Por ocasião dos festejos em homenagem ao sexagésimo primeiro
aniversario natalício do eloqüentíssimo tribuno sagrado,
Joaquim
Gomes d'Oliveira Paiva.
Há vultos tamanhos que não
Cabendo no globo, vão quedos
Mas solenes, refugiar-se na campa.
D'aí embuçam-se n'um manto
infinito De glórias?...
Minh’alma está agora penetrando
Lá na etérea plaga, cristalina!
Que música meu Deus febril, divina
Nos páramos azuis vai retumbando!
Além, d’áureo dossel se está rasgando Custosa,
de primor, esmeraldina Diáfana, sutil, longa cortina
Enquanto céus se vão duplando!
Em grande pedestal marmorizado
De Paiva se divisa o busto enorme
Soberbo
como o sol, de luz croado
De um lado o porvir -- Antheu disforme
Dos lábios faz soltar pujante
brado
Hosanas! não morreu! apenas dorme.
Por ocasião da comemoração do sexagésimo primeiro
aniversario natalício do ilustre pregador catarinense
Joaquim Comes d'Oliveira
Paiva.
Rompeu-se o denso véu do atroz marasmo
E como por fatal, negro hebetismo
De antro sepulcral, de fundo abismo
O povo
ressurgiu com entusiasmo!
O Zoilo mazorral se queda pasmo
Supõe quimera ser, ser cataclismo
Roga,
já por dobrez, por ceticismo
De néscio, vil truão solta o sarcasmo.
Perdão, Filho da Luz, minh'alma exora,
Porém, a pátria
diz, somente agora
Os grilhões biparti de atroz moleza!
E ele, o nosso herói já redivivo
De pé, sem se curvar, sereno, altivo
Co'as raias do porvir mede a grandeza!
Fonte: www.dominiopublico.gov.br