Nem dormir nem morrer na fria Eternidade!
mas repousar um pouco e repousar um tanto,
os olhos enxugar das convulsões
do pranto,
enxugar e sentir a ideal serenidade.
A graça do consolo e da tranqüilidade
de um céu de carinhoso e perfumado encanto,
mas sem nenhum carnal
e mórbido quebranto,
sem o tédio senil da vã perpetuidade.
Um sonho lirial d’estrelas desoladas,
onde as almas febris, exaustas, fatigadas,
possam se recordar e repousar
tranqüilas!
Um descanso de Amor, de celestes miragens,
onde eu goze outra luz de místicas
paisagens
e nunca mais pressinta o remexer de argilas!
Fonte: www.dominiopublico.com.br