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Crustáceos

 

O que são

Os crustáceos são artrópodes da classe Crustacea principalmente aquático e incluem as lagostas, caranguejos, camarões, Isópodos, cracas, e pulgas de água.

O exoesqueleto de crustáceos é por vezes uma proteção contra predadores.

Os crustáceos maiores (lagosta, caranguejo, camarão) são colhidas para consumo humano em muitas áreas do mundo.

Os crustáceos são animais como lagostas, caranguejos e lagostas. Crustáceos têm dois pares de antenas, dois pares de maxilas, um par de mandíbulas (que são como mandíbulas) e pernas.

Os Crustáceos formam um grupo muito grande de artrópodes, geralmente tratado como um subfilo, que inclui tais animais familiares como caranguejos, lagostas, lagostins, camarões, krill e cracas.

A maioria dos crustáceos são animais aquáticos, mas alguns são terrestre (por exemplo os Isópodos ), alguns são parasitas e alguns são sésseis (por exemplo, as cracas ).

Crustáceos
Ermitão

Os crustáceos são organismos invertebrados que tem o esqueleto do lado de fora do corpo em forma de uma carapaça. Existem várias formas diferentes, cada qual apresentando uma carapaça diversa recoberta de antenas e espinhos.

Quando jovens passam por um estágio de larva flutuante e fazem parte do plancton, base da cadeia alimentar dos mares. Existem formas microscópicas de crustáceos que alimentam diretamente os maiores seres vivos sobre a face do planeta; as grandes baleias azuis. Outras formas maiores servem de alimento para os seres humanos como o siri, o caranguejo, o camarão e a lagosta.

Os crustáceos são muito variados não só em tamanho como também em estilo de vida. Alguns andam sobre o fundo (caranguejo) enquanto outros são capazes até de nadar (camarão). Ainda outros passam a vida fixos no mesmo lugar (cracas) filtrando a água que passa para obter seu alimento.

Fonte: www.aquariodeubatuba.com.br

Crustáceos

O que são

Os crustáceos são artrópodes , como insetos, mas ao contrário de seus primos, têm se adaptado principalmente para a vida nos oceanos. O termo "crustáceo" vem da palavra latina crusta significa "crosta, casca, ou disco de superfície." À semelhança de outros artrópodes, crustáceos têm uma casca dura, muitas vezes mais espessa do que seus primos de insetos, e mandíbulas usadas para manipular e consumir alimentos. Os crustáceos são distintos de outros artrópodes por ser um grupo monofilético (descendente de um ancestral comum) e possuindo (ramificação) membros biramous.

Os crustáceos incluem muitos animais familiares - lagostas, camarões, cracas, caranguejos e lagostas.

Há também crustáceos terrestres, como os caranguejos terrestres, isópodos e terrestres eremita caranguejos.

Há bilhões de isópodos em uma floresta típica, e algumas ilhas do Pacífico estão literalmente fervilhando de caranguejos terrestres. Alguns, como o caranguejo de coco, são enormes, com uma extensão de perna de 2 m (6 pés) e um peso de até 4 kg (9 libras). O caranguejo de coco é o maior artrópode terrestre, capaz de esmagar cocos com um movimento de martelar único de suas garras. Ele ainda consome ratos ocasionalmente, e irá atacar um ser humano se ameaçado, embora nenhuma morte tenha sido relatada.

Há alguns crustáceos menos familiares. Um deles é oisópode gigante, Bathynomus giganteus, que lentamente cruzam o fundo dos oceanos, comem detritos.

Isópodes gigantes, acostumados com o ambiente relativamente desértica nos pisos profundos do oceano, são capazes de ficarem até dois meses inteiros sem comida.

Estes animais foram descobertos pela primeira vez pelo zoólogo francês Alphonse Milne-Edwards em 1879, depois de ter pescado um exemplar do Golfo do México.

Na época, a descoberta foi elogiado por ambos os cientistas eo público, e isso ajudou a provar que o fundo dos oceanos não eram inteiramente desprovido de vida. No entanto, até hoje, há muitas pessoas que nunca ouviram falar do isópode gigante.

Outra classe de crustáceos desconhecidas são piolhos crustáceo, que infectam a cada criatura que se possa imaginar no oceano. O piolho de baleia hediondo, que é encontrado nas lesões de pele, dobras genitais, narinas e olhos de baleias, pode chegar a até um centímetro de tamanho.

Origem dos Crustáceos

Os primeiros artrópodes já viviam enterrando- se na lama do fundo dos mares há 600 milhões de anos. Eram os trilobitas. Há aproximadamente 350 milhões de anos, os mares eram habitados também pelos euripterídeos.

Alguns euripterídeos invadiram a água doce e provavelmente deram origem a dois grupos: os aracnídeos e os crustáceos (mais recentes que os primeiros).

Localização Geográfica dos Crustáceos

Inclui animais tipicamente aquáticos, sendo a maioria marinhos, outros vivem em água doce e poucos, como os tatuzinhos de quintal (jardim) são encontrados em lugares úmidos porem em terra.

Características Gerais dos Crustáceos

Têm o corpo normalmente dividido em cefalotórax e abdome.

São dotados de número variável de pernas, geralmente cinco pares, e dois pares de antena.

Algumas espécies são filtradoras, alimentando-se de microorganismos e de detritos orgânicos diversos que se encontram em suspensão na água; outras são carnívoras e se nutrem de animais que capturam ou mesmo de cadáveres em decomposição.

Morfologia Externa dos Crustáceos

Crustáceos
Morfologia Externa dos Crustáceos

Possuem exoesqueleto, este composto por substâncias calcárias que o torna rígido e a quitina, uma das funções da quitina é impedir que o animal perca água, o que poderia desidratá- lo.

São dotados de patas e prolongamentos, estes chamados apêndices. O corpo é dividido em cefalotórax e abdome. O cefalotórax é formado pela fusão da cabeça com o tórax, é coberto pelo prolongamento do exoesqueleto, a carapaça, a extremidade dela é chamada rostro. Na cabeça há um par de olhos, dois pares de antenas sensoriais e um par de mandíbulas para mastigação, a boca localiza- se entre elas e dois pares de maxilas.

Durante a vida do animal ocorre periodicamente a muda. Um novo exoesqueleto se desenvolve embaixo do antigo e depois se solta dele, exoesqueleto antigo se rompe e o animal sai do revestimento. O exoesqueleto que se formou permite o crescimento do crustáceo por um período devido a sua flexibilidade. Depois o exoesqueleto endurece, interrompendo o crescimento.

Cefalotórax

Apresenta-se como uma rígida estrutura, não articulada, resultante da fusão da cabeça e tórax, sendo que a região cefálica é constituída de 5 ou 6 segmentos e a região torácica de 8.

Na região da cabeça um par de olhos penduculados e móveis, dois pares de antenas, o par mais curto é chamado de antênulas birremes e o longo de antenas; ambos são receptores de estímulos do meio ambiente. Ocorre também um par de mandíbulas para mastigação e dois pares de maxilas.

Na região torácica encontramos cinco pares de apêndices (pernas torácicas), denominados PERIÓPODOS, são usados para andar sobre o fundo.

ABDOME

É formado por diversos segmentos distintos e articulados. Seus apêndices (pernas abdominais) são denominado PLEÓPODOS, ajudam na respiração e carregam os ovos das fêmeas. Os últimos segmentos são estruturas achatadas; os dois laterais são denominados urópodos e o central, telso. Em conjunto eles formam um remo para natação.

Obs - cada segmento do corpo é formado como nos insetos por 4 peças:

Um tergo
Um esterno
Duas pleuras

Morfologia Interna do Crustáceo

Aparelho digestivo
Aparelho circulatório
Aparelho excretor
Aparelho respiratório
Aparelho nervoso

Crustáceos
Morfologia Interna do Crustáceo

Órgãos sensitivos

São estruturas que colocam o animal em contato com o meio ambiente, são sensíveis ao tato, gosto, olfato e visão.

A visão e dada pelos olhos compostos que são pedunculados e móveis. O tato é percebido pelos pêlos tácteis que se distribuem pelo corpo. O sentido químico, gosto mais olfato, reside em pêlos localizados nas extremidade das antenas, peças bucais e extremidade daquelas.

Equilíbrio e orientação à gravidade é dado pelo estatocisto que é uma estrutura em forma de saco que se abre dorsalmente sob pêlos finos, no artículo basal de cada antênula.

Muda

Como o esqueleto é rígido, deve ser mudado periodicamente para permitir o crescimento do tamanho do corpo.

Órgão X, uma pequena glândula, produz hormônios que inibe a muda, enquanto que os hormônios do órgão Y induz a muda.

Antes da muda um novo esqueleto mole cresce embaixo e separe-se do mais velho, músculo e outras estruturas dentro das extremidades amolecem e diminuem de volume. A velha cutícula então abre-se dorsalmente, e o animal lentamente se retira deixando o revestimento aumentando o volume do corpo e distendendo a nova cutícula.

Em camarão por exemplo, ocorre várias mudas que determina estágios larvais, onde os jovens são muito diferente dos animais adultos.

Estágios larvais do camarão: Nauplius, Protozoea, Zoea, Mysis e Adulto.

Regeneração

Os crustáceos como os artrópodes em geral tem boa capacidade de regenerar partes perdidas. Quando perde-se uma parte ela começa a ser regenerada na muda seguinte e cresce a cada muda, até ficar completa.

Se arrancarmos o pedúnculo todo do olho, a regeneração pode ser defeituosa e não originar um novo olho, e sim um apêndice em forma de antena. Regeneração de uma parte diferente daquela que foi removida é chamada heteromorfose. A regeneração é tanto maior quanto mais jovem for o animal.

Classificação dos Crustáceos

Subclasse Branchiopoda

Ordem Cladocera (Daphnia pulex)

Ordem Cladocera

Crustáceos
Pulga d' Água

São conhecidos como pulgas d'água, devido a semelhança com aqueles insetos. Locomovem-se através das antenas transformadas em vigorosos órgãos de propulsão.

Podemos encontra-las em concentrações que variam de 100 a 100.000 por metros cúbicos de água. São de suma importância sob o aspecto ecológico, uma vez que representam a dieta principal dos peixes de água doce. Ex: Daphinia pulex.

Subclasse Ostrácoda ( Strandesia )

Crustáceos
Strandesia

Pequenos crustáceos muito comum na água doce e do mar, possui o corpo não segmentado, completamente protegido por uma cocha, constituída por duas valvas. Ex: Strandesia

Subclasse Cirripédia

Ordem Thoracica

São animais sésseis que se apresentam bem diferentes de outros crustáceos, sendo dificilmente reconhecidos como tais. Eles fixam-se pela região pré-oral, e tem seu corpo protegido por uma carapaça constituída por várias placas às vezes fundidas umas às outras.

Dois tipos são encontrados nas águas litorâneas: as que possuem pendúculo, conhecidas como Lepas, e as que não possuem conhecidas como Balanus (cracas).são vivíparas.

Subclasse Copépoda

Ordem Cyclopoidea (Cyclops)

Pequenos crustáceos encontrados com freqüência nos lagos, riachos ou mares onde servem alimentos para outros animais. As fêmeas são reconhecidas facilmente quando estão com os sacos ovígero. Alguns podem ser vistos a olho nu reconhecidos pela maneira de locomoção que efetua por pequenos saltos. Ex: Cyclops.

Crustáceos
Cyclopoidea

Subclasse Malacóstraca

Ordem Isópodas

Os isópodes são crustáceos que possuem numerosas patas, todas semelhantes. O exemplo mais conhecido é um isópodes encontrado em toda a costa litorânea do Brasil, conhecido por Tatuí, tatuíra ou tatuzinho de de praia. A barata- da- praia, encontrada nas pedras e rochedos marinhos, e o tatuzinho de jardim, que vive em lugares úmidos, sob pedras e madeiras podres.

Ordem Decápodes

Crustáceos
Decápode

Os decápodes possuem pares de pernas diferenciadas. Os decápodes são crustáceos de dez patas. Alimentam- se de animais mortos, algas e plantas aquáticas; alguns, como as lagostas, são predadores. Os representantes desse grupo são o siri, o caranguejo, o camarão, a lagosta e o pitu.

Reprodução dos Crustáceos

A maioria dos crustáceos é dióica. Os machos possuem apêndices especializados que transferem os gametas para os receptáculos seminais da fêmea, onde ficam armazenados. Os óvulos são eliminados para fora do corpo e ficam pregados no abdome por uma espécie de cola. A fecundação é externa. Em algumas espécies o desenvolvimento pode ser direto ou indireto, este último pode ter várias fases larvais.

Sistema Circulatório dos Crustáceos

Os crustáceos possuem um sistema circulatório aberto ou lacunar. Há um coração no dorso, que bombeia o sangue (hemolinfa) que pode ser de cor branca, amarela ou azul, através de seis artérias que se distribuem pelo corpo e retorna ao coração pelos ostíolos. A hemolinfa transporta nutrientes e excreções celulares.

Sistema Respiratório dos Crustáceos

A respiração é do tipo branquial. As brânquias são estruturas filamentosas e irrigadas pelo sangue, que se projetam da superfície de certas regiões do corpo. A circulação da água entre as brânquias permite que o oxigênio da água difunda- se para o sangue. O gás carbônico presente no sangue difunde- se para a água ao redor.

Sistema Digestivo dos Crustáceos

O sistema digestivo - é formado pela boca, esôfago, estômago dividido em duas partes:

1º- anterior, denominada câmara cardíaca e a
2º-
posterior chamada de câmara pilórica; Intestino médio, intestino tubular e orifício retal. Na câmara cardíaca existem dentes calcificados formando um moinho gástrico que ajuda na trituração dos alimentos.

O sistema digestivo é completo. A digestão é extracelular. O estômago é formado por uma câmara cardíaca e uma câmara pilórica. Há também glândula anexa que auxilia na digestão, o hepatopâncreas, que lança enzimas no tubo digestivo.

Aparelho excretor dos Crustáceos

Formado por um par de glândulas verdes, situadas na face ventral da cabeça, que se abre no meio exterior de um orifício próximo a base das antenas. As glândulas retiram restos orgânicos e sais da hemolinfa. São os únicos órgãos excretores dos crustáceos. Invertebrados aquáticos eliminam o nitrogênio como amônia, composto este altamente tóxico, porém rapidamente eliminado porque há sempre excesso de água.

Sistema nervoso dos Crustáceos

O sistema nervoso é formado de gânglios supraesofágico (cérebro, gânglio subesofágico e cordão nervoso ventral duplo. O gânglio subesofágico é resultante de fusão de 5 ou 6 pares de gânglios.

Importância Econômica dos Crustáceos

Nos ambientes aquáticos, a vasta população dos microcrustáceos, como os copépodes e o krill, tem papel fundamental nas teias alimentares.

Formam o chamado zooplâncton, e são consumidores primários. Alimentam-se do fitoplâncton constituído por algas unicelulares, e servem de alimento para outros animais. Correspondem, nos ambientes aquáticos, aos herbívoros terrestres pois, enquanto as plantas são os principais organismos fotossintetizantes dos ambientes terrestres, as algas ocupam essa posição, nos ambientes aquáticos.

Os crustáceos microscópicos, os copépodes, fazem parte do plâcton marinho.

O plactôn é uma comunidade de pequenos seres flutuantes que dividem- se em: fitoplâncton, seres autótrofos, principalmente algas, que tem um papel importante como produtores de alimentos, pois realizam fotossíntese; e zooplâncton, seres heterótrofos como as águas vivas, os copépodes, os krills, os protozoários e as larvas.

As lagostas, os camarões e siris são alimentos muito apreciado pelo homem, atingindo elevados preços no mercado.

Curiosidades sobre os Crustáceos

Diz-se que o camarão "limpa" o mar, porque ele se alimenta de animais mortos e outros detritos orgânicos.

Como é a vida do caranguejo-dos-coqueiros?

No início de sua vida, o caranguejo-dos-coqueiros esconde o seu abdome mole em conchas abandonadas de moluscos. Na fase adulta, não dispõe de conchas de tamanho suficiente para o seu corpo. A partir desse momento, ele enrola o abdome embaixo do cefalotórax e passa a viver no ambiente terrestre.

Em terra, encontrando um coqueiro, sobe pelo caule e usa as pinças para derrubar os cocos verdes, de cuja polpa ele depois de alimentará.

O caranguejo-dos-coqueiros respira através de uma estrutura forrada de tecido úmido, que absorve oxigênio do ar. Na época de reprodução, retorna ao mar onde deposita os seus ovos.

Os crustáceos são excelentes alimentos. Camarão e lagosta são pratos que disputam a preferência da pessoas.

O camarão pode ser encontrado naturalmente nas peixarias, nas feiras e nos supermercados. Pode-se adquiri-lo também descascado, congelado e embalado em caixas.

Nos restaurantes, entra no preparo de pratos diferentes: ensopado (cozido e servido com pirão), moqueca (cozido com azeite-de-dendê e leite de coco), risoto (cozido misturado com arroz) e outros.

Com o siri e o caranguejo também se fazem bons pratos.

Geralmente, é feito o "catado" de suas carnes antes de preparar os pratos, que têm receitas variadas. Em beira de praia, costuma-se fazer um tira-gosto com o caranguejo inteiro, que é quebrado com paus especiais e "catado" na hora.

O maior camarão de água doce - vive na Amazônia. Também encontrado em alguns rios do Nordeste, chega a medir 48 centímetros da cauda à ponta das garras.

Bibliografia

Amabis, José Mariano, 1947-
Amabis, Mariano José e Martho, Gilberto Rofrigues, Biologia dos Organismos 2, 1. Ed. São Paulo, Moderna,1999.

Fonte: br.geocities.com

Crustáceos

São animais de água doce ou salgada?

Em sua maioria, os crustáceos são animais aquáticos de respiração branquial. Vivem em água tanto doce como salgada. As brânquias são pequenas lâminas pelas quais circula a água de onde é extraído o oxigênio. Há espécies que se deslocam pelo fundo da água (como o caranguejo comum), espécies nadadoras (como os camarões-rosa) e outras que vivem fixadas a rochas (como as cracas e as Lepas).

O corpo dos crustáceos

O corpo dos crustáceos divide-se em duas regiões: o cefalotórax e o abdome. Geralmente, o cefalotórax apresenta dois pares de antenas — com função tátil e olfativa —, olhos, boca e por cinco pares de apêndices articulados, o primeiro transformado em pinça, e os outros quatro em pernas locomotoras.

O abdome é a parte final do corpo e apresenta, em alguns casos, pequenos apêndices que colaboram com a respiração e a reprodução. Os crustáceos dispõem também de uma carapaça externa, o exoesqueleto, cuja dureza e rigidez os protege das agressões externas.

A reprodução dos Crustáceos

A reprodução dos crustáceos é sexuada. Os sexos são separados em indivíduos machos e fêmeas, com características anatômicas que permitem diferenciá-los.

Eles produzem ovos, dos quais saem larvas nadadoras que, depois de uma série de profundas transformações ou metamorfoses, tornam-se indivíduos adultos.

Os cirripédios ( Lepas )

Crustáceos
Cirripédios ( Lepas )

 

Os cirripédios (Lepas) são um grupo de crustáceos providos de um pedúnculo que os fixa às rochas, enquanto o resto do corpo está envolto por uma carapaça muito dura que lhes confere o aspecto de encouraçado.

Possuem seis pares de cirros, apêndices finos, compridos e móveis, que servem para provocar correntes de água que transportam o alimento até sua boca.

O Pollicipes cornucopia é um cirripédio das costas do Atlântico, que vive sobre rochas castigadas pelo movimento das ondas.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Crustáceos

Crustáceos
Morfologia externa de um crustáceo (camarão)

Em geral, são aquáticos (camarão, siri, caranguejo, lagosta e craca); algumas espécies são terrestres, como a do tatuzinho-de-jardim. O exoesqueleto é reforçado por sais de cálcio e o corpo está dividido em cefalotórax e abdome.

No cefalotórax há dois pares de antenas (com função olfativa e tátil), um par de mandíbulas (entre as quais se abre a boca), dois pares de maxilas (usadas para mastigar o alimento) e três pares de maxilípedês, pernas usadas para manipular o alimento e leválo à boca. Os grupos mais conhecidos possuem cinco pares de pernas, chamadas de pereiópodes e usadas na locomoção sobre o fundo. O primeiro par pode estar transformado em quela, pinça forte usada na apreensão do alimento e na defesa.

O abdome apresenta, frequentemente, apêndices nadadores, chamados de pleiópodes. O último par, os urópodes (uros = cauda), forma o telso (borda, em grego), espécie de cauda usada como remo. A digestão mecânica é realizada pelo estômago e a química ocorre no intestino com enzimas produzidas pelo hepatopâncreas. A respiração é feita por ramificações laterais situadas na base das patas (brânquias). A circulação é semelhante à dos insetos, mas no sangue há pigmentos respiratórios, como a hemocianina e, menos frequentemente, a hemoglobina.

A excreção depende das glândulas verdes ou antenares, situadas na cabeça, que retiram excretas do sangue e as eliminam por poros na base das antenas. Há órgãos táteis e olfativos nas antenas e na região bucal, olhos compostos, que podem localizar-se na extremidade de pedúnculos móveis, e estatocistos, que servem como órgãos de equilíbrio. Na maioria dos casos os sexos são separados e o desenvolvimento é geralmente indireto (com larvas).

Fonte: www.portalimpacto.com.br

Crustáceos

Crustáceos
Crustáceos

Características Gerais

Essa classe de artrópodos caracteriza-se por possuir dois pares de antenas, o corpo dividido em dois segmentos (cefalotórax e abdome) e pela presença de numerosos pares de patas (geralmente cinco ou mais), sendo que muitos deles apresentam apêndices birremes adaptados à natação. Há crustáceos sésseis, como as cracas, que vivem fixas a um substrato. Outros, como o paguro (ou bernardo-eremita), apresentam a porção posterior do corpo desprovida de exoesqueleto, e ocupam a concha deixada por moluscos mortos.

Os representantes mais conhecidos são os camarões, os siris, os caranguejos e as lagostas. Habitam ecossistemas marinhos e de água doce, havendo mesmo representantes de ambiente terrestre úmido (o tatuzinho-de-jardim).

Nos ambientes aquáticos, a vasta população dos microcrustáceos, como os copépodes e o krill, tem papel fundamental nas teias alimentares. Formam o chamado zooplâncton, e são consumidores primários. Alimentam-se do fitoplâncton constituído por algas unicelulares, e servem de alimento para outros animais.

Correspondem, nos ambientes aquáticos, aos herbívoros terrestres pois, enquanto as plantas são os principais organismos fotossintetizantes dos ambientes terrestres, as algas ocupam essa posição, nos ambientes aquáticos.

O cefalotórax, porção mais anterior do corpo formada pela fusão da cabeça com o tórax, é coberta por uma peça de exoesqueleto, a carapaça, dotada de uma extremidade serrilhada chamada rostro. No cefalotórax, ligam-se os principais apêndices articulados desses animais. O último dos segmentos do abdome é o télson e, ao lado dele, estão os urópodos.

A boca é ventral e encontra-se entre as mandíbulas, peças mastigadoras. O tubo digestivo é completo, e apresenta algumas glândulas anexas como o hepatopâncreas.

O aparelho digestivo é formado pela boca, esôfago, estômago dividido em duas partes:

1º- anterior, denominada câmara cardíaca e a
2º-
posterior chamada de câmara pilórica; Intestino médio, intestino tubular e ânus. Na câmara cardíaca existem dentes calcificados formando um moinho gástrico que ajuda na trituração dos alimentos.

O Aparelho circulatório é formado por um coração dorsal curto e irregular de onde saem seis artérias que se distribuem por todo o corpo. O sangue (hemolinfa) possui coloração azulada devido ao pigmento hemocianina, e volta ao coração pelos ostíolos. Este sistema circulatório é denominado aberto ou lacunar, porque o sangue não está sempre no interior dos vasos.

O aparelho excretor é formado por um par de glândulas verdes, situadas na face ventral da cabeça, que se abre no meio exterior de um orifício próximo a base das antenas. As glândulas retiram restos orgânicos e sais da hemolinfa. São os únicos órgãos excretores dos crustáceos. Invertebrados aquáticos eliminam o nitrogênio como amônia, composto este altamente tóxico, porém rapidamente eliminado porque há sempre excesso de água.

O aparelho respiratório é formado por vários pares de brânquias situadas nos dois lados de todos os segmentos torácicos.

Sistema Nervoso dos Crustáceos

No sistema nervoso constam gânglios supraesofágicos (cérebro), gânglio subesofágico e cordão nervoso ventral duplo. O gânglio subesofágico é resultante de fusão de 5 ou 6 pares de gânglios.

Os órgãos sensoriais são estruturas que colocam o animal em contato com o meio ambiente. São sensíveis ao tato, gosto, olfato e visão. A visão e dada pelos olhos compostos que são pedunculados e móveis. O tato é percebido pelos pêlos tácteis que se distribuem pelo corpo. O sentido químico, gosto mais olfato, reside em pêlos localizados nas extremidade das antenas, peças bucais e extremidade daquelas.

Equilíbrio e orientação à gravidade é dado pelo estatocisto que é uma estrutura em forma de saco que se abre dorsalmente sob pêlos finos, no artículo basal de cada antênula.

Fonte: www.pucrs.br

Crustáceos

Crustáceos
Crustáceos

O nome "crustáceo" vem em razão desses animais terem um exoesqueleto de quitina endurecido pelo acúmulo de carbonato de cálcio, (do latim, crusta, que significa carapaça dura).

Os crustáceos possuem representantes terrestres, de água doce e marinhos (a maioria é marinha). Existem espécies de vida livre e também algumas que vivem fixas a substratos. Alguns exemplos de crustáceos são o tatu-bola, o camarão, a craca e o caranguejo. São de grande importância a cadeia alimentar, pois servem de alimento aos peixes e outros animais maiores.

Diferem dos outros artrópodes pelo número de antenas (dois pares) e pela respiração. Os crustáceos em geral respiram por brânquias localizadas na base das patas, e só podem viver na água ou em ambientes muito úmidos, como o tatuzinho ou bicho-de-conta.

O sangue é movimentado na cavidade central do corpo por um coração rudimentar. Os músculos são mais diferenciados que nos vermes; O sistema nervoso, ventral, é dividido em um sistema sensorial e um sistema motor, sendo os órgãos controlados por um sistema nervoso simpático (involuntário).

Mais de metade das espécies de crustáceos pertence à subclasse dos malacostracos, que são os crustáceos mais desenvolvidos.

O corpo destes é dividido em 19 segmentos, cada um deles apresentando um par de apêndices:

A cabeça (cinco segmentos) tem dois pares de antenas e três pares de apêndices para alimentação (uma mandíbula, duas maxilas);
O tórax (oito segmentos) está sempre solidamente ligado à cabeça. Tem três pares de apêndices semelhantes às mandíbulas e cinco pares de apêndices locomotores. Destes, o primeiro pode se transformar em urna pinça, fraca ou forte;
O abdômen (seis segmentos) varia em tamanho. Pode ser longo, como na lagosta, ou atrofiado, como no caranguejo. Cada segmento possui um par de patas falsas que desempenham papel na reprodução; muitas vezes a fêmea deposita os ovos nesses apêndices. A reprodução é sexuada e a fertilização, externa. O camarão, por exemplo, deposita o esperma no tórax da fêmea e a fertilização dos ovos pode demorar alguns dias.

Crustáceos

Os crustáceos são divididos em dois grupos:

Decápodes - São crustáceos que possuem dez patas. Geralmente, as duas patas dianteiras são modificadas e bem desenvolvidas para captura de alimentos. Os principais representantes dessa classe são os camarões, caranguejos, lagostas e siris.
Isópodes - apresentam numerosas patas e todas semelhantes. O principal representante desse grupo é o Tatuí.

RESPIRAÇÃO

Os crustáceos são animais adaptados à vida no ambiente aquático, respirando através de brânquias que geralmente se desenvolvem na base dos apêndices torácicos. Embora a maioria dos crustáceos seja aquática, ha espécies que invadiram o meio terrestre, como é o caso do tatuzinho de jardim (ou tatu-bola), da barata-da-praia (gênero Ligia) e dos caranguejos terrestres ou caranguejoa-fantasma (gênero Ocypode), muito comum nas partes secas das nossas praias e dunas de areia. Estas formas, entretanto, não tem adaptações completas ao meio terrestre, dependendo de brânquias para a sua respiração, que devem ser sempre umedecidas ou matidas úmidas para as trocas gasosas.

EXCREÇÃO

A excreção dos crustáceos é feita através de um par de glândulas verdes ou antenas, localizado próximo às antenas e abrindo-se para o exterior atravpes de um poro excretor na base ventral das segundas antenas.

REPRODUÇÃO

A maioria dos crustáceos é de sexos separados, embora existam espécies hermafroditas, a fecundação é cruzada, envolvendo copulação. Em geral, as fêmeas de crustáceos incubam seus ovos em apêndices do corpo, como ocorre com as lagostas e caranguejos, ou em sacos ovígeros formados quando os ovos são expelidos, como ocorre em copépodes. Na maioria dos casos, o desenvolvimento é indireto, com larvas livre-natantes, podendo existir mais de um tipo de larva no mesmo ciclo de vida. Em geral, do ovo surge uma larva náuplio, que se transforma em uma larva zoez, mas esse padrão varia muito de grupo para grupo.

Em algumas espécies, como é o caso do lagostim, as fases larvais são suprimidas, sendo que do ovo emerge um jovem: o desenvolvimento, nesses casos, é direto.

Quando adultos muitos dos crustáceos se mostram completamente diferentes de quando nascem, pois nesta fase cobre-se com uma casca grossa . Na sua fase larval, os crustáceos menores servem de alimento para muitos peixes.

O menor crustáceo existente é a pulga-d’água, é tão pequena que mal pode ser vista a olho nu; já o maior deles é o caranguejo.

De uma maneira geral, os crustáceos são carnívoros ou onívoros. Eles alimentam-se de carne, peixe, mexilhão, as carnes magras são muito apreciadas em sua dieta.

Fonte: www.passeiweb.com

Crustáceos

Crustáceos
Morfologia Externa do Crustáceo

A maioria dos crustáceos é marinha, porém muitos ocorrem em água-doce e uns poucos vivem em lugares úmidos na terra, como o tatuzinho de jardim. Os crustáceos são animais de vida livre, com exceção de algumas formas que são sésseis ou parasitas,

O corpo é formado por um exoesqueleto de quitina, um polissacarídeo nitrogenado carbonato de cálcio transforma o exoesqueloto numa carapaça rígida.

Apresenta um cefalotórax (cabeça e tórax) rígido e abdômen anterior segmentado. No cefalotórax, a cabeça apresenta 5 segmentos e o tórax 8. O abdômen está dividido em 6 segmentos. Em cada segmento existe um par de extremidades articuladas.

O aparelho digestivo é formado pela boca, que se abre acima das mandíbulas, um esôfago curto e tubular, um estômago de parede fina, dividido em uma câmara cardíaca anterior e dilatada e uma câmara pilórica posterior, um intestino médio e um intestino tubular que se estende dorsalmente até o orifício retal.

Abaixo do estômago existem duas glândulas digestivas, o hepatopâncreas ("fígado").

O alimento que é trazido para a boca pelo segundo e terceiro pares de pernas vai para o esôfago e daí para a câmara cardíaca, onde é triturado pelo moinho gástrico, uma estrutura formada por dentes calcificados.

Na câmara pilórica o alimento recebe as enzimas digestivas, eliminadas pelo hepatopâncreas que, juntamente com o intestino médio, fazem a absorção do alimento. A matéria que não foi digerida e partículas mais duras, é transformada em fezes que serão eliminadas pelo orifício retal.

O sistema circulatório dos crustáceos é um sistema aberto ou lacunar onde o sangue preenche espaços abertos ou seios, que estão distribuídos em diversas partes do corpo.

O coração dos crustáceos se encontra dentro do seio pericárdio. O sangue que preenche este seio, passa para o coração através de três pares de válvulas.

Do coração ele é bombeado para seis artérias que o distribuem para todo o corpo. O sangue, então, corre para os espaços abertos (seios), que estão entre os órgãos. Daí ele é coletado em um grande seio externo, no assoalho do tórax, passando para os canais aferentes e então para as brânquias, onde ocorre a oxigenação. Das brânquias o sangue volta para o seio pericárdico e coração. O sangue, neste grupo, geralmente contém um pigmento respiratório chamado hemocianina.

A respiração é realizada por brânquias, projeções plumosas da parede do corpo, irrigadas com vasos sangüíneos e que estão localizadas ao longo de cada lado do tórax.

Na maioria dos crustáceos os sexos são separados, ocorrendo dimorfismo sexual. A fecundação é interna. Nos crustáceos os indivíduos jovens, principalmente, podem sofrer regeneração quando da perda de extremidades pares e olhos. Tal perda é reposta na muda, onde a estrutura é parcialmente formada.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Crustáceos

Crustáceos
Siri

Os crustáceos são animais artrópodes que possuem uma crosta protegendo o corpo em sua maioria animais aquáticos e de respiração branquial. São de grande importância a cadeia alimentar, pois servem de alimento aos peixes e outros animais maiores.

Seu corpo é divido em: cabeça com dois olhos, dois pares de antenas, um par de mandíbulas e dois pares de maxilas; e o abdome. A parte interna do seu corpo é constituída por aparelho digestivo, câmara cardíaca, aparelho circulatório, aparelho excretor, aparelho respiratório, sistema nervoso e órgãos sensitivos.

Os crustáceos são divididos em dois grupos:

Decápodes

São crustáceos que possuem dez patas. Geralmente, as duas patas dianteiras são modificadas e bem desenvolvidas para captura de alimentos.

Os principais representantes dessa classe são os camarões, caranguejos, lagostas e siris.

Isópodes

Apresentam numerosas patas e todas semelhantes.

O principal representante desse grupo é o Tatuí.

Também pertencentes à classe dos artrópodes os crustáceos fazem parte desta classificação por serem possuidores de pernas articuladas, mas sem espinha dorsal. Como exemplo desta classe poderemos citar o camarão, a craca, a lagosta, o pitu, o siri e o caranguejo entre outros.

Podem encontrar-se crustáceos em praticamente todos os ambientes do mundo, desde as fossas abissais dos oceanos, até glaciares e lagoas temporárias dos desertos.

O nome da classe vem do fato de terem um exoesqueleto de quitina endurecido pelo acúmulo de carbonato de cálcio, (do latim, crusta = carapaça dura).

A maior parte destes animais vivem no mar, mas existem alguns caranguejos que são capazes de viver também na terra. O tatuzinho, encontrado nos jardins é também pertence a esta classe e diferenciam-se dos demais artrópodes mandibulados por possuírem dois pares de antenas.

Quando adultos muitos se mostram completamente diferentes de quando nascem, pois nesta fase cobre-se com uma casca grossa . Na sua fase larval, os crustáceos menores servem de alimento para muitos peixes.

O menor crustáceo existente é a pulga-d’água, é tão pequena que mal pode ser vista a olho nu; já o maior deles é o caranguejo.

De uma maneira geral, os crustáceos são carnívoros ou onívoros. Eles alimentam-se de carne, peixe, mexilhão, as carnes magras são muito apreciadas em sua dieta.

Fonte: www.fiocruz.br

Crustáceos

Com o corpo protegido por uma espécie de carapaça ou armadura, os crustáceos, animais estreitamente aparentados com os insetos, vivem no mar ou na água doce. São a base da alimentação de grande número de espécies marinhas e oceânicas.

Os crustáceos constituem uma classe do filo dos artrópodes, animais invertebrados providos de apêndices articulados. Existem cerca de 33.000 espécies, quase todos aquáticos, nas mais variadas localizações e condições. Assim, há crustáceos em águas frias, de até 0o C, e outros em nascentes cujas águas atingem temperaturas de 45o C; alguns nadam, outros andam no fundo do mar ou, ainda, vivem fixos. Alguns copépodes têm apenas um quarto de milímetro quando adultos, e o maior crustáceo conhecido é o caranguejo-aranha do Japão (Macrocheira kaempferi), que pode alcançar 3,60m com os pereópodes estendidos, enquanto a carapaça alcança 45cm de largura.

Características Gerais

O corpo dos crustáceos geralmente se divide em três segmentos: cefálico, com a cabeça e dois pares de antenas e três pares de apêndices mastigadores, denominados mandíbulas e maxilas; o tórax, que às vezes se funde com a cabeça e forma o cefalotórax; e o telso, que corresponde ao último anel do abdome, à maneira de uma cauda.

O tórax ostenta uma série de apêndices, uns relacionados com a alimentação e a captura do alimento, que recebem o nome de maxilípedes, e outros que servem à locomoção. Nos grupos mais evoluídos, os apêndices de locomoção denominam-se pereópodes, e os abdominais, ausentes em muitos crustáceos, são os pleópodes, utilizados para nadar.

O corpo é recoberto por um envoltório de quitina, substância que também forma a cutícula dos insetos. É comum essa cobertura impregnar-se de sais de cálcio, ganhando assim em dureza e resistência.

Essa carapaça não forma uma camada contínua: apresenta diversas placas ou segmentos no abdome e, amiúde, também no tórax. Em algumas espécies sua forma é de uma concha bivalve; em outras, como no perceve (Lepas anatifera), um marisco marinho, assume o aspecto de um manto que envolve todos os órgãos.

Como a carapaça é muito rígida, o crescimento do animal é condicionado por uma série de mutações, em que periodicamente ele se despoja de uma antiga cutícula, produzindo-se em seguida um espessamento dos tecidos e o desenvolvimento de uma nova camada protetora que logo se endurece. É o fenômeno da muda, característico de todos os artrópodes.

A alimentação dos crustáceos é muito variada: distinguem-se espécies herbívoras, que se nutrem de algas e restos vegetais; filtradoras, que capturam pequenas partículas em suspensão na água; parasitas, que vivem às custas de outros organismos, como peixes ou invertebrados diversos; e carnívoras.

O aparelho digestivo compõe-se de três regiões principais, mas nos crustáceos superiores a região média, ou estômago, se diferencia em duas cavidades: uma trituradora e outra filtradora.

Em alguns crustáceos de dimensões minúsculas, a respiração é cutânea, isto é, efetua-se através da pele. Para isso são dotados de cutículas muito delgadas que facilitam a difusão do oxigênio da água. As espécies aquáticas dispõem de brânquias, estruturas laminares de grande superfície de absorção nas quais se realiza o intercâmbio gasoso. Os crustáceos isópodes (de patas iguais ou semelhantes entre si), dos quais alguns - como o tatuzinho ou bicho-de-conta - são terrestres, respiram mediante apêndices abdominais.

O sistema circulatório é aberto e, assim, o líquido sangüíneo banha diretamente os órgãos, embora existam vasos que canalizam o sangue e o levam até o coração, situado em posição dorsal. O pigmento respiratório, que permite a captação do oxigênio pelas células sangüíneas e o transporta para os tecidos, contém íons de cobre; a coloração do sangue costuma ser transparente ou de tom amarelo claro.

A excreção se verifica por uma série de glândulas antenais e maxilares. Na região ventral, o sistema nervoso apresenta forma escalonada e se compõe de uma série de gânglios que se conectam, por meio de cordões nervosos, com os diferentes órgãos e com o gânglio cerebral. Os principais órgãos sensoriais são os olhos, que podem ser compostos ou simples; os chamados estatocistos, que informam o animal sobre a postura e o equilíbrio do corpo; e os quimiorreceptores, que captam as substâncias reativas presentes no meio.

O sistema endócrino dos crustáceos é constituído por glândulas que regulam processos importantes como a muda, a pigmentação, a produção de células sexuais (gametas) e a reprodução. As mutações na cor da pele são respostas a estímulos externos, como a luz, a temperatura etc., e dependem da ação das células pigmentares da epiderme ou cromatóforos.

As larvas desses animais passam por diversas fases de desenvolvimento. Na maioria dos crustáceos, libera-se do ovo uma larva típica, o náuplio, que tem vida livre, corpo não segmentado, um olho náuplio mediano e três pares de apêndices, providos de cerdas e usados para a natação. Do ovo ao adulto, há uma série de estágios de desenvolvimento, separados por mudas em que ocorrem numerosas transformações, como a formação de órgãos, e o aumento do número de segmentos do corpo.

Na maioria das vezes, a fêmea é maior que o macho. Há, porém, casos de hermafroditismo, isto é, o mesmo animal tem órgãos masculinos e femininos, como ocorre nos perceves; e também de partenogênese, em que as fêmeas produzem óvulos férteis que originam um novo ser sem a intervenção do macho.

Principais grupos de crustáceos. Os crustáceos são muito diversificados e têm classificação bastante complexa. Alguns, como os anostráceos, não apresentam carapaça e são de pequeno tamanho. Outros, como os cladóceros, entre os quais se inclui a pulga-d"água (Daphnia pulex), têm uma cutícula plana e, como os anteriores, vivem em água doce. Os da subclasse dos copépodes integram uma grande parte do plâncton marinho. Ao grupo dos cirrípedes pertencem os perceves, aparentados com as cracas e muito apreciados pelos gastrônomos. Prendem-se aos rochedos e outras bases por meio de um pedúnculo. Outra ordem é composta pelos isópodes, adaptados a uma grande diversidade de ambientes e que incluem os tatuzinhos ou bichos-de-conta, que são terrestres.

Uma ordem importante por sua significação para a alimentação humana é a dos decápodes, assim denominados por possuírem cinco pares de patas locomotoras, o primeiro dos quais parecendo pinças.

Divide-se essa ordem em duas categorias: a dos macruros, caracterizados pelo abdome bem desenvolvido, e a dos branquiúros, de abdome reduzido. Entre os primeiros incluem-se os camarões, sobretudo os dos gêneros Palaemonetes, Leander e Penaeus; os lagostins de água doce, como os do gênero Astacus; as lagostas e os lavagantes, respectivamente pertencentes aos gêneros Polinurus e Homarus. Nos branquiúros cabe destacar os caranguejos, dos gêneros Carcinus e Cancer; os santolas ou centolas, grandes caranguejos marinhos do gênero Maia; e o bernardo-eremita, do gênero Pagurus.

Entre as espécies mais conhecidas, são freqüentes no Brasil as lagostas marchadoras, vermelhas, como a P. laevicauda, que diferem das lagostas européias. É comum ainda o lagostim (Scyllarus aequinoctialis), aparentado à lagosta. Os camarões marinhos são abundantes em águas brasileiras.

Pertencem, na verdade, a três espécies: rosa (Penaeus brasiliensis), branco (P. setiferus) e sete-barbas (P. kroyeri).

Fonte: biomania.com.br

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