De bom amor e de bom fogo claro
uma casa feliz se acaricia...
basta-lhe luz e basta-lhe harmonia
para ela não ficar ao desamparo.
O Sentimento, quando é nobre e raro,
veste tudo de cândida
poesia...
um bem celestial dele irradia,
um doce bem, que não é parco e avaro.
Um doce bem que se derrama em tudo,
um segredo imortal, risonho e mudo,
que nos leva debaixo da sua asa.
E os nossos olhos ficam rasos d’água
quando, rebentos de uma
oculta mágoa,
são nossos filhos todo o céu da casa.
Fonte: www.dominiopublico.gov.br