Como os cegos e os nus pede um abrigo a
alma que vive a tiritar de frio.
Lembra um arbusto frágil e sombrio
que necessita do bom sol amigo.
Tem ais de dor de trêmulo mendigo
oscilante, sonâmbulo, erradio.
É
como um tênue, cristalino fio
d’estrelas, como etéreo
e louro trigo.
E a alma aspira o celestial orvalho,
aspira o céu, o límpido
agasalho,
sonha, deseja e anseia a luz do Oriente...
Tudo ela inflama de um estranho beijo.
E este Anseio, este Sonho, este Desejo
enche
as Esferas soluçantemente.
Fonte: www.dominiopublico.gov.br