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Couve

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As couves eram usadas como alimentos já na época greco-romana. Os gregos além de apreciá-las como alimento, descobriram suas propriedades medicinais. Há algumas décadas, descobriu-se que a couve tem ação anti-câncer e outras propriedades medicinais.

Atualmente, a couve comum ou couve-manteiga (Brassica oleracea) é uma das hortaliças mais populares na região centro-sul do Brasil.
Informações Nutricionais

A couve destaca-se entre as demais hortaliças pelos teores das vitaminas A1 (retinol) e B2 (riboflavina), e dos minerais cálcio e ferro.

100 g contêm, em média:

Macrocomponentes Glicídios (g) 4
Proteínas (g) 1
Lipídios (g) 0
Fibras alimentares (g) 1
Vitaminas Vitamina A1 (mg) 750
Vitamina B1 (mg) 96
Vitamina B2 (mg) 247
Vitamina B3 (mg) 0
Vitamina C (mg) 108
Minerais Sódio (mg) 244
Potássio (mg) 358
Cálcio (mg) 330
Fósforo (mg) 66
Ferro (mg) 2
Conteúdo energético (kcal) 24

Como Comprar

Verifique se as folhas estão bem verdes e sem marcas de picadas de insetos. Folhas amarelas indicam que a couve está velha.

Como Conservar

Conserva-se em saco plástico transparente na parte inferior da geladeira por cinco dias.

Como Consumir

As folhas podem ser consumidas cruas, em saladas. Pode-se também ser cozidas (a forma ideal é o cozimento à vapor, para se evitar a perda das propriedades medicinais). O suco da couve também é muito apreciado.

Fonte: www.ceasacampinas.com.br

Couve

Couve

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As couves, devido ao seu alto e valioso valor nutricional são um dos principais legumes utilizados na medicina tradicional desde a antiguidade.

Julga-se mesmo que na antiguidade em algumas civilizações as couves eram utilizadas somente com o fim medicinal e não gastronómico.Nas antigas civilizações da Grécia e Roma costumava-se comer couve antes de uma refeição farta, ou simplesmente para prevenir doenças do estômago ou uma indisposição.

  No Egipto costumava ser uma prática comum ingerir algumas folhas de Couve em vinagre antes de um grande banquete ou festa, esta prática tinha como fim prevenir uma eventual ressaca. Mas é mais tarde, no final da idade média, após este vegetal ter ganhado uma grande popularidade entre os povos Europeus, que surge o termo “médico do povo” associado à couve. A couve era utilizada para a cura das mais diversas enfermidades, e havia ainda a ideia de se comer couve diariamente evitaria o aparecimento de doenças.

  Algumas destas práticas sobreviveram ao passar dos milénios e ainda são hoje em dia utilizadas por muita gente. Porém os povos da antiguidade não estavam de todo errados quanto às propriedades da couve. Estudos e investigação nesta área têm revelado que a utilização das couves para a cura e prevenção de certas enfermidades é realmente eficaz devido à sua composição nutricional e por ser um anti-inflamatório, antibiótico e anti-irritante natural.

Nos dias de hoje a couve ainda é utilizada com alguma regularidade nas seguintes situações:

Evitar ressacas (deve-se consumir couve com vinagre antes de se ingerir álcool, alguns países inclusive utilizam a couve como aperitivo em bares.);

Aliviar a prisão de ventre (para aliviar a prisão de ventre deve-se consumir pratos com couve cozida.);

Evitar má disposição (deve-se consumir algumas folhas de couve crua ou cozida antes de uma refeição pesada.);

Curar e aliviar a dor de úlceras gástricas (a receita tradicional para as úlceras é a de 1L de sumo de couve durante 8 dias. Contudo esta prática não deve ultrapassar os 8 dias, nem deve ser mais de um litro pois este sumo pode inibir o organismo de absorver o ferro e consequentemente criar uma anemia.);

Cortes e feridas (para uma cicatrização rápida deverá aplicar-se uma folha de couve fresca sobre a ferida.);

Dores, inchaço e feridas no peito devido à amamentação (em caso de uma amamentação dolorosa, para aliviar a dor e o inchaço, deve-se abrir ao meio os caules e os veios das folhas e aplicar sobre a zona afectada.);

Prevenir e curar constipações e gripes (a couve é por excelência uma fonte de vitamina C, contudo para prevenir gripes e constipações tem que ser consumida crua pois ao ser cozinhada perde quase metade da grande quantidade de vitamina C que possui)

Mas as propriedades curativas da couve não se ficam por aqui. Há já alguns anos que a couve tem vindo a ser utilizada pelos praticantes de medicina tradicional, como homeopatas, no tratamento do cancro através da dieta. Mas foi recentemente que estudos levados a cabo no Japão e EUA vieram mostrar que a couve é realmente eficaz na prevenção de certos tipos de cancro, como o do cólon e cancros hormono-dependentes como o da mama e dos ovários pois estimula o metabolismo das mulheres.

Outro estudo levado a cabo recentemente em Lyon, França, veio comprovar que comer pelo menos uma vez por semana couve ou brócolos previne o cancro do pulmão em 70% dos indivíduos, pois estes vegetais são ricos em isothiocyanate, um químico natural que protege contra este cancro.

Por fim, Investigadores da Universidade Nacional de Seoul, Coreia do Sul, após alimentarem com couve chinesa (napa) 13 aves contaminadas com o vírus da gripe das aves constataram surpreendentemente que em 1 semana 11 das 13 aves recuperaram. Será que a couve nos poderá salvar de uma futura epidemia?

Apesar de ter havido no último século um crescente número dos cépticos da medicina natural, nos últimos anos a medicina natural voltou a ser procurada por muitas pessoas e a couve foi um dos alimentos que mais recuperou a popularidade de outrora.

A couve

A couve é rica em vitamina A (indispensável para a vista e para a pele), vitamina C, K e algumas do complexo B. Também é rica em cálcio (oferece tanto quanto o leite), fósforo e ferro, minerais muito importantes para a formação e manutenção dos ossos e dentes. Além disso, contém bastante celulose, uma substância óptima para o funcionamento do intestino.

Propriedades medicinais: anti-helmíntica, anti-reumática, aperiente, béquica, cicatrizante, condicionante, estimulante, expectorante, fortalecedora.

Indicações: acalmar cólicas (sementes), artrite, bronquite (ajudar), asma, catarros, cicatrizar úlcera gástrica e duodenal, desinfetar o intestino, diminuir desejo por bebidas alcoólicas, doenças inflamatórias da pele, dores (ciáticas, reumáticas, nevrálgicas, de gota), estimular o apetite, febre, fortificar crianças em fase de crescimento, gota, prisão de ventre, reumatismo, seborréia do couro cabeludo, tosse, vermes.

Parte utilizada: folhas, talos, sementes. 

Fonte: hydroponia.com.br

 

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