. No caso de os produtores usarem híbridos precoces, a vantagem é o maior adensamento populacional, que permitirá chegar a 30 mil ou 35 mil plantas por ha, com um incremento na produção, principalmente no cultivo em pivô central.

Adubação química

Os produtores devem almejar couves-flores grandes, pois o tamanho é proporcional ao peso das cabeças. A produtividade e a qualidade do produto final dependerão, fundamentalmente, da adubação.

Dependendo da quantidade do esterco e do resultado da análise de solo, sugere-se o cálculo do nitrogênio a ser colocado durante o plantio. Considerando-se uma fertilidade mediana, recomendamos de 180 a 200 kg de N; 350 kg de P205 e 300 kg de K20, durante o ciclo.

Como o Ca é um dos macronutrientes mais importantes nesta cultura, sugerimos que os produtores utilizem fórmulas balanceadas com Nitrato de Cálcio e Nitrato de Amônio como fonte de N. Para a adubação de plantio, sugerimos adubos balanceados na proporção de 1N:4P:2K (Ex: 4-14-8) na base de 2.500 kg por ha.

É fundamental fazer a primeira cobertura 15 dias após o transplante, com adubos na proporção de 1N:0P:1K (Ex: 12-00-12+Ca) na quantidade de 400 a 500 kg por ha.

A segunda cobertura é efetuada 20 dias após a primeira, com adubos na proporção de 1N:0P:3K (Ex: 10-00-30-+Ca) na razão de mais 500 kg por ha.

A falta do suprimento de Ca, nas quantidades adequadas para esta cultura, poderá acarretar a diminuição da qualidade, a menor conservação pós-colheita ou a perda efetiva da produção. Em relação às deficiências de B e Mo, elas geralmente ocorrem em solos pobres de matéria orgânica ou em lavouras sem a devida adubação orgânica.

Contudo, como prevenção, aconselhamos os produtores a aplicarem de 20 a 40 kg de Bórax por ha por ocasião do plantio, mais as aplicações de Molibdato de sódio na fase de mudas.

Controle de ervas daninhas

O controle de ervas daninhas deve ser feito por meios mecânicos e complementados manualmente durante o crescimento vegetativo da cultura.

Para cultivos de áreas maiores, os produtores poderão recorrer a herbicidas; são mais comuns os seguintes: Trifluralina - geralmente usado em pré-plantio incorporado; Oxyfluorfen - pré-plantio; Alaclor ou Propachlor - pós-emergência depois do transplante; Sethoxydim (Poast ou similares) - Pós-emergente para controle de ervas de folhas finas.

O uso de Oxyfluorfen (Goal), tem sido cada vez mais adotado, pelo seu controle efetivo para ervas de folhas largas. Para a obtenção de melhores resultados com este herbicida, sugerimos a dose de 1,5 l a 2 l por ha; é necessária uma rega boa pela manhã, com aplicação à tarde e regas posteriores diárias por, pelo menos, três dias consecutivos até que se proceda à operação de transplante.

Estes herbicidas, entretanto, só podem ser usados quando tiverem registro para couve-flor.

Manejo de água

A cultura exige um crescimento amplo e contínuo, principalmente nos primeiros 2/3 do ciclo. Assim, o fornecimento adequado de água é um dos segredos para o êxito na produção. De 20 a 25 mm de água por semana é o ideal. Qualquer déficit hídrico poderá comprometer o resultado final.

No caso da Silver Streak, aconselhamos redução na irrigação por aspersão ao mínimo tão logo as cabeças cheguem à fase intermediária de crescimento.

Preserva-se assim sua integridade e conservação após colheita.

Pragas e doenças

Este tópico é muito importante no manejo de couve-flor. Para os produtores que desconhecem esta técnica, recomendamos que recorram a um engenheiro agrônomo especializado para a recomendação dos melhores métodos de controle das pragas e doenças.

Chamamos especial atenção para o controle de pulgão, trips e mosca branca no início da cultura e traça ou lagartas por ocasião da formação das cabeças.

Ponto de colheita

Diferentes mercados exigem tamanhos específicos de cabeça. Por isso, o ponto de colheita é fundamental e determina efetivamente a qualidade do produto final.

Lembramos a todos que conforme o nome da espécie, o produto em questão é uma flor, altamente perecível e suscetível a qualquer dano provocado pelo excesso de sol, excesso de água, etc.

A maioria dos consumidores e processadores valoriza mais as cabeças de coloração branca muito clara. A prática que muitos agricultores usam para potencializar a coloração do produto final é o fechamento das folhas externas dos pés, tão logo as cabeças iniciem o seu crescimento, com elásticos, ou pequenos espetos de bambu que funcionam como presilhas. Seguindo todas estas recomendações técnicas, estamos certos de que a maioria dos produtores terá êxito com o plantio.

Carlos Alberto Tavares

Fonte: www.grupocultivar.com.br

Couve-Flor

Couve-Flor
Couve-Flor

A couve-flor possui quantidade apreciável de sais minerais importantes que atuam na formação dos ossos, dentes e sangue e, entre eles, estão o Cálcio, Fósforo e o Ferro. Além disso, apresenta vitaminas do Complexo B (B2 e B5) que tem por funções evitar problemas de pele, do aparelho digestivo, são essenciais ao crescimento e evitam a queda dos cabelos.

Alimento protetor muito rico em vitamina A, a couve-flor é recomendada nos casos de desnutrição, debilidade geral e convalescença. Suas folhas verdes são muito eficazes no combate às anemias. Vegetal de fácil digestão, neutralizante da acidez estomacal, é indicada também contra a prisão de ventre.

A couve-flor de boa qualidade deve ter folhas externas em bom estado, talos firmes e brilhantes, ser uniforme e sem intervalos. Para prepará-la, leve ao fogo em água fervente e cozinhe em panela tampada.

A couve-flor em geladeira conserva-se por 7 a 10 dias.

Seu período de safra é de agosto a outubro.

Cem gramas de couve-flor fornecem 33 calorias.

Fonte: www.vitaminasecia.hpg.ig.com.br

Couve-Flor

Couve-Flor
Couve-Flor

A couve-flor é um vegetal crucífero, como tal está na mesma unidade familiar dos bróculos, couve de bruxelas e repolho.

Têm uma cabeça compacta (chamada de “coalhada”), com uma média de 15 cm de diâmetro, e composto por “botões” florais subdesenvolvidas.

As flores estão associadas a um caule central, que quando divididas e separadas em gomos, aparenta ser uma árvore pequenina, facto este que agrada a muitas crianças.

A rodear a couve flor existem folhas grossas que a protege da luz solar, impedindo o desenvolvimento de clorofila. Enquanto este processo contribua para a coloração branca da maioria das variedades, a couve flor também pode ser encontrada em cor verde e roxo. Entre estas, as folhas e floretes são mais pequenos, e as folhas são tenras e comestíveis.

A couve flor crua tem uma textura esponjosa, embora firme, e um ligeiro sabor sulfuroso e amargo.

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

Couve-Flor

Nome Científico: Brassica oleracea var. botrytis L.

Nome Comum: Couve-flor.

Nomes Populares: Couve-flor.

Família: Brassicaceae.

Couve-Flor
Couve-Flor

Origem/História

Com a sua origem provável no Mediterrâneo Oriental, este tipo de couve, já sob forma bem diferenciada, foi cultivada na Turquia e no Egipto pelo menos há 1500 a 2000 anos. A distinção entre a couve-flor e os brócolos não foi clara, durante muitos séculos, sendo feita a primeira descrição inequívoca da couve-flor no séc. XVI.

Couve-Flor
Couve-Flor

DESCRIÇÃO

A Couve-flor é uma planta herbácea, bienal, com sistema radicular superficial, com caule curto e grosso, de cor verde-claro a escuro. As folhas são inteiras ou ligeiramente fendidas, oblongas e elípticas. Os pecíolos são por vezes achatados .

A couve-flor é uma espécie alogâmica, com polinização entemófila.

SEMENTEIRA

Em estufa ou estufim, entre Março e Abril ou no local definitivo entre Maio e Julho.

CRESCIMENTO

Médio/lento

TRANSPLANTAÇÃO

Entre Abril e Agosto, ou quando as plantas apresentam entre 3 a 5 folhas verdadeiras. Espaçamento de cerca de 30 cm entre plantas.

LUZ

Tolera condições de baixa luminosidade.

TEMPERATURA

Elemento preponderante no desenvolvimento, qualidade e produtividade da couve-flor. Tolera mal temperaturas elevadas.

HUMIDADE

Prefere humidade relativa elevada.

SOLOS

As exigências das couves-flor no que respeita ao solo, não diferem muito das exigências de outras brássicas. Preferem solos soltos, bem drenados e ricos em húmus. O pH do solo deve situar-se entre os valores 6,0 e 7,0.

REGA

Exigente em água, sendo a fase de desenvolvimento da cabeça aquela em que o stress hidríco mais prejudica a produtividade da cultura.

ADUBAÇÃO

As couves-flor são uma cultura exigente em fertilizantes, especialmente em azoto e potássio.

Reagem bem à fertilização orgânica embora esta não seja suficiente para satisfazer as necessidades da couve-flor sendo por isso, necessário fazer uma adubação de fundo.

PRAGAS E DOENÇAS

Afídeos, alfinete, áltica, falsa potra, lagartas, mosca da couve, mosca branca da couve, nóctuas, traça da couve, tripes, nemátodes, míldio das crucíferas, pé negro, alternariose, podridão cinzenta, ferrugem branca, potra.

MULTIPLICAÇÃO

Semente.

COLHEITA

A colheita das couves-flor deve ser feita quando as cabeças estão compactas e firmes, não se devendo adiar a colheita, pois dá-se uma rápida perda de qualidade após o corte.

Fonte: www.cm-guimaraes.pt

Couve-Flor

Couve-Flor
Couve-Flor

Além do seu aspecto agradável, a couve-flor possui importante valor nutritivo, contendo cálcio, fósforo, ferro e vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Fornece poucas calorias, muitas fibras e é uma boa fonte de ácido fólico e potássio.

A couve-flor é da família da Brassicaceae, que chamamos de brássicas. Estes vegetais são ricos em compostos enxofrados que auxiliam o fígado na eliminação de compostos tóxicos como metais pesados e corantes. Caso estes compostos químicos não sejam eliminados podem originar doenças pois tendem a se acumular em nosso corpo.

A couve-flor pode ser consumida crua ou para conservar pelo menos parte de suas propriedades nutricionais, cozinha-se da seguinte maneira: após a água entrar em ebulição, introduz-se a couve-flor e tampa-se a panela; deixar cozinhar durante 5 a 8 minutos; adicionar sal no fim do cozimento porque, durante a fervura, pode afetar o aproveitamento de boa parte das vitaminas. As folhas são ricas em cálcio e fibras podendo ser aproveitadas em saladas, sucos e refogados.

Composição Nutricional em 100 g

Calorias: 30 cal
Vitamina A: 18,5 RE
Vitamina C: 72,00 mg
Potássio: 222 mg
Cálcio: 123mg
Fósforo: 61 mg

Fonte: www.maribel.com.br

Couve-Flor

Couve-Flor
Couve-Flor

Alguns historiadores acreditam que a couve-flor é cultivada no Oriente Médio desde a Antiguidade e que a partir do século XII sua cultura começou a se expandir para outras partes do mundo.

A couve-flor é rica em nutrientes, especialmente vitamina C e folato. Uma xícara contém mais do que a RDA (Ingestão Dietética Recomendada) de vitamina C, um terço da RDA de folato e boas quantidades de potássio e vitamina B6. Contém, ainda, bioflavonóides, indóis e outras substâncias químicas, que protegem contra o câncer.

Nutritiva, rica em fibras e pobre em calorias (25 calorias por xícara), a couve-flor é a refeição ideal para quem se preocupa com o peso. Crua possui mais folato do que cozida (80% da vitamina B é perdida no cozimento).

Para reter o sabor e reduzir a perda de nutrientes, cozinhe a couve-flor no vapor ou ferva rapidamente. Cozida demais, ela fica mole e libera compostos sulfurosos, ganhando odor desagrdável e sabor amargo.

Cozinhar couve-flor em panela sem tampa ajuda a dispensar estes compostos.

Outra dica é não cozinhar a couve-flor em panelas de alumínio ou ferro para evitar que perca a cor.

Ao comprar couve-flor, escolha a que estiver firme, compacta. Se estiver fresca, suas folhas estarão tenras e verdes com as flores bem brancas.

Valor Nutricional – Couve-flor

  100 g crua Porção 1 xícara (chá)
cozida (105 g)
Calorias 24,0 kcal 25,3 kcal
Proteínas 1,98 g 1,96 g
Carboidratos 4,92 g 4,85 g
Gorduras 0,18 g 0,19 g

Fonte: www.soreceitasculinarias.com

Couve-Flor

Couve-Flor
Couve-Flor

Dados históricos mostram que a couve-flor já era muito usada no Oriente Médio desde a Antiguidade.

Foi a partir desta região, que o alimento começou a se tornar conhecido e acabou sendo levado para a Europa por viajantes que faziam viagens comerciais.

No século XII, a couve-flor caiu no gosto dos chefes de cozinha da nobreza e acabou se popularizando por todos os países do mundo.

Este vegetal é uma excelente fonte de vitamina C e vitamina B6,possui grandes quantidades de folato e potássio, além de ter muitas fibras em sua composição. É um excelente alimento para quem está precisando diminuir o consumo de calorias.

Uma xícara de couve-flor possui apenas 25 kcal.

Ainda tem elementos como bioflavonóides e outras substâncias químicas, que podem gerar uma proteção auxiliar contra o desenvolvimento do câncer.

Também pode ajudar na regularização das funções intestinais, se comida crua.

A couve-flor, pode nesse caso neutralizar a acidez estomacal, aliviar a prisão de ventre e auxiliar na construção dos dentes e ossos, aumentando a capacidade do sistema imunológico de resistir às infecções.

Para manter o sabor e diminuir a perda de nutrientes durante o preparo, cozinhe a couve-flor no vapor ou ferva rapidamente. Cozida demais, ela fica mole e libera compostos sulfurosos, ganhando um cheiro desagradável e sabor amargo.

Para eliminar este problema, a couve-flor deve ser preparada em panela sem tampa.

Outra dica é não cozinhar a couve-flor em panelas de alumínio ou ferro para evitar que perca a cor.

Ao comprar couve-flor, escolha a que estiver firme. Caso as folhas estejam tenras e verdes com as flores bem brancas é sinal que ela está fresca e no ponto ideal para ser consumida.

Marco de Cardoso

Fonte: www.sitemedico.com.br

Couve-Flor

Couve-Flor
Couve-Flor

A couve-flor é uma hortaliça herbácea delicada, tenra, rica em sais de ferro e em vitaminas B1, G, A e C.

A couve-flor é plantada em todas as partes do mundo. No Brasil, é mais cultivada em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Em São Paulo, na zona das serras e nas regiões mais frescas do planalto, há excelentes condições climáticas para a produção da couve-flor.

Apresentam essas condições, os municípios próximos à Capital, o Sul do Estado e as Serras da Mantiqueira e do Mar.

Solo e Clima

A couve-flor é hortaliça exigente em solo e em clima. Por ser pouco tolerante à acidez do solo, são recomendáveis as terras com pH variando de 6 a 6,8.

Desenvolve-se mal em solos de acidez elevada, porque tais solos fixam o molibdênio, e este microelemento não pode ser, por esse motivo, utilizado pela planta.

Como conseqüência, as folhas tornam-se compridas, estreitas, com a lâmina foliar reduzida, encrespada e a nervura principal saliente, correspondendo ao chamado “whiptail” (rabo de chicote). As cabeças, quando se formam são pequenas e de má aparência. Para corrigir essa deficiência, há necessidade de criteriosa calagem, com antecedência mínima de três meses da plantação, e cuidadosa aplicação desse microelemento. Alguns estudiosos não recomendam o uso do molibdato indiscriminadamente, mas apenas quando os distúrbios característicos de sua deficiência tenham sido constatados no local do plantio. Em condições ambientais desfavoráveis, como mau preparo do solo, ventos continuados, geadas, períodos de seca, logo após o plantio, contribuem para a ação sintomática de deficiência de molibdênio.

Outros autores Brandenburg e Buhl, informam que, cm terrenos com deficiência ..e molibdênio, a calagem reduz ós sintomas, mas não os elimina completamente, e recomendam a aplicação de molibdênio de sódio ao solo.

Segundo Malavolta, sintomas típicos de deficiência de molibdênio foram encontrados em couve-flor cultivadas em solos turfosos ácidos, nos ar­redores da Capital paulista. Ainda esse autor escreve que existe, no mercado da Austrália e da Nova Zelândia, o “Superfosfato molibdenizado”, que contém 1 Kg de molibdato de sódio por tonelada.

Entretanto, são pouco freqüentes, no Estado de São Paulo, plantações de couve-flor com sintomas de deficiência de molibdênio.

A deficiência de boro é, porém, comumente encontrada em nossas culturas da família das Crucíferas, seja em couve-flor, seja em brócolos, repolho, rabanete, nabo, mostarda e couve-chinesa.

Os sintomas de insuficiência de boro em couve-flor e brócolos são descritos no capítulo referente à adubação.

Devem-se escolher, para a cultura de couve-flor, solos com fraca aci­dez, com boa fertilidade, ricos em matéria orgânica e em nitrogênio. Devem ser firmes, argilo-silicosos, pois os solos arenosos e os soltos, como os do tipo salmourão, são facilmente percolados pela água da chuva ou da irrigação, que arrasta elementos nutritivos para camadas inferiores, onde não chegam as raízes da planta.

Esses solos tem, em geral, teores baixos em matéria orgânica e nitrogênio e são muito deficientes em boro, todos de grande importância para couve-flor e brócolos. Necessitam, para boa produção, de forte e completa adubação e freqüentes irrigações.

A boa drenagem do solo é essencial para essas plantas, principalmente para a couve-flor, cujo crescimento precisa ser rápido e regular. A drenagem insuficiente, ou qualquer outro fator ambiental desfavorável pode prejudicar o crescimento da planta.

Em conseqüência, tem-se a formação de cabeças pequenas, muitas vezes associada com a deficiência de nitrogênio nos tecidos das planta, o que mostra a importância da adubação azotada para a couve-flor.

O clima propício para o desenvolvimento normal da maioria das variedades de couve-flor é temperatura fresca, sem geadas e umidade do ar relativamente alta.

Tais condições são especialmente importantes na época da colheita. Temperatura alta e forte insolação durante a formação da cabeça fazem-na crescer muito rapidamente, sem atingir bom tamanho. Surgem, ainda, defeitos na cabeça, como sua rápida divisão e aparecimento de pequeninos botões e, mesmo, de manchas avermelhadas na variedade do grupo “Bola de Neve".

Quando a temperatura está acima de 350C, com noites quentes, o rendimento da maioria das variedades de couve-flor é afetado, pois bá redução no tamanho das folhas, por conseguinte, a cabeça não será bem desenvolvida, visto existir estreita correlação entre o desenvolvimento das fólhas e a formação das cabeças. Da mesma forma, temperaturas abaixo de 16oC, com noites frias, também afetam a produção, pelo fraco desenvolvimento da planta.

Por isso, as plantações comerciais de couve-flor, no mundo, estão distribuídas em regiões onde a temperatura é fresca, ou devido à latitude ou à altitude, 6 relativamente úmida, pela proximidade de grandes massas de água.

As regiões produtoras de couve-flor, em São Paulo, apreserttarn clima bastante favorável, mas, o solo de algumas zonas tem acidez elevada, ne­cessitando de criteriosa calagem.

Há produção de couve-flor o ano todo, em São Paulo: de novembro a fevereiro, contudo, ela é bem diminuta devido às condições climáticas desfavoráveis, pois, é época de intenso calor.

Os brócolos são muito menos exigentes do que a couve-flor. Podem ser cultivados, com êxito, em muitos locais onde a couve-flor não produz sa­tisfatoriamente.

Essa maior adaptabilidade torna-se substitutos da couve-flor, onde esta não possa ser cultivada com sucesso.

A couve-flor, os brócolos, o repôlho, a couve-verde, o nabo, etc. são sujeitos ao ataque das mesmas moléstias e pragas. Por isso, não devem ser cultivados no mesmo local a não ser depois de 3 a 4 anos. Isto é, há necessidade de rotação.

A fim de obter o crescimento rápido e vigoroso das plantas, há necessidáde de que o solo seja fértil, tanto no aspecto físico, como no químico.

O esterco de curral curtido dá bons resultados, quando existe em grandes quantidades, o que é difídilmente encontrado. Há, pois, necessidade de aplicá-lo em pequenas quantidades ou substituí-lo por outros aplicados com parcimônia e completados com adubação química. Quando, nem o esterco nem a torta são encontrados, a matéria orgânica do solo deve ser aumentada pelo enterrio prévio de um adubo verde.

No viveiro ou canteiro de semeadura, é sempre aconselhável, para terras de média fertilidade, por metro quadrado, 8 a 10 dias antes de semear, empregar a seguinte adubação:

Estêrco de curral --------------------------------------------10 quilos
Adubo químico 10-10-10 --------------------------------100 gramas

O estêrco de curral pode ser substituído por 2.500 gramas de esterc de galinha, bem curtido, incorporado ao solo 25 dias antes da semeadura.

Dez a vinte dias após a germinação, regar com solução de Salitre do Chile, na base de dez gramas para dez litros de água, por metro quadrado. Decorridos quinze dias da germinação, regar com uma solução de bórax comercial, na base de 2 gramas para 10 litros de água; colocar 5 litros de solução, por metro quadrado. Para dissolver o bórax, usar um pouco de água quente e completar o volume com água à temperatura normal.

O canteiro de semeadura não deve estar sujeito à inundação. Protegê-lo de chuvas excessivas e continuadas após a semeadura e antes da germinação porque, com excesso de umidade, apodrecem as sementes. Proteger do sol forte as plantas recém-nascidas, até adquirirem duas fõlhas definitivas.

Colocar 2 gramas de sementes por metro quadrado, se possuírem mais de 80% de poder germinativo, cm linhas espaçadas dc 15 centímetros. Desbastar, se as plantas ficarem muito juntas, 10 a 15 dias após a germinação, deixando o espaçamento de 4 a 6 milímetros entre elas. As plantas desbastadas podem ser plantadas em outro canteiro, com espaçamento de 10 centímetros, para posterior transplante no local definitivo, mas isso contribui para atrasar o desenvolvimento da planta.

Para formular boa adubação, é necessário que seja analisada a amostra do solo, convenientemente retirada e preenchido um questionário, no qual sffo fornecidas informações úteis sobre o terreno. Tal análise 6 feita pelo Instituto Agronômico de Campinas, que também fornece o questionário.

Entretanto, para terras de média fertilidade, tratando-se da couve-flor “Campinas” e das de ciclo igual, por cova, a adubação deve ser:

Esterco de curral ------------------------------------ 3 quilos
Adubo quimico 10-10-l0 ------------------------ l00 grama

O Salitre é aplicado em cobertura, a metade 15 dias após, o transplante e a outra metade quando a planta estiver bem desenvolvida, pouco antes do início da formação da cabeça; os demais adubos serão aplicados 8 a 10 dias antes do transplante. Para a variedade “Terezópolis-Tardia” e outras de ciclo aproximado, acrescentar 20% a essa adubação; para a variedade “Early Benares” e outras precoces coom ela, diminuir 20%.

Os brócolos “Ramosos” e “Jundiaí”, devem receber a mesma adubação dada para a couve-flor “Campinas”.

O esterco de curral poderá ser substituído pela torta de mamona previamente fermentada ou, então, aplicada um mês antes da plantação. Assim terá tempo de se decompor. A quantidade deverá ser equivalente a um décimo do peso recomendado para o esterco. Poderá, ainda, ser substituído pelo esterco de galinha fermentado, em dose correspondente a um terço ou, mesmo, um quarto da recomendada para o esterco de curral, dependendo da sua pureza.

Quando se plantam couve-flor e brócolos em época chuvosa e, especialmente, em terras soltas, é comum aparecer deficiência de boro que conduz à formação de: cabeças defeituosas, mal formadas, ôcas e com manchas castanhas, na couve-flor; brotações fracas, ôcas, com botões soltos e que amarelecem rapidamente, nos brócolos. Em ambas as plantas, as folhas são quebradiças, tortas e mal formadas.

Na variedade de verão “Early Benares”, cultivada em época chuvosa, é mais coniüm a falta de boro.

Para terras de média consistência e de acidez fraca, recomendam-se para couve-flor e brócolos, duas pulverizações nas folhas, com solução de 9 gramas de bórax comercial, para 10 litros de água, mais de 5 c.c. de espalhante adesivo, porque as folhas dessas plantas é de difícil adesividade. O bórax comercial pode ser substituído por 6 gramas de ácido bórico para a mesma quantidade de água e adesivo. Como o bórax e o ácido bórico dificilmente se dissolvem em água fria, fazer primeiro um mingau em água bem quente e depois completar o volume.

Desaconselha-se a aplicação de bórax ao solo, por não ser de fácil distribuição homogênea e porque seus resíduos poderão prejudicar outras culturas sensíveis a esse microelemento. A incorporação de bórax aos adubos, só é bem feita pelos fabricantes de misturas que possuem máquinas apropriadas.

Para os solos ácidos, e somente onde já foram observados sintomas de deficiência de molibdênio em couve-flor, além de calagem (de acordo com a análise química do solo), juntar ao solo do canteiro de semeadura, com os demais adubos, 400 miligramas de mobildato de sódio, por metro quadrado.

É preciso cuidado na aplicação de sais do boro ou molibdênio, por que, quando em excesso, são tóxicos e prejudiciais para as plantas.

Colheta e Embalagem

As cabeças de couve-flor, na Europa e nos Estados Unidos, devem ser brancas para serem comerciáveis. Entre nós, o comércio aceita, tanto essas ëabeças, quanto as de cor creme-claro, desde que bem desenvolvidas, compactas, bem convexas e sem manchas marrons, por deficiência de boro ou avermelhadas pela ação do sol. Quando a cabeça passa do ponto de colheita, fica dividida e perde o valor comercial.

A couve-flor é vendida pela sua aparência, por dúzia, no atacado e por unidade, no varejo. Por issó, é muito importante para o lavrador produzir belas cabeças, para alcançar bons preços. Cabeças manchadas o mal formadas não tem qualquer valor comercial.

Quando se quiser produzir cabeças brancas, logo que elas estejam crescendo e tornando-se expostas ao sol, reunir-se as folhas sobre as cabeças e amarrá-las com um barbante ou taboa ou coisa semelhante, para protegê-las do sol. Como as plantas não têm o mesmo desenvolvimento, é necessário examinar a cabeça, cada dois ou três dias para reunir as folhas. Em cada ocasião, pode ser usado um amarrilho de cor ou tipo diferentes. Se as cabeças tinham o mesmo desenvolvimento ao serem protegidas, ao se colher a cabeça de determinado grupo colhem-se todas as demais, sem necessidade de exame de cada planta.

A variedade “Bola de Neve”, que se colhe em junho e julho, possui folhas curtas que não protegem bem as cabeças.

A variedade “Early Benares”, que se colher em março, abril e maio, época relativamente quente, fica com as fôlhas murchas nas horas da tarde expondo as cabeças ao sol. Elas adquirem, então, cor creme-claro, bem aceita em nosso mercado. Para que fiquem brancas, basta proteger as cabeças como indicado acima.

O tempo que leva para atingir o ponto da colheita, logo depois da proteção, depende da variedade e da temperatura, variando 3 a 12 dias. É mais rápido, se a temperatura é mais elevada. A variedade “Campinas”. que é colhida de fins de maio até agosto, no período fresco, e que tem, abundante folhagem para proteger bem a cabeça, dispensa a amarração de suas folhas, para colheita do produto creme bem chato.

A cabeça da couve-flor deve ser examinada diariamente, para que não seja colhida muito tarde, com perda de valor comercial, nem muito cedo, sacrificando-lhe o tamanho e o peso. Entretanto, é preferível colhê-las mais; cedo, que ligeiramente passada, porque isto prejudica o seu valor e conservação. O tamanho depende da variedade. Em geral, é considerada boa cabeça, com 15 cm. de diâmetro, convexa, sem defeitos.

Depende do lavrador a colheita no ponto exato. Para isso, deve conhecer a variedade cultivada, além da experiência que só o tempo propicia.

A colheita da couve-flor é feita; com uma grande faca afiada, como a de açougueiro, cortando-se a cabeça acompanhada de um grupo de folhas, para protegê-la na embalagem e durante o transporte.

As cabeças destacadas, podem ser levadas para um rancho espaçoso, onde são preparadas para a embalagem: cortam-se as pontas das folhas e faz-se a classificação de determinado tamanho. Em seguida, são embaladas.

Existem vários tipos de embalagem para a couve-flor. Em São Paulo a mais usada é a de sacos fortes, como os de estopa. Quando o transporte é feito para maiores distâncias, são mais recomendáveis cestos cilíndricos de taquara ou jacás, semelhantes aos usados para o repolho porque são mais firmes. Esses cestos tem cerca de 75 cm. de altura e 35 cm. de diâmetro na boca; caixas de tomate ou de laranjas podem ser usadas para transporte à curta distância. Nos Estados Unidos, costumam-se empregar caixas de madeira bem ventiladas, onde as cabeças são arrumadas em uma única camada e com as folhas voltadas para cima, cortadas pouco acima da cabeça, ficando o pecíolo com restos do limbo para sua proteção.

Fonte: www.criareplantar.com.br

Couve-Flor

Nome científico: Brassica oleracea variedade botrytis
Família: Brassicáceas (sinônimo – Crucíferas)
Nome comum: couve-flor, cauliflower (inglês)
Origem: Costa do Mediterrâneo, Ásia Menor e Costa Ocidental Européia

Couve-Flor
Couve-Flor

Descrição e característica da planta

A couve-flor é uma planta herbácea, anual, de 30 a 60 centímetros de altura, folhas grandes, alongadas, bordas não recortadas, coloração verde-acinzentada, cobertas por fina camada de cera. Depois que as plantas se desenvolvem bem e formam muitas folhas, elas emitem uma inflorescência na parte central, pequena no início e depois se desenvolve rapidamente, chegando a 1 a 2 quilos de peso. O tamanho é influenciado diretamente pelo vigor das plantas, em conseqüência da fertilidade do solo, das condições climáticas e de variedades ou híbridos. A inflorescência compacta de cor branca a creme, conhecida como “cabeça”, é a parte comestível. Para a produção da inflorescência, existem variedades que necessitam baixa temperatura, são as variedades de couves-flores de inverno, e outras, já selecionadas geneticamente para produzirem em condições de clima ameno a quente, são as de verão.

Variedades e híbridos de inverno

Bola de neve, Serrano, Shiromaru III, Silver Streak, Snowball, Suprimax, Teresópolis Gigante e Teresópolis Precoce.

Variedades e híbridos de verão

Jaraguá, Miyai, Mogiana Super, Mont Blanc, Piracicaba Precoce, Sabrina, Santa Elisa 2, Shiromaru I, Shiromaru II, Verona e Vitória. Portanto, antes do plantio, é importante selecionar variedades ou híbridos adequados para a época. Se a escolha for equivocada, por exemplo, uma variedade de inverno para plantio no verão, as plantas florescem ainda pequenas e produzem cabeças pequenas, sem valor comercial, ou nem florescem. Se a cabeça não for colhida a tempo, ela pode apodrecer ou se tornar frouxa e formar vários longos pendões, onde serão produzidas as flores verdadeiras.

A polinização é feita principalmente pelas abelhas e é cruzada, porque é parcialmente autoincompatível. Plantas que necessitam de pólen de outras plantas, para que ocorra a fecundação, são conhecidas como alógamas. Os frutos têm o formato de uma vagem cilíndrica, conhecidos como síliquas, e contém de 2 a 5 sementes, arredondadas, de cor marrom-escura.

As plantas se desenvolvem bem e formam a inflorescência, a “cabeça”, de bom tamanho, em clima adequado para cada variedade ou híbrido, solos profundos, não sujeitos a encharcamento, ricos em matéria orgânica, férteis e boa disponibilidade de água durante todo o seu desenvolvimento.

Na adubação, verificar o teor de boro e molibdênio nos resultados da análise do solo, porque a couve-flor é uma planta muito exigente desses elementos. A propagação é feita por sementes e as mudas são produzidas em viveiros e depois transplantadas ao campo. O ciclo, da semeadura à colheita, varia de 80 a 130 dias em função de variedades ou híbridos e da época do ano.

Produção e produtividade

A produtividade varia muito, está na faixa de 8 a 30 toneladas por hectare. Um hectare corresponde a uma área de 10.000 metros quadrados.

Os estados brasileiros que mais produzem couve-flor são: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Utilidade

A couve-flor é consumida refogada, cozida, suflê, saladas e conservas.

Calorias da Couve Flor

Cada 100 gramas de couve flor crua contém 30 calorias.
Cada 100 gramas de couve flor cozida contém 32 calorias.

Fonte: globoruraltv.globo.com

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