Nada há que me domine e que me vença
quando a minh’alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial Sentença,
condenado do Amor, que se recorda
do Amor e sempre no Silêncio borda
d’estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
e tudo vejo dos encantos raros
e de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
ouço-as dentro de mim, porque eu as amo
na minh’alma volteando arrebatadas!
Fonte: www.dominiopublico.gov.br